sexta-feira, abril 3, 2026

Política & Agro

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Antracnose no feijão pode causar perdas totais na lavoura



Doença no feijão prejudica colheita e afeta mercado agrícola


Foto: Ibrafe

A engenheira agrônoma Gressa Chinelato alerta para os impactos da antracnose no feijão, doença causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum. Em artigo publicado no Blog da Aegro, a especialista destaca que a enfermidade ocorre principalmente em regiões de temperatura moderada e alta umidade, podendo levar a perdas totais em variedades suscetíveis.

“A necrose nas nervuras é um sintoma bastante característico da doença”, afirma Chinelato. Além disso, as lesões surgem, sobretudo, na parte inferior das folhas, apresentando coloração avermelhada a marrom. Nas vagens, aparecem lesões circulares e deprimidas, com bordas mais escuras. Quando atinge os grãos, a doença pode comprometer sua comercialização.

O fungo sobrevive em sementes, restos culturais e hospedeiros alternativos, o que exige um manejo rigoroso para evitar sua disseminação. Entre as medidas recomendadas estão o uso de sementes sadias e certificadas, a rotação de culturas com gramíneas não hospedeiras e a eliminação de restos culturais. “O plantio de variedades resistentes e o controle químico com fungicidas específicos para feijão também são estratégias importantes”, ressalta a engenheira agrônoma.





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Açúcar e etanol iniciam semana em queda no mercado internacional


De acordo com a análise do União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar registraram queda no início da semana nas bolsas internacionais, pressionados pela valorização do dólar. Na ICE Futures, em Nova York, todos os lotes do açúcar bruto encerraram a segunda-feira (24) desvalorizados.

O contrato para maio/25 foi negociado a 19,26 centavos de dólar por libra-peso, queda de 46 pontos em relação à sessão anterior. Já o contrato para julho/25 recuou 43 pontos, sendo contratado a 18,96 cts/lb. Os demais vencimentos registraram perdas entre 17 e 40 pontos.

No mercado europeu, o açúcar branco também fechou em baixa na ICE Futures Europe, em Londres. O contrato para maio/25 foi negociado a US$ 542,40 a tonelada, com recuo de US$ 10 em relação à sexta-feira. O vencimento para agosto/25 caiu US$ 8,60, sendo cotado a US$ 530,60 a tonelada. Os demais contratos registraram perdas entre US$ 4,20 e US$ 7,70.

No mercado interno, o açúcar cristal também iniciou a semana em queda. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 138,01, valor inferior aos R$ 139,14 registrados na sexta-feira, representando uma retração de 0,81%.

O etanol hidratado seguiu a mesma tendência. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2.844,50 por metro cúbico, queda de 0,39% em relação aos R$ 2.855,50 registrados na sexta-feira.





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Maturação do tabaco é impactada por clima quente e seco



Produtores aceleram comercialização da safra de tabaco




Foto: Pixabay

No Rio Grande do Sul, a colheita do tabaco avança com 96% da área já colhida na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (20), a produtividade média é de 2.350 kg/ha de folhas secas. O clima quente e seco tem acelerado a maturação das folhas, o que pode afetar o planejamento da secagem nas estufas.

Os produtores intensificaram a comercialização da safra e estão negociando reajustes nos preços. “Os valores praticados variam entre R$ 300,00 e R$ 350,00 por arroba”, aponta o informativo. Com isso, as cargas estão sendo enviadas rapidamente para as empresas compradoras.

Na região de Santa Rosa, os principais municípios produtores estão próximos ao Rio Uruguai, onde houve um leve aumento na área plantada. Os trabalhos de classificação e envio da produção seguem em andamento, com o tabaco sendo negociado a R$ 18,00/kg, segundo os produtores. As primeiras vendas já começaram.

Em Soledade, a colheita continua em lavouras de plantio tardio. A produção está armazenada nos galpões, aguardando uma definição sobre preços. “A safra é considerada superior às anteriores, impulsionada pela boa cotação em 2024 e mantendo os padrões de qualidade das folhas”, informa a Emater/RS-Ascar.





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Exportações agropecuárias crescem 65,4% na Bahia


A agropecuária da Bahia registrou um crescimento de 25,6% nos últimos dez anos e manteve sua expansão em 2024. Segundo relatório da Secretaria de Agricultura (Seagri), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estadual alcançou R$ 55,4 bilhões no ano passado.

A soja consolidou-se como o principal produto do setor, com alta de 59% na última década e avanço de 8% em 2024. Outras culturas também registraram crescimento expressivo, como cacau (168%), laranja (83%) e café (62%).

A Seagri atribui o desempenho à ampliação das áreas de cultivo e às oscilações positivas dos preços agrícolas. O setor representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano.

Para a safra 2024/25, a projeção é de 3,9 milhões de hectares cultivados com grãos, um aumento de 4,5% em relação ao ciclo anterior. A expectativa de produção é de 13,7 milhões de toneladas, sendo 60,8% de soja, 18,1% de milho e 13,4% de algodão, além de sorgo, feijão, mamona e trigo. Parte da produção é destinada ao consumo interno e ao mercado internacional.

As exportações do estado também cresceram nos últimos cinco anos. Em 2020, a Bahia exportou US$ 4,05 bilhões em produtos agropecuários. Em 2024, o volume atingiu US$ 6,71 bilhões, um avanço de 65,4%. A soja liderou as exportações, com alta de 73,5% no período.

Entre os destaques da safra atual estão o café e o cacau. A Bahia, quarto maior produtor nacional de café, deve aumentar sua produção em 11,3% em 2025, atingindo 3,4 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estado também se fortalece como produtor de cafés especiais, conquistando reconhecimento internacional.

No segmento do cacau, a Bahia retomou a liderança nacional em 2024, superando o Pará. Em 2023, foram produzidas 139.011 toneladas de amêndoas de cacau, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O oeste do estado tem se destacado como nova fronteira agrícola para o cultivo, com potencial para dobrar a safra nacional até 2030.





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Polícia Civil apreende tratores avariados por enchentes no RS que estavam à…


A ação foi realizada após denúncia de que os tratores haviam sido vendidos por uma seguradora para empresas, com a finalidade de retirar peças e não para revenda em condições normais de uso

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreendeu quatro tratores que estavam sendo comercializados de maneira irregular, no bairro São Cristóvão, em Cascavel, na tarde desta sexta-feira (14). Os veículos haviam sido avariados nas enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul.

A ação foi realizada após denúncia de que os tratores haviam sido vendidos por uma seguradora para empresas, com a finalidade de retirar peças e não para revenda em condições normais de uso. 

De acordo com a delegada Thais Regina Zanatta, a investigação revelou que um quinto trator já havia sido vendido anteriormente. O preço de mercado de tratores desse tipo varia de R$ 500 mil a R$ 600 mil, entretanto, haviam sido adquiridos por R$ 14 mil cada. 

“Apesar da restrição judicial, os tratores estavam sendo revendidos por cerca de R$ 430 mil, representando lucro de aproximadamente 3.000%. Durante a operação, os policiais encontraram tratores com placas indicando que seriam ‘zero km’, embora tivessem histórico de danos”, explica. 

NEGOCIADO – Ao menos um trator já havia sido negociado em janeiro deste ano. Os tratores apreendidos foram encaminhados à delegacia e permanecerão à disposição da Justiça.

“A PCPR alerta que a comercialização irregular de bens sinistrados pode configurar crimes contra o consumidor, estelionato e descumprimento de decisão judicial”, completa a delegada. 

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e verificar o destino de outros tratores que possam ter sido vendidos de forma indevida. 

DENÚNCIAS – A população ainda pode contribuir com investigações que estejam em andamento. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver em curso, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

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Custo de produção do algodão em Mato Grosso aumenta 11,99%



Custo operacional efetivo (COE) também registrou alta




Foto: Canva

O custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 apresentou aumento, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com o relatório do Projeto Campo Futuro da Cadeia Produtiva do algodão (CPA-MT), em fevereiro de 2025, o custo ponderado não mostrou grandes variações mensais, mas acumulou uma elevação de 11,99% em relação à safra anterior, alcançando R$ 10.740,02 por hectare.

Entre os principais fatores que impactaram esse aumento está o crescimento de 5,36% nas despesas de classificação e beneficiamento, que atingiram R$ 1.536,89 por hectare. O custo operacional efetivo (COE) também registrou alta, sendo projetado em R$ 15.230,98 por hectare — um acréscimo de 0,68% em relação a janeiro de 2025 e o maior valor desde a safra 2022/23.

Para que o produtor consiga cobrir o COE, o preço mínimo de venda da produção deve ser de R$ 128,95 por arroba. No entanto, com o preço médio ponderado de comercialização da safra 2025/26 situado em R$ 138,39 por arroba até fevereiro de 2025, os cotonicultores têm conseguido cobrir seus custos até o momento. Mesmo assim, o Imea alerta para a importância de acompanhar o comportamento do mercado, a fim de identificar as melhores oportunidades de negócio.

Com a elevação dos custos de produção, o cenário exige atenção redobrada dos produtores de algodão em Mato Grosso, que devem ficar atentos às oscilações do mercado para garantir rentabilidade na safra 2025/26.





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Previsão de clima ameno anima produtores de hortaliças



Estresse hídrico afeta cultivos de alface e rúcula




Foto: Seane Lennon

A produção de folhosas no Rio Grande do Sul tem sido afetada pelas variações climáticas. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (20) pela Emater/RS-Ascar, enquanto algumas regiões registram desenvolvimento favorável, outras enfrentam desafios com altas temperaturas e déficit hídrico.

Na região administrativa de Soledade, as temperaturas mais amenas favoreceram o crescimento da alface. No entanto, o tempo seco exigiu maior controle de tripes, praga que se proliferou devido às condições climáticas.

Em Passo Fundo, o cenário é diferente. O calor intenso e as chuvas irregulares prejudicaram o desenvolvimento de alface, rúcula, radiche, agrião e couve-folha. A falta de umidade tem comprometido o crescimento dessas culturas.

Na região de Santa Rosa, o estresse hídrico continua afetando os cultivos de folhosas. Em sistemas hidropônicos, a elevação da temperatura da solução nutritiva exigiu a adição de gelo para proteger as raízes. Embora haja disponibilidade de água, o calor excessivo e a forte radiação solar provocaram o murchamento das plantas. Com a previsão de temperaturas mais amenas, produtores planejam retomar o plantio para garantir a oferta dessas hortaliças no próximo mês.





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São Paulo registra alta na cotação das fêmeas



Exportações de carne bovina in natura seguem em alta




Foto: Canva

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, a cotação das fêmeas registrou alta em São Paulo devido à redução da oferta e escalas de abate mais curtas, que, em média, estão em sete dias úteis. Com isso, os preços subiram R$ 2,00 por arroba, enquanto o boi gordo manteve estabilidade.

No oeste do Maranhão, a escassez de oferta também pressionou as cotações para cima, com todas as categorias registrando valorização de R$ 2,00 por arroba. A escala de abate, em média, foi reduzida para cinco dias.

No Espírito Santo, a retenção da boiada por parte dos vendedores, que aguardam preços mais altos, contribuiu para a elevação da arroba do boi gordo em R$ 2,00. No sudeste de Rondônia, as escalas de abate encurtaram para cerca de sete dias.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura seguem em alta. Até a terceira semana de março, foram embarcadas 163,3 mil toneladas, com média diária de 12,6 mil toneladas, um crescimento de 51,1% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio da tonelada subiu 7,8% na comparação anual.





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Expansão do biodiesel impulsiona setor de soja



Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística



Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística
Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística – Foto: Divulgação

O Rabobank, por meio da analista setorial de grãos e oleaginosas Marcela Marini, destacou em seu relatório a crescente participação do biodiesel na matriz energética brasileira e seus impactos no setor de soja. Desde 2008, a mistura de biodiesel no diesel aumentou de 2% para 14% em 2024, impulsionando a produção local. Com a legislação sancionada em outubro de 2024, que prevê um aumento anual de 1% na mistura até atingir 20% em 2030, a necessidade de esmagamento adicional de soja se torna evidente para suprir a demanda por óleo vegetal.  

Esse crescimento na capacidade de esmagamento será sustentado pela maior demanda por óleo de soja, mas trará desafios ao mercado de farelo de soja. Com o aumento da oferta, os preços do farelo devem sofrer pressão de queda, tornando essencial a atração de compradores exportadores. Ainda assim, o óleo de soja deverá ganhar relevância na composição das margens de esmagamento, tornando-se um fator estratégico para o setor.  

A RaboResearch projeta que a produção brasileira de soja pode alcançar 185 milhões de toneladas métricas até 2030, garantindo suprimentos suficientes para atender à demanda interna crescente. Além disso, fatores externos, como a possível redução das importações chinesas e as restrições impostas pela Regulamentação Europeia de Desmatamento (EUDR), podem limitar o crescimento das exportações do complexo de soja, aumentando a importância do mercado doméstico.  

Outro desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística, cuja falta de investimentos pode restringir a capacidade de escoamento para exportação. Diante desse cenário, a demanda interna mais forte ajudaria a equilibrar o setor. Para viabilizar essa expansão, será essencial a continuidade das políticas governamentais de incentivo e o engajamento do setor privado, reduzindo os riscos para investimentos adicionais na capacidade de esmagamento.

 





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Fundecitrus participa de curso de habilitação de técnicos para a emissão de Certificado Fitossanitário (CFO/CFOC)


O Fundecitrus participou, na última semana, da 65ª edição do Curso de Habilitação de Responsáveis Técnicos para Emissão de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC), em Campinas (SP).

O treinamento foi promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), e com o Instituto Biológico (IB). O curso, que é direcionado para credenciar engenheiros-agrônomos e florestais, aborda as normas de certificação fitossanitária de origem e de origem consolidada, trânsito de plantas ou de produtos vegetais, legislações sobre o Sistema de Mitigação de Risco (SMR), cancro cítrico e greening, além das pragas de requisito de exportação e normas para atendimento a diretiva europeia. 

A programação do curso contou com diversas palestras que trataram desde orientações gerais sobre as normas de certificação até orientações específicas sobre pragas quarentenárias presentes (PQP’s) e pragas de interesse de países importadores, com foco na cadeia produtiva de citros.

O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto abordou, em sua palestra, a identificação e controle do greening. “Essa troca de conhecimento com os técnicos é muito importante, pois são eles que vão levar a informação aos produtores de citros de forma assertiva e conscientizá-los da gravidade da doença. Conhecê-la bem ajuda a mitigar os riscos e impactos na citricultura”, explica.  

Já a palestra da engenheira-agrônoma do Fundecitrus Jaqueline Della Vechia tratou sobre a gravidade do cancro cítrico, doença que pode gerar grandes prejuízos ao citricultor. “As lesões de cancro cítrico depreciam a qualidade dos frutos para o mercado in natura e restringem a comercialização da produção.  Devido às cargas com frutos contaminados com cancro cítrico enviadas à Europa, o Brasil aumentou a fiscalização. Por isso, é essencial que os profissionais estejam capacitados para identificarem a doença”, afirma. 

O Certificado Fitossanitário de Origem é uma ferramenta utilizada para evitar a entrada de pragas e doenças que possam impactar o meio ambiente e a economia em locais que não registraram suas ocorrências ou que já comprovaram estar livres e com suas disseminações controladas.

Cerca de 40 técnicos participaram do treinamento.





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