sábado, abril 25, 2026

Política & Agro

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dólar e exportações ditam o ritmo dos preços


Segundo informações da análise de mercado da Grão Direto, o mercado de soja foi impulsionado pelos derivados nesta semana. As vendas de farelo e óleo de soja registraram um aumento significativo, favorecendo o comportamento dos grãos. Além disso, as exportações norte-americanas da safra 2024/25 apresentaram um crescimento expressivo, especialmente para a China, principal destino das vendas.

O mercado foi ainda mais movimentado pela alta do dólar. A economia dos Estados Unidos permanece robusta, gerando incertezas quanto à redução das taxas de juros. Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2024 encerrou em US$9,81 por bushel (+3,05%). No Brasil, o dólar subiu 2,92%, chegando a R$5,64, impulsionando o mercado físico com predominância de alta. O contrato com vencimento em março de 2025 também fechou em alta, a US$10,30 por bushel (+2,28%).

A expectativa para o mercado de soja na próxima semana é de continuidade na volatilidade. Nos Estados Unidos, o ano-safra encerrado em 31 de agosto registrou uma queda de mais de 15% no volume total de exportações em comparação ao ano anterior, de acordo com o USDA. Com as vendas acumuladas de soja correspondendo a apenas 20,5% da meta projetada, o mercado precisará ver uma média de 740.000 toneladas em vendas semanais para atingir as previsões.

No Brasil, a Conab aponta para estoques finais baixos, um dos menores dos últimos anos. Com um consumo interno de 55,9 milhões de toneladas e exportações projetadas de 92,4 milhões, o Brasil pode finalizar o ano com apenas 3 milhões de toneladas em estoque. Esse cenário poderá valorizar o prêmio da soja brasileira, especialmente se o escoamento nos Estados Unidos for limitado.

Além disso, a análise da Grão Direto ainda ressalta que o contrato de novembro de soja em Chicago pode encontrar resistência em US$10,15, US$10,30 e US$10,45, com potencial de alta até US$10,80. Porém, caso os preços caiam abaixo de US$9,60, o mercado pode retestar mínimas recentes, trazendo incertezas para os produtores americanos.





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Mandioca registra aumento de 7,6% em agosto


Demanda das fecularias por raízes continua elevada




Foto: José Luis da Silva Nunes

Em agosto, o preço da mandioca apresentou uma expressiva valorização, com a média nominal a prazo da tonelada posta fecularia alcançando R$ 515,16, o equivalente a R$ 0,8959 por grama. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), esse valor representa um aumento de 7,6% em relação ao mês anterior, sendo o maior registrado desde janeiro deste ano.

O movimento de alta, que já dura três meses consecutivos, é resultado da combinação entre uma oferta limitada e uma demanda aquecida. De acordo com os pesquisadores do Cepea, as chuvas que ocorreram no final de agosto não foram suficientes para permitir a retomada das atividades de campo na maioria das regiões monitoradas. Além disso, muitos produtores permanecem retraídos, seja devido à baixa rentabilidade das raízes de 1º ciclo, seja pela expectativa de preços ainda mais altos nos próximos períodos.

Paralelamente, a demanda das fecularias por raízes continua elevada, o que tem intensificado a competição pela matéria-prima.





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Produtividade alta em meio ao clima desafiante


As mudanças climáticas têm levado os produtores a acompanhar de perto os mapas meteorológicos. Embora o clima possa ser um aliado ou um obstáculo, uma boa gestão das operações ajuda a minimizar seus impactos. Produtores como Cristian Marques Dalbenb e Adalberto Ceretta se destacam por alcançarem produtividades muito acima da média nacional de 95 sacas por hectare, com 247,88 e 237,6 sacas por hectare, respectivamente.

Em 2023 e 2024, produtores de diferentes regiões se destacaram pela alta produtividade. Tiago Libretollo Rubert, do Rio Grande do Sul, colheu 330,4 sacas por hectare de milho irrigado, enquanto Diego Fachini Mazzur, do Paraná, obteve 303,37 sacas por hectare de milho sequeiro. Em 2024, Ronei Gaviraghi, do Paraná, alcançou 270 sacas por hectare de milho sequeiro, e Cláudio Castro Cunha, de Minas Gerais, colheu 258,2 sacas por hectare de milho irrigado. A chave para esses resultados excepcionais é a eficiência na gestão da propriedade.

De acordo com o Coordenador Técnico do Getap, Gustavo Capanema, todos estes agricultores fazem bem a lição de casa. “Mesmo em anos desafiadores de condições de clima desfavoráveis, o bom manejo realizado gerou resultados positivos minimizando esses impactos climáticos. Vale a velha máxima que o produtor prevenido produz mais e perde menos”, destaca.

Embora o clima não esteja sob controle dos produtores, o uso de tecnologias e um bom manejo podem minimizar perdas em condições adversas. Segundo Capanema, o planejamento é crucial e deve começar antes da safra, incluindo a compra antecipada de insumos e a manutenção de máquinas. É essencial cuidar do solo, verificando suas condições químicas, físicas e biológicas para ajustar a adubação. A utilização de palhada e a rotação de culturas também são recomendadas para melhorar as condições do solo e o desenvolvimento das lavouras.

“Sempre reforçamos a importância do agricultor se atentar às suas margens e não somente se prender a questão de preço dos grãos. Isso porque os valores de comercialização estão atrelados a uma série de fatores, como oferta e demanda que pode muitas vezes travar os preços”, detalhou Capanema.
 





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Pela primeira vez, Estado dará título de propriedade aos agricultores assentados no RS


O governador Eduardo Leite e o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Carlos Gomes, assinaram o decreto que institui o programa Assentamento Legal na quinta-feira (29). O ato foi realizado na Expointer, durante a inauguração oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar.

O objetivo é promover a regularização fundiária rural, por meio da entrega da outorga de título definitivo, para os beneficiários dos assentamentos estaduais. Serão regularizados, se cumprirem todos os requisitos, mais de 3.200 lotes de assentados, a maior parte localizados em Hulha Negra, Canguçu, Candiota e Livramento.

Carlos Gomes lembrou que, com assentamentos desde 1991, até hoje o Estado não emitiu nenhum título de propriedade para os agricultores que lá trabalham. “Assumimos o compromisso de, até o final de 2024, entregarmos a primeira centena de títulos para os assentados do Rio Grande do Sul. Isso dará segurança jurídica e de cidadania a esses que produzem alimento e geram economia ao nosso Estado”, ressaltou.

O instrumento tem a força de escritura pública, que transfere em caráter definitivo a propriedade dos lotes da reforma agrária aos assentados. O programa Assentamento Legal atuará em 114 assentamentos em áreas de propriedade estadual. Além disso, possibilitará a outorga em outros 34 assentamentos compartilhados com o governo federal, que estão sob a administração do Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra). A medida cumpre a atribuição da competência de “executar a política de regularização fundiária rural” à Sehab, com a alteração da Lei Estadual 16.051/2023, que dispõe sobre a estrutura administrativa do Poder Executivo Estadual.

Têm direito ao benefício os assentados do Programa Estadual de Reforma Agrária que estejam há, pelo menos, dez anos com trabalho e moradia no lote, não possuam estabelecimento comercial ou industrial, exceto empreendimento ligado à atividade rural, tenham explorado a terra de forma pacífica, entre outros. O decreto ainda estabelece que esses beneficiários ficarão isentos das custas cartoriais para fins de titulação, tanto na regularização quanto na escritura pública que conceder o título de domínio e, consequentemente, transferência para o nome do beneficiário.

As áreas trabalhadas pelo programa Assentamento Legal estão enquadradas nas regras do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ou seja, pela outorga do título, os beneficiários pagarão 10% do valor mínimo da pauta de valores da terra nua para fins de titulação, para lotes de até dois módulos fiscais (unidade de medida agrária usada no Brasil, equivalendo à média de 18 a 20 hectares no Rio Grande do Sul). Ficarão isentos de custos os beneficiários enquadrados como de baixa renda (que recebem renda igual ou inferior a cinco salários mínimos).





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SP lança projeto inédito para explorar o potencial da produção de vinho


O Governo de SP avança no fomento ao desenvolvimento regional com o lançamento do programa Rotas do Vinho de São Paulo. Anunciado nesta quarta-feira (28) pelo governador Tarcísio de Freitas, no Palácio dos Bandeirantes, o projeto reúne iniciativas de incentivo ao turismo e ao agronegócio, com o objetivo de fortalecer e maximizar o potencial de toda a cadeia produtiva do vinho no estado.

“Hoje é um dia de celebrar mais uma vitória. Com o programa Rotas do Vinho de São Paulo, vamos impulsionar o turismo. E devemos isso à cadeia produtiva do vinho que acreditou nesse projeto fantástico,” afirmou Tarcísio. “Descobrindo quais são as vocações econômicas de cada região, apoiamos e desenvolvemos novos negócios. E o mais importante de um programa como esse é que agora todo mundo vai saber que em São Paulo tem vinhos de altíssima qualidade. Temos também os melhores vinhos do Brasil”, acrescentou o governador.

A cerimônia de lançamento do programa contou com a presença da primeira-dama e presidente do Fundo Social de São Paulo, Cristiane Freitas, dos secretários Arthur Lima (Casa Civil), Roberto de Lucena (Turismo e Viagens), Jorge Lima (Desenvolvimento Econômico) e Marília Marton (Cultura, Economia e Indústria Criativas), Vahan Agopyan (Ciência, Tecnologia e Inovação), além de parlamentares, gestores e representantes de entidades e produtores da cadeia produtiva paulista do vinho.

O programa nasceu após a interlocução do Governo de São Paulo com o empresariado do interior paulista e produtores de vinho. Aproveitando da boa fase da produção de vinho no estado, que registrou um aumento de 800% no número de videiras destinadas à vitivinicultura em 2023, a iniciativa conectou o conjunto de 66 vinícolas, inclusive premiadas, que oferecem, além do vinho que é produzido, experiências para os visitantes e turistas.

Ao todo, cinco rotas foram traçadas para convidar os visitantes a conhecer os sabores e as belezas da cultura vinífera do estado. São elas, Rota da Alta Mogiana (Ribeirão Preto e região); Rota dos Bandeirantes (São Roque e região); Rota do Circuito das Frutas (Jundiaí e região); Rota Serra dos Encontros (Espírito Santo do Pinhal e região) e Rota do Alto da Mantiqueira (São Bento do Sapucaí e região), que envolvem 55 vinícolas.

Outras 11 vinícolas foram organizadas como enodestinos e estão localizadas em dez municípios: Campinas, Piracicaba, Águas da Prata, Amparo (2), Leme, Penápolis, Bofete, São Paulo, São Miguel Arcanjo e Ribeirão Branco.

O programa Rotas do Vinho de São Paulo abre oportunidades para novos negócios também para municípios localizados num raio de até 50 quilômetros das áreas produtoras, que acabam beneficiados a partir do empreendedorismo local alimentado pela cadeia produtiva do vinho. Pelo projeto, além das vinícolas, outros empreendimentos relacionados poderão acessar as linhas de crédito da DesenvolveSP, agência de fomento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) para alavancar seus negócios.

A expectativa é que o movimento econômico gerado pelas rotas possa fomentar empreendimentos como hospedagens, restaurantes e outros tipos de comércios e serviços, além de atrair mais empresas relacionadas ao segmento, visando gerar renda, emprego e crescimento no estado. Hoje, São Paulo representa mais de 11% dos empregos do Brasil na área de fabricação de vinhos. A expectativa é que as Rotas do Vinho aumentem essa geração de trabalho no estado.

Todas as informações sobre as rotas e os destinos para os turistas que querem conhecer e vivenciar o melhor da cultura vitivinícola do estado estão disponíveis na página https://rotasdovinho.sp.gov.br

Sobre o programa

O programa Rotas do Vinho de São Paulo é fruto de um extenso mapeamento das vinícolas e produtores de vinho do estado cadastrados no programa Sabor de SP. Até o momento, foram identificadas 66 vinícolas, organizadas em diferentes rotas e enodestinos.

Com o objetivo de fortalecer o enoturismo em São Paulo, a iniciativa visa a criação de condições favoráveis para o desenvolvimento das regiões produtoras, estimulando a economia local, gerando empregos e renda, além de promover a cultura do vinho como elemento essencial da identidade dessas comunidades.

O Rotas do Vinho atuará em várias frentes, como o apoio à infraestrutura turística e a promoção de parcerias entre vinícolas, restaurantes, hotéis e outros agentes do setor, proporcionando aos visitantes uma experiência autêntica e enriquecedora. O programa integra ações das secretarias estaduais de Agricultura e Abastecimento, Cultura, Economia e Indústria Criativa, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Viagens, sob a coordenação da Casa Civil.





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Lei do Tabaco Gaúcho Aprovada pelo TJRS: Entenda


O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto



O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto
O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto – Foto: Pixabay

A Lei Estadual nº 15.958/2023, que determina a classificação do tabaco nas propriedades dos fumicultores gaúchos, foi considerada constitucional pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). A decisão, tomada por maioria em sessão telepresencial na tarde de segunda-feira (26/8), também revogou a liminar que havia suspenso a lei no final do ano passado.

O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) havia sido proposta pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SINDITABACO), que argumentava que a lei violava o princípio da separação dos poderes e usurpava a competência da União para legislar sobre Direito Civil. Além disso, o sindicato alegava que a norma interferia na atividade empresarial do setor, comprometendo a liberdade econômica e a livre concorrência. O Rio Grande do Sul conta com cerca de 70 mil unidades produtoras de tabaco.

Em 16 de novembro de 2023, o Desembargador Carlos Eduardo Richiniti havia concedido uma medida cautelar, suspendendo a lei até que o Órgão Especial a analisasse. Na decisão final, o Desembargador Niwton Carpes da Silva votou pela improcedência da ação, destacando que a lei apenas altera o local da classificação das folhas de tabaco, que passará a ocorrer na propriedade do produtor, ao invés das sedes das empresas. Para ele, a norma é complementar às disposições federais e não agride a Constituição. Já o Desembargador Ney Wiedemann Neto, relator da ADI, considerou que a lei invade competências da União e viola princípios constitucionais.
 





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Abiec reforça potencial da carne bovina brasileira no México


México é um dos mais recentes mercados abertos à carne bovina


Foto: Pixabay

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) participou nesta quinta-feira (29) de um evento na Embaixada do Brasil no México, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que integrou a missão oficial ao país, promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O México é um dos mais recentes mercados abertos à carne bovina brasileira, e desde então, as exportações crescem. No encontro com as autoridades governamentais e diplomáticas mexicanas, a Associação mostrou a evolução dos embarques, e ressaltou o potencial de incremento e consolidação deste mercado.  Dentre as autoridades do Mapa presentes ao evento, estavam Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais, e Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária. Na agenda da missão estão incluídas reuniões e rodadas de negócios.

Em um comparativo entre os períodos de janeiro a julho de 2023 e 2024, o volume exportado passou de 288 toneladas, em 2023, para 23.108 toneladas, em 2024. De acordo com a diretora de Relações Internacionais da Abiec, Lhais Sparvoli, este salto significativo pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a alta demanda do mercado mexicano por carne de qualidade. “Mas é sobretudo o reconhecimento da excelência da carne bovina brasileira em termos de segurança e padrões sanitários, e os esforços conjuntos de ambos os governos e setores privados para facilitar o comércio, com destaque para a pareceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, com o projeto Brazilian Beef”, explica Lhais.

Ainda de acordo com a diretora, as importações de carne bovina do Brasil pelo México permitem que aquele país otimize o seu próprio mix de produtos exportados. “Eles suprem a demanda interna por um determinado tipo de carne com as importações e ganham escala para exportar outros cortes, conforme a estratégia no momento”, argumenta. “Eventos como esse ajudam a estreitar as relações bilaterais e fazem parte de uma agenda estratégica constante”, finaliza.





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Açúcar sobe para a máxima de 6 semanas


Alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais


Foto: Pixabay

A quinta-feira (29) foi de alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais, com o mercado impulsionado pela menor produção da commodity no Brasil e pela iniciativa do governo indiano de permitir, à partir de 1º de novembro, que as usinas produzam etanol diretamente do caldo ou xarope, o que deve estimular a produção do biocombustível naquele país, que tem a meta de aumentar a mistura de etanol na gasolina já no próximo ano.
 
Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto, tela outubro/24, foi contratado a 19,89 centavos de dólar por libra-peso, alta de 35 pontos, ou 1,8%, no comparativo com os preços da véspera. Durante a sessão o contrato chegou a bater a máxima de seis semanas, chegando a 19,98 cts/lb. A tela março/25 subiu 27 pontos, contratada a 20,11 cts/lb. Os demais lotes oscilaram entre baixa de 15 pontos e alta de 19 pontos.
 
Segundo a Reuters, a associação de usinas Unica informou na quarta-feira que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil totalizou 3,11 milhões de toneladas métricas na primeira metade de agosto, uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior e abaixo das expectativas do mercado.
 
“Os incêndios nos canaviais brasileiros aumentaram os problemas na safra do maior produtor mundial, segundo especialistas. A Unica disse que as perdas potenciais aparecerão no próximo relatório”, destacou a Agência UDOP de Notícias.
 
Londres
 
Na ICE Futures Europe, de Londres, a quinta-feira foi de alta em todos os lotes do açúcar branco. O contrato outubro/24 foi comercializado a US$ 557,20 a tonelada, valorização de 12,50 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela dezembro/24 subiu 8,30 dólares, contratada a US$ 539,10 a tonelada. Os demais contratos subiram entre 90 cents e 7,30 dólares.
 
Mercado doméstico
 
No mercado interno a quinta-feira foi de baixa nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 129,43, contra R$ 130,73 de quarta-feira, desvalorização de 0,99% no comparativo.
 
Etanol hidratado
 
Já o etanol hidratado voltou a cair pelo Indicador Diário Paulínia ontem. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.692,00 o m³, contra R$ 2.695,50 o m³ praticado na quarta-feira, queda de 0,13% no comparativo entre os dias.





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Abertura oficial da 47ª Expointer exalta resiliência do povo gaúcho


A abertura oficial da 47ª Expointer, realizada na manhã desta sexta-feira (30), destacou a força da agricultura e da pecuária do Rio Grande do Sul, presenteando os visitantes com os principais destaques e campeões deste ano no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A cerimônia, que teve a apresentação da banda da Brigada Militar e de músicos gaúchos, contou com os tradicionais desfiles dos campeões e uma programação dedicada a exaltar a resiliência do povo gaúcho após as enchentes.

Nomeada como a Expointer da Retomada e da Recuperação, a feira simbolizou o espírito de superação do Estado, demonstrando que o setor tem se reerguido após as inundações de abril e maio. A cerimônia foi aberta com a execução do Hino Nacional pela banda da Brigada Militar.

Em reconhecimento aos que trabalharam nos momentos críticos da enchente, membros da Defesa Civil e da Brigada Militar, agentes de saúde e da assistência social e voluntários das forças de segurança e da sociedade civil, que atuaram nas ações de salvamento, desfilaram pela Pista Central do parque. O desfile foi aberto pelo cavalo Caramelo, cujo resgate durante a calamidade causou grande comoção.

As apresentações musicais começaram com Wilson Paim interpretando “Ainda existe um lugar”, canção de sua autoria que celebra a cultura do Estado e a união do povo. Juliana Spavanello executou a icônica “Céu, sol, sul, terra e cor”, do compositor gaúcho Leonardo, acompanhada por uma apresentação de dança dos Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) Rancho da Saudade, de Cachoeirinha, Gildo de Freitas, de Porto Alegre, e Sociedade Gaúcha Lomba Grande, de Novo Hamburgo. Daniel Torres encerrou as apresentações musicais com “Hino ao Rio Grande”, de Cristiano Quevedo, que exalta as características naturais e culturais da região.

O tradicional desfile de cavalos da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) apresentou, além das bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul e da própria ABCCC, uma do Estado com marcas de lama representando a enchente. A associação também realizou uma breve apresentação com cavaleiros-mirins.

O momento mais aguardado da cerimônia foi o desfile dos grandes campeões da Expointer, apresentado pelo diretor administrativo do Parque Assis Brasil, Éder de Azevedo. Criadores de diversas raças exibiram os animais premiados. Além disso, a Pista Central recebeu novamente os campeões do Pavilhão da Agricultura Familiar.

Em seu discurso, o governador Eduardo Leite destacou a resiliência do povo, enfatizando o papel do produtor na retomada da economia do Rio Grande do Sul. “O gaúcho mostra que supera dificuldades e se supera, enfrentando as limitações, empreendendo e comparecendo para fazer uma belíssima Expointer, que sem dúvida é uma alavanca para a retomada do Estado”, comemorou.

Leite também mencionou a presença do movimento SOS Agro, ressaltando a necessidade de agilizar o acesso aos recursos para os produtores afetados pelas calamidades. “No SOS Agro, vemos o clamor e a angústia, expressa por quem trabalha e empreende no campo, e que está sofrendo não apenas os efeitos da última calamidade, mas a sucessão de frustrações na sua produção em razão de outros eventos meteorológicos”, disse. “O movimento está mostrando o que não está suficiente e reforçando que é preciso mais agilidade e facilidade, com menos burocracia, para acessar os recursos.”

“Na Expointer, o Rio Grande do Sul mostrou sua força, coragem, resiliência e capacidade para se reerguer. Todo dia no campo, os produtores têm de se recuperar, seja após a seca ou as fortes chuvas. E não podemos ficar sem a feira, uma data que é um grande patrimônio do Estado”, afirmou o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, frisou a importância da presença dos expositores no Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF). “Muitos dos nossos agricultores que estão no pavilhão perderam casas, instalações e até membros de suas famílias, mas ainda assim juntaram forças e vierem oferecer o que há de melhor no setor. Esta é mais do que a Expointer da reconstrução, é também da esperança”, destacou.

Covatti ainda celebrou o sucesso do PAF, que já no primeiro fim de semana bateu recordes de vendas, com um aumento de 11% em relação a 2023, totalizando R$ 1,02 milhão em comercializações. Neste ano, o pavilhão também comemorou 25 anos de participação na Expointer.

Reconhecimento

No encerramento do evento, foi entregue a Medalha Assis Brasil, que reconhece personalidades de destaque na agricultura e pecuária.

Neste ano, os homenageados foram o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Cláudio Bier; o produtor rural e presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho; e o chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski. Para fechar o evento, cantores gaúchos entoaram o Hino do Rio Grande do Sul, enquanto membros dos CTGs portavam bandeiras com as cores do Estado.





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