quarta-feira, abril 8, 2026

Política & Agro

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USDA reduz produção global de soja


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentou a atualização de oferta e demanda para a soja em janeiro, trazendo ajustes importantes nos números globais e regionais. A produção mundial foi revisada para 424,26 milhões de toneladas, uma redução em relação às 427,14 milhões de toneladas estimadas em dezembro. Os estoques finais globais também recuaram significativamente, passando de 131,87 milhões para 128,37 milhões de toneladas.  

No Brasil, a produção foi mantida em 169 milhões de toneladas, consolidando o país como o maior produtor global. No entanto, os estoques finais sofreram um ajuste, caindo de 33,52 milhões para 32,52 milhões de toneladas. As exportações permanecem inalteradas, projetadas em 105,5 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, os números apresentaram mudanças expressivas. A produção foi revisada para 118,84 milhões de toneladas, abaixo das 121,4 milhões estimadas no mês anterior. A produtividade caiu para 56,82 sacas por hectare, contra 57,95 sacas em dezembro. Além disso, os estoques finais diminuíram de 12,8 milhões para 10,34 milhões de toneladas, enquanto as importações foram ajustadas para 540 mil toneladas, acima das 410 mil anteriormente projetadas.  

Na Argentina, a estimativa de produção foi mantida em 52 milhões de toneladas, mas os estoques finais sofreram uma leve redução, passando de 28,98 milhões para 28,95 milhões de toneladas. Já a China, maior importadora global de soja, teve sua produção revisada para 20,65 milhões de toneladas, uma pequena queda frente às 20,7 milhões estimadas anteriormente. Os estoques finais também recuaram para 45,96 milhões de toneladas, enquanto as importações permanecem projetadas em 109 milhões de toneladas. 

 





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Exportações superam US$ 1,37 bilhão em 2024



O setor registrou um aumento de 2% no valor total exportado




Foto: Divulgação

Segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, os dados parciais da AGROSTAT – compilados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com base na Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) – apontam um desempenho positivo das exportações da fruticultura nacional em 2024.

O setor registrou um aumento de 2% no valor total exportado, alcançando US$ 1,377 bilhão, contra US$ 1,349 bilhão em 2023. Entretanto, houve uma redução de 1,3% nos volumes embarcados, que caíram de 1,108 milhão de toneladas em 2023 para 1,094 milhão no ano passado.

Apesar da queda no volume, a fruticultura nacional se beneficiou de uma melhor precificação dos produtos no mercado internacional. O preço médio da tonelada de frutas brasileiras aumentou 3,4%, passando de US$ 1.217 mil em 2023 para US$ 1.258 mil em 2024.





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Máquinas autônomas otimizam a produção de pastagem



Colheitadeiras autônomas ganham espaço no agro


Foto: Canva

A tecnologia de colheita autônoma está ganhando destaque no agronegócio brasileiro, prometendo revolucionar a forma como pastagens são manejadas. Máquinas autônomas, que dispensam a necessidade de operadores humanos, oferecem maior eficiência operacional e redução de custos, além de atender à crescente demanda por inovação no campo.

Essas colheitadeiras inteligentes utilizam sensores avançados, inteligência artificial e sistemas de navegação para realizar a colheita de forma precisa e independente. Com isso, os produtores conseguem otimizar o uso de recursos, minimizar desperdícios e reduzir a dependência de mão de obra especializada, um desafio recorrente no setor.

A automação não apenas aumenta a produtividade, como também contribui para um manejo mais sustentável, ao reduzir emissões de carbono e evitar compactação excessiva do solo. Segundo especialistas, essa tecnologia tem potencial para diminuir custos operacionais em até 30%, tornando-a uma solução atraente para grandes propriedades e cooperativas agrícolas.

Embora já amplamente utilizada em mercados como Estados Unidos e Europa, a adoção de colheitadeiras autônomas no Brasil ainda enfrenta desafios, como altos custos iniciais e a necessidade de adaptação às condições locais. No entanto, empresas de tecnologia agrícola estão investindo em soluções customizadas para o mercado brasileiro, visando popularizar essa inovação nos próximos anos.

Com a expectativa de um aumento gradual na adesão, a automação agrícola pode se tornar um pilar essencial para a competitividade do agronegócio brasileiro. Para produtores, a possibilidade de reduzir custos e aumentar a eficiência torna as colheitadeiras autônomas uma promessa de transformação no manejo de pastagens.





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USDA revisa os números de produção de milho


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou suas perspectivas de oferta e demanda para produtos agropecuários, com os dados de dezembro e janeiro revelando pequenas variações na produção, estoques e exportações nos principais países produtores de soja.

Em dezembro, a produção mundial de soja foi estimada em 1.217,89 milhões de toneladas, com estoques de 296,44 milhões de toneladas. No entanto, em janeiro, houve uma leve queda na produção, que passou para 1.214,35 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais diminuíram para 293,34 milhões de toneladas.

No Brasil, os números se mantiveram estáveis entre dezembro e janeiro. A produção foi estimada em 127 milhões de toneladas em ambos os meses, e os estoques finais permaneceram em 2,84 milhões de toneladas. As exportações, por sua vez, registraram uma ligeira queda, de 48 milhões de toneladas em dezembro para 47 milhões de toneladas em janeiro.

Nos Estados Unidos, a produção também apresentou uma redução entre dezembro e janeiro, passando de 384,64 milhões de toneladas para 377,63 milhões de toneladas. Os estoques finais caíram de 44,15 milhões de toneladas para 39,12 milhões de toneladas. As exportações aumentaram ligeiramente, subindo de 62,87 milhões de toneladas em dezembro para 62,23 milhões de toneladas em janeiro.

A Argentina não apresentou mudanças significativas em seus dados. A produção de soja continuou estimada em 51 milhões de toneladas, com estoques finais de 2,79 milhões de toneladas. As exportações se mantiveram em 36 milhões de toneladas. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira.

 





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Impactos da instabilidade climática em Mato Grosso



Outro ponto crítico é a falta de profissionalização de muitos produtores



Outro ponto crítico é a falta de profissionalização de muitos produtores
Outro ponto crítico é a falta de profissionalização de muitos produtores – Foto: Nadia Borges

A situação da cadeia produtiva do agronegócio no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, tem se agravado rapidamente, com impactos significativos previstos para 2024. Segundo relatório do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária mato-grossense deve cair 26,62% neste ano, o que equivale a uma perda de R$ 53,91 bilhões, passando de R$ 202,51 bilhões em 2023 para R$ 148,6 bilhões em 2024. O VBP da soja, por exemplo, sofrerá um recuo de 34,11%, atingindo R$ 67,16 bilhões, a primeira queda desde 2013. Já o milho verá uma redução de 39,31%, passando de R$ 40,64 bilhões em 2023 para R$ 24,67 bilhões em 2024.

Rodrigo Gallegos, sócio da consultoria RGF e especialista em reestruturação de negócios, alerta que esse cenário de instabilidade se estenderá até 2025. As condições climáticas adversas têm gerado alta imprevisibilidade, impactando diretamente a produtividade e os resultados financeiros dos produtores. Além disso, o aumento das taxas de inadimplência no setor tem levado as instituições financeiras a restringirem o acesso ao crédito rural, dificultando ainda mais o financiamento dos altos custos de produção.

Outro ponto crítico é a falta de profissionalização de muitos produtores, o que resulta em ineficiências tanto na gestão operacional quanto na financeira. Isso eleva o risco de insolvência, uma vez que os produtores não têm as ferramentas adequadas para se proteger das oscilações de mercado. Gallegos sugere que a melhor estratégia para atravessar esse período de dificuldades é a reestruturação e a profissionalização da gestão das empresas do setor agropecuário, a fim de minimizar as ineficiências e garantir maior sustentabilidade a longo prazo.

 





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alternativa para combustíveis de aviação



Potencial da carinata para reduzir carbono na aviação


Foto: Pixabay

De acordo com informações divulgadas pela Tec Mundo, uma pesquisa publicada na revista científica GCB Bioenergy aponta que a planta Brassica carinata, também conhecida como mostarda-da-abissínia, pode ser uma solução viável para a produção de combustível sustentável para aviação (SAF, na sigla em inglês). O estudo, liderado pelo professor Puneet Dwivedi, da Universidade da Geórgia (UGA), nos Estados Unidos, sugere que o uso desse biocombustível poderia reduzir em até 68% a pegada de carbono no país.

Para viabilizar economicamente o SAF produzido a partir da carinata, no entanto, seriam necessários incentivos fiscais que equiparassem os custos de produção ao mercado de combustíveis convencionais.

A Brassica carinata é uma oleaginosa não comestível que não compete com culturas alimentares tradicionais, sendo ideal para o cultivo no inverno em áreas subutilizadas no sudeste dos Estados Unidos. Seu óleo possui características adequadas para a produção de combustíveis renováveis avançados, enquanto seus subprodutos podem gerar farinha rica em proteínas e outros bioprodutos de valor agregado.

Estudos destacam a capacidade da planta de se adaptar a condições climáticas adversas e seu potencial de produtividade, mesmo em solos menos favoráveis, tornando-a uma alternativa sustentável e de baixo carbono para atender às demandas energéticas.

A pesquisa calculou o preço de equilíbrio do SAF produzido com carinata, bem como as emissões de carbono durante o ciclo de vida do combustível. A combinação desses dados sugere que a planta oferece um caminho promissor para reduzir a dependência de combustíveis fósseis na aviação, contribuindo  para as metas de sustentabilidade do setor. Além de seus benefícios ambientais, a carinata pode trazer vantagens econômicas para agricultores locais, que teriam uma nova fonte de renda durante o período de entressafra.

Nos últimos anos, os sistemas agrícolas pampeanos experimentaram um aparecimento crescente de adversidades bióticas, tolerantes aos produtos fitossanitários tradicionalmente usados. Nesse contexto, o surgimento de culturas como a Carinata ( Brassica carinata ) poderia ajudar a reduzir os riscos econômicos e ambientais. 





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Dólar fecha semana em alta


Após um início de ano relativamente estável, o dólar encerrou a sexta-feira (9) em alta firme no Brasil, voltando a superar o patamar de R$ 6,10. A valorização da moeda norte-americana foi impulsionada por dados positivos do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que indicaram menor margem para o Federal Reserve reduzir juros no curto prazo, conforme os dados do InfoMoney.

O dólar à vista registrou alta de 0,99%, encerrando o dia cotado a R$ 6,1031. No acumulado da semana, contudo, a moeda apresentou desvalorização de 1,29%, reflexo de uma semana de baixa liquidez e poucas novidades sobre o cenário fiscal brasileiro.

Na B3, o dólar futuro para fevereiro, o contrato mais negociado, subiu 1,06%, sendo negociado a R$ 6,1220 às 17h03.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 6,101
  • Venda: R$ 6,102

Dólar turismo

  • Compra: R$ 6,162
  • Venda: R$ 6,342

Nesta sexta-feira, o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,52% em dezembro, acumulando alta de 4,83% no ano de 2024. O número veio levemente abaixo das expectativas de economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam variação de 0,57% no mês e 4,88% no ano.

Apesar de o índice ter superado o teto da meta de inflação de 4,5% estabelecida pelo Banco Central, o resultado não foi surpresa para o mercado, que já havia precificado o descumprimento. O tema acabou ficando em segundo plano no pregão, com as atenções voltadas para os dados norte-americanos.





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safra avança apesar de adversidades climáticas



Produção de milho-verde segue em plena safra




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, a produção de milho-verde segue em plena safra na região administrativa de Lajeado, no município de Bom Princípio, Rio Grande do Sul. Mesmo enfrentando desafios climáticos como estiagens e enchentes, as lavouras apresentam ótimas condições de desenvolvimento.

Os plantios, realizados de forma escalonada, estão em diferentes estágios: desenvolvimento vegetativo, enchimento de grãos e colheita. A bandeja contendo três espigas de milho-verde está sendo comercializada a preços que variam entre R$ 2,00 e R$ 2,50, conforme o mercado local.





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Safra de arroz alcança 97,84% da meta planejada



Safra de arroz 2024/2025 apresenta resultados satisfatórios no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A safra de arroz 2024/2025 apresenta resultados satisfatórios no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar. Apesar de desafios pontuais, como as temperaturas noturnas abaixo de 15 °C que afetam lavouras em estágio reprodutivo, a alta radiação solar e a disponibilidade de água nos reservatórios têm favorecido o desenvolvimento das plantações.

De acordo com o Instituto Rio Grandense de Arroz (Irga), a semeadura está praticamente concluída, com 927.885 hectares de arroz irrigado plantados no Estado, representando 97,84% da intenção projetada inicialmente, que era de 948.356 hectares.

A regional Central foi a mais impactada, alcançando apenas 84,78% da área planejada devido a atrasos na reconstrução de áreas. O Irga confirmou que equipes técnicas estão realizando levantamentos complementares, e os dados finais serão apresentados durante a abertura oficial da colheita, programada para os dias 18 a 20 de fevereiro, em Capão do Leão.

Apesar de um cenário geral favorável, a baixa temperatura noturna tem sido um fator de preocupação para as lavouras em fase reprodutiva. Mesmo assim, os agricultores mantêm tratos culturais regulares para preservar a saúde das plantações.

A Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade média de 8.478 kg/ha para esta safra. Esse número reflete tanto o impacto positivo das condições climáticas em boa parte do Estado quanto as limitações enfrentadas em algumas regiões.





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Produção sustentável de grãos no Brasil


De acordo com artigo publicado no Blog da Aegro, o Brasil, líder mundial na produção de grãos, adota práticas sustentáveis para atender à crescente demanda por alimentos e preservar os recursos naturais. Essas estratégias, além de atenderem à legislação ambiental, promovem eficiência e responsabilidade socioambiental.

Plantio Direto (SPD) Atualmente, cerca de 9 milhões de hectares utilizam o sistema de plantio direto. A técnica protege o solo contra erosões, retém umidade e reduz custos de produção, beneficiando culturas como soja e milho.

Rotação de Culturas

A alternância de cultivos, como soja e milho, melhora a fertilidade do solo, reduz pragas e doenças, e diminui o risco de erosão, contribuindo para a conservação do ecossistema.

Tecnologia de Precisão

Ferramentas avançadas permitem a aplicação exata de insumos como água e fertilizantes, reduzindo desperdícios e impactos ambientais, além de possibilitar monitoramento em tempo real.

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)

A ILPF combina atividades agrícolas em uma mesma área, promovendo equilíbrio ecológico, melhorando o solo, capturando carbono e protegendo a biodiversidade.

Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD)

O MIPD utiliza controle biológico e preventivo para minimizar o uso de defensivos químicos, preservando a biodiversidade e a saúde dos ecossistemas agrícolas.

Conservação de Áreas de Preservação Permanente (APPs)

A proteção da vegetação nativa em torno de corpos d’água e áreas sensíveis assegura a preservação da biodiversidade e dos recursos hídricos.

Uso Eficiente da Água

A gestão de irrigação eficiente reduz o consumo de água, minimiza desperdícios e garante a sustentabilidade da produção.

Agricultura de Baixo Carbono (ABC)

Práticas que diminuem emissões de gases de efeito estufa, como o plantio direto e a fixação biológica de nitrogênio, colaboram com a mitigação das mudanças climáticas.

Certificação Sustentável

Programas de certificação garantem a rastreabilidade e responsabilidade socioambiental, promovendo produtos éticos e sustentáveis.

Monitoramento e Cumprimento de Leis Ambientais

O acompanhamento constante das atividades agrícolas assegura a mitigação de impactos negativos e a conformidade com a legislação, promovendo a sustentabilidade a longo prazo.

Importância do Compromisso Sustentável

A adoção dessas práticas consolida o Brasil como referência em produção agrícola sustentável, equilibrando crescimento econômico com preservação ambiental.





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