quarta-feira, abril 8, 2026

Política & Agro

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Cafés do Brasil registram faturamento de R$ 79,59 bilhões em 2024


O faturamento bruto dos café do Brasil atingiu um total de R$ 79,59 bilhões no ano-cafeeiro de 2024, segundo dados divulgados pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esse valor reflete um crescimento expressivo de 50,8% em comparação aos R$ 52,76 bilhões registrados no ano anterior.

A receita foi composta por R$ 57,63 bilhões provenientes dos cafés da espécie Coffea arabica, correspondendo a 72,4% do total, e R$ 21,95 bilhões gerados pelos cafés da espécie Coffea canephora (robusta e conilon), que representaram 27,6% do faturamento.

Com base nos preços médios de dezembro de 2024, a SPA estima que o faturamento bruto do setor em 2025 pode alcançar R$ 108,12 bilhões. Se confirmada, essa cifra representará um aumento de 35,9% em relação a 2024 e mais que o dobro do valor arrecadado em 2023, indicando um crescimento de 104,93% em dois anos.

A produção de café nas cinco regiões do Brasil foi liderada pelo Sudeste, que respondeu por 86,1% do faturamento nacional, totalizando R$ 68,57 bilhões. Em segundo lugar, aparece o Nordeste, com R$ 5,62 bilhões (7,1% do total), seguido pelas regiões Norte (R$ 3,73 bilhões), Sul (R$ 969,70 milhões) e Centro-Oeste (R$ 682,64 milhões).

O faturamento bruto das lavouras no Brasil em 2024 alcançou R$ 847,10 bilhões. Dentro do ranking das principais culturas agrícolas, a soja liderou com R$ 300,87 bilhões (35,52% do total), seguida por milho (R$ 125,81 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 121,45 bilhões), café (R$ 79,59 bilhões) e algodão (R$ 34,35 bilhões).

Os dados foram extraídos do estudo mensal do Valor Bruto da Produção (VBP), elaborado pela SPA/Mapa, e estão disponíveis no Observatório do Café, plataforma coordenada pela Embrapa Café e pelo Consórcio Pesquisa Café.





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práticas sustentáveis garantem alta produtividade



Manejo integrado é uma prática que prioriza o equilíbrio ambiental


Foto: Divulgação

Segundo informações divulgadas em artigo produzido pelo Blog da Aegro, o controle integrado de pragas, doenças e plantas daninhas é uma estratégia essencial para proteger o potencial produtivo da soja, promovendo sustentabilidade e eficiência econômica. Esse método combina abordagens biológicas, químicas, culturais e físicas, reduzindo a dependência de defensivos químicos e minimizando impactos ambientais, ao mesmo tempo em que preserva a rentabilidade da lavoura.

O manejo biológico destaca-se por utilizar organismos vivos no combate a pragas e doenças, promovendo um equilíbrio ecológico. Predadores naturais, como joaninhas e vespas parasitoides, auxiliam no controle de insetos nocivos, como pulgões. Além disso, o uso de microrganismos benéficos, incluindo fungos, bactérias e vírus, combate pragas específicas de maneira eficiente, diminuindo a necessidade de pesticidas.

Métodos Culturais: Rotação de culturas, uso de variedades resistentes e plantio em épocas adequadas ajudam a prevenir a disseminação de doenças e pragas.

Controle Químico: Deve ser usado de forma racional e orientada, com produtos registrados e em dosagens adequadas, evitando a resistência de pragas.

Barreiras Físicas: O uso de cercas, armadilhas e telas pode ser eficaz contra algumas espécies de insetos.

O manejo integrado é uma prática que prioriza o equilíbrio ambiental e a saúde do ecossistema agrícola, garantindo colheitas saudáveis e sustentáveis.

Pesquisas e inovações tecnológicas têm facilitado a aplicação dessas práticas. O manejo integrado de pragas é reconhecido por sua eficácia e por atender às exigências de consumidores que demandam produtos agrícolas mais sustentáveis.





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Dólar cai para R$ 6,02





Foto: Pixabay

Segundo dados do InfoMoney, o dólar à vista registrou queda frente ao real nesta quarta-feira (15), influenciado pela reação dos investidores à divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos. Os números apontaram que o núcleo dos preços ao consumidor na base anual se aproximou ainda mais da meta de 2% estipulada pelo Federal Reserve (Fed).

A moeda norte-americana encerrou o dia com baixa de 0,36%, cotada a R$ 6,0251, a menor marca de fechamento desde 12 de dezembro, quando atingiu R$ 6,0128. No acumulado de janeiro, o dólar já registra desvalorização de 2,49%.

No mercado futuro, o dólar para fevereiro, considerado o contrato mais líquido no momento, recuava 0,67% no final da tarde, sendo negociado a R$ 6,0415 na B3.

Dólar Comercial

  • Compra: R$ 6,041
  • Venda: R$ 6,041

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 6,133
  • Venda: R$ 6,313

Especialistas destacam que a queda reflete otimismo do mercado em relação ao controle inflacionário nos EUA, o que pode levar o Fed a adotar uma postura menos agressiva em sua política monetária. Esse movimento também favorece moedas de países emergentes, como o real, que ganha espaço com o enfraquecimento global do dólar.





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Instituto de Zootecnia desenvolve projeto para aproveitamento de resíduos orgânicos no Vale do Ribeira



Pesquisa viabilizará a sustentabilidade ambiental, social e econômia


Foto: Divulgação

Na busca incansável por soluções sustentáveis aos problemas ambientais encontrados, o Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP está desenvolvendo um estudo para destino e aproveitamento adequados de resíduos orgânicos. O projeto “Sistema de produção de leite de búfalas integrado à compostagem de resíduos orgânicos”, apoiado pela Fundação AgriSus está sendo desenvolvido no Núcleo Regional de Pesquisa de Registro do IZ.

A geração de resíduos orgânicos tem aumentado exponencialmente tanto no meio rural quanto urbano e seu destino incorreto é fonte de contaminação de solo, água e ar.

No Vale do Ribeira, o aumento na produção de búfalos tem contribuído para aumento na geração de resíduos orgânicos. “O objetivo do estudo é viabilizar um sistema de produção de leite de búfalas que integre as produções de forragem, de leite e de resíduos orgânicos de forma sustentável”, afirma o pesquisador do IZ, Nelcio Antonio Tonizza de Carvalho.

A transformação destes resíduos em compostos orgânicos possibilita a incorporação de carbono ao solo, a manutenção da saúde populacional e a preservação do bioma regional. A aplicação de adubação orgânica, além de fornecer nutrientes, ajuda a melhorar as características físicas do solo, mantendo a umidade, bem como auxiliando no aumento da diversidade biológica o que melhora a produtividade das plantas. O sistema torna-se mais econômico, aumenta a rentabilidade do produtor e diminui os impactos ambientais.

Segundo Nélcio, na pecuária, os principais resíduos orgânicos são as fezes e urina produzidas pelos animais, enquanto na área urbana são produzidos os resíduos verdes compostos por galhos, cascas de árvores, gramas, folhas verdes e secas, flores e outros materiais provenientes da arborização. “São materiais ricos em nutrientes e que podem ser submetidos à compostagem, disponibilizando nutrientes para aplicação na agricultura, em substituição ou complementação à adubação química, diminuindo o custo de produção de alimentos”.





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agronegócio registra crescimento nas exportações



Exportações do setor alcançam quase US$ 6,1 bilhões




Foto: Divulgação

Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), o agronegócio da Bahia teve um desempenho notável em 2024, com as exportações do setor alcançando quase US$ 6,1 bilhões, o que representa 52% do total exportado pelo estado. Este resultado reforça a relevância da agropecuária na economia baiana, contribuindo para um saldo comercial positivo de quase US$ 5,5 bilhões, conforme dados da plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Em comparação com o ano anterior, quando as exportações do agronegócio totalizaram US$ 5,8 bilhões, houve um aumento em 2024. Esse crescimento se manteve sólido, mesmo diante dos desafios climáticos e econômicos enfrentados pelo setor ao longo do ano. A agropecuária baiana segue com destaque na produção de alimentos e energia, reafirmando seu papel fundamental na economia nacional.

Os principais produtos exportados pela Bahia foram o complexo soja (45,33%), produtos florestais (22,44%), fibras e produtos têxteis (13,81%), cacau e seus derivados (6,49%), café (4,10%) e frutas (3,39%). As principais rotas de exportação incluem mercados tradicionais como Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Argentina, Chile e Canadá, além da expansão para novos destinos como China, Japão e Índia.





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perspectivas para a indústria química nacional


Ainda que desafiador, 2024 foi um ano também marcado por grandes conquistas. Uma das mais recentes foi a aprovação do Projeto de Lei do Inventário Nacional de Substâncias Química, fruto de um trabalho de mais de 10 anos da Abiquim, que posiciona o Brasil como referência no Hemisfério Sul, em regulação do uso adequado de substâncias químicas.

Também houve avanços no que tange à promoção de um ambiente regulatório para todo o setor químico e industrial brasileiro e para todos os demais componentes da cadeia produtiva. Demos passos importantes para iniciar um processo de amplificação da competitividade do setor com a lista de elevações transitórias da tarifa externa comum. Sabemos que esse é só um primeiro passo, todavia, é relevante para enfrentarmos o cenário internacional extremamente adverso, com excesso de capacidade produtiva de produtos químicos no mundo e programas pesados de subsídios nos principais produtores mundiais de químicos.

Dentro desse contexto, importante destacar que a indústria química brasileira trabalha com energia limpa e sustentável, sendo que 83% da energia que usamos vem de fontes renováveis. Dependendo do produto, geramos metade das emissões de CO2 por tonelada produzida em relação aos nossos principais concorrentes do mundo. Terminamos 2024 com um faturamento de 158,6 bilhões de dólares. Respondemos por 11% do PIB industrial e geramos 30 bilhões de reais em tributos federais anualmente, além 2 milhões de empregos diretos e indiretos; e pagamos salários muito acima da média da indústria.

A química, portanto, é um setor econômico singular para a construção de um país mais justo, mais humano e que de fato, contribua, por meio da ciência e da tecnologia, para a solução dos principais problemas que a humanidade enfrenta hoje.

A Agenda 2050 da ONU é também a nossa agenda. E a indústria química está no caminho de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estamos na base da sustentabilidade da atividade agrícola, ajudando a fornecer alimentos seguros e saudáveis para uma população que já supera os 8 bilhões de habitantes no mundo. Também estamos na base do desenvolvimento de novos fármacos, vacina e tratamento de saúde, ajudando a erradicar e a superar momentos graves como foi a pandemia de Covid-19. Água potável e saneamento básico não existiriam sem a química.

Estamos atravessando a porta de entrada para a economia de baixo carbono e a indústria química está pronta para liderar essa transição. A química de baixo carbono está relacionada ao uso de tecnologias que reduzam ou neutralizem a emissão de gases de efeitos estufa – a química renovável, a captura e estocagem de carbono e a reciclagem química são alguns exemplos dessa liderança que pode ser exercida pela indústria química brasileira.

A indústria química já deixou de ser uma indústria somente de base fóssil para se tornar bioquímica. Ou seja, a química baseada em biomassa. Nesse sentido, a recente aprovação do PL 6120, que regula substâncias químicas e cria um inventário de mais de 15 mil produtos químicos coloca o Brasil alinhado às melhores práticas mundiais de segurança de produtos químicos.

Isso aumenta o potencial de inserção internacional dos nossos produtos, além de garantir mais segurança ao meio ambiente e à saúde humana. No final de 2024 criamos um grupo de trabalho de matérias primas sustentáveis com empresas associadas, não associadas, e governo. Nosso objetivo é construir a curva de neutralidade das emissões de gases de efeito estufa do setor, considerando os níveis de tecnologia e inovação que já temos, a configuração da matriz energética brasileira e o potencial da indústria para descarbonizar outros setores.

Vivemos um grande processo de desglobalização, em que as grandes potências econômicas estão fortalecendo suas indústrias com programas robustos de apoio à produção e à inovação. Os EUA, a União Europeia, o Canadá e o Japão são alguns exemplos da força de competição que estamos enfrentando.

Entendemos, portanto, que a participação do governo em seus diferentes níveis, com engajamento e atividades de coordenação, promoção e fomento será fundamental para viabilizar a transição da química fóssil para a química do carbono, equilibrando essas duas dimensões. A transição exige visão de futuro: conhecer as potencialidades, os obstáculos e os caminhos mais promissores para o Brasil é fundamental. Liderar globalmente esse processo é o tipo de oportunidade que não se apresenta duas vezes e a indústria química está pronta para esse desafio.

Por fim, importante salientar que mesmo com a química avançando na agenda de sustentabilidade ainda não conseguimos consolidar um marco regulatório e alianças na cadeia produtiva que assegurem o suprimento de matéria prima, especialmente o gás natural e o etano, em quantidade suficiente e preços que proporcionem competitividade adequada para nossa indústria. Também não temos oferta e preço de nafta competitivos no Brasil. A mesma realidade está presente no custo da energia brasileira – mesmo tendo a matriz energética mais sustentável do que outros países, o custo dela ainda é um constrangimento para nossa capacidade de competir.

O mesmo desafio se apresenta para a produção com matéria primas renováveis, verdes, circulares, sustentáveis. Se faz necessário estabelecer as condições regulatórias e de mercado adequadas para a competitividade quando se produz a partir delas. Esses são passos fundamentais para que, de fato, consigamos fortalecer a indústria nacional. 

A Abiquim, por sua vez, segue ativa e alinhada ao DNA do setor: transformar desafios em oportunidades sempre com o olhar voltado ao bem-estar, saúde e segurança do indivíduo e do meio ambiente; o de promover o diálogo entre todos os atores envolvidos em prol do bem comum; e o de defender a competitividade da indústria nacional rumo ao desenvolvimento e crescimento do País.





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Paraná lidera exportação de carnes no Brasil


Segundo dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do paraná (SEAB), impulsionado por um aumento de 56,8% na exportação de carne bovina, o Paraná manteve sua liderança no setor de proteínas animais no Brasil em 2024. O estado registrou participação de 25,5% em volume e 17,9% em receita das exportações nacionais das principais carnes — bovina, suína e de frango.

Mesmo enfrentando desafios climáticos, o setor agropecuário paranaense obteve resultados expressivos, exportando 4,8% a mais em 2024 do que no ano anterior. O volume exportado saltou de 2,276 milhões para 2,387 milhões de toneladas, enquanto a receita subiu de US$ 4,2 bilhões para US$ 4,6 bilhões, um aumento de 8,4%.

A carne bovina foi o maior destaque, com embarques passando de 20,8 mil toneladas em 2023 para 32,6 mil toneladas em 2024, aumento de 56,8%. A receita cresceu 52,6%, alcançando US$ 137,4 milhões. Novos mercados, como Alemanha, Angola, Camboja e México, contribuíram para essa expansão, enquanto países como China, Estados Unidos e Emirados Árabes aumentaram significativamente suas compras.

O Paraná consolidou sua posição como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil, com 2,171 milhões de toneladas exportadas em 2024, um aumento de 4%. A arrecadação subiu para US$ 4 bilhões, 7% superior ao ano anterior. Destaque para a Lituânia, que se tornou um novo parceiro comercial, adquirindo 476 toneladas por US$ 555,6 mil.

A carne suína apresentou crescimento de 12,7% na receita, alcançando US$ 423,6 milhões, com um volume exportado de 183,6 mil toneladas (+9,3%). Países como Filipinas e Argentina impulsionaram esse resultado, com aumentos expressivos na compra.

O mercado de peixes também cresceu de forma significativa, com exportações de 7,6 mil toneladas (+47%) e uma receita de US$ 34,9 milhões (+87%). Estados Unidos e Canadá lideraram as aquisições, sendo responsáveis por grande parte do crescimento.





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Dólar opera em baixa frente ao real nesta terça-feira



Dólar à vista registrou queda frente ao real nesta terça-feira (14)




Foto: Pixabay

Segundo dados do InfoMoney, o dólar à vista registrou queda frente ao real nesta terça-feira (14), ampliando as perdas observadas na véspera, enquanto os mercados internacionais reagem aos dados de inflação dos Estados Unidos e aguardam desdobramentos políticos relacionados ao presidente eleito Donald Trump.

Às 15h18, o dólar à vista era negociado com baixa de 0,62%, cotado a R$ 6,059 na compra e R$ 6,060 na venda. Paralelamente, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento na B3 apresentava queda de 0,49%, negociado a 6.089 pontos.

Na segunda-feira (13), o dólar à vista já havia fechado em leve baixa de 0,08%, cotado a R$ 6,0980.

Dólar Comercial

  • Compra: R$ 6,090
  • Venda: R$ 6,090

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 6,133
  • Venda: R$ 6,313





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Cotação do boi gordo registra alta nas praças paulistas



As cotações subiram para o boi gordo e a novilha,




Foto: Pixabay

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que o mercado de bovinos iniciou a terça-feira (14) com aumentos nas cotações, impulsionados pela oferta limitada e pela redução nas escalas de abate, que estão, em média, para seis dias. As cotações subiram para o boi gordo e a novilha, enquanto o preço da vaca permaneceu estável.

  • O boi gordo teve um aumento de R$ 3,00 por arroba.
  • A novilha gorda subiu R$ 2,00 por arroba.
  • O preço da vaca manteve-se inalterado.


No Espírito Santo, todas as categorias de bovinos registraram alta. As escalas de abate diminuíram para cinco dias em média, refletindo a redução da oferta.

  • A arroba do boi gordo e da novilha gorda subiu R$ 5,00.
  • A vaca também teve uma alta de R$ 10,00 por arroba.
  • A cotação do “boi China” também subiu R$ 5,00 por arroba.

Mato Grosso do Sul

Nas regiões de Dourados e Campo Grande, o mercado de carne bovina também registrou aumento nos preços, com escalas de abate variando entre quatro e seis dias.

  • Em Dourados, a cotação da vaca gorda subiu R$ 2,00 por arroba.
  • Em Campo Grande, o boi gordo teve um aumento de R$ 3,00 por arroba. O preço das fêmeas permaneceu estável.

Até a segunda semana de janeiro, o volume exportado de carne bovina in natura foi de 66,4 mil toneladas, com média diária de 9,5 mil toneladas. Isso representa um aumento de 14,9% em comparação ao mesmo período de 2024. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,1 mil, o que significa um crescimento de 11,8% em relação ao ano passado, impulsionando o faturamento, que subiu 28,5%.





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o avanço dos defensivos biológicos nas lavouras brasileiras


Por Lucas Rivas

A agricultura brasileira é amplamente dependente de defensivos químicos importados, uma realidade que impacta diretamente os custos de produção e a competitividade do setor. Apesar de sua relevância no mercado global, o Brasil carece de uma indústria química nacional robusta, o que mantém essa dependência e o coloca como o maior mercado mundial de defensivos.

Em 2023, o país importou mais de 2,7 milhões de toneladas de defensivos, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Embora o consumo por hectare não seja o maior do mundo, a extensão das áreas cultivadas e a possibilidade de múltiplas safras anuais elevam o volume total adquirido pelos produtores. Com negociações atreladas ao dólar e influenciadas por oscilações externas, as importações tornam-se um fator crítico para o aumento dos custos agrícolas.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Luiz Alberto Moreira da Silva, executivo com mais de cinco décadas de experiência no agro e atual diretor da Luft Agro, destaca que a ausência de uma indústria química de base sólida no Brasil impede a produção nacional de defensivos genéricos. Segundo ele, mesmo com a estruturação de um setor competitivo, atender apenas à demanda interna não seria viável, exigindo que o país também disputasse espaço no mercado internacional, o que traria desafios adicionais em termos logísticos e econômicos. “A falta de uma base industrial forte compromete nossa autonomia. E, ainda que conseguíssemos desenvolver essa estrutura, os custos poderiam ser ainda mais elevados”, analisa.

O papel dos defensivos biológicos

No cenário de crescente pressão por práticas agrícolas mais sustentáveis, os defensivos biológicos despontam como uma alternativa estratégica para reduzir a dependência de químicos importados no Brasil. Para Luiz Alberto, a solução vai além da produção orgânica e já conquista espaço entre grandes players do setor. “Biológicos têm demonstrado eficiência igual ou superior em aplicações específicas, como nematicidas para soja”, explica o especialista. Ele reforça que, além de inovadores, esses produtos respondem à crescente demanda por sustentabilidade, uma exigência cada vez mais presente no mercado global e essencial para o futuro do agronegócio brasileiro.

Desafios e perspectivas

Embora promissores, os defensivos biológicos ainda enfrentam obstáculos significativos no Brasil, especialmente devido às suas exigências logísticas em um território de dimensões continentais. A necessidade de condições específicas, como refrigeração ao longo de toda a cadeia, torna o transporte e o armazenamento um desafio.

Apesar disso, Luiz Alberto Moreira da Silva mantém uma visão otimista sobre a evolução desses produtos. “Os biológicos têm superado barreiras importantes e, embora devam coexistir com os químicos por um bom tempo, a tendência é de um equilíbrio crescente entre essas soluções no campo brasileiro”, projeta.

Essa transição não apenas reforça a competitividade do agronegócio nacional, mas também responde às demandas globais por práticas mais sustentáveis, apontando para um futuro no qual a agricultura brasileira se adapta cada vez mais às necessidades ambientais e econômicas de um mercado em constante transformação.





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