domingo, abril 26, 2026

Política & Agro

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Frango/Cepea: Produção recorde ajuda a explicar queda recente nos preços


O setor avícola nacional registrou produção recorde de carne em 2025, mesmo com o ano marcado por um caso de gripe aviária. O volume atingiu 14,3 milhões de toneladas, conforme dados divulgados neste mês pelo IBGE. O crescimento foi de 4,2% frente a 2024, representando o avanço anual mais intenso desde 2021. No quarto trimestre de 2025, a produção somou 3,65 milhões de toneladas de carne de frango, o maior resultado trimestral de toda a série histórica do IBGE. Em relação ao período anterior, houve uma alta de 1,5%; e, em comparação com o último trimestre de 2024, o avanço foi de expressivos 8%. Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo acelerado de produção ampliou a oferta interna, pressionando os valores. Projeções realizadas pelo Centro de Pesquisas apontam crescimento na disponibilidade interna de carne de dezembro para janeiro (quando foi recorde), caindo levemente em fevereiro, mas voltando a subir neste mês de março. Esse cenário é verificado mesmo diante do excelente desempenho das exportações brasileiras da proteína. Para o próximo trimestre do ano, o Cepea estima que o ritmo de abates da indústria deve diminuir, o que tende a limitar a oferta. Somado a isso, o fim da Quaresma tende a fortalecer a demanda, podendo resultar em uma reação nos preços internos dos produtos avícolas.

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Crise global dispara preços e ameaça o agro



O preço dos fertilizantes está pesando



Foto: Canva

A escalada das tensões geopolíticas tem provocado impactos diretos nas cadeias globais de insumos agrícolas, com reflexos imediatos sobre custos e disponibilidade. A análise é de José Carlos de Lima Júnior, cofundador e professor da Harven Agribusiness School, que aponta a intensificação desse cenário a partir de dados divulgados pela Fertilizer Week.

De acordo com as informações mais recentes, os preços dos fertilizantes seguem em alta à medida que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã se prolonga, afetando o tráfego no Estreito de Ormuz, hoje praticamente paralisado. A interrupção dos embarques no Oriente Médio já começa a impactar os estoques globais de enxofre, insumo derivado do refino de petróleo e essencial para a produção de diversos fertilizantes.

A redução da oferta de enxofre desencadeia um efeito em cadeia na rede de suprimentos, levando o mercado a operar com estoques limitados. Esse movimento já é observado em grandes produtores globais. A OCP Group, do Marrocos, maior produtora de fosfato do mundo, antecipou a manutenção de suas unidades e projeta queda de até 30% na produção no segundo trimestre, refletindo diretamente a escassez do insumo.

O impacto já aparece nos preços. O ácido sulfúrico acumula alta de US$ 75 por tonelada para compradores brasileiros, enquanto a pressão se estende para produtos como ureia, amônia, cloreto de potássio e fosfatos. A análise também indica que o efeito pode alcançar outros segmentos ligados ao agro, como defensivos e embalagens, caso a restrição avance sobre derivados como polímeros, metanol e gás natural liquefeito.

O cenário expõe a vulnerabilidade da cadeia global de insumos e amplia os riscos para a produção agrícola. Na avaliação apresentada, decisões concentradas em poucos agentes acabam gerando consequências amplas, atingindo diretamente bilhões de pessoas por meio do encarecimento dos alimentos.





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Tecnoshow COMIGO 2026 aposta em passaporte e adesivos interativos para promover conexão entre visitantes


A Tecnoshow COMIGO 2026 aposta em experiências interativas para reforçar o conceito “O Agro Conecta”, com iniciativas que estimulam a circulação e o engajamento do público ao longo de toda a programação. O “Passaporte das Conexões”, voltado exclusivamente aos cooperados, e o “Adesivo de Conexão”, aberto a todos os visitantes, consolidam a proposta de promover encontros e trocas durante a feira, que será realizada de 6 a 10 de abril, em Rio Verde (GO).

O “Passaporte das Conexões”, um item colecionável, desenvolvido em formato de livreto, convida o cooperado a percorrer sete estações temáticas distribuídas pelo evento. Inspirado em passaportes tradicionais, reúne elementos visuais da feira e espaços internos destinados aos carimbos, que registram a jornada do participante de forma prática e interativa.

A dinâmica tem início com a retirada do passaporte na Boutique Tecnoshow, mediante cadastro. Ao longo do circuito, o cooperado é incentivado a visitar diferentes espaços, como os plots de Agricultura e Pecuária, a Loja COMIGO, a Praça do Óleo, a área de distribuição de mudas, o Espaço Tecnologia e Inovação e o Espaço Sementinhas do Agro. Em cada parada, ao concluir as atividades propostas, recebe um carimbo correspondente à temática da estação, avançando no percurso de conexões.

Ao concluir o trajeto, o participante deve entregar o passaporte na Casa do Cooperativismo, garantindo um pin e um kit conector. Como incentivo adicional, os cooperados também poderão participar de três sorteios, que terão como prêmio óculos Ray-Ban Meta, equipados com recursos tecnológicos que permitem gravar vídeos, tirar fotos, ouvir música e utilizar a Meta AI.

Complementando a proposta, o “Adesivo de Conexão” amplia a experiência para todo o público da feira. Distribuídos nas portarias após o cadastro nos totens de entrada, os adesivos apresentam números repetidos entre os visitantes, estimulando a interação. Ao encontrar outra pessoa com a mesma numeração, ambos recebem um voucher de R$ 150,00 para utilização na Boutique, promovendo conexões espontâneas e fortalecendo o relacionamento entre os participantes.

“As iniciativas foram pensadas para transformar a visita em uma experiência mais participativa e significativa, incentivando o público a circular por diferentes espaços e a interagir entre si. Ao conectar pessoas, conhecimento e oportunidades, fortalecemos o propósito da Tecnoshow como um ambiente de troca e construção conjunta no agro”, afirma a coordenadora de comunicação da Tecnoshow COMIGO, Gabriele Triches.

Serviço

Tecnoshow COMIGO 2026

Data: 6 a 10 de abril de 2026

Horário: 8h às 18h

Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) – Rio Verde (GO)

Entrada gratuita





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Safra de oliva tem bom desempenho



A colheita da oliva está em andamento no Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A colheita da oliva está em andamento no Rio Grande do Sul, conforme informações do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, a safra apresenta bom desempenho no estado.

Na região administrativa de Pelotas, a colheita ocorre de forma gradual. As plantas apresentam sanidade adequada e bons rendimentos. Segundo o informativo, os produtores da região não comercializam os frutos in natura e optam por contratar lagar para a extração do azeite, que posteriormente é comercializado com marcas próprias.

Na região administrativa de Santa Maria, a Emater/RS-Ascar informa que a safra apresenta bom desempenho tanto em qualidade dos frutos quanto em produtividade. O relatório aponta ainda que a qualidade do azeite produzido também deve ser positiva nos municípios de Cachoeira do Sul, Restinga Sêca, São João do Polêsine, Formigueiro e São Sepé.

Na região administrativa de Soledade, a produção também apresenta volume expressivo. O município de Encruzilhada do Sul concentra cerca de 1.000 hectares cultivados com oliveiras, embora parte da área ainda não esteja em produção. O informativo destaca que “o tempo mais seco na floração favoreceu muito a cultura”, apontando ainda que as cultivares mais produtivas são Koroneiki e Arbequina.





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Ciclone e frente fria provocam temporais no Rio Grande do Sul


O Centro de Monitoramento da Defesa Civil atualizou nesta segunda-feira (6) o prognóstico meteorológico para os próximos dias no Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, a formação de um ciclone extratropical e o avanço de uma frente fria devem favorecer a ocorrência de tempestades entre segunda-feira (6) e terça-feira (7), com rajadas de vento que podem superar 90 km/h, chuva pontualmente intensa e possibilidade de granizo isolado.

De acordo com o Cmdec, na tarde e noite de segunda-feira há condição para tempestades acompanhadas de vento forte e precipitações em diferentes regiões do estado, incluindo Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Centro, Campanha e partes do Sul, além dos Vales, da Serra e da Região Metropolitana de Porto Alegre. O órgão aponta que o risco de rajadas intensas e chuva mais forte aumenta a partir da noite, quando as tempestades avançam da região Oeste em direção ao Centro.

Os volumes de chuva previstos para o dia variam entre 10 e 50 milímetros, podendo atingir até 90 milímetros em pontos do Oeste, Centro e Campanha. A previsão também indica mar agitado e condição de ressaca no litoral.

Para terça-feira (7), o órgão mantém o alerta para tempestades em áreas do Noroeste, Norte, Nordeste, Serra, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre e no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Conforme o Cmdec, as tempestades devem atingir inicialmente áreas das Missões e do Centro durante a madrugada, avançando ao longo do dia para regiões da metade Norte e Leste do estado.

Os acumulados previstos para terça-feira variam entre 10 e 60 milímetros por dia, podendo chegar a 120 milímetros em pontos das Missões, do Noroeste e do Centro. O mar deve permanecer agitado e com ressaca.

A tendência para quarta-feira (8) indica a atuação de instabilidades durante a madrugada em áreas do Norte, Nordeste, Serra e Litoral Norte, além do Extremo Sul do Rio Grande do Sul. Nessas localidades, podem ocorrer chuva moderada a pontualmente forte e descargas elétricas. No decorrer do dia, a previsão aponta chuva fraca a moderada e variação de nebulosidade sobre o território gaúcho.

Na faixa Leste do estado, as rajadas de vento devem variar entre 60 e 80 km/h, com registros pontuais de até 90 km/h no Litoral Sul do Rio Grande do Sul. A condição de mar agitado e ressaca também deve persistir.

O Cmdec informa que a situação hidrológica atual apresenta níveis entre limiares de normalidade e patamares críticos para níveis baixos, com tendência geral de estabilidade ou declínio. Em função das chuvas previstas, especialmente no Oeste e no Centro do estado, o órgão indica condição de alerta e atenção para municípios destacados no mapa hidrológico.

Segundo o órgão, há risco de cheias em arroios, córregos e rios de pequeno porte, além da possibilidade de alagamentos em áreas urbanas, dependendo da intensidade das precipitações. Já os rios de maior porte podem registrar elevação moderada dos níveis, sem previsão de inundações, com recuperação gradual dos níveis considerados baixos.





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Cigarrinha-do-milho, invasoras, tratamento de sementes e ferrugem da soja são temas na Tecnoshow Comigo


Com seis lançamentos de produtos previstos para este ano, a Sipcam Nichino Brasil participa, entre os dias 6 e 10 deste mês, do evento Tecnoshow Comigo. Programado para a goiana Rio Verde, o encontro é descrito como a maior vitrine de insumos do Centro-Oeste. Nesta edição, a Sipcam Nichino, uma das principais do setor de proteção de cultivos, leva ao produtor resultados associados ao inseticida Fiera®, ao herbicida Click® Pro, à plataforma para tratamento de sementes Seed Pro e ao fungicida Fezan® Gold.

De acordo com o engenheiro agrônomo Wellington Alvarenga, da área de desenvolvimento de mercado, o novo inseticida Fiera® age nas fases ninfais de desenvolvimento da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), hoje uma das principais pragas do cereal. Segundo ele, a solução tem por principal diferencial a quebra do ciclo de desenvolvimento da praga, por meio do controle eficaz da fase “ninfa” do inseto.

“Traz um novo conceito técnico. Fiera® atua sobre todas as fases jovens, sobre ovos da ‘cigarrinha’ e mostra resultados efetivos na redução da fecundidade e da fertilidade de fêmeas da praga”, ele reforça.

Segundo Alvarenga, o herbicida Click® Pro, também lançado recentemente no país, constitui uma solução inovadora da cultura do milho, composta pela mistura de dois ativos sinérgicos no controle de plantas daninhas: terbutilazina e mesotriona.

“Trata-se de um herbicida de ação pós-emergente, altamente seletivo para o milho, indicado ao manejo de monocotiledôneas e dicotiledôneas. Apresenta controle superior de folhas largas e gramíneas, com longo efeito residual pós-emergente, inclusive sobre espécies de difícil controle resistentes ao glifosato e à atrazina”, resume o agrônomo.

A plataforma para tratamento de sementes Seed Pro, complementa Wellington Alvarenga, é formada pelos fungicidas Tiofanil® FS e Torino® e pelo bioestimulante Abyss®, além do polímero Blue 2005 e do pó secante Dry Shine. “Junto a esse conjunto de produtos que age em sinergia, a adesão à plataforma contempla a prestação de serviços ao produtor na proteção de sementes de soja e cultivos como amendoim, feijão, sorgo e trigo, entre outras.”

“Nosso foco é onde tudo começa. A Seed Pro chega ao mercado ancorada em um amplo trabalho de pesquisa, para auxiliar o agricultor na tomada das melhores decisões na fase inicial de sua lavoura”, continua Alvarenga.

Parte do chamado ‘portfólio-estrela’ da Sipcam Nichino, o fungicida Fezan® Gold, igualmente, será alvo de apresentações técnicas e divulgação de resultados em Rio Verde. Conforme Alvarenga, há seis anos avaliado nos Ensaios de Rede do Consórcio Antiferrugem, a solução permanece entre as sete tecnologias consideradas mais eficazes no controle da ferrugem da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e altamente danosa.





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Preços dos alimentos voltam a subir e acendem alerta


O índice internacional de preços de alimentos voltou a subir pelo segundo mês consecutivo, refletindo mudanças recentes no mercado global de commodities agrícolas e insumos produtivos. O indicador, que acompanha a variação de preços de um conjunto de produtos, registrou alta em março após já ter avançado em fevereiro, acumulando um nível ligeiramente superior ao observado no mesmo período do ano passado.

De acordo com a FAO, o índice ficou 1% acima do registrado há um ano. A elevação recente tem sido considerada moderada, mesmo diante do impacto de tensões geopolíticas, com influência direta sobre os custos de energia e fertilizantes. A entidade aponta que a alta do petróleo tem pressionado os preços, enquanto a oferta global de grãos tem contribuído para conter movimentos mais intensos.

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, alertou que a continuidade do conflito pode alterar decisões produtivas no campo. Segundo ele, custos elevados e margens reduzidas podem levar produtores a diminuir o uso de insumos, reduzir áreas plantadas ou optar por culturas menos dependentes de fertilizantes, o que pode afetar a produção futura e os preços ao longo deste e do próximo ano.

Entre os produtos, os cereais tiveram alta de 1,5% em março, impulsionados principalmente pelo trigo, que subiu 4,3% diante de preocupações com a seca nos Estados Unidos e menor plantio na Austrália. O milho avançou de forma moderada, enquanto o arroz registrou queda de 3% devido à menor demanda.

Outros grupos também apresentaram elevação, como óleos vegetais, carnes e laticínios, com destaque para o açúcar, que subiu 7,2%. A valorização do petróleo, que avançou 5,1% no mês e está mais de 13% acima do nível de um ano atrás, segue como fator central nesse cenário, especialmente após interrupções logísticas relevantes no comércio global de insumos.

 





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Tecnologias e diversificação de culturas melhoram produção em solos arenosos


A Embrapa fez parte, mais uma vez, da Expocanas 2026, em Nova Alvorada do Sul, MS, com estande e quatro estações demonstrativas com cana-de-açúcar, amendoim, milheto, milho safrinha e sorgo granífero nos dias 25, 26 e 27 de março com atendimento ao público. No último dia, também foi realizada a abertura da Jornada Técnica “Diversificação de Culturas em Solos Arenosos”. A abertura foi realizada pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Auro Akio Otsubo, em nome do chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato de Oliveira, e pelo presidente do Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Leandro Lyrio.

A primeira palestra foi proferida por Rogério Hidalgo Barbosa, consultor da Plantec/Amendoglória, sobre o tema “Potencialidades do amendoim como cultura de verão para ambientes restritivos à soja”. Ele fez o relato do projeto piloto da instituição com amendoim na Safra 2021/2022, 21 hectares. Segundo ele, os experimentos têm sido desenvolvidos com objetivo de elucidar dúvidas entre os próprios pesquisadores da empresa. Apesar de os dados não serem resultados científicos, eles conseguiram resultados promissores no campo, que mostram que o amendoim têm resultados muito bons em locais que a soja não vai tão bem devido a limitações físicas, biológicas, químicas e/ou climáticas, em solos com baixa retenção de água e baixa fertilidade. “É melhor abrir com amendoim do que em soja. E o amendoim é uma alternativa boa para a trabalhar a rotação de cultura”, afirmou.

Barbosa ainda ressaltou que o manejo básico em solos arenosos, com correção bem feita das áreas, rotação de culturas, já contribui para o aumento do teor de matéria orgânica. O consultor disse que tem observado que a cultura do amendoim pode proporcionar mais estabilidade de produção do que a cultura da soja, com vários benefícios como a quebra do ciclo de pragas e doenças e fixação de nitrogênio.

Em experimentos em áreas de solos arenosos de soja em Nova Alvorada do Sul, MS, o plantio da soja precisa ser realizado em novembro e dezembro para ter menor risco de perda da cultura, o que inviabiliza o plantio de segunda safra. “Existe maior risco de perda de soja do que de amendoim. A soja tem plantio tardio, o que faz ser perdida a janela de segunda safra tanto do milho quanto do sorgo. Já com amendoim não se perde a janela do plantio de segunda safra”.  Segundo o consultor, a empresa ainda não teve a oportunidade de realizar experimentos em usinas em áreas de renovação do canavial. “Mas podem confiar. Conseguimos, com certeza, entrar sem prejudicar a cana”, garante Barbosa.  

A segunda apresentação foi da MS Grãos Nuts, com o sócio diretor José Antônio Cogo Junior, e o técnico agrícola Diego da Cunha Almeida, sobre “Programa de fomento e aquisição de amendoim para fins industriais”. Cogo Junior afirmou que a empresa beneficia e comercializa o amendoim em Mato Grosso do Sul e conseguem “absorver toda a cadeia do amendoim do estado”.

Em seguida, Almeida contou que trabalha há 24 anos no setor de cana e, atualmente, trabalha com amendoim na região de Rio Brilhante. De acordo com ele, a perspectiva é de realizar reforma dos canaviais e colocar 100% de amendoim no sistema. “A Embrapa contribui muito com os nossos trabalhos, interpretando os dados, para ter o máximo de informação possível pra gente fazer e falar a coisa certa. Neste ano, já colhemos praticamente 60% da safra”.

O técnico agrícola disse que a cultura exige cuidado, porém é fácil de ser manejada, desde que o manejo seja feito preventivamente. “Se esperar a doença aparecer para fazer aplicação, vai perder a cultura. O produtor tem mania de trabalhar corretivamente em tudo. Tudo tem que ser trabalhado preventivamente. E tem que haver planejamento. A ideia é ajudar o produtor a saber produzir, e a gente faz o beneficiamento”, concluiu.

Soja em solos arenosos

Para falar sobre “Sistemas de produção de soja em solos arenosos e de baixa altitude”, o pesquisador Rodrigo Arroyo Garcia, da Embrapa Agropecuária Oeste, começou a palestra fazendo uma retrospectiva do sistema de produção soja/milho, sucessão de culturas consolidadas no Brasil. “Esse modelo não é o ideal para todos os ambientes de produção no País, como é o caso de áreas predominantemente de solos arenosos”.

Em Mato Grosso do Sul, o pesquisador disse que a soja continua com cenário de crescimento contínuo e que o milho está estabilizado. A sucessão veio diminuindo, em áreas mais fracas e áreas mais favoráveis está aumentando a diversificação.

Garcia afirmou que é possível ter um bom sistema de produção por meio de um manejo bem realizado com a construção de solo, resultando em maior capacidade de produção de raízes mais profundas, melhorando a condição de armazenamento de água no solo. “O Centro-Sul de MS possui um cenário desafiador na distribuição de chuvas, com instabilidade da precipitação, o que acarreta também a oscilação da produtividade da soja”, explicou o pesquisador.

O pesquisador lembrou que o produtor rural busca como resultado final o potencial produtivo da cultura, mas ele ressaltou também que uma planta sob estresse hídrico e/ou térmico acaba tendo redução na taxa fotossintética e a planta diminui a atividade com maior dificuldade em acumular carbono e produção de massa. “Por isso, a construção do ambiente de produção é muito importante”.

O objetivo maior é sempre potencializar a soja. A safrinha foi pensada para melhorar o sistema de produção e refletir diretamente no desempenho da cultura principal. Segundo Garcia, o aumento da matéria orgânica do solo é fundamental nesse processo, especialmente em solos arenosos, que naturalmente armazenam menos água. “Quando se eleva a matéria orgânica, é possível aumentar a retenção de água e criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das plantas, inclusive em condições de estresse climático”, destaca.

O pesquisador também ressalta a importância do manejo adequado diante de desafios como altas temperaturas e ondas de calor, comuns no período de plantio na região. A adoção de plantas de cobertura e a formação de palhada contribuem para reduzir a temperatura do solo, melhorar a fixação biológica de nitrogênio (FBN) e auxiliar no controle de nematoides. Resultados de campo em municípios como Naviraí e Nova Alvorada do Sul demonstram ganhos expressivos de produtividade e aumento da matéria orgânica ao longo das safras, reforçando que sistemas bem manejados são mais resilientes, produtivos e até mais eficientes na geração de créditos de carbono.

Sorgo e Milheto na Safrinha

O uso de sorgo e milheto graníferos tem ganhado espaço como alternativa estratégica para a segunda safra, especialmente em áreas de solos arenosos e de menor altitude. Segundo o pesquisador Cícero Beserra Menezes, da Embrapa Milho e Sorgo, em sua palestra intitulada “Sorgo e milheto graníferos como culturas de segunda safra em solos arenosos e de baixa altitude”, a expansão dessas culturas nos últimos anos está diretamente ligada ao aumento da demanda de mercado e à maior segurança produtiva em condições climáticas adversas. O sorgo granífero, por exemplo, apresenta produtividade média nacional de cerca de 3.600 kg/ha, com destaque para estados como Goiás e Minas Gerais, enquanto Mato Grosso do Sul ainda apresenta variações de área plantada.

Além da adaptação a cenários de risco climático, sorgo e milheto se destacam pelo desempenho agronômico e nutricional. Ambos possuem maior teor de proteína que o milho e valor energético próximo, sendo amplamente utilizados na alimentação animal. “O milheto é campeão em resiliência, o sorgo é especialista em eficiência hídrica e o milho se destaca em produtividade em condições ideais”, resume o pesquisador. Com sistemas radiculares mais profundos, especialmente no caso do milheto, essas culturas conseguem explorar melhor água e nutrientes no solo, contribuindo também para a reciclagem de nutrientes e a melhoria do sistema produtivo.

O manejo adequado, no entanto, é fundamental para garantir bons resultados e evitar impactos na cultura seguinte, como a soja. A adubação, especialmente com nitrogênio, é indispensável, assim como o monitoramento de pragas, com destaque para o pulgão do sorgo, e a adoção de práticas preventivas no controle de doenças. “Doença e pragas são questões preventivas. Não pode esperar aparecer”, enfatizou Menezes.  Apesar de possuir efeito alelopático, o sorgo não prejudica a soja quando manejado corretamente. O pesquisador reforçou que o sorgo representa uma opção de segurança produtiva, enquanto o milheto se destaca como importante ferramenta na recuperação e construção da qualidade do solo.

Expansão do Etanol de Cereais

Na palestra “Programa de fomento de cereais para a produção de etanol”, José Fabiano, da Inpasa, falou sobre que o avanço da produção de etanol a partir de grãos tem aberto novas oportunidades para os produtores rurais, especialmente para o cultivo de sorgo na segunda safra. De acordo com ele, a empresa desenvolve um programa de fomento voltado à produção de cereais, ampliando as possibilidades de comercialização para os agricultores. “É uma oportunidade para o produtor, principalmente para o sorgo, que ainda conta com poucos armazéns de recebimento. No nosso caso, há flexibilidade nesse processo”, destacou.

Com atuação nacional, a Inpasa possui números expressivos que reforçam a demanda crescente por matéria-prima. A empresa tem capacidade de produzir cerca de 5,8 bilhões de litros de etanol por ano, volume equivalente ao abastecimento de aproximadamente 116 milhões de veículos, além de uma estrutura que movimenta milhares de caminhões diariamente e processa grandes volumes de milho e sorgo. Em Mato Grosso do Sul, a produção anual gira em torno de 4 milhões de toneladas, mas ainda há espaço para expansão: a capacidade de compra da indústria supera a atual produção estadual, “sinalizando um cenário promissor para o aumento da área cultivada, especialmente com sorgo”, garantiu Fabiano.

Demonstrações a campo

Durante os três dias de evento, a Embrapa demonstrou tecnologias para melhoria do ambiente com diversificação de culturas em solos arenosos. As pessoas que visitaram o estande puderam ver e ser atendidos pela equipe técnica da Embrapa que mostraram no campo áreas com cana-de-açúcar, milheto, milho safrinha, sorgo granífero, amendoim e explicaram a importância dessas culturas como diversificação e melhoria no ambiente de produção e da produtividade de canaviais e lavouras de soja.

Estavam presentes, da Embrapa Agropecuária Oeste, os pesquisadores Cesar José da Silva, Rodrigo Arroyo Garcia, Carlos Hissao Kurihara, Adriana Marlene Moreno Pires e o analista Gessí Ceccon; e da Embrapa Algodão o pesquisador Jair Heuert.

Instituições

Otsubo falou sobre a importância de se utilizar tecnologias apropriadas para a regiões, principalmente em áreas de solos arenosos. Ele destacou a presença dos pesquisadores da Embrapa Algodão, inclusive do chefe-adjunto de TT Daniel Ferreira, responsáveis em nível nacional no desenvolvimento de trabalhos com amendoim e gergelim como culturas para integrar sistemas de produção sustentáveis. “A sustentabilidade e o sucesso de cultivos em áreas em solos arenosos ocorrem e se consolidam a partir de dados da ciência e com a utilização das tecnologias e das informações geradas por parte de técnicos e produtores rurais”, disse.

O presidente do Sindicato Rural Lyrio também agradeceu por mais um ano de parceria. “É sempre muito importante para o município e produtores a parceria de peso com as instituições, como a Embrapa. Temos que aproveitar a oportunidade de conhecimento”, afirmou. 

Realização – A realização do evento foi da Embrapa, Biosul, Sulcanas, Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul e Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) do governo de MS.





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Manejo inicial define potencial produtivo agrícola


A adoção de práticas de manejo no início do plantio é apontada como um fator determinante para o desempenho produtivo das lavouras. Nessa etapa inicial do cultivo, condições como disponibilidade de água, temperatura, qualidade do solo e pressão de pragas podem influenciar diretamente o estabelecimento das plantas e o aproveitamento do potencial produtivo ao longo do ciclo.

Segundo especialistas do setor agrícola, o manejo inadequado pode gerar impactos significativos, especialmente na segunda safra, quando o ciclo das culturas é mais curto. Nesse contexto, a adoção de estratégias voltadas ao desenvolvimento uniforme das plantas é considerada uma medida para melhorar o desempenho das lavouras.

Entre as tecnologias utilizadas nesse processo, os bioestimulantes têm ganhado espaço por estimular processos fisiológicos das plantas e reduzir efeitos de estresses bióticos e abióticos. Essas soluções favorecem o equilíbrio fisiológico das culturas, ampliando a capacidade de absorção de nutrientes e contribuindo para o desenvolvimento das plantas.

No mercado de biossoluções, a Rainbow Agro desenvolveu tecnologias voltadas ao manejo inicial dos cultivos, como os fertilizantes organominerais Besular e Searoot. O Besular possui alta concentração de potássio (K2O), nutriente associado ao equilíbrio hídrico e ao fortalecimento das plantas em períodos de estresse. Já o Searoot apresenta elevada concentração de carbono e potássio, contribuindo para o estímulo do sistema radicular e para o desenvolvimento inicial das culturas.

“Soluções como Besular e Searoot atuam justamente em momentos críticos de floração e estruturação da lavoura, para maior adaptabilidade em condições diversas, promovendo produtividade ao final do ciclo”, explica Luiz Henrique Marcandalli.

De acordo com o executivo, o estímulo fisiológico proporcionado pelos bioestimulantes também contribui para a uniformidade das lavouras ao favorecer processos como crescimento celular e formação de novas raízes e brotos. Essa condição pode tornar o manejo mais eficiente e contribuir para a organização das etapas de colheita.

Marcandalli acrescenta que “a adoção dessas tecnologias impacta diretamente os resultados no campo ao favorecer o desenvolvimento inicial mais consistente das plantas e sua resiliência ao longo de todo o ciclo. “Com um sistema radicular bem desenvolvido e maior equilíbrio fisiológico desde o começo, a cultura tende a reagir melhor às variações do ambiente e a manter um desempenho mais estável ao longo do ciclo produtivo”, conclui.





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Mercado global de soja observa cenário climático



Mercado aguarda novo relatório do USDA



Foto: Canva

Segundo a análise “Direto do Campo”, elaborada pela Grainsights e divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (6), o mercado da soja acompanha uma série de fatores que podem influenciar as cotações nas próximas semanas.

O principal destaque será a divulgação do novo relatório de Oferta e Demanda Mundial (WASDE) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, prevista para 9 de abril. O mercado aguarda a atualização para verificar se a agência americana revisará a estimativa da safra brasileira, mantida em 180 milhões de toneladas no relatório anterior, apesar das perdas registradas no Rio Grande do Sul. Investidores também acompanham possíveis mudanças nos estoques finais globais e na projeção de importações da China, estimadas em 112 milhões de toneladas no levantamento mais recente.

Com as intenções de plantio já divulgadas pelo USDA, o mercado internacional passa a direcionar atenção às condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos. O mês de abril marca o início das atividades de campo na região, e previsões de chuvas excessivas ou frio tardio podem afetar o ritmo de plantio, adicionando prêmios de risco às cotações negociadas na Bolsa de Chicago.

No Brasil, as condições climáticas de abril também devem influenciar o encerramento da safra. De acordo com projeção do Instituto Nacional de Meteorologia, há previsão de chuvas abaixo da média histórica na Região Sul e em partes do Centro-Oeste. O cenário tende a favorecer o avanço das colheitadeiras, mas pode afetar lavouras tardias que ainda dependem de umidade no solo para a fase de enchimento de grãos.

O ambiente geopolítico também permanece no radar de empresas do setor e produtores. O mercado acompanha a possibilidade de encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode indicar mudanças no fluxo de compras chinesas de soja dos Estados Unidos ou a manutenção da dependência em relação ao Brasil diante de incertezas tarifárias. Ao mesmo tempo, tensões no Oriente Médio envolvendo o Estreito de Ormuz elevaram o preço do petróleo em cerca de 30%, pressionando custos de frete e mantendo os prêmios de exportação brasileiros sob viés negativo ao longo da semana.





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