quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Um detalhe no cadastro pode travar seu crédito rural



O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais


O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais
O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais – Foto: Canva

A regularidade ambiental passou a ocupar papel central no acesso ao crédito rural no país. Segundo Rafael Guazelli, sócio-fundador da Guazelli Advocacia, a análise do Cadastro Ambiental Rural ganhou peso decisivo nas avaliações feitas por instituições financeiras.

O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais, sociais e de governança e também com novas diretrizes do Banco Central. Nesse contexto, o CAR passou a ser analisado de forma mais rigorosa e automatizada. Situações como sobreposição de áreas ou déficit de reserva legal sem compensação podem bloquear imediatamente a liberação de financiamento.

Além disso, instituições financeiras passaram a utilizar sistemas de inteligência artificial capazes de cruzar informações declaradas no cadastro com imagens de satélite atualizadas. Quando há divergência entre os dados registrados e o que é identificado nas imagens, como indícios de desmatamento recente ou uso irregular da área, o impacto pode ser direto na classificação de risco do produtor, reduzindo a possibilidade de obtenção de crédito.

Outro ponto que tem preocupado produtores é a situação de cadastros que estão ativos, mas ainda não homologados pelos órgãos responsáveis. Com o aumento da demanda por custeio para a próxima safra em 2026, essa pendência administrativa pode se transformar em um obstáculo relevante no relacionamento com bancos.

Nesse ambiente mais rigoroso, a regularização ambiental deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a integrar a estratégia financeira das propriedades. A avaliação jurídica do CAR antes da busca por financiamento, a defesa administrativa em autos de infração que possam bloquear operações e o ajuste de termos de compromisso para evitar restrições são medidas que ajudam a preservar o fluxo de crédito. A orientação é não deixar a regularização para o momento em que o recurso já é necessário, já que o planejamento jurídico agrário pode ser determinante para garantir a continuidade da produção.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Falta de chuva reduz potencial da cana-de-açúcar



Falta de chuva reduz potencial da cana-de-açúcar



Foto: Canva

O desenvolvimento da cana-de-açúcar na região administrativa de Emater/RS-Ascar em Santa Rosa apresenta resultados distintos conforme as condições climáticas registradas nas últimas semanas. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na quinta-feira (5).

De acordo com o relatório da Emater/RS-Ascar, nas áreas onde houve maior estabilidade climática o desenvolvimento vegetativo da cultura é considerado satisfatório. Já nas localidades com registro de chuvas insuficientes e temperaturas elevadas, o crescimento dos colmos e a absorção de nutrientes foram prejudicados, o que compromete o potencial produtivo das lavouras.

O documento também aponta atraso no desenvolvimento das áreas que passaram por corte e dos plantios mais recentes. Em função do menor porte das plantas, produtores já estimam uma leve redução na produção da cultura na região.

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a cana-de-açúcar possui participação econômica limitada nos municípios atendidos pela regional de Santa Rosa. A produção ocorre, em sua maioria, em pequenas áreas destinadas à alimentação animal e ao processamento artesanal, principalmente para a fabricação de melado, rapadura e cachaça.

O levantamento indica ainda que o preço da cana-de-açúcar permanece em torno de R$ 136,60 por tonelada.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Cepea/Abiove: Avanço da agroindústria gera nova revisão positiva no PIB da…


Com um novo avanço da agroindústria no terceiro trimestre, o já expressivo crescimento do PIB da cadeia da soja e do biodiesel para 2025 passou por mais uma revisão positiva. No segmento de esmagamento, o resultado esteve em linha com a melhora das perspectivas para o ano indicada pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). No caso do biodiesel, o movimento foi impulsionado pela aceleração da produção observada no terceiro trimestre, associada à entrada do B15 em 1º de agosto.

Diante disso, os estudos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove, apontam que o PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode crescer expressivos 11,66% em 2025. A estimativa atual supera em 0,37 ponto percentual a do relatório anterior, refletindo o avanço da agroindústria e seu impacto positivo sobre os agrosserviços da cadeia.

De modo geral, a colheita de uma safra 2024/25 de soja recorde no Brasil e a intensificação do processamento do grão por parte da indústria vêm sustentando a previsão de forte alta do PIB da cadeia da soja e do biodiesel em 2025. Com isso, o PIB da cadeia produtiva representaria 23% do PIB do agronegócio neste ano e 5,7% do PIB nacional.

Apesar desse desempenho, segundo pesquisadores do Cepea/Abiove, com novas quedas de preços no terceiro trimestre, a variação dos preços relativos tornou-se negativa para a cadeia produtiva. Entre janeiro a setembro de 2024 e de 2025, os preços da cadeia produtiva recuaram 7,27% – uma piora frente à estimativa anterior, que apontava estabilidade. Essa deterioração no terceiro trimestre decorreu exclusivamente das fortes elevações de preços observadas no mesmo período de 2024, uma vez que, em geral, houve alta de preços ao longo do terceiro trimestre de 2025 – caracterizando, portanto, um efeito de base de comparação. Esse movimento também levou à redução da estimativa de avanço da renda da cadeia da soja e do biodiesel, embora a expansão dos volumes produzidos ainda assegure crescimento. A estimativa atual indica alta de 3,54% na renda da cadeia em 2025, revertendo uma sequência de três anos consecutivos de queda. Ainda assim, essa projeção foi revisada para baixo pela segunda vez no terceiro trimestre (era de +11,19% no relatório anterior).

Com base nas informações levantadas até o encerramento do terceiro trimestre de 2025, estima-se que o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada poderá representar 4,2 vezes o PIB gerado pela soja produzida e exportada diretamente.

MERCADO DE TRABALHO – Houve aumento de 7,15% no número de pessoas ocupadas na cadeia produtiva da soja e do biodiesel no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 2,39 milhões de trabalhadores. Com isso, a participação da cadeia produtiva na economia brasileira foi de 2,34% e, no agronegócio, de 10,35%.

De acordo com pesquisadores do Cepea/Abiove, o avanço das ocupações no trimestre – refletindo o desempenho ao longo de 2025 – decorreu principalmente dos aumentos registrados antes da porteira e nos agrosserviços.

A maior área destinada à soja e o crescente uso de tecnologia levaram o segmento de insumos a registrar aumento de 7,09% no número de pessoas ocupadas, o que representa cerca de 10 mil trabalhadores adicionais. Nos agrosserviços, o crescimento foi de 12,08%, associado ao aumento da produção física e do processamento da soja, que amplia a demanda por serviços e aquece o mercado de trabalho nesse segmento.

Por outro lado, dentro da porteira e nas agroindústrias, o cenário foi de redução das ocupações. Na soja, houve queda de 30.291 pessoas ocupadas (-6,98%), com recuo observado na maioria dos estados produtores, indicando ganhos de produtividade do trabalho. Destaca-se, ainda, a perda expressiva de ocupações no Rio Grande do Sul (-26.655 pessoas), que teve uma quebra de safra por questões climáticas. Na agroindústria, as indústrias de rações e de esmagamento e refino reduziram suas ocupações, e o pequeno aumento observado na indústria de biodiesel não foi suficiente para reverter o resultado agregado do segmento.

COMÉRCIO EXTERIOR – As exportações brasileiras da cadeia da soja e do biodiesel totalizaram 35,54 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2025, avanço de 11,78% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Com o crescimento dos volumes embarcados, a variação da receita passou a ser positiva na comparação trimestral: +4,47%, alcançando US$ 14,5 bilhões no período. O avanço mais moderado da receita frente ao crescimento dos volumes reflete os menores preços de exportação da soja e do farelo de soja.

A pressão sobre os preços de exportação do grão e do farelo decorreu da ampla oferta desses produtos no mercado internacional, apesar da demanda firme. Para 2025/26, as projeções indicam mudança na tendência de disponibilidade global, com expectativa de queda na produção.

No caso da soja em grão, o aumento dos embarques foi impulsionado principalmente pela China e pelo Sudeste Asiático. Para o farelo, destacaram-se como destinos com crescimento a União Europeia e o Leste Asiático. Já no caso do óleo de soja, diante da firme demanda doméstica, houve redução dos volumes exportados, com quedas sobretudo para a China e para o grupo de “outros destinos”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

5 estados em risco de alagamentos e transtornos nesta semana


A previsão do tempo indica o retorno de chuvas intensas e volumosas em áreas do Centro-Sul do país ao longo desta semana. As informações são do serviço meteorológico Meteored, que aponta risco de acumulados próximos de 200 milímetros até o fim da segunda semana de março.

Segundo a análise do Meteored, dois sistemas meteorológicos devem favorecer o aumento das precipitações: a atuação de uma frente fria e a presença de uma área de alta pressão atmosférica sobre o oceano. Esses sistemas devem manter condições para chuvas frequentes e, em alguns pontos, intensas, com potencial para provocar transtornos como alagamentos, inundações e deslizamentos de terra, especialmente em áreas urbanas.

A previsão para os próximos dias indica aumento das instabilidades em diversas regiões do país, com pancadas de chuva recorrentes que podem ocorrer acompanhadas de rajadas de vento e temporais. Essas condições ampliam o risco de alagamentos e movimentos de massa em estados do Centro-Oeste e do Sudeste.

Nesta terça-feira (10), a previsão aponta chuvas fracas a moderadas e possibilidade de pancadas isoladas entre o norte e o leste do Paraná e em grande parte do São Paulo. Durante a tarde, as instabilidades devem se intensificar, com precipitações localmente fortes no norte paranaense, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais — com exceção do norte do estado — e em Mato Grosso do Sul. Pancadas pontualmente intensas também são previstas no Espírito Santo e em áreas do sul de Goiás e do Mato Grosso. À noite, ainda há possibilidade de instabilidades entre Mato Grosso do Sul, norte do Paraná e São Paulo.

Na quarta-feira (11) e na quinta-feira (12), o período da manhã deve começar com chuvas de intensidade fraca a moderada e possibilidade de pancadas isoladas mais fortes entre São Paulo, o sul de Minas Gerais e o sul do Rio de Janeiro. Ao longo da tarde, as precipitações tendem a se intensificar e se espalhar por praticamente todo o Sudeste, com exceção do norte mineiro, além de áreas de Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, sul de Mato Grosso e regiões do norte e leste do Paraná. Também podem ocorrer trovoadas isoladas.

De acordo com o Meteored, essas chuvas devem ocorrer de forma localizada e irregular, com pancadas mais intensas em alguns pontos. Mesmo assim, há previsão de continuidade das instabilidades no período da noite em todos esses estados.

Na sexta-feira (13), as precipitações devem se formar principalmente durante a tarde, com intensidade moderada e trovoadas isoladas, concentrando-se sobretudo na Região Sudeste e em áreas do Centro-Oeste. No Paraná, a chuva deve ocorrer principalmente na faixa leste devido à circulação atmosférica.

Os acumulados previstos até a noite de sexta-feira podem superar 110 milímetros em áreas centrais do Mato Grosso do Sul, no norte do Paraná, no Triângulo e no sul de Minas Gerais, além de regiões de São Paulo e do sul do Rio de Janeiro. Em algumas áreas, os volumes podem variar entre 170 e 190 milímetros.

O alerta é para que a população acompanhe os avisos meteorológicos ao longo da semana, já que as chuvas podem ocorrer de forma persistente e concentrar volumes elevados em curto período, aumentando o risco de transtornos, principalmente em áreas mais vulneráveis.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mudança no Funrural pode cortar margem do produtor



A mudança cria um dilema prático no calendário de comercialização


A mudança cria um dilema prático no calendário de comercialização
A mudança cria um dilema prático no calendário de comercialização – Foto: Pixabay

Mudanças nas regras tributárias voltadas ao setor rural colocam produtores diante de decisões que podem afetar diretamente a rentabilidade das safras e o planejamento financeiro das propriedades. Segundo Caíque Pedrozo, especialista em contabilidade no agronegócio, a implementação da Lei Complementar nº 224/2025 inaugura uma fase de atenção redobrada para quem comercializa produção agrícola no país.

A partir de 1º de abril de 2026 entram em vigor novas alíquotas do Funrural, com reajuste médio de cerca de 10% na carga tributária incidente sobre a receita bruta. Até 31 de março, produtores rurais pessoa física recolhem 1,50%. Após essa data, a alíquota passa para 1,63%. No caso dos produtores pessoa jurídica, a cobrança sobe de 2,05% para 2,23%.

A mudança cria um dilema prático no calendário de comercialização. Quem optar por faturar a produção até o fim de março mantém a alíquota atual e pode preservar entre 0,13% e 0,18% do faturamento bruto. Em operações de maior volume, essa diferença pode representar recursos suficientes para custear parte do frete ou de insumos da próxima safra. Além disso, a retenção menor na fonte garante maior liquidez imediata ao produtor.

Por outro lado, concentrar vendas antes da virada do mês pode gerar dificuldades logísticas. A pressa para emissão de notas e organização de carregamentos tende a pressionar o transporte e pode provocar concentração de oferta no mercado, com possível impacto nos preços das commodities no curto prazo.

Adiar a comercialização para abril também envolve cálculos. Caso a curva de preços indique valorização superior ao aumento tributário, estimado em torno de 0,2%, o produtor pode alcançar resultado líquido maior mesmo com a nova alíquota. Ainda assim, o aumento do Funrural representa um custo estrutural permanente, reduzindo a margem por saca ou arroba. Transições tributárias também costumam exigir atenção extra para evitar erros em notas fiscais ou instabilidades em sistemas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Desaceleração da safra impulsiona preços do tomate



Preços do tomate longa vida 3A tiveram altas expressivas


Foto: Divulgação

Na primeira semana de março, os preços do tomate longa vida 3A tiveram altas expressivas em todos os atacados acompanhados pelo Cepea. Em São Paulo, a média de preços foi de R$ 110/cx (de 2 a 6 de março), com forte alta de 55,2% em relação à da última semana de fevereiro; em Belo Horizonte (MG), a média foi de R$ 106,84/cx, avanço de 45,7%; no Rio de Janeiro (RJ), o produto foi comercializado a R$ 128,75/cx, aumento de 26,2%.

O destaque foi o atacado de Campinas (SP), onde a elevação foi de expressivos 85%, com a média da semana passada a R$ 140,71/cx. A valorização reflete a redução de oferta nos entrepostos, influenciada, por sua vez, pela desaceleração da safra em Caçador (SC) após o período de pico de colheita.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Programas ampliam foco em grãos de baixo carbono



O lançamento está previsto para 11 de março


O lançamento está previsto para 11 de março
O lançamento está previsto para 11 de março – Foto: Divulgação

Iniciativas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa ganham espaço na produção agrícola brasileira diante da crescente demanda por alimentos produzidos de forma sustentável. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), novos programas buscam ampliar a competitividade de culturas importantes no país ao associar produtividade a critérios ambientais reconhecidos internacionalmente.

Nesse contexto, a Embrapa lançará os programas Milho Baixo Carbono (MBC) e Sorgo Baixo Carbono (SgBC), com o objetivo de desenvolver e validar protocolos de certificação baseados em critérios técnico-científicos capazes de mensurar a intensidade das emissões de gases de efeito estufa por tonelada de grão produzida. As iniciativas pretendem diferenciar e agregar valor ao milho e ao sorgo cultivados com práticas e tecnologias sustentáveis, ampliando oportunidades em mercados cada vez mais atentos à origem e à sustentabilidade dos alimentos.

O lançamento está previsto para 11 de março, durante as comemorações dos 50 anos da Embrapa Milho e Sorgo, em Minas Gerais. A abertura de edital público para seleção de instituições apoiadoras ocorrerá em agosto de 2026, etapa considerada fundamental para viabilizar a construção coletiva das diretrizes técnicas e a validação dos protocolos.

Os trabalhos serão estruturados em duas fases. A primeira envolve o desenvolvimento das diretrizes técnicas e a criação dos protocolos de certificação, que deverão ser registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária. Durante essa etapa, áreas de observação em diferentes localidades irão gerar dados sobre insumos, operações mecanizadas e balanço de carbono no solo, permitindo calcular as emissões ao longo do processo produtivo.

A validação dessas diretrizes ocorrerá ao longo de três ciclos produtivos. A partir desse processo, a segunda fase prevê a implementação dos selos de certificação no mercado por meio de certificadoras habilitadas, dentro de um sistema baseado em medição, relato e verificação das emissões.

Os programas se somam a outras iniciativas conduzidas pela Embrapa voltadas à descarbonização da agropecuária, como as marcas-conceito Carne Baixo Carbono, Soja Baixo Carbono e Trigo Baixo Carbono, além de ferramentas para cálculo da pegada de carbono em sistemas de produção agrícola.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Queda nas importações favorece liquidez no mercado interno de trigo



Importações brasileiras de trigo vêm diminuindo nos últimos meses


Foto: Canva

Segundo dados do Cepea, as importações brasileiras de trigo vêm diminuindo nos últimos meses. Em fevereiro, as compras externas foram as menores em 18 anos para um único mês.

No acumulado de 12 meses, o volume adquirido é o mais baixo desde o período encerrado em setembro de 2024. Pesquisadores do Cepea apontam que, para os próximos meses, o aumento no valor do dólar e os estoques mais ajustados nos moinhos podem manter as compras externas lentas e favorecer o aumento da liquidez no mercado interno.

De acordo com pesquisadores do Cepea, agentes do mercado de trigo estiveram atentos aos conflitos no Oriente Médio, que repercutiram no mercado internacional e elevaram as cotações futuras. A valorização do dólar frente ao Real na última semana também favoreceu pedidos de preços mais altos por parte de vendedores domésticos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de laranja aumenta e pressiona preços em SP e MG


O Cinturão Citrícola de São Paulo e o Triângulo/Sudoeste Mineiro devem produzir 292,6 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2025/26. Esse volume é 26,7% maior do que o colhido na safra 2024/25. Os dados são do relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) com base em levantamento realizado pelo Fundecitrus.

Ainda segundo o relatório, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, a produtividade estimada é de 807,9 caixas por hectare, 18% maior que na safra anterior. O peso médio das laranjas deve atingir 153 gramas e a taxa de queda dos frutos pode chegar a 23%.

As variedades Hamlin, Westin e Rubi já tiveram as suas colheitas concluídas, com produção estimada de 46,2 milhões de caixas, 23% maior que a do ciclo passado. As taxas de queda das variedades precoces são as mais baixas: 16,9% para Hamlin, Westin e Rubi e 18,5% para as demais precoces. A safra da variedade Pera Rio está estimada em 87,65 milhões de caixas, com peso médio de 153 gramas/fruto, sendo necessários 267 frutos para compor uma caixa de 40,8 kg.

As variedades tardias sofreram mais com as chuvas intensas de janeiro, afetando a qualidade dos frutos, com a produção das laranjas Valência e Folha Murcha estimada em 104,3 milhões de caixas, com peso médio de 161 gramas. A produção da variedade Natal deve alcançar 36,8 milhões de caixas, com média de 250 frutos por caixa e taxa de queda estimada em 28,5%.

A oferta elevada, maior taxa de queda e redução na qualidade das variedades de mesa devido às chuvas, mantiveram os preços da laranja em São Paulo pressionados no início de 2026. Em meados de fevereiro, o indicador da laranja indústria estava em aproximadamente R$ 32 por caixa, acumulando variação mensal negativa de quase 12%.

Clique na imagem abaixo para acessar o relatório completo, e acesse o Painel de Dados da Faesp para mais informações sobre os principais produtos agropecuários e outras estatísticas importantes para o agronegócio paulista e brasileiro.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Programa leva transferência de embriões ao campo


O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) colocou em prática o Programa Nacional de Transferência de Embriões da Agricultura Familiar, instituído pela Portaria nº 28/2025, com a proposta de ampliar o acesso de pequenos produtores a tecnologias de melhoramento genético. A iniciativa busca elevar a produtividade de leite e carne nas propriedades familiares por meio da utilização de biotecnologia reprodutiva.

De acordo com o ministério, o programa pretende democratizar o acesso a material genético de alto desempenho, permitindo que produtores familiares utilizem técnicas antes concentradas em grandes propriedades. A transferência de embriões possibilita o nascimento de animais com genética superior de pai e mãe, diferentemente da inseminação artificial convencional, em que apenas a genética do touro é selecionada.

O ministro do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que a política pública busca ampliar a competitividade do setor. “A pasta está entregando ao pequeno produtor a tecnologia que antes era restrita aos grandes, garantindo que o rebanho da agricultura familiar seja sinônimo de excelência e renda”, disse.

O processo envolve a seleção de fêmeas doadoras com genética comprovada e de vacas receptoras presentes nas propriedades rurais. Após a fertilização em laboratório, o embrião é implantado na receptora, que gestará o animal com características produtivas superiores, como maior adaptação ao clima tropical, melhor conversão alimentar no caso de gado de corte e aumento da produção de leite.

Para apoiar a implantação da tecnologia nas propriedades, o programa prevê suporte técnico especializado. Os produtores podem destinar até 2% do valor financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para assistência técnica, que acompanha desde a seleção das receptoras até os primeiros meses de desenvolvimento dos animais.

A secretária-executiva do MDA, Fernanda Machiaveli, destacou que a logística de distribuição do material genético e do conhecimento técnico é fundamental para o funcionamento do programa. “Nosso foco é assegurar que o conhecimento e o material genético cheguem com qualidade às áreas mais remotas, fortalecendo as cooperativas locais”, afirmou.

Segundo o ministério, a expectativa é que, nos próximos cinco anos, a biotecnologia reprodutiva passe a integrar de forma mais ampla o cotidiano das propriedades familiares, ampliando a produtividade e fortalecendo a produção de alimentos no país.





Source link