quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Cotação do boi China sobe R$ 5,00/@ no Pará



O escoamento de carne seguiu dentro das expectativas típicas para o período de festas




Foto: Divulgação

A análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que após registrar altas pontuais no início da semana, o mercado pecuário apresentou estabilidade nas cotações nesta sexta-feira, encerrando o período sem grandes oscilações. Com o ano se aproximando do fim, muitas indústrias mantêm uma postura mais cautelosa, adquirindo apenas o necessário para completar as escalas de abate.

O escoamento de carne seguiu dentro das expectativas típicas para o período de festas, sem sinais de elevação na demanda. Para a primeira semana de janeiro de 2025, analistas do setor acreditam que o volume de negócios deve manter um comportamento semelhante ao atual, com movimentações pontuais nos preços.

Nas principais praças do estado do Pará, o mercado apresentou ajustes variados nas cotações:

  • Marabá – O preço do boi comum teve um avanço de R$ 5,00/@, enquanto os valores para vacas e novilhas permaneceram estáveis.
  • Redenção – A região também registrou alta de R$ 5,00/@ para o boi comum e a novilha, mantendo os preços das vacas inalterados.
  • Paragominas – Diferente das demais, essa praça manteve-se estável ao longo do dia, sem variações nas cotações.
  • Já no segmento do “boi China”, direcionado ao mercado externo, todas as regiões acompanhadas no Pará registraram um incremento de R$ 5,00/@, refletindo a demanda aquecida para exportação.






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Manejo da ferrugem vem evoluindo a cada ano



Na safra 2023/24, a empresa testou mais de 70 cultivares de 16 obtentoras



“Investir em estudos como este é fundamental para continuarmos oferecendo soluções práticas e confiáveis"
“Investir em estudos como este é fundamental para continuarmos oferecendo soluções práticas e confiáveis” – Foto: Divulgação

A DigiFarmz iniciou um novo ciclo de pesquisas focado na ferrugem asiática, buscando reforçar sua base de dados e aprimorar os algoritmos de sua plataforma de recomendações agronômicas. Os estudos, realizados em Passo Fundo (RS), envolvem 73 cultivares de soja, testadas em condições de alta pressão da doença e diferentes épocas de semeadura, visando avaliar a eficácia de protocolos de Fungicidas e a resistência das cultivares.

“O foco nesta fase é avaliar o comportamento das cultivares sob alta incidência de ferrugem asiática. Semear em uma época mais tardia, quando a doença atinge seu pico, nos permite diferenciar a resistência das cultivares, validar programas de aplicação de fungicidas e identificar os manejos mais eficazes,” explicou a equipe de P&D da DigiFarmz.

A segunda época de plantio foi concluída recentemente, explorando variações climáticas para robustecer as análises. Segundo a equipe de P&D, o objetivo é identificar os manejos mais eficazes e validar programas de aplicação de fungicidas. Esse modelo estratégico permite atualizações precisas na plataforma, adaptando-a às necessidades dos produtores.

Na safra 2023/24, a empresa testou mais de 70 cultivares de 16 obtentoras, o que resultou na atualização de mais de 55 variáveis da plataforma. Ricardo Balardin, CRO da DigiFarmz, destacou a importância do investimento em pesquisas para oferecer soluções práticas e confiáveis, contribuindo para a produtividade e sustentabilidade no campo.

“Investir em estudos como este é fundamental para continuarmos oferecendo soluções práticas e confiáveis. Nosso compromisso é trazer dados precisos que empoderem os produtores, ajudando-os a superar desafios e melhorar tanto a produtividade quanto a sustentabilidade de suas operações”, conclui Ricardo Balardin, Chief Research Officer (CRO) da DigiFarmz. 





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À espera de tarifas de Trump, líder chinês faz ofensiva diplomática em…


Logotipo Reuters

Por Eduardo Baptista e Lisandra Paraguassu

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) – Em suas primeiras reuniões globais desde que Donald Trump foi reeleito para a Presidência dos Estados Unidos, o presidente chinês, Xi Jinping, partiu para uma ofensiva diplomática, protegendo-se contra a possibilidade de novas tarifas e se preparando para explorar possíveis divergências entre Washington e aliados.

Reunião após reunião, da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) no Peru ao G20 no Brasil ao longo da última semana, Xi procurou estabelecer um contraste com a mensagem “America First” (EUA em primeiro lugar) de Trump. Ele se apresentou como um defensor previsível da ordem comercial multilateral.

Organizadores das cúpulas, diplomatas e negociadores também descrevem uma mudança perceptível em relação às reuniões anteriores, com uma postura mais construtiva por parte dos diplomatas chineses. Eles estavam menos focados em seus interesses restritos e mais envolvidos na construção de um consenso mais amplo.

Estender a mão é urgente para Pequim. Embora esteja mais bem preparada para outra Casa Branca de Trump — com muitas empresas de tecnologia muito menos dependentes das importações dos EUA –, a China também está mais vulnerável após sua economia ser atingida por uma enorme crise imobiliária.

Grande parte da atenção da China se concentrou no Sul Global, com a agência de notícias estatal Xinhua elogiando o G20 por incluir a União Africana como um dos membros. A voz do Sul Global precisava ser “não apenas ouvida, mas também traduzida em influência tangível”, disse a Xinhua.

Durante seu discurso no G20, na última segunda-feira, Xi reiterou a posição da China de “abrir unilateralmente nossas portas para os países menos desenvolvidos”, destacando a iniciativa da China de conceder a todos esses países “tratamento tarifário zero para linhas tarifárias de 100%”.

Ao fazer tais aberturas, a China quer expandir sua posição de liderança em partes do mundo em desenvolvimento onde os EUA há muito tempo estão atrasados devido à incapacidade de igualar os investimentos de bilhões de dólares que a economia estatal da China tem organizado.

“Para posicionar a China como defensora da globalização e crítica do protecionismo, essa mensagem calculada chega em um momento em que muitos países do Sul Global temem o possível retorno de políticas comerciais e tarifárias indiscriminadas por parte dos EUA, especialmente sob a influência de Trump”, disse Sunny Cheung, membro associado de Estudos sobre a China da Jamestown Foundation, um think tank com sede em Washington DC.

“Os comentários de Xi visam apresentar a China como um parceiro mais estável e sensato e, o mais importante, recíproco, em contraste com o que percebem como imprevisibilidade dos EUA.”

TOM CONCILIATÓRIO

Trump prometeu impor tarifas sobre importações chinesas superiores a 60%, e uma pesquisa da Reuters com economistas revelou que eles esperam que os EUA imponham tarifas de quase 40%, o que poderia reduzir o crescimento da segunda maior economia do mundo em até 1 ponto percentual.

Ex-diplomatas chineses reconhecem em conversas privadas que os países em desenvolvimento não compensarão essa perda, mas Xi tem apostado muito na expansão do Brics e na aproximação com os vizinhos asiáticos, da Índia ao Japão e à Austrália.

Os países europeus, também ameaçados por Trump com tarifas, procuraram adotar um tom conciliatório com Xi na última rodada de reuniões.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que Berlim trabalharia por uma solução mediada para uma disputa entre a UE e a China sobre veículos elétricos chineses o mais rapidamente possível, durante sua reunião com Xi.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, adotou um tom otimista na primeira reunião entre líderes dos países desde 2018, dizendo que gostaria de se envolver com Pequim em áreas como comércio, economia e clima, além de ter um envolvimento mais amplo em ciência, tecnologia, saúde e educação.

(Reportagem adicional da redação de Pequim, Larissa Liao e Antoni Slodkowski)





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Conheça essas novas variedades de algodão



“É um grande avanço e um novo marco de produtividade”



“É um grande avanço e um novo marco de produtividade"
“É um grande avanço e um novo marco de produtividade” – Foto: Pixabay

A BASF lançou comercialmente no Brasil as primeiras variedades de algodão FiberMax dentro do inovador Sistema Seletio: FM 990STP e FM 945STP. Essas variedades se destacam por combinar alto potencial produtivo, qualidade de fibra e resistência a herbicidas como Liberty, Glifosato e Durance S. Além disso, possuem resistência à ramulária e, no caso da FM 945STP, também aos nematoides M. incognita e R. reniformis, ampliando a eficiência no manejo.

O Sistema Seletio foi desenvolvido para atender os desafios do produtor brasileiro no controle de plantas daninhas, que podem causar perdas de até 90% na produtividade, segundo a Embrapa. Ele combina biotecnologia de tolerância a herbicidas e proteção contra lagartas, integradas à genética FiberMax, oferecendo mais flexibilidade e sustentabilidade no manejo.

A FM 990STP apresenta ciclo tardio, resistência à ramulária e excelente adaptação para solos de textura média, sendo ideal para plantios iniciais. Já a FM 945STP, com ciclo médio precoce, é resistente aos principais nematoides que afetam o algodão, garantindo maior produtividade em áreas contaminadas, especialmente quando associada a nematicidas da BASF.

Além disso, a plataforma FIELD MANAGER da BASF oferece a solução Semeadura em Taxa Variável, que otimiza o plantio com base no potencial produtivo de cada zona do talhão, promovendo ganhos de produtividade de até 6,4% quando utilizada com FiberMax. A BASF reforça, assim, seu compromisso com a sustentabilidade e eficiência no cultivo do algodão no Brasil.

“É um grande avanço e um novo marco de produtividade em áreas contaminadas por nematoides. Mais uma vez a BASF traz uma solução que vai ao encontro das necessidades dos produtores. Seguimos comprometidos com o legado dos cotonicultores para ajudá-los a fazer um algodão cada vez mais produtivo e sustentável”, completa Graciela Mognol, Diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura para a América Latina.





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CRA Verde impulsiona a sociobioeconomia



Nos dois primeiros anos, a iniciativa mobilizou R$ 7,5 milhões



O CRA Verde proporciona crédito adaptado às necessidades das cooperativas
O CRA Verde proporciona crédito adaptado às necessidades das cooperativas – Foto: Canva

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) Verde tem se destacado como uma solução inovadora para o financiamento da sociobioeconomia no Brasil. Liderado pelo Instituto Conexsus, em parceria com o Grupo Gaia e o Santander, o modelo combina capital privado e suporte técnico para promover o desenvolvimento sustentável em cadeias produtivas estratégicas. 

Nos dois primeiros anos, a iniciativa mobilizou R$ 7,5 milhões, firmando 22 contratos de crédito que beneficiaram cooperativas e associações ligadas à sociobiodiversidade e agricultura familiar, especialmente em cadeias de cacau, castanha, açaí, borracha e grãos como arroz e feijão.  

Adotando a estratégia de blended finance, que mescla capital filantrópico e comercial, o CRA Verde proporciona crédito adaptado às necessidades das cooperativas. Com ticket médio de R$ 350 mil, o programa ampliou a produção, aumentou a renda dos produtores e fortaleceu a preservação dos biomas brasileiros, como Amazônia e Cerrado. Além dos números, os contratos impulsionaram boas práticas de gestão e maior capacidade produtiva nas organizações beneficiadas.  

A Conexsus desempenha um papel essencial no sucesso do CRA Verde. Por meio de assessoria técnica contínua, auxilia as cooperativas na gestão financeira e na implementação de práticas sustentáveis. Segundo Adriano Santos, coordenador do Programa de Assessoria da Conexsus, esse acompanhamento garante altos índices de adimplência e cria um legado de eficiência organizacional que transcende o financiamento inicial.  

A experiência do CRA Verde evidencia o potencial de parcerias estratégicas entre mercado privado e organizações socioambientais para construir uma economia inclusiva e sustentável, valorizando a biodiversidade brasileira. Essa iniciativa reforça o papel do mercado de capitais como aliado no fortalecimento da sociobioeconomia nacional.





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Entidade acompanha investigação chinesa sobre carne bovina



Abiec divulgou um comunicado oficial



Em nota, a ABIEC reiterou a qualidade da carne bovina brasileira
Em nota, a ABIEC reiterou a qualidade da carne bovina brasileira – Foto: Pixabay

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) declarou nesta quarta-feira, 27 de dezembro de 2024, que acompanha atentamente a investigação anunciada pelo Ministério do Comércio da China sobre as importações de carne bovina. O procedimento envolve todos os países exportadores para o mercado chinês, incluindo o Brasil, maior fornecedor externo do produto para o país asiático.  

Reconhecendo a importância estratégica da China, que é o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, a ABIEC destacou que, em 2024, o Brasil exportou mais de 1 milhão de toneladas do produto para o país asiático. Essas exportações representam um suprimento fundamental para complementar a produção local chinesa, estimada em 12 milhões de toneladas, e reforçam a relevância do comércio bilateral no setor de proteínas.  

Em nota, a ABIEC reiterou a qualidade da carne bovina brasileira, que segue rigorosos padrões de sanidade e segurança alimentar. Além disso, afirmou seu compromisso em cooperar com as autoridades chinesas e brasileiras durante o processo de investigação. A entidade se colocou à disposição para fornecer esclarecimentos e colaborar ativamente, sob a coordenação de órgãos como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).  

A associação também reforçou seu empenho em manter um diálogo construtivo e fortalecer a confiança mútua entre Brasil e China, visando soluções que contemplem os interesses de ambas as nações. A postura proativa da ABIEC reflete a importância de preservar o bom relacionamento comercial entre os dois países, especialmente em um momento de crescente interdependência no setor de alimentos.

 





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Redução de roubos e furtos de veículos pesados em São Paulo



Os dados destacam a necessidade de atenção contínua



Entre os tipos de veículos, os caminhões apresentaram a maior redução absoluta
Entre os tipos de veículos, os caminhões apresentaram a maior redução absoluta – Foto: Pixabay

O estado de São Paulo registrou uma redução de 14,3% nas ocorrências de roubos e furtos de caminhões, reboques e semirreboques entre janeiro e outubro de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Segundo o Boletim Tracker-FECAP, os números caíram de 2.368 para 2.030 registros, apontando avanços em segurança pública e logística.  

De acordo com Erivaldo Vieira, pesquisador da FECAP, a redução reflete o fortalecimento das operações policiais e melhorias nos sistemas de rastreamento e recuperação de veículos. Enquanto os roubos (art. 157) tiveram uma queda expressiva de 20,9%, passando de 1.740 para 1.377 registros, os furtos (art. 155) cresceram 4%, alcançando 653 casos em 2024. Este aumento foi mais acentuado nos meses de agosto (+111%) e setembro (+18,4%), sugerindo mudanças no comportamento dos criminosos.  

Entre os tipos de veículos, os caminhões apresentaram a maior redução absoluta, de 1.100 ocorrências para 923 (-16,1%). Já os caminhões-tratores e reboques também registraram quedas de 8,6% e 21,7%, respectivamente. Em contrapartida, os semirreboques tiveram uma redução menos consistente, com aumentos pontuais em meses como março (+10,3%).  

Os dados destacam a necessidade de atenção contínua, especialmente em relação ao aumento de furtos e variações sazonais que afetam a segurança no setor de transporte de cargas. “Percebe-se uma melhoria na eficiência dos sistemas de rastreamento e recuperação de veículos, possivelmente devido à implementação de novas tecnologias e à maior coordenação entre as forças de segurança”, comenta ele. 





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Sojicultor: proteja seus lucros



Há fatores que podem pressionar os preços para baixo



Entre os fatores que podem impulsionar os preços da soja, destaca-se a redução na área plantada na Argentina
Entre os fatores que podem impulsionar os preços da soja, destaca-se a redução na área plantada na Argentina – Foto: Pixabay

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de soja enfrenta uma perspectiva de aumento significativo na oferta global para a próxima temporada, conforme dados do USDA em dezembro. Esse cenário aponta para uma tendência de queda nos preços, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. Diante disso, a recomendação é que os produtores busquem proteção para seus lucros atuais por meio de posições de PUT na B3, em São Paulo, antes que os preços recuem ainda mais.

Entre os fatores que podem impulsionar os preços da soja, destaca-se a redução na área plantada na Argentina. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires ajustou a projeção de 18,6 para 18,4 milhões de hectares, devido às margens apertadas que favoreceram culturas alternativas. Apesar disso, 96% da soja argentina encontra-se em condições normais ou excelentes, embora com ligeira queda em relação à semana anterior.

Outro fator positivo é o aumento dos direitos de exportação de óleo de palma pela Indonésia, o que pode beneficiar outros óleos vegetais, incluindo o óleo de soja. Além disso, uma possível redução no esmagamento de soja nos Estados Unidos, caso políticas favoreçam combustíveis fósseis, pode elevar a demanda pelo farelo brasileiro, impactando positivamente os preços no Brasil. Internamente, o aumento da mistura de biodiesel de B14 para B15 mantém a demanda aquecida, garantindo bons lucros para os produtores em diversas regiões.

Por outro lado, há fatores que podem pressionar os preços para baixo. O relatório semanal do USDA mostrou exportações de soja dos EUA em níveis inferiores às expectativas, com 978,4 mil toneladas vendidas na última semana analisada, representando uma queda de 31% em relação ao período anterior e 47% abaixo da média das últimas quatro semanas. Esse desempenho decepcionante coloca pressão adicional sobre o mercado. No Brasil, a expectativa de uma safra recorde acima de 170 milhões de toneladas deve contribuir para reduzir os preços, tanto no mercado interno quanto no externo, mesmo diante de uma demanda consistente.

 





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Soja em Chicago encerra semana com saldo positivo


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou o dia em baixa, refletindo a fraca demanda e a realização de lucros após altas recentes, segundo análise da TF Agroeconômica. O contrato de janeiro, referência para a safra brasileira, caiu 0,81% ou 8,00 cents/bushel, encerrando a $980,00. Já o contrato de março recuou 0,75% ou 7,50 cents/bushel, cotado a $998,75. O farelo de soja para janeiro teve queda de 1,57%, cotado a $300,9/ton curta, enquanto o óleo de soja fechou em alta de 0,13%, a $39,52/libra-peso.  

A baixa desta sexta-feira foi atribuída ao relatório fraco de vendas para exportação, divulgado pelo USDA. Os dados mostraram vendas de 978,4 mil toneladas da safra 2024/25 até 19 de dezembro, o menor volume do ano comercial, representando uma queda de 47% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2025/26, foram vendidas 125 mil toneladas, totalizando 1,103 milhão de toneladas, abaixo das expectativas de mercado, que variavam de 1,37 a 1,9 milhão de toneladas.  

Apesar do desempenho negativo do dia, a semana foi marcada por saldo positivo para a soja, com o farelo se destacando como o grande impulsionador das cotações nas sessões anteriores. Contudo, a ausência de grandes dados e o fraco relatório de exportações levaram os investidores a realizarem lucros, encerrando o ano com cautela.  O mercado segue atento às movimentações de demanda e aos próximos relatórios de exportação para avaliar o impacto nas cotações, especialmente diante das expectativas para o início da colheita da safra brasileira, que poderá trazer novos direcionamentos.  

 





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Fim de ano trava mercado da soja


O mercado da soja do Rio Grande do Sul registrou pouco movimento no estado com festas de final de ano, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “R$ 141,00 para entrega em novembro, e pagamento 15/01, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Ijuí – Pagamento em 30/01. R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 30/01. Preços de pedra, em Panambi, manteve em para R$ 125,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Santa Catarina já plantou 94% da área prevista para a primeira safra, superando os 91% da semana passada e os 92% registrados no mesmo período do ano anterior. O avanço é destacado pela proximidade da conclusão da semeadura, restando apenas áreas em regiões de maior altitude. O preço da saca de soja no porto foi cotado a R$ 135,00, enquanto em Chapecó o valor registrado foi de R$ 131,50. 

Compradores afastados e vendedores sem grãos no interior do estado do Paraná. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam R$ 140 CIF para janeiro e fevereiro, enquanto os vendedores pediam R$ 145, sem evolução nas negociações. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços oscilaram entre R$ 138 e R$ 140 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 135 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, completa.

Comercialização parada no Mato Grosso do Sul com as festas de final de ano. “Em Dourados, a soja encerrou o dia sem movimentação. No spot, as indicações de compra ficaram em R$ 135 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas não houve negócios registrados. A maioria dos agentes já encerrou as atividades para o recesso típico desta época do ano”, indica.

O Mato Grosso tem estoques zerados e programações já concluídas. “Em Rondonópolis, as propostas de compra ficaram em R$ 128 por saca FOB para embarque imediato e pagamento em janeiro, mas as negociações estão paradas. Estoques zerados e programações já concluídas limitaram o mercado spot, enquanto as atenções de tradings e produtores se voltaram à safra 2024/25. Em Nova Mutum, não houve indicações no spot, apenas para a safra 2024/25”, conclui.

 





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