domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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USDA projeta aumento na produção de trigo de inverno



Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado



Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado
Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado – Foto: Seane Lennon

Segundo o relatório de produção de safras divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em 12 de maio, a produção de trigo de inverno para 2025 foi estimada em 1,382 bilhão de bushels, representando um aumento de 2,4% em relação aos 1,349 bilhão de bushels de 2024. Esse crescimento é atribuído principalmente ao rendimento médio esperado de 53,7 bushels por acre — dois bushels a mais que no ano anterior — que compensou a leve redução de 1,5% na área colhida, estimada em 25,7 milhões de acres. O USDA prevê que 77% da área plantada será colhida para grãos, ante 78% em 2024.

Entre as variedades, o trigo vermelho duro de inverno teve previsão de 784,268 milhões de bushels (+1,8%), o vermelho mole de 344,673 milhões (+0,7%) e o branco mole de 232,084 milhões de bushels (+7%). O trigo branco duro de inverno teve aumento de 5%, totalizando 20,585 milhões de bushels. Todas essas projeções superaram as expectativas médias do mercado, indicando uma perspectiva positiva para a produção, apesar das adversidades climáticas em algumas áreas.

No cenário estadual, o destaque ficou com o Kansas, onde a produção deve atingir 345 milhões de bushels, um acréscimo de 12% sobre 2024. Já em Oklahoma, a previsão foi de queda de 1%, para 107,25 milhões de bushels. A produção deve crescer também no Colorado e em Montana, enquanto recua em Nebraska, Dakota do Sul, Texas e Oklahoma. Conforme o Monitor de Seca do USDA, divulgado em 6 de maio, a seca continua afetando severamente regiões produtoras: 88% do trigo de Nebraska está em áreas secas, assim como 59% de Dakota do Sul, 55% de Montana e 41% do Kansas.





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STJ permite recuperação de créditos de IPI



A decisão também abre caminho para a restituição



A decisão também abre caminho para a restituição
A decisão também abre caminho para a restituição – Foto: Pixabay

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) mudou o entendimento sobre o aproveitamento de créditos de IPI no setor industrial. Agora, empresas podem manter o crédito do imposto pago na aquisição de insumos tributados, mesmo quando o produto final for isento, imune ou sujeito à alíquota zero, como ocorre em exportações, medicamentos e alimentos.

No julgamento do Tema 1.247, com repercussão repetitiva, a 1ª Seção do STJ definiu que o crédito de IPI deve ser preservado sempre que os insumos forem utilizados em processo de industrialização. Esse entendimento tem efeito vinculante, o que obriga sua aplicação por tribunais e pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), aumentando a segurança jurídica para os contribuintes.

Anteriormente, a Receita Federal exigia o estorno proporcional desses créditos em casos de saídas não tributadas, o que gerava distorções nos custos, maior complexidade nos controles internos e prejuízos à competitividade das empresas. Com a nova interpretação, essas práticas deixam de ser exigidas, simplificando a gestão fiscal.

A decisão também abre caminho para a restituição ou compensação de valores dos últimos cinco anos, desde que comprovada a utilização industrial dos insumos tributados. Setores como o farmacêutico, alimentício, editorial e exportador devem ser os mais beneficiados. Recomenda-se que as empresas revisem o mapeamento de créditos, atualizem sistemas, retifiquem apurações anteriores e planejem a recuperação dos valores com base na nova regra.

“A decisão representa uma virada no aproveitamento do crédito de IPI e elimina a necessidade de estornos manuais ou segregações específicas no ERP. É um avanço real para a competitividade industrial”, afirma Helena Cavallini, advogada, pós-graduanda em Direito Tributário pelo IBET e consultora tributária na Evoinc.

 





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Mercado de fertilizantes enfrenta cenário desafiador em 2025



O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas



O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas
O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas – Foto: Divulgação

Segundo relatório do Rabobank, divulgado pela RaboResearch, os preços dos fertilizantes mostram uma tendência de alta para 2025, em contraste com os preços das commodities agrícolas, que não acompanharam esse ritmo. Essa disparidade está pressionando o poder de compra dos produtores rurais em um cenário global turbulento. O índice de acessibilidade da RaboResearch já indica uma transição entre ciclos, saindo de um período de fertilizantes relativamente acessíveis.

O início de 2025 foi marcado por incertezas geopolíticas que impactam diversos mercados, em especial o de insumos agrícolas. O mercado de fertilizantes, por exemplo, foi abalado por novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, cujo anúncio em 2 de abril acentuou a instabilidade. Conflitos internacionais em curso também seguem contribuindo para um ambiente de incerteza, o que tende a manter o mercado pressionado ao longo do ano.

Apesar do contexto global instável, a demanda por fertilizantes segue estável em diversas regiões, como África, Austrália, América do Sul, Europa e EUA. A Índia, tradicionalmente um dos maiores compradores do setor, tem mantido sua relevância ao assegurar liquidez em momentos críticos. No entanto, houve uma retração na demanda sazonal do país, acompanhada do esgotamento dos estoques, levando os agentes de mercado a adotarem uma postura mais cautelosa, aguardando antes de realizar novas compras.

No lado da oferta, há limitações no fornecimento de nutrientes como fosfatos e fertilizantes nitrogenados, impactados por mudanças na dinâmica dos principais players globais e por restrições chinesas às exportações. A expectativa é que a China retome suas exportações apenas no segundo semestre, após atender à demanda interna. Com perspectivas mistas para as commodities — pressão negativa para a soja e otimismo moderado para o milho —, a atenção se volta agora para a evolução das safras no Hemisfério Norte.

 





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Exportação de óleo de soja cresce em Goiás


Segundo dados do boletim Agro em Dados de maio, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o mês de abril marcou o fim da colheita de soja em diversas regiões do país e consolidou uma safra recorde no Brasil, com 167,8 milhões de toneladas. Em Goiás, a colheita foi encerrada no dia 19 de abril, com um avanço de oito pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Com uma produção estimada em 20,4 milhões de toneladas, o estado se destacou nacionalmente. “Goiás registrou o maior rendimento médio das lavouras de soja do país, com 68,7 sacas por hectare”, informa o boletim. Esse desempenho garantiu ao estado a terceira colocação no ranking nacional de produção da oleaginosa.

No cenário internacional, o Brasil se mantém como o maior produtor mundial de soja, responsável por 40% da produção global. Apesar da liderança no grão, o país ainda tem espaço para crescer na cadeia do óleo de soja, setor historicamente dominado por China e Estados Unidos, que juntos respondem por 48% da produção mundial. Atualmente, o Brasil participa com 17%.

Ainda assim, em 2024, a produção brasileira de óleo de soja cresceu 4,5%, totalizando 11,6 milhões de toneladas. No primeiro trimestre de 2025, as exportações brasileiras desse derivado chegaram a 402,7 mil toneladas, um aumento de 73,2%. No mesmo período, Goiás exportou 51,7 mil toneladas, registrando um crescimento de 130,9% nas transações.

A Índia se destacou como destino principal das exportações, tanto em nível nacional quanto estadual. O volume importado pelo país asiático aumentou 62,8% no total embarcado pelo Brasil e 89,6% nas aquisições provenientes de Goiás, o que reforça o potencial de expansão do mercado para o óleo de soja brasileiro.





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Exportações de ovos crescem em abril e Brasil amplia presença em novos mercados


As exportações brasileiras de ovos (considerando produtos in natura e processados) totalizaram 4,3 mil toneladas em abril, volume 271% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 1,17 mil toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, os embarques geraram US$ 10,57 milhões, resultado 252,9% maior que o obtido em abril de 2024, quando as exportações totalizaram US$ 2,99 milhões.

Com o desempenho do mês, o acumulado do quadrimestre de 2025 alcança 13 mil toneladas, alta de 133,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 5,5 mil toneladas. A receita no período chegou a US$ 28,3 milhões, alta de 152,6%, em relação ao mesmo período de 2024, com US$ 11,2 milhões.

“O mês de abril mantém o ritmo positivo das exportações de ovos, com presença crescente do produto brasileiro em mercados de alto valor e rigor sanitário. A ampliação das vendas para os Estados Unidos e o Japão, por exemplo, reforça a confiança internacional na qualidade e na segurança da nossa produção”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Destaques de abril

Entre os principais destinos, os Estados Unidos lideraram as importações de ovos do Brasil no mês, com 2,8 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 6,3 milhões. O Japão aparece na sequência, com 371 toneladas (+298,9%) e receita de US$ 777 mil (+299,7%).

Outros destaques:

México: 242 toneladas embarcadas – país que retoma posição entre os principais compradores;

 

Chile: 638 toneladas (-11,7%), com receita de US$ 1,58 milhão (-8,4%);

 

Uruguai: 83 toneladas (+18,6%), com receita de US$ 406 mil (+61,6%);

 

União Europeia: 22 toneladas (+64%), com receita de US$30 mil (-21,6%);

 

Libéria: 15 toneladas (+36,7%) com receita de US$40 mil (+51,9%);

 

Ilhas Marshall e Aruba também integraram a lista de destinos do mês.

 

“Estamos observando uma recomposição estratégica da pauta exportadora. Os embarques estão mais diversificados e com presença em mercados que demandam produtos com alto padrão de qualidade, abrindo caminho para a consolidação de fluxos duradouros”, analisa Santin.





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Oferta mundial de milho deve crescer em 2025/26


Com base nas estimativas do Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em maio, a produção mundial de milho deverá crescer em 2025/26. A previsão é de 1,264 bilhão de toneladas, ante 1,221 bilhão em 2024/25. Apesar do aumento na oferta, os estoques finais devem recuar de 287,29 milhões para 277,84 milhões de toneladas, o que indica maior consumo global. A expectativa de elevação da produção global é puxada, sobretudo, pelos ganhos nos Estados Unidos, Ucrânia e Argentina.

Para o Brasil, o USDA projeta uma leve alta na produção de milho em 2025/26, passando de 130 milhões para 131 milhões de toneladas. As exportações devem se manter estáveis em 43 milhões de toneladas. Já os estoques finais devem apresentar forte recuo, de 5,98 milhões para 2,58 milhões de toneladas, sinalizando maior escoamento da produção ou consumo interno mais elevado no próximo ciclo.

Nos Estados Unidos, maior produtor e exportador global, a safra de milho deve crescer de 377,63 milhões para 430,55 milhões de toneladas. A produtividade também deve subir de 187,56 para 189,35 sacas por hectare, enquanto os estoques finais devem aumentar de 35,95 milhões para 45,72 milhões de toneladas. O uso para etanol permanece em 139,71 milhões de toneladas. As exportações devem atingir 72,8 milhões de toneladas em 2025/26, frente às 66,04 milhões previstas para 2024/25, refletindo maior competitividade no mercado externo.

Na Argentina, a expectativa é de recuperação da produção, que deve subir de 50 milhões para 53 milhões de toneladas entre as safras 2024/25 e 2025/26. Os estoques finais devem crescer de 2,38 milhões para 2,79 milhões de toneladas, enquanto as exportações também devem avançar, passando de 35,5 milhões para 37 milhões de toneladas.

Por fim, a Ucrânia, importante fornecedor do Leste Europeu, também apresenta projeção de crescimento. A produção de milho deve avançar de 26,8 milhões para 30,5 milhões de toneladas. Os estoques finais praticamente dobram, de 310 mil para 600 mil toneladas, e as exportações devem aumentar de 22 milhões para 24 milhões de toneladas.

 





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Goiás avança no uso de bioinsumos na cana-de-açúcar



Bioinsumos ganham espaço em lavouras de cana




Foto: Canva

A cultura da cana-de-açúcar em Goiás tem avançado com a incorporação de tecnologias voltadas à mecanização e ao uso de bioinsumos, conforme destaca o boletim Agro em Dados de maio, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás. O estado tem se consolidado como um dos polos mais desenvolvidos na produção dessa cultura no país.

Além de ser base para a produção de açúcar e etanol, a cana-de-açúcar gera subprodutos e resíduos que têm sido aproveitados para fins como a geração de energia elétrica, fabricação de ração animal e produção de fertilizantes agrícolas.

O boletim indica que a cultura se adapta bem a regiões tropicais, com temperaturas entre 24°C e 30°C e precipitação anual entre 1.200 e 1.500 milímetros, desde que bem distribuída. “Solos profundos, bem drenados e com pH entre 5,5 e 6,5 são condições essenciais para o desenvolvimento da planta”, informa o documento.

Segundo o levantamento, a adaptabilidade da cana a diferentes tipos de solo, aliada à rusticidade da planta, contribui para sua presença em diversas regiões do país. Em Goiás, a modernização das lavouras tem se intensificado. “Os produtores têm investido na mecanização e no uso de biofertilizantes e agentes de controle biológico, especialmente em áreas de renovação de canaviais”, aponta o boletim.

As práticas adotadas visam manter o equilíbrio microbiológico do solo e controlar pragas, reduzindo a dependência de defensivos químicos. O uso desses recursos tem promovido ganhos em produtividade e aumentado a longevidade dos canaviais, ao mesmo tempo em que atende à demanda por uma produção agrícola mais sustentável.





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Cotonicultura mineira cresce, mas seca desafia produtividade


Minas Gerais, terceiro maior produtor de algodão do país, registra um salto expressivo na área plantada para a safra 2024/2025. De acordo com estimativas da Associação Mineira dos Produtores de algodão (Amipa), o estado aumentou em 34% sua área cultivada com a fibra, movimento que acompanha a tendência de expansão nacional da cotonicultura.

Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) indicam que o algodão ocupará cerca de 2,14 milhões de hectares no Brasil nesta safra. A projeção preliminar aponta para uma colheita de 3,95 milhões de toneladas, volume 6,8% superior ao registrado no ciclo anterior. Esse crescimento é impulsionado, em boa parte, pelo aumento de áreas plantadas em estados como Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia.

Apesar da expansão, o clima seco registrado em diversas regiões mineiras acende um sinal de alerta. Segundo o diretor-executivo da Amipa, Licio Pena de Sairre, a estiagem pode comprometer a produtividade nas lavouras de sequeiro. “Teremos um aumento significativo na produção, por conta da maior área plantada, mas a produtividade tende a ser menor do que no ano passado”, explica o dirigente.

A estiagem, já prevista pela Abrapa em relatórios anteriores, motivou os produtores a adotarem estratégias antecipadas para minimizar os impactos do clima adverso. Entre elas, destaca-se a própria ampliação da área cultivada como forma de compensar possíveis perdas na produção por hectare.

Para enfrentar os desafios impostos pela instabilidade climática, os produtores de algodão em Minas têm investido cada vez mais em tecnologia e práticas sustentáveis. O uso de sementes transgênicas tolerantes à seca e resistentes a pragas, por exemplo, tem sido um dos caminhos adotados para manter a rentabilidade da cultura. “O nível tecnológico sobe quando se inclui o algodão no sistema produtivo. O produtor precisa estar atento às inovações que garantem mais resiliência ao campo”, afirma Licio.

Mesmo com o cenário desafiador, a cotonicultura mineira segue firme no compromisso com a inovação, buscando garantir uma produção de qualidade capaz de abastecer tanto o mercado interno quanto o externo. A expectativa é que, com o avanço das boas práticas agrícolas e o uso intensivo de tecnologia, o setor mantenha sua relevância e competitividade, mesmo sob condições climáticas desfavoráveis.





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Como montar sua horta caseira com pouco espaço



Hortas em casa crescem com uso de pequenos espaços




Foto: Seane Lennon

Ter uma horta em casa pode representar mais do que um hábito alimentar: é uma alternativa que alia saúde, economia e praticidade. Com o cultivo de alimentos frescos e livres de agrotóxicos, famílias podem garantir uma dieta mais equilibrada e reduzir gastos, mesmo com espaço limitado.

Pensando nesse cenário, a ISLA Sementes, empresa especializada em variedades de sementes de hortaliças, flores, ervas, temperos e microverdes, tem incentivado o cultivo doméstico, especialmente em ambientes urbanos e compactos. De acordo com Leandro Mello, especialista da empresa, o sucesso da horta está na escolha de variedades adequadas e nos cuidados com o cultivo. “Vasos, jardineiras e hortas verticais são excelentes alternativas para quem quer cultivar mesmo sem dispor de muito espaço. Optar por variedades compactas, utilizar substratos enriquecidos e garantir uma boa iluminação e irrigação são cuidados fundamentais para o crescimento saudável das plantas em ambientes reduzidos”, afirma.

Ervas como manjericão, hortaliças como alface e espinafre, além de temperos como coentro e pimenta, são algumas das opções indicadas para cultivo em pequenos vasos ou jardineiras. Alimentos como pimentão e tomate cereja também se destacam pela adaptabilidade a espaços restritos e pelo valor nutricional.

Para quem deseja iniciar uma horta em casa, é fundamental escolher um local que receba ao menos quatro horas diárias de sol, preparar a terra com material orgânico e garantir vasos com capacidade adequada, como os de 18 litros. A manutenção básica inclui regas moderadas, podas regulares e observação constante de sinais de pragas.

Com planejamento e atenção aos cuidados básicos, o cultivo doméstico pode se tornar uma prática acessível e eficiente, contribuindo tanto para a alimentação quanto para a sustentabilidade no cotidiano urbano.





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Soja segue pressionada com plantio acelerado nos EUA


O mercado da soja manteve tom de cautela na última semana. O avanço do plantio nos Estados Unidos, aliado a um clima favorável, gerou pressão adicional sobre os preços na Bolsa de Chicago. Ao mesmo tempo, o ritmo mais lento das exportações brasileiras contribuiu para conter os prêmios e limitar reações no mercado físico nacional.

Segundo análise da Grão Direto, os contratos da oleaginosa registraram variações discretas, refletindo a expectativa de uma safra cheia nos Estados Unidos. O contrato de maio de 2025 fechou a US$ 10,44 por bushel, com leve alta de 0,58%, enquanto o contrato para março de 2026 encerrou praticamente estável, cotado a US$ 10,48. No mercado interno, os preços tiveram pouca oscilação, acompanhando a calmaria no câmbio, que segue na casa de R$ 5,65.

As exportações brasileiras também ajudaram a manter o mercado mais contido. A Anec estima embarques de 12,6 milhões de toneladas em maio – abaixo das 13,5 milhões registradas em abril. A baixa demanda externa e a ausência de fatores de alta sustentada reduziram o apetite comprador, tanto no mercado spot quanto nas negociações futuras.

Um ponto de atenção segue sendo a guerra comercial entre Estados Unidos e China. A retomada das conversas entre as duas potências gerou um otimismo moderado, mas ainda sem impactos concretos nas cotações. Qualquer avanço nas negociações pode alterar o fluxo global de comércio e mexer com os preços da soja nas próximas semanas.

Para os próximos dias, o foco do mercado estará nas novas estimativas do relatório WASDE, divulgado pelo USDA nesta segunda-feira (12). A expectativa é de aumento nos estoques globais, o que reforça o viés de estabilidade no curto prazo. Ainda assim, há incertezas quanto ao real tamanho da produção americana, especialmente diante das margens apertadas identificadas por universidades norte-americanas, como Illinois, que podem provocar ajustes nas áreas de plantio.

No Brasil, o mercado já começa a se posicionar para a safra 2025/26. A recente queda do dólar e dos fertilizantes ajuda a reduzir parte dos custos, mas o crédito caro continua sendo o principal obstáculo para o produtor. Nesse cenário, operações de barter devem ganhar espaço como forma de garantir insumos e travar preços ainda neste primeiro semestre.





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