segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Brasil supera 800 mil t de embalagens recicladas


O Brasil acaba de atingir um marco inédito na destinação sustentável de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Desde 2002, o Sistema Campo Limpo já encaminhou mais de 800 mil toneladas para destinação ambientalmente adequada, consolidando o país como referência global em logística reversa no agronegócio.

Em 2024, foram destinadas 68,5 mil toneladas de embalagens, um aumento de 27% em relação ao ano anterior. Esse avanço reflete o trabalho conjunto entre produtores rurais, distribuidores, cooperativas, indústrias e órgãos reguladores, garantindo que as embalagens recebam o tratamento correto e contribuam para a economia circular.

Para Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, a conquista reforça o protagonismo brasileiro no setor. “O Sistema Campo Limpo é um dos maiores casos de sucesso em sustentabilidade no mundo, com impactos ambientais, sociais e econômicos expressivos. Esse marco é motivo de grande orgulho para todos os envolvidos”, afirma.

O Brasil possui um dos sistemas mais eficientes de logística reversa do mundo, impulsionado pela Lei nº 14.785/00, que regulamenta o descarte adequado das embalagens de defensivos agrícolas. Atualmente, 100% das embalagens recebidas pelo Sistema Campo Limpo têm destinação correta, seja por reciclagem ou incineração ambientalmente segura.

Além disso, o inpEV foi reconhecido pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, promovido pela Fundação Getúlio Vargas, e conquistou o Selo Prata, avançando na medição e redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Com 411 unidades de recebimento ativas e milhares de operações itinerantes, o Sistema Campo Limpo garante acesso à destinação correta em todo o território nacional, atendendo desde grandes até pequenos produtores.

Para 2025, o objetivo é ampliar a cobertura para novas regiões, elevar os índices de reciclagem e buscar certificações adicionais em sustentabilidade. “Seguimos evoluindo, impulsionando a inovação e fortalecendo o compromisso com um agronegócio cada vez mais sustentável”, conclui Okamura.

 





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Produção de tomate mantém qualidade



Alta oferta mantém preços estáveis e pouco vantajosos




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado nesta quinta-feira (6), a produção de tomate na região de Caxias do Sul (RS) segue com boa sanidade, frutos de qualidade e produtividade satisfatória, mesmo com os desafios climáticos.

Apesar da sequência de dias chuvosos, menor incidência de radiação solar e temperaturas moderadas, os tomates apresentam bom calibre e coloração adequada, garantindo a qualidade dos frutos.

As lavouras precoces já estão em fase final de colheita, enquanto os cultivos de ciclo intermediário iniciam essa etapa. Já as lavouras de ciclo tardio entraram no estágio de frutificação.

O mercado segue com alta oferta, o que tem mantido a precificação estável e pouco atrativa para os produtores, que enfrentam custos elevados de mão de obra e insumos. O tomate do grupo longa vida está sendo comercializado, em média, a R$ 40,00 por caixa de 22 kg na propriedade.

Com a produtividade elevada, os agricultores aguardam possíveis mudanças no mercado que possam equilibrar os custos e melhorar a rentabilidade da cultura.





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Mercado do açúcar tem variações





Foto: Pixabay

De acordo com os dados divulgados pela a União Nacional da Bioenergia (Udop) nesta sexta-feira (7), os contratos futuros do açúcar encerraram a quarta-feira (5) de forma mista nas bolsas internacionais, enquanto o etanol hidratado registrou sua terceira alta consecutiva no mercado nacional.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato março/25, de maior liquidez, subiu 10 pontos, fechando a 19,76 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato maio/25 recuou 2 pontos, sendo comercializado a 18,13 cts/lb. Os demais contratos apresentaram quedas de 3 a 4 pontos.

Na ICE Futures de Londres, todos os lotes do açúcar branco registraram ganhos. O contrato de maior liquidez, março/25, subiu 1,50 dólar, sendo vendido a US$ 528,30 por tonelada. O contrato maio/25 também teve leve valorização de 50 cents de dólar, fechando a US$ 512,10/t.

No Brasil, o açúcar cristal, conforme o Indicador Cepea/Esalq, teve uma leve alta de 0,18%, com as usinas negociando o adoçante a R$ 148,54 por saca, contra R$ 148,28 do dia anterior. O etanol hidratado também manteve trajetória de valorização pelo terceiro dia consecutivo, sendo negociado pelas usinas a R$ 2.959,00/m³, uma alta de 0,15% em relação à véspera.





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Tecnologia com drones otimiza manejo de pastagens



A tecnologia permite redução no desperdício de insumos


Foto: Arquivo Agrolink

O uso de drones de pulverização vem se consolidando como uma alternativa eficiente para o manejo de áreas de pastagem, oferecendo maior precisão na aplicação de defensivos e fertilizantes.

A tecnologia permite redução no desperdício de insumos, menor impacto ambiental e maior cobertura em locais de difícil acesso. Além disso, a pulverização com drones diminui a compactação do solo e reduz os custos operacionais quando comparada a métodos tradicionais, como tratores e aviões agrícolas.

Especialistas destacam que a adoção desse sistema vem crescendo entre pecuaristas, que buscam melhorar a qualidade das pastagens e otimizar o desempenho do rebanho. O investimento inicial pode ser alto, mas os benefícios a longo prazo, como aumento da produtividade e redução de perdas, tornam a tecnologia atrativa para o setor.

O avanço da regulamentação e a ampliação do acesso a treinamentos para operação de drones também têm impulsionado a expansão dessa prática no Brasil.





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Tecnologia com drones otimiza manejo de pastagens



A tecnologia permite redução no desperdício de insumos


Foto: Arquivo Agrolink

O uso de drones de pulverização vem se consolidando como uma alternativa eficiente para o manejo de áreas de pastagem, oferecendo maior precisão na aplicação de defensivos e fertilizantes.

A tecnologia permite redução no desperdício de insumos, menor impacto ambiental e maior cobertura em locais de difícil acesso. Além disso, a pulverização com drones diminui a compactação do solo e reduz os custos operacionais quando comparada a métodos tradicionais, como tratores e aviões agrícolas.

Especialistas destacam que a adoção desse sistema vem crescendo entre pecuaristas, que buscam melhorar a qualidade das pastagens e otimizar o desempenho do rebanho. O investimento inicial pode ser alto, mas os benefícios a longo prazo, como aumento da produtividade e redução de perdas, tornam a tecnologia atrativa para o setor.

O avanço da regulamentação e a ampliação do acesso a treinamentos para operação de drones também têm impulsionado a expansão dessa prática no Brasil.





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Clima afeta lavouras de inverno na Europa



Chuvas intensas no oeste da Europa contrastam com seca no leste




Foto: NOAA

Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o clima na Europa apresentou contrastes marcantes nesta semana, com chuvas moderadas a fortes atingindo o oeste e o norte do continente, enquanto o leste enfrentou tempo seco e temperaturas anormalmente altas.

Sistemas de tempestades vindos do Atlântico provocaram chuvas entre 10 e 75 mm desde a Península Ibérica até os Estados Bálticos, garantindo umidade adequada para os cultivos de inverno, como grãos e oleaginosas. Na Itália central e setentrional, também foram registradas chuvas intensas (15-120 mm), favorecendo o desenvolvimento do trigo e da cevada de inverno.

Em contrapartida, o leste da Europa teve céu ensolarado e temperaturas 5 a 10°C acima da média, o que reduziu a resistência das culturas ao frio e manteve a região sem cobertura de neve. Na Hungria, uma seca localizada persiste, especialmente na região de Transdanúbia, onde a precipitação desde outubro foi inferior a 30% da média histórica, tornando este o período mais seco dos últimos 30 anos.





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chuvas fortes beneficiam arroz, mas afetam milho



Chuvas intensas prejudicam lavouras na Malásia




Foto: Divulgação

Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), fortes chuvas voltaram a atingir partes do leste das Filipinas, com destaque para o sul de Luzon, onde os volumes superaram 200 mm.

A persistência das precipitações manteve os solos saturados, beneficiando o arroz em fase vegetativa, mas trazendo desafios para o milho em maturação no nordeste do país.

Na Malásia oriental (Sabah e Sarawak), os temporais chegaram a 400 mm em algumas áreas, alagando plantações de dendê e interrompendo a colheita. Já no restante do país e nas regiões vizinhas da Indonésia, as chuvas foram mais regulares, com acumulados entre 25 e 100 mm. Em Java, as precipitações garantiram boa umidade do solo para o arroz.





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R$ 354 mil investidos na compra de alimentos



PAA garante alimentos para 9 mil pessoas o estado




Foto: Divulgação

A partir da próxima segunda-feira (10), agricultores familiares de Santa Catarina iniciarão o fornecimento de 38,09 toneladas de alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar. A iniciativa é viabilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e beneficiará instituições socioassistenciais em Lages (SC).

Os alimentos adquiridos incluem maçã, mel e pinhão e foram comprados na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Vinte e oito agricultores familiares dos municípios de São Joaquim e Bom Jardim da Serra participam da operação, sendo também responsáveis pela distribuição dos produtos.

A ação recebeu um investimento de R$ 354,5 mil e atenderá cerca de 9 mil pessoas em vulnerabilidade social. O PAA tem como objetivos incentivar a agricultura familiar, promover a inclusão social e econômica, estimular a produção sustentável e gerar renda aos produtores rurais.





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Clima quente acelera maturação da uva



Colheita da uva Bordô se aproxima do fim no RS




Foto: Divulgação

Segundo dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (6), a colheita da uva segue avançando no Rio Grande do Sul. Em Quaraí, na região administrativa de Bagé, a colheita já atingiu 40% dos 75 hectares cultivados.

Na Serra Gaúcha, o clima dos últimos dias – com chuvas, ventos e redução da radiação solar – dificultou a maturação dos frutos e a sanidade das plantas. No entanto, a colheita já ultrapassou metade do volume previsto. A variedade Bordô está próxima da finalização, enquanto a Isabella começou a ser colhida devido ao amadurecimento acelerado. Se o ritmo for mantido, a colheita deve terminar até o fim de fevereiro.

O processo tem sido fortemente mecanizado, reduzindo a dependência de mão de obra. No entanto, alguns produtores entregaram a safra para a indústria sem definição de preço ou prazo de pagamento. A cotação da Niágara Rosada apresentou sinais de recuperação, com preço médio de R$ 3,80/kg, enquanto as uvas finas variam entre R$ 8,00 e R$ 12,00/kg.

Na região de Erechim, os frutos apresentam ótima qualidade, e muitos vitivinicultores têm buscado uvas da Serra Gaúcha para vinificação, sucos e consumo in natura. A região é responsável por aproximadamente 40% da produção consumida.

Já em Santa Maria, o clima seco e quente adiantou o ciclo da cultura, fazendo com que os cachos amadurecessem até 20 dias antes do esperado. Além disso, as uvas estão com alto teor de açúcar, o que pode impactar a qualidade dos vinhos e sucos produzidos.





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Chuvas melhoram solo para soja, mas atrasam colheita



USDA: chuvas irregulares impactam lavouras no Brasil




Foto: Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que quase todas as regiões agrícolas do Brasil registraram precipitações na última semana, mas em volumes bastante irregulares.

No Centro-Oeste, as chuvas variaram entre 10 mm e 50 mm, melhorando a umidade do solo e favorecendo as lavouras de soja nos estágios finais de desenvolvimento. No entanto, os volumes também causaram atrasos na colheita, especialmente em áreas onde os trabalhos já haviam sido iniciados. O plantio do algodão de segunda safra também foi impactado, sofrendo atrasos no Mato Grosso, embora a umidade tenha beneficiado culturas já germinadas.

Por outro lado, no sul do país, a falta de chuvas e as temperaturas elevadas agravaram a seca no Rio Grande do Sul, onde os volumes registrados foram inferiores a 10 mm. A escassez de água limitou ainda mais a umidade do solo, acelerando o desenvolvimento das lavouras de soja, mas com impacto negativo na produtividade.

A persistência das condições climáticas adversas no Sul pode comprometer os rendimentos da safra, enquanto no Centro-Oeste, as precipitações podem continuar interferindo nos trabalhos de campo, conforme os dados do boletim do USDA.





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