segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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Estiagem e calor afetam as pastagens


O Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (06), aponta um cenário desigual para as pastagens no Rio Grande do Sul, com diferenças entre as regiões do estado.

No leste, onde as chuvas foram mais frequentes, a oferta de forragem se mantém estável. Já no oeste, a estiagem e o calor intenso limitaram o desenvolvimento das pastagens anuais, especialmente onde a precipitação foi irregular e de baixos volumes. Em algumas áreas de pastejo contínuo, a degradação é evidente, e espécies invasoras como milhã, papuã e capim-arroz tornam-se alternativa alimentar.

Na Fronteira Oeste, a situação varia conforme o regime hídrico. Em municípios com maior acumulado de chuvas em janeiro, a oferta forrageira melhorou. Já em áreas com precipitações escassas e alta carga animal, os campos permanecem secos e degradados, levando muitos produtores a utilizar capim-annoni como principal fonte de alimentação. Em Santa Margarida do Sul, houve novos registros de incêndios em campos nativos.

Na Serra Gaúcha, o cenário é mais positivo. Em Caxias do Sul, a combinação de chuvas regulares, calor e luminosidade favoreceu o crescimento das gramíneas, e muitos produtores aplicaram ureia para estimular o desenvolvimento das pastagens. Situação semelhante foi observada em Erechim, onde precipitações de 80 mm melhoraram a disponibilidade de forragem.

Já na Região Celeiro e Alto Jacuí, a estiagem severa impactou as pastagens anuais de verão, resultando em seca das folhas e rejeição pelos animais. Em municípios com menor volume de chuvas, o crescimento das forrageiras foi antecipado, encerrando o ciclo produtivo.

Na Campanha e Zona Sul, os campos nativos apresentaram alguma recuperação após chuvas esparsas, mas em áreas com precipitação irregular, o crescimento das plantas permanece estagnado, prejudicando a oferta alimentar para os rebanhos.

Em Santa Rosa, a reposição de umidade melhorou o desenvolvimento das pastagens, mas o estresse hídrico persiste nos solos rasos. O uso de irrigação segue intenso, e o nível de alguns reservatórios já preocupa os pecuaristas.

Diante das adversidades climáticas, muitos produtores têm recorrido ao uso de feno, silagem e ração, elevando os custos de produção.





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Exportações de açúcar caem 35% em janeiro


De acordo com os dados divulgados pela a União Nacional da Bioenergia (Udop), as exportações brasileiras de açúcar registraram uma queda de 35% em janeiro, em comparação com o mesmo período de 2024. O recuo no volume embarcado ocorre em meio a um mercado global de baixa liquidez e variações nos preços da commodity.

Na sexta-feira (7), os preços do açúcar encerraram o dia em queda tanto no Brasil quanto no exterior. Na ICE Futures, de Nova York, o contrato para março/25 do açúcar bruto foi negociado a 19,36 centavos de dólar por libra-peso, uma desvalorização de 21 pontos em relação ao dia anterior. Na semana, no entanto, a cotação se manteve estável.

O contrato para maio/25 também fechou em queda, sendo cotado a 17,86 centavos de dólar por libra-peso, uma redução de 20 pontos. Os demais contratos registraram baixas entre 2 e 19 pontos, em um dia de poucas negociações. A baixa movimentação foi atribuída à participação de diversos agentes do setor na conferência anual do açúcar em Dubai, que ocorre nesta semana.

Na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco também registrou recuo em todos os lotes. O contrato para março/25 fechou a US$ 517,70 por tonelada, uma queda de US$ 4,70 em relação ao dia anterior. O contrato para maio/25 foi cotado a US$ 502,50 por tonelada, recuando US$ 5,60. As demais negociações tiveram perdas entre US$ 1,80 e US$ 5,30.

No Brasil, o açúcar cristal também teve um dia de desvalorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, o produto foi comercializado a R$ 146,71 por saca de 50 kg, contra R$ 149,23 na véspera, o que representa uma queda de 1,69%.





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Goiás lidera produção de tomate no Brasil


De acordo com a edição de fevereiro do Agro em Dados, publicação mensal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Goiás se mantém como o maior produtor de tomate do Brasil, com destaque para a produção de tomate industrial, responsável por consolidar o estado no cenário nacional. Os principais municípios produtores estão no sul e sudeste goiano, além da região do Entorno do Distrito Federal, com destaque para Cristalina, Silvânia e Morrinhos.

O sucesso da tomaticultura goiana resulta de fatores como clima favorável, localização estratégica, investimento em tecnologia e inovação agrícola. O uso de cultivares resistentes a doenças e técnicas avançadas de irrigação tem garantido um produto de alta qualidade, valorizado dentro e fora do país.

Nos últimos anos, Goiás registrou um crescimento na área cultivada e na produção de tomate. A área plantada saltou de 10 mil hectares, em 2015, para 15,7 mil hectares, em 2024, um aumento de 56,8%. Já a produção passou de 879,6 mil toneladas para 1,4 milhão de toneladas, um avanço de 66,4%.

Além do volume produzido, o estado se destaca pelo alto rendimento médio das lavouras, alcançando 93,4 toneladas por hectare, um desempenho 23,5% superior à média nacional. Com esses números, Goiás responde por mais de um terço da produção nacional de tomate.

No segmento de tomate de mesa, as variedades saladete e longa vida apresentam variação sazonal de preços, com quedas em julho, devido ao aumento da oferta, e altas a partir de outubro, quando as condições climáticas dificultam a produção. Já o tomate cereja, de maior custo de produção e valor agregado, sofre maior volatilidade de preços, influenciado pela demanda gastronômica e festividades ao longo do ano.

No mercado internacional, Goiás também se fortalece. As exportações brasileiras de tomate atingiram em 2024 o melhor desempenho desde 2018. O estado se destaca na comercialização de suco de tomate, cujas exportações começaram em 2022, com 379,5 toneladas e faturamento de US$ 339 mil. Atualmente, Goiás exporta 1,5 mil toneladas para sete países, incluindo Uruguai, Paraguai, Venezuela e Bolívia.

Nos últimos anos, houve uma mudança no perfil das exportações. Em 2021, Goiás interrompeu as vendas de tomate in natura para priorizar a exportação de suco de tomate, que hoje representa 76,4% do valor exportado pelo estado. Em janeiro de 2024, as exportações atingiram um recorde de 166,2 toneladas, um aumento de 82,8% em relação a 2023. Goiás também se destaca no mercado internacional por conseguir preços 10,6% superiores à média nacional.

No mercado de importação, o suco de tomate é o principal produto adquirido pelo estado, com maior volume nos meses de março, abril e junho. Em 2024, os Estados Unidos assumiram a liderança como principal fornecedor, superando Argentina e Itália, que lideraram em 2023.

O crescimento das exportações de derivados de tomate e a valorização do produto reforçam o potencial das agroindústrias goianas. Com uma produção consolidada e demanda crescente, Goiás tem espaço para ampliar sua competitividade global e se firmar como referência na exportação de tomate e seus derivados.





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Com seca e pragas, safra de milho segue sob alerta


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (6), no Rio Grande do Sul, a colheita do milho registrou avanço na última semana, passando de 38% para 43% da área projetada. A seca e o calor intenso aceleraram a maturação das lavouras, permitindo a conclusão da colheita em diversos municípios da Região Oeste do estado.

As lavouras semeadas no início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) apresentaram bons resultados, com mínimos impactos climáticos. No entanto, os cultivos tardios enfrentam sérios desafios devido à estiagem prolongada, especialmente em áreas com baixo volume de chuvas.

Os plantios realizados fora do período ideal foram fortemente afetados pela falta de chuvas, resultando em perdas expressivas. As lavouras apresentam plantas menores, menor emissão foliar e falhas na polinização, comprometendo o potencial produtivo da cultura. Como a fase de enchimento de grãos ainda não ocorreu e não há previsão de chuvas significativas, o risco de queda na produtividade segue elevado.

Na Região Leste do estado, onde as precipitações foram mais frequentes, as lavouras tardias apresentam melhor desenvolvimento.

Após as chuvas no final de janeiro, alguns produtores optaram pelo plantio tardio do milho. No entanto, em algumas áreas, a opção foi por substituir o milho pela soja, devido à sensibilidade da cultura à seca e ao aumento da incidência da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).

As lavouras de milho safrinha, que ainda estão em estágio de emergência e desenvolvimento vegetativo inicial, apresentam alta infestação de cigarrinhas, exigindo grande esforço no controle fitossanitário. A praga, responsável pela transmissão de doenças como o enfezamento, pode comprometer a produtividade da segunda safra.

Diante do cenário de estiagem prolongada e pressão de pragas, especialistas alertam para impactos na produção e possíveis ajustes no mercado do grão no estado.





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Controle da trapoeraba exige estratégias avançadas



Planta daninha resistente preocupa lavouras no Brasil


Foto: coniferconifer

Segundo o informado pelo agrônomo Henrique Fabrício Placido publicou um artigo no Blog da Aegro, a trapoeraba (Commelina benghalensis), uma planta daninha de ciclo perene e caules suculentos, tem se tornado um grande desafio para os agricultores brasileiros. Presente em lavouras anuais e perenes em todo o país, a espécie se adapta melhor a solos férteis, úmidos e sombreados, dificultando seu controle.

A trapoeraba é considerada uma planta de difícil controle, pois possui mecanismos naturais que reduzem a absorção de herbicidas, tornando o manejo químico um desafio. Especialistas alertam que o uso incorreto de herbicidas pode comprometer a eficácia do controle, favorecendo a resistência da espécie.

Para enfrentar essa planta daninha, é essencial adotar boas práticas de aplicação e evitar baixos volumes de herbicidas, além de utilizar adjuvantes adequados para melhorar a absorção dos produtos.

No cultivo do arroz, algumas das opções químicas registradas para controle da trapoeraba incluem os herbicidas:

  • 2,4-D
  • Metsulfuron
  • Bentazon
  • Imazamox

Além do controle químico, especialistas reforçam a importância do manejo integrado, combinando práticas culturais e mecânicas para reduzir a incidência da planta daninha nas lavouras.





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Dólar recua mesmo com ameaça tarifária dos EUA



Dólar turismo chega a R$ 5,99 em meio a volatilidade




Foto: Pixabay

Segundo dados do InfoMoney divulgados nesta segunda-feira (10), apesar das recentes ameaças dos Estados Unidos de impor novas tarifas de importação, o dólar fechou a segunda-feira em leve baixa frente ao real. O movimento reflete a cautela do mercado diante da política comercial norte-americana e a atuação de exportadores brasileiros, que venderam moeda quando as cotações superaram os R$ 5,80.

O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,12%, cotado a R$ 5,7859. No acumulado de 2025, a moeda norte-americana já registra uma desvalorização de 6,36%.

Na B3, às 17h05, o contrato de dólar futuro para março, o mais negociado atualmente, apresentava recuo de 0,41%, sendo cotado a R$ 5,8065.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,785
  • Venda: R$ 5,785

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,817
  • Venda: R$ 5,997





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Coopavel e Agridrones sortearão um drone pulverizador



A promoção foi lançada nesta segunda-feira (10)


Foto: Divulgação

A Coopavel lançou uma promoção inédita para os produtores que fizerem compra de insumos da pecuária, agrícolas ou de máquinas com a cooperativa. Eles podem ganhar um kit completo de drone para pulverização. Trata-se de um DJI Agras T50, que já inclui misturador de cauda, gerador de energia, com dispersor sólido, bico atomizador extra e três baterias. O valor de comercialização varia de R$ 220 mil a R$ 240 mil durante a feira. A promoção foi lançada nesta segunda-feira (10), primeiro dia da 37ª edição do Show Rural Coopavel.

Segundo o supervisor do Departamento Técnico Agronômico da Coopavel, Anderson Granville, a cada R$ 4 mil de compra de insumos, tanto pecuária, como agrícola ou máquinas, o produtor ganha um número da sorte. Se for sócio ele aumenta as possibilidades de ganho, pois receberá um número da sorte em dobro.

“Estamos com condições especiais em insumos com possibilidade de troca por soja, por milho. Temos uma lista de condições especiais para o período do Show Rural. Essa é uma grande oportunidade para o pessoal escolher fazer a compra de insumos de qualidade, com tecnologia de inovação, produtos para a safra de verão do ano que vem e ainda estar concorrendo a um drone que vai otimizar ainda mais a operação dele na propriedade”, salienta Anderson.

Essa é a primeira vez que a Coopavel sorteia um drone pulverizador, alvo do desejo de muitos produtores ainda. “A Agridrones e a Coopavel firmaram essa parceria que vai revolucionar a agricultura no Estado do Paraná. Nós, aqui no Show Rural Coopavel, teremos condições especiais para que cooperados e não cooperados também possam adquirir o seu drone. O compromisso é de levar a mais alta tecnologia em drones agrícolas para o produtor, além de ter uma mudança na propriedade com produtividade e sustentabilidade”, presidente da Agridrones Solutions, Valdicimar de Assis Mattusoch. O ganhador do drone será divulgado no dia 26 de março.





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Falta de chuva compromete a produção de noz-pecã



A falta de chuvas e o forte calor podem agravar ainda mais as perdas




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), as baixas precipitações em janeiro e as altas temperaturas já refletem possível quebra na safra de noz-pecã no estado.

Na região de Santa Maria, os impactos climáticos começam a preocupar os produtores. Em Cachoeira do Sul, os pomares sem irrigação e em solos arenosos apresentam um abortamento floral significativo, afetando 30% das áreas cultivadas. Até o momento, a estimativa média de quebra na produção do município é de 15%.

A falta de chuvas e o forte calor podem agravar ainda mais as perdas, tornando essencial o monitoramento climático e o uso de técnicas que minimizem os danos nas lavouras.





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Trigo: Vendas semanais dos EUA ficam abaixo do esperado, informa USDA


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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou, nesta sexta-feira (3), as vendas senanais de trigo 2024/25 em 140,6 mil toneladas. O volume ficou aquém das expectativas do mercado de 200 mil a 500 mil toneladas e a Coreia do Sul se destacou como principal destino do grão norte-americano. 

Assim, em todo ano comercial, o país já comprometeu 16,904,9 milhões de toneladas. O total é maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando pouco mais de 15 milhões de toneladas já haviam sindo comprometidas. O USDA estima que as exportações somem 23,13 milhões de toneladas. 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Show Rural Coopavel 2025 inicia nesta segunda com tecnologia e inovação para o agro



Evento deve receber 360 mil visitantes




Foto: Aline Merladete

A 37ª edição do Show Rural Coopavel começa nesta segunda-feira (10), consolidando-se como um dos maiores eventos do agronegócio da América Latina. A feira, realizada em Cascavel (PR), reunirá 600 expositores e espera receber 360 mil visitantes, incluindo brasileiros e estrangeiros. Durante os cinco dias de evento, o público terá acesso a inovações tecnológicas, soluções sustentáveis e oportunidades de negócios voltadas para o setor agropecuário.

A programação oficial teve início neste domingo (9) com a tradicional Missa Campal em Ação de Graças, realizada no Parque Tecnológico. A celebração foi conduzida pelo arcebispo emérito da Arquidiocese de Cascavel, Dom Adelar Baruffi, reunindo centenas de fiéis. O primeiro dia do evento também foi dedicado às famílias, que puderam explorar o complexo e conferir algumas das novidades que serão apresentadas ao longo da semana.

O Show Rural Coopavel 2025 acontece de 10 a 14 de fevereiro, com entrada gratuita e um espaço de 720 mil m² preparado para receber produtores rurais, empresários e especialistas do setor.





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