quarta-feira, abril 22, 2026

Política & Agro

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Evite erros na aplicação de corretivos



A orientação técnica para definir as dosagens corretas



A orientação técnica para definir as dosagens corretas
A orientação técnica para definir as dosagens corretas – Foto: Canva

A aplicação de corretivos é fundamental para manter a saúde do solo e maximizar a produtividade das lavouras. No entanto, a prática exige planejamento detalhado e execução precisa para evitar desperdícios e garantir um bom aproveitamento dos nutrientes. A análise de solo é o primeiro passo para identificar deficiências e definir os corretivos necessários, como calcário ou gesso, que ajustam a acidez e melhoram a estrutura do solo. Sem essa análise, o produtor corre o risco de aplicar insumos desnecessários ou em doses erradas, o que pode afetar negativamente a produtividade.

Além da análise, a orientação técnica para definir as dosagens corretas e o momento da aplicação é essencial. A calibração inadequada dos equipamentos, como a distribuição desigual dos corretivos, é um erro comum que compromete a eficiência e gera desperdícios. O engenheiro agrônomo Leonardo Barato destaca também a importância de evitar condições climáticas desfavoráveis, como ventos fortes e chuvas iminentes, que podem dispersar os insumos e reduzir a eficácia.

A tecnologia de precisão tem sido uma aliada no manejo eficiente dos corretivos. Equipamentos com taxa variável ajustam automaticamente a quantidade de insumo conforme as necessidades do solo, garantindo uma aplicação mais precisa e econômica. A Piccin Equipamentos, por exemplo, desenvolveu a Esteira Precisa, uma tecnologia patenteada que facilita a aplicação uniforme e reduz a necessidade de trocas frequentes de componentes.

Para garantir uma aplicação bem-sucedida, o planejamento deve considerar o momento ideal para aplicação, o clima e a umidade do solo. Manter os equipamentos bem regulados e realizar a manutenção preventiva também são ações cruciais. Com essas práticas, o produtor não só reduz custos, mas também contribui para a sustentabilidade da agricultura e a preservação ambiental.

 





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escassez de chuvas compromete colheita na Turquia



Arábia Saudita e Iraque recebem umidade necessária




Foto: Arquivo

Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, publicado nesta terça-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Oriente Médio apresentou clima seco nas regiões oeste e leste, em contraste com chuvas mais favoráveis nas áreas centrais de cultivo.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Na Turquia, o tempo seco prolongado nas principais áreas produtoras de grãos de inverno, incluindo Trácia, Anatólia e Região GAP, tem mantido as precipitações em apenas 10% do normal ao longo dos últimos 30 dias. Essa escassez de umidade está comprometendo a capacidade de estabelecimento das lavouras, que necessitam urgentemente de chuva para garantir um plantio adequado.

Enquanto isso, o Irã registrou céu ensolarado nas regiões central e leste, o que beneficia o desenvolvimento inicial dos grãos de inverno. No Iraque, chuvas moderadas de até 30 mm forneceram a primeira umidade da estação para as culturas de grãos de inverno, favorecendo o cultivo. Já na Arábia Saudita, as chuvas intensas de até 70 mm nas áreas centrais e ao sul, geralmente secas, proporcionaram umidade essencial para as plantações locais de cevada de inverno.





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Brasil tem aumento de até 3ºC na temperatura de algumas regiões


Nos últimos 60 anos, o aquecimento em algumas regiões brasileiras foi maior que média global, chegando a até 3º Celsius na média das temperaturas máximas diárias em algumas regiões, aponta o relatório Mudança do Clima no Brasil – síntese atualizada e perspectivas para decisões estratégicas. De acordo com o estudo, desde o início da década de 1990, o número de dias com ondas de calor no Brasil subiu de sete para 52, até o início da década atual.

“Eventos extremos, como secas severas e ondas de calor, serão mais frequentes, com probabilidade de ocorrência de eventos climáticos sem precedentes”, destaca o relatório.

O estudo, que será lançado oficialmente em Brasília, nesta quarta-feira (6), é um recorte para o Brasil do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e de outros estudos científicos atuais, resultado de um esforço que reuniu o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação com as organizações sociais da Rede Clima, o WWF-Brasil e o Instituto Alana.

Projeção

A partir das projeções para os próximos 30 anos, apresentadas de forma inédita pelo IPCC, com o objetivo de orientar ações de adaptações, os pesquisadores também concluíram que se o limite de 2ºC for atingido, em 2050 limiares críticos para a saúde humana e a agricultura serão ultrapassados com mais frequência.

Nesse cenário, a população afetada por enxurradas no Brasil aumentará entre 100 e 200%. Doenças transmitidas por vetores como os da dengue e malária também causarão mais mortes.

A Amazônia, por exemplo, perderá 50% da cobertura florestal pela combinação de desmatamento, condições mais secas e aumento dos incêndios. O fluxo dos rios serão reduzidos e a seca afetaria mais os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O ciclo de chuvas no Brasil e na América do Sul também serão afetados.

Os estoques pesqueiros serão reduzidos em 77%, com redução de 30% a 50% dos empregos no setor. O impacto estimado na receita, em relação ao Produto Interno Bruto é 30%.

O Nordeste, onde vivem atualmente quase 55 milhões de pessoas, segundo dados preliminares do Censo 2022, pode ter 94% do território transformado em deserto.

Pessoas que vivem nas grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ficarão expostas à escassez de água. A estimativa é que no cenário de mais 2ºC, em 2050, 21,5 milhões de pessoas em áreas urbanas sejam afetadas pela quebra do ciclo hídrico e do impacto nas safras.

Medidas

Nas conclusões, os pesquisadores consideram ser necessário manter o limite de 1,5ºC no aumento médio da temperatura global e não permitir que as emissões de gases do efeito estufa continuem crescendo e para isso é necessário rever as ambições das políticas nacionais. “As metas brasileiras não têm correspondido ao tamanho da redução das emissões que cabem ao país” destaca o relatório.

Entre os ajustes imediatos apontados pelo estudo estão: zerar o desmatamento em todos os biomas, investir em programas de pagamentos por serviços ambientais para incentivar a conservação, migrar para uma agricultura de baixo carbono, por meio de sistemas agroflorestais e integração entre lavoura, pecuária e floresta.

A gestão integrada dos recursos hídricos e a adoção de sistemas agrícolas resilientes às mudanças climáticas são apontados pelos cientistas como saídas para garantir as seguranças hídrica e alimentar.

Soluções baseadas na natureza são medidas necessárias para adaptar as cidades às mudanças climáticas, com o aumento de áreas verdes que tornem as regiões urbanas mais permeáveis com drenagem natural. O relatório também aponta a necessidade de investimentos em transporte público de baixo carbono, como incentivo ao uso de transportes coletivos e não motorizados.

O estudo aponta ainda a importância da cooperação internacional no financiamento climático desenvolvimento e transferência de tecnologias limpas, além do reforço coletivo para diminuir as emissões de gases do efeito estufa.





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Bahia lidera produção nacional de maracujá



Chapada Diamantina desponta como polo de maracujá na Bahia




Foto: Pixabay

De acordo com as informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri BA), a Bahia, tradicionalmente reconhecida pelo seu peso no agronegócio e especialmente na produção de grãos, fortalece seu papel de destaque na fruticultura brasileira, registrando resultados expressivos na produção de maracujá. Em 2023, o estado confirmou sua posição de líder nacional, com uma produção total de 253,9 mil toneladas, o que representa um crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior, segundo dados do Portagro.

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Segundo os dados do Seagri BA, a Chapada Diamantina, conhecida pela biodiversidade e ecoturismo, desponta como principal polo produtor de maracujá da Bahia. Nessa região, o município de Livramento de Nossa Senhora ocupa a posição de maior produtor nacional, com 44.395 toneladas colhidas em 2023, mesmo após uma leve queda de 5% em relação à safra anterior. Outros municípios da Chapada, como Ituaçu e Barra da Estiva, também se destacam no cenário nacional, com produções próximas de 30 mil toneladas cada, consolidando a região como uma importante produtora de maracujá no Brasil.

As condições climáticas do estado, marcadas por altas temperaturas e grande incidência de sol, somadas à diversidade de solos e disponibilidade de recursos hídricos para irrigação, oferecem um ambiente ideal para o cultivo da fruta. Combinados a práticas agrícolas adequadas e ao investimento em tecnologia, esses fatores têm sido essenciais para o sucesso da fruticultura na Bahia, conforme os dados da Seagri.





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Óculos inteligentes facilitam manutenção de máquinas



Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade



Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade
Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade – Foto: Canva

A RZK Agro, concessionária John Deere no Vale do Araguaia, que atua em Mato Grosso e Goiás, iniciou o atendimento remoto utilizando o Smart Glasses, óculos inteligentes que têm se mostrado uma ferramenta eficaz para manutenção de máquinas e suporte ao cliente no campo. Equipados com essa tecnologia, os profissionais conseguem diagnosticar e resolver problemas com mais agilidade, evitando que as máquinas fiquem paradas e garantindo uma solução mais rápida e precisa.

Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade, que permite ao técnico se conectar em tempo real com especialistas, seja em oficinas especializadas ou na própria fábrica da John Deere. Com isso, as inspeções técnicas são agilizadas, sem necessidade de deslocamento de máquinas ou funcionários. Segundo Leandro Stinati, Gerente Corporativo de Serviços da RZK Agro, “a utilização do Smart Glasses vai agilizar o processo produtivo, com rápido atendimento e resolução dos problemas”, o que é crucial para o produtor rural, que tem o tempo contado.

Além de seu papel no suporte técnico, os óculos inteligentes desempenham um papel importante na formação de profissionais mais qualificados. Com a utilização dessa tecnologia, os treinamentos tornam-se mais eficientes e realistas, permitindo que os técnicos realizem demonstrações práticas e detalhadas em tempo real, com visualização dos componentes das máquinas diretamente nos óculos. Isso proporciona uma experiência mais imersiva e assertiva para os participantes, facilitando a compreensão e o aprendizado sobre os sistemas e softwares das máquinas. O serviço já está disponível na concessionária RZK Agro de Mineiros-GO, e diversas empresas do setor estão testando essa tecnologia no campo, reconhecendo seu potencial para aprimorar tanto o suporte técnico quanto a capacitação de novos profissionais.

 





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Preços do trigo registraram queda



Movimento foi influenciado pela expansão da colheita e pelo aumento da oferta do grão




Foto: Canva

O mês de outubro foi marcado pelas quedas nos preços do trigo no mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento foi influenciado pela expansão da colheita e pelo aumento da oferta do grão no mercado interno. Ainda com a elevação na disponibilidade do trigo nacional, os valores internos ainda estão acima dos de outubro de 2023, em termos reais.

O aumento da paridade de importação devido à valorização do dólar sobre o real também afeta o mercado, ainda conforme dados do Cepea, isso faz com que o preço de importação se mantenha em patamar elevado. No entanto, essa condição não foi suficiente para impedir a retração nos preços do trigo doméstico. Especialistas destacam que essa diferença entre o custo do produto importado e o doméstico pode gerar um cenário de maior competitividade para o trigo nacional.

A combinação entre a maior oferta interna e a alta do dólar sobre o real aponta para uma possível estabilidade nos preços ao consumidor nos próximos meses, enquanto o mercado absorve a nova safra.

 





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Inmet emite alerta para chuvas intensas no Sul do Brasil



Chuvas devem vir acompanhadas de ventos de 40 a 60 km/h




Foto: Pixabay

Nesta terça-feira (05.11), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de Perigo Potencial para chuvas intensas em diversas regiões do Sul do Brasil. O aviso é válido até às 23h59, abrangendo áreas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Conforme o Inmet, as precipitações podem variar entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm ao longo do dia, acompanhadas por ventos de 40 a 60 km/h. Em caso de rajadas de vento, o instituto orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores, dado o risco de queda de galhos e descargas elétricas, e que não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda. O uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada também deve ser evitado.

O alerta inclui municípios nas regiões Serrana, Oeste e Norte de Santa Catarina, Grande Florianópolis, Noroeste e Nordeste do Rio Grande do Sul, Metropolitana de Porto Alegre e diversas regiões do Paraná, incluindo as áreas metropolitanas de Curitiba e regiões Oeste e Sudoeste do estado.


 





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Crescimento da soja na argentina enfrenta desafios



Temperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do solo



Temperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do soloTemperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do solo
Temperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do soloTemperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do solo – Foto: United Soybean Board

A produção de soja na Argentina deve crescer em 2024-25, mas enfrenta “desafios e oportunidades complexas moldadas pelo clima, pressões econômicas e práticas de cultivo”, conforme relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. A safra é estimada em 52 milhões de toneladas, acima das 49,5 milhões da colheita anterior. Agricultores estão optando por mais soja em detrimento do milho, motivados por preocupações com o nanismo do milho, preços baixos e condições secas previstas, segundo o FAS.

Temperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do solo e impactar a produtividade, situação agravada por déficits hídricos que atrasaram o plantio inicial em algumas áreas. A escolha pela soja também é incentivada pelos custos de produção, que são significativamente menores em comparação com outras culturas, influenciando a decisão dos produtores.

No entanto, uma recente escassez de sementes de alta qualidade levou os agricultores a diminuir as densidades de plantio, dando mais espaço para cada semente germinar, mas potencialmente limitando os rendimentos totais, segundo o FAS. “A combinação de desafios ambientais, econômicos e técnicos configura um cenário complexo para o setor de soja argentino em 2024-25”, comentou o FAS, acrescentando que, embora o aumento da área plantada e avanços tecnológicos sustentem a produção, o clima adverso e a baixa qualidade das sementes podem restringir os rendimentos ao seu máximo potencial, enquanto a pressão financeira sobre os produtores permanece alta.

Espera-se ainda que a moagem aumente levemente, de 41,5 para 42 milhões de toneladas. “A indústria de esmagamento de soja na Argentina teve um crescimento na atividade este ano devido ao aumento da produção nacional e a um fluxo contínuo de importações, principalmente do Paraguai”, afirmou o FAS.

 





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Soja e trigo sobem com demanda nos EUA


Os contratos futuros de soja e trigo registraram uma leve alta nas negociações da madrugada nos Estados Unidos, impulsionados pela demanda por suprimentos. O mercado, no entanto, permanece com baixa volatilidade devido à cautela dos investidores antes das eleições americanas que ocorrem hoje.

O milho apresentou pouca variação. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), exportadores relataram vendas de 150.000 toneladas de milho para o México, com entrega prevista para o ano comercial de 2024-2025, iniciado em 1º de setembro. O USDA também informou que um país não identificado comprou 120.000 toneladas de milho, e um destino desconhecido adquiriu 132.000 toneladas de soja.

Na última sexta-feira, a agência já havia reportado diversas vendas para o mercado externo, incluindo 132.000 toneladas de soja para a China, 781.322 toneladas de milho para o México, 198.000 toneladas de soja para um comprador não identificado e 30.000 toneladas de óleo de soja para a Índia.

Hoje, os eleitores americanos vão às urnas para escolher o presidente, novos membros do Congresso e do Senado, além de votar em diversas questões locais. A disputa presidencial está acirrada em várias pesquisas, e o resultado influenciará as políticas comerciais e agrícolas nos próximos anos. Durante a madrugada, os contratos de soja para janeiro subiram 2 1/2¢, cotados a $9,99 3/4 por bushel. 

O farelo de soja teve leve alta para 45,58¢ por tonelada curta, e o óleo de soja subiu para 45,57¢ por libra. O trigo para dezembro subiu 1 1/2¢, alcançando US$ 5,70 1/4 por bushel, enquanto o trigo de Kansas City registrou alta de 3¢, atingindo US$ 5,74 por bushel. Já o milho teve uma variação de 1/4¢, cotado a US$ 4,16 3/4 por bushel.

 





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Glúten de trigo facilita produção de carne em laboratório



A pesquisa ainda está em estágio inicial



A pesquisa ainda está em estágio inicial
A pesquisa ainda está em estágio inicial – Foto: Pixabay

Pesquisadores da ACS Biomaterials Science & Engineering, vinculados à Sociedade Química Americana, estão avançando na produção de carne cultivada em laboratório, usando proteínas vegetais como base estrutural para células de músculo e gordura. Com o aumento da população mundial e a crescente demanda por proteínas, a carne cultivada, derivada de músculos e células de gordura produzidos em condições de laboratório, desponta como uma solução potencial para atender a essas necessidades de maneira mais sustentável.

Entre as descobertas recentes, destaca-se o uso de glúten de trigo, uma proteína não alergênica, como base para o crescimento de células musculares e adiposas. A pesquisa liderada por Ya Yao, John Yuen Jr., Chunmei Li, e David Kaplan demonstrou que o glúten pode formar camadas de músculo estriado e gordura, essenciais para imitar a textura da carne. As proteínas vegetais são consideradas uma escolha promissora para essas estruturas por serem abundantes, comestíveis e de baixo custo. Em testes iniciais, os pesquisadores usaram glúten para desenvolver filmes planos e com padrões de cristas, onde células de camundongo cresceram e formaram tecidos musculares com estrutura semelhante à das fibras musculares animais.

Além disso, o estudo incluiu o cultivo de células adiposas de camundongos em filmes de glúten, que geraram depósitos de lipídios e colágeno. Isso é crucial para reproduzir a composição de produtos cárneos tradicionais, pois a presença de gordura em estruturas tridimensionais é fundamental para replicar o sabor e a textura da carne convencional.

A pesquisa ainda está em estágio inicial, mas os resultados mostram que camadas de carne cultivada e gordura aderidas a películas comestíveis de glúten podem ser empilhadas para criar uma proteína alternativa com aparência, sabor e textura semelhantes aos da carne. Embora os filmes de glúten tenham apresentado um desempenho inferior em relação às bases de gelatina de origem animal, eles mostraram potencial suficiente para impulsionar a criação de alternativas viáveis e mais realistas no mercado de proteínas cultivadas.

 





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