sexta-feira, abril 24, 2026

Política & Agro

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Mercado de trigo continua travado


De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul continua travado, com uma notável falta de demanda. Os compradores aguardam por uma queda nos preços, enquanto os vendedores esperam uma recuperação do mercado. 

Moinhos da região, especialmente os que trabalham com trigos de qualidade mediana, relataram uma baixa na moagem durante o mês de agosto, o que prolongou a necessidade de novos estoques para setembro. Atualmente, os vendedores estão pedindo R$ 1.250,00 FOB para trigos com PH mínimo de 77 e qualidade panificável, mas os moinhos não estão dispostos a pagar esse valor. Além disso, o trigo argentino está sendo oferecido a US$ 310,00 sobre rodas no porto de Rio Grande.

Em Santa Catarina, a situação é similar, com os moinhos aguardando a chegada das novas safras do Paraná, Rio Grande do Sul e a produção local para reabastecimento. A baixa demanda por farinha tem mantido a moagem em níveis menores neste mês de outubro. No mercado, os preços da saca de trigo tiveram variações: em Campos Novos permaneceram em R$ 75,00, enquanto em Chapecó subiram para R$ 68,00 (+3,03%), em Pinhalzinho para R$ 72,00 (+2,86%), e em Mafra e Concórdia registraram alta de 3,03%, com os preços subindo para R$ 68,00 e R$ 67,00, respectivamente.

No Paraná, os preços do trigo da nova safra praticamente se mantêm iguais aos da safra anterior. Segundo um corretor local, metade das lavouras nos Campos Gerais foi afetada pelas geadas, especialmente na crista das espigas, onde a umidade agravou o problema. Com isso, os moinhos paranaenses estão trabalhando quase exclusivamente com trigo importado e gaúcho, com preços em torno de R$ 1.400,00 FOB, acrescidos de ICMS e frete. Para o trigo da nova safra, os vendedores pedem valores entre R$ 1.530,00 e R$ 1.550,00 FOB.
 





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Banco analisa mercado de fertilizantes: Confira


No setor de fosfato, os preços devem continuar elevados




O mercado de Ureia permanece sem uma direção clara para os preços
O mercado de Ureia permanece sem uma direção clara para os preços – Foto: Canva

Segundo o relatório do Rabobank, o mercado de Ureia permanece sem uma direção clara para os preços, resultando em volatilidade devido a diversos fatores, como a interrupção na produção egípcia e as incertezas em relação à demanda da Índia. A produção no Egito foi afetada por problemas de fornecimento de gás, elevando o preço da Ureia de $290 USD/t em maio para $363 USD/t. Além disso, os preços do gás natural na Europa também aumentaram, impactando o custo de produção, mas a demanda fraca em regiões como a Europa e o Brasil pode segurar o avanço dos preços. No Brasil, os produtores, após garantir os fertilizantes para a safra de soja, ainda precisam definir suas estratégias para o milho safrinha.

No setor de fosfato, os preços devem continuar elevados, pressionados pela oferta reduzida. A China, um dos principais exportadores, cortou suas exportações desde 2023 para atender à demanda interna, enquanto os Estados Unidos e o Marrocos ajustam suas estratégias no mercado, com o Marrocos aumentando as exportações de MAP+DAP. Apesar do retorno parcial da China ao mercado, a oferta global de fosfato continua abaixo da média, mantendo os preços altos e limitando a demanda.

Já no mercado de potássio, a oferta abundante tem empurrado os preços para níveis próximos ao piso. Entre janeiro e agosto de 2024, os preços caíram 13%, ficando nos mesmos patamares de 2020-2021. A renegociação de contratos pela Índia e China, com preços 12% menores, também impactou o mercado brasileiro, que comprou potássio abaixo de $300/t. Embora as importações tenham sido elevadas no primeiro semestre, a demanda futura não deve manter o ritmo, o que pode forçar a redução de produção pelas empresas.
 





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Clima seco eleva preços da laranja


Preços de comercialização da laranja e da lima ácida tahiti continuam subindo





Foto: Canva

A escassez de chuvas nas principais regiões produtoras de citros no Brasil tem gerado preocupação entre os produtores. A oferta de frutas, especialmente a de laranja, tem se tornado mais restrita, enquanto a demanda segue em alta devido às temperaturas elevadas, o que tem pressionado o mercado.

Segundo dados informados pelo Cepea, a situação também afeta a produção de lima ácida tahiti, com a seca prejudicando tanto a oferta quanto a qualidade das frutas. Exportadores consultados indicam que alguns barracões de exportação de tahiti já interromperam suas operações, uma vez que o produto brasileiro não tem atendido aos rígidos padrões exigidos pelo mercado internacional.

Nesse cenário, o levantamento do Cepea aponta que os preços de comercialização da laranja e da lima ácida tahiti continuam subindo no mercado in natura.





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Política de Incentivo à cocoicultura de qualidade


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 14.975 que institui a Política de Incentivo à cocoicultura de qualidade. A publicação foi feita no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (19).

A política tem como objetivo aumentar a produtividade, competitividade e sustentabilidade da cocoicultura brasileira, por meio da ampliação da produção e processamento de coco no Brasil; do estímulo ao consumo doméstico e às exportações de coco e seus derivados; da redução de perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva; e do apoio à produção orgânica de coco e seus derivados.

Além disso, visa promover a articulação com outras políticas públicas federais, otimizando e coordenando recursos e esforços para o desenvolvimento da cocoicultura. Também inclui o desenvolvimento de programas de treinamento e aperfeiçoamento da mão de obra empregada na cadeia produtiva; a ampliação das políticas de financiamento e seguro de crédito e renda para a cocoicultura; a melhoria da infraestrutura produtiva e de escoamento da produção; o apoio à pesquisa e assistência técnica; e o fortalecimento da competitividade da cocoicultura nacional, entre outros.

De acordo com a publicação, os recursos para o fomento da Política de Incentivo virão por meio de dotações orçamentárias da União, operações de crédito internas e externas firmadas com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, além de saldos de exercícios anteriores.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produziu mais de 1 milhão de frutos de Coco-da-baía em 2023, com o valor de produção de mais de R$ 1.6 milhões. Os principais estados produtores são: Ceará, Pará, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou mais de US$ 672 mil em cocos, totalizando aproximadamente 675 toneladas, o que representa um aumento superior a 95% em valor e volume em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI). Em 2023, o mercado brasileiro comercializou cerca de US$ 831 mil e 876 toneladas para mais de 60 países. Os Estados Unidos (US$ 140 mil), a Espanha (US$ 119 mil) e a Argentina (US$ 69 mil) foram os principais destinos das exportações de coco brasileiro neste ano.

A cocoicultura é uma cadeia produtiva de grande relevância para o Brasil, principalmente para a região Nordeste, conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).





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preços recuam no RS e SC


Conforme dados da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue sem demanda nesta quarta-feira. Os moinhos locais, especialmente aqueles que compraram trigo de qualidade mediana, estão bem abastecidos e registraram uma queda nas moagens em agosto.

Isso fez com que o estoque fosse suficiente para o mês de setembro, reduzindo a necessidade de novas aquisições. Atualmente, vendedores estão pedindo R$ 1.250,00 FOB para trigos com PH mínimo de 77 e qualidade panificável, mas os moinhos, sem interesse imediato, não aceitaram esses preços e preferiram não fazer indicações de compra.

Em Santa Catarina, a situação não é muito diferente. Com a demanda por farinha em baixa, os moinhos catarinenses também reduziram a moagem em outubro e aguardam o início das novas safras do Paraná, Rio Grande do Sul e a própria safra local para reforçar seus estoques. O preço da pedra manteve-se em R$ 75,00/saca em Campos Novos, enquanto registrou altas em outras regiões, como Chapecó (3,03%, a R$ 68,00), Pinhalzinho (2,86%, a R$ 72,00), Mafra (3,03%, a R$ 68,00) e Concórdia (3,03%, a R$ 67,00).

Já no Paraná, os preços do trigo da safra nova se mantêm próximos aos da safra velha. A escassez de ofertas no estado fez com que os moinhos se voltassem para o trigo importado e o gaúcho. Vendedores da nova safra estão pedindo entre R$ 1.530 e R$ 1.550 FOB. Nas regiões dos Campos Gerais, as geadas causaram prejuízos significativos, com perdas em torno de 50% das espigas, mas ainda há expectativa de recuperação. Além disso, moinhos paranaenses compraram trigo gaúcho a R$ 1.400 FOB, somados ao ICMS e frete.





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Inovações verdes e agrícolas no EIMA 2024


A 46ª edição do EIMA International foi apresentada em Dubai, destacando soluções inovadoras para a agricultura e cuidados com áreas verdes nos Emirados Árabes Unidos. O setor de tecnologia agrícola e o mercado de máquinas de jardinagem estão em forte crescimento no país, com uma tendência de expansão até 2027. O evento de Bolonha oferece aos operadores do Oriente Médio tecnologias que atendem às necessidades do setor primário, com foco especial na vitrine EIMA Green, voltada para máquinas de jardinagem.

Desde 2021, as vendas de máquinas agrícolas nos Emirados vêm aumentando, com projeção de crescimento anual de 4,4% até 2027, conforme dados da ExportPlanning. Em 2023, o volume de compras de tecnologias agrícolas ultrapassou €262 milhões, com 62% desse valor proveniente de importações de China, Estados Unidos, Japão, Itália e Reino Unido. Durante a apresentação do EIMA em Dubai, foi destacado que a Itália deve superar o Japão até 2027, tornando-se o terceiro maior fornecedor de máquinas agrícolas no país.

Edoardo Napoli, cônsul-geral da Itália em Dubai, afirmou que a parceria entre a Itália e os Emirados Árabes é sólida e tem espaço para crescer, impulsionada pela qualidade das tecnologias italianas nos setores agrícola e de jardinagem. Valerio Soldani, diretor do escritório da Agência Italiana de Comércio (ITA) em Dubai, destacou o crescimento do mercado agrícola nos Emirados, com previsão de expansão até 2029, apoiada por investimentos em segurança e resiliência agrícola.

O EIMA International, que será realizado em Bolonha de 6 a 10 de novembro, reunirá mais de 1.700 expositores, incluindo 600 estrangeiros. As soluções de jardinagem e cuidado com áreas verdes, apresentadas na EIMA Green, serão de grande interesse para os operadores dos Emirados, onde projetos inovadores como a ilha artificial Palm Jumeirah e o Green Planet impulsionam o setor, apesar dos desafios climáticos. O evento também contará com uma área de demonstração, o Garden E-motion, onde os visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias mais avançadas para jardinagem.
 





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Preço 25% acima de 2023


Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade




Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade
Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade – Foto: Canva

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o feijão-carioca está atualmente com preços 25% superiores em comparação ao mesmo período de 2023. Isso reflete o impacto dos problemas de produtividade enfrentados em algumas regiões de colheita, especialmente em Minas Gerais, Goiás e Bahia. 

Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade, e um volume ligeiramente maior de negócios foi reportado ontem, mantendo os valores médios. No entanto, alguns corretores têm notado maior dificuldade para adquirir o produto diretamente nas fontes, o que pode ser um indicativo da demanda mais aquecida e da expectativa de melhores preços por parte dos produtores.

Os produtores têm mostrado certa impaciência, na esperança de que os problemas de produtividade levassem a uma reação mais acentuada nos preços. Entretanto, é importante lembrar que, em setembro do ano passado, os preços do Feijão-carioca caíram, encerrando o mês com uma média abaixo de R$ 200. Essa queda gerou uma expectativa de recuperação neste ano, que parece ter sido parcialmente concretizada, com os valores do Feijão-carioca extra agora 25% acima do registrado em 2023.

A alta nos preços é um reflexo direto das condições adversas enfrentadas durante o cultivo, como os impactos climáticos que afetaram a produtividade em várias regiões. Ainda assim, muitos produtores continuam cautelosos, aguardando novas movimentações do mercado. A combinação de oferta reduzida e dificuldades logísticas nas regiões produtoras tem contribuído para essa tendência de elevação dos preços, embora ainda exista incerteza quanto à continuidade dessa valorização no curto prazo.
 





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Tecnologia pode ajudar contra furto de gado


A região Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul, é vital para a pecuária nacional, possuindo um plantel de 11,9 milhões de bovinos. No entanto, os produtores enfrentam problemas significativos com furtos e roubos de animais, agravados pelo isolamento das propriedades. Esses crimes também oferecem riscos à saúde pública devido à carne sem controle de qualidade.

Apesar da redução recente nos registros de furtos e roubos de bovinos, com uma média de oito casos diários, o governo estadual lançou a Plataforma de Defesa Agropecuária (PSDA) para melhorar a proteção e organização do setor. No entanto, as estatísticas podem não refletir totalmente a realidade dos roubos, que continuam a ser uma grande preocupação.

“Reforçar o cercamento das fazendas com arame liso, farpado ou cercas elétricas e criar redes de comunicação com vizinhos para monitorar movimentações suspeitas estão entre as medidas urgentes que dificultam o acesso dos criminosos e aumentam a segurança da propriedade, do gado e das pessoas. Além disso, os pecuaristas contam com tecnologias inovadoras, como sistemas digitais de monitoramento, que permitem acompanhar o rebanho de forma eficiente e em tempo real, recebendo alertas de movimentação suspeita em qualquer período do dia”, completa Ismael Ribeiro, gerente de Venture Builder da Belgo Arames.

A Belgo Arames investiu na startup Instabov para desenvolver um colar com GPS para gado, que envia dados sobre a movimentação e comportamento dos animais diretamente para antenas na propriedade. Com o aplicativo da Instabov, os pecuaristas recebem atualizações a cada 10 minutos em seus smartphones, permitindo uma resposta rápida a situações de risco, como perda ou furto de animais, e possibilitando acionar a polícia em casos de atividade criminosa. Além de proteger o rebanho, a tecnologia também melhora a segurança das pessoas envolvidas na operação da fazenda.

 “Temos ótimos resultados com essa inovação. Os pecuaristas sentem-se mais seguros e podem cuidar do seu negócio com mais tranquilidade. E a Belgo quer expandir a utilização da tecnologia e ajudar a melhorar a segurança no campo, além de impulsionar o crescimento do agronegócio”, finaliza Ismael Ribeiro. 
 





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Mercado da carne bovina dispara com alta de 4%


Aquecimento do consumo foi outro fator determinante para essa valorização





Foto: Pixabay

Os preços de todos os cortes de carne bovina com osso subiram cerca de 4% no mercado atacadista da Grande São Paulo nos últimos sete dias. O movimento de alta colocou a carcaça casada do boi gordo, que inclui o traseiro, dianteiro e a ponta de agulha, no maior patamar nominal deste ano.

Segundo dados informados pelo Cepea, além da oferta reduzida por parte dos frigoríficos, o aquecimento do consumo foi outro fator determinante para essa valorização. Indicadores macroeconômicos, como a redução do desemprego e o aumento da massa salarial, têm sustentado esse comportamento positivo no mercado de carne.





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