domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Trigo de inverno dos EUA supera média de 5 anos



Safra de trigo avança com qualidade




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 39% da safra de trigo de inverno do país já foi semeada até o dia 4 de maio. O dado, divulgado nesta terça-feira (6) no boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, representa um atraso de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, mas está 6 pontos à frente da média dos últimos cinco anos.

O relatório também apontou que 51% da safra foi classificada como em boas a excelentes condições. O número supera em 2 pontos percentuais o registrado na semana anterior e está 1 ponto acima do índice observado no mesmo período do ano passado.

No Kansas, principal estado produtor de trigo de inverno, 47% das lavouras foram avaliadas como em boas a excelentes condições.





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Chuvas fora de época ameaçam trigo na Índia



Índia anunciou planos ambiciosos para triplicar sua capacidade de armazenamento



Em resposta, o governo indiano anunciou planos ambiciosos para triplicar sua capacidade de armazenamento
Em resposta, o governo indiano anunciou planos ambiciosos para triplicar sua capacidade de armazenamento – Foto: Agrolink

De acordo com dados oficiais divulgados pelo Times of India, cerca de 5,5 milhões de toneladas de trigo adquirido no estado de Punjab ainda não foram colhidas ou armazenadas adequadamente, o que representa aproximadamente 45% do volume total. O mau tempo, com chuvas fora de época, elevou a preocupação entre agricultores e comerciantes, diante da falta de infraestrutura moderna de armazenamento e do risco crescente de perdas por umidade.

Até o dia 4 de maio, cerca de 12,2 milhões de toneladas de trigo chegaram aos mercados de grãos da região. Deste total, o governo adquiriu 11,1 milhões de toneladas, enquanto o setor privado comprou outras 971 mil toneladas. No entanto, apenas 6,7 milhões de toneladas — cerca de 55% do total — foram efetivamente armazenadas. A taxa de retirada do produto dentro de até 72 horas após a aquisição atingiu 63%, apontando para um gargalo logístico preocupante.

A safra nacional de trigo da Índia, segundo relatório recente do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA, deve alcançar 113,2 milhões de toneladas no ano comercial 2024-25, cultivadas em 31,8 milhões de hectares. Como segundo maior produtor mundial de trigo, atrás apenas da China, a Índia enfrenta o desafio de garantir condições adequadas para conservar sua produção.

Em resposta, o governo indiano anunciou planos ambiciosos para triplicar sua capacidade de armazenamento de trigo, passando dos atuais 2,8 milhões para 9 milhões de toneladas em três anos, conforme informou o Financial Express. O projeto integra um investimento de US$ 15 bilhões para criar uma capacidade adicional de 70 milhões de toneladas de armazenamento nos próximos cinco anos, por meio da construção de milhares de armazéns e silos em todo o país. O objetivo é armazenar 100% da produção nacional de grãos, melhorando a eficiência da cadeia de suprimentos e evitando perdas provocadas por falhas logísticas e climáticas.

 





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Produção de café pode cair 4% em 2025


O brasileiro é apaixonado por café, que é uma das bebidas mais consumidas no país. Como segmento econômico, a cafeicultura desempenha papel importante na economia nacional. “O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, e a produção local é vital para equilibrar o suprimento global. Contudo, em anos de baixa bienalidade, como 2025, a plantação tem sido afetada pela restrição hídrica e pelas altas temperaturas durante a floração”, explica Vanessa Amorim, analista de mercado agro da Belgo Arames. Ela destaca que a bienalidade é um fenômeno natural do café, caracterizado pela alternância de altas e baixas produções. 

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a combinação de fatores climáticos desfavoráveis está impactando a produtividade do café. A estimativa para a produção nesta safra é de 51,8 milhões de sacas, o que representa redução superior a 4% em relação a 2024. Nesse contexto, para garantir a qualidade dos grãos, os produtores precisam estar atentos ao manejo do solo e aos tratos culturais. Uma das etapas mais importantes para a qualidade do café é o processo de secagem. “Se não realizado de maneira eficaz, esse processo pode prejudicar o produto final”, alerta a analista da Belgo Arames. 

Vanessa explica que a secagem pode ser feita de diferentes maneiras, como em terreiros ou secadores mecânicos. O terreiro suspenso tem se mostrado particularmente eficiente nesse processo. “Ao optar por esse método, o produtor utiliza uma estrutura de tela hexagonal com malhas finas sustentada por arames lisos esticados sobre pilares de cimento ou madeira. O terreiro suspenso permite que os grãos sequem lentamente, evitando o contato direto com o chão”, acrescenta. 

Esse método oferece uma secagem mais uniforme, o que reduz o risco de fermentações indesejadas e resulta em produto final mais “limpo”. Para atingir a excelência na produção, o terreiro suspenso deve ser projetado de forma personalizada para atender às necessidades específicas de cada propriedade. Os cafeicultores também devem prestar atenção à qualidade do arame e da tela utilizados. 

 “Nesse aspecto, a Belgo Arames tem muito a contribui com suas tecnologias avançadas, presente em todas as fases de produção do café, desde a produção do produto até no preparo final, com o arame de produção do coador de pano. Recomendamos o uso do arame ovalado Belgo ZZ-700 Bezinal, que se destaca pela sua alta resistência à corrosão”, afirma Vanessa Amorim. 

“Com a adoção de tecnologias mais eficientes, a cafeicultura mantém sua tradição e excelência. Os produtores fortalecem sua presença no mercado nacional e internacional, garantindo um café diferenciado e contribuindo para a sustentabilidade econômica e social do setor”, conclui a analista da Belgo Arames, empresa referência no mercado brasileiro de aço. 





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Sicredi Serrana intensifica apoio a 76 vinícolas na Wine South America


O enoturismo tem sido uma grande alavanca do desenvolvimento cultural e sócio-econômico da Serra Gaúcha porque movimenta diversos setores, fortalecendo a região com experiências enoturísticas que atraem milhares de visitantes todos os anos. Parceira do setor vitivinícola em diversas frentes, a Sicredi Serrana tem atuado lado a lado dos empreendimentos e rotas turísticas para fortalecer ainda mais uma vocação que se tornou o sustento de milhares de famílias e que vem desenvolvendo as comunidades, através da cooperação. Este ano, intensificando o apoio, a Sicredi Serrana está ajudando 76 vinícolas gaúchas e cinco associações de produtores, além de empresas no espaço do Sebrae, viabilizando a participação na Wine South America, que acontece de 6 a 8 de maio, em Bento Gonçalves. Quatorze destas empresas estão estreando na feira.

Mais do que movimentar a economia, o turismo cria oportunidades. Ele fortalece os empreendimentos presentes na cadeia, gera empregos e ajuda a manter famílias em suas comunidades de origem, além de promover o destino e o crescimento sustentável”, destaca Odair Dalagasperina, Diretor de Negócios da Sicredi Serrana, que desde 2018 já injetou mais de R$ 21 milhões em crédito na região da Serra Gaúcha.

O enoturismo, que une a cultura do vinho à gastronomia e à experiência, é um dos pilares estratégicos de atuação da Sicredi Serrana. Por meio de parcerias estruturais, programas de fidelidade, apoio à organização de roteiros, capacitações, sinalização turística e soluções financeiras, a cooperativa vem transformando a relação entre o turismo e o desenvolvimento local. “O turismo do vinho é o grande responsável por promover a nossa região, nossa gente, nossos atrativos. Cooperar com a comunidade, promovendo o desenvolvimento dos associados e da sociedade, através de um relacionamento próximo e de soluções financeiras personalizadas, é nosso grande propósito. Nestes 7 anos, cada vez mais perto de nossos associados, descobrimos lindas histórias e ajudamos a criar novos capítulos para que as futuras gerações deem continuidade a este legado”, destaca.

Ao participar da Wine South America os empreendimentos terão a oportunidade de abrir novos canais de venda, fortalecer parcerias já existentes e promover seus vinhos e espumantes, além de seus atrativos turísticos. Isso porque a feira, uma das mais importantes do setor da América Latina, reúne compradores nacionais e internacionais, importadores, distribuidores, atacadistas, varejistas, sommeliers e jornalistas especializados. Integrando roteiros enoturísticos, estas vinícolas fazem parte de diversas associações de produtores – Aprovale, Asprovinho, Altos Montes, Afavin e Aprobelo, contemplando oito municípios da Serra Gaúcha. A maioria delas é de pequeno porte e 14 estão vivendo esta experiência pela primeira vez com a expectativa de fazer novos contatos que gerem novos negócios.

A ação na Wine South America destaca não só a força da vitivinicultura regional, mas também a visão cooperativa da Sicredi Serrana, que mantém um compromisso global que beneficia mais de 20 rotas, além de entidades parceiras como o SEGH (Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria Região Uva e Vinho), Consevitis-RS (Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul), ABE (Associação Brasileira de Enologia) e ABS-RS (Associação Brasileira de Sommeliers). A Sicredi Serrana está presente em 28 municípios na Serra Gaúcha e Vale do Caí e na região metropolitana do Espírito Santo. São mais de 200 mil associados e 847 funcionários.

SICREDI SERRANA NA WINE SOUTH AMERICA

Associações e vinícolas beneficiadas

  • Aprovale – 08 (Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul)
  • Asprovinho – 05 (Pinto Bandeira)
  • Altos Montes – 16 (Flores da Cunha e Nova Pádua)
  • Afavin – 07 (Farroupilha)
  • Aprobelo – 06 (Monte Belo do Sul)

Outros espaços Área compartilhada om a Wine South America – 09 vinícolas

Espaço Vinhos Gaúchos do Sebrae – 25 vinícolas





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Produtores brasileiros de frutas participam de missão comercial à China


Entre os dias 12 e 19 de maio de 2025, a cidade de Xangai, na China, receberá uma comitiva de produtores brasileiros de frutas frescas durante a missão comercial do projeto Frutas do Brasil, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A ação faz parte das estratégias planejadas de prospecção e promoção de negócios no mercado asiático do referido projeto.

O principal objetivo da missão é ampliar e aprofundar o conhecimento sobre o mercado consumidor chinês, com foco especial nas cadeias do melão e da uva — frutas que já possuem autorização para exportação à China. O Brasil tem trabalhado ativamente para conquistar o mercado asiático, onde a China tem papel de destaque. Contudo, aquele mercado tem particularidades com relação às características dos produtos, das embalagens, da forma de negociar, das opções logísticas, entre outras, que precisam ser entendidas para o desenvolvimento de uma estratégia comercial que conquiste importadores e consumidores.

A missão à China inclui uma visita a SIAL CHINA 2025, feira internacional de alimentos muito importante que ocorre em Xangai, além de encontros com empresas importadoras, centros atacadistas de frutas na região, estabelecimentos de varejo e com empresários de vários elos dentro da cadeia de suprimentos do setor de frutas e derivados.

Conectando o campo brasileiro ao mundo

Hoje, o Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo e, apesar de estar na 24ª posição em exportação, o Brasil envia frutas para mais de 120 países. Em 2024, as exportações de frutas frescas brasileiras superaram US$ 1,2 bilhão, com destaque para melão, manga, limão, uva, mamão, melancia e abacate.

A missão à China representa um passo estratégico para consolidar o Brasil como fornecedor de frutas frescas e derivados para Ásia, conectando o campo brasileiro ao mundo com qualidade, sustentabilidade e inovação.





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Prorrogado prazo para submissão de trabalhos no CBSoja



Evento acontece entre 21 e 24 de julho




Foto: RRRufino/Arquivo Embrapa

O X Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e o Mercosoja 2025, a serem realizados de 21 a 24 de julho de 2025, em Campinas (SP), prorrogaram o prazo para a submissão trabalhos técnico-científicos para o dia  12 de maio. Os trabalhos serão recebidos na forma de resumos e a apresentação será em pôster, em sessão previamente definida na programação técnica do evento. O autor principal ou apresentador deverá estar presente no local, ao lado do seu pôster físico, para esclarecimento de dúvidas, em horário definido na programação. Serão aceitos trabalhos em português, espanhol ou inglês. Acesse o site cbsoja.com.br/resumos para conferir as normas.

CBSoja –  O Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) é um evento promovido pela Embrapa Soja, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária. Considerado o maior fórum técnico-científico da cadeia produtiva da soja na América do Sul, reúne renomados especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos ligados ao complexo soja, uma das maiores cadeias produtivas do agro brasileiro.

Com o tema, 100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã, a expectativa é reunir cerca de 2 mil congressistas, entre pesquisadores, profissionais do agronegócio, produtores e acadêmicos. Além de promover a discussão de grandes temas que envolvem a agregação de valor, a intensificação e a inclusão produtiva sustentável, o CBSoja será um momento para reunir a cadeia de valor da cultura da soja e facilitar a integração e o intercâmbio de conhecimentos.

SERVIÇO

EVENTO: X Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e Mercosoja 2025

DATA: 21 a 24 de julho

LOCAL: Campinas (SP)

Inscreva-se aqui: cbsoja.com.br





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Transporte de soja e milho segue aquecido na Bahia


O transporte de grãos na Bahia apresentou variação entre estabilidade e alta em abril, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O relatório aponta aumento no fluxo logístico da região Nordeste, conhecida como Sealba, impulsionado pela maior comercialização do milho. No Extremo Oeste, que integra o Matopiba, o movimento se manteve estável com o escoamento da soja para os portos.

Na praça de Irecê, os fretes permaneceram estáveis no atendimento ao transporte da mamona. Em Luís Eduardo Magalhães, o fluxo de soja continuou direcionado aos portos, equilibrado pela oferta de transportadores e garantido pelos fretes de retorno com fertilizantes. O transporte interno de milho também se manteve aquecido, reflexo da alta no preço do grão. “A frustração da safra no Centro-Norte da Bahia impulsionou a demanda por milho para atender pecuaristas e granjeiros”, informa o boletim.

Em Paripiranga, os fretes subiram para todos os destinos pesquisados. Segundo a Conab, a valorização do milho estimulou os produtores a comercializarem o estoque da safra passada, armazenado em silos bolsa. “A expectativa é que todo o milho estocado seja vendido, já que os produtores precisam dos recursos para custear o plantio da safra 2024/25”, destaca o relatório. A dificuldade de acesso ao crédito agrícola também pressiona os produtores a usarem capital próprio.

No mercado externo, os dados do Portal Comex Stat mostram queda de 4,9% nas exportações do complexo soja, milho e algodão em março, na comparação com fevereiro. A redução foi puxada pelas quedas no algodão e no milho, em meio à finalização dos estoques da safra passada, enquanto os preços da soja permaneceram estáveis.

A exportação de soja somou 493,3 mil toneladas em março, alta de 1,9% sobre fevereiro e de 13,4% em relação ao mesmo mês de 2024. “A valorização do dólar e a supersafra explicam o bom desempenho das exportações de soja”, informou o boletim. Cerca de 94% do volume exportado foi escoado pelo porto de Salvador e 6% pelo porto de São Luís.

Para o milho, o volume exportado foi de apenas 7 toneladas, todas pelo porto de São Luís. Já o algodão somou 34,4 mil toneladas exportadas, queda de 24% em relação a fevereiro e de 15% na comparação anual. Segundo a Conab, “a redução indica a diminuição dos estoques e a antecipação das vendas diante da alta do dólar”. Do total exportado de algodão, 78% saíram pelo porto de Santos, 18% pelo porto de Salvador e 4% por outros terminais.





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Pastagens apresentam boa oferta, mas clima afeta regiões


A disponibilidade de massa forrageira nas áreas de campo nativo e nas pastagens cultivadas do Rio Grande do Sul é considerada satisfatória, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar. As pastagens de inverno estão em fases de semeadura, germinação e perfilhamento, momentos indicados para a adubação nitrogenada.

Na região administrativa de Bagé, a área com forrageiras de inverno ainda é restrita. “Há poucos potreiros de aveia e trevo perenizado”, informou o boletim. A falta de chuvas em Alegrete e Manoel Viana interrompeu a semeadura de aveia e azevém.

Em Caxias do Sul, os campos nativos apresentaram bom desenvolvimento, mas estão perdendo qualidade com o fim do ciclo das forrageiras. Na região de Erechim, os produtores realizam sobressemeadura de variedades de inverno, tanto a lanço quanto em linha, conforme a topografia. No entanto, “há dificuldades de germinação e crescimento devido à ausência de chuvas nas áreas já semeadas”, destacou o relatório.

Em Frederico Westphalen, produtores enfrentam escassez de sementes de cereais de inverno, destinadas tanto ao pastejo quanto à produção de silagem. Na região de Ijuí, nos municípios de Derrubadas e Tenente Portela, o volume de chuvas foi suficiente para manter a umidade no solo. “As forrageiras anuais de inverno estão com crescimento adequado, o que já permite o início do pastejo”, observou a Emater.

No Passo Fundo, inicia-se o período de redução do crescimento natural das espécies forrageiras do campo nativo. “Os campos entram em fase de repouso e, em breve, os bovinos serão transferidos para as pastagens cultivadas”, informou o boletim.

Na região de Pelotas, as pastagens anuais de verão já foram encerradas na maioria das propriedades, enquanto as perenes ainda permitem o pastoreio. Em Porto Alegre, está em andamento a implantação das pastagens anuais de inverno, principalmente em áreas antes ocupadas por lavouras de verão.

Na região de Santa Rosa, a deficiência hídrica, mesmo que temporária, causa estresse fisiológico nas plantas jovens, reduzindo a taxa de expansão foliar, a fotossíntese e o desenvolvimento vegetativo. Já em Soledade, as pastagens perenes continuam oferecendo forragem, embora com crescimento limitado.





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Colheita do feijão avança, mas falta de chuva preocupa


A colheita da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul foi concluída, com produtividade média estimada em 1.838 quilos por hectare em uma área total de 49.901 hectares, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

A segunda safra apresentou avanço na colheita, passando de 20% para 23%, beneficiada pelas condições climáticas favoráveis, embora limitada pela quantidade de áreas maduras. A produtividade média está próxima de 1.300 quilos por hectare.

“O predomínio de tempo firme, a alta radiação solar e as temperaturas amenas durante as manhãs e noites favoreceram o desenvolvimento vegetativo da cultura”, informou o boletim. No entanto, a Emater alertou para a necessidade de chuvas para manter o potencial produtivo. “A prolongada ausência de precipitações vem reduzindo os níveis de umidade do solo”, destacou.

A umidade relativa do ar elevada e a formação de orvalho nas manhãs contribuíram para o surgimento de doenças fúngicas, como antracnose. Nessas condições, o manejo fitossanitário se tornou essencial. “Algumas aplicações antifúngicas preventivas foram realizadas para conter o avanço das doenças”, acrescentou a Emater.

Na região de Frederico Westphalen, cerca de 40% das lavouras estão em fase de florescimento e enchimento de grãos, outros 40% em maturação fisiológica e 20% já colhidos. Em Ijuí, 64% das lavouras permanecem no estágio reprodutivo, 30% em maturação e 5% colhidas. “A colheita ocorre pontualmente em pequenas propriedades, voltadas ao autoconsumo e à venda do excedente”, explicou o informativo.

O produto colhido nessas áreas apresenta qualidade levemente inferior, devido à deficiência hídrica no enchimento de grãos. Já as áreas irrigadas seguem em fase de enchimento, com elevado potencial produtivo.

Em Soledade, aproximadamente 20% das lavouras estão em florescimento, 75% em enchimento de grãos e 5% em maturação.

O preço médio da saca de 60 quilos registrou queda de 5,84% na semana, passando de R$ 228,33 para R$ 215,00, de acordo com o levantamento de preços da Emater/RS-Ascar.





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Café lidera exportações mineiras em 2025


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 2,6 bilhões no primeiro bimestre de 2025, um crescimento de 18% na receita em relação ao mesmo período de 2024, segundo a edição de abril do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da retração de 24% no volume exportado, o setor representou 43% das exportações totais do estado, marcando o melhor resultado da série histórica para o período.

“O agronegócio manteve uma performance expressiva, superando inclusive o setor de mineração”, destacou o boletim.

O café permaneceu como principal produto da pauta de exportações mineira, com 7,8 milhões de sacas exportadas nos dois primeiros meses do ano. Houve queda de 10,4% no volume, mas o faturamento subiu 55,5%, totalizando US$ 2,34 bilhões no período.

A soja também impulsionou os resultados, com aumento de 16,7% na produção estadual, superior ao crescimento nacional de 13,3% em relação à safra anterior. “A alta nas cotações internacionais favoreceu o faturamento e impulsionou as exportações”, informou a Conab.

A concentração da colheita, provocada pelo período de seca em fevereiro, elevou a demanda por transporte no estado. “Os fretes para os centros de processamento dentro de Minas registraram picos de 13% a 14%”, apontou o boletim. Já os fretes com destino aos portos de Santos e Paranaguá tiveram aumento médio entre 5% e 6%.

A movimentação da soja foi intensa no terceiro decêndio de fevereiro e ao longo de março, refletindo o aumento da produção e os preços atrativos das commodities. Minas Gerais consolidou-se como o terceiro maior exportador do Brasil, com 11,6% de participação nas vendas totais.

“O crescimento na receita das exportações agropecuárias foi impulsionado pela valorização das commodities e pela taxa de câmbio favorável”, concluiu a Conab.





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