domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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95% da produção está qualificada para a indústria cervejeira



Clima favorável deve permitir a finalização da colheita nos próximos dias




Foto: Canva

De acordo com dados divulgados pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS nesta quinta-feira (5), a colheita da cevada está em fase final no Rio Grande do Sul. A operação já foi concluída nas regiões, com exceção dos Campos de Cima da Serra, onde 60% das lavouras foram colhidas e 40% ainda se encontram em fase de maturação. As condições climáticas favoráveis devem permitir a finalização da colheita nos próximos dias.

A safra 2024 de cevada é considerada satisfatória, embora não tenha atingido os recordes da colheita de 2022. No entanto, a produção não sofreu perdas significativas como ocorreu em 2023, quando a cevada não foi adequada para a indústria de malte. De acordo com a Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar, 95% das 52 mil toneladas analisadas foram classificadas para a produção cervejeira.

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Os grãos desclassificados apresentaram características como tamanho inadequado, poder germinativo abaixo do esperado e presença de micotoxinas, fatores que estão relacionados a condições climáticas desfavoráveis, como chuvas excessivas e nebulosidade durante o ciclo da cultura.

A área cultivada com cevada no estado foi de 34.398 hectares, com a estimativa de produtividade em 3.431 kg/ha. No mercado, a cotação da cevada de primeira classe para a indústria cervejeira na região de Erechim é de R$ 90,00 por saca de 60 quilos.





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safra segue com boa sanidade no RS



A cultura segue avançando no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, a cultura da uva segue avançando no Rio Grande do Sul, com destaque para as regiões de Santa Rosa e Soledade

Na região administrativa de Santa Rosa, a uva segue em fase de frutificação, mas alguns vinhedos apresentam baixa carga de cachos. Apesar disso, as videiras estão com boa sanidade, beneficiadas pelo uso de produtos à base de cobre, cujos resultados têm sido satisfatórios. No entanto, os preços desses insumos aumentaram de forma considerável, o que pode impactar os custos de produção para os viticultores.

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Em Soledade, localizada no Baixo Vale do Rio Pardo, as variedades precoces de uva estão na fase final de formação das bagas e começando a entrar em maturação. O clima favorável, com predominância de tempo seco, contribuiu para a boa sanidade dos vinhedos. As chuvas recentes, no entanto, mantiveram a umidade do solo e favoreceram o desenvolvimento das bagas. Os produtores têm adotado manejo preventivo contra o míldio, doença fúngica comum na cultura da uva.





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Santa Catarina redobra medidas de biosseguridade para evitar entrada da gripe aviária


Santa Catarina iniciou em novembro e vai até abril o período de maior migração de aves para a América do Sul. Durante esse período, as ações de vigilância conjunta e as medidas de biosseguridade para prevenir a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente conhecida como gripe aviária, são intensificadas pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

Segundo o infomado pela Secretaria de Agricultura, o estado segue livre da gripe aviária, sem registro de casos nos aviários comerciais, o que é um fator crucial considerando que Santa Catarina é um dos maiores produtores e exportadores de carne de frango do país, respondendo por 12,7% da produção nacional. Isso reforça a importância das medidas preventivas, uma vez que a influenza aviária é uma doença de alto risco para aves, podendo levar à morte em grande parte dos casos e causando sérios impactos econômicos no setor avícola.

O último caso de IAAP em Santa Catarina ocorreu no ano passado, em ave silvestre. Graças à resposta rápida e eficaz da Cidasc, o vírus foi contido e não chegou aos aviários comerciais. A Secretaria alerta sobre a importância de redobrar os cuidados e manter as vigilâncias constantes, para evitar a disseminação da doença.

A SAR e a Cidasc orientam os produtores a intensificarem as medidas de biosseguridade em suas propriedades rurais. Algumas das principais recomendações incluem a verificação de cercas e telas, o isolamento das aves de produção das aves de vida livre e a oferta de água tratada para os animais. Caso algum produtor observe aves com sinais típicos da doença, como mortalidade elevada e súbita, dificuldades respiratórias, sinais neurológicos ou queda na produção de ovos, deve realizar a notificação por meio do SISBRAVET.

Além disso, o estado orienta a população a não tocar em animais doentes ou mortos em áreas de lazer, como praias e parques, para evitar o risco de contaminação.

A transmissão do vírus ocorre principalmente pelo contato com aves infectadas. O consumo de carne e ovos de aves é seguro, desde que provenham de estabelecimentos com selo de inspeção sanitária, que seguem rigorosos protocolos de segurança alimentar, conforme o informado pelo SAR.





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Preço da mandioca cresce na feira e nos mercados



Produtores de mandioca enfrentam problemas com bacterioses




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS, a produção de mandioca na região administrativa de Santa Rosa, no norte do estado, segue com bom desempenho. As lavouras apresentam excelente brotação e vigoroso desenvolvimento vegetativo, o que tem garantido uma produção satisfatória. Para o controle de plantas invasoras, os produtores têm adotado a capina manual, sendo que muitas lavouras são destinadas ao consumo próprio das famílias.

Os preços da mandioca têm variado conforme a forma de comercialização. O valor pago ao produtor pela caixa de 25 kg de mandioca é de R$ 120,00, enquanto o preço do quilo da mandioca lavada e não descascada chega a R$ 5,43 quando vendida diretamente ao consumidor. A mandioca descascada, por sua vez, está sendo comercializada para os mercados varejistas a R$ 6,00/kg, enquanto na feira ou na venda direta ao consumidor, o preço varia entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg.

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Em Soledade, as lavouras de mandioca também estão recebendo cuidados como capina manual ou química. No entanto, em municípios como Venâncio Aires e Mato Leitão, os produtores enfrentam problemas recorrentes com bacterioses, que têm sido associadas à qualidade das manivas utilizadas. Em Mato Leitão, o preço da mandioca está sendo cotado a R$ 25,00 por caixa de 22 kg.





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Sorgo-biomassa é alternativa para geração de energia


O sorgo-biomassa vem se destacando em nível global como alternativa sustentável para a geração de energia. No Brasil, apesar do grande potencial para cultivo dessa planta, a alta umidade e a baixa densidade da biomassa dificultam o transporte e a queima, prejudicando a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria. A Embrapa vem trabalhando, desde 2014, para oferecer ao setor soluções que amenizem esse problema e contribuam para a transição energética no País. Entre elas, apresentadas na publicação “Sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia”, destacam-se a compactação dessa biomassa em briquetes ou pellets e o uso de cultivares de alto desempenho agronômico, entre outras. 

Segundo a pesquisadora da Embrapa Florestas (PR) Marina Morales, uma das autoras da publicação, “ao caracterizar a biomassa do sorgo, identificamos a necessidade de secagem e densificação para otimização do seu uso. Começamos, então, a fazer briquetes e pellets, tecnologias já consolidadas no Brasil, que consistem em reduzir o volume, aumentando a quantidade de biomassa por metro cúbico. Com isso, é possível otimizar a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria. Quanto à secagem, a biomassa que não é seca fora do forno, será seca dentro dele”.

Outra recomendação dos cientistas é o uso de genótipos com alto desempenho agronômico, como o híbrido BRS 716, desenvolvido pela Embrapa e já em comercialização no Brasil. Estudos realizados em parceria entre unidades da Empresa — Florestas, Agrossilvipastoril (MT) e Milho e Sorgo (MG) —, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), comprovaram várias vantagens da espécie, como a capacidade de se adaptar a diferentes condições edafoclimáticas, poder calorífico desejável, grande produção de biomassa por hectare e a possibilidade de cultivo mecanizado, desde o plantio até a colheita.

De acordo com o pesquisador Flavio Tardin, os estudos da Embrapa com o sorgo-biomassa foram idealizados em 2014, frente a um iminente apagão energético em Mato Grosso. “Verificamos que a pesquisa precisava ser feita pensando em biomassas alternativas à madeira, uma vez que seria difícil convencer produtores da região a trocar suas lavouras anuais de alto retorno econômico, como algodão, soja e milho, por florestas plantadas para fins energéticos que levam até seis anos para colheita”, explica.

O Brasil, um dos maiores consumidores de biomassa para geração de energia, enfrenta pressões para reduzir o uso de combustíveis fósseis, que são responsáveis por altas emissões de carbono. A energia gerada a partir de carvão mineral, gás natural e petróleo, além de finita, apresenta volatilidade de preços e impactos ambientais significativos. “Nesse contexto de busca por fontes renováveis e sustentáveis, a alta produtividade do sorgo-biomassa e seu uso estratégico na forma densificada se mostram como alternativas viáveis à madeira, especialmente em regiões onde o cultivo de espécies florestais enfrenta desafios”, observa Tardin, também autor da publicação.

Produção de briquetes mostra bom resultado em escala industrial

Dados da pesquisa indicaram que a substituição de até 66% da biomassa florestal por sorgo-biomassa densificado em processos de queima pode manter o conteúdo energético equivalente ao da queima de madeira, com teores de cinzas abaixo de 3%. “Nada impede a queima de briquetes e pellets de sorgo-biomassa puro; entretanto, para início de testes na indústria, indicamos alimentar o forno com a mescla de 66% de briquete de sorgo e 34% de cavaco. Experimentalmente, nessas proporções obtivemos um poder calorífico equivalente ao da madeira. Isso abre um leque de possibilidades para as indústrias que buscam diversificar suas fontes de energia e segurança energética”, aponta Morales.

Os primeiros testes em escala industrial para produção de briquetes com o sorgo-biomassa foram realizados em outubro deste ano e mostraram bons resultados. A empresa Calmais, parceira da Embrapa, conseguiu densificar o sorgo-biomassa puro em uma briquetadeira industrial. “O briquete está se formando bem, sem fragmentação, o que indica resultados promissores com essa nova matéria-prima”, diz Tardin.

A empresa começou a pesquisar, há alguns anos, possíveis variedades de plantas para geração de energia e hoje, com o uso de irrigação por pivôs, tem sua própria produção de sorgo-biomassa para fins energéticos. “Plantamos eucalipto na região, que não deu muito resultado porque o solo é raso e a cultura tem uma exigência elevada. O sorgo-biomassa mostra um potencial muito positivo devido à baixa necessidade de água e tolerância ao estresse hídrico, quando comparado a outras culturas. Somos mineradores e a assessoria técnica da Embrapa nos ajuda a encurtar caminhos e minimizar riscos”, destaca o proprietário da Calmais, Antônio Holanda Neto.

A gramínea tem sido usada nas duas fábricas montadas pela empresa, sendo uma para densificação de biomassa (produção de briquetes com sorgo), que abastece a outra para alimentação dos fornos voltados à produção de cal. “O objetivo é oferecer uma cal diferenciada ao mercado, já que a tradicional é produzida com uso de combustíveis derivados do petróleo. Esse produto atende às práticas ESG (sigla em inglês para governança social, ambiental e corporativa), que demandam cada vez mais as empresas no País”, pontua Holanda Neto.

Ele explica ainda que novos testes serão feitos com o sorgo associado a biomassas residuais, como a quenga de coco (casca mais dura), casca da castanha de caju, e de coco babaçu, abundantes na região do Ceará. “Nós, da Embrapa, iremos caracterizar energeticamente essas biomassas, visando otimizar essas queimas puras ou em mesclas”, contam Morales e Tardin.

O estudo da Embrapa sobre o sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia é um passo importante em direção a um futuro mais sustentável. Com suas características únicas e adaptabilidade, essa gramínea pode não apenas atender à crescente demanda por energia renovável, mas também contribuir para a segurança energética do Brasil. “Se houver um déficit de madeira, mas tivermos uma matéria-prima que cresce em 180 dias ou menos, como é o caso do sorgo-biomassa, estaremos promovendo segurança energética com essa biomassa alternativa”, afirma Morales.

Apesar das inúmeras vantagens, o sorgo-biomassa ainda enfrenta desafios. A pesquisa e o desenvolvimento dessa cultura no Brasil têm apenas 14 anos, e é necessário um investimento contínuo em tecnologia e conhecimento para maximizar seu potencial. Além disso, a aceitação do mercado e a adaptação das indústrias para utilizar essa nova fonte de energia são fatores que precisam ser considerados.

À medida que o mundo avança em direção a uma matriz energética mais limpa e sustentável, o sorgo-biomassa se posiciona como uma solução viável e promissora, capaz de transformar o cenário energético do País e garantir um futuro mais verde para as próximas gerações. A pesquisa e o desenvolvimento contínuos nessa área serão fundamentais para consolidar o sorgo-biomassa como uma alternativa real e eficaz à madeira na geração de energia.





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Brasil e China estão perto de acordo em miúdos suínos e pescados, dizem fontes


Logotipo Reuters

 

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O Brasil está perto de finalizar protocolos para exportação de miúdos suínos e peixes à China, em processos que abririam mercados com alto potencial, disseram à Reuters duas pessoas a par do assunto.

Os acordos só não foram assinados na visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Brasília, nesta semana, porque algumas análises técnicas não foram concluídas a tempo, disse uma das pessoas, na condição de anonimato.

“Os dois estão bastante avançados, estamos esperando a conclusão das análises técnicas. Não temos como prever ainda quando será a assinatura, mas não deve demorar”, afirmou.

No caso dos miúdos, a eventual abertura seria “disruptiva” para a cadeia de produção de suínos brasileira, disse a fonte.

“São produtos que a China valoriza muito e o Brasil não tem hábito de consumir”, acrescentou a pessoa.

Ela explicou que o foco inicial são os “miúdos vermelhos”, que incluem coração, fígado, rins, pulmões, miolo, língua e esôfago.

Devido ao baixo consumo desses miúdos no Brasil, os preços são pouco remuneradores para a indústria local, mas com valores competitivos na China.  

O Brasil, quarto exportador global de carne suína, exportou em 2023 cerca de 1,2 milhão de toneladas, mas o volume de miúdos somou pouco mais de 100 mil toneladas, para todos os destinos, segundo dados oficiais.

As questões técnicas para a formalização do protocolo incluem o reconhecimento pela China de que outros Estados brasileiros, além de Santa Catarina, são livres de febre aftosa sem vacinação.

A entrada de Paraná e Rio Grande do Sul no rol dos Estados reconhecidos poderia aumentar a oferta para exportação de miúdos à China –os dois Estados nacionais estão entre os poucos com reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), mas não pela China.

Atualmente, apenas Santa Catarina pode exportar miúdos e carne com osso para a China, segundo a fonte.

“Estamos trabalhando para os outros Estados que foram reconhecidos livres pela OMSA, para também poder exportar carne com osso e miúdos.”

“Hoje esses outros Estados exportam, no caso de suínos, por exemplo, apenas carne sem osso.”

O processo de abertura do mercado de miúdos suínos acontece em momento em que a China abriu uma investigação antidumping sobre a carne suína e miúdos suínos da União Europeia, maior exportador do produto ao país asiático, em resposta às restrições europeias às exportações de veículos elétricos chineses.

Se a China decidir levar adiante e colocar uma tarifa (antidumping) na carne da UE, os preços europeus vão ficar “inviáveis”, disse a fonte, lembrando que 80% do que a China compra vem da Europa, um mercado que poderia vir, ao menos em parte, para o Brasil.

Em receitas, as importações chinesas totais de carne suína, incluindo vísceras, somaram 6 bilhões de dólares em 2023, sendo que a Espanha respondeu por cerca de 1,5 bilhão de dólares e o Brasil por pouco mais de 1 bilhão de dólares. Holanda e Dinamarca exportaram o equivalente a mais de 500 milhões de dólares cada, segundo dados da alfândega chinesa.

PESCADO

O protocolo para exportações de peixes brasileiros para a China deverá envolver a pesca extrativa, um mercado que pode somar 1 bilhão de dólares, segundo a fonte.

Assim como o acordo em miúdos suínos, o referente a pescado estaria entre os protocolos mais próximos de serem assinados.

Na quarta-feira, o Brasil anunciou que entre os pactos comerciais já firmados para exportação estão aqueles que incluem farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal.

No mesmo dia, Brasil e China firmaram acordos para abrir mercados na China a uvas frescas, gergelim e sorgo.

No sorgo, o movimento da China acontece antes da posse de Donald Trump, que pode implementar tarifas contra produtos chineses que seriam passíveis de retaliações em mercadorias agrícolas dos EUA, como o sorgo.

O mercado de sorgo pode chegar a 500 milhões de dólares, se a questão tarifária surgir, disse a fonte.

(Por Lisandra Paraguassu)





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Nova cultivar de rúcula combina alta produtividade e resistência



Cultivar apresenta atributos que agradam tanto a produtores quanto a consumidores




Foto: Pixabay

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) anunciou que um novo cultivar de rúcula, ideal para o cultivo orgânico, chegará ao mercado brasileiro em 2025. Batizada de SCS382 Simone, a variedade é fruto de 20 anos de pesquisas e seleções realizadas na Estação Experimental de Itajaí (EEI). A nova rúcula apresenta atributos que agradam tanto a produtores quanto a consumidores, como resistência a pragas e doenças, alta produtividade, folhas largas e um sabor acentuado.

A pesquisa começou em 2003, utilizando genótipos do Banco Ativo de Germoplasma do Projeto Hortaliças da EEI. Durante duas décadas, os pesquisadores selecionaram plantas com base em características agronômicas e comerciais. O nome do cultivar é uma homenagem a Simone, funcionária da estação de pesquisa, destacando a contribuição humana no desenvolvimento da tecnologia, informou a Epagri.

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Testes comparativos realizados em abrigos com quatro outras variedades comerciais confirmaram o desempenho superior da Simone em sistemas orgânicos. A rúcula também foi avaliada por produtores orgânicos do Litoral Norte e do Vale do Itajaí, que aprovaram amplamente o novo cultivar, tanto pela produtividade quanto pela qualidade sensorial das folhas.

Para que a rúcula Simone chegue ao mercado, será necessário realizar uma licitação para definir a empresa que multiplicará e comercializará as sementes. A expectativa é que as sementes estejam disponíveis a partir de 2025. A Epagri recomenda o cultivo da SCS382 Simone em todas as regiões do Brasil, apostando em uma grande adesão por parte de produtores e consumidores.

O lançamento reforça o compromisso da Epagri com a agricultura sustentável, atendendo à crescente demanda por hortaliças orgânicas e oferecendo uma alternativa que alia produtividade, qualidade e respeito ao meio ambiente.





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queimadas podem gerar perdas de mais de 50% dos canaviais afetados


As temperaturas extremas e as mudanças climáticas têm gerado preocupação entre agrônomos e agricultores, especialmente no setor sucroenergético, base econômica do estado de São Paulo. Após um período de estiagem severa e queimadas intensas, a retomada das chuvas trouxe novos desafios aos produtores de cana-de-açúcar: a recuperação do solo e a avaliação da germinação das soqueiras no início da safra.

Pesquisadores da Massari Fértil, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), investigam as causas dos incêndios e buscam soluções para restaurar a eficiência do solo e repor nutrientes perdidos. “A seca foi tão intensa que canaviais novos, de 2º, 3º e 4º cortes, simplesmente não brotaram. Estimamos que teremos uma área representativa de canaviais com mais de 50% de falhas de brotação, não sendo viáveis economicamente o replantio e tratos culturais. Em resumo, perda do canavial”, avalia Cláudio Monteiro, químico da Massari.

Um dos principais desafios é a restauração do solo, já que a palha que protegia as plantas foi transformada em cinzas, eliminando nutrientes essenciais. Como alternativa, os especialistas sugerem priorizar o plantio de cana sobre cana utilizando o sistema MEIOSI fase 1 (Método Interrotacional Ocorrendo Simultaneamente), com início previsto para novembro de 2024 e projeção até abril de 2025.

No entanto, Monteiro alerta que o preparo do solo em meio a chuvas intensas pode causar erosão. Práticas sustentáveis, como o preparo reduzido e a aplicação de corretivos micronizados, são apontadas como medidas essenciais. “Esses produtos são aplicados diretamente na superfície e utilizam as chuvas para alcançar e corrigir o perfil completo do solo”, explica.

Dados do IAC mostram que, desde 1980, as temperaturas máximas e mínimas aumentaram mais de 1ºC no estado de São Paulo, um cenário que, segundo Monteiro, compromete o desenvolvimento das culturas e a produtividade. “Esse cenário é preocupante, pois limita o desenvolvimento das culturas e, consequentemente, a produtividade”, alerta Monteiro.

Diante do cenário climático adverso, o setor sucroenergético busca soluções que unam tecnologia, práticas sustentáveis e manejo adequado para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e garantir a produtividade no longo prazo.





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Chuvas acima da média beneficiam o arroz no Sudeste Asiático



Impacto no óleo de palma preocupa




Foto: Pixabay

Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (3) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Uma perturbação tropical de grande magnitude atingiu o Sudeste Asiático, causando chuvas torrenciais em diversas regiões e provocando inundações localizadas. Áreas do leste das Filipinas e partes da Malásia e Indonésia registraram acumulados superiores a 200 mm de precipitação.

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Na península da Malásia, algumas localidades chegaram a reportar chuvas acima de 800 mm. Embora as inundações mais severas tenham ocorrido fora das principais áreas agrícolas, atrasos na colheita e possíveis quedas no rendimento de óleo de palma na Malásia foram observados como efeitos negativos.

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Por outro lado, na Indonésia, as chuvas em Java foram majoritariamente sazonais e benéficas para o arroz da estação principal, que apresenta um desempenho positivo nesta temporada. Os dados indicam que os acumulados de chuva em Java estão 120% acima da média histórica, um contraste significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados apenas 54% do normal.





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Inseticida-acaricida apresenta eficácia contra pragas da citricultura



Inseticida-acaricida é integrado ao “Avalia Psilídeo”




Foto: Seane Lennon

A empreasa Sipcam Nichino Brasil anunciou que sua solução inseticida-acaricida “Fujimite®”, com o ingrediente ativo fenpiroximato, foi recentemente incorporada ao informe “Avalia Psilídeo”, ferramenta do Fundecitrus desenvolvida para ajudar citricultores a avaliar a eficácia dos inseticidas no controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), vetor da doença ‘greening’. A mais recente atualização da ferramenta, que reúne dados sobre 78 populações do inseto coletadas em várias regiões do cinturão citrícola, foi publicada recentemente.

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De acordo com a empresa, a solução é eficaz no controle de pragas de alta relevância econômica, como o psilídeo e os ácaros tetranichydius e ovos do ácaro-da-leprose. Com modo de ação por contato e ingestão, o o inseticida-acaricida é destacado pela empresa como um novo grupo de ação, sendo ideal para a rotação de ativos na cultura e no manejo de resistência do psilídeo, devido à sua singularidade no grupo IRAC.

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O inseticida-acaricida tem mostrado ótimos resultados de controle do psilídeo-dos-citros, com estudos técnicos realizados na Estação Experimental Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), e por consultorias como SmartMip, Farmatac e Fundecitrus, que indicam um controle variando de 80% a 100% da praga.

 





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