quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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Uso de bioinsumos cresce, mas desafios persistem



Os próprios produtores identificam o custo elevado



Os próprios produtores identificam o custo elevado
Os próprios produtores identificam o custo elevado – Foto: Divulgação

Uma pesquisa da Fiesp com 514 produtores agropecuários de todas as regiões do Brasil revela que 66% deles utilizam produtos biológicos, com 74% dos agricultores e 38% dos pecuaristas adotando essa tecnologia. Entre os usuários, 45% aplicam bioinsumos em toda a área cultivada, indicando uma crescente aceitação no setor agrícola.

Nesse contexto, o Monitor de Tendências do Agronegócio Brasileiro aponta que, apesar da difusão dos bioinsumos, sua adoção em larga escala ainda enfrenta desafios significativos. Os próprios produtores identificam o custo elevado, a dificuldade de aplicação e problemas de armazenamento como as principais barreiras para uma maior utilização. Esses obstáculos podem impactar a viabilidade econômica e operacional da adoção de práticas mais sustentáveis.

De acordo com os dados, cerca de 31% dos produtores não utilizam bioinsumos, sendo 59% deles pecuaristas e 24% agricultores. Os motivos incluem a falta de informação, a percepção de eficácia variável e o alto preço dos produtos. Esta lacuna informativa destaca a necessidade de iniciativas que promovam a conscientização sobre os benefícios dos bioinsumos, além de melhorias na acessibilidade.

A pesquisa também revela que qualidade, preço e marca são os fatores mais considerados na hora da compra. Com isso, é fundamental investir em educação e em estratégias que incentivem a adoção de bioinsumos, visando não apenas a produtividade, mas também a sustentabilidade do agronegócio brasileiro. Superar esses entraves pode resultar em um impacto positivo significativo para o setor.





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Novas cultivares de feijão são desenvolvidas para regiões de clima quente



Embrapa lança novas cultivares de feijão-de-metro




Foto: Canva

A Embrapa Amazônia Oriental lançou um edital para a aquisição de sementes genéticas das novas variedades de feijão-de-metro, BRS Lauré (vagem roxa) e BRS Raíra (vagem verde-oliva). O edital é voltado para produtores de sementes e viveiristas que estejam inscritos no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). Os interessados devem enviar a documentação necessária para o e-mail [email protected] até as 17h do dia 8 de novembro de 2024.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as variedades BRS Lauré e BRS Raíra foram desenvolvidas para o plantio no estado do Pará, mas também apresentam potencial para outras regiões de clima quente. Ambas possuem uma arquitetura de planta que facilita o cultivo em tutores (espaldeiras), além de alta produtividade e qualidade de vagens. O edital oferece um total de 42 lotes de sementes genéticas das duas cultivares para propagação, comercialização e/ou beneficiamento. Cada lote de 500 gramas de sementes custa R$ 250,00. Após a compra, os produtores de sementes ou viveiristas tornam-se licenciados pela Embrapa para multiplicar e comercializar o material, sem custos adicionais de royalties após a assinatura do contrato.

O feijão-de-metro é uma subespécie do feijão-caupi (Vigna unguiculata), conhecido por suas longas vagens consumidas cruas ou cozidas, principalmente em saladas. A cultivar BRS Lauré se destaca como a primeira variedade de vagens roxo-avermelhadas desenvolvida para o mercado do Norte do Brasil. Nos testes de campo, a BRS Lauré apresentou produtividade média de 11,6 toneladas de vagens frescas por hectare, superando os 7,6 t/ha de uma cultivar comercial e os 8,6 t/ha de uma variedade crioula tradicionalmente cultivada, conforme o informado pela Embrapa.

De acordo com a Embrapa, a variedade BRS Raíra, por sua vez, é caracterizada por vagens na cor verde-oliva mais claras do que as variedades tradicionais. Em testes de campo, a cultivar obteve produtividade superior a 10 t/ha, enquanto os materiais tradicionais alcançaram médias de 7 t/ha (cultivar comercial) e 8,6 t/ha (variedade crioula).

Ambas as variedades demonstraram desempenho produtivo superior em períodos secos e chuvosos, além de boa tolerância ao estresse hídrico e altas temperaturas.





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cotação do “boi China” subiu em São Paulo



No Rio Grande do Sul, a cotação do boi gordo também apresentou elevação




Foto: Canva

De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a  cotação do “boi China” registrou uma alta de R$ 2,00/@ no estado de São Paulo. Apesar da valorização, o impacto nas demais categorias foi limitado, já que alguns frigoríficos ainda não estão ativos nas compras. O cenário nas praças paulistas é marcado por oferta reduzida e escalas de abate menores, com negócios ocorrendo acima da referência média.

No Rio Grande do Sul, a cotação do boi gordo também apresentou elevação, impulsionada pela baixa oferta e forte demanda. Os frigoríficos enfrentam dificuldades para formar suas escalas, que atualmente estão em média em cinco dias. Na região Oeste, o preço do boi gordo subiu R$ 0,10/kg, enquanto a cotação das novilhas aumentou R$ 0,05/kg. O preço da vaca, por sua vez, permaneceu estável. Em Pelotas, a situação é similar, com o boi gordo também apresentando um incremento de R$ 0,10/kg e as fêmeas mantendo seus preços inalterados.

No Espírito Santo, a oferta continua escassa e as escalas de abate estão curtas. O mercado interno sente o reflexo do aumento nos preços, que está dificultando as vendas de carne. Neste cenário, os preços permanecem estáveis, exceto para as novilhas, cuja cotação subiu R$ 5,00/@. Em Santa Catarina, a baixa oferta e a queda no consumo resultaram em uma estabilidade nos preços, que não sofreram alterações nas últimas semanas, conforme apontou o informativo.





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Açúcar inicia semana em baixa nas bolsas internacionais


De acordo com as informações divulgadas pela União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar iniciaram a semana em baixa nas bolsas internacionais. Na segunda-feira (28), todos os lotes do açúcar bruto listados na ICE Futures de Nova York apresentaram desvalorização. O vencimento para março de 2025 foi contratado a 21,96 centavos de dólar por libra-peso, representando uma queda de 18 pontos, ou 0,8%, em relação à sessão anterior. A tela de maio de 2025 recuou 14 pontos, fechando a 20,31 centavos/lb, enquanto os demais contratos caíram entre 8 e 13 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou o dia em queda. O lote para dezembro de 2024 foi negociado a US$ 560,20 por tonelada, com um recuo de 6 dólares, ou 1,1%, comparado à sessão anterior. A tela para março de 2025 caiu 6,40 dólares, fechando a US$ 568,40 por tonelada, com os demais contratos apresentando recuos que variaram entre 2,80 e 5,30 dólares, conforme apontou a Udop.

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De acordo com as informações divulgadas pela Udop, no mercado interno, o açúcar cristal registrou baixa nas cotações, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 157,58, uma desvalorização de 0,43% em comparação aos R$ 158,26 praticados na sexta-feira. Por outro lado, o etanol hidratado continua sua trajetória de valorização, fechando em alta pelo quinto dia consecutivo, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.708,00 por metro cúbico, em comparação aos R$ 2.703,50 do dia anterior, representando uma valorização de 0,17%.





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Cinco países aderem a fundo para conservação de florestas tropicais


O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF – Tropical Forest Finance Facility, em inglês) recebeu a adesão da Alemanha, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Malásia e Noruega durante a 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP16), em Cali. Os países se comprometeram a contribuir com o mecanismo financeiro que vai compensar financeiramente a conservação dos ecossistemas.

A confirmação dos países veio nesta segunda-feira (28), durante a apresentação do fundo pela ministra brasileira do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

“O TFFF oferece incentivos financeiros inovadores em grande escala para que os países em desenvolvimento conservem suas florestas tropicais úmidas, pagando anualmente um valor fixo por hectare de floresta conservada ou restaurada”, disse a ministra. 

Além de simplificar o cálculo da área conservada por hectare e não por captura de carbono, como é feito nos financiamentos climáticos, o fundo simplifica a forma de monitoramento com verificação por imagens de satélite, respeitando os critérios pré-definidos em cada país.

Os aportes serão proporcionais às áreas protegidas e terão origem em recursos aplicados pelos países desenvolvidos. Também haverá a possibilidade do pagamento de recursos adicionais por programas nacionais de prevenção e combate ao desmatamento, promoção de bioeconomia e a garantias de direitos aos povos indígenas e comunidades locais que conservam florestas tropicais.

A ministra de Meio Ambiente da Colômbia, Susana Mohammad, considerou o instrumento financeiro “um caminho para colocar valor na natureza sem fazer dela uma commodity”.

De acordo com Marina Silva, o fundo será uma ferramenta de enfrentamento tanto à crise da biodiversidade, quanto à crise climática. “O TTFF promove a convergência entre as convenções, contribuindo ao mesmo tempo para as metas de Kunming-Montreal da Convenção de Biodiversidade e as metas do Acordo de Paris, mas sem estar diretamente vinculado a essas convenções”, destacou.

A proposta que partiu de um debate na Cúpula da Amazônia, realizada em Belém, no Pará, em agosto de 2023, já havia sido lançada em dezembro pelo governo brasileiro, durante a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), nos Emirados Árabes Unidos. 





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Agro brasileiro deve crescer 15,5% em área plantada até 2034


A produção agropecuária brasileira está projetada para crescer de forma consistente nos próximos dez anos, segundo o estudo Projeções do Agronegócio 2023/2024 a 2033/2034, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embrapa. A expansão abrange tanto as culturas de grãos — como soja, milho de inverno, arroz, feijão e trigo — quanto as culturas perenes, como café, cacau e frutas.

O levantamento prevê que a área plantada aumentará 15,5%, atingindo 92,2 milhões de hectares em 2034. A produtividade será um dos principais impulsionadores do crescimento. O diretor de Análise Econômica e Políticas Públicas do Mapa, Silvio Farnese, destaca que a ampliação será alavancada pelo Programa de Recuperação de Áreas Degradadas, que oferece linhas de crédito para regeneração de terras com baixa produtividade.

A soja continuará sendo o carro-chefe da produção agrícola, com previsão de atingir 199,4 milhões de toneladas, um aumento de 52 milhões de toneladas. O milho, especialmente o de safra de inverno, terá uma alta de 32,3%, chegando a 153,1 milhões de toneladas. A prática de plantio em sucessão com a soja se consolidará como estratégica para maximizar a produção.

Além disso, o arroz deve crescer 20,3% na área plantada, atingindo 13,7 milhões de toneladas, permitindo atender à demanda doméstica e garantir exportações de até 1,3 milhão de toneladas. O trigo e o feijão também devem apresentar forte expansão, com aumentos de 18,4% e 38,1% nas respectivas áreas de cultivo.

O aumento na produção de grãos também vai impactar diretamente a produção de proteínas animais. A demanda por milho e farelo de soja — essenciais para a nutrição animal — garantirá o crescimento da oferta de carne. A produção de aves deve aumentar 28,4%, enquanto a de suínos e bovinos crescerá 27,5% e 10,2%, respectivamente.

Segundo o Mapa, a projeção é que o Brasil exporte 24,7 milhões de toneladas de proteínas até 2034, fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores globais de carne. Esse desempenho será impulsionado por novos acordos comerciais e pela ampliação de mercados internacionais já consolidados.

O café ganhará destaque entre as culturas perenes, com produção prevista de 72 milhões de sacas — um aumento de 31,9%. O consumo interno subirá para 27 milhões de sacas, enquanto as exportações alcançarão 45 milhões de sacas, consolidando a liderança brasileira no mercado global. O estudo do Mapa indica que o crescimento do setor será amparado por estratégias sustentáveis e avanços tecnológicos, promovendo o equilíbrio entre produtividade e preservação ambiental. 





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Minério de ferro despenca em Dalian com menor otimismo quanto a estímulos da…


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CINGAPURA (Reuters) – Os preços dos contratos futuros de minério de ferro na bolsa de Dalian despencaram nesta quarta-feira, já que a ausência de novas medidas fiscais da China após o amplo pacote de estímulos divulgado decepcionou os investidores e fez com que desaparecesse o frenesi do mercado.

O contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou a sessão do dia com queda de 3,6%, a 777,5 iuanes (110,12 dólares) a tonelada, depois de cair mais de 4% no início das negociações.

O minério de ferro de referência para novembro na Bolsa de Cingapura, no entanto, subiu 0,2%, para 105,2 dólares a tonelada.

Os contratos futuros de metais caíram depois que Pequim deixou de apresentar medidas significativas de estímulo para impulsionar o crescimento econômico, disseram os analistas do ANZ em nota.

A expectativa era de que uma coletiva de imprensa realizada pelo planejador econômico da China trouxesse detalhes sobre as medidas de estímulo fiscal que o Politburo havia solicitado. Mas, em vez disso, foram reiterados os planos para impulsionar o investimento, disse o ANZ.

“Os preços recuaram devido às expectativas claramente exageradas em relação ao estímulo chinês”, disseram os analistas do Westpac.

A China disse na terça-feira que estava “totalmente confiante” que atingiria sua meta de crescimento para o ano inteiro, mas não introduziu medidas fiscais mais fortes, decepcionando os investidores que haviam apostado em mais apoio político para colocar a economia de volta nos trilhos.

O mercado precisa ver sinais de recuperação chinesa sustentável e crescimento econômico antes que o complexo de metais industriais possa obter ganhos de longo prazo, disse o ING.

(Reportagem de Gabrielle Ng)

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Citros em Foco de Avaré (SP) aborda reguladores de crescimento



Citros em Foco de Avaré (SP) reuniu aproximadamente 120 citricultores


Foto: Fundecitrus

O Citros em Foco de Avaré (SP) reuniu aproximadamente 120 citricultores e profissionais do setor. Além de palestras sobre o manejo do greening, os presentes também acompanharam uma explicação sobre os resultados de estudos com reguladores de crescimento e palestra ministrada pelo pós-doutorando no Fundecitrus Eduardo Gorayeb.

Na ocasião, Eduardo falou sobre a etapa preliminar dos estudos com reguladores. “Sobre os estudos que realizamos no ano de 2023 nós tivemos bons resultados com relação à retenção de frutos, principalmente com o uso do 2,4-D e da giberelina, com alguns casos de retenção de mais de 50% dos frutos, além disso, teremos pela frente outros desafios com relação à qualidade dos frutos”, explica.

Ele também afirma que esses primeiros resultados foram fundamentais para o planejamento dos estudos que já estão acontecendo no ano de 2024. “Esse experimento deu uma ideia muito boa para um bom planejamento do que estamos fazendo agora, pois estamos trabalhando com doses melhores, e ajustamos a época de aplicação, o que pode nos trazer resultados melhores”, ressalta





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Índice CEPEA/CNA reflete preços do feijão



Por outro lado, o feijão nota 9/10, peneira 12, apresentou uma tendência de alta



No que diz respeito ao feijão-preto na Metade Sul do Paraná, observou-se um leve recuo nos preços
No que diz respeito ao feijão-preto na Metade Sul do Paraná, observou-se um leve recuo nos preços – Foto: Canva

O Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE) anunciou que o novo índice de preços do feijão CEPEA/CNA teve um desempenho positivo em seu primeiro dia de publicação, refletindo de maneira eficaz as referências de preços em diversas regiões do Brasil. Com o intuito de esclarecer dúvidas sobre a metodologia utilizada para a formação do índice, o IBRAFE planeja lançar um vídeo explicativo, abordando como são coletados e analisados os dados de preços.

No que diz respeito ao feijão-preto na Metade Sul do Paraná, observou-se um leve recuo nos preços, conforme apurado junto aos produtores locais, que têm notado essa tendência em suas vendas. No entanto, comerciantes de feijões com notas entre 8 e 8,5 relataram uma reação positiva em regiões como o Leste de Goiás, Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, e o Noroeste de Minas Gerais, onde as demandas têm se mantido aquecidas. Em Belo Horizonte, os preços caíram 0,89%, um movimento que reflete as flutuações típicas de preços que ocorrem nas sextas-feiras, especialmente em grandes centros de comercialização, onde as oscilações são mais acentuadas devido à dinâmica do mercado e ao volume de transações.

Por outro lado, o feijão nota 9/10, peneira 12, apresentou uma tendência de alta. O índice captou aumentos nos preços na cidade de São Paulo, onde empacotadores pagaram uma média de R$ 280,14 por tonelada CIF armazém. No Noroeste de Minas, também houve um aumento de 3,31%, resultando em um preço médio de R$ 242,27. Essas variações de preços evidenciam como o novo índice pode servir como uma ferramenta importante para produtores e comerciantes, contribuindo para decisões mais informadas no mercado de feijão.

 





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Pesquisador dos EUA visita o Fundecitrus e conhece mais sobre a citricultura brasileira



O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a vista do pesquisador Fernando Alferez


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a vista do pesquisador Fernando Alferez, do Centro de Pesquisa e Educação do Sudoeste da Flórida (SWFREC), da Universidade da Flórida. Acompanhado de pesquisadores do Fundecitrus e da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Alferez conheceu, pela primeira vez, pomares e experimentos em algumas regiões do parque citrícola, os trabalhos desenvolvidos e a estrutura dos laboratórios da instituição em Araraquara (SP). Também em passagem pelo Brasil, o coordenador de projetos do Citrus Reserch and Development Foundation (CRDF) e pesquisador, Jim Graham, integrou o grupo de visitas técnicas por algumas propriedades. 

Alferez tem destaque em trabalhos de melhorias de práticas horticulturais para o combate ao greening, com destaque para a utilização de cobertura individuais para a proteção de plantas jovens e o uso do regulador vegetal brassinosteroides. Para ele, a colaboração entre Brasil e EUA é muito importante para a geração de conhecimento sobre o manejo da doença. “Na Flórida, quando falamos em citros, nosso principal problema é o greening. Por esse motivo, é muito importante essa colaboração internacional já que estamos falando sobre uma doença que é muito complexa. Fiquei realmente muito impressionado com o que está sendo feito aqui no Brasil, os pesquisadores brasileiros e a indústria estão fazendo um trabalho muito importante para controlar a doença” diz.

O pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau também ressaltou a parcerias entre os países na busca por uma solução eficiente e sustentável de combate ao greening. “Foi uma visita bastante importante para o fortalecimento dessa parceria histórica entre o Fundecitrus e a Universidade da Flórida. Temos colaboração com diversos pesquisadores e isso é muito importante para os avanços das pesquisas e de novos estudos. Nosso manejo do greening e do psilídeo tem sido referência internacional e isso reforça a qualidade do trabalho que vem sendo desempenhado pelo citricultor brasileiro”, explica.

Alferez participou, ainda, de seminário direcionado aos estudantes da ExpertCitrus, especialização em fitossanidade dos citros. Na palestra ministrada para os alunos, “Brassinosteroides para mitigação do greening: desenvolver a adoção de soluções viáveis ??para ajudar os citricultores em um cenário endêmico provocado pelo greenig”, o pesquisador apresentou os resultados dos seus estudos.





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