sábado, março 28, 2026

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Clima úmido favorece oídio no cultivo de morango


O cultivo do morango segue em diferentes estágios de desenvolvimento no Rio Grande do Sul, conforme informações divulgadas no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (22). Apesar da boa evolução das lavouras, produtores têm relatado desafios fitossanitários, especialmente com a incidência de oídio.

Na região de Caxias do Sul, o desenvolvimento das plantas está dentro do esperado para o período. Algumas lavouras já apresentam nova florada. No entanto, muitos produtores relataram aumento de casos de oídio, doença fúngica que exige controle intensivo. “Estamos reforçando as medidas de controle fitossanitário, pois a incidência do oídio nesta safra está mais elevada”, informou a Emater/RS-Ascar.

O volume de colheita foi considerado mediano, com redução nos preços. A venda direta ao consumidor tem variado entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo, enquanto os valores praticados junto a intermediários, mercados e centrais de abastecimento (CEASAs) têm oscilado entre R$ 15,00 e R$ 25,00 por quilo.

Em Pelotas, a cultura apresenta bom desenvolvimento. As lavouras mais precoces já iniciaram a frutificação, favorecidas pelas condições climáticas dos últimos dias. A região também registrou atividades de capacitação voltadas à produção. No dia 13 de maio, o Grupo de Qualificação Técnica do Morango (GQT Morango) participou de uma ação conjunta com o Departamento de Olericultura da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Ainda em Canguçu, foi realizada a segunda edição do curso sobre cultivo fora de solo. Segundo a Emater, uma nova turma já está prevista para julho.

A comercialização segue com preços que variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo em Pelotas e entre R$ 25,00 e R$ 40,00 por quilo em Rio Grande, principalmente em feiras livres. Os frutos provenientes de canteiros com mudas mais antigas apresentam menor calibre. A distribuição de mudas continua. No município de Turuçu, foram entregues, no dia 18 de maio, mudas da cultivar Fênix, por meio de programa municipal de incentivo.

Em São Vicente do Sul, na região de Santa Maria, o plantio de mudas continua, com insumos majoritariamente provenientes do Chile. Já em Soledade, os morangos estão em fase de produção e floração, com destaque para as cultivares espanholas e a BRS Fênix, implantadas mais cedo. As condições úmidas têm favorecido o surgimento de doenças fúngicas, ao mesmo tempo que reduzem a presença de ácaros. A oferta está dentro do esperado, e a qualidade do fruto, segundo os técnicos, é beneficiada pela maturação mais lenta. Os preços têm oscilado entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo.





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exportações do agronegócio batem recorde no 1º quadrimestre


Minas Gerais atingiu um novo recorde nas exportações do agronegócio durante o primeiro quadrimestre de 2025. De acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o setor respondeu por 46,8% das exportações totais do estado, com uma receita de US$ 6,5 bilhões e 5 milhões de toneladas embarcadas.

O desempenho representa o melhor resultado já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997. Em relação ao mesmo período de 2024, houve crescimento de 26% na receita, mesmo com uma retração de 6,2% no volume exportado. O avanço no faturamento foi impulsionado pela valorização média de 34% no preço por tonelada das commodities agropecuárias mineiras.

A Seapa estima que, mantidas as tendências atuais de preços e comportamento sazonal, o estado deve encerrar o ano com exportações agropecuárias entre US$ 19,5 bilhões e US$ 20,5 bilhões. “Esse desempenho reforça a posição de Minas como terceiro maior exportador do agro no Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo”, destacou a secretaria.

Os produtos mineiros foram enviados a 160 destinos internacionais, com destaque para a China (23%), Estados Unidos (13%), Alemanha (9%), Itália (6%) e Japão (5%).

O café liderou a pauta de exportações do agronegócio mineiro, com US$ 3,9 bilhões em receita e embarque de 10 milhões de sacas. Apesar da queda de 3% no volume devido à entressafra, o faturamento subiu 70% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2024, representando 60% da receita total do setor no estado.

A soja, incluindo grãos, farelo e óleo, somou US$ 1,1 bilhão em receita e 2,9 milhões de toneladas exportadas. Houve queda de 9% no valor e crescimento de 0,7% no volume. Segundo a Seapa, os preços seguem pressionados por fatores como a guerra comercial entre Estados Unidos e China e o início do plantio do grão nos EUA.

Entre os destaques do período, os ovos registraram crescimento expressivo no mercado internacional. As exportações alcançaram US$ 6,6 milhões, com aumento de 495% no valor e 278% no volume, totalizando 3 mil toneladas. A demanda foi impulsionada principalmente pelos Estados Unidos, que enfrentam dificuldades no setor avícola devido à influenza aviária.

As carnes também registraram avanço. O total exportado somou US$ 533 milhões, com 158 mil toneladas embarcadas. A carne bovina respondeu por US$ 374 milhões e 78 mil toneladas, com alta de 19% em receita e 8% em volume. Os Estados Unidos ampliaram suas compras, com aumento de até 195%.

A carne suína movimentou US$ 24 milhões, com 11 mil toneladas vendidas. As Filipinas estrearam como destino e já ocupam o quarto lugar entre os principais compradores, com 10% dos embarques. A carne de frango totalizou US$ 128 milhões e 66 mil toneladas, com crescimento de 17% em valor e 10% em volume. As vendas para a China e os Países Baixos foram os destaques.

O segmento de produtos florestais — celulose, papel e madeira — superou o complexo sucroalcooleiro, ocupando a quarta posição entre os grupos exportadores do agro mineiro, com US$ 339 milhões e 559 mil toneladas. A mudança foi resultado da queda de 42,5% na receita e de 38% no volume do setor sucroalcooleiro, que fechou o quadrimestre com US$ 334 milhões e 711 mil toneladas exportadas. O recuo foi atribuído às condições climáticas desfavoráveis, que afetaram o desenvolvimento da cana-de-açúcar e comprometeram a produção de açúcar e etanol.





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Courmayeur lança degustação com vinhos, espumantes e chocolate para o inverno 2025


Com experiências que unem vinho, gastronomia e paisagens encantadoras, a Vinícola Courmayeur, localizada no Vale dos Vinhedos, em Garibaldi (RS), apresenta sua grande novidade para o inverno 2025: a Degustação Devaneio. A atração, exclusiva entre os dias 1º de junho e 31 de agosto, oferece uma harmonização de três espumantes e dois vinhos tintos com barras trufadas da chocolateria artesanal Devorata. A experiência é realizada na charmosa Cela da Cave e acontece às sextas-feiras, às 15h, e aos sábados, ao meio-dia e às 15h. O agendamento é obrigatório.

Com acesso totalmente asfaltado e a apenas 8 km dos centros de Garibaldi e Bento Gonçalves, a Courmayeur aposta em seis diferentes experiências enoturísticas para o inverno. Cada uma delas traz nomes como Liberdade, Ousadia, Audácia e Atrevimento, refletindo o espírito criativo da vinícola. Os roteiros incluem visita guiada à vinícola, degustações harmonizadas com queijos, charcutaria, castanhas e até mini porções especialmente pensadas para espumantes e frisantes.

Outro destaque é o tour Cela da Cave, com duração aproximada de uma hora. O percurso passa por quatro pontos estratégicos da vinícola e termina na antiga adega, onde são armazenadas garrafas históricas da marca. Ali, os visitantes degustam um dos rótulos descobertos durante o trajeto.

Com estrutura completa para receber pequenos grupos e famílias, o espaço oferece ainda jardim, loja, bicicletário, áreas de recreação e ambiente pet friendly. As degustações variam de R$50 a R$130 e podem ser reservadas pelo telefone (54) 3463-8517, WhatsApp ou na plataforma Wine Locals.

DEGUTAÇÕES

Degustação Liberdade – R$50,00

Degustação de quatro rótulos entre as linhas tradicionais – a escolha do cliente.

Disponibilidade: todos os dias, sem a necessidade de agendamento.

Degustação Ousadia – R$70,00

Degustação de quatro rótulos Premium – a escolha do cliente.

Disponibilidade: todos os dias, sem a necessidade de agendamento.

Degustação Audácia – R$95,00

Degustação de cinco vinhos das linhas Essencial, harmonizados com queijos, charcutaria e castanhas.

Disponibilidade: todos os dias, consulte horários. Essa experiência exige agendamento prévio.

Degustação Atrevimento – R$100,00

Degustação de quatro espumantes e um frisante, harmonizados com cinco mini porções .

Disponibilidade: Todos os dias, consulte horários. Essa experiência exige agendamento prévio.

Cela da Cave – R$95,00

Tour pela vinícola com degustação de quatro produtos. Inclui taça de vidro personalizada.

Disponibilidade: Sábados e domingos, às 11h e às 14h. Essa experiência exige agendamento prévio e é realizada na Cave.

Degustação Devaneio – R$130,00

Degustação de três espumantes e dois vinhos tintos, harmonizados com barras trufadas de chocolate Devorata, na Cela da Cave.

Disponibilidade: Sextas, às 15h e sábados às 12h e às 15h. Essa experiência, que acontece na Cave, exige agendamento prévio. Exclusiva para o período de 01/06/2025 a 31/08/2025

Reservas devem ser efetuadas pelo site





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Santa Catarina descarta suspeitas de Influenza Aviária



SC mantém status sanitário em defesa animal




Foto: Pixabay

Análises laboratoriais realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) descartaram a presença de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) nos casos investigados nos municípios de Tigrinhos e Concórdia, em Santa Catarina. Os episódios envolviam aves de subsistência mantidas em fundos de quintal.

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), também foi divulgado o laudo final referente à granja comercial localizada em Ipumirim. Segundo o documento, não foram identificadas doenças associadas à Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves. O resultado confirma os exames anteriores, que já haviam descartado a presença de IAAP. “Os laudos mostraram que a mortalidade observada não teve relação com nenhuma síndrome respiratória ou nervosa, tampouco com a influenza aviária”, afirmou a SAR em nota.

As atividades de vigilância sanitária seguem em andamento em todo o estado como parte das ações rotineiras do Serviço Veterinário Oficial. A Cidasc é a responsável pela execução dessas atividades em território catarinense.

O governo estadual enfatizou que, diante do atual alerta máximo para prevenção de doenças aviárias, é esperado um aumento no número de notificações, o que, segundo a SAR, “reflete a atenção da população e o comprometimento com a preservação do status sanitário de Santa Catarina”.

Atualmente, não há registros de casos suspeitos de IAAP em Santa Catarina. A orientação é que qualquer suspeita seja comunicada por meio do sistema e-Sisbravet ou diretamente a um dos escritórios da Cidasc. Os canais oficiais de notificação permanecem abertos para garantir resposta rápida das equipes de defesa sanitária animal.





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Goiás entrega R$ 2,3 milhões em crédito a agricultores familiares



Crédito Social beneficia 465 agricultores em Jussara




Foto: Pixabay

Nos dias 27 e 28 de maio, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realiza em Jussara a entrega de cartões do programa Crédito Social a 465 agricultores familiares da Regional Caiapó. A ação integra o programa Goiás Social e representa um investimento total de R$ 2,3 milhões.

Segundo a Seapa, os beneficiados são alunos que concluíram cursos profissionalizantes oferecidos em março, em parceria com a Emater Goiás. As capacitações abrangeram temas como avicultura, bovinocultura, olericultura orgânica, panificação, doces artesanais e produção de salgados, com participação de 515 pessoas.

“O objetivo do Crédito Social é permitir que essas famílias transformem o conhecimento adquirido em atividade produtiva, promovendo geração de renda e desenvolvimento local”, afirmou a secretaria em nota.

A entrega em Jussara marca a segunda rodada da iniciativa em 2025. O programa é voltado à inclusão produtiva de famílias do meio rural que buscam autonomia econômica por meio do empreendedorismo.

As cerimônias de entrega ocorrem na Avenida Marechal Rondon, QD. 01 A, Vila Rebouças, com programação nos dias 27, das 8h30 às 17h, e 28, das 8h30 às 12h.





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Falta de mão de obra afeta colheita de erva-mate


A colheita de erva-mate segue em ritmo variável nas diferentes regiões produtoras do Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento mostra que, apesar do avanço das atividades no campo, os preços pagos ao produtor e a dificuldade na contratação de mão de obra têm impactado o setor.

Na região administrativa de Erechim, onde a área cultivada com erva-mate é de 7 mil hectares, alguns produtores têm optado por remover os ervais. A justificativa, segundo a Emater, está nos preços considerados pouco atrativos e na escassez de trabalhadores para a colheita. A abertura oficial da colheita estadual está marcada para 28 de maio, no município de Viadutos.

Em Soledade, o período é de maior volume de folhas maduras, o que favorece a qualidade do produto destinado ao chimarrão. Além da colheita, produtores realizam tratos culturais, como roçadas e o plantio de espécies para cobertura de solo durante o inverno. A expectativa, no entanto, é de redução nas novas plantações ao longo do ano, devido ao cenário comercial desfavorável. Os preços na região de Itapuca e Mato Leitão variam entre R$ 14,00 e R$ 16,00 por arroba.

Na regional de Passo Fundo, o ritmo da colheita é considerado normal para esta época. Os valores praticados no Polo Ervateiro do Nordeste Gaúcho giram entre R$ 17,00 e R$ 18,00 por arroba. Em Machadinho, a erva-mate comum é negociada a R$ 18,00 e a variedade Cambona 4, a R$ 19,00. Já em Mato Castelhano, o produto destinado à industrialização pelo sistema barbaquá chega a R$ 20,00 por arroba.

A Associação dos Produtores de Erva-Mate de Machadinho (Apromate) iniciou o processo de organização setorial da cadeia produtiva local. Segundo a Emater, os ajustes ocorrem após o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) da erva-mate da “Região de Machadinho”.

Na região de Lajeado, o avanço da cultura está mais lento devido ao outono. A brotação prossegue, mas em menor intensidade, o que limita a estocagem da matéria-prima. O mês de junho é apontado como mais adequado para essa prática. Os preços seguem estáveis: a erva-mate convencional é vendida entre R$ 15,00 e R$ 19,00 por arroba; a nativa a R$ 20,00; a nativa sombreada, a R$ 21,00; e a orgânica, a R$ 22,00. Segundo a Emater, a baixa remuneração e as dificuldades de venda têm desestimulado investimentos na cultura. A contratação de mão de obra também segue como obstáculo.

O polo Alto Taquari concentra cerca de 20 mil hectares cultivados e vem buscando o reconhecimento de Indicação Geográfica. As análises químicas necessárias para o processo foram finalizadas recentemente. A região conta atualmente com 72 indústrias ligadas à cadeia produtiva, responsáveis por uma expressiva geração de empregos.





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Esse é o principal desafio da avicultura no inverno



A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial



A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial para conter a coccidiose
A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial para conter a coccidiose – Foto: Pixabay

A coccidiose segue como uma das principais doenças que impactam a avicultura industrial, especialmente nos meses mais frios. Causada por protozoários do gênero Eimeria, a enfermidade compromete desempenho, saúde e pode elevar significativamente a mortalidade das aves. “Nas fases iniciais da vida dos frangos, o desafio da coccidiose pode comprometer severamente os resultados produtivos. Por isso, a prevenção é a melhor estratégia”, alerta Jessica Wammes, mestre em Ciência Animal e coordenadora técnica de avicultura da Phibro Saúde Animal.

Dados recentes mostram que Eimeria maxima foi a espécie mais prevalente no último ano, com 6,17% de ocorrência, seguida de E. acervulina (5,09%) e E. tenella (2,09%). No inverno, o aumento no índice TMLS, que mede a soma dos escores médios de lesões, evidencia o agravamento do quadro sanitário. “A combinação de condições ambientais favoráveis à esporulação dos oocistos na cama do aviário devido à falhas no manejo e ausência de rotação dos ionóforos tornam o controle da doença”, explica Jessica.

A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial para conter a coccidiose, especialmente nas condições desafiadoras do inverno. Além disso, o monitoramento constante se torna indispensável. Como solução, a Phibro oferece o AVIS — Assistência Veterinária e Integralidade Sanitária, sistema que permite a coleta e análise dos dados por meio de um aplicativo, com avaliações detalhadas do trato intestinal, sistemas imune, respiratório e locomotor, além de identificar lesões associadas a micotoxinas. A plataforma ainda gera relatórios personalizados, apoiando a tomada de decisão e contribuindo para o controle eficaz da coccidiose.

 





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Ervas daninhas agravam perdas na colheita de soja


A colheita da soja está praticamente concluída em grande parte das regiões administrativas do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar, o avanço das operações, no entanto, ocorre sob forte impacto de perdas de produtividade e dificuldades econômicas enfrentadas por produtores rurais, especialmente na Fronteira Oeste e na Campanha.

Na regional de Bagé, que abrange a Fronteira Oeste, dos 697.310 hectares cultivados restam cerca de 23 mil hectares a serem colhidos, o equivalente a 3,3% da área. A colheita já foi finalizada em municípios como Barra do Quaraí, Maçambará, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, São Gabriel e Uruguaiana. Em São Gabriel, a quebra de safra chegou a 50% em relação à estimativa inicial de 2.880 quilos por hectare.

Em Alegrete, o excesso de chuvas nas últimas duas semanas dificultou o avanço das máquinas, sendo possível o acesso apenas às áreas mais altas e com solo arenoso. Já em São Borja, restam apenas 2% da área total de 105 mil hectares. As produtividades na região variam significativamente, com médias de 1.080 kg/ha em lavouras de sequeiro e 3.000 kg/ha em áreas irrigadas.

Na Campanha, dos 374.500 hectares plantados, cerca de 11 mil ainda aguardam colheita. Segundo a Emater, a ausência de chuvas e as temperaturas amenas favoreceram as operações, mas o encurtamento dos dias e o acúmulo de orvalho têm limitado o tempo disponível para trabalho no campo. A colheita já foi encerrada em Caçapava do Sul e Candiota, enquanto áreas de semeadura tardia em Aceguá, Bagé, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul devem ser finalizadas até o fim de maio.

Em Hulha Negra, a produtividade média gira em torno de 1.800 kg/ha. Segundo a Emater, esse desempenho, somado aos preços pouco atrativos, tem levado produtores a considerar medidas drásticas. “Há relatos de produtores avaliando a entrega de maquinários como forma de amortizar dívidas. Isso pode indicar uma retração na área plantada para a próxima safra”, informou a entidade.

Do ponto de vista técnico, o principal desafio da temporada foi o controle de plantas daninhas. Mesmo com elevado investimento em herbicidas, foram registradas perdas de até cinco sacas por hectare em áreas com alta infestação. Espécies como a vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata) foram identificadas pela primeira vez na região, ampliando os custos de manejo.

Apesar das dificuldades, algumas áreas obtiveram bom desempenho, principalmente no sul de Aceguá, com produtividades médias de 2.280 kg/ha e registros superiores a 2.700 kg/ha em 20 municípios da região atendida pela Emater.

A colheita já foi encerrada nas regiões de Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Passo Fundo e Soledade. Em Erechim, Ijuí e Santa Maria, restam áreas residuais, sem impacto estatístico. Na regional de Pelotas, 95% da colheita está concluída e 5% das lavouras estão prontas para serem colhidas. Os municípios com mais áreas remanescentes são Jaguarão (25%), Rio Grande (20%) e Santa Vitória do Palmar (17%). Em Santa Rosa, 98% da soja já foi colhida, restando apenas lavouras semeadas em março.





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Balança comercial registra alta nas exportações


A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgou nesta segunda-feira (26) o balanço parcial do comércio exterior referente à quarta semana de maio. 

De acordo com os dados, a agropecuária registrou crescimento de 4,1% nas exportações, somando US$ 5,94 bilhões. A indústria extrativa teve alta de 2,0%, alcançando US$ 6,02 bilhões. Já a indústria de transformação apresentou avanço de 6,5%, com US$ 12,02 bilhões exportados. Segundo a Secex, “o desempenho combinado dos setores impulsionou o aumento do total das exportações no mês”.

Entre os produtos agropecuários, destacaram-se as exportações de animais vivos, com crescimento de 113,9%, café não torrado (40,2%) e especiarias (170,1%). No setor extrativo, os principais aumentos ocorreram nas vendas de minérios de cobre (26,9%) e alumínio (101,7%), além dos óleos brutos de petróleo (1,7%). Na indústria de transformação, os destaques foram carne bovina (23,7%), celulose (20,3%) e veículos automóveis de passageiros (89,4%).

Por outro lado, alguns produtos registraram queda nas exportações. Na agropecuária, houve recuos significativos em arroz com casca (-99,9%), milho não moído (-78,2%) e algodão em bruto (-25,7%). No setor extrativo, caíram as exportações de fertilizantes brutos (-90,3%) e minérios de metais preciosos (-87,0%). Na indústria de transformação, tiveram retração os embarques de açúcar e melaço (-33,6%), óleos combustíveis (-32,1%) e aeronaves e partes (-36,1%).

Em relação às importações, o relatório mostra desempenho desigual entre os setores. A agropecuária teve queda de 5,4%, somando US$ 360 milhões. A indústria extrativa recuou 40,7%, totalizando US$ 810 milhões. Já a indústria de transformação registrou aumento de 10,1%, com US$ 16,32 bilhões em compras externas. “A elevação das importações foi puxada, principalmente, pela indústria de transformação”, destacou a Secex.

Entre os produtos mais importados, a agropecuária teve alta nas compras de cevada (113,3%), milho (61,5%) e borracha natural (61,7%). A indústria extrativa registrou aumento em minérios de alumínio (20,1%) e outros minerais brutos (3,8%). Na indústria de transformação, cresceram as importações de compostos químicos (30,9%), fertilizantes (26,4%) e peças automotivas (23,3%).

No entanto, também foram registradas quedas nas importações de produtos como soja (-45,1%), pescado (-13,3%) e hortaliças (-28,5%) na agropecuária. No setor extrativo, recuaram as compras de gás natural (-66,7%), carvão (-32,6%) e petróleo bruto (-34,0%). Já na indústria de transformação, houve redução nas importações de óleos combustíveis (-11,3%) e equipamentos industriais (-98,6%).





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Milho silagem sofre com umidade e rende menos



Colheita do milho silagem atinge 98% no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul avançou lentamente na última semana, atingindo 98% da área cultivada. A informação consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (22). O ritmo mais lento foi atribuído ao excesso de umidade nas lavouras.

Segundo o levantamento, 1% das lavouras ainda se encontra em estágio de maturação fisiológica, enquanto outro 1% está na fase de enchimento de grãos. A Emater também observou um redirecionamento de parte das áreas de milho safrinha inicialmente destinadas à produção de grãos para a silagem, como forma de aproveitar a massa vegetal disponível.

A produtividade média estimada ficou em 35.934 quilos por hectare, o que representa uma redução de 6,52% em relação à expectativa inicial de 38.440 quilos por hectare no momento do plantio. A área total plantada no Estado é de 339.555 hectares.

“A alta umidade prejudicou o avanço da colheita em diversas regiões, o que também impactou no rendimento final esperado”, informou a Emater/RS-Ascar no boletim.





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