domingo, abril 26, 2026

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Soja tem produtividade variável no Rio Grande do Sul


A colheita da soja avança no Rio Grande do Sul e já alcança 23% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o relatório, “no estado, a colheita avança de forma acelerada, chegando a 23% da área cultivada, mas ainda condicionada pela ocorrência de precipitações irregulares”.

Segundo a entidade, a irregularidade das chuvas tem influenciado o ritmo das operações no campo. O informativo aponta que as precipitações “tanto retardaram as operações quanto contribuíram para a manutenção do potencial produtivo das lavouras em fases reprodutivas tardias”.

Para acelerar os trabalhos, produtores ampliaram o período diário de colheita. Conforme o relatório, “foram ampliadas as jornadas para a noite em resposta à elevada concentração de lavouras simultaneamente em ponto de maturação”.

As condições meteorológicas registradas no período apresentaram variação entre as regiões do estado. A Emater/RS-Ascar informa que houve “sequência de dias com garoa em algumas localidades e predomínio de tempo excessivamente seco em outras”.

Esse cenário contribuiu para mudanças no desenvolvimento das lavouras. Segundo o levantamento, “essa combinação contribuiu para a aceleração da maturação fisiológica e da senescência foliar, antecipando a condição de colheita em parte das áreas”.

Atualmente predominam lavouras em fase de maturação, que representam 43% da área cultivada. O relatório também aponta que “aproximadamente 31% ainda se encontram em enchimento de grãos, sobretudo em cultivos implantados no final da janela preferencial de semeadura”.

A Emater/RS-Ascar observa que há variação significativa na produtividade entre diferentes áreas. De acordo com o informativo, “observa-se elevada variabilidade de produtividade em função da distribuição espacial e temporal das chuvas ao longo do ciclo, bem como das diferenças de solo e de nível tecnológico”.

Nas áreas que enfrentaram estiagem em períodos críticos da cultura, os resultados tendem a ser menores. O relatório destaca que “as áreas afetadas por estiagens durante estádios críticos da cultura apresentam redução no número de vagens e no peso de grãos”.

Por outro lado, as lavouras que receberam chuvas mais regulares apresentam desempenho mais próximo do esperado. Segundo o documento, “as lavouras beneficiadas por precipitações mais regulares mantêm desempenho próximo ao esperado”.

A desuniformidade de maturação também tem exigido intervenções para viabilizar a colheita em algumas áreas. A Emater/RS-Ascar afirma que “em diversas situações, a desuniformidade de maturação tem exigido intervenções para viabilizar a colheita”.

No manejo fitossanitário, permanecem registros de doenças e pragas em algumas regiões. Conforme o relatório, “persistem os registros de doenças de final de ciclo e ferrugem-asiática, além da presença pontual de insetos”.

Apesar disso, o informativo aponta que não há perdas adicionais generalizadas. Segundo a entidade, “não há perdas generalizadas adicionais neste momento”.

A produtividade média da safra foi revisada na segunda quinzena de fevereiro pela Emater/RS-Ascar. O levantamento indica que a estimativa está em 2.871 quilos por hectare, considerando área cultivada de 6.624.988 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita avança de forma desigual e as primeiras produtividades registradas são menores em áreas afetadas pela estiagem. Em São Borja, lavouras semeadas em outubro apresentam rendimentos entre 900 e 1.200 quilos por hectare.

Ainda nessa região, há estimativa de perdas em áreas sem irrigação. O relatório aponta que pode haver “quebra de até 60% nas áreas de sequeiro, que somam cerca de 75 mil hectares dos 105 mil hectares cultivados”.

Em Maçambará, cerca de 12% da área de 55 mil hectares foi colhida, com produtividades entre 1.080 e 1.320 quilos por hectare. Segundo a Emater/RS-Ascar, há também áreas pontuais com rendimento superior, entre 2.400 e 2.700 quilos por hectare.

No município de Dom Pedrito, cerca de 25% da área está em maturação e a colheita deve se intensificar no início de abril. O relatório destaca que “as chuvas do período contribuíram para melhorar o enchimento de grãos nas lavouras tardias, embora não revertam perdas já consolidadas”. Em municípios como Hulha Negra, Candiota e novamente Bagé, as perdas são estimadas em 25%, 22% e 20%, respectivamente.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita também avançou, com rendimentos variando entre 1.500 e 3.600 quilos por hectare. O relatório aponta que os melhores resultados foram registrados em áreas que receberam maiores volumes de chuva.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita alcança 20% da área cultivada. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras restantes estão distribuídas entre diferentes fases de desenvolvimento, evidenciando “ampla variabilidade fenológica”. Na região de Ijuí, a colheita atinge 25% da área, enquanto 43% das lavouras estão em maturação. A produtividade média nas áreas colhidas está em 3.108 quilos por hectare, com diferenças entre microrregiões.

No município de Ibirubá, os rendimentos variam entre 2.000 e 4.000 quilos por hectare. Já em Jóia, área mais afetada pelo estresse hídrico, a produção varia entre 1.500 e 2.800 quilos por hectare. Em Tenente Portela, a média registrada é de 3.000 quilos por hectare. Na região de Passo Fundo, predominam cultivos maduros, que representam 60% da área. As produtividades médias variam entre 2.400 e 3.000 quilos por hectare, conforme as condições de solo e disponibilidade hídrica.

Na região de Pelotas, 5% da área já foi colhida, enquanto a maior parte das lavouras permanece em enchimento de grãos. O relatório aponta que as chuvas registradas no período favoreceram os cultivos em desenvolvimento, embora perdas anteriores permaneçam em áreas semeadas no início da janela. Na região de Santa Maria, a colheita também avançou. Cerca de 10% das áreas foram colhidas em Júlio de Castilhos e 20% em Tupanciretã, com produtividades entre 2.700 e 3.900 quilos por hectare. Em áreas tardias, há registro de ocorrência de ferrugem-asiática.

Na região de Santa Rosa, 51% das lavouras estão em maturação e 11% já foram colhidas. As produtividades variam entre 900 e 3.300 quilos por hectare, influenciadas por fatores como época de semeadura, regime de chuvas e características do solo. Na região de Soledade, cerca de 70% das lavouras estão em maturação e grande parte já apresenta condições para colheita. As produtividades registradas variam de 1.800 a 5.000 quilos por hectare, com média regional próxima de 3.000 quilos por hectare.

No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta aumento na cotação da soja. Segundo a entidade, “a cotação média da soja passou de R$ 118,74 para R$ 120,37, aumentando 1,37% em relação à semana anterior”.





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Sexta-feira Santa pode ter calor de quase 40°C


A Sexta-feira Santa deve ser marcada por calor intenso, pancadas de chuva e risco de tempestades em diferentes regiões do Brasil, segundo informações divulgadas pelo Meteored. A previsão indica temperaturas próximas de 40°C em algumas áreas, além da ocorrência de instabilidades atmosféricas ao longo do dia.

De acordo com a análise meteorológica, a atuação de um cavado atmosférico contribui para a formação de instabilidades principalmente no Sudeste do Brasil. O sistema é descrito como “uma área alongada de baixa pressão” que favorece a organização de nuvens de chuva.

Enquanto isso, áreas do Centro-Oeste do Brasil e do Sul do Brasil devem registrar elevação das temperaturas em razão da presença de ar quente e mais seco. Segundo o Meteored, “os termômetros sobem bastante a partir desta sexta-feira (3), dando início ao feriado de Páscoa com calor”.

Nas regiões Norte do Brasil e Nordeste do Brasil, a previsão aponta combinação de calor, umidade e pancadas de chuva, com possibilidade de temporais isolados. O Meteored informa que “a atuação da Zona de Convergência Intertropical favorece o transporte de umidade para a atmosfera, aumentando a formação de nuvens carregadas”.

Durante a manhã, as temperaturas devem começar mais baixas em parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nas áreas mais elevadas da Serra Catarinense e da Serra Gaúcha, os termômetros podem marcar cerca de 14°C nas primeiras horas do dia.

No Paraná, cidades da região de Guarapuava devem registrar temperaturas semelhantes, enquanto em outras áreas do Sul os valores variam entre 15°C e 18°C.

No Sudeste do Brasil, o amanhecer também será mais ameno, principalmente no centro-leste de São Paulo, na faixa entre o Alto Paranaíba e o leste de Minas Gerais, além de áreas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, com mínimas entre 14°C e 18°C.

Em Goiás, as temperaturas pela manhã devem variar entre 18°C e 20°C. Já nas regiões Norte e Nordeste, as mínimas ficam mais elevadas, geralmente entre 21°C e 23°C, embora áreas do sudeste da Bahia possam registrar valores menores.

Com o avanço do dia, a previsão indica aumento rápido das temperaturas em grande parte do país, principalmente no oeste da Região Sul e no Mato Grosso do Sul.

Durante a tarde, os termômetros podem marcar entre 33°C e 38°C no oeste do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, cidades como Palmital e Brusque podem registrar cerca de 35°C, assim como áreas do noroeste do Paraná.

No Mato Grosso do Sul, o calor tende a ser mais intenso. Segundo o Meteored, as temperaturas devem variar entre 35°C e 39°C em grande parte do estado, podendo ultrapassar os 40°C em áreas próximas à fronteira com o Paraguai.

O Sudeste também deve registrar calor durante a tarde, com máximas de até 34°C no oeste de São Paulo e cerca de 33°C no Triângulo Mineiro. No restante do Centro-Oeste, as temperaturas devem variar entre 29°C e 34°C, especialmente no sul de Goiás e do Mato Grosso.

Nas regiões Norte e Nordeste, as máximas permanecem acima dos 30°C, com capitais nordestinas registrando valores entre 30°C e 32°C.

Apesar da previsão de redução na abrangência das chuvas em relação aos dias anteriores, ainda há risco de tempestades isoladas durante a tarde. Os principais pontos de atenção estão no leste de Minas Gerais e na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, especialmente em áreas próximas ao Triângulo Mineiro, onde pancadas de chuva podem ocorrer acompanhadas de trovoadas.

No Centro-Oeste, áreas com temperaturas mais baixas devem estar associadas à presença de nuvens carregadas, principalmente na porção central de Goiás e em pontos do Mato Grosso. A situação exige atenção de produtores rurais, especialmente durante a segunda safra de milho e o período final da colheita de soja.

No Nordeste, as chuvas devem ocorrer principalmente no litoral, impulsionadas pelo transporte de umidade vindo do oceano. Situação semelhante ocorre no Norte do país, onde a atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém a atmosfera úmida. Segundo o Meteored, “com temperaturas acima dos 30°C, o ambiente se torna favorável para convecção, aumentando as chances de chuvas intensas e tempestades isoladas”.





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Embrapa Soja leva inovações da pesquisa para os desafios do campo na Expo Londrina


Os desafios das lavouras de soja e as soluções da pesquisa para incrementar as atividades no campo são o foco do estande da Embrapa Soja na Expo Londrina, a ser realizada de 10 a 19 de abril, no parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR). Serão apresentadas diferentes tecnologias, como: bioinsumos, manejo das plantas daninhas de difícil controle, assim como as inovações da genética com o uso de técnicas de edição gênica (tecnologia CRISPR). Aos finais de semana, a Embrapa irá distribuir a revista infantil O incrível Mundo da Soja, com atividades lúdicas. Os visitantes também poderão interagir com o Sojito, mascote da Embrapa Soja, aos sábados e domingos, a partir das 17h.

Painel sobre manejo de plantas daninhas – Na parte técnica da programação, a Embrapa Soja irá promover um painel sobre Plantas daninhas de difícil controle – desafios no manejo, no dia 13 de abril, das 10h30 às 12h, no auditório do Pavilhão SmartAgro, a proposta é debater os principais problemas enfrentados pelos produtores, com foco em caruru, pragas quarentenárias, tecnologia de aplicação e ferramentas para manejo. O pesquisador Rafael Romero Mendes irá ministrar palestra contextualizando o tema, assim como haverá debate com os representantes das cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada. ZARC NM – A Embrapa Soja, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR- Paraná) estará demonstrando o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC NM) para a soja, na Via Rural Fazendinha. O ZARC NM leva em consideração, além da série climatológica na região, do tipo de solo e do ciclo da cultura, a adoção de boas práticas de manejo do solo. Quando criado, em 1996, o ZARC considerava três classes de água disponível do solo, sendo determinadas apenas pela textura do solo, principalmente pelo teor de argila. A partir de 2022, um novo método de classificação passou a considerar seis classes de água disponível do solo, em função dos teores de areia, silte e argila. A metodologia agora proposta passa a considerar também a estrutura e a fertilidade física, química e biológica, pela influência exercida na disponibilidade hídrica no solo. Bioinsumos – Durante o 3º Seminário Regional de Produção Sustentável de Grãos: Soja e Milho, a ser promovido pelo IDR-Paraná, no dia 15 de abril, a partir das 8h30, no pavilhão da SmartAgro/ Arena Futuro, a pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, vencedora do Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize), em 2025, irá ministrar a palestra Microrrevolução Verde empoderando a saúde do solo, a mitigação dos gases de efeito estufa e o conceito “One Health”.





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Irrigação do arroz no enchimento de grãos


O enchimento de grãos é uma das fases mais exigentes do ciclo do arroz irrigado — e também uma das mais sensíveis a erros de manejo hídrico. Em 2026, com pressão crescente por eficiência no uso da água e maior variabilidade climática nas regiões orizícolas do Brasil, ajustar a lâmina com precisão deixou de ser diferencial e tornou-se requisito técnico básico.

Segundo dados do IRGA (Instituto Rio Grandense do Arroz), as plantas se desenvolvem com pleno potencial quando têm acesso contínuo aos fatores essenciais, sem passar por estresse hídrico em fases críticas. No período reprodutivo, essa condição é ainda mais determinante para o resultado final da lavoura.

Dados da SOSBAI (Sociedade Sul-Brasileira de Arroz Irrigado) indicam que a formação e o enchimento dos grãos se estendem por aproximadamente 30 a 40 dias. Durante esse intervalo, a manutenção de um ambiente estável — com lâmina de água adequada — é parte central do manejo para preservar rendimento e qualidade.

A água, nessa fase, cumpre mais de uma função. Além de suprir a demanda fisiológica da planta em seu pico de exigência, protege a lavoura de oscilações ambientais, incluindo episódios de frio, que podem comprometer a formação dos grãos de forma irreversível.

O erro mais comum no manejo hídrico do arroz não é irrigar pouco — é irrigar sem critério. Manter a lâmina além do necessário tem custo operacional direto e pode comprometer a etapa seguinte: a drenagem e a preparação para a colheita.

Dados técnicos do IRGA apontam, como referência, a interrupção da irrigação em torno de 15 dias após o florescimento pleno. Essa janela favorece a drenagem adequada da área e a consolidação do enchimento sem desperdício hídrico. Em abordagens voltadas a sistemas de base ecológica, o instituto também descreve a supressão da irrigação quando a maior parte dos grãos atinge o estado pastoso — o que ocorre aproximadamente duas semanas após o florescimento pleno. O princípio é o mesmo: encerrar a irrigação sem interromper o enchimento.

A decisão sobre o momento certo de suspender a lâmina não é universal. Cultivares diferentes apresentam velocidades de desenvolvimento distintas, e condições climáticas irregulares — como períodos de frio ou calor atípicos — podem antecipar ou atrasar o ritmo esperado.

Talhões desuniformes exigem leitura ainda mais cuidadosa. O erro de timing — seja pela retirada precoce da água, seja pela permanência além do ideal — tem reflexo direto em produtividade e uniformidade de maturação, o que afeta também a eficiência da colheita.

Ajustar a lâmina é uma decisão que não funciona isolada. Segundo dados do IRGA, o arroz precisa estar livre de limitações relevantes para expressar seu máximo potencial produtivo. Isso significa que o manejo hídrico eficiente só entrega resultado pleno quando acompanhado de fertilidade adequada, controle de plantas daninhas e proteção fitossanitária.

A irrigação bem manejada potencializa o sistema. Mal conduzida, pode mascarar problemas ou amplificá-los. No enchimento de grãos, a água não pode faltar nem sobrar. O melhor resultado vem do manejo fino da lâmina, alinhado ao estádio da cultura e ao momento certo de drenagem. Em arroz irrigado, eficiência hídrica é também eficiência produtiva — e a diferença entre uma safra comum e uma safra de alto desempenho muitas vezes está nos detalhes desse ajuste.





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Safra enfrenta calor, seca e excesso de chuva


O mês de março concentra etapas decisivas do calendário agrícola no Brasil, com avanço da colheita de soja e milho de verão, intensificação do plantio do milho safrinha e início do planejamento da safra de trigo. O período tem sido marcado por variações climáticas e pela ocorrência simultânea de estresses abióticos, como déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações de radiação, fatores que impactam o desempenho das lavouras. Nesse cenário, tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas passam a integrar estratégias de manejo no campo.

No milho de verão, a colheita avança no Centro-Sul e já alcança 55,7% da área. Entre os estados com maior progresso estão Rio Grande do Sul, com 84,5%, Santa Catarina, com 78,2%, e Paraná, com 69,7%. Nessas regiões, as lavouras enfrentaram ondas de calor, irregularidade de chuvas e variações de luminosidade ao longo do ciclo. Avaliações realizadas nas últimas semanas por equipes da Elicit Plant apontam incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare em áreas submetidas a múltiplos estresses.

Na soja, a colheita atinge 61% da área nacional, em ritmo inferior ao observado em anos recentes. No Sul do país, o déficit hídrico associado ao calor reduziu o potencial produtivo das lavouras. Já nas regiões Norte e Nordeste, o excesso de chuvas dificultou as operações de campo e afetou a qualidade dos grãos. Mesmo nesse cenário, levantamentos de campo da Elicit Plant indicam ganho médio de cerca de cinco sacas por hectare nas áreas acompanhadas.

O plantio do milho safrinha também registra avanço e já chega a 85,5% da área prevista, acima da média dos últimos cinco anos. O estado de Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura, com 99,3% da área, seguido por Tocantins, com 98%, e Maranhão, com 95%. Em parte do Paraná, a baixa umidade do solo limita o desenvolvimento inicial das plantas, enquanto o excesso de chuvas provocou interrupções nas atividades em Mato Grosso do Sul e Tocantins. O atraso na colheita da soja, com cerca de 1,3 milhão de hectares ainda pendentes, amplia a exposição ao risco climático na segunda safra.

As estimativas de produção também indicam um cenário de atenção para o setor. Para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento projeta produção de 176,1 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima 178 milhões de toneladas. No milho, a Conab prevê 138,8 milhões de toneladas, frente às 131 milhões indicadas pelo USDA.

Com o avanço das safras de verão, produtores da região Sul iniciam o planejamento do cultivo de trigo, ainda sob efeitos residuais de estiagem e períodos de excesso de chuvas. Nesse contexto, decisões de manejo devem influenciar o potencial produtivo da próxima temporada.

Para o responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, Felipe Sulzbach, o cenário reforça a necessidade de estratégias voltadas à adaptação das lavouras às condições adversas. “O cenário desta safra evidencia que os estresses abióticos deixaram de ser pontuais e passaram a ocorrer de forma combinada, exigindo uma resposta mais consistente das lavouras”, afirma.

Segundo ele, os resultados observados em campo indicam a capacidade das tecnologias de atuar em diferentes ambientes produtivos. Sulzbach avalia que os incrementos registrados em soja e milho demonstram a possibilidade de manter o desempenho das lavouras mesmo diante de limitações climáticas relevantes. “A adoção de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas deve ganhar espaço à medida que o produtor busca mais previsibilidade produtiva”, conclui.





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Laboratório de solos investe R$ 5 milhões em tecnologia


O Brasil é referência no desenvolvimento de tecnologias altamente sofisticadas de diagnóstico e manejo de solos. Com esse histórico, o IBRA megalab, maior laboratório de análise de solo do Brasil, inicia um movimento estratégico de internacionalização após identificar oportunidades de atuação no mercado norte-americano, que em 2025 chegou a US$ 800 milhões, representando 27,3% do mercado global de análises de solo, de acordo com dados do Industry Research. Para viabilizar sua estratégia de expansão internacional, investiu cerca de R$ 5 milhões em um programa dedicado à transferência tecnológica no diagnóstico de solos.

Segundo o diretor do IBRA megalab, Armando Saretta Parducci, o objetivo é adaptar tecnologias desenvolvidas no ambiente tropical brasileiro para sistemas agrícolas de clima temperado, em um processo conhecido internacionalmente como “tropical soil diagnostics technology undergoing temperate adaptation”. Desse montante, aproximadamente R$ 3,5 milhões foram destinados ao desenvolvimento e validação científica das metodologias, enquanto R$ 1,5 milhão foi aplicado em iniciativas de promoção institucional, prospecção de parcerias e abertura de mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos.

A iniciativa também inclui projetos-piloto com produtores norte-americanos, voltados à validação de metodologias de diagnóstico baseadas na experiência brasileira, além da participação institucional do laboratório no Congresso Internacional de Agricultura de Precisão (ICPA), organizado pela International Society of Precision Agriculture (ISPA), que pela primeira vez será realizado no Brasil e reunirá especialistas, empresas e centros de pesquisa de diversos países.

Recentemente, durante uma viagem técnica aos Estados Unidos, Parducii confirmou que existe um espaço relevante para a tecnologia brasileira de diagnóstico de solos naquele mercado. “A visita aos Estados Unidos foi muito importante para validar uma percepção que já vínhamos discutindo internamente. Há um interesse crescente em tecnologias mais avançadas de diagnóstico de solo, especialmente aquelas que integram análise laboratorial com agricultura digital, mapas digitais de solo e métricas relacionadas ao carbono”, afirma.

Além disso, o laboratório teve acesso a 150 mil amostras de solo dos EUA para desenvolver uma tecnologia de análise específica para aquele mercado e as principais culturas locais. O movimento de internacionalização do laboratório busca justamente levar essa expertise para outros mercados agrícolas. A estratégia inclui parcerias tecnológicas, intercâmbio científico e possíveis operações voltadas à análise avançada de solos e serviços associados à agricultura de precisão.

Para Parducci, a expansão internacional também representa uma oportunidade de posicionar o Brasil como referência global em ciência aplicada ao solo. “A agricultura brasileira evoluiu muito porque fomos obrigados a entender profundamente nossos solos. Hoje temos tecnologia, conhecimento e profissionais capazes de contribuir com a agricultura em qualquer lugar do mundo”, conclui.

A expectativa é que iniciativas como essa ampliem a presença de tecnologias agrícolas brasileiras no exterior e reforcem o papel do Brasil não apenas como grande produtor de alimentos, mas também como exportador de conhecimento e inovação em ciência do solo.

Experiência

De acordo com Parducci, a experiência brasileira em trabalhar com solos de baixa fertilidade gerou um conhecimento técnico que hoje pode contribuir com novos desafios globais da agricultura, como o aumento de produtividade, a eficiência no uso de fertilizantes e a mensuração de carbono no solo.

A transformação do Cerrado em área fértil é principal exemplo brasileiro, sendo que nas últimas décadas, cerca de 20 milhões de hectares foram incorporados à agricultura comercial, graças a tecnologias de correção e manejo do solo. Nesse contexto, o IBRA megalab tornou-se uma das referências privadas nesse segmento no país, incorporando metodologias modernas de análise química e física de solos, além do desenvolvimento e integração com ferramentas de agricultura de precisão e plataformas digitais de diagnóstico agronômico e operações agrícolas.

Outro ponto destacado é que a agricultura moderna está passando por uma transformação impulsionada por dados. Nesse cenário, laboratórios deixam de ser apenas prestadores de serviço analítico e passam a ocupar um papel central na geração de inteligência agronômica. “No Brasil aprendemos que a produtividade começa no diagnóstico. Quanto melhor entendemos o solo, melhor conseguimos manejar nutrientes, água e carbono. Essa lógica está ganhando relevância globalmente”, ressalta o agrônomo.





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Dólar tem leve alta na abertura com guerra no Oriente Médio no foco


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SÃO PAULO, 27 Mar (Reuters) – O dólar oscila com leve alta nesta manhã de sexta-feira no Brasil, acompanhando o viés positivo para a moeda norte-americana no exterior, em mais um dia de apreensão com o andamento da guerra no Oriente Médio.

Às 9h08 o dólar à vista subia 0,33%, aos R$5,2750 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para abril — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — avançava 0,69%, aos R$5,2800.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou o dia com alta de 0,70%, aos R$5,2574.

(Por Fabrício de Castro)

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Acordo UE-Mercosul abre nova era para o agro



A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros


A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros
A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros – Foto: Divulgação

A entrada em vigor provisória de um novo acordo comercial a partir de maio marca uma mudança relevante para o agronegócio brasileiro, ampliando não apenas as oportunidades de exportação, mas também a necessidade de adaptação a exigências mais rigorosas do mercado internacional. Em um cenário global cada vez mais orientado por critérios de origem, sustentabilidade e transparência, o desafio passa a envolver também a forma como o setor se posiciona.

Durante encontro promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (AMBRA), o conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília destacou que o acordo surge em meio à reconfiguração das relações comerciais e ao aumento da exigência do consumidor europeu. Nesse contexto, a apresentação do agro brasileiro tende a ter peso semelhante ao da competitividade produtiva.

A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros, especialmente com investimentos em rastreabilidade e certificações, capazes de melhorar a percepção no mercado europeu. Nos últimos anos, a imagem do setor foi impactada por debates ambientais, e apesar de avanços recentes, ainda há necessidade de uma atuação mais estruturada.

Três pontos passam a orientar essa estratégia: rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade. A comprovação de origem, a transparência na cadeia produtiva e a adoção de práticas alinhadas às exigências ambientais deixam de ser diferenciais e passam a ser condições básicas de acesso.

Na avaliação do presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o momento exige uma mudança de postura por parte do setor. “Estamos diante de uma oportunidade de reposicionar o agro brasileiro não apenas como fornecedor, mas como uma marca global. Isso passa, necessariamente, por uma comunicação mais estratégica e alinhada às demandas do mercado internacional”, afirmou.

 





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Safra de mandioca fica abaixo do esperado no Paraná


A safra de mandioca de 2025 no Paraná foi encerrada com área colhida de 140,1 mil hectares e produção de 3,6 milhões de toneladas, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Os números ficaram abaixo das projeções iniciais para o ciclo. De acordo com o relatório, “a safra de 2025 foi encerrada com uma área colhida de 140,1 mil hectares e uma produção de 3,6 milhões de toneladas”, enquanto no início do ano a expectativa era de “área colhida próxima de 150 mil hectares e produção superior a 4 milhões de toneladas”.

O boletim explica que a diferença está relacionada às características da cultura. Segundo o Deral, “tal diferença é explicada por uma peculiaridade da mandiocultura, que permite a condução de áreas por mais de um ciclo, sem a necessidade expressa de colheita como ocorre em culturas anuais”.

Ainda conforme o relatório, parte das áreas foi podada para continuidade do cultivo em vez de ser colhida. O documento aponta que “a poda de áreas para serem reconduzidas, em vez de colhidas, foi incentivada pela manutenção dos preços em patamares mais baixos”.

Em 2025, o preço médio recebido pelos produtores foi de R$ 552,19 por tonelada. O valor representa aumento de 5% em relação a 2024, quando a média foi de R$ 525,50, mas permanece abaixo do registrado em 2023. Segundo o Deral, o preço está “31% inferior à média de R$ 797,49 por tonelada registrada em 2023”.

O cenário de preços segue pressionado em 2026. De acordo com o boletim, “neste primeiro trimestre, os preços recuaram 21% em relação ao mesmo período de 2025”.

O relatório aponta que essa dinâmica influencia o manejo das áreas. Segundo o Deral, “essa dinâmica faz com que haja uma proporção cada vez maior de áreas de segundo ciclo em relação ao total, pois essas possuem produtividades maiores e pressionam ainda mais os preços”.

Ao mesmo tempo, a redução dos valores pode impactar a expansão do cultivo. O documento afirma que “a retração dos valores começa a fazer com que menos áreas de pastagens sejam arrendadas para o cultivo, visando ajustar a oferta”.

Outro fator apontado pelo boletim é o custo de arrendamento. Conforme o relatório, “os altos preços do arrendamento, baseados no inflacionado preço do boi gordo, acentuam essa dinâmica”.

Mesmo com esse cenário, a expectativa para 2026 indica aumento na área colhida. O Deral destaca que “as áreas de dois ciclos que devem ser colhidas em 2026 elevam a expectativa de crescimento para 6% na área colhida (148,6 mil hectares), com uma produção que novamente pode superar 4 milhões de toneladas”.





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Brasil pode ter chuva e queda de temperatura na Páscoa


O fim de semana de Páscoa deve ser marcado pela atuação de diversos sistemas meteorológicos no Brasil, com previsão de pancadas de chuva nas cinco regiões do país e queda de temperatura no Rio Grande do Sul. As informações são do Meteored.

De acordo com a previsão, já na Sexta-feira Santa o país registra chuva em diversos estados. Um cavado atmosférico associado a um sistema frontal atua sobre o Sudeste do Brasil, favorecendo a formação de pancadas de chuva em áreas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Segundo o Meteored, há risco de volumes expressivos em pontos isolados. “Há risco de chuvas de até 100 mm em alguns municípios pontuais. As tempestades também podem ocasionar rajadas de vento de até 100 km/h. Isso traz risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas (raios).”

Pancadas de chuva também devem ocorrer na região Centro-Oeste do Brasil, especialmente em Goiás e Mato Grosso. No Nordeste do Brasil, a previsão indica chuva em Maranhão e Piauí, além de precipitações mais fracas em áreas próximas ao litoral. Já na região Norte do Brasil, pancadas de chuva localizadas podem atingir todos os estados.

A tendência é que o cenário de instabilidade se mantenha durante o fim de semana, com registros de chuva em grande parte do território nacional. Ainda assim, alguns estados devem ter predomínio de tempo firme, como Bahia e Mato Grosso do Sul, além de áreas da região Sul.

No sábado (4), uma frente fria deve avançar pela Região Sul do Brasil, provocando pancadas de chuva moderadas. Inicialmente, o sistema atinge o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No domingo (5), as instabilidades podem alcançar o leste do Paraná.

De acordo com a previsão, os volumes associados a esse sistema podem chegar a cerca de 50 milímetros em algumas áreas. “Essas chuvas ocasionarão acumulados de até 50 mm – suficientes para causar alagamentos e pequenos transtornos, mas que não devem ocasionar grandes problemas para a população.”

Após a passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve avançar sobre parte do Rio Grande do Sul, provocando queda de temperatura, principalmente no sudeste do estado. As projeções indicam, porém, que o sistema não deve avançar de forma significativa para outras regiões do país durante o feriado.

O Meteored também aponta a possibilidade de formação de um novo sistema meteorológico no início da próxima semana. “Vale notar que na segunda-feira (6), uma ciclogênese ocorre na altura do Uruguai e do Rio Grande do Sul, impulsionando uma nova frente fria pelo Brasil ao longo da semana que vem. Isso pode fazer com que chuvas mais expressivas e uma queda mais intensa das temperaturas sejam registrados sobre a região Sul a partir da segunda-feira (6).”





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