quarta-feira, abril 22, 2026

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Dólar sobe em linha com emergentes com China e Oriente Médio em foco


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Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar subia frente ao real nesta quarta-feira, em linha com a força da moeda dos EUA no exterior, à medida que investidores analisavam dados do IPCA de setembro, que vieram praticamente em linha com o esperado, e avaliavam os efeitos de fatores externos sobre as divisas de países emergentes.

Às 9h46, o dólar à vista subia 0,51%, a 5,5614 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,37%, a 5,571 reais na venda.

Nesta sessão, o real acompanhava o movimento de seus pares emergentes, que ampliavam as perdas frente à moeda norte-americana diante de um cenário de incertezas para ativos de maior risco, com investidores aguardando notícias de China e Oriente Médio.

O governo chinês anunciou nesta quarta que o Ministério das Finanças realizará uma entrevista coletiva de imprensa no sábado para detalhar as medidas fiscais de estímulo que adotará para impulsionar a economia do país, um dia depois de os mercados se decepcionarem com a apresentação de um planejador estatal.

O otimismo pelas medidas de estímulo na China se dissipou na sessão de terça-feira, derrubando moedas de países emergentes, cujas exportações de diversas mercadorias, principalmente commodities, estão atreladas ao grande mercado consumidor da segunda maior economia do mundo.

“O pacote da China pode mexer bastante no mercado se for razoável ou até estimulador. Se houver um incentivo bem relevante, a tendência é que as commodities venham a subir, favorecendo exportadores de commodities como o Brasil”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

A aversão ao risco em mercados emergentes se mantinha nesta sessão, com o dólar avançando sobre divisas como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano.

A moeda dos EUA ainda era beneficiada pelo cenário incerto no Oriente Médio, com investidores avaliando se a recente escalada nas tensões geopolíticas pode provocar uma guerra ampla entre Israel e Irã.

Por outro lado, os rendimentos dos Treasuries estavam praticamente estáveis, após forte avanço recente na esteira de movimento de reavaliação de expectativas sobre o ciclo de afrouxamento monetário do Federal Reserve.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,21%, a 102,700.

Todas as atenções na quinta-feira se voltarão à divulgação de novos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, com agentes financeiros em busca de sinais sobre a trajetória de juros do Fed.

Mais tarde nesta sessão, os mercados avaliarão a ata da mais recente reunião do banco central dos EUA, quando as autoridades decidiram reduzir a taxa de juros em 50 pontos-base a fim de enfrentar o enfraquecimento do mercado de trabalho.

No cenário doméstico, o foco estava nos dados do IPCA de setembro, divulgados na abertura da sessão. O índice acelerou para uma alta de 0,44% no mês, ante queda de 0,02% em agosto. Em 12 meses, a inflação brasileira chegou a 4,42%. Economistas esperavam alta de 0,46% no mês, segundo pesquisa da Reuters.

Após os dados, houve movimentação na curva de juros brasileira, com juros futuros subindo, à medida que a alta dos preços se aproximou do teto da meta de inflação de 4,50%, provocando consolidação de apostas de aumento da taxa Selic em novembro.





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“Boi China” registra com nova alta em São Paulo



Cotação segue subindo em São Paulo




Foto: Kadijah Suleiman

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria desta quarta-feira (30), o mercado de carne bovina iniciou o dia com valorização nos preços, impulsionado pela oferta restrita de animais e pela crescente demanda internacional. O preço da arroba do “boi China” e da vaca gorda teve um acréscimo de R$5,00. Já para o boi comum, a alta foi de R$3,00/@.

No Sul da Bahia, o mercado abriu com aumento generalizado de R$5,00/@ para todas as categorias destinadas ao abate, refletindo o cenário de oferta limitada.

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No Tocantins, tanto na região Sul quanto na região Norte, o valor da arroba do boi gordo subiu R$5,00, acompanhando a tendência de alta demanda e baixa oferta. Na região Sul, a cotação da vaca e da novilha também apresentou alta, com reajuste de R$3,00/@. Entretanto, o preço do “boi China” permaneceu estável no estado.

Até a quarta semana de outubro, o volume exportado de carne bovina in natura alcançou 236,2 mil toneladas, com uma média diária de 12,4 mil toneladas. Esse resultado representa um crescimento de 40,2% em relação ao mesmo período de 2023.

O preço médio por tonelada foi de US$4,6 mil, gerando um faturamento 0,9% superior ao mesmo período do ano anterior. A expectativa é que o volume exportado em outubro ultrapasse o recorde de setembro de 2024, consolidando um novo marco para as exportações mensais de carne bovina.





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Chuvas intensas e frio atingem Oriente Médio



Oriente Médio apresentou condições variadas durante a última semana




Foto: Divulgação

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), informa que o clima no Oriente Médio apresentou condições variadas durante a última semana. A região experimentou um tempo seco e muito frio nas áreas oeste e central, seguido pela primeira chuva considerável da estação em partes do Irã. Uma baixa atmosférica se deslocou do leste da Síria para o Irã, trazendo o ar mais frio registrado até agora.

De acordo com os dados do USDA, as temperaturas médias semanais ficaram entre 3°C e 7°C abaixo do normal do Planalto da Anatólia, na Turquia central, até o oeste do Irã. No entanto, o calor anormal permaneceu à frente do sistema de baixa, com registros de até 5°C acima do normal no sudeste iraniano. Na Turquia central, foi observado o primeiro congelamento da estação, com temperaturas entre -4°C e -1°C, embora a média semanal de 10°C ainda esteja acima do limite de dormência das safras de inverno, que ocorre em temperaturas de 5°C ou menos.

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O tempo seco prevaleceu da Turquia central até o Iraque e o centro-oeste do Irã, mas um vento vindo do norte ao longo da costa oriental do Mar Negro provocou fortes chuvas orográficas, registrando volumes de 55 a 215 mm na região. Enquanto isso, no Irã, chuvas moderadas a intensas, entre 10 mm e 70 mm, marcaram o primeiro evento significativo de umidade do Ano Hidrológico de 2024-25, essencial para o estabelecimento dos grãos de inverno.

No nordeste da Turquia, um vento proveniente do Mar Cáspio trouxe chuvas intensas para comunidades costeiras no centro-norte do Irã, registrando até 275 mm de precipitação. Embora essas chuvas tenham causado danos localizados à infraestrutura, não afetaram diretamente as principais áreas de cultivo do país, conforme apontou o boletim.





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Plantio de milho avança na Argentina



Chuva beneficiou as culturas de inverno




Foto: Canva

As áreas agrícolas de maior rendimento da Argentina receberam chuvas intensas nos últimos dias, de acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A precipitação beneficiou as culturas imaturas de inverno e as lavouras de verão em estágio inicial de desenvolvimento.

As chuvas mais intensas, variando entre 50 e 125 mm, concentraram-se nas regiões centrais e sul de Córdoba, noroeste de Buenos Aires e áreas próximas em La Pampa, Santa Fé e Entre Rios. Outras áreas registraram precipitações entre 10 e 50 mm, enquanto a seca se manteve restrita ao extremo norte do país, abrangendo uma ampla região de Santiago del Estero até o Paraguai, além de alguns pontos no sul de Buenos Aires.

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O período chuvoso veio acompanhado de temperaturas acima da média para esta época do ano, com elevações de 2 a 4 °C em relação ao normal. As temperaturas diurnas oscilaram entre 30 °C nas áreas agrícolas mais secas do norte e 20 a 30 °C no sul de Buenos Aires.

Segundo o governo argentino, o plantio de girassol avançou para 35% da área prevista até 24 de outubro, 9 pontos percentuais à frente do ritmo registrado no ano passado. O milho, por sua vez, alcançou 24% da área plantada, comparado a 20% no mesmo período de 2023. Já o plantio de algodão segue em andamento no norte de Santa Fé e regiões vizinhas.





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Chuvas impulsionam o plantio de soja e outras culturas de verão no Brasil



Chuvas beneficiam culturas de verão no Sul e interrompem colheita de trigo




Foto: Divulgação

Segundo os dados do Weekly Weather and Crop Bulletin divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o início contínuo das chuvas sazonais tem melhorado as condições para a soja e outras culturas de verão em grande parte do Brasil. As precipitações, variando entre 10 e 100 mm, cobriram áreas anteriormente secas na região Centro-Oeste, especialmente em Goiás e partes vizinhas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No entanto, em regiões como o oeste da Bahia e outras áreas produtivas do Nordeste, as chuvas permaneceram esparsas, com volumes inferiores a 25 mm.

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Apesar da recuperação parcial das chuvas, as temperaturas altas, com máximas próximas a 40 °C, mantiveram elevadas as taxas de evaporação em áreas mais quentes do Norte do país. Mesmo com essas adversidades climáticas, o governo do Mato Grosso informou que o plantio da soja avançou para 56% até 25 de outubro, um salto de 31 pontos percentuais em relação à semana anterior, ficando apenas seis pontos atrás da média dos últimos cinco anos.

No Sul do país, as chuvas, variando entre 10 e 50 mm, e pontualmente mais intensas, favoreceram o desenvolvimento das culturas de verão, como a cana-de-açúcar, mas também causaram interrupções localizadas na colheita do trigo. O calor, com máximas na faixa dos 30 °C, manteve o crescimento acelerado das lavouras em estágio inicial.

No Paraná, o governo estadual informou que a colheita de trigo atingiu 87% até 21 de outubro. O plantio do milho de primeira safra e da soja no estado avançou para 95% e 62%, respectivamente. No Rio Grande do Sul, até 24 de outubro, o plantio de milho e soja chegou a 68% e 3%, respectivamente, enquanto a colheita do trigo foi concluída em 29%.





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Clima beneficia cinturão do milho na África do Sul



Chuvas intensas em KwaZulu-Natal e Rio Orange beneficiam cana-de-açúcar




Foto: Canva

Segundo o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as chuvas moderadas a intensas que atingiram a África do Sul recentemente trouxeram uma melhoria na umidade do solo, favorecendo as safras de verão que dependem das chuvas. As precipitações variaram entre 25 e 100 mm em áreas como Mpumalanga, estendendo-se para o sul até a Costa Indiana e avançando a oeste pelo Cabo Oriental.

Em Mpumalanga, onde o plantio das safras de verão já estava em andamento, as chuvas foram especialmente benéficas. As regiões ocidentais e centrais do cinturão do milho, abrangendo o Noroeste, Estado Livre e Gauteng, também receberam volumes consideráveis de precipitações, chegando localmente a 25 mm. Embora as chuvas tenham chegado cedo em algumas áreas mais a oeste, a umidade acumulada ajudará a preparar os campos para o início do plantio, previsto para novembro e dezembro, período tradicional para essas lavouras.

Em KwaZulu-Natal, foram registradas as maiores precipitações da temporada até o momento, alcançando localmente 100 mm. Essas chuvas têm grande importância para o desenvolvimento da cana-de-açúcar. Já na região oeste, precipitações acima de 25 mm ocorreram nas bacias hidrográficas superiores do Rio Orange, o que eventualmente beneficiará as safras irrigadas de verão, especialmente milho e algodão, em áreas mais baixas do rio.

As temperaturas médias nas principais regiões de cultivo de milho mantiveram-se dentro de 1°C da média histórica, com máximas diurnas variando de 20°C em Mpumalanga a 30°C em áreas mais ao norte e oeste.





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Setor lácteo prevê 2025 positivo, mas com desafios


O setor lácteo brasileiro projeta um 2025 positivo, mas com alguns desafios para a manutenção da rentabilidade da atividade no médio prazo. A projeção alicerçada em estudos capitaneados pela Embrapa Gado de Leite foi debatida na manhã desta terça-feira (29/10) entre lideranças do setor industrial e dos produtores gaúchos durante reunião mensal do Conseleite, na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), em Porto Alegre (RS). 

Em uma apresentação densa e repleta de reflexões que dialogam com a realidade do Rio Grande do Sul, o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, alertou que a estabilidade dos preços do leite vem sendo mantida por um crescimento econômico projetado em 3% do PIB para 2024, sustentado pela expansão do crédito, consumo das famílias e gastos do governo. No entanto, um arrojo maior nos investimentos é necessário para sustentar o desenvolvimento no longo prazo, alerta Carvalho. No setor lácteo, há ameaças reais no horizonte, entre elas, está a falta de competitividade do leite brasileiro frente aos importados, que seguem ingressando no Brasil a taxas crescentes. A apresentação do especialista foi viabilizada por meio de parceria entre o Conseleite, Sindilat/RS e a Fecoagro.

Com produção estagnada, o mercado brasileiro torna-se um prato cheio para a produção externa. De janeiro a setembro de 2024, a importação de lácteos cresceu 6%. Um cenário motivado apenas por questões de mercado uma vez que, enquanto o preço do leite em pó no Brasil é de R$ 27,87, o importado chega ao Brasil a R$ 20,28. “A importação tende a seguir elevada, pois o produto importado está mais competitivo. A medida do governo para limitar a importação tirou o laticínio da jogada, mas as compras seguem via tradings e varejistas”, disse citando também a abertura de um nicho de companhias que vêm operando no porcionamento de produtos para redistribuição no mercado interno. “O que preocupa é que nossa produção está perdendo participação no abastecimento doméstico”, alertou.

O segredo para o equilíbrio está em tornar a produção nacional mais competitiva, reduzindo custos de produção. Um modelo que, segundo o presidente do Sindilat/RS, Guiherme Portella, já foi exitoso ao fundamentar a expansão do setor avícola brasileiro. “Com base na redução de custos por quilo, se conseguiu elevar o consumo interno, expandir produção e, só então, achar o caminho das exportações”, comparou. Segundo ele, a tendência deve estar atrelada à valorização do produtor eficiente, independentemente do tamanho e produção mensal. 

Outra potencialidade indicada pelo pesquisador da Embrapa é a exploração de nichos de maior valor agregado e que trabalhem o consumo dentro da fatia populacional que o Brasil dispõe hoje, com boa parte da população mais velha. Com o baixo crescimento demográfico e com a renda relativamente estagnada na última década, o caminho é explorar potencialidade e funcionalidades, criando demandas em novas faixas de idade e renda. “Aqui temos o papel da inovação e a possibilidade de trabalhar itens diferentes para rendas diferentes. É importante explorar nichos de mercado e inovar, para melhorar as vendas”. 

Segundo ele, a rentabilidade das operações com produtos como leite UHT e queijo muçarela vem reduzindo no tempo, sendo necessários importantes ganhos de eficiência na indústria para manter rentabilidade, citando características intrínsecas do mercado lácteo que o colocam nessa situação, como alta pulverização industrial, baixo poder de negociação e achatamento de margens no setor.

Riscos do clima

Glauco Carvalho apresentou dados que confirmam o impacto dos episódios climáticos na produção brasileira. Segundo ele, as enchentes no Rio Grande do Sul promoveram um declínio imediato de 750 mil litros/dia na bacia leiteira gaúcha no mês de maio. O impacto foi continuado e, apesar do patamar de produção ter se recuperado, verifica-se, no campo, uma difícil retomada. O principal motivo é a falta de comida abundante para acelerar a produção das vacas, o que indica que a coleta a pleno só deve ocorrer em um novo ciclo de produção de forragens.

Os impactos climáticos na produção não se limitaram ao RS. De acordo com dados da Embrapa, no mês de setembro, houve aumentos de até 3°C na temperatura em um cinturão que cruza o Brasil de Sul e Norte. “Isso teve muito impacto na produção nos últimos meses”, salientou o especialista, sinalizando que a situação deve se normalizar no próximo trimestre com temperaturas e precipitações mais próximas da média histórica.  





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Venda de flores pode aumentar até 7% para o Dia de Finados



Dia de Finados representa 3% do total anual de vendas do setor




Foto: Seane Lennon

O Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) projeta um aumento de 6% a 7% nas vendas de flores durante o Dia de Finados deste ano, em comparação com a mesma data de 2023. O principal fator por trás desse crescimento é a expectativa de um menor número de viagens, já que o feriado ocorre em um sábado, sem possibilidade de emenda dos dias de folga, o que deve aumentar as visitas aos cemitérios. Finados, que representa 3% do total anual de vendas do setor.

Segundo o diretor do Ibraflor, Renato Opitz, embora as novas gerações não visitem os cemitérios com a mesma frequência que seus pais e avós, as homenagens aos entes queridos continuam sendo feitas de outras formas. Muitos optam por colocar flores em jardins, locais frequentados pelos falecidos, ou em ambientes domésticos, como ao lado de porta-retratos e quadros, em uma maneira mais íntima de relembrar os entes queridos.

Essa mudança no comportamento dos consumidores está impulsionando transformações no mercado de floricultura, que precisa se adaptar às novas demandas e formas de celebração. Ainda assim, o Dia de Finados mantém sua relevância, movimentando a produção e o comércio de flores em todo o país, conforme apontou o Ibraflor.

Renato Opitz ressalta que há uma boa oferta de produtos, com crisântemos, kalanchoes e calandivas permanecendo entre as flores mais procuradas para a data. No entanto, ele destaca o aumento na demanda por rosas em vaso neste ano.





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Preço ao produtor se mantém em alta em setembro



Valorização do leite cru em setembro se explica pela maior competição dos laticínios


Foto: Divulgação

Como esperado pelos agentes do setor, o preço do leite captado em setembro seguiu em alta. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que, em setembro, a “Média Brasil” fechou a R$ 2,8657/litro, 3,3% acima da do mês anterior e 33,8% maior que a registrada em setembro/23, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de setembro). Apesar de o preço do leite pago ao produtor acumular avanço real de 36,4% desde o início de 2024, a média de janeiro a setembro deste ano (de R$ 2,58/litro) é 4,7% inferior à do mesmo período de 2023.

A valorização do leite cru em setembro se explica pela maior competição dos laticínios e cooperativas na compra de matéria-prima – num contexto em que a oferta vinha crescendo de forma lenta, devido ao clima mais seco (sobretudo no Sudeste e Centro-Oeste) e aos estoques de lácteos em volumes abaixo do normal.





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Semeadura eficiente para a safra 2024/25



A tecnologia é o caminho



Para aumentar a rentabilidade sem expandir a área plantada, os produtores devem adotar tecnologias
Para aumentar a rentabilidade sem expandir a área plantada, os produtores devem adotar tecnologias – Foto: Agrolink

Os extremos climáticos no Brasil impõem desafios significativos aos agricultores na safra 2024/25. Enquanto no Centro-Oeste a semeadura da soja enfrenta atrasos devido à estiagem, no Sul, chuvas excessivas limitam o plantio, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Além disso, fatores políticos, como a eleição nos Estados Unidos, podem influenciar os preços das commodities brasileiras. Dauto Pivetta Carpes, engenheiro agrônomo da FertiSystem, projeta que os preços da saca de soja devem ficar entre R$ 100 e R$ 140, afastando o cenário de valorização observado entre 2020 e 2022.

Para aumentar a rentabilidade sem expandir a área plantada, os produtores devem adotar tecnologias que minimizem os impactos climáticos e de mercado. O plantio é uma etapa crítica, e a precisão é essencial. Carpes destaca que as sementes modernas têm alto potencial produtivo, mas isso só se concretiza em condições adequadas. A mecanização deve ser eficiente, e a FertiSystem investe em soluções inovadoras, como sistemas de acionamento de dosadores de sementes com motores elétricos.

Esses sistemas permitem o desligamento linha a linha, evitando a sobreposição de sementes, o que reduz custos e melhora a produtividade. Sensores de sementes também desempenham um papel crucial, monitorando a semeadura e alertando os operadores sobre falhas, evitando replantios desnecessários.

Com uma abordagem focada na precisão e na tecnologia, a FertiSystem, fundada em 2002 e presente em 95% das indústrias de máquinas agrícolas do Brasil, tem se destacado em promover eficiência e produtividade no campo.





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