sexta-feira, abril 24, 2026

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Queimadas: a ameaça constante aos produtores de cana-de-açúcar


Incêndios na região de Ribeirão Preto-SP causam grandes prejuízos e preocupação entre agricultores

Onde há fumaça, há fogo. E onde há queimada, há prejuízo para o produtor de cana-de-açúcar. Essa dura realidade foi vivida por diversos produtores na região de Sertãozinho, SP, nesta quinta-feira (22), quando um incêndio de grandes proporções devastou parte das propriedades, trazendo não apenas fumaça, mas perdas significativas que ainda estão sendo calculadas.

Na ocasião, um incêndio se alastrou rapidamente por uma área de canavial próxima à Rodovia Armando de Sales Oliveira (SP-322). As chamas obrigaram a evacuação imediata das sedes e casas localizadas nas propriedades atingidas. Funcionários do Bio Parque Santa Elisa, localizado nas proximidades, também tiveram que suspender suas atividades e evacuar o local como medida de segurança.

“Tentamos combater o fogo, mas com a seca e o vento forte, pouco pôde ser feito. A única coisa que conseguimos foi salvar a sede, onde estavam meus pais, funcionários, crianças, e graças a Deus ninguém se feriu”, declarou produtor Marco Guidi, que inalou muita fumaça durante a tentativa de combater o incêndio e precisou ficar hospitalizado por três horas.

“Tenho uma propriedade que foi queimada e não sei se a cana vai brotar novamente, pois a camada de húmus na terra, que se forma a partir da palhada ao longo dos anos, foi completamente destruída pelo fogo. Isso cozinha a soqueira de cana, e não sei se terei cana no próximo ano. O prejuízo ainda é incerto, mas a área de muda, onde investi R$ 40 mil em adubo líquido, foi perdida. Não perdi só o adubo, mas também as mudas, e agora não sei o que vou plantar no ano que vem. É uma propriedade que considero inoperante. Esse é o resultado do fogo que começou a 3 quilômetros de distância e foi se espalhando”, relatou.

Marcos Paulo Meloni, proprietário dos sítios São Pedro e São Luiz, ainda não tem dimensão do seu prejuízo. “A nossa cana estava em palha e, por conta da seca, estava difícil de brotar. Agora, com o fogo, é impossível. Aqui, só com reforma, e nem imagino quanto vai custar. Este ano, o custo médio por alqueire foi de R$ 24 mil, e no ano que vem, não sei como será”, lamenta o produtor.

Já o produtor José Rogério Sanches Soto teve um pouco mais de sorte. Apesar do desespero, ele e sua equipe conseguiram apagar o fogo na área de reserva, que estava próxima às casas.

O produtor Gabriel Merlo Galdeano, que não teve sua propriedade atingida, foi um dos primeiros a perceber o incêndio. “Estava trabalhando na lavoura quando vi o fogo e já avisei o grupo da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) PAM (Plano de Auxílio Mútuo). Logo depois, outro foco surgiu, e o fogo se espalhou rapidamente, atingindo a mata, a cana e a palhada. É muito triste”, relatou, suspeitando que o incêndio tenha sido criminoso.

O Plano de Auxílio Mútuo (PAM), mencionado por Galdeano, é um programa que estabelece medidas e ações coordenadas para minimizar os riscos e combater incêndios. Segundo Almir Torcato, gestor executivo da Canaoeste, a associação disponibiliza para seus membros um sistema de monitoramento das áreas via satélite.

“Quem combate ao incêndio é o plano integrado entre os produtores, utilizando informações de satélite. Além das propriedades dos associados, monitoramos também algumas áreas públicas”, explica Torcato.

Ele enfatiza que o produtor não tem interesse algum em incendiar a cana, uma prática que foi abandonada desde as décadas de 2017, quando era utilizada na colheita. Hoje, o processo é totalmente mecanizado. “Atualmente o setor como um todo não mede esforções para o combate aos focos de incêndio, pois além de prejudicar o meio ambiente, causa um enorme prejuízo financeiro”, acrescenta.

Ele também chama a atenção para o clima seco nesta época do ano, que favorece a proliferação de incêndios. Torcato destaca a importância da conscientização sobre os cuidados necessários nas áreas próximas à cidade, como evitar o descarte de cigarros, a realização de churrascos e outras atividades que possam gerar faíscas e resultar em incêndios desastrosos, como o que ocorreu na quinta-feira.

Nesta sexta-feira (23), a associação divulgou uma nota de repúdio e esclarecimentos acerca dos incêndios criminosos que vêm atingindo imóveis rurais da região. No documento, reforça a informação que os incêndios não são provocados pelos produtores de cana-de-açúcar e tampouco pelas usinas e isso se dá por várias razões, grande parte delas evidenciada no protocolo “Etanol Mais Verde”, firmado em 2017 entre produtores, usinas e o Governo do Estado de São Paulo, onde deixaram claro e afirmaram o compromisso do setor com a preservação do meio ambiente e com a extinção da queimada como método de colheita da cana.

“Um canavial atingido por incêndio pode se deteriorar significativamente dentro de poucos dias ocorrendo perdas da qualidade dos açúcares, aumento da presença de impurezas e a decomposição dos tecidos vegetais da matéria

prima, tornando a cana inadequada para o processamento industrial. O incêndio na palhada é também altamente prejudicial, acarretando principalmente perda de matéria orgânica dos solos, perda da biodiversidade dos solos e compactação”, informa a associação.

Além disso, aponta que os incêndios trazem prejuízos econômicos diretos aos produtores rurais, trazendo diversas implicações legais, com aplicação de multas de valores elevados, partindo de R$ 1.000,00 por hectare de cana queimada, indo até R$ 7.000,00, por hectare de vegetação nativa queimada, isso quando não há incidência de agravantes, o que pode levar a duplicação ou triplicação desses valores, tudo sem prejuízo da obrigação de reparação dos danos ambientais e responsabilização criminal.

“Sabendo de todos esses prejuízos fica a pergunta: quem em sã consciência colocaria fogo em sua própria casa? Sabendo de todos os riscos e prejuízos que podem ocorrer, você atearia fogo em seu próprio canavial?”, pergunta Torcato.

A associação destaca ainda que estamos enfrentando uma verdadeira catástrofe climática conhecida como “triplo 30”, que é composta pela conjunção de três fatores climáticos:

– umidade relativa do ar abaixo de 30%;
– temperaturas acima de 30°C e
– ventos acima de 30 km/hora. Além desses eventos que favorecem a ocorrência de incêndios e sua propagação, de modo a tornar quase impossível o efetivo controle pelas brigadas de incêndio das unidades industriais e dos produtores, importante destacar que nossa região está há aproximadamente 100 (cem) dias sem um volume de chuva significativo.

“Pedimos desesperadamente o apoio da população e das autoridades para apuração dos responsáveis por tais atos criminosos e apoio do corpo de bombeiros para combate aos incêndios. Rogamos ainda à Polícia Militar Ambiental que siga os estritos termos das legislações vigentes, responsabilizando apenas quando houver efetiva comprovação do nexo de causalidade, sob pena de punirem injustamente o produtor que já vem sofrendo inúmeros prejuízos”, conclui a associação.





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chuvas variadas e possibilidade de La Niña no Brasil


A primavera de 2024 começa oficialmente no Brasil no próximo domingo, 22 de setembro, às 9h44 (horário de Brasília). O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Fundação Cearense de Meteorologia (FUNCEME), aponta que o clima deve ser predominantemente seco até meados de novembro.

De acordo com os dados do INMET, as chuvas poderão ser acima da média em algumas áreas isoladas, incluindo o Acre, Roraima, sudoeste do Amazonas, sudeste da Bahia e Rio Grande do Sul. Além disso, espera-se um retorno gradual das chuvas nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No entanto, a qualidade e o volume dessas precipitações nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte da Sul dependerão da umidade que chegará da Amazônia. O sul do Amazonas, uma das áreas com maior incidência de incêndios florestais, continuará a enfrentar seca e queimadas até outubro.

O fenômeno climático La Niña deve iniciar ainda em setembro com 58% de chances no trimestre que vai até novembro. Já no trimestre outubro-novembro-dezembro/2024, a probabilidade do início do fenômeno aumenta para 60%, conforme aponta o INMET.

Segundo as informações do Prognóstico Climático de Primavera do INMET / INPE, a previsão de um possível fenômeno La Niña durante a primavera levanta preocupações sobre os impactos no início da safra de verão. Historicamente, anos de La Niña estão associados a uma redução de chuvas na Região Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste costumam registrar aumento nas precipitações.

É importante ressaltar que o clima brasileiro é influenciado por múltiplos fatores, e as previsões climáticas devem ser monitoradas de perto, especialmente nas regiões produtivas. A expectativa é que as chuvas voltem gradualmente à porção sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste a partir de outubro, o que é crucial para a retenção de água no solo e para o desenvolvimento inicial das culturas de soja e milho.

Entretanto, na porção norte dessas regiões, a irregularidade das chuvas, combinada com altas temperaturas, pode resultar em níveis reduzidos de umidade no solo. Na Região Sul, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que pode impactar negativamente o início da safra de grãos no Paraná e em Santa Catarina. Por outro lado, o Rio Grande do Sul pode ser favorecido por chuvas mais regulares, beneficiando tanto as lavouras de inverno ainda em campo quanto o plantio da safra 2024/2025. Contudo, a possibilidade de redução da umidade no solo em dezembro se intensifica caso o fenômeno La Niña se confirme.

A primavera se encerra no Brasil em 21 de dezembro, às 6h20 (horário de Brasília).





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Confira o panorama do agro na Argentina


No caso do trigo, a situação é mais delicada




Em relação ao girassol, o plantio avançou para 8,7% das 1,85 milhões de hectares projetados
Em relação ao girassol, o plantio avançou para 8,7% das 1,85 milhões de hectares projetados – Foto: Divulgação

De acordo com o relatório mais recente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), o milho na Argentina tem mostrado um avanço significativo no plantio, alcançando 7,1% da área total prevista, o que representa um progresso interanual de 2,2 pontos percentuais. No entanto, algumas áreas, especialmente no leste da província de Córdoba, apresentam atrasos devido à falta de umidade, o que tem limitado a expansão do plantio nessas localidades. 

Em relação ao girassol, o plantio avançou para 8,7% das 1,85 milhões de hectares projetados. Apesar de um aumento semanal de apenas 0,4 pontos percentuais, o progresso geral ainda está abaixo da média histórica, com um atraso de 12,6 pontos percentuais. Essa lentidão no avanço é atribuída principalmente a condições climáticas adversas que têm prejudicado o desenvolvimento do plantio em várias áreas. Mesmo assim, espera-se que, com melhorias nas condições de solo e clima, o ritmo possa ser recuperado nas próximas semanas.

Já no caso do trigo, a situação é mais delicada. A última semana foi marcada pela ausência de chuvas e por temperaturas elevadas, o que resultou em uma queda de 5,4 pontos percentuais nas áreas que se encontravam em condição hídrica adequada ou ótima. Além disso, a condição das lavouras consideradas normais ou excelentes caiu 8 pontos percentuais. Atualmente, 41,7% da área plantada com trigo já está na fase de encanação ou em fases mais avançadas do ciclo. 

Quanto à cevada, das 1,3 milhões de hectares estimados para o cultivo, 11% das áreas já se encontram na fase de encanação ou em estágios mais avançados. Aproximadamente 85% das plantações apresentam uma condição de cultivo considerada normal ou boa. Além disso, 76% das lavouras estão sob condições hídricas adequadas ou ótimas, o que garante uma boa perspectiva de desenvolvimento, apesar das limitações climáticas enfrentadas em outras culturas.
 





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real forte compensa alta em Chicago


Segundo a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços da soja mantiveram-se relativamente estáveis no Brasil, com a alta registrada em Chicago sendo neutralizada pela valorização do Real, que alcançou R$ 5,42 por dólar após o anúncio da elevação da Selic para 10,75% ao ano. Na média gaúcha, o preço fechou em R$ 123,52 por saco, enquanto nas principais praças locais a cotação variou em torno de R$ 120,00. No restante do país, os preços oscilaram entre R$ 118,00 e R$ 128,00 por saco.

O plantio da nova safra de soja começou de forma tímida, especialmente em algumas áreas irrigadas do Mato Grosso. Entretanto, a umidade do solo no Mato Grosso e no Paraná, que são dois dos três maiores estados produtores de soja do Brasil, está no menor nível em 30 anos, dificultando as condições para o plantio da oleaginosa.

Diante de compromissos de exportação assumidos com base em previsões de uma safra recorde que não se concretizou, o Brasil tem aumentado suas importações de soja. Entre janeiro e agosto, o volume importado atingiu 802.452 toneladas, um crescimento de 703% em relação ao mesmo período do ano anterior. O preço FOB do produto importado está 20% inferior ao dos primeiros oito meses do ano passado, e a expectativa é que o Brasil finalize 2024 com um recorde de até 1,7 milhão de toneladas importadas.

Embora haja entre 33 e 35 milhões de toneladas de soja disponíveis no país, a maioria dos produtores opta por não comercializar, aguardando melhores preços para o próximo ano, uma expectativa incerta. A totalidade das importações nos primeiros oito meses de 2024 veio, em sua maioria, do Paraguai. Os estados que mais importaram soja foram Paraná e Rio Grande do Sul, seguindo a tendência de 2023. Segundo analistas, “o mercado doméstico brasileiro enfrenta escassez devido à dificuldade de planejamento frente à redução da safra observada neste ciclo”.

No lado das exportações, o Brasil já enviou 83,4 milhões de toneladas de soja, superando em 3,2% o volume do mesmo período do ano passado, com 73% desse total destinado à China. Essa realidade tem mantido os prêmios nos portos brasileiros acima de US$ 1,00/bushel, o que contribui para estabilizar os preços internos. Entretanto, para o início da próxima colheita, os prêmios já caem para US$ 0,30/bushel, segundo dados de Paranaguá.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta que o esmagamento de soja em 2024 seja de 54,5 milhões de toneladas, um leve aumento em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o Brasil deve encerrar 2024 com os menores estoques de passagem dos últimos 20 anos. Sem uma safra cheia na próxima colheita, a tendência baixista de preços poderá se acentuar no primeiro semestre de 2025. Muitos analistas consideram arriscado para os produtores segurarem a soja, recomendando a comercialização em busca de uma média de preços.

Por fim, o clima permanece como fator central de observação no mercado, com expectativas de chuvas adequadas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil apenas a partir de outubro.





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Milho supera US$ 4,00/bushel após longo período de baixas em Chicago


No entanto, queda nas exportações marcam o cenário dos EUA





Foto: Nadia Borges

Segundo a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o preço do milho na Bolsa de Chicago superou a marca de US$ 4,00 por bushel, fechando a quinta-feira, 19 de setembro, a US$ 4,05, uma recuperação considerável após 35 dias úteis abaixo desse patamar. O valor do bushel chegou a atingir US$ 4,12 nos dias 17 e 18 de setembro.

Em relação à colheita, até 15 de setembro, 9% da área de milho já havia sido colhida nos Estados Unidos, um avanço em comparação à média histórica de 6%. Das lavouras a serem colhidas, 65% estão em condições consideradas boas a excelentes, enquanto 23% apresentam condições regulares e 12% são avaliadas entre ruins a muito ruins.

Entretanto, as exportações de milho dos EUA enfrentam um cenário desafiador. Na semana encerrada em 12 de setembro, o país embarcou 521.118 toneladas do grão. Desde o início do ano comercial 2024/25, em 1º de setembro, o total de milho embarcado soma 992.629 toneladas, uma queda em relação ao volume de mais de 1,3 milhão de toneladas registrado no mesmo período do ano anterior.





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Preços trigo permanecem estagnados no Brasil


Colheita do cereal no avança no Paraná





Foto: Canva

De acordo com a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do trigo de qualidade superior no Brasil permaneceram estáveis, com a cotação nas principais praças gaúchas fixada em R$ 68,00 por saco, enquanto a média local alcançou R$ 69,41. No Paraná, os valores registrados variaram entre R$ 79,00 e R$ 80,00 por saco.

A colheita da nova safra avançou no Paraná, onde 34% da área já foi colhida no início desta semana. No entanto, 30% das lavouras a serem colhidas apresentam condições ruins. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda está distante de ser iniciada.

Embora os preços do trigo no Brasil estejam estáveis, a valorização no mercado externo não se reflete localmente. De acordo com a Brandalizze Consulting, a baixa fluidez nas negociações e o cumprimento de contratos fechados anteriormente por moinhos, quando os preços da importação eram mais acessíveis, estão contribuindo para um cenário desfavorável para as vendas internas.





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primavera chega em meio a emergência climática


Segundo a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a primavera se inicia no próximo domingo, 22 de setembro, às 9h44, após um inverno marcado por condições climáticas distópicas, caracterizado por um tempo seco e temperaturas superiores às médias históricas. Em meio a esse contexto de emergência climática, a floricultura paranaense registrou um aumento de 15,2% em sua participação no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), totalizando R$ 249,6 milhões em 2023. Esse valor representa apenas 0,13% do VBP total do estado, que é de R$ 198 bilhões.

Os gramados e plantas perenes ornamentais dominaram o segmento, representando 72,1% do VBP, enquanto orquídeas e crisântemos contribuíram com 9,7% e 4,5%, respectivamente. Além destes, mudas para arborização (2,3%) e a Flor do Deserto (2,0%) completam 90,6% do total. A floricultura abrange 30 espécies e, em breve, será abordada em um informe específico.

A produção é concentrada em áreas específicas do estado, com os Núcleos Regionais de Maringá e Curitiba responsáveis por 55,3% do VBP da floricultura paranaense. Juntando-se a Cascavel (11,3%), Toledo (11,1%) e Londrina (5,3%), essas regiões somam 83,1% do total. Em termos municipais, Marialva, São José dos Pinhais, Cascavel, Mandaguari e Agudos do Sul respondem por 46,1% dos valores brutos obtidos pelo setor no Paraná.





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Expectativa de aumento na safra de feijão no Brasil


Paraná tem participação fundamental para aumento da safra no país





Foto: Canva

De acordo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a expectativa para a safra de feijão no Brasil no ciclo 2024/25 é de um leve aumento na produção, que deve passar de 3,26 para 3,28 milhões de toneladas, de acordo com dados preliminares da Conab. Esse crescimento está atrelado a um aumento de 1,2% na área plantada, que deve subir de 2,857 milhões para 2,891 milhões de hectares.

O Paraná desempenha um papel fundamental nesse cenário, com um incremento superior a 23 mil hectares na primeira safra, representando mais da metade do aumento esperado em todo o Brasil. No entanto, a Conab também prevê uma redução de 1,4% na área destinada à segunda safra. Embora não haja dados específicos sobre os estados, a entidade aponta que o Paraná deve influenciar essa diminuição.

O plantio da segunda safra, que ocorre majoritariamente no primeiro trimestre de 2025, poderá ser afetado pelos resultados da primeira safra, que já está 16% plantada e deve ser colhida em grande parte até janeiro de 2025. As chuvas registradas nesta semana são favoráveis, reforçando a expectativa de um volume de 251 mil toneladas. Contudo, mais chuvas serão necessárias para garantir esse potencial, especialmente considerando a possibilidade de formação do fenômeno La Niña.

No que diz respeito aos preços, novas altas foram observadas. Atacadistas estão oferecendo, em média, R$ 320,99 pela saca de feijão preto, um aumento de 10% em relação ao final de agosto. O feijão carioca também valorizou, subindo 6% e alcançando R$ 198,62. Esses preços mais altos, especialmente do feijão preto, podem incentivar uma revisão na intenção de plantio, elevando os patamares além dos 131 mil hectares projetados anteriormente.





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Produção americana pode pressionar preços da soja


Fim do vazio sanitário em todo o estado do Paraná





Foto: USDA

De acordo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), as chuvas registradas no último final de semana proporcionaram um leve avanço no plantio de soja, que já atingiu pouco mais de 30 mil hectares, representando apenas 0,52% da área total estimada em 5,8 milhões de hectares. Com a umidade do solo recomposta e o fim do vazio sanitário em todo o estado do Paraná previsto para esta semana, espera-se um salto significativo nas áreas plantadas no próximo relatório semanal do Deral.

No cenário internacional, o relatório do USDA indica que a colheita de soja nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial da oleaginosa, avançou para 6% da área estimada de quase 35 milhões de hectares.

A produção americana é projetada em 124 milhões de toneladas. A entrada da soja americana no mercado sinaliza o fim do período de entressafra, o que pode resultar em maior pressão sobre os preços da commodity.





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preços sobem com baixa oferta e tempo seco


Pastagens comprometidas pelo período de inverno





Foto: Canva

Segundo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o mercado do boi gordo apresenta um cenário de alta, com a cotação atingindo R$ 257,05 a arroba, acumulando um aumento de 7,22% ao longo do mês, segundo dados do Cepea. O tempo seco tem contribuído para a diminuição da oferta de animais terminados, impulsionando os preços.

No Paraná, as principais regiões produtoras de gado de corte enfrentam uma situação semelhante, com pastagens comprometidas pelo período de inverno e sem a recuperação esperada devido à baixa incidência de chuvas nas últimas semanas.

No atacado paranaense, os preços do dianteiro e traseiro bovinos também estão em ascensão. Após encerrarem agosto com médias de R$ 13,93 e R$ 21,10, respectivamente, representando altas de 1,53% e 2,25% em relação ao mês anterior, a última pesquisa realizada pelo Deral, entre 9 e 13 de setembro, registrou novos aumentos, com o dianteiro alcançando R$ 14,03 e o traseiro R$ 21,27.





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