quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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Índia avança no mercado agroquímico brasileiro



Brasil despontou como uma nova fronteira para as empresas indianas



Brasil despontou como uma nova fronteira para as empresas indianas
Brasil despontou como uma nova fronteira para as empresas indianas – Foto: Divulgação

A indústria agroquímica da Índia tem passado por uma transformação notável, firmando-se como um ator global de peso. Em 2022, as exportações do setor chegaram a US$ 5,5 bilhões, colocando o país como o segundo maior exportador mundial de agroquímicos, atrás apenas da China. Esse sucesso se deve à capacidade de oferecer produtos genéricos de alta qualidade a preços competitivos, além de investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para criar soluções inovadoras e sustentáveis.

O crescimento desse setor indiano foi impulsionado por iniciativas governamentais estratégicas e pela inovação das empresas locais. Reformas regulatórias, proteção de direitos de propriedade intelectual e esforços para aumentar a produtividade agrícola ajudaram a consolidar essa evolução. Grandes multinacionais indianas, como a UPL, juntamente com empresas de médio porte, aproveitaram essas condições para expandir sua presença global, atendendo às demandas de diversos mercados internacionais.

Com esse cenário de ascensão, o Brasil despontou como uma nova fronteira para as empresas indianas de agroquímicos. Como um dos maiores produtores agrícolas do mundo, o país representa um mercado promissor, atraindo companhias como Willowood, GSP Crop Science e SML Group, que têm consolidado suas operações no Brasil. Essas empresas estão aproveitando suas capacidades produtivas e portfólios inovadores, mas enfrentam desafios no processo.

Um dos principais obstáculos é o rigoroso ambiente regulatório brasileiro. Saket Sinha, diretor da Willowood no Brasil, explica que o mercado local exige registros complexos e avaliações ambientais rigorosas. Para superar essas barreiras, a Willowood investiu em compreender o mercado e estabelecer relações com os principais stakeholders locais.

 





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milho valoriza durante fase de entressafra



Plantio de milho chega em sua reta final




Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a produção esperada de milho para a primeira safra 2024/25 no Paraná está estimada em 2,6 milhões de toneladas. Neste momento, o plantio da safra está na reta final, alcançando 95% dos 259 mil hectares destinados ao cultivo.

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As condições das lavouras são consideradas boas para 96% da área plantada, enquanto apenas 4% apresentam condições medianas. Essa fase de entressafra do milho tem favorecido o mercado, resultando em uma valorização do produto, com os produtores podendo faturar até R$ 60,00 por saca, conforme os dados da Seab.





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dias ensolarados beneficiam cultivo de mandioca



O estabelecimento das lavouras é considerado bom




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS, a região administrativa de Santa Rosa tem apresentado condições favoráveis para o cultivo de mandioca. Os dias ensolarados nos dias 14, 15, 19 e 20 de outubro foram benéficos para o desenvolvimento das áreas recém-plantadas, além de favorecer a brotação e o crescimento das mandiocas com um ano de idade.

O estabelecimento das lavouras é considerado bom, com ausência de perdas de plantas, e o plantio foi praticamente concluído. Durante os dias ensolarados, a capina para controle de ervas invasoras foi retomada, e o valor pago aos produtores pela caixa de 25 quilos é de R$ 120,00.

Na região de Soledade, onde o plantio também se aproxima do final, as primeiras áreas plantadas já apresentam lavouras em brotação/emergência com boa uniformidade. No entanto, há relatos de casos pontuais de bacterioses, que podem ter sido disseminadas pelas manivas ou por doenças do solo.





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geração de renda para pequenos produtores na Serra Gaúcha



A cultura tem uma importância econômica e social para as propriedades familiares




Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS, a produção de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul abrange cerca de 8.400 hectares. A cultura tem uma importância econômica e social para as propriedades familiares na Serra Gaúcha e na região das Hortências, contribuindo para a diversificação de atividades agrícolas e a geração de renda. A acácia-negra funciona como uma atividade complementar, especialmente para produtores mais velhos, que enfrentam dificuldades físicas e escassez de mão de obra.

Apesar de o relevo acidentado e a necessidade de terceirização de operações, como corte e empilhamento—que representam cerca de 60% dos custos—limitarem a rentabilidade, a produção ainda se mantém viável. Algumas indústrias incentivam o cultivo, fornecendo mudas, embora os processos de cadastro e licenciamento florestal sejam barreiras para novos plantios. A produção é destinada principalmente à geração de energia (90%) e, em menor escala, à construção civil.

Atualmente, os cultivos estão em boas condições fitossanitárias e passam por várias etapas, como preparo de áreas, plantio, tratos culturais, controle de formigas e colheita. A venda de lenha para hotéis, indústrias e consumidores finais é uma fonte importante de renda para os produtores da região. Também são realizados o controle de plantas daninhas e queima sanitária de galhos após a derrubada.





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Açúcar atingem o menor patamar em um mês em Nova York


Segundo as informações divulgadas pela União Nacional da Bioenergia (UDOP), os contratos futuros de açúcar encerraram a terça-feira (22) com variações nas principais bolsas internacionais, marcando o segundo dia consecutivo de queda em Nova York, que atingiu seu menor patamar em um mês. A previsão de chuvas intensas no Centro-Sul do Brasil para a próxima semana foi um fator de pressão nos preços, uma vez que reduz as preocupações com a seca que afetava a região.

As precipitações esperadas para sexta-feira devem ajudar a reduzir as temperaturas e aumentar os níveis de umidade do solo, beneficiando a principal área produtora de açúcar do país. Isso trouxe expectativas mais otimistas para o desenvolvimento da safra, contribuindo para o movimento de baixa nas bolsas.

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De acordo com as informações divulgadas pela Udop, na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto teve leves oscilações. O contrato para março/25 registrou queda de 10 pontos, fechando a 21,73 centavos de dólar por libra-peso. Por outro lado, o contrato para maio/26 avançou 5 pontos, encerrando a 18,12 centavos de dólar por libra-peso.

Em Londres, o cenário foi misto. O contrato para dezembro/24 do açúcar branco recuou US$ 1,90, finalizando o dia a US$ 561,20 por tonelada. Já o contrato de outubro/25 subiu ligeiramente, com uma alta de US$ 0,50, alcançando US$ 529,60 por tonelada.

No mercado brasileiro, o açúcar cristal registrou uma leve valorização. De acordo com o Cepea/Esalq, as usinas negociaram a saca de 50 quilos por R$ 156,30, um reajuste de 0,53%. O etanol hidratado também apresentou um leve aumento de 0,26%, com o metro cúbico negociado a R$ 2.672,00, conforme o Indicador Diário de Paulínia.





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Inovação no setor de insumos agrícolas



Para enfrentar esse momento, a DigiFarmz sugere seis estratégias essenciais



 Entre suas inovações, está a plataforma DigiFarmz Linkage
Entre suas inovações, está a plataforma DigiFarmz Linkage – Foto: Divulgação

O setor de insumos agrícolas no Brasil enfrenta desafios significativos, evidenciados por recentes pedidos de recuperação judicial de grandes distribuidoras. O aumento do endividamento e margens de lucro cada vez mais apertadas indicam um cenário delicado, mas especialistas ressaltam que isso não configura uma crise estrutural no agronegócio. O momento exige adaptação, inovação e maior eficiência para atender às novas demandas do mercado. Alexandre Chequim, CEO da DigiFarmz, aponta que o setor está em uma fase crítica de transição, onde revendas precisam buscar profissionalização e transformação para sobreviver e crescer.

A DigiFarmz, com atuação no Brasil, América Latina e Estados Unidos, oferece soluções digitais que aumentam a produtividade e rentabilidade no campo. Entre suas inovações, está a plataforma DigiFarmz Linkage, que fortalece o relacionamento entre distribuidor e cliente. A ferramenta utiliza mais de duas décadas de pesquisa, analisando mais de 50 parâmetros de manejo agrícola, além de dados em tempo real sobre genética e clima, ajudando as revendas a tomar decisões estratégicas e personalizadas para cada lavoura.

Para enfrentar esse momento, a DigiFarmz sugere seis estratégias essenciais: diversificar o portfólio de produtos e serviços; estabelecer parcerias estratégicas para fortalecer a competitividade; adotar uma gestão de estoques eficiente, baseada em dados; investir em comunicação digital e manter um relacionamento próximo com os clientes; oferecer flexibilidade nas condições de pagamento e acesso a crédito; e, finalmente, adotar uma gestão inovadora, com foco em pessoas, processos e ferramentas. Chequim destaca que a inovação é o caminho para a sustentabilidade, e quem não buscar uma operação mais ágil e adaptada às necessidades dos produtores corre o risco de ficar para trás.

 





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clima favorece amadurecimento das culturas de verão



Chuvas no sudeste mexicano favorecem as safras de inverno




Foto: USDA

Segundo o Weekly Weather and Crop Bulletin divulgado na terça-feira (22) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o México registrou uma distribuição irregular das chuvas, com precipitações concentradas na Costa do Golfo, enquanto o clima seco prevaleceu nas porções central e ocidental do país.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

No sudeste, especialmente do sul de Veracruz até a Península de Yucatán, as chuvas mais intensas variaram de 25 a 100 mm, contribuindo para o aumento tardio dos níveis dos reservatórios, algo crucial para o desenvolvimento das safras de inverno. Regiões como o sul de Tamaulipas também foram beneficiadas, embora as precipitações tenham sido mais irregulares e leves em outras áreas costeiras.

Por outro lado, o clima seco se manteve nas principais áreas agrícolas centrais e no noroeste mexicano. No cinturão de milho do planalto sul, que vai de Jalisco a Puebla, as condições secas e as temperaturas elevadas, que alcançaram máximas diurnas nos 30 °C, favoreceram o amadurecimento das culturas de verão. No entanto, as bacias hidrográficas do noroeste enfrentaram grandes perdas por evaporação devido à falta de chuvas , com precipitações isoladas acima de 10 mm.





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Desafios da segurança alimentar na indústria da carne



O primeiro desafio é a segurança dos alimentos



O primeiro desafio é a segurança dos alimentos
O primeiro desafio é a segurança dos alimentos – Foto: Divulgação

A segurança alimentar tem se tornado uma tendência relevante no mercado, especialmente na indústria da carne, que enfrenta crescentes demandas por produtos seguros, acessíveis e livres de contaminantes. Esse cenário impulsiona investimentos em inovações e processos que garantem a inocuidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Fábio Franco, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento na Adeste, destaca a importância da segurança alimentar, ressaltando que, além de proporcionar sabor e textura, o setor deve investir em soluções voltadas para a saudabilidade. Ele aponta três desafios cruciais para o processamento de proteína animal.

O primeiro desafio é a segurança dos alimentos, essencial para a conservação da carne. A inocuidade é agora uma questão de sobrevivência para as empresas do setor e ajuda a reduzir desperdícios, um problema significativo no contexto econômico atual. 

Em segundo lugar, a redução e eliminação do desperdício se torna vital em um mundo com escassez de alimentos e recursos limitados. O impacto ambiental causado pelo desperdício de insumos que poderiam ser aproveitados é um tema em crescente discussão. Franco enfatiza que essa questão está diretamente ligada à conservação dos produtos cárneos.

Por fim, o terceiro desafio diz respeito à regulação. Manter a frescura dos produtos em um ambiente regulatório rigoroso é essencial. Franco conclui afirmando que a Adeste investe continuamente em pesquisas e processos para aprimorar sua atuação neste mercado, que é dinâmico e apresenta uma demanda crescente por novas soluções e tecnologias.

 





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Ibovespa recua com Vale e Petrobras entre maiores pressões; Usiminas sobe


Logotipo Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa recuava nesta quarta-feira, com Vale e Petrobras entre as maiores pressões de baixa seguindo o declínio do minério de ferro e do petróleo, enquanto Usiminas saltava 6% após “upgrade” do Morgan Stanley.

Por volta de 11h, o Ibovespa caía 0,9%, a 130.330,77 pontos. O volume financeiro somava 3,33 bilhões de reais.

Investidores continuam atentos à China, onde o governo divulgou que o Ministério das Finanças detalhará no sábado planos de estímulo fiscal para impulsionar a segunda maior economia do mundo, após anúncio na véspera decepcionar.

Há uma expectativa sobre quais medidas fiscais o governo chinês adotará e qual o tamanho delas, após o banco central do país e outros órgãos reguladores anunciarem, em setembro, as medidas de estímulo monetário mais agressivas desde a pandemia do Covid-19.

Ainda no exterior, a ata da última decisão de juros do Federal Reserve, quando a taxa foi reduzida em 0,5 ponto, também é destaque na agenda, principalmente após a primeira dissidência de um membro na diretoria em 19 anos.

No Brasil, o IBGE mostrou que o IPCA de setembro acelerou em relação a agosto, com alta de 0,44%, após variação negativa de 0,02% no mês anterior, mas ainda ficou ligeiramente abaixo das previsões (+0,46%), Em 12 meses, subiu 4,42%.

“O resultado de setembro confirma as principais expectativas para os números de inflação, alta de alimentação, repasse cambial dentro do padrão histórico e serviços em desaceleração gradual”, afirmaram economistas do Bradesco em nota a clientes.

“Esse movimento é importante por si só, mas especialmente em um momento em que o crescimento tem surpreendido para cima, com mercado de trabalho aquecido”, acrescentaram.

 

DESTAQUES

– VALE ON recuava 1,1%, seguindo os futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou a sessão do dia com queda de 3,6%, ainda sob efeito da frustração de agentes financeiros com a ausência de novas medidas de estímulo para a segunda maior economia do mundo.

– PETROBRAS PN cedia 1,01%, com os preços do petróleo no exterior titubeando após forte queda na véspera. O barril de Brent era negociado com variação negativa de 1,89%, a 75,72 dólares.

– USIMINAS PNA disparava 6,81%, ajudada por relatório do Morgan Stanley elevando a recomendação dos papéis para “overweight”, com preço-alvo de 9,70 reais, um upside potencial de cerca de 60% ante o fechamento de terça-feira.

– ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,82%, pesando negativamente também, enquanto BANCO DO BRASIL ON recuava 0,78%, BRADESCO PN mostrava declínio de 1,05% e SANTANDER BRASIL UNIT perdia 0,14%.

– CYRELA ON avançava 0,78%, após prévia operacional mostrar crescimento de 41% na vendas no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda no setor, MRV&CO ON subia 0,51%, também tendo no radar dados operacionais do período de julho a setembro, com expansão de 24% nas vendas no segmento de incorporação.

– ELETROBRAS ON perdia 0,98%, tendo no radar notícia de que a companhia assinou conversão dos contratos de compra e venda de energia (CCVEEs) em contratos de energia de reserva (CERs) de seis usinas termelétricas na Região Norte que está vendendo para a Âmbar Energia.

– MULTIPLAN ON caía 1,52%, sofrendo com o viés negativo generalizado, enquanto analistas também repercutem anúncio da companhia de que assinou um memorando de entendimentos para a venda de 25% de participação no JundiaíShopping, em São Paulo, por 251,4 milhões de reais.

– INTELBRAS ON, que não está no Ibovespa, cedia 1,45%, após divulgar que seu presidente, Altair Angelo Silvestri, deixará o cargo a partir de 31 de março do próximo ano. Ele será substituído por Henrique Fernandez, atual diretor superintendente de negócios da BU TIC, que assumirá a função a partir de 1º de abril de 2025.





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