sábado, abril 4, 2026

Política & Agro

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Disputa comercial pode prejudicar agricultura dos EUA



Brasil pode ser beneficiado



A possibilidade de represálias já impactou os mercados
A possibilidade de represálias já impactou os mercados – Foto: United Soybean Board

A China pode mirar a agricultura dos Estados Unidos em retaliação às novas tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, que entram em vigor em 4 de março. Segundo a Reuters, citando o jornal estatal Global Times, Pequim estuda medidas que podem incluir tarifas e restrições não tarifárias sobre produtos agrícolas e alimentícios americanos. O movimento ocorre após Trump anunciar uma sobretaxa de 10% sobre todas as importações chinesas, elevando o imposto total para 20%, caso Pequim não atue contra o fluxo de fentanil para os EUA.

A possibilidade de represálias já impactou os mercados. Os contratos futuros de farelo de soja e de colza na China subiram 2,5% após a notícia, com o farelo de soja atingindo o maior nível desde setembro na Bolsa de Commodities de Dalian. A China, que importou US$ 29,25 bilhões em produtos agrícolas americanos em 2024 — uma queda de 14% em relação ao ano anterior —, tem reduzido sua dependência do comércio com os EUA, investindo na autossuficiência alimentar.

O Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA prevê uma produção recorde de grãos na China em 2024/25, chegando a 706,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,6% impulsionado pela expansão da área cultivada. A produção de milho, trigo e arroz deve crescer, enquanto as importações de milho devem cair 40%. Já a produção de soja chinesa deve permanecer estável em 19,6 milhões de toneladas. Atualmente, os EUA respondem por um quarto das importações chinesas de soja, mas o Brasil ampliou sua participação para cerca de 70%.

Caso as retaliações se concretizem, os produtores americanos poderão enfrentar mais dificuldades para exportar para a China, aumentando a pressão sobre os preços e impulsionando outros fornecedores, como o Brasil e a Argentina.

 





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China anuncia tarifas contra os EUA: o que muda?



A reação do mercado deve ser imediata



A reação do mercado deve ser imediata
A reação do mercado deve ser imediata – Foto: Porto de Shanghai

A China anunciou tarifas retaliatórias de 15% sobre diversos produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo trigo, milho, soja, carne bovina e suína, conforme informações da TF Agroeconômica. A medida pode derrubar ainda mais as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e aumentar a demanda por esses produtos no Brasil, elevando os prêmios de exportação. A decisão impacta cerca de US$ 21 bilhões em exportações agrícolas e alimentícias dos EUA, aprofundando as tensões comerciais entre as duas potências econômicas.

Esse novo pacote de tarifas reforça a escalada da disputa iniciada por Donald Trump. Em fevereiro, Pequim já havia imposto taxas sobre carvão (15%), gás natural liquefeito (GNL) (15%), petróleo bruto (10%), máquinas agrícolas e alguns automóveis. Agora, ao incluir alimentos e commodities agrícolas na lista, a China amplia a pressão sobre setores estratégicos da economia norte-americana.

A reação do mercado deve ser imediata. Os contratos futuros de commodities como soja, milho e trigo tendem a registrar novas quedas em Chicago, enquanto o Brasil se posiciona como alternativa para suprir parte da demanda chinesa. Com os EUA perdendo competitividade, os prêmios pagos aos exportadores brasileiros podem subir, beneficiando produtores e tradings no país.

Além disso, a China anunciou novas medidas contra os EUA, incluindo a investigação de produtores de fibra óptica por evasão de tarifas antidumping e a suspensão de licenças de importação de três exportadores norte-americanos, além de interromper embarques de madeira serrada. Pequim também adicionou 15 empresas dos EUA à lista de controle de exportação, proibindo a venda de tecnologias de uso duplo, e incluiu 10 empresas na Lista de Entidades Não Confiáveis, em resposta à venda de armas para Taiwan, território que a China reivindica.

 





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Produção de alface cresce no Paraná, mas calor preocupa setor


O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), traz um panorama da produção de alface no Paraná. Em 2023, a cultura ocupou 7 mil hectares, com colheita de 127,7 mil toneladas e um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 319,8 milhões. O Estado representa 8,7% do VBP nacional e 7,7% do volume colhido.

A área plantada cresceu 29,1% desde 2014, enquanto a produção aumentou 17,7% e o VBP registrou alta de 48,9%. A alface é a quinta hortaliça mais importante do Paraná, representando 4,5% do VBP total da olericultura estadual.

A região de Curitiba concentra 47,2% das colheitas, seguida por Maringá (9,6%), Cascavel (9,6%), Jacarezinho (6,2%) e Londrina (5,0%), que juntas respondem por 76,2% da produção. Os municípios de Colombo (19,1%) e São José dos Pinhais (13,5%) lideram no fornecimento da hortaliça.

O preço da caixa de 9 kg subiu de R$ 21,87 em dezembro/24 para R$ 23,90 em janeiro/25, um aumento de 9,3%. Já no atacado, na CEASA de Curitiba, a caixa de 18 unidades de alface crespa grande chegou a R$ 40,00, o dobro do registrado em janeiro (R$ 20,00).

No varejo, a alface lisa e crespa foi vendida, em média, por R$ 3,25 a unidade em janeiro, uma alta de 10,5% em relação a dezembro/24.

A terceira onda de calor de 2025, com temperaturas muito acima da média histórica, preocupa o setor hortifrutícola. O clima extremo afeta a fisiologia das plantas, altera o ciclo biológico, compromete a absorção de nutrientes e pode aumentar a incidência de pragas e doenças, elevando os custos de produção.





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Novo sistema digitaliza certificação fitossanitária



Mapa institui SHIVA para modernizar certificação fitossanitária




Foto: Pixabay

Foi publicada na sexta-feira (28), no Diário Oficial da União, a Portaria Mapa nº 779, que oficializa o uso do Sistema Hiper Integrado de Vigilância Agropecuária (SHIVA) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O sistema permitirá a emissão de certificados fitossanitários eletrônicos, como o e-Phyto, para produtos de origem vegetal, modernizando os processos e ampliando a eficiência no comércio exterior.

A partir de agora, exportadores devem solicitar o e-Phyto por meio do módulo LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos de Exportação), no Portal Único de Comércio Exterior. Antes do pedido, é necessário consultar os produtos e os requisitos fitossanitários do país de destino no site do SHIVA: https://shiva.agro.gov.br/pub.

O certificado será transmitido eletronicamente ao país importador, além de estar disponível em PDF, com QR Code e assinatura digital, permitindo sua validação e consulta via LPCO e SHIVA. Esse novo processo substitui métodos manuais, garantindo mais segurança, agilidade e redução de custos.

A Portaria nº 779 entra em vigor imediatamente, e promete trazer benefícios ao agronegócio, como:

  • Menos burocracia na certificação fitossanitária
  • Liberação mais rápida de cargas para exportação
  • Redução de custos operacionais para produtores e empresas
  • Alinhamento do Brasil às práticas internacionais do comércio agrícola

O e-Phyto (electronic phytosanitary certificate) é um sistema eletrônico criado pela Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV), que digitaliza certificados fitossanitários para facilitar o comércio global. No Brasil, sua implementação pelo Mapa assegura mais confiabilidade e rapidez nas transações internacionais.





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estiagem e calor afetam rendimento da soja


De acordo com o boletim da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (27), as chuvas registradas nos dias 16 e 17 de fevereiro trouxeram alívio temporário para as lavouras de soja na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. No entanto, os prejuízos causados pela seca e altas temperaturas já são irreversíveis em diversas localidades.

Na região de Bagé, a umidade do solo foi restabelecida, beneficiando lavouras tardias, mas o impacto negativo da estiagem já está consolidado. Em Manoel Viana, áreas mais afetadas começaram a ser colhidas, com perdas significativas devido ao calor excessivo e ao aumento de pragas como tripes, ácaros e percevejos.

Em São Gabriel, Rosário do Sul e Santa Margarida do Sul, a tendência é de queda na produtividade. Já na Campanha Gaúcha, algumas lavouras apresentaram recuperação parcial, mas muitas plantas perderam a folhagem. Em Dom Pedrito, cerca de 25% das lavouras estão em áreas de várzea, onde a sanidade e o vigor das plantas ainda são considerados adequados.

Nas demais regiões do estado, a situação é variável. Em Caxias do Sul, as lavouras estão em enchimento de grãos, com perdas severas em alguns municípios, especialmente Montauri. Em Erechim, a colheita já começou em algumas áreas, mas a produtividade ainda não foi definida devido às oscilações climáticas.

Em Ijuí, aproximadamente 70% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos, enquanto 15% já atingiram a maturação. As cultivares precoces, semeadas em outubro, foram as mais impactadas pela estiagem. Em Passo Fundo, 85% das áreas estão em formação de vagens e enchimento de grãos, e o desenvolvimento das plantas ainda depende da regularidade das chuvas.

Na região de Santa Maria, a estiagem prejudica o Oeste, mas as chuvas na Quarta Colônia foram mais regulares, permitindo melhores condições para os cultivos. Em Santa Rosa, o retorno das precipitações ajudou na recuperação das lavouras, mas os efeitos da seca ainda resultam em falhas na germinação, porte reduzido das plantas e abortamento de flores e vagens.

Já na região de Soledade, a falta prolongada de chuvas reduziu o número de vagens por planta e impactou a produtividade das lavouras já em fase de colheita.

Apesar das chuvas recentes, a falta de precipitações ao longo do ciclo da cultura consolidou perdas expressivas em grande parte do estado. Além disso, o avanço de pragas e o custo elevado dos insumos agravam a situação dos produtores. Com o fim da safra se aproximando, a preocupação agora se volta para os impactos financeiros e a necessidade de políticas de apoio ao setor agrícola.





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VLI inicia embarques para exportação da safra 2024/2025 de soja


Perspectiva de produção recorde no país movimenta corredores logísticos Norte, Leste e Sudeste

A VLI, companhia de soluções logísticas que integra ferrovias, portos e terminais, iniciou os embarques para a exportação da safra 2024/2025 de soja que, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve atingir recorde histórico, chegando a 166 milhões de toneladas, 12,4% em relação à temporada anterior. A partir da segunda quinzena de fevereiro até o segundo semestre, volumes captados nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Bahia e Pará serão escoados por meio dos corredores logísticos Leste e Sudeste (Ferrovia Centro Atlântica – FCA) e Norte (Ferrovia Norte Sul – FNS).

Os embarques são realizados por meio do sistema multimodal da VLI, que integra, no Corredor Norte, os terminais logísticos de Porto Nacional e Palmeirante (TO) e de Porto Franco (MA) ao Terminal Portuário de São Luís (TPSL); e os terminais de Araguari, Pirapora e Uberaba (MG), nos Corredores Leste e Sudeste, ao porto de Tubarão (Espírito Santo) e ao Terminal Integrador Portuário Luís Antônio Mesquita – Tiplam (Baixada Santista) respectivamente.

“A safra da soja é fundamental para o desenvolvimento econômico do país à medida que compõe uma cadeia produtiva complexa, que vai desde a produção primária até a transformação industrial e a produção de carnes. Neste sentido, a integração entre portos, ferrovias e terminais traz eficiência e confiabilidade aos nossos clientes, permitindo que o grão seja exportado com sucesso para diferentes destinos do mundo, como Ásia, Europa e Estados Unidos”, afirma Gabriel Fonseca, gerente geral Comercial da VLI para a área de grãos.

Além do crescimento expressivo esperado nos volumes específicos de soja, em 2024/2025, o Brasil espera um recorde histórico também na safra de grãos como um todo. De acordo com levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em fevereiro, o país deve colher 325,7 milhões de toneladas destas commodities, o que representa crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior. O resultado é reflexo de um aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, além da recuperação de 7,1% na produtividade média das lavouras, prevista para 3.990 quilos por hectare.





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Brasil expande exportação de sêmen bovino para a Nigéria



Brasil alcança sua 34ª abertura de mercado em 2025




Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que as autoridades sanitárias da Nigéria aprovaram o Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil para a exportação de sêmen bovino. A decisão representa mais um avanço para o agronegócio brasileiro no mercado africano.

Com mais de 223 milhões de habitantes e uma das maiores economias da África, a Nigéria importou, em 2024, mais de US$ 880 milhões em produtos agrícolas do Brasil. A abertura do mercado para o sêmen bovino brasileiro reflete a confiança do país africano no sistema sanitário nacional e abre novas oportunidades de negócios para produtores brasileiros.

A ampliação das exportações acompanha o crescimento demográfico e econômico do continente africano, que vem demandando cada vez mais produtos agropecuários de alta qualidade.

Com essa nova negociação, o Brasil alcança sua 34ª abertura de mercado em 2025, totalizando 334 desde o início de 2023. O avanço é resultado da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que trabalham para expandir a presença do agronegócio brasileiro no cenário internacional.





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preço da tilápia sobe 6% na Quaresma



Preço do pescado sobe menos que outras proteínas no Paraná




Foto: Pixabay

O consumidor paranaense pagará mais caro pelo filé de tilápia durante a Quaresma de 2025, conforme aponta o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

Segundo o boletim, a pesquisa de preços no varejo indica que, em fevereiro, o quilo do filé de tilápia foi comercializado a R$ 55,42, o que representa um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, quando comparado a janeiro deste ano, houve uma leve queda de 2% no valor.

Apesar do reajuste, a tilápia ainda está entre as proteínas com menor variação de preço no período. Outras carnes populares, como bovina e de frango, registraram aumentos superiores a 20%, tornando o pescado uma opção relativamente mais acessível para os consumidores.

O Paraná é o maior produtor de tilápia do Brasil, e a Quaresma costuma impulsionar a demanda por pescados, influenciando os preços no mercado.





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colheita acelera e mercado registra queda



Preço do arroz apresentou uma leve queda no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

O boletim da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (27), aponta avanço na colheita do arroz no Rio Grande do Sul, especialmente na Fronteira Oeste. Na região administrativa de Bagé, 9% da área cultivada já foi colhida. Em Itaqui, os trabalhos estão adiantados, com 20% dos 67 mil hectares colhidos. Já em São Borja, a colheita atinge 15% dos 33.965 hectares cultivados. No geral, 33% das lavouras da região ainda estão em enchimento de grãos, enquanto 31% encontram-se em maturação.

Na Região da Campanha, a colheita ainda está no início, com 33% das lavouras em floração e 45% em enchimento de grãos. Já na Região de Pelotas, a maior parte da cultura segue em desenvolvimento: 55% das áreas estão na fase de granação, 35% em floração e 10% maduras e prontas para a colheita. Produtores da região realizam manutenção em estradas e equipamentos para garantir o escoamento da produção.

A Região de Santa Maria registrou redução na área plantada devido aos estragos causados pela enchente de maio de 2025, que comprometeu a estrutura de irrigação e contenção. A colheita já foi realizada em 5% da área, enquanto 26% das lavouras estão em maturação e 50% em enchimento de grãos.

Apesar do avanço na colheita, o preço do arroz apresentou uma leve queda no mercado. Segundo levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o valor médio da saca de 50 quilos registrou redução de 2,15% na última semana, passando de R$ 96,93 para R$ 94,85.





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hora de proteger o solo


Com a colheita da soja concluída, o momento é propício para planejar a cobertura do solo, uma prática essencial para garantir a sustentabilidade do sistema produtivo. Segundo Gessí Ceccon, analista e engenheiro agrônomo da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), a cobertura do solo não apenas protege contra a erosão, mas também melhora as condições físicas do solo, favorecendo a produtividade futura. “A soja no verão tem um alto valor econômico, e por isso é a cultura predominante. No entanto, após sua colheita, precisamos focar em melhorar as condições do solo”, explica Ceccon.

O milho desponta como a principal espécie para sustentar o sistema de plantio direto, pois possui um sistema radicular agressivo que auxilia na descompactação do solo. “O milho, apesar do foco na produtividade de grãos, tem um papel fundamental na melhoria estrutural do solo. Suas raízes crescem profundamente, aproveitando a umidade residual e criando poros para infiltração da água”, destaca o engenheiro.

Outro ponto essencial é a consorciação do milho com a braquiária, estratégia que a Embrapa vem pesquisando há 20 anos. As raízes de milho produzem poros maiores e as raízes de braquiária poros menores, ambos importantes para a infiltração e armazenamento de água no solo. Apesar de algumas dificuldades técnicas no manejo da população de plantas e no uso de herbicidas no consórcio, a técnica tem se mostrado eficaz. “A braquiária começa a se destacar quando o milho atinge a fase de maturidade, proporcionando uma cobertura uniforme e protegendo o solo contra a erosão e a perda de umidade”, pontua Ceccon.

A cobertura do solo com a braquiária também auxilia na fixação da palha, evitando que ventos fortes a desloquem, mantendo assim a proteção da superfície do solo. Após o período adequado para o plantio do milho, entra em cena a cobertura com plantas como a braquiária consorciada com leguminosas, sendo a mais indicada a crotalária ochroleuca. “A crotalária, diferente do milho e da braquiária, tem raiz pivotante que cresce profundamente, contribuindo para um perfil de solo mais estruturado”, explica Ceccon.

O manejo adequado também passa pelo momento correto de intervenção. Segundo Ceccon, um manejo na braquiária em junho é essencial para reiniciar a produção de massa e garantir qualidade na cobertura do solo. “Plantar braquiária solteira é coisa do passado. Sempre que possível, devemos associá-la a uma leguminosa para melhorar a qualidade da cobertura”, enfatiza. A adoção dessas estratégias permite que a soja seja semeada mais próxima da dessecação, garantindo melhor condição física do solo e maior eficiência produtiva da soja. “Cada detalhe faz diferença na produtividade e na sustentabilidade do sistema produtivo”, conclui Ceccon.





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