quarta-feira, abril 8, 2026

Política & Agro

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o avanço dos defensivos biológicos nas lavouras brasileiras


Por Lucas Rivas

A agricultura brasileira é amplamente dependente de defensivos químicos importados, uma realidade que impacta diretamente os custos de produção e a competitividade do setor. Apesar de sua relevância no mercado global, o Brasil carece de uma indústria química nacional robusta, o que mantém essa dependência e o coloca como o maior mercado mundial de defensivos.

Em 2023, o país importou mais de 2,7 milhões de toneladas de defensivos, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Embora o consumo por hectare não seja o maior do mundo, a extensão das áreas cultivadas e a possibilidade de múltiplas safras anuais elevam o volume total adquirido pelos produtores. Com negociações atreladas ao dólar e influenciadas por oscilações externas, as importações tornam-se um fator crítico para o aumento dos custos agrícolas.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Luiz Alberto Moreira da Silva, executivo com mais de cinco décadas de experiência no agro e atual diretor da Luft Agro, destaca que a ausência de uma indústria química de base sólida no Brasil impede a produção nacional de defensivos genéricos. Segundo ele, mesmo com a estruturação de um setor competitivo, atender apenas à demanda interna não seria viável, exigindo que o país também disputasse espaço no mercado internacional, o que traria desafios adicionais em termos logísticos e econômicos. “A falta de uma base industrial forte compromete nossa autonomia. E, ainda que conseguíssemos desenvolver essa estrutura, os custos poderiam ser ainda mais elevados”, analisa.

O papel dos defensivos biológicos

No cenário de crescente pressão por práticas agrícolas mais sustentáveis, os defensivos biológicos despontam como uma alternativa estratégica para reduzir a dependência de químicos importados no Brasil. Para Luiz Alberto, a solução vai além da produção orgânica e já conquista espaço entre grandes players do setor. “Biológicos têm demonstrado eficiência igual ou superior em aplicações específicas, como nematicidas para soja”, explica o especialista. Ele reforça que, além de inovadores, esses produtos respondem à crescente demanda por sustentabilidade, uma exigência cada vez mais presente no mercado global e essencial para o futuro do agronegócio brasileiro.

Desafios e perspectivas

Embora promissores, os defensivos biológicos ainda enfrentam obstáculos significativos no Brasil, especialmente devido às suas exigências logísticas em um território de dimensões continentais. A necessidade de condições específicas, como refrigeração ao longo de toda a cadeia, torna o transporte e o armazenamento um desafio.

Apesar disso, Luiz Alberto Moreira da Silva mantém uma visão otimista sobre a evolução desses produtos. “Os biológicos têm superado barreiras importantes e, embora devam coexistir com os químicos por um bom tempo, a tendência é de um equilíbrio crescente entre essas soluções no campo brasileiro”, projeta.

Essa transição não apenas reforça a competitividade do agronegócio nacional, mas também responde às demandas globais por práticas mais sustentáveis, apontando para um futuro no qual a agricultura brasileira se adapta cada vez mais às necessidades ambientais e econômicas de um mercado em constante transformação.





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agronegócio representa 23,5% do PIB do estado


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento (Seplan), divulgou dados que evidenciam o papel crucial do agronegócio na economia do estado até o terceiro trimestre de 2024. Segundo as informações obtidas da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o setor agropecuário representou 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. No terceiro trimestre, essa participação alcançou 26,5%, o maior índice já registrado para o período, superando os 19,8% do mesmo trimestre em 2023.

O aumento expressivo do agronegócio baiano no PIB pode ser observado em comparação aos números de 2023. Em 2023, a participação da agropecuária da Bahia no PIB nacional foi de 5,5%, enquanto em 2024, até o terceiro trimestre, esse percentual subiu para 7,1%. Esse desempenho aponta para uma recuperação considerável, após um período de retração no ano passado.

A estimativa do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024 é de R$ 349 bilhões, com o agronegócio contribuindo com aproximadamente R$ 83 bilhões, o que corresponde a 23,8% do total.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da Bahia, conforme calculado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), acumulou receitas de R$ 54 milhões em 2024. O segmento de lavouras foi o principal responsável, com 81% do VBP total, seguido pela produção animal com 19%.

Dentro do setor de lavouras, os grãos dominaram, com 57% da produção, seguidos pelo cacau (12%), frutas (11%) e outras lavouras (20%). No segmento de produção animal, os bovinos de corte lideraram com 57% da contribuição, seguidos por aves (22%), leite (13%) e suínos e ovos (8%), conforme o divulgado pela Seagri.





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Santa Catarina recebe celebração da Uva Goethe


Segundo a Secretaria da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (SAR), a partir do dia 11 de janeiro, os Vales da Uva Goethe, localizados no Sul de Santa Catarina, se tornarão o centro de uma celebração única que destaca a colheita da uva e a riqueza do enoturismo regional. A Vindima 2025, que ocorre até 9 de fevereiro, homenageia a tradição, a cultura e a gastronomia locais, com um foco especial na Uva Goethe, uma das Indicações Geográficas de Santa Catarina, que atesta a qualidade e autenticidade dos produtos da região.

De acordo com levantamento da Epagri/Cepa, 83% das uvas cultivadas em Santa Catarina são das espécies Americanas e híbridas, utilizadas principalmente para consumo in natura, produção de sucos e vinhos coloniais. Aproximadamente 13% da produção é composta pela uva Vitis Vinifera, e 4% corresponde à uva de mesa. A uva Goethe, uma das variedades híbridas, destaca-se na produção de vinhos finos.

As principais regiões produtoras de uvas em Santa Catarina são o Alto Vale do Rio do Peixe, no Meio Oeste, e o Sul do estado. Segundo o IBGE, em 2024, o estado colheu 36.682 toneladas de uvas de todas as espécies, abrangendo uma área de 3.736 hectares.

Os Vales da Uva Goethe foram pioneiros na obtenção da Indicação de Procedência, um selo de autenticidade concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2012. Este reconhecimento, que contou com o apoio do Sebrae e da Epagri, reforça a qualidade da produção local e contribui para o fortalecimento do enoturismo na região.

A área de produção da uva Goethe é privilegiada, localizada entre as encostas da Serra Geral e o litoral sul catarinense. Os municípios que compõem essa região são Urussanga, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Içara, Orleans, Treze de Maio e Nova Veneza.





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Bahia se torna líder em irrigação por pivôs centrais no Brasil


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), a irrigação por pivôs centrais, uma tecnologia que utiliza sistemas giratórios para distribuir água de maneira uniforme sobre a área cultivada, tem se expandido rapidamente no Brasil. A região Oeste da Bahia se destaca nesse cenário, superando o Noroeste de Minas Gerais e se tornando a maior área irrigada por essa tecnologia no país. De acordo com dados levantados pela Embrapa, até outubro de 2024, a Bahia já conta com 404 mil hectares irrigados, ocupando o segundo lugar no ranking, atrás apenas de Minas Gerais, que lidera com 637 mil hectares.

Esse avanço baiano é atribuído a uma combinação de fatores naturais e tecnológicos favoráveis. O relevo do solo, a facilidade de implantação dos sistemas de irrigação, a utilização eficiente das águas do Aquífero Urucuia e a implementação de tanques de geomembrana para armazenamento de água são fundamentais para o sucesso da irrigação. Esses elementos possibilitam não apenas a expansão da área irrigada, mas também a melhoria na produtividade agrícola da região.

A irrigação por pivôs centrais oferece vários benefícios aos produtores. Com esse sistema, a produtividade por hectare pode ser até três vezes maior do que em cultivos não irrigados, além de garantir uma produção agrícola mais estável e de alta qualidade. A irrigação também permite a colheita durante a entressafra, o que contribui para a redução da necessidade de expandir a fronteira agrícola, um fator crucial para a sustentabilidade do setor.

Em termos absolutos, o Brasil possui uma área de 2.200.960 hectares irrigados por 33.846 pivôs centrais. A Bahia se destaca, com municípios como São Desidério (91.687 hectares) e Barreiras (60.919 hectares), enquanto Minas Gerais tem as cidades de Paracatu e Unaí, com 88.889 hectares e 81.246 hectares, respectivamente, também entre os maiores focos de irrigação.

Apesar dos benefícios evidentes, o uso intensivo de água nas áreas irrigadas pode gerar preocupações com a sustentabilidade dos mananciais. A Bahia, no entanto, se destaca pela gestão responsável da água. O monitoramento constante do nível do Aquífero Urucuia tem garantido a segurança hídrica, mitigando riscos e promovendo uma irrigação eficiente, que assegura a disponibilidade de água para as gerações futuras, conforme o divulgado pela Seagri.





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Chuvas acima da média no Brasil fazem preços do café encerrarem 6ª feira…


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O mercado cafeeiro se consolidou com fortes quedas nas bolsas de NY e Londres no fechamento da sessão desta sexta-feira (03). 

De acordo com o Barchart, as recentes chuvas acima da média no Brasil aliviaram as preocupações com a seca nas principais áreas produtoras de café no Brasil. 

A Somar Meteorologia relatou na última segunda-feira (30) que Minas Gerais (maior área de cultivo de café arábica do Brasil) recebeu 102,8 mm de chuva na semana passada, ou 182% da média histórica. 

O arábica encerra o dia então registrando a desvalorização de 820 pontos no valor de 318,65 cents/lbp no vencimento de março/25, uma baixa de 720 pontos no valor de 314,90 cents/lbp no de maio/25, um recuo de 705 pontos negociado por 309,10 cents/lbp no de julho/25, e uma queda de 760 pontos no valor de 302,20 cents/lbp no de setembro/25.

Já o robusta registra baixa de US$ 88 no valor de US$ 5.033/tonelada no contrato de janeiro/25, uma queda de US$ 88 no valor de US$ 4.968/tonelada no de março/25, um recuo de US$ 80 cotado por US$ 4.897/tonelada no de maio/25, e uma baixa de US$ 75 no valor de US$ 4.817/tonelada no de julho/25.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, as áreas acompanhadas pelo Notícias Agrícolas também encerram a 6ª feira (03) com baixas e preços se mantém na faixa dos R$ 2 mil/saca.

O Café Arábica Tipo 6 registra queda de 2,16% no valor de R$ 2.270,00/saca em Varginha/MG, uma baixa de 1,35% em Guaxupé/MG no valor de R$ 2.193,00/saca, e um recuo de 1,72% no valor de R$ 2.280,00/saca em Franca/SP.

O Cereja Descascado encerra com baixa de 2,54% em Campos Gerais/MG no valor de R$ 2.300,00/saca, uma queda de 1,30% no valor de R$ 2.279,00/saca em Guaxupé/MG, e uma baixa de 0,42% no valor de R$ 2.380,00/saca em Poços de Caldas/MG. 
 





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Goiás fecha 2024 com recordes no agronegócio


Segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Goiás, o agronegócio encerrou o ano de 2024 com números positivos em diversas cadeias produtivas, refletindo o crescimento das exportações, a valorização das commodities e a ampliação dos mercados internacionais. De acordo com dados divulgados pela Seapa, por meio do programa Agro em Dados, o estado consolidou seu protagonismo tanto no cenário nacional quanto global.

Na pecuária, a carne bovina de Goiás registrou um crescimento, com um aumento de 18,8% no número de animais abatidos em relação a 2023. Entre janeiro e setembro de 2024, o estado abateu 3,1 milhões de bovinos, resultando em uma valorização do boi gordo. Em novembro, a arroba atingiu R$ 352,65, o maior valor do ano. Além disso, Goiás expandiu sua presença internacional, alcançando 86 países com suas exportações de carne bovina.

Na suinocultura, o estado também obteve bons resultados, destacando-se nas exportações e ampliando sua presença em mercados estratégicos. Países como Singapura e Angola mantiveram-se como grandes consumidores da carne suína goiana. Já a avicultura goiana teve um ano de recordes, com as exportações de carne de frango atingindo 23,2 mil toneladas em abril, impulsionadas por mercados como Japão, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Coreia do Sul.

No setor agrícola, Goiás obteve destaque com a soja, registrando um aumento de 6,3% na área plantada e conquistando a 4ª posição no ranking nacional de produção, com 16.822 mil toneladas em 2024. O estado também garantiu a 4ª posição nas exportações do complexo soja, com a China sendo o principal destino, somando mais de US$ 5,8 bilhões em exportações.

Já o milho goiano teve uma produção inicial comprometida por adversidades climáticas, mas a segunda safra se mostrou robusta, com um aumento de 4,8% na produção e 3,8% na produtividade, consolidando Goiás como o 3º maior produtor de milho no Brasil.





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Importância da adubação na cultura da soja


De acordo com dados do artigo da engenheira agrônoma Gressa Chinelato publicado no Blog da Aegro, a adubação é um dos fatores essenciais para o desenvolvimento saudável da soja, influenciando diretamente a produtividade das lavouras. Para que as plantas cresçam de forma adequada, elas necessitam de diversos nutrientes, muitos dos quais são absorvidos diretamente do solo. No Brasil, principalmente em regiões tropicais, a fertilidade do solo é um desafio, exigindo o uso de técnicas de manejo que incluam a aplicação de adubos químicos.

Os solos tropicais brasileiros, embora favorecidos por altos índices de temperatura e precipitação, sofrem um processo natural conhecido como intemperismo. Esse fenômeno é responsável pela transformação e desgaste das rochas e solos, por meio de processos físicos, químicos e biológicos. Embora a precipitação intensa contribua para a formação do solo, ela também pode levar a uma alta taxa de intemperismo, o que resulta em solos com baixa fertilidade.

Como consequência, muitos solos do Brasil não são capazes de fornecer sozinhos todos os nutrientes necessários para o crescimento das plantas, tornando-se pouco férteis. Para superar essa limitação e garantir a alta produtividade das lavouras de soja, é essencial o manejo adequado do solo. A calagem (processo que aumenta o pH do solo), a gessagem e, principalmente, a adubação, são práticas fundamentais para melhorar as condições de fertilidade.

A escolha do tipo de adubo químico utilizado na cultura da soja é determinante para a absorção eficiente de nutrientes e para a manutenção da fertilidade do solo. Cada tipo de adubo tem uma composição e dinâmica distintas no solo, afetando a disponibilidade de nutrientes de maneira variável. A relação entre a fertilidade do solo e a produtividade da soja é clara: solos bem nutridos resultam em maiores colheitas e melhor qualidade dos grãos.

A adubação deve levar em consideração diversos fatores, como as condições climáticas, especialmente a temperatura e a quantidade de chuva, que influenciam a disponibilidade de nutrientes no solo. Além disso, as diferenças genéticas entre as cultivares de soja, o teor de nutrientes presente no solo e os tratos culturais adotados também afetam as necessidades nutricionais das plantas.

 





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Estiagem traz aumento acentuado no acionamento de seguro rural


Com a confirmação da La Niña, alguns alertas surgem para os produtores do centro-sul do Brasil, visto que, um dos efeitos do fenômeno nesta região é a redução dos volumes de chuvas no sul do Brasil.

E de fato, nos últimos 30 dias, existe um déficit significativo das chuvas em relação à média deste mesmo período, com registros de até -150 mm em relação ao que seria esperado para esta mesma época do ano.

O sul do Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estão com chuvas abaixo da média. Embora, essas precipitações estejam ocorrendo, a distribuição e os volumes vêm sendo muito irregulares.



Mapa de diferença entre a chuva registrada e a média para o período. Áreas em amarelo/laranja indicam chuvas abaixo da média, áreas em azul indicam chuvas acima da média. Fonte: Agrolink.

Diante deste cenário, algumas lavouras estão sendo afetadas, sobretudo aquelas que estão avançando entre a floração e desenvolvimento vegetatitvo.

Segundo publicação de Willian Lange Gomes, perito avaliador de sinistros na Nova Safra Assessoria e Perícia Rural, na rede social Linkedin, em dezembro, há exato 1 mês, já se apontava a situação da região entre Dourados, Caarapó e Laguna Carapã, que passava por uma restrição hídrica de 20 dias, marcando o início do impacto do veranico na microrregião Sul de Mato Grosso do Sul.

Já naquela ocasião, foi observado abortamento de botões florais e redução da área foliar, sinais de que a estiagem teria consequências severas.

Agora, os resultados estão mais evidentes, com aumento acentuado no acionamento de apólices de seguro rural, sobretudo nos municípios de Dourados, Caarapó e Laguna Carapã.

Danos Observados

  • Desfolha intensa e morte de plantas jovens: A falta de água, aliada às temperaturas elevadas, tem provocado desfolha significativa e mortalidade de plantas jovens, em especial naquelas áreas onde houve replantio em dezembro e no final de novembro.
  • Redução abrupta do número de vagens: O veranico levou à diminuição expressiva de botões florais e ao abortamento de vagens, afetando diretamente a produtividade das lavouras.

Culturas Afetadas

  • Soja: O estresse hídrico vem prejudicando o desenvolvimento da soja, causando perdas estimadas em até 30% das áreas plantadas.
  • Sorgo: A situação de estresse térmico e hídrico também afeta o sorgo, comprometendo sua produtividade. Em novembro e dezembro, registrou-se falta de sementes de sorgo no estado de Mato Grosso do Sul, o que fez com que muitos produtores optassem por essa cultura como alternativa à soja.


Além do Mato Grosso do Sul, as principais regiões produtoras de soja do Paraná e Rio Grande do Sul também estão enfrentando uma condição de estiagem, o que pode afetar o desenvolvimento das lavouras, principalmente naquelas plantadas tardiamente o que pode comprometer o rendimento final da safra de 2024/25.

 





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Bahia rumo à maior safra de soja da história


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba) com base nos dados da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), a safra de soja 2024/2025 na Bahia está prestes a se consolidar como a maior já registrada no estado. Dados indicam crescimento recorde nos principais indicadores: a produtividade teve alta de 6,3%, a área plantada expandiu 7,8%, e a produção total deve alcançar impressionantes 8,582 milhões de toneladas, representando um salto de 14,7% em relação à temporada anterior.

A área plantada atingiu 2,135 milhões de hectares, consolidando o estado como um dos principais produtores de soja do país. O sucesso da safra é atribuído a condições climáticas favoráveis, com chuvas regulares e temperaturas amenas, aliadas à adoção de tecnologias avançadas e práticas agrícolas eficientes. A produtividade média estimada alcança 67 sacas por hectare, superando expectativas, conforme os dados.

Segundo o relatório da AIBA, o avanço tecnológico tem sido decisivo, com destaque para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, manejo sustentável e inovação no campo. O Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), uma iniciativa de renúncia fiscal promovida pelo Governo da Bahia, também foi apontado como fator crucial para o fortalecimento da cadeia produtiva da soja no estado.

Com o crescimento registrado, a Bahia consolida sua posição de destaque na produção nacional de soja, impulsionando a economia regional e atraindo novos investimentos para o setor. Além disso, a safra recorde fortalece o papel do estado no mercado exportador, atendendo à crescente demanda global por oleaginosas.

Especialistas da AIBA afirmam que o sucesso desta safra é um reflexo da sinergia entre os esforços do setor público e privado, com um planejamento estratégico que alia sustentabilidade e alta performance produtiva. As expectativas para as próximas safras são otimistas, especialmente diante do contínuo avanço tecnológico e da expansão de áreas produtivas no estado, conforme o divulgado pela Seagri.





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Saúde do solo: pilar da sustentabilidade agrícola


Segundo artigo publicado no Blog da Aegro, a saúde do solo, definida como sua capacidade de funcionar como um sistema vivo, é um dos principais alicerces para a produção sustentável de alimentos. Solos saudáveis abrigam comunidades diversificadas de organismos que auxiliam no controle de pragas, reciclagem de nutrientes e mitigação de doenças, garantindo a retenção de água e nutrientes, essenciais para a produtividade agrícola.

De acordo com especialistas, cerca de 95% da produção mundial de alimentos depende diretamente da terra, destacando a urgência de práticas sustentáveis para preservar a qualidade dos solos e garantir a segurança alimentar global.

Um solo saudável é bem estruturado, rico em matéria orgânica e biodiversidade microbiana, com níveis equilibrados de nutrientes. Esses fatores promovem o desenvolvimento das plantas e aumentam o rendimento das culturas. Além disso, alimentos cultivados em solos bem manejados apresentam maior valor nutricional, com níveis elevados de vitaminas, minerais e compostos bioativos.

A estrutura física ideal do solo facilita a infiltração de água, a aeração e o crescimento das raízes. A biodiversidade microbiana melhora a ciclagem de nutrientes e reduz a incidência de patógenos, enquanto a matéria orgânica aumenta a retenção de água e a fertilidade, fatores que tornam a agricultura mais eficiente e sustentável.

Os solos saudáveis funcionam como filtros naturais, protegendo a qualidade da água ao absorver contaminantes antes que atinjam lençóis freáticos, rios e lagos. Além disso, são fundamentais para o sequestro de carbono, armazenando o gás e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

A prevenção da erosão é outro benefício significativo. Solos bem manejados são menos suscetíveis à perda de suas camadas superficiais por ação do vento ou da água, protegendo a fertilidade e reduzindo impactos ambientais.

A saúde do solo não impacta apenas a produtividade agrícola, mas também a economia global e a sustentabilidade ambiental. A manutenção da qualidade do solo promove sistemas agrícolas mais viáveis economicamente e capazes de atender à crescente demanda por alimentos.

Além disso, ao melhorar a eficiência no uso de recursos e reduzir a dependência de fertilizantes químicos, os solos saudáveis geram uma agricultura mais sustentável e resiliente diante das mudanças climáticas.





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