terça-feira, abril 7, 2026

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Fragmentação do comércio global provoca grandes perdas de produção, alerta BCE


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FRANKFURT (Reuters) – A fragmentação do comércio global devido a medidas protecionistas acarreta perdas consideráveis de produção para todos os países envolvidos, disse o economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, nesta sexta-feira, no momento em que o novo governo dos Estados Unidos considera a imposição de novas tarifas.

“EviteM o protecionismo de base ampla porque, embora a resiliência seja uma preocupação legítima, uma guerra comercial ‘olho por olho’ reduz o bem-estar e não elimina totalmente as interdependências”, disse Lane em um discurso.

A fragmentação do comércio será importante para os bancos centrais e para a política monetária porque causa choques de oferta maiores e mais frequentes durante o período de transição e, no longo prazo, a redução da diversificação do comércio aumenta a volatilidade e a inflação, disse ele.

(Por Balazs Koranyi)

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Mercado de trigo em lenta recuperação



No Paraná, a tentativa dos vendedores de liberar armazéns gerou movimento



Em Santa Catarina, os preços variam entre R$ 1.400 e R$ 1.500/tonelada
Em Santa Catarina, os preços variam entre R$ 1.400 e R$ 1.500/tonelada – Foto: Canva

De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná segue apresentando movimentações moderadas, com destaque para a estratégia dos moinhos de antecipar seus estoques. No Rio Grande do Sul, o mercado local continua lento, com moinhos cobrindo suas posições para janeiro e já analisando ofertas para fevereiro e março. 

No interior, as indicações de comprador estão em R$ 1.250,00 para embarques de 15/02 a 15/03, enquanto trigos mais fortes são cotados a R$ 1.300,00. No mercado de exportação, preços caíram R$ 20/t, com cotações de R$ 1.350,00 para entrega em fevereiro. O preço da pedra em Panambi permaneceu em R$ 65,00 por saca.

Em Santa Catarina, os preços variam entre R$ 1.400 e R$ 1.500/tonelada, com ofertas específicas em Mafra (R$ 1.400 CIF), Três Barras (R$ 1.430 CIF), Campos Novos (R$ 1.440 CIF) e Pinhalzinho (R$ 1.500 CIF). O trigo importado, que chega ao estado através da Serra Morena, é negociado por valores superiores a R$ 1.700 no porto e R$ 1.800 no interior. O preço da pedra para triticultores locais manteve-se estável, com destaque para R$ 73,00/saca em São Miguel do Oeste e Xanxerê, enquanto Canoinhas e Joaçaba registraram R$ 72,00/saca.

No Paraná, a tentativa dos vendedores de liberar armazéns para milho-verão e soja gerou algum movimento. No norte do estado, o preço negociado foi de R$ 1.450/t, enquanto no oeste e sudoeste, as pedidas são menores, tornando o trigo paranaense mais competitivo que o gaúcho. Contudo, a diferença entre as ofertas dos vendedores e a demanda dos compradores ainda dificulta negociações significativas.

 





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Ceará desponta como polo de exportações e investimentos



No campo dos investimentos, o Ceará atraiu US$ 258,4 milhões entre 2021 e 2023



Apesar do volume expressivo, o desafio está em ampliar a participação de pequenas empresas
Apesar do volume expressivo, o desafio está em ampliar a participação de pequenas empresas – Foto: Pixabay

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou, em 20 de janeiro, o estudo “Ceará – Oportunidades de Exportações e Investimentos 2025”. O levantamento destaca o estado como uma região estratégica para o comércio exterior e a atração de capitais, evidenciando o potencial de setores tradicionais e emergentes. A iniciativa faz parte da estratégia da ApexBrasil de diversificar as origens das exportações brasileiras e integrar todos os estados aos fluxos globais.

Com metodologia própria, o estudo oferece uma análise detalhada do cenário econômico do Ceará e suas possibilidades no mercado internacional. Em 2023, o estado exportou cerca de US$ 2 bilhões, sendo 88,8% provenientes da indústria de transformação. Apesar do volume expressivo, o desafio está em ampliar a participação de pequenas empresas e diversificar a pauta exportadora, que hoje se concentra em ferro, aço e produtos semiacabados. A ApexBrasil identificou 4.557 oportunidades de exportação em 108 setores, incluindo calçados, frutas, vestuário e produtos metálicos.

No campo dos investimentos, o Ceará atraiu US$ 258,4 milhões entre 2021 e 2023, com destaque para o setor de software, responsável por 56,1% dos aportes. O varejo surge como área promissora para novos investimentos, empregando 8,6% da força de trabalho local. Segundo Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, as informações são estratégicas para governos e empresas ampliarem seus horizontes no mercado global.

“Essas informações são cruciais e trazem um conteúdo estratégico para governos estaduais, entidades empresariais e empresas locais, que podem utilizar esses insumos para buscar novos negócios no mercado global”, explica o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

 





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Lei reconhece importância da aviação agrícola no RS


Segundo informações divulgadas pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), entrou em vigor no Rio Grande do Sul a Lei Estadual n.º 16.267/25, que declara a aviação agrícola como de relevante interesse social, público e econômico. A norma foi promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adolfo Brito (PP), no dia 9 de janeiro e publicada oficialmente no Diário da Assembleia no dia 10.

Aprovada em dezembro de 2024 com 31 votos favoráveis e 12 contrários, a lei surgiu do Projeto de Lei 442/23, de autoria do deputado Marcus Vinicius (PP) e coassinada por outros 23 parlamentares. O objetivo central da medida é garantir segurança jurídica para um setor vital à agricultura do Estado, destacando a precisão, eficiência e transparência das ferramentas aéreas no manejo das lavouras.

Impacto para a agricultura gaúcha

A aviação agrícola é altamente regulamentada por legislações federais e monitorada por órgãos ambientais e de agricultura. No Rio Grande do Sul, onde o setor nasceu em 1947, essa tecnologia é essencial para o sucesso de culturas como soja, milho, trigo e, especialmente, arroz. O Estado é responsável por 70% da produção de arroz no Brasil, sendo que boa parte das lavouras depende diretamente das tecnologias aéreas para garantir produtividade e qualidade.

O Rio Grande do Sul também se destaca como a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do Brasil, com números expressivos que incluem, além dos aviões, a crescente utilização de drones na aplicação de insumos agrícolas.

Homenagem a um pioneiro

A lei recebeu o nome de “Lei Telmo Fabrício Dutra” em homenagem ao ex-presidente do Sindag (1997-1999) e um dos fundadores da entidade em 1991. Dutra teve um papel crucial na consolidação do sindicato em Porto Alegre, o que projetou o setor gaúcho de aviação agrícola no cenário nacional e internacional.

O reconhecimento pela Assembleia Legislativa reafirma o papel estratégico da aviação agrícola para o desenvolvimento humano e tecnológico, além de fortalecer o protagonismo do Rio Grande do Sul como berço e referência nacional no segmento.

Avanços e expectativas

Com a promulgação da lei, o setor aeroagrícola passa a contar com respaldo jurídico que assegura sua atuação em todo o território gaúcho, desde que respeitadas as normas regulatórias vigentes. A expectativa é de que a medida promova um debate mais equilibrado sobre o uso de tecnologias agrícolas, valorizando sua contribuição para a segurança alimentar e para a economia do Estado.





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Quais os fatores que influenciam o mercado das commodities?


Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de grãos apresenta volatilidade devido a fatores geopolíticos e climáticos. Na soja, os contratos para março na CBOT fecharam a US$ 1062,75 (-4,50), enquanto o indicador CEPEA subiu 0,91% no dia, para R$ 134,44, embora acumule queda de 3,57% no mês. Após ganhos expressivos, o mercado recuou devido à realização de lucros e às declarações de Donald Trump sobre novas tarifas à China. As perdas foram limitadas pelo atraso na colheita brasileira e pela seca na Argentina.  

No milho, os preços na CBOT também recuaram, com o contrato de março a US$ 488,75 (-1,25). O indicador B3 registrou queda de 0,73%, para R$ 77,56, enquanto o CEPEA subiu 0,23% no dia, a R$ 74,02. A realização de lucros e a entrada fluida de grãos no mercado americano pressionaram os preços, mas o atraso no plantio da safrinha no Brasil e a seca na Argentina limitaram as perdas. A relação com mercados-chave, como o mexicano, também segue no radar.  

“Assim como no caso da soja, o mercado está acompanhando de perto as ameaças de Trump à China e ao México, que é fundamental, já que é o maior comprador mundial de milho e é um mercado cativo dos Estados Unidos. O limite para as quedas continua sendo dado pela falta de umidade em áreas da Argentina e o atraso na plantando a safrinha do Brasil”, comenta.

Já o trigo teve leves flutuações, com o contrato de março na CBOT fechando a US$ 558,50 (-0,25). No Brasil, os preços CEPEA variaram: R$ 1.411,41 no PR (-0,34% no dia) e R$ 1.278,48 no RS (+1,05% no dia). Fatores como o declínio do dólar frente ao euro, melhorando a competitividade das exportações americanas, e a ameaça de geadas severas nos EUA e Rússia influenciam o mercado.  

“Além da possibilidade de realização de lucros, os fatores que influenciam o mercado incluem o declínio do dólar em relação ao euro observado até agora nesta semana, o que melhora a competitividade das exportações dos EUA e a possibilidade de temperaturas extremamente baixas em áreas de cultivo de inverno nos EUA e na Rússia, que afetarão as condições das colheitas”, conclui.





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Indústria química anuncia R$ 759,3 milhões em investimentos


De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Braskem, Innova, Grupo OCQ e Unipar anunciaram na última sexta-feira (17) investimentos de R$ 759,3 milhões no setor químico, durante evento em Triunfo (RS). Viabilizados pelo Regime Especial da Indústria Química (Reiq Investimentos), 44,7% desse total será destinado ao Rio Grande do Sul. A iniciativa busca ampliar a capacidade instalada e fomentar novas plantas, beneficiando diretamente o parque industrial nacional.  

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância do Reiq ao reduzir tributos como PIS e COFINS, tornando a indústria química mais competitiva. Já o presidente da Abiquim, André Passos Cordeiro, enfatizou que o setor responde rapidamente quando incentivado, gerando empregos, renda e arrecadação. No evento, foi anunciada a criação de mais de 2.200 empregos diretos e indiretos nos estados de Rio Grande do Sul, Alagoas e Bahia.  

“Então, esse é o sinal que a indústria química quer dar publicamente. Com a política pública correta, com os incentivos corretos, com a defesa comercial adequada, conseguimos dar resposta para a sociedade sob a forma de investimento, sob a forma de emprego, sob a forma de renda. Além disso, agrega também novos tributos. A indústria química é a maior pagadora de tributos federais”, afirmou.

A Braskem lidera os investimentos com R$ 614 milhões em sete projetos que devem aumentar em 140 mil toneladas sua capacidade produtiva. A Innova e a Unipar investirão R$ 73,3 milhões e R$ 57 milhões, respectivamente, enquanto o Grupo OCQ destinará R$ 15 milhões para expandir sua produção. Além disso, outros projetos previstos para este semestre podem elevar os aportes do setor para mais de R$ 1 bilhão.  

O governador Eduardo Leite destacou que o polo petroquímico do Rio Grande do Sul já gera mais de seis mil empregos, fortalecendo o desenvolvimento local. “É fundamental destacar não apenas a viabilização de investimentos que sustentem este setor, mas também os benefícios imediatos de geração de empregos e movimentação econômica”, disse.

 





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Mercado de máquinas agrícolas enfrenta queda


O mercado de máquinas agrícolas no Brasil fechou 2024 com uma significativa queda nas vendas, conforme dados da FederUnacoma, com base nos registros do Ministério dos Transportes. Todos os principais tipos de máquinas sofreram retração, com destaque para os tratores, que tiveram uma diminuição de 12,3%, com 15.448 unidades vendidas (contra 17.613 em 2023), o pior desempenho desde 1952. As colheitadeiras também apresentaram uma redução de 31,8%, totalizando 266 unidades registradas, enquanto os transportadores caíram 14,9%, com 525 unidades comercializadas.

A queda se estendeu a manipuladores telescópicos e reboques. Os manipuladores reduziram em 14,4%, com 977 unidades vendidas (contra 1.141 no ano anterior), enquanto os reboques sofreram uma retração de 2,8%, com 7.504 unidades comercializadas (7.718 em 2023). Esse cenário é reflexo da alta nos custos de produção e das taxas de juros elevadas, que dificultam o acesso ao crédito, além da estagnação da renda agrícola. Este é o terceiro ano consecutivo de queda para o setor, após o pico de 2021.

O impacto também foi sentido na Europa e na América do Norte. Na União Europeia, países como França (-10,1%), Alemanha (-3,4%) e Reino Unido (-11,9%) apresentaram redução nas vendas, assim como os Estados Unidos (-13,2%) e o Canadá (-15,8%).  

Na Itália, a situação foi ainda mais desafiadora devido ao esgotamento dos incentivos para tecnologias 4.0, que impulsionaram o setor em 2021. Os programas de incentivo, como o PNRR, focados em tratores elétricos e movidos a metano, têm impacto limitado. Para a FederUnacoma, é essencial o fortalecimento de novos planos estruturais para enfrentar os desafios econômicos atuais.

 





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André Corrêa do Lago é anunciado como presidente da COP 30



A COP 30 será sediada pela primeira vez na Amazônia




Foto: Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores

O diplomata André Aranha Corrêa do Lago foi escolhido como presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), que acontecerá em novembro de 2025, em Belém, no Pará. A indicação foi anunciada nesta terça-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Corrêa do Lago, atual secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, traz consigo uma trajetória de destaque nas negociações climáticas globais.

Com experiência como representante brasileiro em diversas conferências da ONU sobre o clima, o diplomata também foi embaixador do Brasil na Índia entre 2018 e 2023, período em que desempenhou um papel crucial para a implementação da política de uso de etanol em veículos no país asiático, inspirada no modelo brasileiro.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) emitiu uma nota oficial elogiando a escolha de Corrêa do Lago e destacando sua capacidade de liderança. “A vasta experiência do embaixador em temas relacionados aos desafios das mudanças do clima não deixa dúvidas de que sua liderança trará excelentes resultados à COP do Brasil”, afirmou a entidade. A UNICA também destacou o papel decisivo de Corrêa do Lago na declaração do acordo dos ministros do G20, realizada no Brasil no ano passado.

A COP 30, que será sediada pela primeira vez na Amazônia, é vista como uma oportunidade estratégica para que o Brasil demonstre sua liderança em soluções climáticas, como o etanol e outras fontes renováveis de energia. A UNICA enfatizou a importância da conferência para consolidar o país como referência global em sustentabilidade e inovação no setor energético.

Belém será o epicentro das discussões sobre o futuro climático do planeta, com a liderança de um diplomata amplamente reconhecido por sua capacidade de articulação e visão estratégica.





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Brasil registra redução nas exportações para a China



China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja



China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja
China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja – Foto: Divulgação

De acordo com o relatório CEBC-Alerta, realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, as exportações do Brasil para a China apresentaram uma queda significativa em 2024, impulsionada pela redução de 19% no faturamento das vendas de soja. Esse declínio foi resultado de uma diminuição tanto no volume embarcado (-2,6%) quanto no preço (-20%) do produto, que continua sendo um dos principais itens exportados para o mercado chinês. A soja teve sua participação na pauta de exportações do Brasil para a China reduzida em 3,9 pontos percentuais, fechando o ano com 33% do total exportado. 

Apesar dessa queda, a China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja, absorvendo 73% do total exportado em 2024. No entanto, o cenário foi mais positivo para outros produtos. O petróleo, por exemplo, se destacou como o principal produto exportado pelo Brasil para o mundo, com uma participação de 13% nas exportações totais. O faturamento com as exportações de petróleo cresceu 5,2%, e a China se manteve como o maior destino dessas exportações, com 45% do total enviado para o exterior. O valor das vendas de petróleo para o mercado chinês teve um pequeno aumento de 1% em relação ao ano anterior.

Além da China, outros países também se destacaram nas exportações de petróleo. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com uma participação de 13%, seguidos pela Espanha, com 11%. Dessa forma, a China segue como o principal parceiro comercial do Brasil em termos de exportações, especialmente no setor de petróleo, demonstrando sua importância estratégica no comércio internacional do Brasil.

 





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Percevejo ameaça produtividade da soja com perdas de até 50%


A presença do percevejo na cultura da soja tem causado prejuízos aos produtores, especialmente no estágio inicial de formação das vagens. O inseto ataca principalmente durante o estágio conhecido como “canivetinho”, impedindo o desenvolvimento dos grãos e levando ao abortamento das vagens. De acordo com especialistas, as perdas na produtividade podem variar entre 30% e 40%, atingindo até 50% em áreas destinadas à produção de sementes.

A dificuldade em identificar os ataques precocemente agrava o problema. No início do ciclo reprodutivo, as primeiras gerações do inseto, que vêm de plantas daninhas e áreas de vegetação nativa, depositam ovos que dão origem a novos surtos na lavoura. “Os danos só são percebidos tardiamente, quando a produtividade já foi comprometida”, alertam os pesquisadores. Além da redução na colheita, os ataques podem diminuir a qualidade dos grãos devido à injeção de toxinas e contaminação por fungos, prejudicando a classificação e o valor de mercado da soja.

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O problema é ainda mais grave em plantações que utilizam inseticidas químicos como principal método de controle. O uso contínuo desses produtos tem contribuído para o aumento da resistência dos percevejos, exigindo mais pulverizações ao longo do ciclo e elevando os custos de produção. Em média, são realizadas de quatro a oito aplicações por safra, o que tem se mostrado ineficaz em muitos casos.

As informações foram divulgadas pela Life Biological Control, que apresentou uma solução inovadora para o controle do percevejo. A empresa desenvolveu o Defender Soy, um produto biológico à base da microvespa parasitoide Telenomus podisi. O insumo ataca diretamente os ovos do percevejo, evitando que novas gerações se desenvolvam. Além de reduzir as perdas na produtividade em até 30%, o método biológico diminui a necessidade de aplicações químicas, contribuindo para o manejo sustentável da lavoura.

A eficácia do Defender Soy já é comprovada com taxas de controle superiores a 95%, segundo a empresa. A microvespa é capaz de eliminar os ovos antes que eclodam, protegendo não só a cultura da soja, mas também o milho safrinha, outro alvo recorrente do percevejo-barriga-verde. O produto está disponível em regiões específicas do Brasil, com distribuição estratégica para garantir a eficiência do controle biológico.

 

 





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