segunda-feira, abril 27, 2026

Política & Agro

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Por que o preço do milho caiu?


O mercado brasileiro de milho atravessa um período de estabilidade relativa, com as cotações oscilando próximas de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo de quase todo o mês de abril de 2026. Apesar da aparente constância, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP, identificaram pequenas retrações nos preços internos nos últimos dias, resultado de uma combinação de fatores que afeta tanto o lado da oferta quanto o da demanda.

Do lado dos compradores, a postura dominante foi de prudência. Muitos agentes se mantiveram à margem das negociações, declarando dispor de estoques suficientes para o curto prazo e preferindo aguardar até que as cotações apresentem recuos mais relevantes antes de retomar as compras. Essa expectativa de queda adicional reduziu o volume de negócios e contribuiu para o enfraquecimento da demanda no período, segundo dados divulgados pelo Cepea.

Vendedores, atentos à demanda enfraquecida, chegaram a reduzir os valores ofertados em alguns momentos — sinal claro de que o poder de barganha se deslocou para o lado dos compradores.

Já os vendedores, pressionados pela menor liquidez do mercado, adotaram uma postura mais ativa nas negociações. Conforme dados do Cepea, houve momentos em que esses agentes reduziram os valores ofertados na tentativa de fechar negócios, refletindo a assimetria de forças vigente. A disposição para ceder nas cotações indica que, ao menos no curto prazo, os vendedores preferem garantir o escoamento do produto a esperar por uma eventual recuperação dos preços.

Entre os fatores estruturais que explicam esse movimento, o Cepea aponta em primeiro lugar a queda do câmbio, que diminuiu a paridade de exportação do cereal. Com um real mais valorizado frente ao dólar, o milho brasileiro perde competitividade no mercado externo, o que redireciona parte da oferta para o mercado doméstico e, consequentemente, aumenta a pressão baixista sobre os preços internos.

A isso se somam o avanço da colheita da safra verão e o retorno das chuvas nas principais regiões produtoras de segunda safra. A normalização hídrica favorece o desenvolvimento das lavouras e melhora as perspectivas de produção para os próximos meses. Para os agentes de mercado, esse cenário reforça a expectativa de oferta mais abundante à frente, o que justifica a cautela nas compras e a relutância em pagar prêmios sobre os preços atuais.

 





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Feijão 2ª safra avança com bom desenvolvimento


A colheita do feijão da primeira safra está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, alcançando 97% da área cultivada, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9). As áreas restantes concentram-se em regiões de maior altitude, onde o plantio ocorreu de forma mais tardia.

De acordo com o levantamento, nessas localidades o desempenho produtivo foi impactado por condições climáticas menos favoráveis registradas entre janeiro e fevereiro, período que coincidiu com a fase reprodutiva da cultura. Nas demais regiões, onde o plantio foi realizado mais cedo, as lavouras mantiveram o potencial produtivo inicialmente esperado. A projeção indica uma área de 23.029 hectares, com produtividade média estimada em 1.781 kg/ha.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita atinge 70% da área e deve ser finalizada na primeira quinzena de abril. Nessa área, a produtividade média está em torno de 1.200 kg/ha, abaixo da expectativa inicial de 2.400 kg/ha.

Em relação à segunda safra, o avanço da cultura ocorre dentro do esperado, com 13% da área colhida e 18% em fase de maturação. A maior parte das lavouras encontra-se em estádios reprodutivos, enquanto áreas mais tardias ainda estão em desenvolvimento vegetativo. As condições de umidade do solo, mesmo com chuvas irregulares, têm sustentado o desenvolvimento das plantas e favorecido a formação de vagens e o enchimento de grãos.

O informativo aponta que o estado fitossanitário das lavouras é considerado adequado, com aplicações em andamento para o controle de pragas e doenças. Na região de Ijuí, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e baixa incidência de problemas fitossanitários, enquanto em Santa Maria cerca de 25% da área já foi colhida, com rendimentos próximos às estimativas iniciais.

Na região de Soledade, o desempenho das lavouras é sustentado pela combinação de temperaturas elevadas e disponibilidade hídrica no solo, com a maior parte das áreas concentrada nas fases de florescimento e enchimento de grãos.





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Agro paulista registrou superávit de US$ 4,49 bilhões no 1º trimestre


O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 4,49 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 6,03 bilhões, frente a importações de US$ 1,54 bilhão. No período, o setor respondeu por 38,5% das exportações totais do estado, enquanto as importações representaram 7,4%. O desempenho ocorre em um contexto de déficit na balança comercial geral paulista, que apresentou saldo negativo de US$ 5,24 bilhões no mesmo intervalo.

De acordo com a análise, as exportações para o Oriente Médio recuaram em março, com queda de 17,5% na comparação anual, enquanto as vendas ao Irã diminuíram 8,5% no acumulado do trimestre. A retração está associada às tensões geopolíticas na região. Ainda assim, o relatório aponta que os impactos foram pontuais e não comprometeram o resultado geral do setor.

Entre os principais segmentos exportadores, o complexo sucroalcooleiro liderou com 25,6% das vendas externas, somando US$ 1,5 bilhão. Na sequência aparecem carnes, produtos florestais, sucos e o complexo soja, que juntos concentraram a maior parte da pauta exportadora. O café ocupou a sexta posição, com participação de 6,9% e receitas de US$ 418 milhões.

As variações em relação ao mesmo período do ano anterior indicaram aumento nas exportações de produtos florestais e carnes, enquanto setores como sucos, soja, sucroalcooleiro e café registraram queda. Segundo o levantamento, essas oscilações refletem mudanças nos preços e nos volumes embarcados.

A China manteve-se como principal destino das exportações do agronegócio paulista, com 23,6% de participação, seguida pela União Europeia, com 15,8%, e pelos Estados Unidos, com 9,4%.

O diretor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Carlos Nabil Ghobril, destacou mudanças no destino das exportações de açúcar. “No ano passado, a China liderava como principal importadora. Já neste primeiro trimestre, o país não aparece nem entre os cinco maiores destinos. Em contraste, a Índia, que também é uma grande produtora e, em alguns momentos, rivaliza com o Brasil, assumiu a liderança como principal importadora. Assim, o principal destino das nossas exportações de açúcar alcooleiro passou a ser a Índia. Esse movimento evidencia uma mudança relevante nos mercados compradores desse que é um dos nossos principais produtos”.

No cenário nacional, São Paulo ocupa a segunda posição no ranking de exportações do agronegócio, com 15,8% de participação, atrás de Mato Grosso, que lidera com 20,9%. A análise da balança comercial é elaborada por pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à secretaria estadual.





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Preços recuam neste início de abril; mercado busca novo equilíbrio



Cotações dos feijões preto e do carioca iniciaram abril em queda


Foto: Canva

Após terem registrado avanços expressivos ao longo do primeiro trimestre e atingido patamares recordes, as cotações dos feijões preto e do carioca iniciaram abril em queda, segundo apontam os dados do Cepea/CNA. Enquanto a oferta limitada sustentou os preços nos três primeiros meses do ano, a retração da demanda passou a exercer pressão nestas últimas semanas.

Pesquisadores do Cepea indicam que, nesse contexto, o mercado busca um novo equilíbrio, influenciado pela lenta transmissão de preços entre a indústria e o varejo e pela transição para a segunda safra, especialmente diante das incertezas climáticas no Sul do País. No front externo, as exportações brasileiras de feijão somaram 27,28 mil toneladas em março, volume 2,4% superior ao de fevereiro e 51,3% maior que o de março de 2025, segundo apontam dados da Secex.

As importações, por sua vez, totalizaram 3,13 mil toneladas no mês, recuo de 17% frente a fevereiro (quando foi registrado o maior volume desde novembro de 2023), mas ainda cerca de quatro vezes superiores às de março do ano passado.





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Citros registram impactos do calor e seca



Pomares sofrem com clima no Rio Grande do Sul



Foto: Seane Lennon

A produção de citros apresenta impactos das condições climáticas no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9). O relatório aponta queda de frutos, variações na maturação e efeitos da exposição solar em diferentes regiões do estado.

Na região administrativa de Bagé, em São Borja, a estiagem tem provocado perda de frutos nos pomares de laranja. “Os pomares de laranja apresentam queda de frutos devido à estiagem, que continua assolando o município”, informa o boletim. Em São Gabriel, a colheita da bergamota da variedade Okitsu avança de forma lenta, com oferta restrita ao mercado local, em função da maturação ainda irregular das frutas.

Na região de Caxias do Sul, em Cotiporã, a produção da cultivar Ponkan apresenta variação conforme a localização dos pomares. O levantamento também registra danos associados às condições climáticas. “Há sintomas de queimaduras em alguns frutos, causadas pela exposição direta ao sol, indicando impacto das condições climáticas do período”, aponta o informativo. O manejo com raleio segue em andamento para melhorar o calibre e a qualidade dos frutos. No mercado, os preços giram em torno de R$ 10,00 por caixa de 20 quilos.

Já na região de Frederico Westphalen, continuam os tratos fitossanitários e a colheita da bergamota Satsuma Okitsu, comercializada entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos.





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Demanda por café solúvel estimulam cultivo de conilon


O cultivo de café conilon tem avançado em Minas Gerais, impulsionado pela adaptação da cultura a regiões mais quentes e pela demanda da indústria de café solúvel, segundo informações do Sistema Faemg Senar. Embora ainda represente uma parcela menor da produção estadual em relação ao arábica, a variedade tem ampliado sua participação e contribuído para a diversificação da cafeicultura.

De acordo com a analista de agronegócios do sistema, Ana Carolina Gomes, a expansão ocorre principalmente em áreas fora dos polos tradicionais. “Com temperaturas mais elevadas e menor altitude, essas áreas apresentam maior aptidão para o cultivo, especialmente com o uso de irrigação”, explica. O avanço é observado em regiões como o Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e áreas do Noroeste do estado.

A demanda por café solúvel tem sido um dos principais fatores de estímulo. O conilon apresenta maior rendimento de sólidos solúveis, característica valorizada pela indústria de cafés instantâneos e bebidas prontas. O crescimento do consumo global, especialmente na Ásia e na Europa, tem ampliado o interesse pela cultura.

Segundo a analista, a adoção do conilon também está associada à rentabilidade e à estabilidade produtiva. “É importante destacar que o conilon não substitui o arábica, mas complementa a produção. Em muitas propriedades mineiras, produtores têm adotado sistemas híbridos, combinando as duas espécies para reduzir riscos climáticos e diversificar a renda. A estratégia também permite utilizar o conilon em áreas menos aptas ao arábica, fortalecendo a sustentabilidade econômica das fazendas”, ressalta.

Dados do setor indicam que, em 2025, o Brasil exportou 84,4 mil toneladas de café solúvel, com receita de US$ 1,1 bilhão. Em Minas Gerais, as exportações somaram 5,8 mil toneladas, gerando US$ 68 milhões. Entre os principais destinos estão Estados Unidos, Japão, Argentina e países do Leste Europeu e do Sudeste Asiático.

Apesar de ainda representar cerca de 2% da produção cafeeira mineira, o conilon registra expansão contínua. Em 2026, o estado conta com 11,1 mil hectares cultivados. Nos últimos cinco anos, a área cresceu 12%, com destaque para a região Leste, que teve aumento de 67%. Em 2025, a produção alcançou cerca de 584 mil sacas, alta de 50% em relação ao ano anterior.

A produtividade também tem se destacado. Enquanto o café arábica apresenta médias entre 20 e 40 sacas por hectare, o conilon pode variar de 40 a 80 sacas, podendo superar 100 sacas em sistemas irrigados. Em Minas Gerais, a média foi de 53 sacas por hectare em 2025, com previsão de crescimento.

O potencial de expansão é reforçado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que indica mais de 660 municípios aptos ao cultivo no estado. Ainda assim, a implantação da cultura exige maior nível de tecnificação, com necessidade de irrigação, manejo intensivo e uso de mudas clonais.





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Maior oferta reduz impulso altista dos preços



Movimento de valorização da mandioca perdeu força


Foto: Canva

 Com o aumento da oferta em algumas regiões, o movimento de valorização da mandioca perdeu força ao longo da semana passada. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores, em busca de capitalização ou da liberação de áreas para o planejamento da safra 2026/28, intensificaram a comercialização e a colheita, elevando a disponibilidade para as indústrias e reduzindo o impulso altista dos preços.

Nas próximas semanas, de acordo com o Centro de Pesquisas, a necessidade de caixa deve continuar a influenciar a oferta, enquanto a demanda industrial permanece aquecida, impulsionada pela recomposição de estoques. No médio prazo, o clima volta ao radar: a NOAA indica alta probabilidade de ocorrência de El Niño a partir de junho, com possível intensificação em agosto, o que tende a reduzir as chuvas no Centro-Sul.





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China corta exportação e ameaça fertilizantes



O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais


O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais
O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais – Foto: Foto: Portos RS

A decisão de interromper o comércio de um insumo estratégico deve provocar efeitos relevantes em cadeias produtivas globais já pressionadas. A avaliação é baseada em informações divulgadas por José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School.

A China anunciou que suspenderá, a partir de maio, as exportações de ácido sulfúrico, mantendo exceção apenas para o produto de grau eletrônico. Com isso, tanto o ácido de fundição quanto o derivado de enxofre deixam de ser comercializados ao exterior, retirando do mercado cerca de 30% da oferta mundial desse insumo.

O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais. Ele é utilizado na produção de fertilizantes, no refino de metais e petróleo e na fabricação de baterias de chumbo-ácido. A retirada de uma parcela significativa da oferta global tende a gerar impactos diretos nos custos e na disponibilidade desses produtos.

Na prática, a medida tem potencial para afetar cadeias inteiras, incluindo alimentos, combustíveis e insumos químicos. O cenário ocorre em um momento de restrições já existentes no fornecimento de matérias-primas, o que amplia a pressão sobre preços e logística.

Para o agro brasileiro, o movimento indica possível encarecimento de fertilizantes e maior volatilidade no abastecimento. Como o setor depende fortemente de insumos importados, qualquer alteração relevante na oferta global pode refletir diretamente nos custos de produção e, consequentemente, nos preços ao consumidor. As informações foram publicadas no perfil oficial na rede social LinkedIn.

 





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Insetos ameaçam lavouras e nova solução promete reação



O produto também passa a integrar o portfólio contra lagarta-do-cartucho


O  produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho
O produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho – Foto: Divulgação

As culturas de milho e algodão cultivadas após a safra de soja enfrentam desafios relevantes ao longo do ciclo produtivo, especialmente em relação ao controle de insetos-praga que comprometem o rendimento das lavouras. Em cenários de manejo inadequado, essas ameaças podem provocar perdas significativas, afetando diretamente a produtividade.

Nesse contexto, a Syngenta lança o inseticida INVENCIS®, desenvolvido com a tecnologia PLINAZOLIN®, com foco no controle ampliado de pragas e no aumento da eficiência produtiva. Ensaios realizados com o produto indicaram ganhos de até 36 sacas por hectare no milho em comparação a outros manejos. A formulação reúne dois ativos complementares, permitindo o controle simultâneo de diferentes pragas, como lagartas, percevejos, ácaros, cigarrinha, tripes e bicudo, com ação rápida e efeito residual prolongado.

O produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho, ampliando o espectro de atuação e apresentando desempenho superior em condições de alta pressão quando comparado a inseticidas disponíveis no mercado. No algodão, o inseticida atua no manejo do bicudo-do-algodoeiro e de ácaros, reduzindo danos em estruturas reprodutivas e contribuindo para maior retenção de botões e maçãs.

Resultados obtidos em duas safras apontaram menor incidência de danos e redução do abortamento floral, além de maior estabilidade produtiva em relação a tratamentos convencionais. A tecnologia também oferece flexibilidade de aplicação e contribui para interromper o ciclo das pragas com rapidez.

Segundo a empresa, o lançamento é resultado de investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento e busca ampliar a previsibilidade e a proteção do potencial produtivo. O produto estará disponível na próxima temporada comercial e faz parte da estratégia de inovação voltada à agricultura tropical.

 





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Rótulos de alimentos influenciam decisão de compra



O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP


O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP
O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP – Foto: Divulgação

Informações presentes nos rótulos de alimentos e bebidas que destacam benefícios à saúde influenciam o comportamento do consumidor, elevando a percepção de valor e a disposição de pagar mais. Esse efeito, porém, varia conforme fatores individuais e o contexto da compra, como idade, estado de saúde, conhecimento nutricional, preço e sabor.

O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP sobre o impacto das alegações funcionais e de saúde nas escolhas alimentares. Entre as mais comuns estão benefícios ligados à saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica e digestiva, além de promessas relacionadas ao bem-estar, ação antioxidante, suporte imunológico e desempenho cognitivo.

Segundo a professora da Faculdade de Saúde Pública da USP Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, os consumidores estão mais atentos à composição dos produtos e tendem a considerar essas alegações como um diferencial. A compreensão desse comportamento é vista como relevante para orientar políticas públicas, regulamentações e estratégias de comunicação.

A pesquisa revisou 71 artigos publicados entre 2019 e 2024 em bases científicas de mais de dez países. O trabalho, que tem Helena F. Martins Tavares como primeira autora, indica que a decisão de compra é multifatorial e envolve fatores psicológicos, sociais e perceptivos, como escolaridade, tempo disponível, finalidade do consumo e estado emocional.

No Brasil, a regulamentação é feita pela Anvisa, que exige comprovação científica de eficácia e segurança para autorizar o uso dessas alegações. As pesquisadoras apontam que, quando bem fundamentadas, essas informações podem contribuir para escolhas alimentares mais saudáveis.

 





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