domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Colheita do milho avança e etanol projeta alta em Goiás


Segundo o boletim Agro em Dados de maio, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a colheita da primeira safra de milho no Brasil alcançou 68,2% da área cultivada até a semana do dia 20 de abril. Em Goiás, o índice foi de 10%. O número é considerado adiantado em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Para a segunda safra, o documento aponta que a semeadura foi concluída no mesmo período e que as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras nos principais estados produtores. A estimativa para a safra total de milho no Brasil é de 124,7 milhões de toneladas. “Esse volume corresponde à segunda maior produção da série histórica da Conab”, informou a secretaria.

Após registrar alta em março, o preço médio da saca recuou em abril, atingindo R$ 83,67. A retração de 6,1% é atribuída à melhora do clima e ao avanço da colheita. A alta anterior havia sido impulsionada por fatores como demanda aquecida, oferta restrita no mercado interno e incertezas sobre o desempenho da segunda safra.

No mercado interno, a temporada 2024/25 deve registrar aumento de 3,5% no consumo doméstico, com projeção de 86,9 milhões de toneladas. Apesar da alta na produção nacional, a Conab estima que o Brasil importe 1,7 milhão de toneladas de milho no ciclo, o que representa crescimento de 3,4% em relação ao ciclo anterior.

A produção global de milho também foi revisada para cima. De acordo com o relatório, a estimativa mundial subiu 10,63 milhões de toneladas, totalizando 1,22 bilhão, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O boletim destaca ainda a consolidação do milho como matéria-prima para produção de etanol. “Desde 2018, a produção de etanol a partir do milho tem ganhado espaço no Brasil e em Goiás”, afirma o documento. Para a safra 2024/25, é prevista uma produção de 7,8 bilhões de litros no país, com avanço de 32,4% em relação ao ciclo anterior. Em Goiás, a projeção é de 800 mil litros, alta de 19,2%.

Com esses números, o etanol de milho deve responder por 21,1% da produção nacional do biocombustível. Em Goiás, terceiro maior produtor de milho do país, a expansão representa uma oportunidade estratégica. “O crescimento da produção de etanol a partir do milho reforça o papel do grão na matriz energética e no desenvolvimento regional”, conclui o boletim.





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venda da soja avança com estoque e preço favoráveis



Soja 24/25 atinge 70% de vendas no estado




Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (12), a comercialização da soja da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 70,55% da produção estimada em abril. O índice representa um avanço de 11,57 pontos percentuais em relação a março.

Segundo o Imea, a valorização dos preços da oleaginosa em comparação ao mesmo período do ano passado estimulou os produtores a intensificarem as vendas. “A melhora nas cotações foi um dos principais fatores que motivaram os produtores a aproveitar o momento de mercado”, apontou o instituto.

Outro fator que influenciou a intensificação das negociações foi a necessidade de liberar espaço nos armazéns para a chegada da safra de milho. O preço médio da soja em abril foi de R$ 112,05 por saca, alta de 2,66% em relação a março.

Quanto à safra 2025/26, o percentual comercializado alcançou 10,71% da produção estimada, com avanço mensal de 2,61 pontos percentuais. Apesar da evolução, o ritmo de vendas permanece abaixo da média registrada nos últimos cinco anos. O preço médio para a soja da próxima temporada em abril foi de R$ 109,95 por saca, o que representa uma leve queda de 0,28% na comparação com o mês anterior.





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Exportações de café verde atingem US$ 1,25 bi em abril


As exportações brasileiras de café verde somaram US$ 1,25 bilhão em abril de 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O valor representa um aumento de 36,3% em relação ao mesmo mês do ano passado e estabeleceu um recorde para os meses de abril. O produto tornou-se o segundo item mais relevante da pauta exportadora do agronegócio brasileiro no período.

O desempenho foi impulsionado pela elevação dos preços internacionais, que fez com que o preço médio de exportação do café verde brasileiro dobrasse em comparação com abril de 2024. “O preço médio teve alta de 100,2%, o que compensou a redução no volume embarcado”, informou o Mapa.

Apesar do crescimento na receita, o volume exportado recuou 31,9%, passando de 254,1 mil toneladas em abril de 2024 para 173,1 mil toneladas neste ano. A maior queda foi registrada nas compras realizadas pela União Europeia, que reduziram de 137,2 mil toneladas para 74,8 mil toneladas, o que representa uma queda de 45,5%.

Segundo o Mapa, a redução nas compras europeias ocorre após o bloco atingir volume recorde de importações em 2024, quando adquiriu quase 400 mil toneladas a mais que no ano anterior. Além disso, os países da União Europeia mantiveram ritmo elevado de importações no primeiro trimestre de 2025, somando 291,9 mil toneladas.

Estados Unidos e Japão também figuraram entre os principais destinos do café brasileiro no mês, com aquisições de 35,7 mil toneladas (-0,4%) e 10,6 mil toneladas (-12%), respectivamente.

Entre janeiro e abril de 2025, as exportações de café verde somaram US$ 5,0 bilhões, crescimento de 60% em relação ao mesmo período de 2024. O volume total exportado no acumulado do quadrimestre foi de 809,7 mil toneladas, uma redução de 10,3%. A alta de 78,4% no preço médio foi o principal fator para a elevação da receita. Nesse intervalo, o café verde respondeu por 9,5% das exportações do agronegócio nacional, com destaque para os embarques à União Europeia (US$ 2,3 bilhões), Estados Unidos (US$ 822,1 milhões), Japão (US$ 332,1 milhões) e Turquia (US$ 219,7 milhões).





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Riscos e oportunidades na expansão do etanol de milho



O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico



O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico
O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico – Foto: Pixabay

Segundo artigo de Raphael Juliace Magalhães, Líder de Agronegócios na Marsh Brasil, publicado no site da própria consultoria, o avanço do etanol de milho no país exige atenção redobrada com a gestão de riscos. O autor destaca que, embora os projetos em andamento somem R\$ 20 bilhões em investimentos, conforme levantamento do Itaú BBA, o sucesso dessas iniciativas depende da capacidade das empresas de se prepararem para fatores incontroláveis e de grande impacto, como variações cambiais, geopolítica e mudanças climáticas.

Magalhães alerta que o setor enfrenta um ambiente altamente volátil, que vai além dos desafios operacionais. A oscilação das taxas de juros, por exemplo, pode afetar diretamente a viabilidade financeira dos empreendimentos. Nesse contexto, é essencial adotar ferramentas capazes de mapear riscos financeiros, operacionais e de mercado, permitindo que as empresas atuem com mais resiliência e consigam manter suas operações mesmo diante de crises.

O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico. Estudos e modelagens climáticas ajudam a prever eventos extremos que podem comprometer a produção, além de orientar ações como a diversificação de culturas e o uso de tecnologias sustentáveis. Tais medidas são cada vez mais relevantes para manter a competitividade e a sustentabilidade do setor.

“Esses cuidados, somados a uma revisão contínua das estratégias, permitem que o capital investido não fique exposto a perdas desnecessárias. Assim, as iniciativas podem prosperar mesmo diante de um cenário mundial incerto”, conclui.

 





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BRA Agroquímica anuncia lançamento do herbicida Xenon ME para pastagens


Produto chega ao mercado em julho de 2025 e promete fortalecer o controle de plantas daninhas em pastagem

A BRA Agroquímica, uma das poucas empresas de defensivos agrícolas com capital 100% nacional, anuncia o lançamento de mais uma excelente opção voltada ao mercado de pastagens. Com chegada prevista para julho de 2025, o Xenon ME (Fluroxipir 80 g/L + Picloram 80 g/L) passa a ser uma excelente alternativa dentro do amplo portfólio que a BRA possui no controle de plantas daninhas em pastagem.

O lançamento reforça a estratégia da BRA de manter o foco no segmento de pastagens, oferecendo soluções tecnológicas de alta performance para o controle de plantas infestantes. O Xenon ME complementa o portfólio da empresa, que já conta com produtos consagrados no mercado, como o PAMPA e FACCA (2,4D 240 g/l + Picloram 64 g/l), CAMPESTRE (Picloram 240 g/l), FLUROXIPIR BRA (Fluroxipir 200g/l), TRYTOR (Triclopir 480g/l) — lançado em 2022 — e o DERRETE (Metsulfuron-methyl 600g/kg), lançado em 2023. Além dos químicos, a BRA também aposta no segmento de sementes e fertilizantes especiais – todos focados para a cultura da pastagem.

Atualmente, a BRA possui uma fila robusta de novos registros prestes a serem aprovados. Entre eles, o AMINO BRA (Aminopiralid 40g/l + 2,4D 320g/l) e o FERRETI (Fluroxipir 80 g/L + Triclopir 240 g/L), que estão em fase final de avaliação e deverão ser lançados ainda nesta safra 2025/2026.

Esses lançamentos fazem parte de uma estratégia da empresa, que aposta em misturas inovadoras à base de Aminopiralid, Fluroxipir e Triclopir, com foco no controle de plantas daninhas em áreas de pastagens.

Pensando além do setor pecuário, a BRA também avança com mais de 30 produtos especiais já protocolados junto aos órgãos reguladores, incluindo herbicidas, inseticidas e fungicidas para atender diversas culturas da produção agrícola brasileira.

Com atuação nacional desde 2004, a BRA Agroquímica conta com uma rede de distribuição consolidada, formada por clientes e parceiros estratégicos em todas as regiões do país. No último ano, a empresa ampliou sua estrutura com a abertura de três novos centros logísticos, localizados em Redenção/PA, Araguaína/TO e Cuiabá/MT, além do lançamento de produtos estratégicos, reafirmando seu compromisso com inovação, qualidade e custo-benefício.

Segundo Victor Vargas, CEO da BRA Agroquímica:

“Desde 2021, a BRA vem ganhando força no mercado de herbicidas para pastagem. Ampliamos nossa equipe comercial, estrutura logística e também o portfólio de novos produtos além dos químicos, como sementes para pastagem e fertilizantes especiais. Hoje, já temos um dos portfólios mais completos para esse segmento — e seguimos investindo. Em no máximo dois anos, vamos trazer misturas realmente inovadoras para um mercado que ainda carece de novas tecnologias.





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Umidade exige controle de doenças no feijão


No Rio Grande do Sul, o cultivo do feijão da segunda safra tem enfrentado dificuldades em função da falta de chuvas e das temperaturas mais baixas. É o que aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (8). Embora as condições climáticas recentes tenham favorecido a colheita e o desenvolvimento das lavouras, o prolongamento do déficit hídrico tem reduzido o desempenho produtivo da cultura, que possui baixa tolerância ao frio.

“As condições climáticas nas últimas semanas – temperaturas e radiação solar adequadas – contribuíram para a colheita e para o desenvolvimento das lavouras”, informa o boletim. No entanto, a redução progressiva da umidade do solo tem afetado negativamente a produtividade, especialmente com as temperaturas noturnas e matinais mais baixas, típicas do período.

A Emater/RS-Ascar relata que 42% da área plantada já foi colhida, com produtividade média de 1.300 quilos por hectare. Em algumas regiões, o potencial produtivo já apresenta sinais de comprometimento, embora as perdas ainda não tenham sido totalmente quantificadas.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, aproximadamente 80% das lavouras foram colhidas e 20% estão em maturação. Já em Ijuí, a colheita avançou lentamente e cobre apenas 6% da área. “A cultura apresenta rápida evolução para o estádio de maturação, que abrange 43% das lavouras. O porte das plantas está elevado, e há bom número de vagens por planta”, destaca o informativo, que também aponta que a sanidade vegetal tem sido beneficiada pelo clima quente e seco, com incidência controlada de ácaros e ocorrência pontual de larva-minadora nas folhas — praga atípica para a cultura, mas sem impacto relevante até o momento.

Na região de Santa Maria, a colheita chegou a 50%. A produtividade inicialmente estimada em 1.390 quilos por hectare foi reduzida em cerca de 10%, em razão das condições climáticas desfavoráveis ao longo do ciclo da cultura.

Em Soledade, a umidade relativa do ar elevada, causada principalmente pela formação de orvalho, exigiu manejo fitossanitário rigoroso. A atenção se concentrou na antracnose, cuja incidência aumentou com a combinação entre alta umidade e temperaturas amenas. Em relação às fases fenológicas, 10% das lavouras estão em florescimento, 80% em enchimento de grãos e 10% em maturação.





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Seca provoca perdas na reta final da colheita da soja


Segundo dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (8), a colheita da soja avançou e já atinge 95% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Em diversas localidades das regiões do Planalto e Alto Uruguai, no Norte e Nordeste do estado, os trabalhos já foram concluídos.

O tempo seco e os períodos prolongados de insolação favoreceram o avanço das operações no campo. No entanto, a formação intensa de orvalho no início da manhã tem atrasado o início das atividades. “A elevada umidade retida nas hastes, ramos e vagens aumenta o risco de perdas por grãos deteriorados ou danificados durante a operação”, informa o boletim.

A produtividade tem oscilado entre 1.000 e 2.500 quilos por hectare, com médias inferiores às inicialmente projetadas. A variação reflete os diferentes níveis de déficit hídrico enfrentados pelas lavouras ao longo do ciclo. As áreas remanescentes, que correspondem a 5% da safra, estão em estágio de maturação fisiológica e prontas para a colheita.

A ausência de chuvas por até quatro semanas consecutivas em algumas regiões tem provocado a debulha natural dos grãos ainda em campo. O fenômeno tem causado perdas adicionais. Na Região Oeste do estado, levantamento da Emater/RS-Ascar apontou perdas médias de 80 quilos por hectare em grãos encontrados no solo antes mesmo da entrada das colhedoras.

As indenizações do Proagro e Proagro Mais têm sido liberadas com maior agilidade nesta safra, impulsionadas pela flexibilização da documentação exigida. “A dispensa de apresentação de notas fiscais tem facilitado o processo”, aponta o relatório. Ainda assim, o acionamento dos seguros, públicos ou privados, está restrito a perdas expressivas. A redução na cobertura do Proagro, que varia entre 25% e 50% conforme a janela de plantio determinada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, tem dificultado o acesso à compensação para produtores com produtividade de até 1.200 quilos por hectare. A limitação tem afetado especialmente agricultores do Pronamp e do grupo “Demais Produtores”, que não contam com renda mínima garantida.

Após o encerramento da colheita, os produtores aguardam o retorno das chuvas para repor a umidade do solo e iniciar a semeadura das culturas de inverno, das plantas de cobertura ou de adubação verde. No intervalo, realizam práticas de conservação e manejo do solo, como calagem, subsolagem e construção de terraços, com o objetivo de melhorar as condições físico-químicas, favorecer a infiltração de água e conter a erosão hídrica.





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Exportações do agro paulista caem 11,6% no 1º quadrimestre


As exportações do agronegócio paulista somaram US$ 8,70 bilhões entre janeiro e abril de 2025, registrando queda de 11,6% em comparação com o mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, as importações do setor aumentaram 6,5%, totalizando US$ 1,98 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial do agro no Estado ficou em US$ 6,72 bilhões, valor 15,3% inferior ao registrado nos primeiros quatro meses do ano passado.

De acordo com análise da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), as exportações do agro representaram 40,7% do total vendido ao exterior pelo Estado de São Paulo no período. As importações corresponderam a 6,9% do total estadual. Em relação ao primeiro quadrimestre de 2024, houve queda de 3,4 pontos percentuais na participação das exportações e de 0,9 ponto nas importações.

Apesar do recuo no saldo, alguns mercados ampliaram suas compras. A China aumentou em 7% a aquisição do grupo soja e em 1% a do grupo carnes. Já os Estados Unidos elevaram as compras de carnes em 93%, produtos florestais em 59% e cafés em 9%.

Entre os grupos de produtos exportados, o complexo sucroalcooleiro liderou com 24,6% do total, somando US$ 2,136 bilhões, dos quais 88,7% correspondem ao açúcar e 11,3% ao etanol. Em seguida, vieram o setor de carnes (14%), grupo de sucos (12,1%), produtos florestais (11,1%) e complexo soja (10,9%). Juntos, esses cinco grupos representaram 72,7% das exportações. O café aparece logo depois, com participação de 7,5%.

As variações nos valores exportados revelam crescimento nos grupos café (63,7%), sucos (35%) e carnes (23,1%). Em contrapartida, houve queda nos grupos sucroalcooleiro (-46,2%), soja (-4,5%) e produtos florestais (-3,6%).

No que se refere aos destinos das exportações, a China lidera com 20,3% de participação, seguida pela União Europeia (15,6%) e pelos Estados Unidos (15,3%). Os chineses concentram as compras em soja, carnes e produtos florestais. Já os norte-americanos adquirem, principalmente, sucos, carnes e café. Os europeus se destacam na aquisição de sucos e café.

No contexto nacional, São Paulo manteve a liderança entre os estados exportadores do agronegócio no primeiro quadrimestre de 2025, com participação de 16,5% no total das vendas externas do setor. Mato Grosso aparece logo atrás, com 16,3%, seguido por Minas Gerais, com 12,2%.

Enquanto São Paulo registrou retração, o agronegócio brasileiro apresentou leve crescimento. As exportações nacionais do setor totalizaram US$ 52,74 bilhões, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2024. As importações somaram US$ 6,87 bilhões, resultando em superávit de US$ 45,87 bilhões. Segundo o relatório, “o desempenho do agronegócio segue sendo fundamental para conter o déficit comercial gerado pelos demais setores da economia brasileira”.





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Suplementação tenta conter queda na produção leiteira


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (08), a produção de leite enfrenta queda em diversas regiões no Rio Grande do Sul. O encerramento do ciclo das forrageiras de verão levou os produtores a intensificarem o uso de suplementação alimentar com silagem, feno e concentrados proteicos, a fim de manter os níveis de produção.

Apesar das mudanças na alimentação, a qualidade do leite permanece estável na maioria das propriedades, com níveis adequados de matéria seca e indicadores sanitários, como células somáticas e contagem bacteriana, dentro dos parâmetros exigidos. Algumas áreas com cereais de inverno já permitem pastejo, embora o desenvolvimento das plantas ainda apresente irregularidades.

Na região de Bagé, a produção de leite continua em declínio, reflexo da entressafra das forrageiras e da escassez de chuvas durante abril. Segundo a Emater, esse impacto é mais evidente nas propriedades com maior dependência de pastagens naturais.

Em Caxias do Sul, a qualidade do leite segue conforme os padrões legais. Já na região de Erechim, os rebanhos estão em boas condições, favorecidos pela recuperação dos recursos hídricos e pela redução das temperaturas, o que proporcionou maior conforto térmico aos animais.

Em Frederico Westphalen, a produção sofreu leve recuo em decorrência do adiantamento do período de vazio forrageiro e das altas temperaturas registradas recentemente. Em Ijuí, os rebanhos manejados a pasto apresentam escore corporal abaixo do ideal, em razão da limitação na oferta de alimentos.

Na região de Passo Fundo, o manejo sanitário e reprodutivo ocorre normalmente, sem registro de alterações. A redução na presença de moscas foi observada como um fator positivo para o bem-estar dos animais. Em Pelotas, os produtores têm enfrentado, além das adversidades climáticas, quedas recorrentes de energia elétrica, o que tem exigido novos investimentos em infraestrutura.

Em Santa Maria, os criadores seguem monitorando a presença de parasitas como moscas e carrapatos, utilizando medidas de controle para minimizar os impactos na produção.





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agronegócio exporta US$ 7,57 bilhões em 2024


As exportações do agronegócio de Santa Catarina alcançaram US$ 7,57 bilhões em 2024, o que corresponde a 64,9% do total exportado pelo estado. Os dados integram a 45ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), que apresenta uma análise detalhada do desempenho do setor e serve de base para políticas públicas e decisões estratégicas voltadas ao campo.

Segundo o Observatório Agro Catarinense, houve uma concentração expressiva das exportações em poucos segmentos. Entre os 25 setores analisados, apenas seis responderam por quase 94% do valor exportado no período. As carnes lideraram com 54,8%, seguidas pelos produtos florestais, que representaram 25,2%.

De acordo com o Epagri/Cepa, os principais itens exportados foram carne de frango, carne suína, madeira, soja em grão, papel e fumo. Juntos, eles representaram 88,1% da receita total do agronegócio catarinense em 2024. A carne suína registrou o maior crescimento em comparação ao ano anterior, com aumento de 8% e total de US$ 1,69 bilhão. Já a carne de frango, principal produto da pauta exportadora, teve crescimento de 0,2%, atingindo US$ 2,29 bilhões.

Para Alexandre Luís Giehl, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, os resultados refletem o diferencial sanitário da produção local e o cenário internacional. “O controle rigoroso em toda a cadeia produtiva é um dos grandes diferenciais da agropecuária catarinense e tem reconhecimento internacional. Esse padrão de qualidade tem garantido a confiança dos mercados mais exigentes e sustentado a posição de destaque do estado no comércio internacional de proteínas animais”, afirma.

Problemas sanitários em outras partes do mundo também contribuíram para impulsionar as exportações do estado. Surtos de peste suína africana e gripe aviária em diversos países aumentaram a demanda por carnes de origem segura, como as de Santa Catarina. Em 2024, as vendas de carne suína para as Filipinas cresceram 48%, enquanto os embarques de carne de frango para o Japão subiram 25%.

A China e os Estados Unidos se mantiveram como os principais compradores do agronegócio catarinense em 2024, com participações de 15,6% e 13%, respectivamente. O Japão foi responsável por 8,2% das aquisições, seguido pelas Filipinas (6%), México (5,9%) e Chile (4,3%). Os números confirmam a presença dos produtos catarinenses em mercados estratégicos da Ásia e das Américas.





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