segunda-feira, março 30, 2026

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Corteva Agriscience apresenta inovações para maximizar a produtividade dos cultivos de cana-de-açúcar e citros na Agrishow 2025


A Corteva Agriscience integra a 30ª edição da Agrishow, a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, realizada entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP). No evento, os agricultores poderão ver de perto as principais inovações da empresa para as culturas da cana-de-açúcar e citros, pesquisadas e desenvolvidas nos últimos anos para ajudar a maximizar a produção e a proteção dos produtores rurais. O espaço da Corteva fica no Shopping Rural Coopercitrus para atender todos os visitantes e cooperados da entidade.

Com o início da safra 2025/26 de cana-de-açúcar, o produtor deve estar preparado para os desafios diários do canavial. Para auxiliá-los, o Time de Especialistas da Linha Cana da Corteva estará no evento tirando dúvidas e apresentando o portfólio em evolução e cada vez mais robusto e inovador, composto por herbicidas, inseticidas, fungicidas, maturador e inibidor de florescimento e isoporização.

Entre os lançamentos da Corteva na Agrishow 2025, o Linear®, herbicida para o manejo das principais plantas daninhas de folhas largas e de difícil controle, como Mamona (Ricinus communis) e Mucuna (Mucuna pruriens). A nova solução da Corteva, molécula inédita para a cultura da cana-de-açúcar, pesquisada e desenvolvida ao longo de anos para auxiliar os produtores no controle das invasoras que impactam a produtividade e rentabilidade do canavial, é altamente seletiva e flexível. Linear® pode ser aplicado o ano todo e em todas as fases da cultura, e é em pré-emergência das plantas daninhas onde ele se destaca, pois possui características que promovem controle superior e surpreendente, sendo que não podemos deixar de destacar sua performance e benefício adicional em pós-emergência para um amplo espectro de invasoras. Sua flexibilidade faz com que possa ser aplicado o ano todo em todas as modalidades de aplicação (costal, tratorizada, aérea via aeronaves de aplicação e drones).

No manejo das invasoras no canavial, a Corteva também conta com Coact®, herbicida seletivo que pode ser aplicado em cana-planta e cana-soca, em pré e pós-emergência da cultura, garantindo grande flexibilidade de uso. Outro destaque da solução é o seu longo residual, mesmo com aplicação em temporada úmida ou seca, Coact® é eficiente no manejo de folhas largas como o complexo de cordas-de-viola e em folhas estreitas como Digitarias.

Outra inovação da Linha Cana é o controle da broca da cana: o Revolux®. O inseticida possui a tecnologia Jemvelva Active TM, atuando com dois modos de ação diferenciados para uma proteção prolongada da cana, com seletividade aos inimigos naturais, e tornando-se uma referência em solução para o manejo integrado de pragas (MIP) ao permitir rotacionar grupos químicos dentro da estratégia do manejo de resistência. Revolux® atua na redução inicial da praga devido a sua rápida velocidade de ação sobre as lagartas, sendo uma de suas características exclusivas, sua ação ovicida.

Ferramentas para o controle do inseto transmissor do greening

Na Agrishow, a Linha Citrus da Corteva apresenta suas inovações em inseticidas, fungicidas e herbicidas, em constante crescimento com o objetivo de entregar soluções diferenciadas para o agricultor. O destaque para o evento são as suas ferramentas tecnologias para o manejo da principal praga que impacta os citricultores: o psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor da bactéria Candidatus Liberibacter spp., que causa o greening, os inseticidas Delegate® e Verter® SC. Os produtos pertencem aos grupos químicos das espinosinas e sulfoxaminas, que são mais eficientes no controle da praga, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), com base no estudo do Laboratório de Resistência de Artrópodes da Esalq/USP, realizado em quatro microrregiões do cinturão citrícola do Estado de São Paulo, do Triângulo e do Sudoeste Mineiro, divulgado pela plataforma Avalia Greening, que disponibiliza, gratuitamente, os resultados de eficácia de produtos comerciais e tratamentos lançados para a mitigação dos danos e sintomas provocados pelo greening em pomares comerciais.

Delegate® controla o psilídeo e o bicho-furão (Gymnandrosoma aurantianum). Hoje, o produto está registrado para mais de 70 culturas e é reconhecido como uma das tecnologias mais inovadoras e sustentáveis do mundo, tendo conquistado o prêmio de química verde, chancelado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). O inseticida possui modo de ação único no mercado, composto pela molécula Jemvelva™ Active, exclusiva da Corteva, e apresenta alto poder de choque, amplo espectro de controle, efeito residual prolongado, seletividade e menor intervalo de segurança, podendo ser colhido um dia após a aplicação. Já o inseticida Verter® SC possui registro para o controle do psilídio e do pulgão e é o único com tecnologia para o controle de Cochonilha Escama farinha (Unaspis citri). Com ação sistêmica e translaminar, o produto tem alto poder de choque e residual, gerando resultados imediatos nas populações de pragas.





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Paridade de exportação do milho sobe 8% em Mato Grosso



Exportação de milho ganha força em abril




Foto: Divulgação

A média da paridade de exportação do milho em Mato Grosso apresentou alta de 8,05% na primeira quinzena de abril, em comparação ao mesmo período de março, conforme apontou a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (21). O cálculo, baseado no contrato com vencimento em julho de 2025, alcançou R$ 49,12 por saca.

Segundo o Imea, o principal fator que impulsionou a elevação foi o aumento de 35,78% nos prêmios pagos no porto de Santos. “Na primeira quinzena de abril, os prêmios ficaram, em média, em US$ 0,75 por bushel”, informou o instituto. Além disso, as cotações na bolsa de Chicago (CME Group) também influenciaram o resultado, com alta de 1,84% no período.

Na comparação anual, a paridade registrada neste ano está 52,55% acima do valor observado na primeira quinzena de abril de 2024. Na ocasião, a média foi de R$ 32,20 por saca, com base no contrato de julho daquele ano.

“A valorização dos prêmios no porto de Santos, que subiram 53,27%, somada à elevação de 16,01% no dólar, explicam grande parte desse avanço anual”, afirmou o Imea.





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Massey Ferguson une arte e agricultura com pintura ao vivo de colheitadeira na Agrishow 2025



A obra, intitulada “Agricultor”, é uma homenagem aos produtores


Foto: Divulgação

 A Massey Ferguson, referência no mercado agrícola brasileiro, levará para a Agrishow 2025, realizada em Ribeirão Preto (SP) de 28 de abril a 2 de maio, uma iniciativa que integra arte e tecnologia no campo. Durante o evento, os visitantes poderão acompanhar ao vivo a pintura de uma colheitadeira modelo MF 6690 HD pela artista Jaque Vieira, conhecida por suas obras que celebram a identidade brasileira por meio de cores e formas vibrantes.

A obra, intitulada “Agricultor”, é uma homenagem aos produtores rurais que, com dedicação e o apoio da tecnologia, impulsionam o agronegócio e o desenvolvimento do país. A ação reforça o compromisso da Massey Ferguson em conectar tradição, inovação e criatividade, destacando a relevância do setor agrícola.

“Unir arte e agricultura é uma forma de valorizar o trabalho do homem do campo. A arte tem o poder de contar histórias e, nesse caso, ela representa a força do agricultor e a essência do agro brasileiro”, afirma Kellen Bormann, diretora de Vendas da Massey Ferguson.

A pintura será realizada no estande da marca durante os dias de feira, oferecendo aos visitantes a oportunidade de interagir com a artista e acompanhar cada etapa da criação.

 





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Silo-bolsa ganha espaço como solução para déficit de armazenagem no Brasil


Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de grãos 2024/2025 está estimada em 330,3 milhões de toneladas, o maior volume já registrado na série histórica. O Brasil enfrenta um desafio logístico com a capacidade estática de armazenagem atual é de apenas 211 milhões de toneladas. Neste cenário, o silo-bolsa tem se consolidado como alternativa viável para suprir parte desse déficit. 

A Pacifil Brasil afirma ter capacidade para fabricar 400 mil unidades de silo-bolsa por ano. O volume seria suficiente para armazenar até 80 milhões de toneladas de grãos, o que equivale a cerca de 70% da atual lacuna na estocagem. “Com as supersafras no país, os silos-bolsa são alternativas práticas, eficientes e de baixo custo para atender a evolução da produtividade no campo”, afirma Gustavo Bazzano, diretor comercial da empresa.

Fabricado com polietileno (PE), o silo-bolsa é um túnel flexível que pode armazenar de 90 a 400 toneladas de grãos diretamente no campo. A matéria-prima é fornecida pela Braskem, que colabora com a Pacifil no desenvolvimento de novas formulações e resinas termoplásticas para aprimorar o desempenho do material. Com inibidores de raios UV, o silo-bolsa pode durar até 24 meses exposto ao tempo. Entre outras vantagens, otimiza o armazenamento das colheitas, exige um baixo investimento na aquisição e baixo custo operacional, mantém a qualidade e a integridade dos grãos e da silagem e resiste a condições climáticas adversas. 

A adesão ao silo-bolsa tem sido mais intensa por produtores de soja e milho do Centro-Oeste do país, em estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia, onde a produção de grãos é elevada. No Rio Grande do Sul, apesar da expressiva capacidade de armazenagem estática de 32,7 milhões de toneladas, o uso também tem crescido.

Além da armazenagem de grãos, a utilização dos silos-bolsa para silagem também vem ganhando força, especialmente entre produtores com confinamento de gado. “Os silos-bolsa podem ficar posicionados perto das áreas de confinamento, facilitando muito o manejo de alimentação dos animais”, explica Bazzano. Segundo ele, a preservação da qualidade nutricional da silagem e a redução de perdas em comparação ao silo-trincheira também contribuem para essa tendência.





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Pilar financeiro e novos modelos de negócio da BASF Soluções para Agricultura avançam com anúncio de novo líder


Para continuar avançando no foco no cliente, sofisticar modelos de negócios e ofertas de alternativas para financiamento da produção agrícola brasileira, a BASF Soluções para Agricultura anuncia a chegada do seu novo Head de Operações de Negócios. O executivo Eduardo Gradiz Filho é economista formado pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), com pós-graduação em Finanças pelo Insper, MBA pelo IESE Business School e graduação em Gestão Geral pela Harvard Business School.

Após 12 anos como executivo em multinacionais, Gradiz co-fundou uma plataforma de marketplace de agritech e de uma holding de investimentos focada em bens de consumo de movimento rápido (FMCG) e agronegócio, além de ter passagem pelo setor de private equity, em que aprofundou suas habilidades estratégicas e de investimento. 

Na BASF, ele liderará as áreas de controladoria, finanças, operações estruturadas, barter e processos internos. “Quero trazer a cultura empreendedora cada vez mais para dentro da BASF e, assim, fomentar a ambição de uma organização mais ágil, flexível e orientada ao produtor, fortalecendo a BASF como a plataforma de soluções mais completa do mercado”, afirma o novo líder.

As modalidades de financiamento como os diversos tipos de barter, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e o Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro) vêm crescendo cada vez mais no mercado, e a BASF tem seguido essa tendência. Em 2024, de todo o montante das vendas realizadas no Brasil, 43% dos negócios fechados pela BASF foram através dessas alternativas. 

“Temos uma área de operações de negócio com uma base muito sólida e agora, queremos avançar com o nível de sofisticação que o mercado exige. Estamos muito felizes com a vinda do Eduardo, em um momento muito importante e estratégico, onde sua experiência em trading, operações financeiras, novos modelos de negócio, liderança e empreendedorismo irá contribuir para nós e para nossos clientes e parceiros”, afirma Marcelo Batistela, vice-presidente da BASF Soluções para Agricultura no Brasil.

Mudanças no Mato Grosso

A chegada de Eduardo Gradiz Filho faz parte do movimento de José Roberto Louzado Junior, que assumiu a Diretoria de Vendas do Mato Grosso. Junior desempenhou várias funções na BASF nos últimos 18 anos, passando por commodities, vendas, marketing e por último, liderando a área de Operações de Negócio, e levará este conhecimento para a área de vendas nesta geografia importante do agronegócio brasileiro. 





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Mercado de milho pouco movimentado


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, as indústrias estão com dificuldades de obter ofertas nos preços indicados, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os preços têm variado entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca para entregas previstas para abril e maio, com as seguintes médias regionais: R$ 75,00 em Santa Rosa, Ijuí e Seberi; R$ 76,00 em Não-Me-Toque; R$ 77,00 em Marau, Gaurama e Montenegro; e R$ 78,00 a R$ 78,50 em Arroio do Meio e Lajeado. No entanto, os vendedores continuam pedindo preços dentro dessa faixa, variando de R$ 75,00 a R$ 80,00 no interior do estado para as entregas no período mencionado. Os preços da pedra se mantiveram em R$ 67,00 por saca em Panambi”, comenta.

O mercado segue estagnado, com preços sem grandes variações em Santa Catarina. “No Planalto Norte, vendedores pedem R$ 82,00 por saca, enquanto compradores oferecem no máximo R$ 79,00, o que dificulta a concretização dos negócios. Em Campos Novos, a situação é ainda mais travada, com pedidas entre R$ 83,00 e R$ 85,00, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 79,00 a R$ 80,00 com entrega CIF. Nas regiões da Serra e dos Planaltos, a colheita segue avançando com produtividades acima do esperado”, completa a 

consultoria.

O Paraná tem prioridade na soja, enquanto o mercado do milho segue pouco movimentado. “O mercado de milho no Paraná, assim como em Santa Catarina, segue com pouca movimentação, reflexo do foco dos produtores na reta final da colheita da soja. Os preços apresentaram leve recuo em relação à semana anterior. Nos Campos Gerais, o valor de referência para retirada imediata em março, com pagamento até o fim do mês, segue em torno de R$ 76,00 por saca FOB. Para entregas em abril, com pagamento no início de maio, o preço gira em torno de R$ 80,00 por saca CIF fábrica, faixa também adotada pelos vendedores para negociações com retirada imediata”, indica.

Os preços do milho seguem em queda no Mato Grosso do Sul, com variações entre R$ 69 e R$ 74 no mercado spot e entre R$ 122 e R$ 125 para a segunda safra, pressionados pela proximidade da colheita. Nos portos, as cotações seguem firmes em R$ 138, com expectativa de reação do mercado com a entrada da nova safra a partir da segunda quinzena de abril.

 





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Preço do arroz atinge menor média desde 2022 e preocupa produtores no RS



Preço do arroz segue em queda: entenda os fatores que influenciam o mercado




Foto: USDA

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registra a 11ª semana consecutiva de queda nos preços, de acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Embora a desvalorização tenha sido mais leve nos últimos dias, o movimento de baixa se mantém constante desde o início de fevereiro.

Entre os dias 11 e 17 de abril, o Indicador CEPEA/IRGA-RS – que considera grãos com 58% inteiros e pagamento à vista – teve leve recuo de 0,26%, fechando a R$ 76,04 por saca de 50 kg na última quinta-feira (17). A média parcial de abril já é a mais baixa registrada desde outubro de 2022, sinalizando preocupação no setor produtivo.

A queda nas cotações reflete, entre outros fatores, a redução na liquidez observada durante a Semana Santa, devido ao feriado prolongado. Segundo os pesquisadores do Cepea, durante esse período, os produtores priorizaram os trabalhos de campo, que estão em fase final, apesar de algumas interrupções causadas por chuvas nas regiões produtoras do Sul do país.

Outro ponto relevante é a postura cautelosa dos compradores. Atacadistas e varejistas não demonstraram grande apetite de compra, o que freou a demanda por parte dos engenhos. Ainda que algumas unidades de beneficiamento indiquem necessidade de reposição de estoque, esse movimento não foi suficiente para alterar o ritmo de queda dos preços.

Com o avanço da colheita e a persistência da baixa demanda, o setor acompanha com atenção os próximos desdobramentos do mercado. A expectativa é de que, com a conclusão da safra, novos ajustes possam ocorrer tanto na oferta quanto nos preços praticados.





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mercado segue estável no Sul


Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do Brasil permanece com ritmo lento, com os moinhos demonstrando pouco interesse em novos negócios tanto para a safra atual quanto para a próxima. No Rio Grande do Sul, os preços locais permanecem em R$ 1.500 FOB, com o trigo branqueador cotado a R$ 1.600 FOB, mas sem demanda. 

Os moinhos estão “alongados” — ou seja, com estoques garantidos para esta safra — e ausentes das negociações futuras. O trigo importado tem sido negociado entre US$ 285 e US$ 290 FOB Rio Grande, acima do preço de compra anterior de US$ 259. Para a próxima safra, os preços futuros para entrega e pagamento em dezembro estão estáveis em R$ 1.360 sobre rodas no porto. Em Panambi, os preços pagos na pedra seguem em R$ 74,00 por saca.

Em Santa Catarina, o cenário também é de pouca movimentação, com negócios pontuais na safra atual entre R$ 1.400 e R$ 1.450 FOB, dependendo da qualidade. Não há ofertas nem demanda para a safra nova. Os preços pagos aos produtores subiram R$ 2/saca em Canoinhas, chegando a R$ 78,00. Em outras regiões, os preços permanecem estáveis: R$ 75,00 em Chapecó, R$ 79,00 em Joaçaba, R$ 80,00 em Rio do Sul e Xanxerê, e R$ 78,00 em São Miguel do Oeste.

No Paraná, o mercado mostra uma divisão entre moinhos já comprados e outros ainda compradores. Os preços variam entre R$ 1.600 CIF para pagamento curto e R$ 1.650 CIF com entrega em maio/junho e pagamento no fim de junho. Também ocorreram negócios FOB a R$ 1.600 com entrega imediata. A maioria dos vendedores pede R$ 1.700 CIF. Um negócio pontual foi fechado a R$ 1.480 FOB Gaúcho para o mercado paranaense. O trigo importado foi indicado a US$ 295,00 CIF Paranaguá.

O levantamento do Deral aponta que o preço médio da saca no estado subiu 0,45% na semana, para R$ 80,04. Apesar disso, a margem de lucro do triticultor caiu de 13,39% para 8,85%, refletindo o aumento no custo de produção, atualmente estimado em R$ 73,53. Ainda assim, o resultado continua positivo para os produtores.

 





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Mercado do feijão segue com vendas pontuais e preços pressionados pela oferta elevada



Projeções mais recentes da Conab indicam leve estabilidade na oferta nacional




Foto: Canva

O mercado brasileiro de feijão continua apresentando baixa liquidez e cotações pressionadas, mesmo para os grãos de alta qualidade. Segundo análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as negociações envolvendo feijão nota 9 ou superior seguiram pontuais ao longo da última semana. Produtores mantêm postura firme nos pedidos, sobretudo para os lotes de melhor padrão, mas a maior oferta e o ritmo lento de demanda continuam influenciando negativamente os preços.

De acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), até o dia 13 de abril, aproximadamente 79,2% da área plantada com feijão da primeira safra nacional já havia sido colhida. Esse avanço expressivo na colheita contribui para o aumento da disponibilidade interna do produto.

As projeções mais recentes da Conab indicam leve estabilidade na oferta nacional de feijão para 2025, com variação estimada em -0,9%. No entanto, é a primeira safra — atualmente em fase final de colheita — que deve sustentar o abastecimento nacional, já que as previsões para a segunda e terceira safras apontam produção inferior à do ciclo anterior.

O destaque entre as variedades fica por conta do feijão preto. A estimativa de crescimento anual de 20% na oferta desse tipo tem sido um fator determinante na pressão sobre os preços, mesmo diante da boa qualidade de parte dos lotes ofertados.

Com um cenário de ampla oferta e consumo retraído, os próximos movimentos do mercado devem seguir cautelosos, à espera de sinais mais claros da demanda nos canais atacadistas e varejistas.





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Custo da soja supera R$ 4 mil por hectare no Mato Grosso



Insumos mais caros elevam custo da soja no estado




Foto: Canva

O custo de produção da soja em Mato Grosso para a safra 2025/2026 foi projetado em R$ 4.118,61 por hectare. Segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (21), o valor representa um aumento de 3,75% em relação ao ciclo anterior.

De acordo com o projeto Centro de Pesquisas Agropecuárias de Mato Grosso (CPA-MT), a alta é consequência da valorização dos insumos. O impacto é percebido diretamente na relação de troca, especialmente para produtores que utilizam o modelo de barter — sistema em que parte da produção é trocada antecipadamente por insumos.

“A elevação dos custos e a necessidade de aquisição de produtos tornaram o cenário menos favorável para os sojicultores que optaram pelo barter”, informa o boletim do Imea. Os dados de março de 2025 mostram que, para adquirir uma tonelada de fertilizante Super Simples (SSP), o produtor precisaria entregar 24,98 sacas de soja. No caso do MAP (fosfato monoamônico), a exigência subia para 45,26 sacas por tonelada.

Em comparação com março de 2024, essas proporções aumentaram 29,97% para o SSP e 18,23% para o MAP. “Essa variação reduz o poder de compra dos agricultores frente aos insumos e compromete o planejamento financeiro de parte das propriedades”, afirma o relatório.

O documento ainda ressalta que uma parcela significativa dos produtores deve custear integralmente ou em parte a próxima safra por meio de operações de barter. A prática, embora comum, pode representar um desafio adicional no controle dos custos da atividade, diante das oscilações do mercado e da pressão sobre as margens de lucro.





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