segunda-feira, abril 6, 2026

Política & Agro

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comercialização do milho supera safra anterior



Comercialização do milho avança, mas preço cai




Foto: Divulgação

No Mato Grosso, a comercialização de milho avançou na safra 2023/24, atingindo 96,62% da produção total, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em 10 de fevereiro. O percentual representa um avanço de 2,96 pontos percentuais em relação a dezembro de 2024.

Segundo a análise semanal do Imea, crescimento nas vendas foi impulsionado pela necessidade dos produtores de liberar espaço nos armazéns, já que o preço do milho apresentou queda de 4,45% no último mês, fechando em média a R$ 55,97 por saca. Ainda assim, os negócios desta safra estão 8,30 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra passada.

Para a safra 2024/25, os negócios alcançaram 32,16%, um avanço de 5,50 pontos percentuais ante dezembro de 2024. Esse aumento foi influenciado pela valorização de 1,75% no preço do cereal, que atingiu R$ 46,42 por saca, cobrindo os custos operacionais da produção no estado.

Apesar do avanço, o ritmo de comercialização da safra 2024/25 ainda está 12,81 pontos percentuais atrás da média das últimas cinco safras, evidenciando uma cautela maior do mercado em relação ao futuro dos preços e da demanda pelo grão.





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primeiro caso de Ferrugem Asiática é registrado na safra 24/25 na Bahia



Ferrugem Asiática pode causar grandes perdas de produtividade




Foto: Aline Merladete

Na Bahia, a safra 2024/25 de soja registrou o primeiro caso de Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi) neste mês de fevereiro. O foco foi identificado no núcleo produtor de Rosário, em Correntina, no dia 5, por meio do Programa Fitossanitário da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). A confirmação ocorreu após análise laboratorial com apoio da Fundação BA, em Luís Eduardo Magalhães.

O monitoramento da doença contou com o suporte do sistema Caça-Esporos, que monitora constantemente os principais núcleos produtivos da região, incluindo o Anel da Soja (Estrada do Café), Placas, Bela Vista, Paraíso e Rodovia da Soja. O registro tardio da Ferrugem Asiática nesta safra contrasta com anos anteriores, quando os primeiros focos foram detectados em novembro e dezembro. Esse atraso é atribuído ao fortalecimento das ações de monitoramento fitossanitário, ao uso de boas práticas agrícolas e à assistência técnica dos produtores.

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), responsável pelo registro oficial da doença no estado, acompanha a situação e reforça que não há motivo para alarde. O monitoramento das lavouras baianas conta com a colaboração de Aiba, Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Embrapa e Fundação Bahia. Coletores de esporos instalados em pontos estratégicos do oeste baiano são ferramentas essenciais para detectar precocemente a Ferrugem Asiática da Soja e outras doenças, como a Ramulária do Algodão. “Nós estamos acompanhando a situação por meio do Programa Fitossanitário, em parceria com a Aiba, Abapa e Fundação Bahia. É fundamental que o produtor esteja atento às informações técnicas para monitorar sua lavoura e realizar as aplicações de fungicidas quando necessário. Não há motivo para alarde, pois a ferrugem asiática está ocorrendo em baixa pressão e de forma tardia na nossa região. A recomendação é intensificar o controle e seguir as orientações técnicas”, explica Nailton Almeida, fiscal estadual agropecuário da Adab.

A Aiba recomenda que produtores comuniquem imediatamente qualquer suspeita da doença ao Programa Fitossanitário ou à Adab para a adoção de medidas adequadas. Segundo Aloisio Junior, gerente de Agronegócios da Aiba, a identificação tardia da Ferrugem nesta safra demonstra a eficiência das estratégias de controle.

A Ferrugem Asiática pode causar grandes perdas de produtividade se não for manejada corretamente. O uso adequado de fungicidas e o cumprimento do plano de manejo são essenciais para reduzir os impactos na lavoura.





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Estiagem agrava dívidas e Farsul pede prorrogação de prazos



“Produtores querem pagar, mas precisam de tempo”, diz Gedeão Pereira




Foto: Divulgação

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) promoveu, na noite de quarta-feira (12), uma reunião com sua diretoria e representantes de sindicatos rurais para discutir os impactos da estiagem severa que afeta o estado e o crescimento do endividamento dos produtores rurais. A seca, que sucede um período de excesso de chuvas, tem comprometido gravemente a produção agrícola e agravado a situação financeira do setor.

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, destacou a gravidade do cenário em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade, alertando que os agricultores não buscam perdão de dívidas, mas sim mais tempo para quitar seus compromissos. “Sabemos e estamos a par da situação. Fizemos uma assembleia com nossos sindicatos rurais para discutir realmente aquilo que está acontecendo no Estado. Mais uma vez, o Estado de uma calamidade pública causada pelo excesso de chuvas e entrou noutra calamidade agrícola agora pela falta da mesma chuva. Isso está trazendo um pesado endividamento aos produtores que vem se estendendo no tempo e que nós não estamos enxergando uma solução de curto prazo”, comenta o presidente.

Diante do cenário de perdas, Gedeão Pereira ressaltou que a prorrogação das dívidas é essencial para garantir a sobrevivência da atividade agrícola no estado. Segundo ele, o setor produtivo precisa de um plano estruturado para lidar com os impactos climáticos, que têm sido recorrentes. “Temos que estar unidos as nossas entidades principalmente para junto com as pessoas que têm o mando nesta nação descobrirmos um caminho, uma solução não mais de curto prazo, porque curto prazo foi o que nós fizemos ano passado. Agora nós temos que alongar o prazo dessa dívida dos produtores que não querem perdão. Querem pagar as suas contas sem dúvida nenhuma, mas precisa de tempo”, continua.

A preocupação da Farsul se estende ao impacto da estiagem na safra de verão, que já apresenta perdas expressivas. De acordo com a entidade, a falta de chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, a rentabilidade dos produtores. “Tempo é tudo aquilo que nós vamos trabalhar para que os produtores possam ter viabilidade para o futuro, porque novamente, infelizmente, nós estamos tendo mais uma importante perda nesta safra de verão”, completa o presidente.





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Mato Grosso bate recorde histórico na exportação de algodão



MT exporta volume histórico de algodão em janeiro




Foto: Canva

Segundo análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso registrou, em janeiro de 2025, o maior volume mensal de algodão exportado de sua história, consolidando-se como principal fornecedor da fibra no Brasil. O estado embarcou 267,10 mil toneladas do produto no mês, o que representa 64,26% das exportações nacionais. O volume superou em 12,60% o recorde anterior, registrado em dezembro de 2020.

O desempenho expressivo é atribuído à alta produção da última safra e ao fortalecimento da cotonicultura brasileira no mercado internacional, permitindo que o algodão mato-grossense alcance novos compradores ao redor do mundo.

Entre os principais destinos do algodão de Mato Grosso, Egito e Índia se destacam, aumentando consideravelmente suas importações. De agosto de 2024 a janeiro de 2025, o estado embarcou 98,98 mil toneladas para esses países, enquanto no mesmo período da safra anterior o volume foi de apenas 3,34 mil toneladas.

A tendência de crescimento nas exportações mantém as projeções otimistas para a safra 2023/24. Segundo o Imea, o ciclo comercial deve atingir um novo recorde, com 1,80 milhão de toneladas exportadas.

Especialistas do setor apontam que o fortalecimento das exportações reflete a competitividade do algodão mato-grossense, impulsionada por investimentos em tecnologia, qualidade da fibra e promoção do produto no mercado externo. Com a demanda aquecida e a ampliação dos destinos internacionais, Mato Grosso segue consolidando sua posição como maior exportador de algodão do Brasil.





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Você conhece o Índice Consecana?



Com essa estrutura, o Índice Consecana desempenha um papel essencial



A formação do índice considera os preços médios de comercialização do açúcar e do etanol desde o início da safra
A formação do índice considera os preços médios de comercialização do açúcar e do etanol desde o início da safra – Foto: Canva

O Índice Consecana é um dos principais referenciais para a precificação da cana-de-açúcar no Brasil, trazendo maior previsibilidade ao setor sucroalcooleiro. Segundo Ruan Augusto, analista financeiro na Raízen, o índice é calculado a partir da média dos valores dos ATRs (Açúcares Totais Recuperáveis) de cada produto, ponderados conforme sua participação no mix de comercialização. Esse modelo busca refletir a realidade do mercado e garantir transparência na remuneração dos produtores.  

A formação do índice considera os preços médios de comercialização do açúcar e do etanol desde o início da safra, em abril, até o mês de referência. Como a cana é paga com base nesse indicador, os fornecedores conseguem ter maior previsibilidade na receita ao longo da safra. Isso permite um planejamento mais eficiente, reduzindo riscos e tornando o processo de negociação mais equilibrado entre produtores e indústrias.  

Em regiões onde há maior concorrência pela cana, as empresas adotam estratégias para garantir o fornecimento necessário às usinas. Algumas oferecem subsídios, fecham contratos de compra e venda de cana (CCT) e até disponibilizam serviços adicionais, como transporte e assistência técnica. Essas medidas visam fidelizar os fornecedores e evitar oscilações na oferta da matéria-prima.  

Com essa estrutura, o Índice Consecana desempenha um papel essencial na cadeia produtiva, ajudando a equilibrar os interesses do mercado. Além de contribuir para a estabilidade do setor, ele influencia diretamente as estratégias comerciais das usinas e a sustentabilidade financeira dos produtores.

 





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Soja, milho e trigo: Clima, tarifas e tendências



No setor de trigo, a China tenta vender 600 mil toneladas compradas de outros países



A China, que retomou as atividades econômicas, respondeu às tarifas de Trump
A China, que retomou as atividades econômicas, respondeu às tarifas de Trump – Foto: USDA

O mercado agrícola global se ajusta após o Ano Novo Lunar na China, enquanto a América do Sul enfrenta desafios climáticos. As recentes chuvas aliviaram parte do estresse hídrico na Argentina e no Brasil, mas as altas temperaturas podem comprometer as lavouras de milho e soja. No cenário internacional, as tarifas impostas por Donald Trump sobre México, Canadá e China reacendem preocupações de uma nova guerra comercial, afetando a dinâmica dos mercados.  

A China, que retomou as atividades econômicas, respondeu às tarifas de Trump com impostos sobre petróleo e gás dos EUA, mas não sobre grãos ou soja. Segundo Luiz Fernando Roque, da Hedgepoint Global Markets, se novas tarifas forem aplicadas à soja americana, o mercado pode reviver o cenário de 2018/19 e 2019/20, quando os estoques dos EUA cresceram e o Brasil aumentou suas exportações para a China.  

No setor de trigo, a China tenta vender 600 mil toneladas compradas da Austrália e Canadá, indicando menor demanda ou expectativa de preços mais baixos. Já na Argentina, as chuvas foram insuficientes para parte das lavouras de milho, reduzindo a projeção da safra para 47 milhões de toneladas. O governo argentino cortou impostos sobre soja e milho, o que pode estimular as vendas. No Brasil, a colheita da soja e o plantio do milho seguem atrasados, mas o Mato Grosso apresenta produtividades recordes.  

Nos fundos de investimento, a posição neutra na soja reflete incertezas climáticas no Brasil e Argentina. No milho, a visão é altista, com compras em nível máximo desde fevereiro de 2023. O mercado segue atento ao clima no Sul do Brasil e às movimentações políticas dos EUA, que podem impactar as exportações.

 





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Atleta 100% carnívoro passa a viver do esporte



Essa nova fase marca a realização de um sonho para Medeiros



Essa nova fase marca a realização de um sonho para Medeiros
Essa nova fase marca a realização de um sonho para Medeiros – Foto: Pixabay

Aos 54 anos, Alessandro Medeiros finalmente poderá se dedicar exclusivamente ao ultratriathlon em 2025, graças à renovação do patrocínio da Connan e da Fazenda Mundo Novo. Seguindo uma dieta 100% carnívora, ele se tornou referência mundial na relação entre nutrição e desempenho em provas de resistência extrema. O apoio das empresas reforça essa conexão, permitindo que Medeiros foque totalmente em sua evolução esportiva.

“Sempre trabalhei e treinei, acordando às 2h30 ou 3h da manhã para conseguir me preparar. Agora, pela primeira vez, poderei me dedicar totalmente à minha carreira como atleta profissional, algo que sempre quis desde os 18 anos”, comenta o triatleta.

Para Fernando Penteado Cardoso Neto, presidente da Connan, a parceria reforça a missão da empresa em apoiar iniciativas que valorizam a cadeia produtiva da carne bovina. O projeto “Carne Faz Bem”, desenvolvido por Medeiros e sua nutricionista Letícia Moreira, busca promover a qualidade da carne brasileira e sua importância na nutrição esportiva.  

Essa nova fase marca a realização de um sonho para Medeiros, que conciliava treinos e trabalho por décadas. Agora, com suporte total, ele amplia sua presença no cenário esportivo internacional e fortalece a divulgação dos benefícios da carne vermelha e da sustentabilidade da pecuária no Brasil.

“Essa parceria só tem a crescer. Com o apoio da Connan e da Fazenda Mundo Novo, Medeiros conquistou espaço na mídia e demonstrou que a carne faz bem. Agora, com mais empresas acreditando no projeto, ele poderá seguir como atleta em tempo integral, levando essa mensagem ainda mais longe”, conclui Cardoso Neto.

 





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Soja fecha em baixa em Chicago



O relatório do USDA trouxe poucas mudanças



O relatório do USDA trouxe poucas mudanças
O relatório do USDA trouxe poucas mudanças – Foto: Divulgação

A soja fechou em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira, com poucas alterações no relatório de oferta e demanda do USDA, segundo análise da TF Agroeconômica. O contrato para março, referência para a safra brasileira, caiu 0,57%, encerrando a $ 1043,50 por bushel. O contrato para maio recuou 0,49%, cotado a $ 1060,25 por bushel. O farelo de soja para março teve queda de 1,30%, a $ 296,6 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,87%, fechando a $ 46,13 por libra-peso.

O relatório do USDA trouxe poucas mudanças nos números de oferta e demanda, frustrando expectativas de cortes mais expressivos na safra da América do Sul. A quebra da produção argentina já parecia precificada, e a manutenção do saldo exportável do país não ajudou a sustentar os preços. Para Brasil e Estados Unidos, os dados permaneceram iguais aos do relatório de janeiro. Após uma breve tentativa de alta, o mercado voltou a operar no vermelho, sem forças para reverter as perdas.

Entre os fatores de atenção para fevereiro, estão os atrasos na colheita brasileira e as incertezas sobre uma possível guerra tarifária. A Conab informou que a colheita da soja no Brasil avançou para 14,8% da área apta, contra 8% no levantamento anterior e 20,9% no mesmo período de 2024. Em Mato Grosso, o avanço foi de 27,5%, bem abaixo dos 45,4% registrados no ano passado, reflexo do excesso de umidade.

O cenário indica que o mercado seguirá atento ao ritmo da colheita no Brasil e às movimentações comerciais globais. A expectativa de novas atualizações sobre a produção sul-americana e possíveis mudanças no fluxo exportador podem influenciar os preços nas próximas semanas.

 





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USDA reduz projeções para soja e milho em fevereiro


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou suas estimativas de oferta e demanda para fevereiro, indicando cortes na produção e nos estoques finais de soja e milho em escala global. A produção mundial de soja foi reduzida para 420,76 milhões de toneladas, ante os 424,26 milhões de janeiro, enquanto os estoques finais caíram para 124,34 milhões de toneladas. No milho, a produção global foi revisada para 1,212 bilhão de toneladas, e os estoques finais, para 290,31 milhões de toneladas, ambos abaixo das projeções anteriores.

No Brasil, a produção de soja foi mantida em 169 milhões de toneladas, mas os estoques finais recuaram para 31,52 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 32,52 milhões previstos no mês passado. As exportações seguem estimadas em 105,5 milhões de toneladas. Nos EUA, a produção ficou estável em 118,84 milhões de toneladas, com estoques finais de 10,34 milhões. 

A Argentina teve um corte significativo na produção, agora estimada em 49 milhões de toneladas, ante os 52 milhões de janeiro, e nos estoques finais, reduzidos de 28,95 para 25,95 milhões. Na China, a produção foi mantida em 20,65 milhões de toneladas, com importações projetadas em 109 milhões e estoques finais de 45,96 milhões de toneladas.

No mercado de milho, o USDA revisou para baixo a safra brasileira, agora estimada em 126 milhões de toneladas, ante os 127 milhões projetados no mês anterior. Os estoques finais recuaram para 2,84 milhões de toneladas, enquanto as exportações foram ajustadas para 46 milhões de toneladas. Nos EUA, a produção foi mantida em 377,63 milhões de toneladas, com produtividade de 187,56 sacas por hectare. Os estoques finais ficaram em 39,12 milhões de toneladas, enquanto o consumo para etanol foi mantido em 139,71 milhões. 

A Argentina também teve sua produção reduzida, de 51 para 50 milhões de toneladas, com estoques finais em 2,79 milhões e exportações projetadas em 36 milhões de toneladas. A Ucrânia manteve sua produção em 26,5 milhões de toneladas, mas as exportações foram revisadas para 22 milhões, ante os 23 milhões estimados em janeiro.

 





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