quarta-feira, abril 8, 2026

Política & Agro

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Preço do leite fecha 2024 em queda



Média anual marca avanço de 33% em relação a 2023




Foto: Divulgação

O preço do leite pago ao produtor no Paraná encerrou 2024 em R$ 2,83 por litro, uma redução em relação ao pico registrado em novembro. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Segundo o boletim, apesar da queda no último mês do ano, a média de dezembro se destacou como a terceira mais alta de 2024. Em comparação ao mesmo período de 2023, o valor representa um aumento significativo de 33%, demonstrando recuperação em um ano desafiador.

O ano foi marcado por adversidades climáticas, incluindo fortes estiagens e geadas, que prejudicaram a produção de leite e comprometeram os rendimentos dos pecuaristas. As principais bacias leiteiras do Paraná sentiram o impacto, resultando em menor oferta de leite e produtos lácteos no mercado estadual.

Essas condições climáticas adversas aumentaram a pressão sobre o setor, agravando o custo de produção e dificultando o abastecimento.

O aumento de 33% no preço médio em relação a dezembro de 2023 reflete esforços para compensar os pecuaristas. No ano anterior, o preço de R$ 2,13 por litro foi considerado pouco atrativo, levando o governo estadual a adotar medidas para equilibrar o mercado. Entre as ações, destacou-se o estímulo ao consumo de produtos locais e a restrição à importação de lácteos, principalmente de países do Mercosul, conforme os dados da Deral.





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Seca e neve redefinem desafios agrícolas na Europa


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (7) o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando o impacto do clima irregular nas atividades agrícolas de diferentes regiões da Europa.

Durante a primeira metade do período analisado, o tempo seco predominou, sendo substituído por chuva e neve no final da semana em diversas áreas do norte da Europa. No entanto, regiões como Espanha, norte da Itália e Hungria continuaram enfrentando condições de seca, ampliando os déficits de umidade do solo.

As chuvas, concentradas na Inglaterra, Escandinávia e Estados Bálticos, variaram de 10 a 75 mm, enquanto França, Alemanha e Polônia registraram volumes menores, entre 5 e 35 mm. Neve foi observada em partes mais altas da Alemanha, Polônia, Lituânia e Bálcãs ocidentais, mas as principais áreas agrícolas da Europa central e oriental permaneceram com cobertura de neve abaixo de 5 cm.

A seca se intensificou na Espanha, norte da Itália e, particularmente, no sudoeste da Hungria, onde a região de Transdanúbia registrou apenas 32% da precipitação normal desde 1º de outubro. Este é o período mais seco em 30 anos na área, aumentando preocupações sobre os impactos na produção agrícola.

O relatório também apontou contrastes significativos nas temperaturas. Enquanto a Europa Ocidental registrou condições abaixo da média, com quedas de até 6°C na Espanha, o leste do continente experimentou calor anômalo, com temperaturas entre 2°C e 6°C acima do normal.

As condições variáveis tiveram efeitos mistos sobre o trabalho agrícola. O céu ensolarado no início da semana favoreceu atividades de campo e manutenção em áreas como França e Alemanha. Contudo, o retorno das chuvas e o frio intenso nas elevações aumentaram os desafios para as principais regiões agrícolas do continente.

 





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Mapa investe R$ 21 milhões na recuperação da agropecuária gaúcha



Mapa celebra convênio de R$ 21 milhões para fortalecer a defesa agropecuária no RS




Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou, por meio de publicação no Diário Oficial da União, o convênio com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS). O acordo, com valor global de R$ 21.284.243,09, prevê repasses de R$ 21 milhões pelo Governo Federal para reforçar o setor agropecuário no estado.

De acordo com José Cleber Dias de Souza, superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, as negociações para o convênio começaram em maio de 2024, durante a instalação do gabinete itinerante liderado pelo ministro Carlos Fávaro. Na ocasião, um plano detalhado foi elaborado pela equipe da Superintendência de Agricultura e Pecuária do estado, em parceria com a Seapi/RS e a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério, com foco na recuperação das atividades agropecuárias gaúchas.

Os recursos foram viabilizados por meio da Medida Provisória nº 1.260/2024, que destinou verbas também ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e à Embrapa. No total, mais de R$ 80 milhões foram alocados para ações no Rio Grande do Sul, sendo uma parte destinada ao convênio com a Seapi/RS.

Investimentos Previstos

Os recursos serão aplicados em diversas frentes estratégicas da agropecuária gaúcha, incluindo:

  • Defesa agropecuária animal e vegetal;
  • Pesquisa e diagnóstico de sanidade;
  • Aquisição de equipamentos de escritório, informática, materiais laboratoriais e veículos.

Esses investimentos têm como objetivo garantir a sanidade dos cultivos e criações, fortalecer os serviços prestados aos agricultores e criadores, e promover a competitividade do setor.

O novo convênio reafirma o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da agropecuária no estado, assegurando condições adequadas para a produção e comercialização de produtos agrícolas e pecuários. O investimento também contribui para a resiliência do setor diante de desafios climáticos e econômicos, que impactaram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, conforme apontado pelo Mapa.





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Mato Grosso do Sul alcança superávit de US$ 7,1 bilhões em 2024


Segundo dados divulgados pela Agência de Notícia do MS, o Mato Grosso do Sul encerrou 2024 com um superávit comercial de US$ 7,1 bilhões, impulsionado pelo desempenho robusto das exportações de commodities agrícolas e produtos industrializados. Os dados constam na Carta de Conjuntura divulgada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

No acumulado do ano, o estado registrou US$ 9,969 bilhões em exportações, contra US$ 2,808 bilhões em importações. Entre os produtos exportados, a soja liderou com 28,7% do total (US$ 2,8 bilhões), seguida pela celulose, que respondeu por 26,6% das vendas externas (US$ 2,6 bilhões). Este último produto destacou-se com um aumento de 79,1% em relação a 2023, conforme apontaram os dados.

No lado das importações, o gás natural foi o principal item adquirido, representando 41,3% do total, seguido por adubos (11,3%) e cobre (7,6%).

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do estado, com 45,4% do valor total. Destaque também para o crescimento exponencial de mercados como Turquia, que ampliou suas compras em 158,6%, e Emirados Árabes Unidos, com alta de 101% em comparação a 2023.

De acordo com o informado, o setor industrial foi um dos destaques de 2024, com crescimento de 25,13% na receita e 12,42% no volume exportado. Por outro lado, a agropecuária registrou queda significativa, com retração de 36,7% no valor exportado e de 35% na movimentação de cargas.

No contexto regional, Três Lagoas liderou as exportações, representando 26,2% do valor total, com avanço de 45,3% em relação ao ano anterior (US$ 2,6 bilhões). Ribas do Rio Pardo teve o maior crescimento percentual, registrando alta de 690% nas exportações, impulsionado pela instalação de uma nova fábrica de celulose, totalizando US$ 428 milhões em vendas externas. Em contraste, Dourados sofreu uma retração de 43,1%, enquanto Campo Grande teve um crescimento modesto de 4,4%, alcançando US$ 532 milhões.





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Estiagem afeta produção de mandioca



A escassez de água no solo resultou em estresse hídrico nas plantas




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, a seca prolongada na região administrativa de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, tem impactado diretamente as lavouras de mandioca. A escassez de água no solo resultou em estresse hídrico nas plantas, que apresentam murchamento intenso das folhas ao longo do dia.

Em áreas onde a mandioca foi plantada mais cedo, a colheita já começou. Embora as raízes colhidas apresentem menor tamanho, a qualidade interna, com polvilho suficiente, tem garantido boas características de cozimento e sabor.

Entretanto, atividades como a capina foram suspensas devido à baixa umidade do solo, que dificulta o trabalho mecânico e aumenta a evapotranspiração, prejudicando ainda mais o cultivo. Apesar das adversidades, a cultura de mandioca na região mantém um bom potencial, com produtividade estimada em 16 toneladas por hectare, considerada dentro da média histórica para o município.

A mandioca está no período de entressafra, e a comercialização segue com preço estável, cotado a R$ 6,00 por quilo. A estimativa é que os impactos climáticos possam influenciar no abastecimento e, consequentemente, nas cotações futuras, caso a situação de estiagem persista.





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Petróleo registra ganho semanal com clima mais frio e estímulos da China


Logotipo Reuters

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira, fechando a semana em alta sustentados pelo clima frio na Europa e nos EUA, bem como pelo estímulo econômico adicional sinalizado pela China.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 58 centavos, ou 0,8%, a 76,51 dólares por barril, o nível mais alto desde 14 de outubro. O petróleo bruto dos EUA (WTI) ganhou 83 centavos, ou 1,13%, para 73,96 dólares.

O Brent registrou ganho semanal de 2,4%, enquanto o WTI subiu quase 5%.

Sinais de fragilidade econômica chinesa aumentaram as expectativas de medidas para impulsionar o crescimento no principal importador de petróleo do mundo.

“Neste momento, a China tem sido incessante com anúncios sobre tentativas de estimular a atividade econômica, e o mercado está prestando atenção nisso”, disse John Kilduff, sócio da Again Capital, em Nova York.

As preocupações com a demanda chinesa foram um fator nas previsões de demanda fraca no ano passado, acrescentou ele.

A China anunciou algumas medidas novas para impulsionar o crescimento nesta semana, com um movimento surpreendente para aumentar os salários de funcionários do governo e um forte aumento no financiamento de títulos do tesouro ultralongos.

O funding adicional deverá ser usado para estimular o investimento empresarial e iniciativas de estímulo ao consumidor.

Os preços do petróleo também devem ter recebido suporte das expectativas de aumento da demanda por óleo para aquecimento após as previsões de clima mais frio em algumas regiões.

(Reportagem de Arathy Somasekhar em Houston, Enes Tunagur em Londres, Florence Tan e Jeslyn Lerh em Cingapura)





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Exportações do agronegócio brasileiro alcançam US$ 164,4 bilhões em 2024


Segundo o informado pela Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 164,4 bilhões em 2024, consolidando o segundo maior montante da série histórica. Representando 49% das exportações totais do país, o desempenho reflete a resiliência do setor, que conseguiu manter sua força apesar da retração nos preços internacionais de algumas das principais commodities.

O complexo soja e os cereais registraram queda nas vendas, influenciados por uma menor safra e preços mais baixos. No entanto, a performance de outros segmentos tradicionais compensou essa retração: carnes (+11,4%), complexo sucroalcooleiro (+13,3%), produtos florestais (+21,2%) e café (+52,6%) lideraram o crescimento.

Produtos menos tradicionais, como limões, chocolate, alimentos para animais de estimação, gengibre, pasta de cacau e cebolas, também mostraram avanços expressivos, reforçando a diversificação da pauta exportadora brasileira.

A China manteve-se como o maior destino das exportações brasileiras, com US$ 49,7 bilhões, seguida pela União Europeia (US$ 23,2 bilhões) e pelos Estados Unidos (US$ 12,1 bilhões). Regiões como África (+24,4%) e Oriente Médio (+20,4%) ganharam maior relevância, impulsionadas pela retomada de relações diplomáticas e ações de promoção comercial.

O ano foi marcado pelo recorde de aberturas e ampliações de mercados internacionais, fortalecendo a posição do Brasil como fornecedor global de alimentos, fibras e energia. As ações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) focaram na promoção de cadeias produtivas emergentes, com grande potencial de crescimento, além da diversificação de destinos e produtos exportados.





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Preços do boi gordo sobem no Rio de Janeiro e Mato Grosso



O mercado pecuário paulista segue ajustando sua dinâmica pós-fim de ano




Foto: Divulgação

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que após a alta registrada na quarta-feira (8), as cotações nas praças pecuárias de São Paulo permaneceram estáveis nesta quinta-feira (9). O mercado pecuário paulista segue ajustando sua dinâmica pós-fim de ano, com vendedores retornando aos negócios para equilibrar a oferta de bovinos. Apesar disso, compradores ainda relataram baixo volume de ofertas, o que contribuiu para a manutenção dos preços em todas as categorias.

As escalas de abate no estado atendem, em média, a seis dias.

Na região Norte de Mato Grosso, a oferta de boiadas permaneceu relativamente satisfatória, enquanto a demanda por carne continuou aquecida. Esse cenário impulsionou a cotação do boi gordo em R$ 3,00/@ e da vaca em R$ 5,00/@, mantendo o preço da arroba da novilha estável.

Já no Sudoeste do estado, houve alta de R$ 5,00/@ para a vaca e a novilha, enquanto a arroba do boi gordo se manteve inalterada. As escalas de abate alcançam, em média, sete dias no Norte e oito dias no Sudoeste.

No estado do Rio de Janeiro, o mercado registrou alta de R$ 5,00/@ para o boi gordo e para a vaca, com o preço da novilha permanecendo estável. As escalas de abate também estão, em média, para sete dias.





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Mercado do açúcar fecha em queda


Segundo a União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros de açúcar encerraram a quarta-feira (8) em queda nas bolsas de Nova York e Londres, enquanto o mercado doméstico brasileiro também registrou desvalorização no açúcar cristal pelo segundo dia consecutivo. Por outro lado, o etanol hidratado manteve sua trajetória de alta pelo nono dia seguido, refletindo um cenário misto no setor sucroenergético.

De acordo com os dados, na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto, com vencimento em março de 2025, foi negociado a 19,24 centavos de dólar por libra-peso, uma retração de 21 pontos ou 1,1% em relação à sessão anterior. Já o contrato para maio de 2025 caiu 15 pontos, sendo negociado a 17,96 centavos de dólar por libra-peso. Os demais contratos registraram quedas entre 3 e 12 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco para março de 2025 foi negociado a US$ 503,70 por tonelada, uma desvalorização de US$ 3,90 em relação à véspera. O contrato para maio de 2025 seguiu a mesma tendência, sendo negociado a US$ 506,50 por tonelada, com recuo de US$ 3,90. Os demais contratos apresentaram quedas de 2 a 3,80 dólares.

No Brasil, o preço do açúcar cristal caiu pelo segundo dia consecutivo. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq da USP, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 158,53, uma desvalorização de 0,29% em relação aos R$ 158,99 registrados na terça-feira.

Diferentemente do açúcar, o etanol hidratado seguiu valorizado pelo nono dia consecutivo. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado a R$ 2.844,00 por metro cúbico, uma alta de 0,23% em relação aos R$ 2.837,50 registrados no pregão anterior, conforme o divulgado pela Udop.





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Dólar comercial sobe e bate R$ 6,11



O dólar comercial encerra esta quarta-feira (8) com alta em relação ao real




Foto: Pixabay

O dólar comercial encerra esta quarta-feira (8) com alta em relação ao real, acompanhando os ganhos nos mercados internacionais. A valorização reflete a reação dos investidores às recentes sinalizações sobre os planos tarifários do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, além de dados econômicos robustos divulgados pela maior economia global, de acordo com dados do InfoMoney.

Às 16h20, o dólar à vista registrava elevação de 0,10%, sendo negociado a R$ 6,110 tanto na compra quanto na venda. Paralelamente, na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo subia 0,57%, atingindo 6.165 pontos. Esse desempenho se soma ao cenário de terça-feira (7), quando o dólar à vista apresentou leve baixa de 0,14%, encerrando a R$ 6,1056.

Como parte de sua atuação no mercado de câmbio, o Banco Central anunciou um leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para esta sessão. A medida tem como objetivo a rolagem de vencimentos programados para 3 de fevereiro de 2025.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 6,110
  • Venda: R$ 6,110

     

Dólar turismo

  • Compra: R$ 6,187
  • Venda: R$ 6,367





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