domingo, abril 26, 2026

Política & Agro

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Tem algo acontecendo com o arroz no Brasil



Ainda em 2017, relatórios oficiais já indicavam uma tendência de redução da área


Ainda em 2017, relatórios oficiais já indicavam uma tendência de redução da área plantada
Ainda em 2017, relatórios oficiais já indicavam uma tendência de redução da área plantada – Foto: USDA

O mercado de arroz no Brasil vem apresentando sinais consistentes de mudança ao longo dos últimos anos, com transformações que vão além de oscilações pontuais de safra. Segundo Jeferson Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, a análise se baseia em dados históricos e projeções divulgadas pelo Ministério da Agricultura.

Ainda em 2017, relatórios oficiais já indicavam uma tendência de redução da área plantada, enquanto o consumo interno permanecia estável e a produção se mantinha sustentada principalmente por ganhos de produtividade. O cenário mais recente, que considera o período entre as safras 2023/24 e 2033/34, reforça e amplia esse movimento.

Segundo o especialista, os dados apontam que o consumo, antes praticamente estagnado, passa a registrar queda gradual. Ao mesmo tempo, a produção tende à estabilidade ou até a uma leve retração, refletindo diretamente a continuidade da redução de área cultivada. Esse conjunto de fatores indica que o setor não enfrenta apenas um ciclo negativo, mas sim uma mudança estrutural no mercado.

Outro ponto relevante é o avanço de outros países na produção e participação global, ocupando espaços que antes eram mais presentes no cenário brasileiro. Esse movimento amplia a pressão competitiva e exige maior atenção estratégica dos agentes do setor.

Diante desse contexto, a leitura dos dados passa a ser determinante para decisões futuras. A capacidade de adaptação ao novo cenário e o posicionamento dentro desse mercado em transformação tendem a definir quais players conseguirão se destacar nos próximos anos.

 





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Soja dispara com surpresa nos EUA e agita mercado



Os contratos futuros encerraram o dia com ganhos consistentes


Os contratos futuros encerraram o dia com ganhos consistentes
Os contratos futuros encerraram o dia com ganhos consistentes – Foto: Pixabay

O mercado da soja apresentou valorização no cenário internacional, impulsionado por expectativas em torno da área de plantio e ajustes técnicos. Segundo análise da TF Agroeconômica , o movimento foi sustentado por uma projeção de área nos Estados Unidos abaixo do esperado, o que estimulou compras e elevou as cotações em Chicago.

Os contratos futuros encerraram o dia com ganhos consistentes, refletindo a reação dos agentes ao número divulgado pelo USDA, que indicou plantio de 34,28 milhões de hectares. A leitura do mercado apontava para uma migração maior de áreas do milho para a soja, o que não se confirmou. Esse fator compensou, ao menos inicialmente, os estoques trimestrais mais elevados, estimados em 57,28 milhões de toneladas.

No Brasil, o avanço da colheita segue em ritmo moderado, atingindo 74,3% da área, levemente acima da média histórica, mas ainda abaixo do registrado no ciclo anterior. No Sul, o mercado físico apresentou pouca movimentação, com ajustes pontuais de preços e influência direta de fatores externos, além do custo logístico pressionando as negociações.

Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria sustentou as cotações no porto, contrastando com o cenário mais travado em outras regiões. Já no Paraná, questões envolvendo qualidade e custos elevaram a tensão no mercado, enquanto no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso o encarecimento do diesel e do frete limitou a comercialização, mesmo diante de uma safra volumosa.

O cenário geral indica um descompasso entre o suporte externo e as dificuldades internas, com logística e custos operacionais reduzindo a capacidade do produtor de capturar melhores preços.

 





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Milho cai no dia, mas surpreende no mês



Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa


Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa
Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa – Foto: Divulgação

O mercado de milho apresentou oscilações recentes, refletindo fatores externos e ajustes internos após um período de valorização. Na bolsa brasileira, os preços recuaram no fechamento mais recente, em movimento alinhado ao câmbio e ao desempenho internacional, enquanto o mês anterior consolidou ganhos relevantes. As informações são da TF Agroeconômica.

Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa, acompanhando a desvalorização do dólar e a fraqueza observada em Chicago. O movimento também foi influenciado por realizações de lucro após as altas registradas ao longo de março. Mesmo com a queda diária, os contratos mantêm desempenho positivo na semana e no acumulado mensal, com avanços que superaram 5% em alguns vencimentos e ultrapassaram 6% nos contratos mais longos.

No mercado físico, a valorização foi mais moderada, com alta pouco acima de 1%, enquanto questões climáticas e atrasos no plantio da safrinha seguem no radar. No Rio Grande do Sul, a comercialização permanece lenta e regionalizada, com compradores priorizando estoques próprios e preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança, mas em ritmo mais lento, influenciada pela priorização da soja.

Em Santa Catarina, o avanço da colheita contrasta com a baixa fluidez nas negociações. A diferença entre preços pedidos e ofertados limita novos negócios, mantendo o mercado travado mesmo diante de alguma restrição de oferta em regiões específicas. No Paraná, o cenário é semelhante, com desalinhamento entre compradores e vendedores e impacto das condições climáticas sobre a safrinha.

Já em Mato Grosso do Sul, o mercado mostra recuperação após quedas anteriores, sustentado parcialmente pela demanda do setor de bioenergia. Ainda assim, o ambiente segue competitivo e com baixa liquidez, enquanto a semeadura avança de forma mais lenta devido às chuvas.

 





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Preços do trigo seguem firmes com oferta restrita



No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações


No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações
No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país apresenta movimento de firmeza nos preços, com sinais de ajuste entre oferta e demanda e menor disponibilidade em algumas origens. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário recente indica consolidação das altas, com compradores mais dispostos a elevar as indicações, enquanto vendedores mantêm pedidas mais firmes.

No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações, com compradores admitindo valores entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada no interior, dependendo de qualidade e localização, para embarque em maio. Do outro lado, vendedores pedem entre R$ 1.250 e R$ 1.350. A ausência recente de ofertas de trigo argentino também contribui para sustentar os preços, embora haja previsão de chegada de um navio de trigo uruguaio em Porto Alegre. No mercado interno, o preço ao produtor subiu para R$ 57,00 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o abastecimento segue apoiado principalmente no trigo gaúcho, ao redor de R$ 1.200 mais custos de frete e ICMS, enquanto o produto local gira próximo de R$ 1.300 CIF, com menor disponibilidade. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 59,00 e R$ 67,00 por saca, com destaque para alta em Xanxerê e estabilidade em outras praças.

No Paraná, o mercado apresenta poucas mudanças, mas com elevação nas pedidas. As ofertas giram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada no norte do estado, com negócios ocorrendo até R$ 1.380 CIF. Nos Campos Gerais, as indicações ficam próximas de R$ 1.300. A menor movimentação também reflete o foco dos produtores na colheita de soja e milho. A perspectiva de redução de 6% na área plantada e de 12% na produção em 2026 reforça a tendência de preços sustentados. No mercado externo, não há ofertas de trigo argentino, apenas produto paraguaio cotado entre US$ 260 e US$ 262 posto Ponta Grossa.

 





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Mercado de bioinsumos cresce e bate recorde



Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil


Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil
Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil – Foto: Divulgação

O mercado de bioinsumos registrou crescimento expressivo em 2025, consolidando o avanço de tecnologias voltadas à sustentabilidade no campo. O setor movimentou mais de R$ 6,2 bilhões, com alta de 15% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, a área tratada com produtos biológicos chegou a 194 milhões de hectares, avanço de 28% sobre 2024, refletindo a ampliação do uso dessas soluções na agricultura.

Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil, em São Paulo, e integram o CropData, plataforma que reúne informações do setor. Segundo a entidade, o desempenho resulta da expansão da indústria, do combate a pragas resistentes e da busca por sistemas mais eficientes. Renato Gomides destacou que os bioinsumos ganham espaço em um cenário de desafios econômicos e maior pressão por práticas sustentáveis.

Entre os segmentos monitorados estão biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e inoculantes. Em área tratada, os inoculantes lideram com 40%, seguidos por bioinseticidas, bionematicidas e biofungicidas. Os inoculantes estiveram presentes em 77 milhões de hectares, reforçando seu papel na agricultura de baixa emissão de carbono. O destaque foi o avanço dos bionematicidas, com crescimento de cerca de 60%.

No valor de mercado, os bioinseticidas lideram, seguidos por bionematicidas, biofungicidas e inoculantes. Os biofungicidas tiveram a maior alta, de 41%, atingindo R$ 1,4 bilhão, impulsionados pelo controle de doenças relevantes. A soja concentra 62% do uso, seguida por milho e cana. Mato Grosso lidera entre os estados, com destaque para a soja. São Paulo e Goiás aparecem na sequência, enquanto o MATOPIBA também ganha relevância.

 





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Wall St cai após adiamento de ataque ao Irã oferecer apenas alívio limitado


Logotipo Reuters

 

Por Purvi Agarwal e Twesha Dikshit

27 Mar (Reuters) – Os principais índices de Wall Street caíam nesta sexta-feira, uma vez que a guerra do Oriente Médio, que já dura um mês, se arrastava e pesava sobre o sentimento, enquanto os investidores observam quaisquer sinais de redução das tensão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira que prorrogará novamente o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz ou enfrente a destruição de suas usinas de energia, depois que Teerã rejeitou anteriormente uma proposta de 15 pontos dos EUA para acabar com o conflito.

O adiamento, no entanto, não acalmou os mercados, e os preços do petróleo subiram já que os investidores estão céticos quanto à possibilidade de os dois lados chegarem a um acordo.

“Os mercados financeiros continuam sendo movidos pelas manchetes. Os investidores estão sendo influenciados pelas alegações dos EUA de que estão sendo feitos progressos para pôr fim às hostilidades, enquanto o Irã nega que estejam ocorrendo negociações sérias”, disse David Morrison, analista sênior de mercado da Trade Nation.

“Parece óbvio que nenhum dos lados está perto de aceitar as condições de paz do outro, portanto, por enquanto, a guerra continua.”

O S&P 500 e o Nasdaq estavam a caminho de sua quinta semana de perdas. O Dow deve encerrar a semana com poucas alterações.

O Índice de Volatilidade CBOE, considerado o medidor de medo de Wall Street, tinha alta de 2,56 pontos, em 30.

O Dow Jones Industrial Average caía 1,06%, enquanto o S&P 500 perdia 0,94% e o Nasdaq Composite tinha queda de 1,27%.

O índice de serviços de comunicação do S&P 500 permanecia sob pressão e recuava 0,9%, já que a Alphabet e a Meta registraram perdas de 1,2% e 1,7%, respectivamente.

(Reportagem de Purvi Agarwal e Twesha Dikshit em Bengaluru)





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Colapso no plantio de arroz acende alerta global



A diminuição da área plantada ocorre em um ambiente considerado desafiador


A diminuição da área plantada ocorre em um ambiente considerado desafiador
A diminuição da área plantada ocorre em um ambiente considerado desafiador – Foto: coniferconifer

A intenção de plantio de arroz nos Estados Unidos para 2026 indica uma redução significativa na área cultivada, em um momento marcado por pressões simultâneas de custos, clima e dinâmica de mercado. Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados em 31 de março de 2026.

Segundo Cleiton Evandro dos Santos, analista de mercados de arroz na AgroDados Inteligência em Mercado, a principal retração ocorre no arroz de grão longo, cuja área projetada cai 22% em relação a 2025, passando de 2,118 milhões para 1,648 milhão de acres. O arroz de grão médio apresenta leve queda de 3%, enquanto o grão curto recua 14%. No consolidado, a área total estimada soma 2,319 milhões de acres, redução de 18% frente ao ciclo anterior.

A diminuição da área plantada ocorre em um ambiente considerado desafiador, com alta de preços mesmo durante o pico de colheita e atraso nas operações devido ao alongamento do ciclo das plantas. Ao mesmo tempo, custos elevados de fertilizantes e combustíveis, somados ao risco de ruptura na distribuição, ampliam a pressão sobre os produtores.

O cenário é agravado pela volatilidade do dólar, pela oferta restrita e por uma demanda internacional aquecida que não vem sendo plenamente atendida. A previsão de El Niño adiciona incerteza ao desenvolvimento da safra, enquanto a menor intenção de plantio nos Estados Unidos reforça um quadro global mais apertado para o arroz.

“Números importantes e impactantes que tornam ainda mais complexo um cenário de alta de preços em pleno pico de colheita, alongamento do ciclo das plantas (e atraso na entrada das ceifadeiras), fertilizantes e combustíveis em alta e sob risco de ruptura no sistema de distribuição, dólar oscilando, oferta restrita e alta demanda internacional não sendo atendida… Previsão de El niño, e mais o componente importante da safra estadunidense. Não há colheita de arroz sem drama”, escreveu no LinkedIn.

 





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A norma do crédito rural extrapola a lei?



O PRODES, por sua vez, monitora a supressão de vegetação


O PRODES, por sua vez, monitora a supressão de vegetação
O PRODES, por sua vez, monitora a supressão de vegetação – Foto: Canva

A exigência de verificação ambiental para concessão de crédito rural passa a incorporar, a partir de abril de 2026, a consulta a dados de monitoramento por satélite, com o objetivo de coibir o financiamento de atividades associadas ao desmatamento ilegal. A análise é da advogada especialista em agronegócio Patrícia Arantes de Paiva Medeiros.

As Resoluções CMN nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025 determinam que instituições financeiras consultem o PRODES/INPE antes de liberar crédito para imóveis acima de quatro módulos fiscais, estendendo a exigência para propriedades menores a partir de 2027. Segundo a especialista, o modelo adotado cria uma inversão do ônus, ao tratar o produtor como irregular até que ele comprove o contrário com base em dados de satélite.

O Código Florestal já estabelece que o acesso ao crédito deve estar condicionado à regularidade ambiental comprovada por meio do Cadastro Ambiental Rural e validada por órgãos competentes. Instrumentos como Autorização de Supressão de Vegetação, Programa de Regularização Ambiental, Termo de Ajustamento de Conduta e Projeto de Recuperação de Área Degradada foram estruturados para diferenciar situações legais de infrações.

O PRODES, por sua vez, monitora a supressão de vegetação, mas não distingue se ela ocorreu de forma autorizada ou ilegal. Na prática, áreas com licença ambiental válida podem ser tratadas da mesma forma que desmatamentos irregulares, levando ao bloqueio prévio do crédito e à necessidade de comprovação por parte do produtor.

Com milhões de registros apontados e a maior parte dos cadastros ainda sem validação definitiva, o cenário gera sobreposição de sistemas e insegurança jurídica. Um imóvel regular pode enfrentar restrições, enquanto outro ainda não autuado pode acessar recursos normalmente.

A avaliação destaca que o problema não está no objetivo da norma, mas na forma de implementação. O uso do PRODES como base direta para bloqueio, sem mediação dos órgãos ambientais, amplia custos, cria incertezas e pode afetar o acesso ao crédito no início das safras.

 





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Safra na Argentina surpreende e mantém produção


O andamento da safra agrícola 2025/26 na Argentina segue com avanço das colheitas e manutenção das estimativas para as principais culturas, indicando um cenário de relativa estabilidade produtiva. Dados divulgados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires apontam condições majoritariamente favoráveis nas lavouras, com alguns ajustes nas projeções mais recentes.

No caso da soja, 81,7% das áreas apresentam condição entre normal e excelente, enquanto 85,1% registram situação hídrica considerada adequada ou ótima. Esse cenário sustenta a manutenção da projeção de produção em 48,5 milhões de toneladas, indicando regularidade no desenvolvimento da cultura ao longo do ciclo.

Para o milho, a colheita continua avançando e já atinge 15,2% da área apta. O rendimento médio está em 84,8 sacas por hectare, e a estimativa de produção foi mantida em 57 milhões de toneladas, sem alterações em relação aos levantamentos anteriores.

O girassol apresentou revisão positiva na área cultivada, agora estimada em 2,85 milhões de hectares, com aumento de 150 mil hectares. A colheita já cobre 61,1% da área apta, com produtividade média nacional de 23,8 sacas por hectare. A projeção de produção foi elevada para 6,4 milhões de toneladas.

Já o sorgo teve redução na área estimada, que passou para 750 mil hectares, com queda de 150 mil hectares. A colheita atinge 9,8% da área apta, com rendimento médio de 44,4 sacas por hectare. A projeção de produção foi ajustada para 2,9 milhões de toneladas, indicando leve retração no volume esperado. As informações foram divulgadas no encerramento da semana.

 





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Uma nova identidade para um novo Vale dos Vinhedos


O Vale dos Vinhedos não nasceu pronto — foi sendo moldado ao longo do tempo, entre vindimas, histórias e relações que atravessam gerações. Como os grandes vinhos, encontrou na maturidade a sua melhor expressão. É esse momento que a nova marca traduz: um território que se reconhece, se organiza e se apresenta ao mundo com identidade, profundidade e unidade. Não se trata de ruptura, mas do resultado de um percurso construído coletivamente, onde vinho, cultura e paisagem se integram em uma mesma narrativa.

Nascido do encontro entre municípios (Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul), pessoas e saberes, o Vale dos Vinhedos passa a se comunicar com mais clareza e coerência com sua nova identidade. Sua história remonta à imigração italiana, a partir de 1876, mas foi com a criação da Aprovale, em 1995, que o território se estruturou como roteiro turístico, consolidando ao longo de 31 anos uma trajetória marcada pela construção coletiva e pela integração entre produção, turismo e cultura. O novo posicionamento amplia esse olhar, incorporando tudo o que o sustenta: a cultura, a gastronomia, a paisagem, o trabalho e as relações construídas ao longo do tempo.

“O Vale dos Vinhedos amadureceu. Hoje, somos um território que se reconhece como coletivo, com identidade própria e mais clareza na forma de se apresentar ao Brasil e ao mundo. Essa nova marca é resultado dessa trajetória e projeta o futuro que queremos construir”, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), André Larentis.

A proposta do rebranding é fortalecer a leitura do Vale como um território único e organizado, reforçando a integração entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. O movimento busca qualificar a experiência do visitante, incentivando a permanência, a circulação e uma vivência mais aprofundada do destino. Mais do que orientar a comunicação, a nova marca estabelece uma base comum para o desenvolvimento do território, conectando enoturismo, gastronomia, natureza, eventos e experiências culturais dentro de uma mesma lógica.

Inspirado no conceito de “território moldado pelo vinho”, o manifesto da marca reforça o Vale como um espaço onde tradição e inovação convivem, onde o saber-fazer é transmitido entre gerações e onde o vinho se expressa na paisagem, na hospitalidade e no cotidiano. Essa narrativa se materializa em uma identidade visual que representa a diversidade de vinhos, a união dos três municípios e o eixo que conecta o território como um todo. O símbolo foi concebido para revelar significados em camadas, valorizando a leitura atenta e a profundidade cultural do Vale.

A paleta de cores acompanha essa construção, partindo de tons que remetem ao vinho e se conectam aos elementos naturais do território, como os vinhedos e o céu aberto. As texturas, derivadas do próprio símbolo, ampliam a expressão visual da marca e reforçam a ideia de origem, identidade e continuidade.

Desenvolvido pela Atria Design e Inovação, de Bento Gonçalves, o projeto consolida uma nova etapa para o Vale dos Vinhedos, alinhando identidade, narrativa e estratégia para fortalecer sua presença como ‘o destino do vinho brasileiro’.





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