segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Calor intenso deve persistir no Sul do Brasil


Uma onda de calor intensa deve atingir o Sul do Brasil a partir desta terça-feira (4), com temperaturas podendo ficar até 5ºC acima da média por um período de três a cinco dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para riscos potenciais à saúde em diversas regiões do Rio Grande do Sul.

As áreas mais afetadas incluem o Sudoeste Rio-grandense, Centro Ocidental Rio-grandense, Noroeste Rio-grandense, região Metropolitana de Porto Alegre, Nordeste Rio-grandense, Centro Oriental Rio-grandense e Sudeste Rio-grandense. O calor excessivo pode gerar riscos à população, especialmente para grupos vulneráveis, como idosos e crianças.

Enquanto isso, outras regiões do Brasil devem enfrentar condições climáticas adversas. O Inmet alerta para tempestades no Norte, Centro-Oeste e Sudeste, com chuvas que podem variar entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia. Os ventos também devem ser intensos, alcançando entre 60 km/h e 100 km/h.

Diante desse cenário, o instituto reforça a necessidade de precaução. Há risco de cortes de energia, queda de árvores e alagamentos. Recomenda-se evitar abrigo sob árvores durante as rajadas de vento, bem como estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Em caso de tempestades, também é indicado desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.

No Nordeste, a previsão é de chuvas moderadas, com acumulados entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, acompanhados de ventos de 40 a 60 km/h. O risco de corte de energia, queda de galhos e alagamentos é considerado baixo.

Segundo o informativo meteorológico do Inmet, a previsão para os próximos dias também inclui pancadas de chuva intensas no Norte, Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, apesar dos volumes menores de chuva, as temperaturas devem permanecer elevadas.





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Milho cai, trigo sobe e soja oscila


A soja apresentou leve oscilação nos mercados internacionais nesta segunda-feira, com o contrato de março na CBOT registrando uma queda de US$ 1,25, sendo negociado a US$ 1.057,00. O mercado reflete o adiamento, por pelo menos um mês, da imposição de tarifas de 25% sobre as importações do México e Canadá, decisão tomada pelos EUA. 

Entretanto, o impacto da medida foi atenuado pela queda no valor do óleo de soja, devido à possibilidade de o óleo de canola canadense continuar a ser importado. Além disso, a tensão entre EUA e China, com a ameaça de tarifas de até 15% sobre produtos norte-americanos, segue gerando pressão. No Brasil, a colheita da soja avança lentamente, com 8% da área já concluída, um progresso superior aos 3,2% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 14% do ano passado, com Mato Grosso apresentando os maiores atrasos.

No milho, o cenário é de leve alta, com o contrato de março da CBOT subindo US$ 1,25, alcançando US$ 490,00. A expectativa positiva vem do adiamento das tarifas de 25% sobre as importações do México, principal comprador mundial de milho. Além disso, as condições climáticas adversas na Argentina e o atraso na safra de milho safrinha no Brasil influenciam o preço. A Conab reportou um avanço de 5,3% na semeadura da safrinha, um progresso inferior aos 19,8% registrados no ano passado. A primeira colheita da safra também está atrás, com 10,5% da área já colhida, comparado aos 13,8% em 2024.

No trigo, os preços caem nos mercados internacionais, com o contrato de março na CBOT registrando uma queda de US$ 3,75, negociado a US$ 563,00. A situação do trigo nos EUA melhora, com 50% da safra de inverno do Kansas sendo classificada como boa a excelente, superando as expectativas após os danos causados pela onda de frio recente. No entanto, os acordos comerciais com México e Canadá, principais compradores de trigo dos EUA, ajudam a limitar as perdas.





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preços sobem e elevam custos para produtores


O mercado de fertilizantes iniciou 2025 em forte movimento de alta, pressionando os custos dos produtores rurais brasileiros. Segundo o relatório mais recente do Itaú BBA, a Ureia foi um dos produtos que mais subiu em janeiro, registrando alta de 14,5%, chegando a US$ 417 por tonelada nos portos brasileiros. A valorização reflete a menor oferta global do produto, especialmente devido à redução da produção iraniana e ao aumento do custo do gás natural.

A demanda internacional também tem impactado o mercado. O leilão de compra de fertilizantes realizado pela Índia no fim de janeiro trouxe preços acima dos US$ 420 por tonelada, intensificando a pressão sobre os valores praticados mundialmente. Além disso, os Estados Unidos e a Europa entraram na fase de reposição de estoques, o que deve manter a tendência de alta dos nitrogenados nos próximos meses.

No segmento de potássicos, o preço do KCl (Cloreto de potássio) subiu 3,4% no mês, alcançando US$ 305 por tonelada, refletindo um maior equilíbrio entre oferta e demanda após meses de excesso no mercado europeu. Já os fosfatados, como o map (fosfato monoamônico), seguem estáveis em US$ 635 por tonelada, mas a oferta restrita tem levado produtores a buscarem alternativas mais baratas.

Outro fator relevante para a dinâmica do mercado de fertilizantes é a valorização do milho nos EUA. Com preços mais elevados do cereal, há uma expectativa de que os agricultores norte-americanos ampliem a área plantada, o que pode resultar em um aumento no consumo de nitrogenados e reforçar a pressão sobre os preços internacionais.

No Brasil, a relação de troca entre fertilizantes e grãos tem se mantido próxima às médias históricas, mas a recente queda da soja no mercado internacional prejudicou a competitividade da cultura em relação ao MAP. Para o milho, os indicadores de troca seguem elevados, acima da média dos últimos cinco anos, segundo o Itaú BBA.

A taxa de câmbio também influenciou o cenário, com o real se valorizando 6% em janeiro, fechando o mês a R$ 5,8 por dólar. Apesar do câmbio mais favorável, o custo dos insumos continua pressionado, exigindo um planejamento cuidadoso por parte dos produtores para garantir a viabilidade da safra.





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Ureia dispara 14,5% e encarece custo da lavoura



Alta da ureia ocorre em um momento crítico para o planejamento da safra




Foto: Canva

O mercado de fertilizantes iniciou o ano com forte alta nos preços, trazendo desafios para os produtores rurais brasileiros. Segundo relatório do Itaú BBA, a Ureia — um dos principais fertilizantes nitrogenados utilizados no país — registrou um aumento de 14,5% em janeiro, sendo negociada a US$ 417 por tonelada nos portos brasileiros. O movimento de alta deve continuar nos próximos meses, impulsionado por restrições na oferta global e maior demanda internacional.

De acordo com o levantamento, um dos principais fatores para a valorização da ureia é a redução da produção no Irã, grande fornecedor do insumo. A queda se deve à escassez de matéria-prima, agravada pelo aumento do preço do gás natural — essencial para a fabricação do fertilizante. Além disso, os leilões de compra realizados pela Índia, um dos maiores consumidores mundiais, vêm apresentando ofertas acima de US$ 420 por tonelada, ampliando a pressão sobre o mercado.

Outro elemento que reforça a tendência de alta é a entrada dos Estados Unidos e da Europa no período de compra de fertilizantes. Com a expectativa de um aumento na área plantada de milho nos EUA, o consumo de nitrogenados deve crescer, elevando ainda mais a demanda pelo insumo.

Impacto para os produtores brasileiros

No Brasil, a alta da ureia ocorre em um momento crítico para o planejamento da safra. A relação de troca para os fertilizantes nitrogenados segue elevada, o que pode comprometer a rentabilidade de culturas que dependem fortemente desse insumo, como o milho.

Apesar da valorização de 6% do real frente ao dólar em janeiro, fechando o mês a R$ 5,8/USD, o custo da ureia segue pressionado, exigindo estratégias mais cautelosas na compra de insumos por parte dos agricultores.





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Missão à África quer melhorar ganho de produtores de cacau


A missão do Brasil à África Ocidental, liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), propôs a formação de um grupo dos cinco maiores produtores mundiais de cacau – Brasil, Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Equador. O objetivo é melhorar a remuneração dos produtores, que, embora representem 60% da oferta global, ficam com apenas 6% da receita do setor. 

A proposta foi apresentada pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a autoridades de Gana e Costa do Marfim, países que dominam a produção mundial. O Brasil, embora seja o sexto maior produtor, busca se tornar um dos três maiores, investindo em tecnologia e parcerias estratégicas.

“Não queremos antagonismo com os que industrializam o cacau, mas ter uma melhor remuneração para os países que produzem cacau. E certamente isso vai melhorar a vida dos produtores, dos agricultores que produzem cacau”, disse.

Em Gana, a missão foi recebida pelo presidente John Mahama, e foi assinado um protocolo de intenções de cooperação. O país é referência mundial pela qualidade de seu cacau, e a cooperação visa aumentar a remuneração dos produtores na base da cadeia. Na Costa do Marfim, Viana reforçou que a intenção não é antagonizar os países industrializadores de cacau, mas sim melhorar a renda dos agricultores. A missão também contou com a presença de representantes do setor privado, como a AIBA, que destacou a alta produtividade da cacauicultura no cerrado baiano, impulsionada por tecnologias avançadas.

Durante visitas técnicas, questões como desafios climáticos, fortalecimento de cooperativas e ampliação do acesso a financiamento foram discutidas. Além do setor agrícola, mais de 40 empresas brasileiras participaram da missão, com foco também em infraestrutura, saneamento e saúde. A ApexBrasil firmou um plano de trabalho com o Centro de Promoção de Investimentos da Costa do Marfim (CEPICI), abrangendo áreas como processamento de alimentos e capacitação técnica, ampliando as perspectivas de cooperação bilateral.

No Seminário Gana-Brasil, a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, sublinhou que a reaproximação do Brasil com a África não se dá apenas pela promoção de exportações. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tão logo tomou posse, deixou muito clara a diretriz de que nós precisamos nos reaproximar da África, porém nos reaproximar não apenas com a visão de exportação do Brasil para a África, mas muito mais com uma visão de cooperação, uma visão de investimento brasileiro nos países”, afirmou.

 





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Vendas semanais abaixo do esperado trazem mais pressão negativa para o milho…


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Os preços futuros do milho perderam força na Bolsa Brasileira (B3) ao longo do pregão desta sexta-feira (03). As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 72,44 e R$ 73,19 por volta das 12h56 (horário de Brasília), ficando próximos da estabilidade. 

O vencimento janeiro/25 era cotado à R$ 73,19 com queda de 0,10%, o março/25 valia R$ 73,18 com perda de 0,11% e o maio/25 era negociado por R$ 72,44 com baixa de 0,12%. 

Mercado Externo 

Já a Bolsa de Chicago (CBOT), segue com movimentações negativas para os preços internacionais do milho futuro ao longo do pregão desta sexta-feira. 

Por volta das 12h51 (horário de Brasília), o março/25 era cotado à US$ 4,51 com baixa de 7,75 pontos, o maio/25 valia US$ 4,59 com desvalorização de 8,00 pontos, o julho/25 era negociado por US$ 4,62 com perda de 8,00 pontos e o setembro/25 tinha valor de US$ 4,38 com queda de 6,75 pontos. 

Os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para as vendas semanais de milho para exportação somaram 777 mil toneladas, ficando abaixo do intervalo esperado pelo mercado de 800 mil a 1,4 milhão de toneladas. 

“As vendas semanais de exportação relatadas esta manhã foram decepcionantes em todos os aspectos. As vendas líquidas de milho na semana encerrada em 26 de dezembro chegaram a 777.000 toneladas métricas, queda de 44% em relação à média de quatro semanas e abaixo das estimativas comerciais”, informou o Brock Report, conforme reportado pelo site internacional Successful Farming. 





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Mercado de feijão tem preços baixos e consumo em alta



A expectativa do setor sempre recai sobre melhores preços e volumes



Empacotadores com marcas secundárias e terciárias têm registrado vendas razoáveis
Empacotadores com marcas secundárias e terciárias têm registrado vendas razoáveis – Foto: Divulgação

Os preços do feijão-carioca continuam pressionados, refletindo o impacto da safra danificada pelas chuvas. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o consumo tem aumentado gradativamente em relação ao ano passado, impulsionado pelos preços mais baixos. Em janeiro de 2024, os melhores lotes foram negociados a R$ 331, enquanto hoje a referência está em R$ 220. Lotes abaixo desse valor variam conforme a qualidade, permitindo que o consumidor encontre preços acessíveis, ainda que sem acesso ao produto de melhor qualidade.

Empacotadores com marcas secundárias e terciárias têm registrado vendas razoáveis, mas o consumidor não vê necessidade de estocar o produto. Além disso, a inflação de outros alimentos restringe a capacidade de formação de estoques. Apesar da ampla oferta do grão em diversos estados, as vendas ficaram abaixo do esperado. No entanto, um bom volume foi comercializado nesta semana, ainda que os preços baixos impeçam uma divulgação detalhada das negociações. Corretores e compradores, porém, confirmam o ritmo do mercado.

A expectativa do setor sempre recai sobre melhores preços e volumes, mas, considerando o pico da safra em janeiro e a qualidade afetada pela chuva, as vendas foram avaliadas como razoáveis. Os valores máximos se mantiveram em R$ 220 para o Feijão-carioca nota 8,5/9 em Goiás e R$ 230 em Minas Gerais, com grande variação abaixo desses patamares.

“Com Feijão disponível em vários estados, as vendas foram abaixo do ideal. No entanto, um bom volume foi escoado esta semana das fontes. Como os preços estão muito baixos, há poucos comentários sobre quantidades e valores negociados, mas compradores e corretores acabam revelando o ritmo do mercado”, conclui.

 





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Bactéria pode degradar “químicos eternos”



Além do PFOS, a bactéria degradou 58% do ácido carboxílico fluorotelómero 5:3



O F11 foi isolado do solo de um local industrial contaminado em Portugal
O F11 foi isolado do solo de um local industrial contaminado em Portugal – Foto: Pixabay

Uma equipe de cientistas identificou uma estirpe bacteriana capaz de degradar substâncias perfluoroalquílicas e polifluoroalquílicas (PFAS), conhecidas como “químicos eternos” devido à sua alta persistência no meio ambiente. A pesquisa, conduzida pela Universidade Católica Portuguesa em colaboração com a Universidade de Buffalo (EUA), revelou que a bactéria Labrys portucalensis F11 (F11) conseguiu metabolizar mais de 90% do ácido perfluorooctanosulfónico (PFOS) em 100 dias.  

O F11 foi isolado do solo de um local industrial contaminado em Portugal e já havia demonstrado a capacidade de remover flúor de contaminantes farmacêuticos, mas nunca havia sido testado contra PFAS. No estudo, os pesquisadores incubaram a bactéria em frascos selados contendo apenas 10.000 microgramas por litro de PFAS como fonte de carbono. Após até 194 dias, as análises indicaram a degradação das substâncias, evidenciada pelo aumento nos níveis de íons flúor, um sinal de que a bactéria separou o flúor do carbono dos compostos.  

Além do PFOS, a bactéria degradou 58% do ácido carboxílico fluorotelómero 5:3 e 21% do sulfonato fluorotelómero 6:2. Segundo a pesquisadora Diana Aga, da Universidade de Buffalo, a ligação carbono-flúor dos PFAS é extremamente forte, tornando sua degradação um desafio. No entanto, o F11 demonstrou a habilidade de romper essa estrutura e consumir o carbono liberado.  

Embora o processo ainda seja lento – levando pelo menos 100 dias –, os cientistas acreditam que a bactéria poderá, no futuro, ser utilizada para descontaminar água e solos poluídos por PFAS. Para isso, pode ser necessário criar condições específicas de crescimento, como em lamas ativadas a 100°C, permitindo sua aplicação em larga escala.

 





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União Europeia perde 5,3 milhões de explorações agrícolas


A União Europeia perdeu 5,3 milhões de explorações agrícolas entre 2005 e 2020, segundo dados do Eurostat. Em 2020, o bloco contava com pouco mais de 9 milhões de explorações, refletindo um processo de concentração de terras. A Romênia liderou essa redução, perdendo cerca de 1,4 milhão de propriedades no período, mas ainda mantém o maior número de explorações agrícolas na UE, com 2,9 milhões, mais que o dobro das 1,3 milhões registradas na Polônia.  

A estrutura fundiária europeia evidencia uma grande desigualdade. Quase dois terços das explorações possuem até 5 hectares, enquanto propriedades com 50 hectares ou mais representam apenas 7,5% do total, mas ocupam 68,2% da superfície agrícola utilizada (SAU). Na Romênia, 90% das explorações são pequenas, mas apenas 0,9% das propriedades maiores cultivam mais da metade da SAU do país. Portugal segue um padrão semelhante, com 73,4% das suas explorações abaixo de 5 hectares, enquanto países como França, Alemanha e Dinamarca possuem mais propriedades acima de 50 hectares.  

A produção agrícola da União Europeia também se concentra em poucos países. Em 2020, mais de 60% da produção padrão do bloco veio de Itália (18,1%), França (17,2%), Alemanha (12,6%) e Espanha (12,2%). Apesar de possuir um terço das explorações agrícolas da UE, a Romênia responde por apenas 3,3% da produção total, demonstrando o impacto da fragmentação das suas propriedades no desempenho do setor.  

A tendência de concentração de terras e redução do número de pequenas explorações levanta desafios para a sustentabilidade da agricultura europeia, reforçando a necessidade de políticas que equilibrem eficiência produtiva e preservação das atividades rurais tradicionais.

 





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Esperar não é a solução


De acordo com a TF Agroeconômica, a melhor estratégia para os produtores de soja é vender gradualmente, evitando acumular estoques e pressionar ainda mais os preços. A recomendação é não apostar toda a produção em um único momento, pois isso representa um risco elevado. Em um cenário de baixa previsibilidade para altas futuras, especular com apenas 10% da safra pode ser uma alternativa. Além disso, é fundamental evitar vendas na colheita ou em momentos de grande necessidade financeira, pois essas são as piores ocasiões para negociar.  

No mercado internacional, tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Canadá e à China estão derrubando os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), sinalizando quedas no curto, médio e longo prazo. No Brasil, o preço da saca caiu R$ 15,59 nos últimos 30 dias, refletindo as projeções de safra acima de 170 milhões de toneladas feitas por consultorias. Mesmo com revisões da Conab (166 MT) e do USDA (169 MT), a produção ainda será 12,4% e 14,4% maior que a safra anterior, garantindo oferta suficiente para atender ao aumento da demanda por esmagamento e exportação.  

Entre os fatores de alta, destaca-se o aumento no preço do óleo de soja, impulsionado pela imposição de tarifas ao óleo de canola canadense nos EUA, tornando a soja uma alternativa viável. Além disso, condições climáticas adversas na Argentina e atrasos na colheita no Brasil contribuem para incertezas no mercado. No entanto, entre os fatores de baixa, estão as tarifas sobre importações de soja de México e Canadá pelos EUA, além das estimativas de produção brasileira ainda elevadas, que podem manter a oferta abundante e dificultar a recuperação dos preços.  

“Se quiser especular, esperando altas significativas lá na frente (que, sinceramente não vemos nenhuma chance neste ano, a menos que haja algum fator totalmente imprevisível hoje) use apenas 10% do que produzir. E nunca, jamais, venda na colheita ou, pior ainda, na semana em que tiver que pagar compromissos: são os piores momentos”, conclui a TF.

 





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