terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Suínos: preços do animal vivo fecham esta sexta-feira (3) em campo misto


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O mercado de suínos terminou esta sexta-feira (3) com cotações em campo misto para os preços do animal vivo. De acordo com informações do Cepea, o mês de dezembro tem sido de repetidas baixas nos preços do animal vivo, após recorde nominal atigido em novembro. A razão para isso seria, segundo o órgão, um descompasso entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 152,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 12,20/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (2), o preço ficou estável somente em Minas Gerais (R$ 7,96/kg), e houve aumento de 0,37% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,21/kg. Houve queda de 1,94% no Paraná, atingindo R$ 7,58/kg, recuo de 1,65% em Santa Catarina, alcançando R$ 7,76/kg, e de 0,12% em São Paulo, fechando em R$ 8,08/kg. 
 

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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entre chuvas, estiagens e pressão de baixa no mercado


O mercado de soja enfrentou uma semana de contrastes climáticos que afetaram diretamente o andamento da safra brasileira. Enquanto chuvas intensas nas regiões Centro-Norte, incluindo partes de Minas Gerais, atrasaram a colheita, a estiagem no Sul trouxe preocupações com a produtividade. No Paraná, o Deral registrou perdas, mesmo com apenas 2% da área colhida.

De acordo com a análise de mercado da Grão Direto, no cenário global, o International Grains Council (IGC) elevou suas estimativas para a produção mundial de soja, consolidando as expectativas de uma safra recorde em 2024/25. Essa perspectiva também se reflete no Brasil, que deve atingir uma produção de 170 milhões de toneladas, confirmando o otimismo dos principais players do mercado.

Nos mercados internacionais, o contrato de março de 2025 para a soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a semana em alta de 0,88%, cotado a US$ 10,35 por bushel. Entretanto, a combinação da rolagem de contratos e a valorização do real frente ao dólar, que caiu 0,49% e fechou em R$ 6,07, pressionou negativamente os preços no mercado físico brasileiro.

O que esperar nesta semana?

As condições climáticas seguirão como fator-chave para a evolução do mercado. Previsões do NOAA indicam a continuidade de chuvas nas principais regiões produtoras do Brasil, o que reduz o risco de estiagens, mas pode representar um desafio em termos de excesso hídrico para algumas lavouras, atrasando ainda mais o avanço da colheita.

Na Argentina, o clima mostra sinais de melhora, sugerindo uma possível recuperação no potencial produtivo da safra. Isso pode exercer uma pressão de baixa nos preços internacionais de derivados de soja, caso essa recuperação se confirme e impacte a oferta global.

Além disso, com o início efetivo da colheita no Brasil, o mercado deve se ajustar à expectativa de maior disponibilidade de soja. A tendência é de pressão de baixa tanto nos preços FOB quanto na CBOT, especialmente se o clima cooperar para acelerar os trabalhos de campo.

O câmbio, por sua vez, deve permanecer neutro no curto prazo, sem grandes influências sobre as negociações no mercado interno.





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Microcrédito rural do BNB alcança R$ 8,6 bilhões



O número de famílias atendidas também subiu



“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo"
“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo” – Foto: Pixabay

O Agroamigo, programa de microcrédito rural orientado do Banco do Nordeste (BNB), atingiu R$ 8,6 bilhões em contratações em 2024, um crescimento de 52% em relação a 2023, quando foram financiados R$ 5,6 bilhões. Comparado a 2022, quando o volume foi de R$ 3,8 bilhões, o aumento é de 126%.  

O número de famílias atendidas também subiu, com mais de 688 mil operações realizadas, representando um crescimento de 17%. Segundo o presidente do BNB, Paulo Câmara, o programa tem sido fundamental para a inclusão social, especialmente para os pequenos produtores. Ele destacou que mais de 113 mil novos clientes foram incorporados ao Agroamigo em 2024, muitas das famílias agora aplicando os recursos em suas produções agrícolas ou na criação de animais.  

“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo, em 2024. São famílias que nunca tinham tido acesso a esse crédito e agora estão recebendo recursos para aplicar na sua plantação, criação de animais ou beneficiando sua produção. O presidente Lula nos deu essa missão de levar oportunidades a todos os lugares, atendendo principalmente os pequenos”, afirma. 

Câmara ressaltou que a missão do programa é levar oportunidades a todos os lugares, como orientado pelo presidente Lula. Outro aspecto importante foi o aumento da participação feminina, com as mulheres representando 51,4% dos contratos e 51,6% do montante financiado, totalizando R$ 4,44 bilhões. Mais de 353 mil microempreendedoras rurais foram beneficiadas, contribuindo para o fortalecimento da economia familiar e o sustento das suas comunidades.

    





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Como recuperar as áreas queimadas?



O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade



O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade
O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade – Foto: Canva

A recuperação de áreas devastadas por incêndios no Brasil é um grande desafio ambiental. Para José Otávio Menten, presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), a regeneração do solo e a restauração do ecossistema exigem esforços contínuos e tecnologias inovadoras. Além do combate ao fogo, a principal dificuldade é a perda da microbiota do solo, essencial para a fertilidade, que fica comprometida, tornando o solo mais compacto e menos produtivo. A erosão também agrava o cenário, dificultando a retenção de água e o crescimento da vegetação.

O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade. O fogo destrói a vegetação, sementes, raízes e microrganismos do solo, alterando o equilíbrio ecológico. Espécies mais sensíveis são eliminadas, enquanto gramíneas invasoras se espalham, prejudicando a fauna local. A restauração envolve estratégias como cobertura do solo com palha, reintrodução da microbiota e plantio de espécies nativas pioneiras, que ajudam na recuperação da vegetação e estabilizam o microclima.

“O fogo elimina microorganismos importantes e nutrientes disponíveis, tornando o solo compactado e menos produtivo. Além disso, a natureza demora muito tempo para se regenerar, especialmente em ecossistemas sensíveis”, complementa.

Além disso, é fundamental o manejo adequado dos recursos hídricos, como recuperação de nascentes e irrigação temporária. Em ecossistemas como o cerrado, árvores de grande porte podem levar décadas para se regenerar, mas o uso de tecnologias como bioinsumos pode acelerar esse processo, favorecendo o retorno da vegetação nativa e contribuindo para a resiliência do ecossistema. Com as estratégias certas, é possível restaurar as áreas queimadas e garantir um futuro mais sustentável.

“Espécies raras e que não têm capacidade de regeneração rápida podem ser eliminadas. Áreas de vegetação rasteira podem começar a se regenerar em poucos anos, mas florestas densas podem levar décadas ou até séculos para recuperar sua estrutura original”, explica 

 





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Exportações de soja devem crescer 8% em 2025



A produção de farelo de soja deverá atingir 42,7 milhões de toneladas




Foto: Pixabay

As exportações de soja do Brasil estão previstas para alcançar 107 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 8% em relação ao total de 98,813 milhões registrado em 2024. Os dados foram divulgados pela consultoria Safras & Mercado no quadro de oferta e demanda do setor.

A estimativa supera a previsão anterior, publicada em outubro de 2024, que indicava exportações de 97 milhões de toneladas para o ano passado e 107 milhões para 2025.

A produção brasileira de soja em 2025 deverá totalizar 175,45 milhões de toneladas, representando um crescimento de 11% em relação a 2024. Já a demanda total está projetada em 165,7 milhões de toneladas, aumento de 6% no mesmo período.

Com a oferta em alta, os estoques finais de soja deverão crescer 513%, passando de 1,59 milhão para 9,752 milhões de toneladas.

  • Farelo de soja: A produção deverá atingir 42,7 milhões de toneladas, alta de 1%. As exportações devem cair 3%, totalizando 22,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno pode subir 3% para 19,25 milhões de toneladas.
  • Óleo de soja: A produção deve crescer 1% para 11,13 milhões de toneladas, mas as exportações devem recuar 27%, somando 1 milhão de toneladas. O consumo interno está projetado em 10,3 milhões de toneladas, alta de 5%, com destaque para o uso em biodiesel, que deve crescer 13% para 6 milhões de toneladas. Apesar do aumento na produção, os estoques de óleo de soja devem cair 39%, ficando em 187 mil toneladas.


As importações brasileiras de soja deverão somar 150 mil toneladas em 2025, mesmo número da previsão anterior. Para 2024, a estimativa foi ajustada de 950 mil para 1 milhão de toneladas.





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preço médio do feijão preto caiu 48% em 2025



Colheita de feijão alcança 74% no estado




Foto: Canva

De acordo com o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) na última quinta-feira (16), a colheita de feijão avançou para 74% da área plantada no Paraná, que totaliza 169 mil hectares.

A safra atual marca uma recuperação no estado, com produtividade superior à do mesmo período no ano passado. A área semeada na primeira safra 2024/25 cresceu 57%, saltando de 107,8 mil hectares em 2023/24 para os atuais 169 mil hectares. Esse aumento deve gerar uma produção superior a 300 mil toneladas, praticamente o dobro das 160,4 mil toneladas colhidas no verão passado.

O grande volume de produção tem pressionado os preços do feijão, especialmente do tipo preto, predominante no Paraná. Em janeiro de 2025, o preço médio do feijão preto caiu 48%, de R$ 329,53 para R$ 170,82 por saca, em comparação ao mesmo mês de 2024.

Essa redução deverá refletir nos preços ao consumidor final, com dados detalhados previstos para serem divulgados pelo Deral/Seab-PR na próxima semana, conforme os dados do boletim.





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Oeste da Bahia lidera irrigação agrícola no Brasil


O Oeste da Bahia assumiu a liderança como maior polo de agricultura irrigada do Brasil, segundo levantamento da Embrapa milho e sorgo. A região superou o tradicional Noroeste de Minas Gerais, graças ao avanço expressivo na adoção de tecnologias e práticas sustentáveis. De 2002 a outubro de 2024, a área irrigada passou de 232,8 mil hectares para 332,5 mil hectares, consolidando o protagonismo da Bahia no cenário agrícola nacional.

Os municípios de São Desidério e Barreiras são os principais destaques. São Desidério lidera o ranking nacional com 91,6 mil hectares irrigados, enquanto Barreiras ocupa o segundo lugar com 60,9 mil hectares. Os dados foram obtidos por meio de imagens de satélites Sentinel, cruzados com informações da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Sustentabilidade no agronegócio baiano

Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), celebrou o crescimento da área irrigada com ênfase na sustentabilidade. Segundo ele, o avanço foi alcançado com responsabilidade ambiental, refletindo os valores do agronegócio baiano.

“A sustentabilidade é um dos pilares do agronegócio da Bahia. Estamos comprometidos com o uso eficiente dos recursos hídricos, monitorando o Aquífero Urucuia e as águas superficiais. Além disso, adotamos práticas que promovem a infiltração e o abastecimento do lençol freático”, destacou Schmidt.

O dirigente também reforçou o compromisso com o equilíbrio entre produtividade e preservação ambiental. “Queremos consolidar a Bahia como um modelo de inovação e desenvolvimento sustentável no agronegócio, garantindo recursos para as futuras gerações”, afirmou.

Reconhecimento do governo estadual

O governo da Bahia comemorou os resultados divulgados pela Embrapa. O secretário de Agricultura do Estado, Wallison Tum, destacou a importância estratégica do Oeste baiano no agronegócio sustentável.

“O uso eficiente da irrigação permite a produção agrícola durante todo o ano, assegurando alimentos de qualidade, emprego e renda. A Bahia se torna uma referência não apenas em produtividade, mas também em práticas responsáveis”, disse Tum. Ele ressaltou ainda que a experiência da região pode inspirar outras áreas do Brasil a combinar tecnologia e sustentabilidade.

 

 





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Defensivos no algodão movimentam R$ 7,4 bi na safra 2023/24


A Kynetec Brasil divulgou o mais recente estudo FarmTrak algodão. O levantamento revela que os defensivos agrícolas usados na cultura do algodão movimentaram R$ 7,4 bilhões na safra 2023-24, um crescimento de 9% em comparação com os R$ 6,8 bilhões registrados na temporada 2022/23.

O analista de inteligência de mercado da Kynetec, Felipe Lopes Abelha, explicou que o aumento está relacionado principalmente à ampliação da área plantada, que alcançou um recorde de 2 milhões de hectares, uma alta de 18% em relação à safra anterior (1,64 milhão de hectares), e ao maior uso de aplicações específicas.“Destacamos da pesquisa o acréscimo de duas aplicações pelo produtor, em média, que por sua vez resultaram numa alta de nove tratamentos frente ao ciclo 2022/23. Isso apesar da redução de 11% no preço médio da arroba da pluma no período, para US$ 23 a arroba”, comenta.

Segundo o analista, os inseticidas continuam sendo os agroquímicos mais utilizados no cultivo do algodão, movimentando R$ 3,7 bilhões, um crescimento de 21% em relação à safra anterior. “A principal praga da cultura, o bicudo, demandou aumento de 13 para 15 tratamentos. A mosca-branca também exigiu atenção, fazendo subir a adoção dos defensivos. As lagartas puxaram, em média, 1,5 entrada a mais para aplicações em lavouras. Somadas, as três pragas equivaleram a R$ 700 milhões em negócios” explica Lopes Abelha.

Já os fungicidas registraram avanço de 10% comparativamente a 2022/23, atingindo R$ 150 milhões, com o número médio de tratamentos por hectare passando de 11,8 para 13,3. Esse aumento reflete as preocupações dos produtores com doenças como a ramulária, principal ameaça à cultura, e a mancha-alvo, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “A safra 2023/24 mostrou-se desafiadora do planejamento à colheita. No princípio, caminhava para um período com menores índices pluviométricos nas grandes regiões produtoras, como Bahia e Mato Grosso. Contudo, entre janeiro e fevereiro de 2024 as chuvas ocorreram de maneira recorrente e potencializaram a incidência dessas doenças”, complementa Felipe Abelha.

Por outro lado, os herbicidas apresentaram retração de 22%, movimentando R$ 1,148 bilhão em 2023/24, uma queda de R$ 300 milhões em relação ao ciclo anterior. 

O estudo destaca ainda que o algodão ocupa o sexto lugar em importância para a indústria de defensivos agrícolas no Brasil, consolidando sua relevância no cenário agroindustrial.





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fertilizante organomineral impulsiona produção de cebola



Santa Catarina lidera produção nacional de cebola




Foto: Pixabay

Santa Catarina, líder nacional na produção de cebola com 33% do volume total, continua apostando em tecnologias avançadas e práticas sustentáveis para otimizar sua produção e manter a posição de destaque no setor.

A principal área produtora do estado está localizada no Vale do Itajaí, mais especificamente na microrregião de Ituporanga. Lá, o uso de fertilizantes organominerais, como o Minerplant, tem se destacado como uma solução eficiente para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do solo.

O produtor Salésio Horst, de Ituporanga, vem adotando o Minerplant em sua propriedade de forma gradual e já percebe os resultados. Desenvolvido pela empresa Terraplant, de Chapecó (SC), o produto combina matéria orgânica e mineral para proporcionar maior eficiência no fornecimento de nutrientes e melhorias no solo. “Comecei usando em 2 ha e fazendo testes, e observei que nestas áreas obtive os melhores resultados da lavoura. Com isso, fui aumentando a área e hoje uso a tecnologia da Terraplant nos 40 hectares de cultivo da cebola”, conta Horst.

O fertilizante foi desenvolvido com uma porção orgânica e outra mineral, fornecendo quantidade adequada de macro e micronutrientes ao solo. Com isso, proporciona às culturas uma alta concentração de N-P-K de forma imediata, potencializada pela ação mineral, e o equilíbrio nutricional da porção orgânica, com liberação gradual. A tecnologia embarcada ao produto melhora a estrutura física, química e biológica do solo, contribuindo para melhor resiliência da planta, resultando em solos e grãos mais saudáveis.





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Produção de arroz no Brasil deve crescer 14% em 2025, mas La Niña segue como alerta



Ddesafios climáticos ainda persistem no Rio Grande do Sul




Foto: USDA

A semeadura de arroz no Brasil está na fase final, com 94% da área total plantada até 5 de janeiro, segundo dados divulgados pelo Itaú BBA, com base em informações da Conab. O Rio Grande do Sul, principal estado produtor, alcançou 98% da área prevista, de acordo com o Instituto Rio Grandense do arroz (Irga). No entanto, a Região Central do estado registrou um avanço menor, com 85% da área semeada, reflexo das enchentes de maio e das chuvas subsequentes. Em Santa Catarina, o plantio já foi concluído, e as condições climáticas no Sul têm sido favoráveis para o desenvolvimento da cultura.

A Conab projeta que a produção brasileira de arroz em 2025 chegará a 12,1 milhões de toneladas em casca, um aumento de 14% em comparação à safra anterior. Este crescimento é atribuído à melhoria na produtividade e à expansão da área plantada. Apesar disso, especialistas alertam para os riscos associados ao fenômeno climático La Niña, que ainda pode impactar os resultados finais da safra.

Mercosul em alta

No restante do Mercosul, as perspectivas também são otimistas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que o bloco produzirá 10,9 milhões de toneladas de arroz beneficiado, o equivalente a 16,0 milhões de toneladas em casca. Este volume representa o maior nível de produção desde a safra 2014/15.

Para o Brasil, o USDA projeta uma produção de 8,0 milhões de toneladas de arroz beneficiado, ou 11,8 milhões de toneladas em casca, um pouco abaixo das estimativas da Conab. Segundo a análise do Itaú BBA, a oferta significativa de arroz no Mercosul deve manter a pressão sobre os preços em 2025, especialmente no mercado internacional.

 

 





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