sexta-feira, abril 10, 2026

Política & Agro

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Desafios superados pelo agro em 2024



O Brasil também se destacou no mercado global



Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade
Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade – Foto: USDA

O ano de 2024 foi marcado por uma combinação de desafios e avanços significativos para o agronegócio brasileiro. De acordo com Jacques Dieu, Gestor de Estratégias de Vendas e Marketing, o setor enfrentou dificuldades como as enchentes históricas que afetaram o Rio Grande do Sul, resultando em prejuízos expressivos para a produção agrícola, principalmente de arroz

No entanto, esses eventos também reforçaram a importância de investir em infraestrutura resiliente, capaz de mitigar os impactos de fenômenos climáticos extremos. Mesmo diante das adversidades, o agronegócio brasileiro mostrou uma notável capacidade de adaptação, mantendo-se como um pilar essencial da economia nacional.

Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade. A regulamentação dos bioinsumos ganhou destaque, alinhando-se às tendências globais que buscam uma agricultura menos dependente de produtos químicos. Além disso, o Plano Safra, ao promover práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, reafirmou o compromisso do setor com a preservação ambiental, sem comprometer a produtividade. Essas iniciativas sustentáveis fortaleceram a imagem do Brasil no cenário internacional, mostrando seu compromisso com uma produção agrícola mais verde e eficiente.

O Brasil também se destacou no mercado global, com a abertura de novos mercados na Ásia e a consolidação de sua liderança no Paraguai. Esse fortalecimento das parcerias comerciais internacionais contribuiu para ampliar a posição do país como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, atendendo à crescente demanda global por alimentos. Com essas ações, o agronegócio brasileiro garantiu sua relevância no cenário mundial.

 





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Crédito de carbono ganha espaço na agricultura



Crédito de carbono está ganhando destaque como uma ferramenta para sustentabilidade


Foto: Canva

O crédito de carbono está ganhando destaque como uma ferramenta estratégica para impulsionar a sustentabilidade na agricultura brasileira e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Além de incentivar práticas mais ecológicas, o mecanismo transforma a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em oportunidades econômicas, atraindo produtores rurais e investidores para o setor.

A agricultura é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de GEE, com destaque para o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Práticas tradicionais, como o uso intensivo de fertilizantes e a pecuária convencional, contribuem para essas emissões. Nesse contexto, os créditos de carbono surgem como um estímulo à adoção de modelos produtivos sustentáveis, incluindo a agricultura regenerativa, que melhora a qualidade do solo e captura carbono da atmosfera.

No Brasil, o Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) é referência na promoção de práticas sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e o plantio direto. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a iniciativa já evitou a emissão de cerca de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalentes desde 2010.

A técnica ILPF integra agricultura, pecuária e silvicultura em uma mesma área, promovendo maior produtividade e capturando carbono no solo e na vegetação. Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que sistemas ILPF podem sequestrar até 10 toneladas de CO2 por hectare ao ano, tornando-se aliados cruciais na redução das emissões.

Os créditos de carbono também oferecem vantagens financeiras. Agricultores que adotam práticas sustentáveis podem comercializar esses créditos em mercados específicos, obtendo renda adicional e ampliando sua competitividade. Além dos ganhos financeiros, essas práticas favorecem a recuperação dos solos, aumentam a biodiversidade e tornam as lavouras mais resistentes às mudanças climáticas, fortalecendo a segurança alimentar e a estabilidade produtiva.





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Preços dos suínos independentes mantêm estabilidade nesta semana, mas…


Após reajustes recentes, associações destacam estabilidade nos preços e projetam aumentos com a chegada do 13º salário e maior demanda sazonal.

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Nesta quinta-feira (21), a comercialização dos suínos no mercado independente apresentou estabilidade nos principais estados produtores. Com os feriados de novembro e a entrada da segunda quinzena do mês, tiraram o ímpeto das altas no mercado de suínos. 

Em São Paulo, os preços dos suínos apresentaram estabilidade frente à semana anterior e segue precificado em R$ 10,30/kg por vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). 

“Nas últimas quatro semanas,  o preço do suíno teve um reajuste positivo de 8,77%. Para a Bolsa de Suínos houve uma queda de 2,90 kg, o que representa uma queda de 1,88% e o volume de animais também registrou um recuo de 1.423 de cabeças, o que representa uma queda de 4,72%”, detalhou o Valdomiro Ferreira.

Ainda de acordo com a APCS, a expectativa para os próximos dias é de reajuste nas cotações dos suínos em que as indústrias já estão se preparando para atender a demanda de final de ano. “A expectativa é de novo realinhamento nos preços com a entrada dos pagamentos do 13º salário e aumento no consumo”, informou ao Notícias Agrícolas. 

No mercado mineiro, o valor do animal apresentou estabilidade nesta semana e está sendo negociado próximo de R$ 10,30/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). 

“As expectativas são boas no curto prazo com a sazonalidade de final de ano, mas nesta semana a demanda continua predominando e os preços estão estáveis em uma faixa na linha do topo.”, disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal nesta semana registrou valorização de 0,41% frente a anterior, em que passou de R$ 9,78/kg e está precificado em  R$ 9,82/kg vivo.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Pastagens avançam com chuvas e insolação favoráveis


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na quinta-feira (26), as chuvas regulares e a intensa radiação solar registradas nas últimas semanas estão impulsionando o crescimento das pastagens de verão no Rio Grande do Sul. As condições climáticas também favoreceram a recuperação dos campos nativos, ampliando a oferta de forragem de qualidade para os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, em São Gabriel, o crescimento das forrageiras nativas foi limitado pela baixa pluviosidade em dezembro, que acumulou apenas 60 mm. Em contrapartida, na região de Caxias do Sul, as áreas de campo nativo atenderam plenamente às necessidades dos animais, refletindo em bons ganhos de peso.

Na região de Ijuí, a escassez de estoques de forragem conservada levou alguns produtores a anteciparem o corte do milho para silagem, mesmo antes do ponto ideal de maturação dos grãos. Já em Passo Fundo, as chuvas recentes mantiveram a umidade do solo em níveis adequados para o crescimento das pastagens. No entanto, a menor incidência de luz solar, devido aos dias encobertos, limitou o pleno desenvolvimento vegetativo.

Nas regiões de Pelotas, incluindo Arroio do Padre, Canguçu e Capão do Leão, as pastagens e forrageiras apresentaram bom desenvolvimento. Entretanto, em Cerrito e Jaguarão, a baixa radiação solar trouxe desafios para a implantação de novas áreas de pastagens de verão. Em Santa Vitória do Palmar, o campo nativo registrou crescimento adequado, beneficiando tanto bovinos quanto ovinos.

Na região de Santa Maria, as pastagens de verão apresentaram condição excelente, garantindo boa oferta de forragem. Em Santa Rosa, as chuvas recentes, combinadas com temperaturas amenas e boa insolção, impulsionaram a produção de matéria verde nas pastagens perenes e anuais, conforme dados da Emater/RS.





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Produção de açúcar cai 63% em dezembro


Segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA), a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil registrou queda expressiva na primeira quinzena de dezembro. O volume produzido foi de 347,82 mil toneladas, representando uma redução de 63,07% em comparação com o mesmo período da safra 2023/2024, quando foram fabricadas 941,73 mil toneladas.

No acumulado desde o início da safra até 16 de dezembro, a fabricação de açúcar alcançou 39,71 milhões de toneladas, número 5,05% inferior ao ciclo anterior, que totalizou 41,82 milhões de toneladas. No mesmo período, a produção de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 764,53 milhões de litros. Desse total, 498,56 milhões de litros foram de etanol hidratado, representando uma queda de 28,18%, e 265,97 milhões de litros foram de etanol anidro, com retração de 24,30%.

No acumulado do ciclo agrícola, a produção de etanol, no entanto, mostrou crescimento de 3,26%, totalizando 31,93 bilhões de litros. O etanol hidratado avançou 10,29%, somando 20,34 bilhões de litros, enquanto o anidro apresentou recuo de 7,13%, alcançando 11,59 bilhões de litros.

Um dos destaques do setor foi o crescimento expressivo na produção de etanol a partir do milho. Na primeira metade de dezembro, 50% do biocombustível produzido teve como matéria-prima o cereal. Foram fabricados 379,16 milhões de litros de etanol de milho, um aumento de 34,89% em relação ao mesmo período da safra passada, quando o volume atingiu 281,09 milhões de litros.

Desde o início da safra, o etanol de milho já acumula produção de 5,63 bilhões de litros, o que representa um avanço de 30,01% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior.





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chuvas beneficiam algodão e sorgo



Chuvas espalhadas beneficiam cultivos de verão na Austrália




Foto: Canva

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas esparsas, com volumes localizados próximos a 10 mm, foram registradas no sul de Queensland e no norte e centro de Nova Gales do Sul, proporcionando impulso ao desenvolvimento de culturas de verão, como algodão e sorgo. Enquanto áreas mais secas elevaram a demanda por irrigação em algumas localidades, essas condições também permitiram a continuidade dos trabalhos de campo, incluindo o plantio adicional de sorgo.

Nas demais regiões do cinturão de trigo, o clima predominantemente seco em Nova Gales do Sul (sul), Victoria, Austrália do Sul e Austrália Ocidental favoreceu a conclusão das colheitas das culturas de inverno.

As temperaturas ficaram, em média, de 2 a 3 °C abaixo do normal em partes do sudeste, enquanto no oeste e nordeste permaneceram próximas da média histórica. As máximas atingiram valores entre 30 e 35 °C na maior parte das áreas produtoras de trigo, mantendo o ritmo adequado para a finalização da colheita e preparando o solo para a próxima safra.





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novos preços mínimos garantidos para a safra 2025


Segundo dados divulgadas pela Conab, os extrativistas brasileiros devem ficar atentos aos novos preços mínimos para a safra 2025 dos produtos extrativos contemplados pela Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio). Os valores, estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e divulgados na Portaria Mapa nº 750, foram publicados no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Entre os reajustes, o pequi se destacou com alta de 30,19%, passando de R$ 0,53 para R$ 0,69 por quilo. O umbu também teve elevação significativa de 23,85%, subindo de R$ 1,09 para R$ 1,35 por quilo. A amêndoa de andiroba registrou aumento de 20,68%, indo de R$ 2,37 para R$ 2,86 por quilo. O cacau extrativo teve alta de 18,56%, com preço ajustado de R$ 9,75 para R$ 11,56 por quilo. A piaçava apresentou valorização de 14,77%, enquanto a mangaba subiu 7,61% em algumas regiões.

Por outro lado, produtos como babaçu e açaí mantiveram os preços inalterados. O pinhão, no entanto, sofreu redução de 22,43% em áreas de Minas Gerais e São Paulo. Já itens como baru, borracha natural, castanha-do-brasil, juçara, macaúba, murumuru e pirarucu não tiveram mudanças nos valores.

A PGPMBio tem como objetivo garantir uma remuneração justa aos extrativistas, promovendo também a conservação ambiental. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apoia a comercialização desses produtos e fortalece as comunidades por meio do pagamento da Subvenção Direta ao Produtor Extrativista (SDPE). Essa subvenção concede um bônus aos produtores que comprovarem vendas abaixo do preço mínimo estabelecido, garantindo competitividade no mercado.

A medida reforça o compromisso do Governo Federal com a sustentabilidade e incentiva a economia verde, promovendo inclusão social e proteção ambiental nas atividades extrativistas.





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Golpes cibernéticos: Como proteger o agronegócio



Os produtores precisam estar atentos a diversos golpes



Os produtores precisam estar atentos a diversos golpes
Os produtores precisam estar atentos a diversos golpes – Foto: Pixabay

O Brasil é um dos países mais afetados por golpes digitais, com 24% da população acima de 16 anos sendo vítima de fraudes cibernéticas entre junho de 2023 e junho de 2024. Nesse período, mais de 40,85 milhões de brasileiros perderam dinheiro com crimes digitais. No agronegócio, pequenos e médios produtores também têm sido alvos de golpistas, especialmente devido à crescente demanda por crédito. 

Sâmela Moraes, gerente de middle office da Nagro Crédito Agro, alerta que as propostas com benefícios irreais, como taxas de juros muito abaixo do mercado, são indícios de golpes. Golpistas veem o crédito rural como uma oportunidade para explorar a urgência dos produtores. Apesar disso, a tecnologia pode ser aliada na prevenção, já que empresas sérias investem em segurança para transações financeiras, além de reduzir a burocracia nos processos de financiamento. Dados do Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio indicam otimismo no setor em relação ao futuro do crédito agro, com maior confiança e eficiência. 

Contudo, os produtores precisam estar atentos a diversos golpes. Entre eles, o de falsos intermediários, em que golpistas criam sites fraudulentos para coletar dados pessoais. É importante verificar a reputação da instituição financeira antes de fornecer informações. Também são comuns os golpes via WhatsApp ou SMS, onde criminosos se passam por representantes de bancos e pressionam o produtor a fornecer dados bancários. Além disso, os golpistas pedem pagamentos antecipados, como taxas falsas, para liberar financiamentos. Nenhuma instituição séria faz esse tipo de exigência. Por fim, o golpe de boletos falsos, onde os golpistas enviam boletos fraudulentos, também é frequente. É essencial que o produtor sempre verifique a autenticidade do boleto antes de efetuar o pagamento.

 





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Setor de feijão fecha 2024 com exportações recordes



Oscilações marcam preços do feijão em 2024




Foto: Canva

Segundo dados da retrospectiva de feijão do Cepea, o ano de 2024 será lembrado como um marco para o setor de feijão no Brasil, consolidando avanços na transparência de preços regionais e na parceria entre produtores e pesquisadores. Desde abril, o setor passou a colaborar com os levantamentos conduzidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As pesquisas permitiram a padronização dos cálculos de preços médios regionais e, a partir de outubro, começaram a divulgar os resultados ao público.

De acordo com os pesquisadores, o mercado de feijão opera majoritariamente no modelo spot, com negociações logo após as colheitas e conforme a demanda dos compradores. Esse formato explica a variação regional nos dados semanais divulgados ao longo do ano. Em 2024, o feijão carioca, principal variedade consumida no Brasil, registrou oscilações nos preços. De setembro para outubro, houve queda nos valores médios devido à entrada da safra do Cerrado. Em novembro, no entanto, as chuvas prejudicaram a colheita, comprometendo a qualidade do grão e sustentando os preços. A decisão de muitos produtores de estocar o produto em câmaras frias também ajudou a evitar novas quedas.

Já em dezembro, o mercado voltou a registrar pressão sobre os preços, resultado do aumento na oferta de feijão oriundo do Paraná e de São Paulo, além do descarte de estoques acumulados ao longo do ano.

No campo, a produção nacional de feijão atingiu 3,24 milhões de toneladas na safra 2023/24, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 6,8% em comparação com o ciclo anterior, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores mundiais. No mercado externo, o desempenho também foi expressivo. Entre janeiro e novembro, as exportações brasileiras de feijão somaram 304,95 mil toneladas, o maior volume já registrado. Por outro lado, as importações totalizaram 21,95 mil toneladas no mesmo período, mantendo o saldo positivo na balança comercial, conforme com o Cepea.





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Trigo fecha 2024 com oscilações nos preços


Segundo os dados da edição de dezembro do Boletim Agropecuário da Epagri, divulgados pelo Observatório Agro Catarinense, o mercado de trigo encerrou 2024 com oscilações nos preços internos e perspectivas globais desafiadoras para a safra 2024/25. Dados mostram que os preços médios pagos aos produtores catarinenses caíram 1,90% em novembro, mas ainda acumulam alta real de 8,91% no ano. No Paraná, o avanço anual é de 12,67%, enquanto no Rio Grande do Sul o preço permaneceu estável no mês, com leve alta de 0,19%.

Analistas apontam que o setor continua sujeito a fatores como clima, câmbio e barreiras comerciais, tornando fundamental o acompanhamento de tendências e projeções. A análise do mercado internacional destaca cenários de alta e baixa para os preços globais, influenciando diretamente o desempenho brasileiro.

Fatores de alta

Segundo o boletim, a na União Europeia, a safra de trigo 2024/25 enfrentou perdas significativas devido ao excesso de chuvas, reduzindo a produção em 10,21% e as exportações em 23,58%, alcançando o menor volume em 12 anos. Na Rússia, o mesmo problema climático deve diminuir a produção em 10,93% e as exportações em 15,31%, com o governo russo impondo quotas de exportação para conter os impactos. Na Austrália, as fortes chuvas comprometeram a qualidade da safra, forçando o redirecionamento de até 5 milhões de toneladas para a produção de ração animal, representando de 8% a 16% da colheita total.

Fatores de baixa

Na Argentina, cerca de 38,7% da nova safra já foi colhida, com expectativa de 18,8 milhões de toneladas – a quarta maior colheita em 15 anos, mesmo após períodos secos.  Apesar das perdas na qualidade, a Austrália projeta colher 31,9 milhões de toneladas, acima da média de 26,6 milhões registrada na última década.

As perspectivas globais apontam para uma produção 0,22% maior e consumo 0,58% superior na safra 2024/25 em relação à anterior. No entanto, o comércio internacional deve cair 3,50%, refletindo as restrições nas exportações da União Europeia e da Rússia. Os estoques finais também tendem a diminuir 3,56%, atingindo 257,9 milhões de toneladas – o menor volume desde 2015/16, conforme o Observatório Agro Catarinense.





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