sexta-feira, abril 10, 2026

Política & Agro

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Agroquímicos em alta, mas com desafios



O mercado de bioinsumos desponta como destaque



“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos"
“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos” – Foto: Pixabay

De acordo com Jonas Leonardo Paula Leite da Silva, Analista de Rebates e Premiações na Agro Amazônia, em artigo publicado no LinkedIn, o mercado de agroquímicos no Brasil deve apresentar crescimento moderado em 2025, com uma expansão entre 2% e 3% na área plantada. Esse cenário é impulsionado pela recuperação dos preços de commodities como o milho, que têm motivado os produtores a retomarem investimentos no setor.

No entanto, os agricultores estão cada vez mais focados em estratégias para otimizar custos, em função das margens de lucro mais apertadas, principalmente no cultivo da soja. Isso pode limitar o aumento da demanda por agroquímicos, já que práticas de manejo mais eficientes e tecnologias para redução de despesas estão ganhando espaço.

“É importante notar que o mercado de insumos agrícolas, incluindo agroquímicos, ainda enfrenta desafios decorrentes de desarranjos globais na cadeia de suprimentos, com expectativas de normalização completa apenas em 2025”, comenta ele, em seu perfil na rede social LinkedIn.

Por outro lado, o mercado de bioinsumos desponta como destaque, com estimativas de crescimento superior a 10%, alcançando cerca de 155 milhões de hectares. Essa tendência reflete a busca por soluções mais sustentáveis e a pressão crescente por práticas agrícolas ambientalmente responsáveis.

“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos em 2025, influenciado por expansões moderadas na área plantada e pela crescente adoção de bioinsumos, em um contexto de busca por maior eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro”, conclui.

 





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Como garantir a lucratividade com milho?


Segundo análise da TF Agroeconômica, as perspectivas de aumento da produção de milho no Brasil e no mundo indicam uma tendência de queda nos preços no curto, médio e longo prazos, tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3 de São Paulo. A consultoria recomenda que os produtores aproveitem os níveis de preços ainda favoráveis para fixar suas safras, seja no mercado físico ou futuro, garantindo a lucratividade antes que as cotações caiam abaixo dos custos de produção, como ocorreu no ano passado.  

Entre os fatores de alta, destaca-se o comprometimento de 30% a mais de milho nos Estados Unidos em relação ao mesmo período do ano anterior, com 38,8 milhões de toneladas vendidas, o que representa 61,71% da meta de exportação do USDA para a campanha. Além disso, houve leve aumento na demanda de milho para etanol, e no Brasil, a baixa disponibilidade da safra anterior mantém os preços relativamente firmes.  

Por outro lado, os fatores de baixa incluem o início da colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul e o término do plantio nos demais estados brasileiros, que trazem alívio ao mercado e pressionam as cotações na B3. Na CBOT, a realização de lucros após máximas de seis meses e a entrada de grãos no mercado físico também contribuíram para quedas. Adicionalmente, as perspectivas de boas safras na América do Sul, como a revisão para cima da produção brasileira pela StoneX (128,6 milhões de toneladas), e as fracas exportações americanas reforçam o viés de baixa.  

“Com a forte possibilidade de aumento da produção, tanto brasileira, quanto mundial, a tendência das cotações do milho, tanto na CBOT, de Chicago, quanto na B3, de São Paulo é de queda a curto, médio e longo prazos. Então, nossa recomendação é aproveitar os ainda bons e lucrativos níveis de preço para fixar sua safra, se não no físico, pelo menos no mercado futuro, para garantir lucratividade, antes que voltem a cair abaixo do custo de produção, como no ano passado”, comenta.

 





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O milho segue misto na B3


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou o dia e semana mais curta de forma mista com ajustes, segundo informações da TF Agroeconômica. “O milho negociado na B3 manteve o padrão do dia anterior. As cotações mais curtas em queda, fecharam em sintonia com Chicago e com a perspectiva de uma queda de uma redução nos números finais de exportação do milho brasileiro em dezembro. Para as cotações mais longas os resultados foram positivos, com a ideia de um bom consumo interno e disputa de lotes na hora da colheita”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia: o vencimento de janeiro/25 foi de R$ 72,73 apresentando baixa de R$ -0,52 no dia, baixa de R$ – 0,44 na semana; março/25 fechou a R$ 72,72, baixa de R$ -0,53 no dia, baixa de R$ -0,17 na semana; o vencimento maio/25 fechou a R$ 72,11, baixa de R$ -0,45 no dia e alta de R$ 0,22 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em baixa com fraca demanda pelo grão norte-americano. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,90 % ou $ -8,75 cents/bushel a $ 450,75. A cotação para maio, fechou em baixa de -1,93 % ou $ -9,00 cents/bushel a $ 458,25”, indica.

“Assim como nos outros grãos, as vendas para exportação, com a semana mais curta pelas festas foi decepcionante e caiu 55% em relação à semana anterior, ficando abaixo do mínimo estimado pelo mercado. As boas perspectivas de safra no Brasil e na Argentina,

onde os plantios da primeira safra estão em 80,7% e 87,4% respectivamente e em boas condições também pressionaram o mercado”, conclui a consultoria.

 





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Chuvas e estiagem impactam produção de uva



Estiagem e pragas comprometem colheita antecipada




Foto: Arquivo Agrolink

Segundo Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), no Rio Grande do Sul, a produção de uva enfrenta desafios climáticos que devem comprometer os rendimentos em diversas regiões. As condições meteorológicas adversas, incluindo chuvas intensas e estiagem, afetaram a floração e favoreceram o ataque de insetos, prejudicando as lavouras.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, no município de Candiota, a expectativa é de uma redução de 25% na produção das variedades de uva de mesa. De acordo com o levantamento, o tamanho reduzido dos cachos é resultado das fortes chuvas e das baixas temperaturas registradas na primavera, período crítico para a floração e formação dos frutos.

Em Santa Rosa, a colheita das variedades precoces, especialmente as uvas brancas, está mais adiantada em pomares domésticos. No entanto, os viticultores enfrentam um novo desafio com o aumento do ataque de abelhas, vespas e marimbondos nas bagas. A escassez de outras fontes de alimentação para esses insetos, ocasionada pela estiagem prolongada nas últimas semanas, tem atraído as pragas para os parreirais.





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ano mais quente no Brasil desde 1961


O Brasil enfrentou temperaturas acima da média histórica em 2024, consolidando uma tendência de aquecimento no país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média anual foi de 25,02°C, superando em 0,79°C a média histórica de 1991 a 2020, que é de 24,23°C. Em 2023, o país já havia registrado 24,92°C, 0,69°C acima do esperado.

Segundo o inforamdo pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), especialistas destacam que os anos analisados estiveram sob influência do fenômeno El Niño, com intensidade classificada de forte a muito forte, impactando diretamente os padrões climáticos. Esse fenômeno contribuiu para o aumento das temperaturas em 2023 e nos primeiros meses de 2024.

Figura 1: Ranking dos anos mais quentes da história do Brasil entre 1961 e 2024.

Estudos do Inmet apontam ainda uma tendência de alta nas temperaturas médias anuais no Brasil desde 1961, indicando um aquecimento estatisticamente significativo. Esse aumento está associado às mudanças climáticas globais e a alterações ambientais locais.

Figura 2: Anomalia (diferença entre a temperatura observada e a média histórica de 1991 – 2020) de Temperatura Média do Ar (TMA) no Brasil por ano.

Segundo o relatório provisório do Estado Global do Clima 2024, divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 11 de novembro de 2024, a temperatura média global da superfície terrestre ficou 1,54°C acima da média histórica de 1850-1900, até setembro do ano passado.

Com base nesses dados, 2024 tende a superar 2023 como o ano mais quente já registrado. Entre junho de 2023 e setembro de 2024, a temperatura média global permaneceu consistentemente acima dos recordes anteriores, apontam análises da OMM.





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Exportações de carne bovina podem crescer em 2025



Ano deve ser de novas expansões, mas em ritmo menor




Foto: Pixabay

Segundo a análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor pecuário brasileiro deve manter os investimentos e a produção em 2025, embora com ritmo de crescimento inferior ao registrado em 2024. As projeções econômicas apontam para um cenário de menor demanda e desafios no mercado externo, mesmo com a possibilidade de abertura de novos destinos para exportação.

Estudos indicam que a oferta de animais para abate e a produção de carne devem apresentar crescimento mais contido. A economia brasileira pode enfrentar um cenário de menor poder de compra, levando os consumidores a optar por carnes mais baratas. Além disso, a valorização do dólar no final de 2024 deve impactar os custos de produção no início de 2025, pressionando ainda mais o setor.

No comércio exterior, a expectativa é de continuidade no volume exportado, mas com taxas de crescimento mais modestas. A China segue como o principal comprador da carne brasileira, com os Estados Unidos, Emirados Árabes e Chile também figurando como mercados importantes. As compras norte-americanas devem permanecer em alta, impulsionadas pela lenta recuperação do rebanho local.

Para os mercados do Oriente Médio, as perspectivas são otimistas, com possíveis aumentos nas exportações, enquanto o Chile também deve expandir suas compras. No entanto, o impacto do câmbio pode afetar a competitividade brasileira.

Apesar das projeções mais conservadoras, a produção deve seguir firme. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que, até setembro de 2024, o número de animais abatidos cresceu 19%, evidenciando o dinamismo do setor. A expectativa é de que esse ritmo desacelere em 2025, mas continue positivo, conforme dados do Cepea.





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cotação do algodão fecha em queda na 1ª semana de 2025



Os preços médios à vista recuaram 13 pontos em relação à semana anterior




Foto: Pexels

As cotações do algodão encerraram a primeira semana de 2025 em queda no Estados Unidos, refletindo um mercado mais retraído. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados pelo Programa de Algodão e Tabaco do Serviço de Comercialização Agrícola (Agricultural Marketing Service’s Cotton and Tobacco Program), os preços médios à vista recuaram 13 pontos em relação à semana anterior.

De acordo com o USDA, o preço médio para a qualidade base do algodão (cor 41, folha 4, comprimento 34, micrômetro 35-36 e 43-49, resistência 27,0-28,9 e uniformidade 81,0-81,9) nos sete mercados designados ficou em US¢ 64,44 por libra-peso na semana encerrada em 2 de janeiro de 2025. Esse valor foi inferior ao da semana anterior, que registrou US¢ 64,57 centavos, e bem abaixo dos US¢ 76,55 registrados no mesmo período do ano passado.

As cotações diárias variaram entre US¢ 64,75 na sexta-feira (27) e US¢ 64,26 na terça-feira (31). No período, as transações no mercado à vista totalizaram 36.762 fardos, superando os 31.664 negociados na semana anterior. No entanto, o volume ainda ficou abaixo dos 49.780 fardos registrados no mesmo período do ano passado. No acumulado da safra, as transações totalizaram 363.672 fardos, também inferiores aos 467.488 contabilizados na mesma semana da temporada passada.

O contrato de março na Bolsa Intercontinental de Commodities (ICE) encerrou a semana cotado a US¢ 68,57 por libra-peso, apresentando leve queda em comparação aos US¢ 68,75 da semana anterior.





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Colheita de milho para silagem avança com qualidade elevada



A colheita de milho para silagem segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul




Foto: Nadia Borges

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), a colheita de milho para silagem segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com 14% da área plantada já colhida e 17% das lavouras próximas ao ponto ideal de corte. O estágio de grão farináceo-duro e colmos verdes proporciona o teor de matéria seca entre 30% e 35%, condição ideal para garantir o equilíbrio nutricional e a qualidade da silagem armazenada. A safra apresenta resultados satisfatórios até o momento.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, para a safra 2024/2025, o Estado projeta o cultivo de 357.311 hectares, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha. A expectativa é positiva, especialmente nas áreas onde o plantio foi escalonado para minimizar os riscos climáticos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, o plantio está próximo da conclusão. Em Aceguá, 80% da área prevista já foi implantada, mas o processo foi temporariamente interrompido em 29 de dezembro devido à falta de umidade no solo. A maior parte das lavouras foi semeada entre novembro e início de dezembro, e a expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados até o final de janeiro.

Na Fronteira Oeste, nos municípios de Manoel Viana e Alegrete, a colheita já está em andamento, apresentando rendimentos elevados e silagem de alta qualidade, o que comprova o potencial produtivo da safra. Em outras regiões, como Ijuí e Santa Maria, as lavouras estão sendo colhidas para armazenamento como forragem conservada. Os volumes de massa verde obtidos têm atendido às expectativas dos produtores, destacando a eficiência no manejo e a qualidade do material colhido.





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Wall Street salta com impulso de tecnologia e políticas de Trump em foco


Logotipo Reuters

Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) – As ações dos Estados Unidos se recuperaram nesta sexta-feira, com investidores se aproximando do final de uma semana encurtada pelo feriado do Ano Novo, que trouxe consigo expectativas de cortes adicionais nos juros pelo Federal Reserve e políticas que favorecem negócios do novo governo de Donald Trump.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,26%, para 5.942,39 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,75%, para 19.621,68 pontos. O Dow Jones subiu 0,80%, para 42.732,19 pontos.

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Dólar encerra semana em leve alta



O desempenho da moeda foi influenciado pela baixa liquidez no mercado




Foto: Pixabay

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (3) com leve alta de 0,29%, cotado a R$ 6,183 na venda, após oscilar entre ganhos e perdas ao longo da sessão. O desempenho da moeda foi influenciado pela baixa liquidez no mercado, que intensificou a volatilidade, e pela escassez de dados relevantes no cenário econômico do dia, conforme dados do InfoMoney.

Segundo as informações, na semana, a moeda norte-americana acumulou uma perda marginal de quase 0,2%, refletindo movimentos de correção e ajustes por parte dos investidores. Na B3, o contrato futuro do dólar com vencimento mais próximo subiu 0,31%, cotado a R$ 6,208 por volta das 17h03.

Dólar comercial

Compra: R$ 6,183

Venda: R$ 6,183

Dólar turismo

Compra: R$ 6,263

Venda: R$ 6,443





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