segunda-feira, abril 27, 2026

Política & Agro

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Dólar recua e impacta mercado de grãos



Milho segue atento ao clima e à economia



Foto: Pixabay

O mercado de milho deve concentrar atenções no comportamento das chuvas no Centro-Sul do Brasil ao longo desta semana, segundo análise “Direto do Campo”, da Grão Direto, produzida pela Grainsights e divulgada na segunda-feira (13). A consolidação da produtividade da safrinha depende da regularidade das precipitações até maio. “Caso a estiagem persistir nas áreas sob alerta (PR e sul de MS), poderemos observar a introdução de um prêmio de risco nas cotações da B3 para os vencimentos de julho e setembro.”

No cenário internacional, o mercado acompanha o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, com dados do USDA indicando possível ajuste de área em favor da soja. A análise aponta que eventuais atrasos nos trabalhos de campo, causados por excesso de umidade no Corn Belt, podem dar suporte às cotações do milho em Chicago. No mercado interno, a divulgação do novo levantamento de safra da Conab é destacada como fator relevante, sobretudo se houver revisão negativa da safrinha em função do estresse hídrico.

No campo macroeconômico, a análise indica alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, com impacto no câmbio. “O cenário macroeconômico global apresentou um alívio significativo com a trégua nas tensões entre Estados Unidos e Irã, levando o dólar a recuar 2,88% na semana e fechar a R$ 5,01, o menor valor desde o primeiro semestre de 2024.”

No Brasil, o IPCA de março avançou 0,88%, acima das expectativas, reforçando a perspectiva de manutenção de juros elevados. “Essa combinação de dólar baixo e juros altos atrai capital estrangeiro, mas desafia a competitividade das exportações de grãos, que perdem valor nominal em reais.” A análise ressalta a importância de acompanhamento do mercado e dos custos de produção por parte dos produtores.





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Seminário regional coloca trabalhadores no centro do debate sobre o futuro do tabaco


 A cadeia produtiva do tabaco, uma das mais relevantes para a economia do Sul do Brasil, estará no centro de um amplo debate institucional no próximo dia 23 de abril, com a realização do primeiro encontro do Ciclo de Seminários Regionais promovido pela Federação Interestadual dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco (Fentitabaco) em parceria com a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco). A iniciativa propõe um espaço estruturado de diálogo para tratar dos impactos sociais, econômicos e de saúde que envolvem trabalhadores, produtores e municípios diretamente ligados ao setor.

O encontro em Santa Cruz do Sul marca o início de uma agenda regional que também passará por Santa Catarina e Paraná, consolidando uma mobilização inédita em torno de temas estratégicos como saúde do trabalhador, geração de renda, desenvolvimento regional e perspectivas futuras da atividade. A proposta é reunir trabalhadores da indústria, lideranças sindicais, gestores públicos e especialistas em um ambiente técnico e institucional, capaz de produzir reflexão qualificada e encaminhamentos concretos, representantes dos 525 municípios envolvidos na cadeia produtiva do tabaco na região Sul.

Com participação de especialistas reconhecidas nacionalmente, como a psicóloga Mônica Gorgulho e a toxicologista Silvia Cazenave, o seminário terá abordagem técnica sobre saúde do trabalhador e seus desdobramentos no contexto produtivo. As discussões também irão considerar o papel das políticas públicas, os desafios da proteção social e os caminhos possíveis para a sustentabilidade econômica dos municípios que têm na cadeia do tabaco uma de suas principais bases. Para o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, a proposta é qualificar o debate a partir de evidências e da realidade vivida no setor. “Estamos promovendo um espaço de escuta e construção, onde a saúde do trabalhador e o contexto produtivo são tratados com seriedade e responsabilidade, conectando conhecimento técnico com a realidade de quem sustenta essa cadeia todos os dias”, afirma.

As contribuições dos encontros serão sistematizadas em um documento-base regional, que servirá como subsídio para uma audiência pública no Congresso Nacional, ainda no primeiro semestre de 2026. Marcon ressalta que a proposta é ampliar o protagonismo dos trabalhadores no debate institucional. “Estamos estruturando um espaço sério, técnico e representativo, onde a realidade de quem está na base produtiva será considerada com responsabilidade. Esse processo é fundamental para qualificar o diálogo nacional sobre o setor.”

A articulação com os municípios reforça o alcance da iniciativa e a necessidade de integração entre diferentes níveis institucionais. Para o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, o envolvimento das administrações municipais é estratégico para compreender os impactos diretos da atividade. “Os municípios vivem diariamente os efeitos econômicos e sociais da cadeia do tabaco. Participar desse processo é contribuir para construir caminhos que garantam equilíbrio, desenvolvimento e segurança para as comunidades”, destaca.

Programação

Santa Cruz do Sul (23 de abril de 2026)

8h30min – Credenciamento e café de boas-vindas;

8h45min – Abertura institucional;

9 horas – Apresentação técnica sobre saúde do trabalhador;

10h30min – Intervalo;

10h40min – Painel de debate sobre emprego e desenvolvimento regional;

11h40min – Construção do documento-base regional;

12h15min – Encerramento.

Horário: 8h30min às 12h30min

Local: Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul

Especialistas convidadas

Mônica Gorgulho é psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), com atuação consolidada na área de políticas públicas relacionadas ao uso de substâncias e redução de danos. Possui trajetória vinculada ao Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com participação em projetos do Ministério da Saúde e atuação em organismos nacionais e internacionais voltados à saúde pública.

Silvia Cazenave é doutora em Toxicologia e ex-superintendente de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atuou como perita criminal toxicologista por mais de três décadas e como professora titular da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, sendo referência nacional na área de toxicologia aplicada e políticas relacionadas a substâncias.





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Diesel sobe e deve impactar em R$ 612,2 milhões nos custos operacionais do RS


A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio já impacta o agronegócio do Rio Grande do Sul, segundo estudo técnico da Assessoria Econômica da Farsul. Em menos de dois meses, o barril de petróleo Brent subiu de US$ 70,99 para próximo de US$ 100, refletindo no aumento do diesel S10, que avançou 21,1% entre o fim de fevereiro e o início de abril de 2026, atingindo R$ 7,23 por litro. O movimento ocorre durante a colheita da safra de verão e o planejamento do plantio de inverno, com impacto estimado em R$ 612,2 milhões nos custos operacionais das principais culturas do estado.

De acordo com a entidade, o cenário representa uma mudança estrutural no mercado energético. O estudo aponta que a instabilidade envolvendo o Irã e as rotas no Estreito de Ormuz elevou custos logísticos e prêmios de risco. “O movimento reflete uma “reprecificação estrutural do risco energético global””, informa a análise.

O impacto varia entre as culturas, com o arroz sendo o mais afetado. O aumento do diesel representa um acréscimo de R$ 185,72 por hectare, equivalente à perda de 2,95 sacos por hectare. “O valor atual do arroz ainda mal remunera o custo operacional. Uma perda de três sacos por hectare pode frustrar expectativas e comprometer o resultado da safra”, aponta o relatório.

Na soja, o impacto individual é menor, estimado em R$ 48,74 por hectare ou 0,41 saco por hectare, mas o efeito agregado é maior devido à extensão da área cultivada, com prejuízo de R$ 331,2 milhões. Segundo a análise, em um cenário de margens reduzidas e endividamento elevado, pequenas variações podem comprometer o resultado financeiro dos produtores.

O levantamento também mostra diferenças regionais nos preços do combustível dentro do estado. Em Porto Alegre, o diesel é cotado a R$ 7,05 por litro, enquanto em Bagé chega a R$ 7,95, o que amplia a pressão de custos conforme a localização das propriedades.

As projeções indicam que o impacto pode se intensificar. Caso o diesel atinja R$ 8,00 por litro, o custo adicional ao agronegócio gaúcho pode chegar a R$ 986,3 milhões. Em um cenário de R$ 9,00 por litro, o prejuízo estimado sobe para R$ 1,47 bilhão.

O estudo também avalia medidas de política econômica e aponta limitações na adoção de desonerações fiscais amplas. Segundo a entidade, esse tipo de medida tende a ter baixa efetividade para o setor produtivo e pode comprometer as contas públicas, além de dificultar o controle da inflação e retardar a redução da taxa de juros.

A análise conclui que o diesel passou a ocupar papel central na estrutura de custos do agronegócio em 2026. Enquanto persistirem as tensões geopolíticas, a margem dos produtores deve seguir pressionada.





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Guerra no Oriente Médio pode encarecer seguro rural


A intensificação das tensões no Oriente Médio tem provocado reflexos diretos nos mercados globais de energia e fertilizantes, insumos essenciais para a produção agrícola. No Brasil, o impacto já é sentido no custo de implantação das lavouras. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta que a ureia nitrogenada acumula alta de cerca de 33%. Já o diesel subiu aproximadamente 25%, ultrapassando R$ 7 por litro.

Na prática, esse movimento pode elevar entre R$ 200 e R$ 300 por hectare o custo da safra 2026/27, principalmente em culturas como soja, milho e trigo.

Seguro rural entra no radar com aumento do valor segurado

Embora o seguro rural seja tradicionalmente associado a riscos climáticos, o atual cenário adiciona uma nova camada de pressão: o aumento do valor econômico das lavouras.

Com custos mais elevados, o capital investido por hectare cresce — e isso amplia o valor segurado. Como consequência, os prêmios pagos pelos produtores tendem a subir.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o setor já enfrenta retração, com queda de 8,8% na arrecadação em 2025, somando R$ 12,9 bilhões. Para 2026, a projeção é de nova redução, próxima de 4%.

Seguro se torna ainda mais estratégico, avalia especialista

Para o presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Glaucio Toyama, o momento reforça a importância da ferramenta na gestão do risco agrícola.

“O seguro rural deve ser visto como uma ferramenta essencial de proteção do sistema de produção agropecuária. Em momentos de turbulência, essa proteção traz tranquilidade ao produtor diante de eventuais perdas climáticas que podem comprometer ainda mais margens já pressionadas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, ele reconhece que a volatilidade internacional exige ajustes na precificação das apólices por parte das seguradoras.

Logística e oferta de insumos aumentam percepção de risco

Outro ponto de atenção está nas rotas logísticas globais. Eventuais restrições no transporte marítimo, especialmente em regiões estratégicas, podem elevar fretes e dificultar o abastecimento de insumos.

Esse cenário pode provocar:

– Atrasos no plantio

– Redução de área cultivada0

– Menor uso de tecnologia

Fatores que elevam o risco de produtividade e impactam diretamente a avaliação das seguradoras.

Subvenção limitada agrava desafio de acesso ao seguro

Além das pressões externas, o Brasil enfrenta limitações no orçamento destinado à subvenção do seguro rural — política pública que reduz o custo das apólices para os produtores.

A previsão para 2026 gira em torno de R$ 1 bilhão, com possibilidade de veto, o que preocupa o setor.

“A consistência do orçamento é fundamental para que o produtor e as seguradoras consigam se planejar”, destacou Toyama.

 





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Comercialização de soja em MT passa de 63%: vender agora ou esperar?



Produtor mantém cautela diante da pressão nos preços



Foto: Divulgação

A comercialização da soja da safra 2025/26 em Mato Grosso superou metade da produção prevista e alcançou 63,31% em março de 2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço foi de 6,73 pontos percentuais em relação ao relatório anterior e de 8,34 pontos na comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar da evolução nas vendas, o ritmo de negociação segue moderado. Segundo o Imea, a volatilidade dos preços continua sendo um dos principais fatores a limitar novos negócios no estado. Parte expressiva do volume já comercializado está ligada a contratos fechados anteriormente, em um contexto mais favorável ao produtor.

A leitura do mercado indica que os sojicultores têm adotado uma postura mais cautelosa diante do atual cenário. Com preços considerados pouco atrativos para novas fixações, muitos produtores optam por segurar a comercialização e acompanhar os movimentos do mercado antes de avançar com novas negociações.

Em março, o preço médio da saca de soja em Mato Grosso ficou em R$ 105,54, o que representa queda de 1,53% frente a fevereiro. De acordo com a análise divulgada, o recuo foi influenciado pelo cenário geopolítico do período, que pressionou as cotações e reduziu o apetite por novas vendas.

O comportamento mais conservador também aparece nas negociações da próxima temporada. Para a safra 2026/27, a comercialização atingiu 7,31% da produção esperada, com avanço mensal de 3,35 pontos percentuais. Os negócios registrados para esse ciclo ocorreram a um preço médio de R$ 108,36 por saca.

O cenário reforça que, mesmo com boa parte da safra atual já comprometida, o produtor mato-grossense segue atento às oscilações do mercado antes de ampliar a comercialização. 





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Primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens é anunciada


A Embrapa e a Unipasto anunciaram o lançamento da BRS Carinás, primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens, nesta semana. A nova variedade é indicada para o bioma Cerrado e apresenta produção de até 16 toneladas de matéria seca por hectare, com destaque para a elevada produção de folhas e adaptação a sistemas integrados.

Entre as características, a cultivar apresenta baixa exigência em fertilidade do solo, com tolerância a ambientes ácidos e com baixos níveis de fósforo, além de maior capacidade de suporte animal e ganho de peso por área em comparação à cultivar Basilisk. Esses fatores ampliam o potencial de uso em sistemas de produção pecuária.

“É uma excelente alternativa para diversificar áreas hoje ocupadas pela cultivar Basilisk, também conhecida como ‘braquiarinha’. A Carinás se adapta bem ao período seco do ano e pode ser usada estrategicamente, como no planejamento de ser vedada no fim do verão e reservada para uso na época da seca”, afirma o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Sanzio Barrios.

A cultivar também pode ser utilizada em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com produção de palhada e forragem destinada ao pastejo na entressafra. Segundo as instituições, o material não interfere na produtividade de culturas anuais, o que amplia sua aplicação em sistemas integrados.

Até então, a Basilisk era a única cultivar disponível da espécie Brachiaria decumbens no mercado brasileiro, tendo sido introduzida no país na década de 1960. A nova cultivar amplia as opções para produtores que utilizam essa espécie forrageira.

Em comparação com a Basilisk, a BRS Carinás apresenta maior desempenho produtivo. “Quando vedada para uso no período seco, a BRS Carinás oferece 40% a mais de massa de forragem em relação à cultivar Basilisk, da qual a maior parte [53%] é material vivo [folhas e hastes]”, explica o pesquisador da Embrapa Cerrados, Allan Kardec Ramos.

Testes indicaram que a cultivar não apresentou acamamento, mesmo em áreas vedadas ou sob crescimento livre, característica relevante para materiais com maior porte e produção de forragem. Esse comportamento contribui para a manutenção da qualidade e facilidade de manejo.

Em relação à tolerância ao encharcamento, ensaios iniciais mostraram desempenho semelhante ao de outras cultivares amplamente utilizadas, com novos testes previstos em condições de solos mal drenados para ampliar a avaliação agronômica.

Em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária, a BRS Carinás demonstrou compatibilidade com culturas anuais, sem competição significativa, conforme testes realizados em consórcio com milho, o que reforça seu potencial de uso em sistemas produtivos diversificados.

As sementes da nova cultivar serão disponibilizadas por meio dos associados da Unipasto, com oferta prevista já no início do segundo semestre, permitindo a adoção pelos produtores no primeiro ano após o lançamento.





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Calor deve marcar fim de abril no Brasil


A segunda quinzena de abril deve ser marcada por temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, segundo informações do Meteored. A previsão indica que episódios de frio mais intenso ainda devem demorar a ocorrer, com a atuação de uma área de calor persistente no país.

Na primeira metade do mês, entre os dias 1º e 13 de abril, as temperaturas se mantiveram próximas da média, com registro pontual de frio e ocorrência de geada na Serra Catarinense. As mínimas ficaram entre a média e ligeiramente acima na maior parte do território, enquanto as máximas apresentaram comportamento inverso, ficando um pouco abaixo da média.

Para o período entre 20 de abril e 4 de maio, o modelo ECMWF, utilizado pela Meteored, projeta temperaturas acima da média em todo o país, com anomalias que podem chegar a 6°C. “A previsão para a segunda quinzena de abril indica uma bolha de calor persistente e temperaturas essencialmente acima da média”, informa a análise.

A tendência aponta que apenas na virada do mês há sinal de temperaturas dentro da média no Rio Grande do Sul, o que pode indicar a atuação de uma massa de ar frio, ainda que sem intensidade suficiente para alterar o padrão predominante.

De acordo com o modelo, a área mais afetada pelo calor deve abranger o norte da Região Sul, a metade leste do Centro-Oeste e grande parte do Sudeste, com anomalias entre 3°C e 6°C acima da média. O restante do país também deve registrar temperaturas elevadas, variando entre 1°C e 3°C acima dos valores habituais.

Esse padrão tende a se manter nas próximas semanas, com expansão da área de calor entre os dias 27 de abril e 4 de maio. Em contrapartida, algumas regiões devem apresentar temperaturas próximas ou abaixo da média em períodos específicos, como a metade sul da Região Norte e o litoral do Nordeste.

A previsão indica que o comportamento das temperaturas está associado à distribuição das chuvas. A tendência é de redução das precipitações no centro-leste do país, abrangendo áreas do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.

Segundo a análise, a atuação de um sistema de alta pressão deve inibir a formação de chuvas, favorecendo o aquecimento. Já regiões com previsão de chuva acima da média tendem a registrar temperaturas mais próximas ou abaixo dos padrões climatológicos.

Apesar do predomínio de calor, a previsão não descarta episódios pontuais de frio. “A previsão de temperaturas acima da média não necessariamente quer dizer que não teremos frio nas próximas semanas”, destaca o boletim.

Nesses casos, o resfriamento deve ocorrer principalmente durante a noite e o amanhecer, enquanto as temperaturas voltam a subir ao longo do dia, mantendo o padrão geral acima da média.

Para o fim do período analisado, especialmente na semana entre 27 de abril e 4 de maio, o Rio Grande do Sul pode registrar temperaturas dentro da média, associadas à passagem de uma frente fria, conforme indicam os dados de precipitação.

 





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Algodão brasileiro consolida salto de qualidade


A Abrapa divulgou, na sexta-feira (10), o relatório final de qualidade da safra 2024/2025. O documento apresenta um panorama da pluma brasileira após a análise da maior parte da produção nacional já colhida, beneficiada e classificada.

Segundo a entidade, foram avaliados 17,4 milhões de fardos por meio do sistema HVI (High Volume Instrument), o equivalente a cerca de 4,25 milhões de toneladas. O volume corresponde praticamente à totalidade da safra, dentro do programa SBRHVI, que reúne uma rede de 13 laboratórios e 90 equipamentos nos principais estados produtores.

Os dados indicam manutenção do padrão da fibra brasileira para a indústria têxtil. No indicador de resistência, 96,6% das amostras ficaram acima de 28 gf/tex. No comprimento da fibra, 94,2% do algodão apresentou medida igual ou superior a 1,11 polegada.

A uniformidade das fibras também se manteve dentro dos parâmetros, com 94,9% das amostras acima de 80%. O índice de fibras curtas registrou 80,8% dentro do limite considerado adequado, de até 10%. No quesito brilho, 85,6% do algodão apresentou padrão acima de 75, enquanto o grau de amarelamento permaneceu dentro dos parâmetros em 77,5% das amostras.

A análise também aponta avanço na distribuição do comprimento da fibra. Quase 80% da produção está concentrada nas faixas superiores, acima de 1,14 polegada, com aumento das categorias mais valorizadas em relação às safras anteriores.

No aspecto de coloração, predominam classes intermediárias e superiores, como 31 e 41, indicando padrão visual alinhado às exigências do mercado e menor presença de impurezas.

De acordo com o relatório, o desempenho está associado a fatores como investimento em tecnologia, melhoramento genético e padronização dos processos de beneficiamento e classificação.

Atualmente, toda a produção nacional passa por avaliação em HVI dentro do programa SBRHVI, o que, segundo a entidade, garante a confiabilidade das informações apresentadas.

Com a conclusão da análise da safra 2024/2025, os próximos relatórios da Abrapa devem passar a incorporar dados da temporada 2025/2026, que está em andamento. “A expectativa do setor é manter a trajetória de evolução, consolidando o Brasil como referência global não apenas em volume, mas também em qualidade de algodão.”





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Safra de café 26/27 pode chegar a 75,8 milhões sacas


A Hedgepoint Global Markets revisou as projeções para a safra brasileira de café 2026/27, indicando aumento na produção diante de condições climáticas favoráveis, expansão da área plantada e melhorias no manejo. A estimativa total é de 75,8 milhões de sacas, sendo 50,2 milhões de arábica e 25,6 milhões de conilon.

Segundo a consultoria, desde outubro as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras de arábica, principalmente em Minas Gerais e São Paulo. Apesar de volumes de chuva ligeiramente abaixo da média em 2025, a combinação com temperaturas amenas permitiu boa floração e o início do desenvolvimento dos grãos.

Nas principais regiões produtoras desses estados, as precipitações e o manejo contribuíram para a manutenção das lavouras em boas condições, com impacto também do aumento das áreas cultivadas.

Em 2026, durante a fase de enchimento dos grãos, as chuvas ficaram acima da média em fevereiro e março, favorecendo o ganho de peso e tamanho dos grãos. Esse cenário, aliado à expansão da área plantada, sustenta a projeção de 50,2 milhões de sacas de arábica, alta de 33,2% em relação à safra anterior.

Para o conilon, as condições climáticas também foram favoráveis, com chuvas regulares e temperaturas amenas ao longo do ciclo. O aumento de área e o uso de variedades mais produtivas, além de investimentos em manejo, contribuem para manter a produção em níveis elevados.

A estimativa para o conilon é de 25,6 milhões de sacas, o segundo maior volume já registrado no país, com recuo de 5,3% frente ao ciclo anterior. A colheita já começou em algumas áreas e deve avançar entre o fim de abril e o início de maio.

“O clima favorável ao longo do desenvolvimento da safra, combinado ao aumento de área e aos investimentos em manejo, resultou em cafezais em ótimas condições e sustentou a revisão dos números de produção para a temporada 26/27”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com a consultoria, a safra 2026/27 deve começar com estoques iniciais mais elevados. As exportações do ciclo 2025/26 seguem abaixo do esperado, refletindo menor disposição dos produtores para vender diante da volatilidade dos preços e incertezas de mercado, além de impactos de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos em 2025.

Para a nova temporada, a estrutura de mercado pode permanecer invertida, com contratos de curto prazo acima dos de longo prazo. Os custos financeiros mais elevados tendem a adiar a recomposição de estoques por parte de compradores, influenciando os fluxos globais de exportação, embora haja expectativa de aumento nos embarques brasileiros com base na maior oferta.

No mercado interno, a safra 2025/26 registrou maior uso de conilon nos blends, devido ao diferencial de preços em relação ao arábica. Para 2026/27, a tendência é de manutenção desse padrão, ainda que uma safra maior de arábica possa pressionar as cotações da variedade.

Os estoques iniciais também devem ser mais elevados para o conilon, com produtores capitalizados e menor urgência de venda após os preços registrados nos últimos anos.

Diante desse cenário, a consultoria revisou para baixo as exportações da safra 2025/26 e projeta recuperação em 2026/27, sustentada pela maior oferta e pela demanda global por robusta, favorecida por preços mais baixos em relação ao arábica.

A expectativa é de que os preços do robusta permaneçam menores nos próximos meses, influenciados pelo aumento da oferta no Brasil e pela perspectiva de maior produção em países como Vietnã e Uganda. O comportamento do mercado, no entanto, segue condicionado à evolução climática, incluindo a possibilidade de ocorrência de um evento de El Niño.





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Safra de milho tem desempenho irregular


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9), a colheita de milho no Rio Grande do Sul avançou para 83% da área, ainda em ritmo inferior ao observado nas culturas de soja e arroz. As lavouras remanescentes estão distribuídas entre estádios reprodutivos (7%) e maturação (9%).

Segundo a entidade, o predomínio de tempo firme tem favorecido o avanço dos trabalhos nas áreas aptas, enquanto as lavouras tardias apresentam desenvolvimento adequado, mas ainda dependem de condições hídricas para a consolidação do enchimento de grãos.

A colheita restante em propriedades de menor escala ocorre de forma gradual, muitas vezes associada à secagem natural dos grãos no campo.

O relatório aponta que a variabilidade climática ao longo do ciclo, com irregularidade das chuvas e períodos de déficit hídrico, resultou em diferenças no desempenho produtivo. As perdas são mais evidentes em lavouras implantadas fora da janela preferencial ou conduzidas com menor nível tecnológico, enquanto áreas com melhor disponibilidade hídrica mantiveram desempenho satisfatório.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares e produtividade média estadual de 7.424 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, a colheita avançou de forma pontual, concentrada em pequenas propriedades, onde ocorre de forma escalonada ou após maior permanência das lavouras no campo para redução da umidade. Em Quaraí, há registros de danos causados por javalis, com impacto na produtividade.

Na região de Caxias do Sul, a colheita apresentou avanço, embora as últimas áreas tenham registrado redução de rendimento em função da falta de umidade durante o desenvolvimento. As produtividades variam entre 7.200 e 9.000 kg por hectare.

Em Frederico Westphalen, o milho safrinha representa cerca de 5% da área e está majoritariamente em fase reprodutiva, com desenvolvimento heterogêneo em razão da irregularidade das precipitações.

Na região de Ijuí, 98% da área já foi colhida, com produtividade média em torno de 9.200 kg por hectare, restando áreas de safrinha em formação de grãos.

Em Pelotas, a colheita atinge 38% da área, com lavouras remanescentes em diferentes estágios, incluindo enchimento de grãos, florescimento e maturação. As condições de umidade do solo, ainda que desuniformes, têm contribuído para a manutenção do potencial produtivo.

Na região de Santa Rosa, 93% da área foi colhida, com o milho safrinha ainda em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. Não há registros relevantes de pragas e doenças no período.

Em Soledade, a colheita do milho precoce está concluída em 61% da área cultivada, restando áreas pontuais em relevo acidentado e operações realizadas de forma escalonada após a secagem natural dos grãos. As lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios permanecem em fases reprodutivas.





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