sábado, abril 11, 2026

Política & Agro

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China quer revolucionar cultivo do algodão



Mudanças climáticas prejudicam a cultura local



Atualmente, as principais variedades cultivadas em Xinjiang possuem alta produtividade e qualidade
Atualmente, as principais variedades cultivadas em Xinjiang possuem alta produtividade e qualidade – Foto: Canva

A China deu início a um projeto de bioengenharia voltado para o cultivo de algodão na região de Xinjiang, conforme anunciado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia da Região Autônoma Uigur de Xinjiang. Com um investimento de 15 milhões de yuans, cerca de 12 milhões de reais, a iniciativa visa criar uma plataforma de cultivo biológico para aumentar a resistência das variedades locais de algodão a estresses ambientais, como salinidade e temperaturas extremas. Tais características são difíceis de desenvolver por meio de métodos tradicionais de melhoramento genético, tornando a engenharia genética essencial para introduzir genes que aprimorem a resiliência das plantas. 

Atualmente, as principais variedades cultivadas em Xinjiang possuem alta produtividade e qualidade, mas enfrentam desafios crescentes diante das mudanças climáticas e eventos extremos. O projeto, liderado pelo Instituto de Pesquisa de Culturas Econômicas da Academia de Ciências Agrícolas de Xinjiang, foi intitulado “Análise das características agronômicas básicas das variedades de algodão e melhoria do desenho molecular”. Com duração prevista de três anos, ele integra um conjunto de cinco grandes projetos científicos lançados na região em 2024, reforçando o compromisso da China com a inovação agrícola. 

O Centro de Pesquisa Agrícola Ocidental da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas também participa do projeto, contribuindo com a formação de pessoal especializado e o desenvolvimento de plataformas para sistemas agrícolas inovadores e sustentáveis. A colaboração busca criar uma base tecnológica que não se limite apenas ao algodão, mas que possa ser aplicada a outras culturas, ampliando os benefícios do projeto para além de Xinjiang. 

 





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Risco alto marca safra de feijão



Segundo o Ibrafe, a agricultura exige planejamento e decisões estratégicas



Segundo o Ibrafe, a agricultura exige planejamento e decisões estratégicas
Segundo o Ibrafe, a agricultura exige planejamento e decisões estratégicas – Foto: Canva

O Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe) relata que produtores no Paraná enfrentam dificuldades para colher Feijões devido às chuvas constantes desde setembro. A situação é especialmente crítica para quem plantou Feijões de escurecimento rápido sem câmara fria, enfrentando um risco de fracasso de 80%. Um produtor, pressionado pela alta do dólar e o aumento no custo dos insumos, decidiu vender sua colheita, mas já considera abandonar o cultivo de feijão.

Segundo o Ibrafe, a agricultura exige planejamento e decisões estratégicas. Produtores que apostam em Feijões de escurecimento lento ou possuem câmara fria estão mais preparados para lidar com as adversidades. Aqueles sem essa estrutura precisam aceitar as condições de mercado para evitar prejuízos maiores.

O instituto destaca a importância de conhecer o mercado e agir de forma antecipada. Em vez de seguir a maioria, pode ser mais lucrativo investir em variedades menos populares, como Feijão-rajado ou Feijão-vermelho, que podem oferecer boas margens quando a oferta é limitada. Acompanhar contratos de exportadores e empacotadores também é crucial, pois indicam oportunidades futuras de mercado.

“Por exemplo, se todos estão plantando Feijão-carioca, a estratégia pode ser optar por Feijão-rajado. Se a maioria migra para o Feijão-rajado, pode ser mais interessante plantar Feijão-vermelho. Além disso, é fundamental observar os movimentos dos exportadores, especialmente os contratos firmados para determinadas variedades. Esses contratos indicam oportunidades claras: se exportadores ou empacotadores não estão interessados em uma variedade específica, é provável que a oferta será escassa, o que pode gerar boas margens no futuro”, conclui.

 





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Fertilizante com matéria orgânica auxilia produção do trigo



Entre os pontos levantados pela Brasfertil está o pH equilibrado



Entre os pontos levantados pela Brasfertil está o pH equilibrado
Entre os pontos levantados pela Brasfertil está o pH equilibrado – Foto: Canva

No contexto agrícola, a escolha de fertilizantes desempenha um papel crucial para garantir o sucesso das colheitas. Com o objetivo de atender às crescentes demandas de produtividade e sustentabilidade, diferentes soluções têm sido propostas por fabricantes, visando otimizar os resultados sem comprometer o equilíbrio ambiental.

O fertilizante EQUILÍBRIO, da Brasfertil, é apresentado como uma alternativa com características distintas em relação a opções tradicionais, especialmente para culturas como milho e trigo. Segundo a fabricante, o produto oferece uma formulação composta por 15 nutrientes, incluindo macronutrientes, micronutrientes e compostos orgânicos, superando o fertilizante 15-15-15 em quantidade de nutrientes disponíveis.  

Entre os pontos levantados pela Brasfertil está o pH equilibrado, que não acidifica o solo, e a presença de enxofre (7%) e cálcio (4,5%), elementos relevantes para a nutrição e saúde do solo. A formulação também inclui matéria orgânica, vida microbiana ativa e ácidos húmicos e fúlvicos, componentes que podem favorecer a estrutura do solo e o desenvolvimento das culturas.  

Uma característica que chama atenção é a ausência de inertes, materiais sem valor nutricional que frequentemente compõem outros fertilizantes. No entanto, o desempenho superior do EQUILÍBRIO, em comparação com outras formulações, como o 15-15-15, deve ser avaliado em condições práticas e de acordo com a recomendação técnica adequada para cada tipo de cultivo.  

Embora a Brasfertil destaque os benefícios do EQUILÍBRIO, é importante que agricultores e especialistas considerem os custos e adaptação do produto às necessidades específicas de suas lavouras. Estudos independentes e experiências práticas podem ajudar a validar ou ajustar as expectativas em relação aos resultados obtidos no campo.

 





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Alerta para as bactérias-espelho: O que é isso?


Pesquisadores de nove países, incluindo a brasileira Daniela Bittencourt, da Embrapa, publicaram um estudo na revista Science sobre os riscos do desenvolvimento de bactérias-espelho – organismos sintéticos cujas moléculas são invertidas. O artigo alerta para os perigos potenciais dessas bactérias para a saúde humana, animal e ambiental, sugerindo que, se criadas, elas poderiam escapar das defesas imunológicas, já que as estruturas moleculares seriam reconhecidas de forma inadequada pelo sistema imunológico.

Embora a ameaça não seja iminente, os autores enfatizam a necessidade de um debate global para entender e mitigar os riscos. As bactérias-espelho poderiam se disseminar por ecossistemas através de animais e humanos, expondo diferentes populações a infecções. O estudo, acompanhado por um relatório técnico de 300 páginas, também sugere que esses organismos poderiam resistir a predadores naturais, permitindo a proliferação em diversos ambientes.

A pesquisadora Daniela Bittencourt, única cientista latino-americana no estudo, destaca a importância de um avanço ético e seguro na biotecnologia. Ela reconhece que as bactérias-espelho poderiam oferecer avanços, como novos materiais e medicamentos, mas afirma que essas inovações podem ser alcançadas sem os riscos de criar tais organismos. O artigo pede colaboração entre cientistas, políticas públicas e reguladores para um progresso responsável, equilibrando inovação e precaução.

  “Apesar dessas possibilidades, as bactérias-espelho apresentam riscos significativos, conforme destacado no artigo. A preocupação com esses riscos é ainda mais relevante devido aos recentes avanços nas metodologias da biologia sintética, que tornaram a criação de tais organismos mais viável. Portanto, é crucial que haja uma colaboração estreita entre cientistas, formuladores de políticas e reguladores para garantir um avanço responsável da biotecnologia, equilibrando inovação com a devida precaução”, assinala a pesquisadora. 

O debate sobre os riscos das bactérias-espelho deverá continuar em eventos planejados para 2025, incluindo encontros no Instituto Pasteur, na França, na Universidade de Manchester e na Universidade Nacional de Singapura.

 





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Dólar fecha a sexta-feira em R$6,07



A desvalorização ocorreu após novas intervenções do Banco Central




Foto: Pixabay

O dólar encerrou cotado a R$ 6,07 nesta sexta-feira (20). A desvalorização ocorreu após novas intervenções do Banco Central do Brasil (BC), que realizou leilões de dólar para conter a volatilidade cambial e reforçar a oferta da moeda americana no mercado interno.

Na última quinta-feira, a moeda norte-americana havia disparado, atingindo R$ 6,30, em meio a um cenário de alta volatilidade.

Para controlar o avanço, o BC leiloou US$ 8 bilhões, resultando em um leve recuo do dólar, que fechou o dia anterior cotado a R$ 6,12.

 

 

 





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Avião cai minutos após decolagem e deixa 10 mortos



O avião era de pequeno porte




Foto: Defesa Civil RS

A manhã deste domingo (22) foi marcada por uma tragédia em Gramado, na Serra Gaúcha. Um avião de pequeno porte caiu poucos minutos após a decolagem, causando a morte de todos os dez ocupantes. As vítimas pertenciam à família Galeazzi, que residia em São Paulo e havia viajado para participar das festividades natalinas na região.

A aeronave era pilotada pelo empresário Luiz Cláudio Salgueiro Galeazzi, de 61 anos, proprietário do avião. Ele estava acompanhado de sua esposa, três filhas adolescentes, a sogra, uma cunhada, um concunhado e duas crianças.

De acordo com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não há registro de desaparecidos no acidente, que ocorreu cerca de 3 km após a decolagem. A queda foi tão abrupta que não houve tempo para um pedido de socorro por parte do piloto.

As investigações sobre as causas do acidente estão em andamento, e especialistas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para analisar a situação.





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Preços do frango congelado e resfriado registram alta superior a 6% na…


Especialistas apontam a tendência é de estabilidade nas cotações até o final deste mês

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As cotações do frango permaneceram estáveis nesta quinta-feira (21) em função da segunda quinzena do mês. No entanto, as cotações do frango apresentaram avanços significativos na primeira quinzena de novembro com a demanda interna aquecida. 

A referência para o frango congelado registrou ganho de 6,55% frente ao observado no início de novembro, em que o valor passou de R$ 7,48 por quilo, no dia 01 de novembro para R$ 7,97 por quilo, até o dia 19 de novembro, conforme reportado pelo Cepea. 

Para o frango congelado, os preços tiveram valorização de 6,04% se comparado ao dia 01 de novembro em que estava próximo a R$ 7,61 por quilo, e agora está precificado R$ 8,07 por quilo, conforme o Cepea divulgou no dia 19 de novembro.

O Cepea destacou que a tendência é de uma estabilidade nas cotações até o final deste mês e os colaboradores do Cepea relataram que alguns agentes estão buscando escoar a produção em meio à baixa liquidez. 

A Scot Consultoria reportou que a valorização foi de 9,4% na primeira quinzena de novembro, com o frango médio no atacado paulista sendo negociado, em média, em R$7,60 por quilo. O período do mês e as antecipações devido aos feriados, colaboraram para o quadro.

De acordo com as informações da Scot Consultoria, a ave terminada  nas granjas paulistas segue com estabilidade e cotada em R$5,50 por quilo. Já para o atacado, a referência do frango também seguiu estável e precificada ao redor de R$ 7,60 por quilo.

A referência para o animal vivo no Paraná seguiu com estabilidade no comparativo diário, em que está cotado em R$ 4,62/kg.A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgou que o frango vivo seguiu com estabilidade e sendo negociado em R$ 4,49/kg.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Perspectivas mistas para a produção de citros


Dados divulgados no último Informativo Conjuntural pela Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira (19), apontam avanços e desafios na safra de citros em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Na região administrativa de Lajeado, o destaque é a colheita de limão Tahiti, com a caixa de 20 quilos comercializada a R$ 90,00. A colheita das demais espécies cítricas já foi encerrada, e as podas estão em fase final, com chuvas regulares favorecendo o desenvolvimento da próxima safra.

Em Pareci Novo, a regularização de viveiros de mudas cítricas tem recebido atenção especial, com a prefeitura local promovendo campanhas de conscientização e parcerias para consultoria técnica. Apesar desse avanço, produtores demonstram preocupação com a emissão de notas fiscais pelo sistema da Nota Fiscal Fácil, cuja adaptação ainda gera dúvidas.

Já em São José do Hortêncio, a colheita está praticamente finalizada, exceto para a laranja Valência, que segue até fevereiro. Os preços médios da caixa de 20 quilos variam entre R$ 45,00 para a indústria e R$ 70,00 para consumo in natura. Problemas pontuais foram observados, como a queda de frutos nas variedades precoces de bergamota, embora os danos tenham sido restritos a poucos pomares.

No município de Bom Princípio, os pomares de bergamota estão em fase de formação de frutos, e o raleio ainda não foi realizado. Em relação às laranjas, apesar da boa floração na primavera, a safra de 2025 enfrenta perspectiva de baixa produtividade devido a fatores como “chuva preta” originada de queimadas na Amazônia, ausência de tratamento preventivo contra podridão-floral e baixa população de abelhas durante a floração.

O mercado para o limão Tahiti também apresenta oscilações. A colheita permanece reduzida, mas há um bom número de frutos em formação. Contudo, o preço caiu, com a caixa de 20 quilos sendo vendida entre R$ 80,00 e R$ 90,00.

As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento geral das culturas, mas desafios como controle de doenças, manejo técnico e questões mercadológicas ainda exigem atenção dos produtores para garantir boas perspectivas futuras.





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Projeções positivas marcam safra de arroz


O último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira (19), destaca o avanço da safra de arroz no Rio Grande do Sul, com condições promissoras em diversas regiões, embora alguns desafios pontuais persistam. Na região de Bagé, na Fronteira Oeste, o período de estiagem até 13 de dezembro permitiu a conclusão da semeadura em municípios como Alegrete, Itaqui e São Gabriel. Com barragens em capacidade plena e estande de lavouras satisfatório, as projeções são otimistas, apesar de dificuldades no controle de plantas daninhas em áreas com irrigação menos uniforme, como nas taipas.

Na Campanha, as lavouras semeadas em outubro estão entrando em fases fenológicas críticas, sensíveis ao frio. Temperaturas abaixo de 10°C nas primeiras semanas de dezembro têm gerado apreensão entre os produtores.

Já em Pelotas, com a semeadura concluída, os rizicultores avançam nos tratos culturais, como irrigação, adubação nitrogenada e controle de ervas daninhas. As lavouras, ainda em estágio vegetativo, apresentam excelente desenvolvimento graças às condições climáticas favoráveis.

Em Santa Maria, o plantio está praticamente finalizado, restando pequenas áreas marginais. As lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, com algumas mais precoces já iniciando a floração. Apesar de reservatórios incompletos a oeste da região, os produtores monitoram possíveis impactos na irrigação.

Na região de Santa Rosa, as chuvas recentes continuam garantindo condições hídricas para a irrigação, enquanto temperaturas amenas e maior insolação favorecem o crescimento das lavouras, atualmente na fase vegetativa.

Em Soledade, a semeadura foi concluída, e os produtores seguem com adubação nitrogenada em cobertura, controle de plantas daninhas e manejo da lâmina d’água para otimizar o potencial produtivo.

A comercialização do arroz registrou recuo no valor médio da saca de 60 quilos, com preço reduzido de R$ 101,34 para R$ 99,08, uma queda de 2,23%, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Produção de trigo no Brasil cai para 7,7 milhões de toneladas em 2024, aponta CEEMA



Além da menor quantidade, a qualidade dos grãos colhidos preocupa




Foto: Canva

A queda nos preços do trigo no Brasil está desafiando as expectativas do mercado, especialmente diante da redução na produção e do câmbio desfavorável para importações. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a média de preços no Rio Grande do Sul fechou a semana em R$ 65,27 por saco, enquanto o Paraná manteve valores em R$ 72,00 por saco em algumas regiões.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, o Rio Grande do Sul registrava R$ 63,00 por saco, e o Paraná, R$ 67,00, demonstrando uma tendência de retração nos valores, mesmo em um cenário de menor oferta.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para uma produção nacional de 8,1 milhões de toneladas em 2024, mas análises do setor privado indicam um ajuste para 7,7 milhões de toneladas, sendo 3,7 milhões no Rio Grande do Sul – abaixo das 4,1 milhões inicialmente estimadas.

Além da menor quantidade, a qualidade dos grãos colhidos preocupa. “É surpreendente que os preços do trigo de qualidade superior não tenham apresentado alta significativa, considerando a menor oferta e o impacto cambial nas importações”, destaca o relatório da CEEMA.

No entanto, o mercado permanece com baixa liquidez e os preços, no mercado FOB, atingiram os menores níveis desde abril/maio deste ano. Apesar disso, analistas esperam uma recuperação dos preços para fevereiro e março de 2025, quando a oferta no mercado interno pode diminuir ainda mais.





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