sexta-feira, abril 10, 2026

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À espera de tarifas de Trump, líder chinês faz ofensiva diplomática em…


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Por Eduardo Baptista e Lisandra Paraguassu

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) – Em suas primeiras reuniões globais desde que Donald Trump foi reeleito para a Presidência dos Estados Unidos, o presidente chinês, Xi Jinping, partiu para uma ofensiva diplomática, protegendo-se contra a possibilidade de novas tarifas e se preparando para explorar possíveis divergências entre Washington e aliados.

Reunião após reunião, da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) no Peru ao G20 no Brasil ao longo da última semana, Xi procurou estabelecer um contraste com a mensagem “America First” (EUA em primeiro lugar) de Trump. Ele se apresentou como um defensor previsível da ordem comercial multilateral.

Organizadores das cúpulas, diplomatas e negociadores também descrevem uma mudança perceptível em relação às reuniões anteriores, com uma postura mais construtiva por parte dos diplomatas chineses. Eles estavam menos focados em seus interesses restritos e mais envolvidos na construção de um consenso mais amplo.

Estender a mão é urgente para Pequim. Embora esteja mais bem preparada para outra Casa Branca de Trump — com muitas empresas de tecnologia muito menos dependentes das importações dos EUA –, a China também está mais vulnerável após sua economia ser atingida por uma enorme crise imobiliária.

Grande parte da atenção da China se concentrou no Sul Global, com a agência de notícias estatal Xinhua elogiando o G20 por incluir a União Africana como um dos membros. A voz do Sul Global precisava ser “não apenas ouvida, mas também traduzida em influência tangível”, disse a Xinhua.

Durante seu discurso no G20, na última segunda-feira, Xi reiterou a posição da China de “abrir unilateralmente nossas portas para os países menos desenvolvidos”, destacando a iniciativa da China de conceder a todos esses países “tratamento tarifário zero para linhas tarifárias de 100%”.

Ao fazer tais aberturas, a China quer expandir sua posição de liderança em partes do mundo em desenvolvimento onde os EUA há muito tempo estão atrasados devido à incapacidade de igualar os investimentos de bilhões de dólares que a economia estatal da China tem organizado.

“Para posicionar a China como defensora da globalização e crítica do protecionismo, essa mensagem calculada chega em um momento em que muitos países do Sul Global temem o possível retorno de políticas comerciais e tarifárias indiscriminadas por parte dos EUA, especialmente sob a influência de Trump”, disse Sunny Cheung, membro associado de Estudos sobre a China da Jamestown Foundation, um think tank com sede em Washington DC.

“Os comentários de Xi visam apresentar a China como um parceiro mais estável e sensato e, o mais importante, recíproco, em contraste com o que percebem como imprevisibilidade dos EUA.”

TOM CONCILIATÓRIO

Trump prometeu impor tarifas sobre importações chinesas superiores a 60%, e uma pesquisa da Reuters com economistas revelou que eles esperam que os EUA imponham tarifas de quase 40%, o que poderia reduzir o crescimento da segunda maior economia do mundo em até 1 ponto percentual.

Ex-diplomatas chineses reconhecem em conversas privadas que os países em desenvolvimento não compensarão essa perda, mas Xi tem apostado muito na expansão do Brics e na aproximação com os vizinhos asiáticos, da Índia ao Japão e à Austrália.

Os países europeus, também ameaçados por Trump com tarifas, procuraram adotar um tom conciliatório com Xi na última rodada de reuniões.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que Berlim trabalharia por uma solução mediada para uma disputa entre a UE e a China sobre veículos elétricos chineses o mais rapidamente possível, durante sua reunião com Xi.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, adotou um tom otimista na primeira reunião entre líderes dos países desde 2018, dizendo que gostaria de se envolver com Pequim em áreas como comércio, economia e clima, além de ter um envolvimento mais amplo em ciência, tecnologia, saúde e educação.

(Reportagem adicional da redação de Pequim, Larissa Liao e Antoni Slodkowski)





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Conheça essas novas variedades de algodão



“É um grande avanço e um novo marco de produtividade”



“É um grande avanço e um novo marco de produtividade"
“É um grande avanço e um novo marco de produtividade” – Foto: Pixabay

A BASF lançou comercialmente no Brasil as primeiras variedades de algodão FiberMax dentro do inovador Sistema Seletio: FM 990STP e FM 945STP. Essas variedades se destacam por combinar alto potencial produtivo, qualidade de fibra e resistência a herbicidas como Liberty, Glifosato e Durance S. Além disso, possuem resistência à ramulária e, no caso da FM 945STP, também aos nematoides M. incognita e R. reniformis, ampliando a eficiência no manejo.

O Sistema Seletio foi desenvolvido para atender os desafios do produtor brasileiro no controle de plantas daninhas, que podem causar perdas de até 90% na produtividade, segundo a Embrapa. Ele combina biotecnologia de tolerância a herbicidas e proteção contra lagartas, integradas à genética FiberMax, oferecendo mais flexibilidade e sustentabilidade no manejo.

A FM 990STP apresenta ciclo tardio, resistência à ramulária e excelente adaptação para solos de textura média, sendo ideal para plantios iniciais. Já a FM 945STP, com ciclo médio precoce, é resistente aos principais nematoides que afetam o algodão, garantindo maior produtividade em áreas contaminadas, especialmente quando associada a nematicidas da BASF.

Além disso, a plataforma FIELD MANAGER da BASF oferece a solução Semeadura em Taxa Variável, que otimiza o plantio com base no potencial produtivo de cada zona do talhão, promovendo ganhos de produtividade de até 6,4% quando utilizada com FiberMax. A BASF reforça, assim, seu compromisso com a sustentabilidade e eficiência no cultivo do algodão no Brasil.

“É um grande avanço e um novo marco de produtividade em áreas contaminadas por nematoides. Mais uma vez a BASF traz uma solução que vai ao encontro das necessidades dos produtores. Seguimos comprometidos com o legado dos cotonicultores para ajudá-los a fazer um algodão cada vez mais produtivo e sustentável”, completa Graciela Mognol, Diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura para a América Latina.





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CRA Verde impulsiona a sociobioeconomia



Nos dois primeiros anos, a iniciativa mobilizou R$ 7,5 milhões



O CRA Verde proporciona crédito adaptado às necessidades das cooperativas
O CRA Verde proporciona crédito adaptado às necessidades das cooperativas – Foto: Canva

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) Verde tem se destacado como uma solução inovadora para o financiamento da sociobioeconomia no Brasil. Liderado pelo Instituto Conexsus, em parceria com o Grupo Gaia e o Santander, o modelo combina capital privado e suporte técnico para promover o desenvolvimento sustentável em cadeias produtivas estratégicas. 

Nos dois primeiros anos, a iniciativa mobilizou R$ 7,5 milhões, firmando 22 contratos de crédito que beneficiaram cooperativas e associações ligadas à sociobiodiversidade e agricultura familiar, especialmente em cadeias de cacau, castanha, açaí, borracha e grãos como arroz e feijão.  

Adotando a estratégia de blended finance, que mescla capital filantrópico e comercial, o CRA Verde proporciona crédito adaptado às necessidades das cooperativas. Com ticket médio de R$ 350 mil, o programa ampliou a produção, aumentou a renda dos produtores e fortaleceu a preservação dos biomas brasileiros, como Amazônia e Cerrado. Além dos números, os contratos impulsionaram boas práticas de gestão e maior capacidade produtiva nas organizações beneficiadas.  

A Conexsus desempenha um papel essencial no sucesso do CRA Verde. Por meio de assessoria técnica contínua, auxilia as cooperativas na gestão financeira e na implementação de práticas sustentáveis. Segundo Adriano Santos, coordenador do Programa de Assessoria da Conexsus, esse acompanhamento garante altos índices de adimplência e cria um legado de eficiência organizacional que transcende o financiamento inicial.  

A experiência do CRA Verde evidencia o potencial de parcerias estratégicas entre mercado privado e organizações socioambientais para construir uma economia inclusiva e sustentável, valorizando a biodiversidade brasileira. Essa iniciativa reforça o papel do mercado de capitais como aliado no fortalecimento da sociobioeconomia nacional.





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Entidade acompanha investigação chinesa sobre carne bovina



Abiec divulgou um comunicado oficial



Em nota, a ABIEC reiterou a qualidade da carne bovina brasileira
Em nota, a ABIEC reiterou a qualidade da carne bovina brasileira – Foto: Pixabay

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) declarou nesta quarta-feira, 27 de dezembro de 2024, que acompanha atentamente a investigação anunciada pelo Ministério do Comércio da China sobre as importações de carne bovina. O procedimento envolve todos os países exportadores para o mercado chinês, incluindo o Brasil, maior fornecedor externo do produto para o país asiático.  

Reconhecendo a importância estratégica da China, que é o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, a ABIEC destacou que, em 2024, o Brasil exportou mais de 1 milhão de toneladas do produto para o país asiático. Essas exportações representam um suprimento fundamental para complementar a produção local chinesa, estimada em 12 milhões de toneladas, e reforçam a relevância do comércio bilateral no setor de proteínas.  

Em nota, a ABIEC reiterou a qualidade da carne bovina brasileira, que segue rigorosos padrões de sanidade e segurança alimentar. Além disso, afirmou seu compromisso em cooperar com as autoridades chinesas e brasileiras durante o processo de investigação. A entidade se colocou à disposição para fornecer esclarecimentos e colaborar ativamente, sob a coordenação de órgãos como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).  

A associação também reforçou seu empenho em manter um diálogo construtivo e fortalecer a confiança mútua entre Brasil e China, visando soluções que contemplem os interesses de ambas as nações. A postura proativa da ABIEC reflete a importância de preservar o bom relacionamento comercial entre os dois países, especialmente em um momento de crescente interdependência no setor de alimentos.

 





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Redução de roubos e furtos de veículos pesados em São Paulo



Os dados destacam a necessidade de atenção contínua



Entre os tipos de veículos, os caminhões apresentaram a maior redução absoluta
Entre os tipos de veículos, os caminhões apresentaram a maior redução absoluta – Foto: Pixabay

O estado de São Paulo registrou uma redução de 14,3% nas ocorrências de roubos e furtos de caminhões, reboques e semirreboques entre janeiro e outubro de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Segundo o Boletim Tracker-FECAP, os números caíram de 2.368 para 2.030 registros, apontando avanços em segurança pública e logística.  

De acordo com Erivaldo Vieira, pesquisador da FECAP, a redução reflete o fortalecimento das operações policiais e melhorias nos sistemas de rastreamento e recuperação de veículos. Enquanto os roubos (art. 157) tiveram uma queda expressiva de 20,9%, passando de 1.740 para 1.377 registros, os furtos (art. 155) cresceram 4%, alcançando 653 casos em 2024. Este aumento foi mais acentuado nos meses de agosto (+111%) e setembro (+18,4%), sugerindo mudanças no comportamento dos criminosos.  

Entre os tipos de veículos, os caminhões apresentaram a maior redução absoluta, de 1.100 ocorrências para 923 (-16,1%). Já os caminhões-tratores e reboques também registraram quedas de 8,6% e 21,7%, respectivamente. Em contrapartida, os semirreboques tiveram uma redução menos consistente, com aumentos pontuais em meses como março (+10,3%).  

Os dados destacam a necessidade de atenção contínua, especialmente em relação ao aumento de furtos e variações sazonais que afetam a segurança no setor de transporte de cargas. “Percebe-se uma melhoria na eficiência dos sistemas de rastreamento e recuperação de veículos, possivelmente devido à implementação de novas tecnologias e à maior coordenação entre as forças de segurança”, comenta ele. 





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Sojicultor: proteja seus lucros



Há fatores que podem pressionar os preços para baixo



Entre os fatores que podem impulsionar os preços da soja, destaca-se a redução na área plantada na Argentina
Entre os fatores que podem impulsionar os preços da soja, destaca-se a redução na área plantada na Argentina – Foto: Pixabay

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de soja enfrenta uma perspectiva de aumento significativo na oferta global para a próxima temporada, conforme dados do USDA em dezembro. Esse cenário aponta para uma tendência de queda nos preços, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. Diante disso, a recomendação é que os produtores busquem proteção para seus lucros atuais por meio de posições de PUT na B3, em São Paulo, antes que os preços recuem ainda mais.

Entre os fatores que podem impulsionar os preços da soja, destaca-se a redução na área plantada na Argentina. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires ajustou a projeção de 18,6 para 18,4 milhões de hectares, devido às margens apertadas que favoreceram culturas alternativas. Apesar disso, 96% da soja argentina encontra-se em condições normais ou excelentes, embora com ligeira queda em relação à semana anterior.

Outro fator positivo é o aumento dos direitos de exportação de óleo de palma pela Indonésia, o que pode beneficiar outros óleos vegetais, incluindo o óleo de soja. Além disso, uma possível redução no esmagamento de soja nos Estados Unidos, caso políticas favoreçam combustíveis fósseis, pode elevar a demanda pelo farelo brasileiro, impactando positivamente os preços no Brasil. Internamente, o aumento da mistura de biodiesel de B14 para B15 mantém a demanda aquecida, garantindo bons lucros para os produtores em diversas regiões.

Por outro lado, há fatores que podem pressionar os preços para baixo. O relatório semanal do USDA mostrou exportações de soja dos EUA em níveis inferiores às expectativas, com 978,4 mil toneladas vendidas na última semana analisada, representando uma queda de 31% em relação ao período anterior e 47% abaixo da média das últimas quatro semanas. Esse desempenho decepcionante coloca pressão adicional sobre o mercado. No Brasil, a expectativa de uma safra recorde acima de 170 milhões de toneladas deve contribuir para reduzir os preços, tanto no mercado interno quanto no externo, mesmo diante de uma demanda consistente.

 





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Soja em Chicago encerra semana com saldo positivo


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou o dia em baixa, refletindo a fraca demanda e a realização de lucros após altas recentes, segundo análise da TF Agroeconômica. O contrato de janeiro, referência para a safra brasileira, caiu 0,81% ou 8,00 cents/bushel, encerrando a $980,00. Já o contrato de março recuou 0,75% ou 7,50 cents/bushel, cotado a $998,75. O farelo de soja para janeiro teve queda de 1,57%, cotado a $300,9/ton curta, enquanto o óleo de soja fechou em alta de 0,13%, a $39,52/libra-peso.  

A baixa desta sexta-feira foi atribuída ao relatório fraco de vendas para exportação, divulgado pelo USDA. Os dados mostraram vendas de 978,4 mil toneladas da safra 2024/25 até 19 de dezembro, o menor volume do ano comercial, representando uma queda de 47% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2025/26, foram vendidas 125 mil toneladas, totalizando 1,103 milhão de toneladas, abaixo das expectativas de mercado, que variavam de 1,37 a 1,9 milhão de toneladas.  

Apesar do desempenho negativo do dia, a semana foi marcada por saldo positivo para a soja, com o farelo se destacando como o grande impulsionador das cotações nas sessões anteriores. Contudo, a ausência de grandes dados e o fraco relatório de exportações levaram os investidores a realizarem lucros, encerrando o ano com cautela.  O mercado segue atento às movimentações de demanda e aos próximos relatórios de exportação para avaliar o impacto nas cotações, especialmente diante das expectativas para o início da colheita da safra brasileira, que poderá trazer novos direcionamentos.  

 





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Fim de ano trava mercado da soja


O mercado da soja do Rio Grande do Sul registrou pouco movimento no estado com festas de final de ano, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “R$ 141,00 para entrega em novembro, e pagamento 15/01, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Ijuí – Pagamento em 30/01. R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 30/01. Preços de pedra, em Panambi, manteve em para R$ 125,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Santa Catarina já plantou 94% da área prevista para a primeira safra, superando os 91% da semana passada e os 92% registrados no mesmo período do ano anterior. O avanço é destacado pela proximidade da conclusão da semeadura, restando apenas áreas em regiões de maior altitude. O preço da saca de soja no porto foi cotado a R$ 135,00, enquanto em Chapecó o valor registrado foi de R$ 131,50. 

Compradores afastados e vendedores sem grãos no interior do estado do Paraná. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam R$ 140 CIF para janeiro e fevereiro, enquanto os vendedores pediam R$ 145, sem evolução nas negociações. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços oscilaram entre R$ 138 e R$ 140 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 135 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, completa.

Comercialização parada no Mato Grosso do Sul com as festas de final de ano. “Em Dourados, a soja encerrou o dia sem movimentação. No spot, as indicações de compra ficaram em R$ 135 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas não houve negócios registrados. A maioria dos agentes já encerrou as atividades para o recesso típico desta época do ano”, indica.

O Mato Grosso tem estoques zerados e programações já concluídas. “Em Rondonópolis, as propostas de compra ficaram em R$ 128 por saca FOB para embarque imediato e pagamento em janeiro, mas as negociações estão paradas. Estoques zerados e programações já concluídas limitaram o mercado spot, enquanto as atenções de tradings e produtores se voltaram à safra 2024/25. Em Nova Mutum, não houve indicações no spot, apenas para a safra 2024/25”, conclui.

 





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Presidente do Fed de Chicago diz que pode ser necessário diminuir ritmo de…


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Por Ann Saphir

(Reuters) – O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, reiterou nesta quinta-feira seu apoio a novos cortes na taxa de juros e sua abertura para fazê-los de forma mais lenta, comentários que evidenciam que o debate no banco central dos Estados Unidos não é sobre se os juros devem ser reduzidos, mas sim com que rapidez isso deve acontecer e qual deve ser a taxa terminal.

Alguns formuladores de política monetária do Fed temem que o progresso na redução da inflação possa ter estagnado e pedem uma abordagem cautelosa, enquanto outros querem garantir que o mercado de trabalho não esfrie ainda mais, sugerindo a necessidade de cortes contínuos nos juros.

E sobre todas essas diferenças paira a incerteza de como as possíveis tarifas e cortes de impostos e a repressão à imigração prometidos pelo presidente eleito Donald Trump afetarão os preços, os empregos e a economia de forma mais ampla.

Formuladores de política monetária do Fed se reunirão nos dias 17 e 18 de dezembro para resolver suas diferenças, pelo menos temporariamente, em torno da decisão de cortar novamente a taxa básica ou esperar até o próximo ano. Os mercados financeiros julgam que será uma decisão apertada, com os futuros de juros colocando uma probabilidade de cerca de 55% em um corte de 0,25 ponto percentual e uma chance de 45% de não haver corte.

O Fed reduziu sua taxa de juros em 0,50 ponto percentual em setembro e em 0,25 ponto percentual em sua reunião neste mês.

O presidente do Fed de Chicago, em comentários à Central Indiana Corporate Partnership, não disse se era a favor de outro corte nas taxas no mês que vem, mas defendeu uma visão de longo prazo que parece ser compartilhada pela maioria dos formuladores de políticas do Fed: que as taxas ainda não estão onde precisam estar. 

Ele disse que a inflação no último ano e meio caiu e está a caminho da meta de 2% do Fed, que os mercados de trabalho enfraqueceram e que a economia está agora próxima do pleno emprego estável.

Consequentemente, os juros devem estar, daqui a um ano, “um pouco mais baixos do que estão hoje”, disse ele. A taxa básica do Fed está atualmente na faixa de 4,50% a 4,75%.

Dada a incerteza e a discordância sobre o quanto os juros devem ser reduzidos, Goolsbee disse que “pode fazer sentido diminuir o ritmo dos cortes na taxa básica à medida que chegamos perto”.





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um ano de desafios e conquistas no agronegócio brasileiro


O agronegócio brasileiro enfrentou um ano de desafios e avanços em 2024. De enchentes históricas no Rio Grande do Sul que afetaram a produção de grãos à abertura de novos mercados internacionais, cada mês trouxe lições para o setor. A vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, a regulamentação dos bioinsumos no Brasil e as iniciativas sustentáveis do Plano Safra reforçaram a importância de inovação, resiliência e adaptação em um cenário cada vez mais complexo. Confira os principais destaques mês a mês.

Janeiro: soja em foco e desafios do produtor rural

As previsões para a safra de soja marcaram o início do ano. Segundo a TF Agroeconômica, a produção brasileira poderia alcançar 154 milhões de toneladas, desafiando a visão pessimista de algumas análises regionais. Apesar disso, os estoques globais elevados, que passaram de 101,92 milhões para 114,21 milhões de toneladas, pressionaram os preços para baixo. A recomendação para os produtores foi vender o quanto antes, evitando perdas ainda maiores.

Além do mercado da soja, os custos elevados e a necessidade de sustentabilidade pautaram as discussões no campo. A tecnologia UC System foi destaque, permitindo a limpeza rápida de mangueiras hidráulicas e reduzindo o consumo de óleo das máquinas agrícolas. Essa inovação fortaleceu a economia circular, alinhando-se às demandas do ESG (ambiental, social e governança).

Outro ponto relevante foi o alerta para os danos causados pela contaminação em sistemas hidráulicos, que representam 80% das falhas em máquinas agrícolas. Ao adotar práticas preventivas, os produtores poderiam evitar prejuízos de até R$ 150 mil por máquina, contribuindo para a produtividade e sustentabilidade no campo.

Fevereiro: pressões internacionais e mercados em ebulição

O avanço das exportações brasileiras para a Europa gerou protestos de produtores locais, que pressionaram seus governos para impor barreiras ao comércio. A competitividade brasileira, segundo Aline Locks, CEO da Produzindo Certo, desafiou os modelos produtivos europeus, levando líderes políticos, como Emmanuel Macron, a se posicionarem contra acordos comerciais com o Mercosul.

Outro destaque foi o aumento das compras de soja brasileira pelos Estados Unidos, motivadas pela sua alta qualidade e preço competitivo. Esse movimento inédito despertou atenção no mercado internacional, gerando especulações sobre o impacto nas cotações em Chicago. Especialistas alertaram para o efeito de novas transações no equilíbrio da oferta e demanda globais.

Enquanto isso, no Brasil, as negociações com mais de 160 países destacaram o papel estratégico do agro na geopolítica global. A diversificação dos mercados e a necessidade de atender a exigências ambientais reforçaram a importância de um planejamento robusto para manter a liderança no setor.

Março: liderança no Paraguai e alta no preço do leite

A história inspiradora de José Marcos Sarabia, brasileiro que se tornou líder do agronegócio no Paraguai, ganhou destaque com o lançamento de seu livro “Sementes de Sucesso”. O relato de Sarabia trouxe lições de resiliência, inovação e visão estratégica, ressaltando a importância da sucessão familiar para o crescimento sustentável dos negócios.

Enquanto isso, o preço do leite no Brasil registrou alta de 4,5% pelo terceiro mês consecutivo, conforme o Cepea. Essa valorização foi acompanhada por aumentos nos derivados lácteos, como o leite UHT e a muçarela. Apesar disso, o déficit da balança comercial do setor foi reduzido devido ao crescimento das exportações, indicando uma recuperação gradual.

No cenário agrícola, produtores enfrentaram desafios com os custos estáveis da pecuária leiteira. Mesmo com a desvalorização dos grãos, outros insumos encareceram, mantendo o custo operacional elevado. O cenário exigiu estratégias eficientes para sustentar a produção e atender à crescente demanda interna e externa.

Abril: rota para a Ásia e BRICS no mercado de grãos

O Brasil celebrou a abertura do mercado sul-coreano para subprodutos de origem animal, marcando a 27ª conquista comercial do agronegócio no ano. A expansão fortaleceu a posição brasileira como fornecedor estratégico na Ásia, impulsionando as exportações de farinhas e gorduras de aves.

Simultaneamente, a Rússia pressionou os BRICS para criar uma bolsa de grãos interbloco, buscando maior influência nos preços globais. O presidente Vladimir Putin destacou a necessidade de alternativas ao controle europeu e norte-americano sobre as cotações, gerando discussões sobre a viabilidade do projeto.

Essa iniciativa dividiu opiniões entre os países-membros, que consideraram os benefícios econômicos e os desafios técnicos da proposta. Para o Brasil, o fortalecimento do BRICS poderia abrir novas oportunidades comerciais, mas também exigir adaptações no modelo produtivo.

Maio: enchentes no RS e impacto na produção

As enchentes no Rio Grande do Sul devastaram áreas agrícolas, deixando mais de 422 mil pessoas afetadas e causando prejuízos significativos na produção de soja, arroz e milho. Especialistas destacaram que a interrupção da colheita resultou em perdas de milhões de toneladas, pressionando os preços futuros das commodities.

Além disso, a logística do setor foi comprometida, com bloqueios nas estradas dificultando o transporte de rações e insumos para a cadeia produtiva de carnes. A tragédia evidenciou a necessidade de infraestrutura mais resiliente e de políticas públicas voltadas à mitigação de riscos climáticos.

Históricos comparativos mostraram que a enchente de 2024 superou a devastação de 1941, quando Porto Alegre enfrentou 24 dias de chuvas consecutivas. Os números reforçaram o impacto das mudanças climáticas e a importância de estratégias preventivas.

Junho: recuperação do solo e alta nos fertilizantes

A erosão do solo no RS emergiu como um dos maiores desafios pós-enchentes, exigindo práticas de manejo que favorecessem a regeneração da matéria orgânica. Especialistas alertaram que a recuperação poderia levar até uma década, dependendo de investimentos públicos e privados.

Os preços dos fertilizantes também dispararam, com alta de 21% na ureia importada devido a restrições em países produtores como Egito e China. O aumento agravou os custos de produção, especialmente para culturas de grãos, pressionando a rentabilidade dos produtores.

A situação destacou a necessidade de políticas que incentivassem o uso de bioinsumos e tecnologias mais acessíveis, reduzindo a dependência de insumos importados e fortalecendo a segurança alimentar.

Julho: Plano Safra impulsiona sustentabilidade e inovação

O Governo Federal lançou o Plano Safra 2024/2025, com R$ 400,59 bilhões destinados ao setor agropecuário. Desse total, R$ 293,29 bilhões foram alocados para custeio e comercialização, enquanto R$ 107,3 bilhões apoiaram investimentos. Entre as inovações, destacou-se o programa RenovAgro, que promoveu práticas sustentáveis, como recuperação de áreas degradadas e implantação de sistemas integrados de produção.

As taxas de juros foram ajustadas para atrair ainda mais adesão. Produtores enquadrados no Pronamp tiveram acesso a financiamentos com juros de 8% ao ano, enquanto programas específicos ofereceram taxas entre 7% e 12%. Além disso, o uso de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) permitiu maior flexibilidade no acesso a recursos.

Outra novidade foi o RenovAgro Ambiental, que financiou reparações ambientais em áreas embargadas, incentivando a regularização e o uso sustentável das terras. Essa abordagem fortaleceu o compromisso do Brasil com a sustentabilidade, alinhando produção e preservação.

Agosto: Congresso Andav e as oportunidades globais do agro

Durante a 13ª edição do Congresso Andav, Paulo Guedes ressaltou o papel estratégico do Brasil no agronegócio global. Em sua palestra, destacou o potencial do país para liderar a segurança alimentar e energética mundial, alertando para a importância de decisões internas assertivas e estratégias que evitem a autossabotagem.

A análise de Guedes abordou o cenário de escassez de alimentos e energia enfrentado por várias nações, reforçando a posição privilegiada do Brasil como fornecedor global. Ele afirmou que a combinação de recursos naturais, tecnologia e políticas públicas consistentes pode consolidar o país como líder no setor.

A mensagem principal foi clara: o agronegócio brasileiro tem tudo para prosperar, desde que saiba aproveitar suas vantagens competitivas e superar desafios internos. A integração entre agroindústria e sustentabilidade foi apontada como caminho essencial para o futuro.

Setembro: exportações de soja sob pressão

O ritmo acelerado das exportações brasileiras de soja em setembro gerou preocupações sobre um possível esgotamento do excedente exportável. Projeções indicaram remessas de 8,45 milhões de toneladas em agosto e entre 6,25 e 6,75 milhões de toneladas em setembro. Com 90,6% da meta anual já alcançada, analistas levantaram dúvidas sobre a sustentabilidade desse ritmo.

Os impactos dessa situação foram sentidos no mercado global. Uma eventual redução na oferta brasileira poderia influenciar os preços internacionais, alterando a dinâmica da demanda e afetando estoques estratégicos de grandes importadores, como a China.

Além disso, o cenário evidenciou a complexidade do mercado de commodities agrícolas. Estratégias de longo prazo para equilibrar exportações e estoques internos se tornaram essenciais para manter a competitividade e atender às demandas internacionais sem comprometer o mercado interno.

Outubro: municípios mais ricos do agro lideram produção nacional

Dados do IBGE revelaram os 100 municípios mais produtivos do Brasil em 2023, responsáveis por 31,9% do valor total da produção agrícola. Sorriso (MT) liderou a lista, com uma produção avaliada em R$ 8,31 bilhões, seguido por São Desidério (BA) e Sapezal (MT).

A soja manteve sua posição como a cultura mais valiosa, representando 42,8% do total, seguida pelo milho e pela cana-de-açúcar. A diversidade da produção brasileira ficou evidente com a relevância de culturas como algodão, café e laranja, consolidando o país como um dos maiores fornecedores globais de alimentos.

A região Centro-Oeste destacou-se com 36 municípios na lista, mostrando a força agrícola de estados como Mato Grosso e Goiás. Esses números reforçaram a importância da inovação e da gestão eficiente para sustentar o crescimento e a competitividade do agronegócio.

Novembro: Trump, China e os reflexos no agro brasileiro

A vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos reacendeu debates sobre uma possível nova guerra comercial com a China. Em seu mandato anterior, Trump impôs tarifas sobre produtos chineses, levando Pequim a retaliar com tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, como soja e milho.

O Brasil, que se beneficiou dessa disputa em 2018 e 2019, está novamente em posição de vantagem. Caso Trump reinicie as tarifas, espera-se um aumento nas exportações brasileiras para a China. No entanto, analistas alertaram para os riscos de volatilidade no mercado e possíveis pressões sobre a capacidade produtiva do país.

Além disso, as políticas migratórias mais rígidas de Trump, que afetam a mão de obra agrícola nos EUA, podem beneficiar indiretamente o Brasil, destacando sua competitividade no fornecimento global de alimentos.

Dezembro: bioinsumos regulamentados e a segurança jurídica para o agro

O Senado aprovou o PL 658/21, que regulamenta a produção e o uso de bioinsumos, consolidando o Brasil como referência em práticas agrícolas sustentáveis. O projeto corrigiu lacunas normativas que colocavam em risco a autonomia dos agricultores e a inovação no setor.

A Associação Brasileira de Bioinsumos (ABBINS) celebrou a aprovação como um marco para a agricultura regenerativa e a segurança jurídica. A medida foi vista como um incentivo à redução do uso de agrotóxicos, promovendo uma transição para sistemas mais sustentáveis e competitivos.

Com a sanção presidencial esperada, especialistas previram um crescimento acelerado no uso de bioinsumos, beneficiando não apenas o meio ambiente, mas também a saúde pública e a economia rural. O Brasil encerrou o ano com uma importante conquista para o futuro do agro.

Cada mês de 2024 reforçou a resiliência do agronegócio brasileiro diante de desafios climáticos, econômicos e políticos. O setor demonstrou sua capacidade de adaptação, inovando e ampliando sua relevância global. Com aprendizados , o ano deixou um legado de avanços que moldarão o futuro do agro no Brasil e no mundo.





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