domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Soja segue pressionada com plantio acelerado nos EUA


O mercado da soja manteve tom de cautela na última semana. O avanço do plantio nos Estados Unidos, aliado a um clima favorável, gerou pressão adicional sobre os preços na Bolsa de Chicago. Ao mesmo tempo, o ritmo mais lento das exportações brasileiras contribuiu para conter os prêmios e limitar reações no mercado físico nacional.

Segundo análise da Grão Direto, os contratos da oleaginosa registraram variações discretas, refletindo a expectativa de uma safra cheia nos Estados Unidos. O contrato de maio de 2025 fechou a US$ 10,44 por bushel, com leve alta de 0,58%, enquanto o contrato para março de 2026 encerrou praticamente estável, cotado a US$ 10,48. No mercado interno, os preços tiveram pouca oscilação, acompanhando a calmaria no câmbio, que segue na casa de R$ 5,65.

As exportações brasileiras também ajudaram a manter o mercado mais contido. A Anec estima embarques de 12,6 milhões de toneladas em maio – abaixo das 13,5 milhões registradas em abril. A baixa demanda externa e a ausência de fatores de alta sustentada reduziram o apetite comprador, tanto no mercado spot quanto nas negociações futuras.

Um ponto de atenção segue sendo a guerra comercial entre Estados Unidos e China. A retomada das conversas entre as duas potências gerou um otimismo moderado, mas ainda sem impactos concretos nas cotações. Qualquer avanço nas negociações pode alterar o fluxo global de comércio e mexer com os preços da soja nas próximas semanas.

Para os próximos dias, o foco do mercado estará nas novas estimativas do relatório WASDE, divulgado pelo USDA nesta segunda-feira (12). A expectativa é de aumento nos estoques globais, o que reforça o viés de estabilidade no curto prazo. Ainda assim, há incertezas quanto ao real tamanho da produção americana, especialmente diante das margens apertadas identificadas por universidades norte-americanas, como Illinois, que podem provocar ajustes nas áreas de plantio.

No Brasil, o mercado já começa a se posicionar para a safra 2025/26. A recente queda do dólar e dos fertilizantes ajuda a reduzir parte dos custos, mas o crédito caro continua sendo o principal obstáculo para o produtor. Nesse cenário, operações de barter devem ganhar espaço como forma de garantir insumos e travar preços ainda neste primeiro semestre.





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EUA e China anunciam suspensão mútua de tarifas adicionais



Acordo entre EUA e China reduz tensões comerciais




Foto: Canva

Os governos dos Estados Unidos e da China anunciaram, nesta segunda-feira (12), um acordo bilateral que prevê a suspensão parcial de tarifas comerciais impostas recentemente entre os dois países. A medida foi divulgada pela Casa Branca e visa estabelecer um ambiente mais estável nas relações econômicas e comerciais, com validade inicial de 90 dias.

Segundo o comunicado oficial, “as Partes comprometem-se a tomar as seguintes medidas até 14 de maio de 2025”. Do lado norte-americano, está prevista a suspensão de 24 pontos percentuais da taxa adicional ad valorem aplicada a artigos chineses — incluindo produtos oriundos de Hong Kong e Macau — conforme a Ordem Executiva nº 14.257, de 2 de abril de 2025. Permanecerá em vigor uma taxa residual de 10% sobre esses produtos. Também será removida a aplicação das tarifas estabelecidas pelas ordens executivas nº 14.259 e nº 14.266, emitidas nos dias 8 e 9 de abril deste ano.

Em contrapartida, o governo chinês assumiu compromissos equivalentes. De acordo com o documento, a China “modificará, em conformidade, a aplicação da taxa adicional ad valorem sobre os artigos dos Estados Unidos”, suspendo também 24 pontos percentuais por 90 dias e mantendo uma alíquota de 10%. A China se compromete ainda a eliminar tarifas impostas pelos anúncios nº 5 e nº 6 de 2025 e a adotar “todas as medidas administrativas necessárias para suspender ou remover as contramedidas não tarifárias adotadas contra os Estados Unidos desde 2 de abril de 2025”.

O entendimento marca uma nova etapa nas negociações bilaterais e abre caminho para a criação de um mecanismo de continuidade das discussões econômicas. Os encontros serão conduzidos por representantes de alto escalão dos dois países. Pela China, o vice-premiê He Lifeng será o responsável. Pelos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial Jamieson Greer liderarão as negociações.

As reuniões poderão ocorrer alternadamente na China e nos Estados Unidos, ou em local previamente acordado entre as partes. Está prevista também a realização de consultas técnicas conforme a necessidade, para tratar de temas econômicos e comerciais específicos.





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Ibraoliva vai a Espanha reforçar pedido de filiação em Conselho Mundial de Olivicultura



Grupo que representa 95% da produção mundial de azeite de oliva


Foto: Pixabay

O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) foi convidado para participar da 64ª reunião do Conselho Consultivo do Comitê Oleícola Internacional (COI) na terça-feira, 13 de maio, em Úbeda, na Espanha. O encontro terá o aval do Ministério da Agricultura. O COI é uma organização intergovernamental que promove o azeite e as azeitonas de mesa, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e responsável da olivicultura e do setor. O Comitê visa ainda promover o azeite de oliva e definir normas de qualidade, além de fiscalizar a autenticidade que envolve 95% da produção mundial.

O presidente do Ibraoliva, Renato Fernandes, informa que o objetivo da participação no evento será mostrar a intenção de o Brasil ocupar uma cadeira no órgão e poder assim contribuir para o desenvolvimento da olivicultura nacional. “Embora a nossa participação se dê apenas como ouvintes, nossa presença demonstra o compromisso do Ibraoliva com o setor e a importância de estar representado nas atividades oficiais da entidade”, explica.

Fernandes ressalta ainda que a viagem também será uma oportunidade para estreitar laços e fortalecer relações com outros países e instituições do setor. “Estamos confiantes de que essa participação contribuirá para o futuro da olivicultura brasileira e para o crescimento do Instituto Brasileiro de Olivicultura”, destaca.

O dirigente agradeceu a intermediação do Ministério da Agricultura e a disposição do órgão governamental em apoiar os produtores brasileiros. “A filiação do Brasil ao Conselho Oleícola Internacional é um passo importante para o avanço e crescimento da olivicultura no Brasil, uma cultura ainda em desenvolvimento no país. E a prova que o Ministério da Agricultura tem feito um importante trabalho no nosso setor, é o fato do Brasil ter sido convidado para participar do evento neste espaço privilegiado no X Salón Internacional del Aceite de Oliva (Síaove)”, conclui.

 





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Brasil terá maior receita da história com café em 2025


O setor cafeeiro brasileiro caminha para mais um ano de recordes. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o faturamento bruto da cadeia produtiva do café deverá alcançar R$ 125,7 bilhões no ano-cafeeiro de 2025. O número representa um salto expressivo de 57% em relação a 2024, quando a receita foi de R$ 80,07 bilhões.

O levantamento considera os preços médios recebidos pelos produtores entre janeiro e março deste ano. A maior parte dessa receita virá da produção de café arábica, que deve gerar R$ 86,52 bilhões, o equivalente a 71,2% do total. Já o café robusta (conilon + canephora) responderá por R$ 36,18 bilhões, ou 28,8% do faturamento nacional.

Minas Gerais lidera com metade da receita nacional

A força da cafeicultura está espalhada por 20 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, com presença nas cinco regiões do país. No entanto, Minas Gerais segue consolidado como o maior produtor nacional, com previsão de receita bruta de R$ 62,93 bilhões, cerca de 50% do total estimado. O estado é responsável por metade da produção de café do Brasil.

Na sequência, o Espírito Santo aparece como o segundo maior arrecadador, com R$ 30,88 bilhões (24,6%). São Paulo ocupa o terceiro lugar com R$ 12,26 bilhões (9,75%), seguido pela Bahia, com R$ 9,81 bilhões (7,8%). Rondônia, destaque na produção de robusta, aparece em quinto lugar, com R$ 5,94 bilhões (4,73%). Fechando o ranking dos seis maiores, o Paraná deve arrecadar R$ 1,78 bilhão, ou 1,42% do total.

Maior faturamento da história do café brasileiro

Caso esses números se confirmem até o fim do ciclo, o Brasil registrará o maior faturamento da história da sua cafeicultura. O desempenho reforça o protagonismo do país no cenário mundial, sendo o maior produtor e exportador global de café.

O crescimento da receita está atrelado a uma combinação de bons preços, aumento da demanda e estabilidade produtiva, além do papel crescente das exportações. Em um ano marcado por desafios climáticos e logísticos, a pujança do setor evidencia sua resiliência e importância para a economia nacional.





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Exportações e importações batem recorde em abril


A balança comercial brasileira registrou recordes em abril, tanto nas exportações quanto nas importações, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

As exportações somaram US$ 30,41 bilhões, um crescimento de 0,3% em relação a abril de 2024, quando alcançaram US$ 30,33 bilhões. As importações totalizaram US$ 22,26 bilhões, aumento de 1,6% sobre os US$ 21,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 52,67 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 8,15 bilhões. Na comparação anual, a corrente cresceu 0,8%. No acumulado do ano, as exportações somam US$ 107,3 bilhões, enquanto as importações atingem US$ 89,6 bilhões, com saldo de US$ 17,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 196,9 bilhões.

A Secex informou que, de janeiro a abril, as importações aumentaram 10,4% sobre o mesmo período de 2024, totalizando US$ 89,6 bilhões ante US$ 81,11 bilhões. Já as exportações caíram 0,7%, passando de US$ 108,04 bilhões para US$ 107,3 bilhões. A corrente de comércio acumulada cresceu 4,1%, atingindo US$ 196,88 bilhões.

No recorte por setores, as exportações de abril, em relação a abril do ano anterior, apresentaram crescimento de US$ 0,35 bilhão (2,4%) na Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,05 bilhão (0,7%) na Agropecuária e de US$ 0,28 bilhão (3,8%) na Indústria Extrativa.

No acumulado do ano, as exportações da Agropecuária cresceram US$ 0,64 bilhão (2,6%) e as da Indústria de Transformação, US$ 2,3 bilhões (4,1%), enquanto a Indústria Extrativa teve queda de US$ 3,76 bilhões (13,5%).

As importações de abril registraram aumento de US$ 0,02 bilhão (3,3%) na Agropecuária e de US$ 0,86 bilhão (4,4%) na Indústria de Transformação, com redução de US$ 0,51 bilhão (31,5%) na Indústria Extrativa. No acumulado de 2025, as importações cresceram US$ 0,35 bilhão (18,2%) na Agropecuária e US$ 9,39 bilhões (12,8%) na Indústria de Transformação, enquanto a Indústria Extrativa apresentou retração de US$ 1,3 bilhão (24,0%).





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Fertilizante iraniano legalizado em Dubai e Omã



“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes”



“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes"
“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes” – Foto: Canva

Segundo informações de Cristiane De Brida, Commodity Broker na L77 Negócios Ltda, o agronegócio brasileiro ganha uma nova alternativa estratégica com a entrada da Ureia iraniana legalizada nos mercados de Dubai e Omã. Através da parceria com a AFG Holding, sediada em Dubai, a empresa agora atua como representante exclusiva dessa Ureia, contando com fornecimento de mais de seis refinarias governamentais do Irã, com exclusividade e respaldo legal.

“O agro brasileiro enfrenta desafios crescentes no acesso a fertilizantes. Pensando nisso, temos orgulho em anunciar: somos representantes exclusivos de ureia iraniana legalizada em Dubai e Omã, através de nossa parceira estratégica AFG Holding sediada em Dubai, estamos com mais de seis refinarias governamentais e com exclusividade”, comenta.

Essa novidade é especialmente relevante para o Brasil, que atualmente importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. O Irã, sendo um dos maiores produtores mundiais de ureia, torna-se um parceiro crucial. Com a legalização do produto em territórios estratégicos como os Emirados Árabes Unidos e Omã, garantem-se segurança jurídica, controle de qualidade e uma logística mais eficiente — elementos essenciais em um cenário global cada vez mais volátil.

No campo, o impacto é direto: a ureia é indispensável para culturas como soja, milho e trigo. A possibilidade de preços mais competitivos e entregas confiáveis permite que os produtores brasileiros mantenham a produtividade, mesmo em meio a instabilidades externas. A iniciativa da L77, em conjunto com a AFG Holding, também abre espaço para novas parcerias com tradings e produtores nacionais.





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Mercado do feijão-carioca segue aquecido



No interior de São Paulo, o cenário também revela escassez de produto



No interior de São Paulo, o cenário também revela escassez de produto
No interior de São Paulo, o cenário também revela escassez de produto – Foto: Divulgação

Segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), a quarta-feira (28) foi marcada por mais um dia de alta movimentação no mercado de feijão-carioca, com destaque para os lotes classificados como SD (Slow Darkening), que apresentam escurecimento lento. Esses grãos de melhor qualidade vêm alcançando preços elevados, chegando a R$ 270 por saca tanto no Paraná quanto em Minas Gerais, onde o armazenamento em câmaras frias contribui para manter a coloração e a qualidade do produto.

No sudoeste do Paraná, a pressão por bons lotes está evidente: para garantir o fornecimento, compradores precisaram desembolsar no mínimo R$ 250 por saca, valor que sobe quando se trata de grãos com características diferenciadas. Em Minas, foram confirmadas vendas de Feijão nota 8/8,5, com coloração parelha e armazenado sob refrigeração, por R$ 265. Alguns negócios pontuais superaram essa faixa, chegando ao patamar de R$ 270 por saca de 60 quilos.

No interior de São Paulo, o cenário também revela escassez de produto, o que elevou os preços dos poucos lotes disponíveis. Negócios esparsos registraram valores de até R$ 280 por saca para Feijão nota 8,5, indicando forte valorização e competitividade entre compradores.

A perspectiva de uma segunda safra com desafios em volume e qualidade tem influenciado diretamente a valorização do Feijão-carioca, especialmente das partidas de melhor padrão. O comportamento do mercado nesta semana reforça a importância da armazenagem adequada e da oferta de grãos diferenciados como fator determinante nos preços praticados.

 





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Inseticida tem registro ampliado para diversas culturas



“Temos visto uma forte adoção das aplicações por drone”



“Temos visto uma forte adoção das aplicações por drone"
“Temos visto uma forte adoção das aplicações por drone” – Foto: USDA

A Albaugh Brasil anunciou a ampliação do registro do inseticida Afiado para novas culturas, incluindo pastagens, citros, café, diversas frutíferas, tomate, grãos e cereais como arroz, além de leguminosas como o feijão e espécies florestais, como o eucalipto. Segundo Nelson Azevedo, diretor de marketing e desenvolvimento da empresa, a iniciativa reforça o compromisso da companhia em oferecer ao agricultor brasileiro soluções eficazes com formulações diferenciadas.

Um dos destaques é a extensão do uso de Afiado para pastagens, permitindo o controle eficiente de pragas com aplicações por drones, prática em expansão no setor. A formulação líquida do produto facilita a dosagem e o trabalho da equipe de campo, como explica Jaime Hurtado, diretor comercial da Albaugh.

“Temos visto uma forte adoção das aplicações por drone no segmento de pastagens. Afiado® adapta-se perfeitamente a esse modelo, devido à sua inovadora formulação líquida, que facilita o trabalho de dosagem e o operacional da equipe de campo”, ressalta.

O produto também fortalece o portfólio da Albaugh em citros e cafeicultura, culturas em que a empresa já tem forte presença com produtos como o acaricida Braver e o fungicida Recop. Para o café, o Afiado agora combate pragas como ácaro-vermelho, bicho-mineiro e broca-do-café.

Lançado com foco em pragas como percevejo e cigarrinha-do-milho, Afiado conquistou o mercado pela eficácia, longo residual e formulação que evita incompatibilidades físico-químicas e facilita a logística de aplicação. Aplicado com sucesso em soja, milho e algodão, produto agora pode ser empregado em pastagens, citros, café e tomate, entre outras culturas

 





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Mercado de suínos encerra a sexta-feira (4) com cotações na maioria estáveis


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A semana de negociações apra o mercado de suínos terminou nesta sexta-feira (4) com preços mais perto da estabilidade. De acordo com análise divulgada pelo Cepea, em março, os preços médios da carne suína caíram em maior intensidade que os das principais substitutas (de frango e bovina). 

As vendas da proteína suinícola estiveram lentas ao longo do mês, enquanto a oferta de animais para abate – e, consequentemente, de proteína no atacado – permaneceu ligeiramente elevada. 
 
Segundo dados da Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 153,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,61%, fechando em R$ 11,80/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (3), houve aumento apenas em Santa Catarina, na ordem de 0,80%, chegando a R$ 7,59/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,94/kg), Paraná (R$ 7,67/kg), Rio Grande do Sul (R$ 7,80/kg) e São Paulo (R$ 8,02/kg).

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Fonte:

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Embrapa lança duas novas cultivares de algodão



A BRS 700FL B3RF foi desenvolvida com foco na excelência da fibra



A BRS 700FL B3RF foi desenvolvida com foco na excelência da fibra
A BRS 700FL B3RF foi desenvolvida com foco na excelência da fibra – Foto: USDA

A Embrapa, em parceria com a empresa Lyntera, acaba de lançar duas novas cultivares de algodão transgênico: BRS 700FL B3RF e BRS 800 B3RF. Ambas contam com a tecnologia Bollgard 3 RRFlex, que protege contra as principais lagartas da cultura e permite o uso do herbicida glifosato. Enquanto a primeira variedade foca em fibras de alta qualidade para atender o mercado de roupas premium, a segunda aposta na resistência a doenças e pragas, oferecendo maior sustentabilidade ao cultivo.

A BRS 700FL B3RF foi desenvolvida com foco na excelência da fibra, com comprimento médio de 33,5 mm, resistência de 32,8 gf/tex e micronaire de 3,7. Seu desempenho se aproxima do algodão dos tipos egípcio e pima, tradicionalmente importados para a produção de tecidos finos. Com produtividade média de 4.524 kg/ha e rendimento de fibra de 38%, é indicada para cultivos em regiões do Cerrado e da Caatinga, como Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Ceará. Segundo o pesquisador Camilo Morello, trata-se de um avanço inédito em qualidade de fibra no Brasil com plantas do tipo Upland.

Já a BRS 800 B3RF se destaca pela alta resistência à ramulária, bacteriose, doença azul e ao nematoide de galhas, praga que compromete até 37% das áreas de cultivo na Bahia. Com ciclo precoce e produtividade média de 5.000 kg/ha, é ideal para segunda safra e cultivos sob pivô, comuns em estados como Mato Grosso e Goiás. De acordo com o pesquisador Nelson Suassuna, essa cultivar contribui para reduzir aplicações de defensivos e manter a viabilidade em áreas afetadas.

As novas variedades chegam em um momento estratégico, quando o Brasil busca reduzir a importação de fibras especiais e ampliar a sustentabilidade na cotonicultura. A comercialização das sementes será feita pela Lyntera.

 





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