terça-feira, abril 21, 2026

Política & Agro

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Fertilizantes organominerais podem garantir aroma e sabor diferenciados no café


O Brasil, líder mundial na produção e exportação de café, não se destaca apenas pela quantidade – cerca de 69,9 milhões de sacas estimadas para a safra 2024/25 – mas também pela qualidade dos grãos. Cada vez mais, a busca por uma produção sustentável tem incentivado cafeicultores a adotarem tecnologias inovadoras, como os fertilizantes organominerais, que prometem melhorar o manejo do solo e elevar a qualidade final do produto.

Maycon Cardoso, produtor de Brejetuba, na região serrana do Espírito Santo, é um exemplo de como esses insumos estão revolucionando a cafeicultura. Brejetuba, reconhecida como a maior produtora de café arábica do estado, também lidera em inovações. “Os fertilizantes químicos funcionam bem, mas são menos sustentáveis. Por isso, optei pelos organominerais, que trazem benefícios não só para a planta, mas também para a preservação do solo”, afirma Maycon.

Maycon começou a utilizar fertilizantes à base de matéria orgânica, como a proveniente de camas de aves, para preparar o solo antes do plantio. Trinta dias depois, aplicou bioorganominerais no manejo de cobertura. “São nutrientes essenciais para o café, e acredito que esse manejo sustentável pode até mesmo resultar em grãos com aroma e sabor diferenciados, o que o mercado valoriza muito”, projeta.

A tecnologia por trás dos fertilizantes organominerais combina nutrientes orgânicos e minerais, melhorando as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo. Além disso, essa prática está alinhada à economia circular, já que reutiliza resíduos como as camas de aves, que poderiam ser descartados.

Nilton Rezende Junior, consultor de cafeicultura, explica que a utilização de fertilizantes organominerais reduz a necessidade de insumos químicos, o que beneficia tanto o meio ambiente quanto a competitividade do café brasileiro no mercado internacional. “O consumidor busca cada vez mais produtos com baixa pegada ambiental, e certificações que garantem isso são valorizadas”, destaca.

Segundo especialistas, fertilizantes organominerais contribuem para o desenvolvimento de plantas mais resilientes e produtivas. “As plantas precisam de pelo menos 16 nutrientes para um ciclo completo, e esses insumos oferecem até 13 deles. Isso reflete diretamente na produção de alimentos mais nutritivos e saudáveis”, explica Alex Becker, doutor em Solos.





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Mercado de milho: movimentações no Mercosul



No cenário internacional, o milho FOB americano fechou a US$ 208 por tonelada



A demanda brasileira por milho disponível com entregas futuras está ativa
A demanda brasileira por milho disponível com entregas futuras está ativa – Foto: Pixabay

De acordo com a TF Agroeconômica, o Brasil segue comprando milho paraguaio próximo à fronteira, enquanto os preços globais do cereal apresentam oscilações significativas. No Paraguai, o mercado manteve indicações entre US$ 160 e US$ 170 por tonelada para retirada em regiões como San Pedro, Amambay, Caaguazú, Canindeyú, Itapúa e Alto Paraná. Já nas regiões de Caazapá e Guairá, os preços variam entre US$ 178 e US$ 180 por tonelada.  

Nesse cenário, a demanda brasileira por milho disponível com entregas futuras está ativa, com preços indicados entre US$ 190 e US$ 195 por tonelada no oeste do Paraná, e entre US$ 207 e US$ 210 por tonelada no oeste de Santa Catarina, para entregas em novembro e dezembro. No noroeste e centro do Rio Grande do Sul, as indicações chegam a até US$ 218 por tonelada para o mesmo período.  

No cenário internacional, o milho FOB americano fechou a US$ 208 por tonelada, enquanto o argentino ficou em US$ 207 e o brasileiro, em Santos, a US$ 216. Em outros mercados, os preços são mais altos: US$ 225 na França e US$ 230 na Romênia. Na China, as cotações do milho, amido e ovos apresentaram quedas nos mercados futuros, refletindo um cenário de desvalorização.  

Já na Argentina, o mercado segue cauteloso, mesmo com a recuperação em Chicago. Propostas contratuais para o milho foram mantidas entre A$ 175 mil e A$ 180 mil por tonelada, enquanto o preço MATBA para abril oscilou para US$ 186,20 no porto. O mercado global continua competitivo, com variações que refletem o dinamismo das negociações e as incertezas do cenário agrícola.





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Perspectivas de preço para o mercado de trigo



A forte quebra de safra nos últimos anos é um dos principais fatores para a alta



As condições climáticas também desempenham um papel significativo
As condições climáticas também desempenham um papel significativo – Foto: Canva

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Brasil apresenta tendências distintas em relação à Bolsa de Chicago. Enquanto os preços em Chicago caíram 14,57% no acumulado anual, no Brasil registraram alta de 3,25% no Rio Grande do Sul e 14,14% no Paraná. A expectativa é de valorização contínua no mercado interno, especialmente a partir de janeiro de 2025, impulsionada por fatores como a quebra de safra e qualidade do produto disponível. Essa situação deverá elevar a demanda por importação para atender às necessidades do setor de panificação.  

A forte quebra de safra nos últimos anos é um dos principais fatores para a alta nos preços. Dados da Conab apontam produções de 10,55 milhões de toneladas em 2022, 8,09 milhões em 2023 e uma projeção de apenas 8,10 milhões para 2024. Além da redução no volume, a baixa qualidade do trigo disponível para panificação agrava a situação, restringindo a oferta de produtos essenciais como farinhas tipo 1. Essa conjuntura, combinada com a necessidade de mesclar trigo nacional com importado, reforça a tendência de preços elevados para o primeiro semestre de 2025.  

Para os vendedores, a recomendação é adiar as vendas até, pelo menos, janeiro, aproveitando uma provável valorização que pode superar os custos de armazenamento. Já os compradores devem buscar antecipar contratos futuros, especialmente para março e julho, meses que apresentam menores pressões sazonais de venda. No mercado externo, restrições de exportação na Ucrânia e Rússia podem limitar a oferta global, enquanto o fortalecimento do dólar nos EUA favorece a competitividade europeia.  

As condições climáticas também desempenham um papel significativo. Nos EUA, a redução de áreas sob seca tem impactado as projeções, com 91% da área de trigo de inverno já semeada e melhorias significativas em estados como Kansas. Apesar disso, as exportações americanas ainda estão abaixo da média necessária para atingir as metas do USDA, o que pode gerar impacto nos preços internacionais.

 





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UE propõe adiamento na Lei Antidesmatamento



Lei influencia nas exportações brasileiras



A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros
A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros – Foto: Divulgação

A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira (2) a intenção de adiar em um ano a entrada em vigor da sua Lei Antidesmatamento, inicialmente prevista para 30 de dezembro de 2024. A decisão vem em resposta a preocupações de países e setores industriais sobre os possíveis impactos da norma, que exige que empresas provem que suas cadeias produtivas não contribuem para o desmatamento, mesmo em áreas onde a prática é legalizada.  

A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros, e exige rastreamento digital detalhado das matérias-primas, desde o local de cultivo até o consumidor final. Embora considerada um marco no combate às mudanças climáticas, a norma enfrenta críticas por sua complexidade operacional e por potenciais prejuízos a pequenos produtores de países exportadores, incluindo o Brasil.  

No início de setembro, o ministro Carlos Fávaro enviou uma carta à cúpula da União Europeia pedindo cautela na aplicação da lei. O documento destaca que o Brasil, um dos principais fornecedores dos produtos abrangidos, pode sofrer impactos significativos nas exportações, além de prejudicar milhões de pequenos agricultores. A preocupação brasileira soma-se a alertas de diversos setores globais sobre o aumento de custos e interrupções em cadeias de suprimentos, tanto para exportadores quanto para os próprios agricultores europeus.  

A proposta de adiamento inclui a publicação de documentos orientativos pela Comissão Europeia, visando garantir uma implementação bem-sucedida da lei. Segundo a Comissão, o objetivo é abordar de forma eficaz o problema global do desmatamento sem comprometer o equilíbrio das cadeias produtivas. A medida ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos estados-membros do bloco.

 





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Brasil apresenta meta ambiciosa de redução de emissões



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país”



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país"
“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país” – Foto: Divulgação

A Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil apresentada na COP29, em Baku, Azerbaijão, estabelece uma meta de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de até 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005. Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a meta é um passo importante, mas o Brasil tem potencial para ser ainda mais ambicioso na diminuição de suas emissões, dada sua experiência e capacidade de ação.

André Guimarães, diretor executivo do IPAM, destaca que a participação de toda a sociedade é fundamental para o cumprimento da NDC. Ele enfatiza que, para ser plenamente implementada, a meta precisa da colaboração do setor privado, ciência, academia e dos governos subnacionais. Somente com essa união será possível garantir o sucesso da meta, podendo até torná-la mais ambiciosa.

O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de GEE (SEEG) aponta que o Brasil emitiu, entre 2005 e 2012, cerca de 16,6 bilhões de toneladas brutas de GEE. A redução das emissões líquidas proposta para 2035 representa um grande desafio, mas o país possui as condições necessárias para alcançá-lo.

“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país. É importante ainda dizer que a NDC apresentada hoje na COP 29 é de toda a sociedade brasileira. E, por isto, para ser integralmente cumprida, necessita da união de todos. Setor privado, ciência, academia e os governos subnacionais. Só assim será possível garantir o cumprimento da nossa NDC e, se possível, torná-la ainda mais ambiciosa”, afirma André Guimarães, diretor executivo do IPAM.

 





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Sustentabilidade e inovação na pecuária brasileira



Frigorífico tem inovado na abordagem



Frigorífico tem inovado na abordagem
Frigorífico tem inovado na abordagem – Foto: Divulgação

A pecuária brasileira tem se destacado não apenas pela sua produção eficiente em sistemas tropicais, mas também pela contribuição à sustentabilidade, como destacou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, durante a COP29. Em painel realizado em Baku, Correia abordou a reciclagem de resíduos da agricultura, como o etanol de milho, e a importância do papel biológico do boi dentro dos sistemas alimentares. O animal tem a capacidade de absorver coprodutos da produção de etanol, como o DDG, o que fortalece a integração entre a agricultura e a pecuária.

O evento contou com a participação de diversas autoridades, como Bruno Brasil, diretor do Ministério da Agricultura, e Silvia Massruhá, presidente da Embrapa. Durante o painel, também foram debatidas ações perenes para o desenvolvimento do campo e para a melhoria da qualidade dos produtos, com foco na sustentabilidade. Liège Correia destacou que o setor privado tem avançado significativamente na recuperação de pastagens no Brasil, o que abre portas para maior produção de alimentos, incluindo grãos, sem a necessidade de expandir áreas agrícolas.

A diretora da JBS ressaltou que, para aumentar a eficiência no campo, é essencial envolver o produtor rural nas discussões e decisões. Ela defendeu que é possível combinar qualidade e práticas sustentáveis, assegurando a satisfação do consumidor e o cumprimento das metas climáticas. Além disso, enfatizou a importância da produção tropical, lembrando que o Brasil possui a capacidade de realizar até três safras por ano, o que pode contribuir para a sustentabilidade e a segurança alimentar global.





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doença pode reduzir produção de soja em 90%



A ferrugem asiática compromete a produtividade ao causar desfolha precoce




Foto: Divulgação

A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, segue como uma das principais ameaças às lavouras de soja no Brasil. No Rio Grande do Sul, os primeiros focos da doença já foram detectados no Noroeste, conforme dados recentes do programa Monitora Ferrugem RS, que utiliza 74 coletores distribuídos pelo estado. A doença, que pode reduzir a produtividade em até 90% sob condições climáticas favoráveis, já causa preocupação.

A ferrugem asiática compromete a produtividade ao causar desfolha precoce, impedindo a formação completa dos grãos. O fungo se espalha rapidamente pelo vento, afetando praticamente todas as regiões produtoras do país. Os sintomas incluem pontuações escuras na face superior das folhas e urédias castanho-escuras na parte inferior, que produzem os esporos responsáveis pela disseminação da doença.

Desde sua detecção no Brasil, em 2001, a ferrugem tem desafiado os sistemas de manejo, sendo responsável por perdas de produtividade, dependendo do estágio da cultura e das condições ambientais.

Estratégias de controle

Embora o desenvolvimento de cultivares resistentes seja difícil devido à alta variabilidade genética do fungo, o controle químico permanece como a medida mais eficiente. Práticas adicionais incluem:

•    Plantio em épocas menos favoráveis à doença

•    Uso de cultivares precoces

•    Monitoramento constante e diagnóstico precoce

•    Controle de plantas daninhas, que também podem hospedar o fungo

A assistência técnica e o monitoramento contínuo são essenciais para definir estratégias de manejo específicas para cada área, ajustando ao estádio das plantas e às condições climáticas. 

 





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Tilápia/Cepea: Oferta elevada e fraca demanda mantêm preços em queda


Os preços da tilápia continuaram em queda em setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio da oferta elevada, visto que ainda há muitos peixes com alta biomassa nos tanques, e da demanda enfraquecida. Também como reflexo da disponibilidade interna elevada, as exportações brasileiras de tilápia (filés e produtos secundários) voltaram a crescer em setembro. Foram 1,6 mil toneladas embarcadas no último mês, avanço de 17,4% frente a agosto/24 e de expressivos 60,2% em relação a setembro/23. 

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Tendência de alta aquece mercado de insumos



O valor de troca entre a saca de café e a tonelada de KCl atingiu o melhor nível



O consumo de fertilizantes para a cultura do café no Brasil gira em torno de 2,5 milhões de toneladas
O consumo de fertilizantes para a cultura do café no Brasil gira em torno de 2,5 milhões de toneladas – Foto: Divulgação

Segundo Jeferson Souza, Market Intelligence Analyst, o mercado de café tem mostrado um desempenho notável este ano, com uma alta superior a 50% nos preços do café arábica, aproximando-se das máximas históricas, conforme o indicador Cepea. Esse movimento tem gerado impactos importantes no mercado de insumos, especialmente fertilizantes e defensivos agrícolas.

Souza observa que, ao atualizar o índice semanal de troca que acompanha desde 2015, percebeu uma curva histórica inédita. O valor de troca entre a saca de café e a tonelada de KCl atingiu o melhor nível da história, refletindo uma tendência de alta também para outros fertilizantes. Ele destaca que a situação exige atenção, principalmente para entender como os produtores de café se posicionarão no próximo ciclo, com foco nas antecipações para o ano seguinte.

O consumo de fertilizantes para a cultura do café no Brasil gira em torno de 2,5 milhões de toneladas, o que evidencia a importância da análise cuidadosa dessa dinâmica para o planejamento do setor. Souza reforça a necessidade de compreender as particularidades regionais do Brasil, que influenciam diretamente os mercados agrícolas.

“Conversando com colegas que estão diretamente no mercado do café, as premissas que podemos tirar são de que esse movimento é um sinal importante que precisa ser acompanhado, sobretudo para entendermos o posicionamento dos produtores para o próximo ano, sobretudo visando as antecipações. O consumo de fertilizantes para o café fica na casa de 2,5 milhões de toneladas. Enfim, é sempre válido olharmos para todas as culturas. As regionalidades do Brasil precisam ser entendidas”, conclui.





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Preço da aveia branca varia entre R$ 60,00 e R$ 78,00 no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), a colheita da aveia branca já alcançou 85% da área total plantada no Rio Grande do Sul. Os 15% restantes permanecem a campo, em estágio de maturação fisiológica. A produtividade continua altamente variável, refletindo as condições climáticas e o nível de manejo aplicado pelos produtores, especialmente no controle de doenças. A área plantada com aveia branca nesta safra foi de 354.987 hectares, com produtividade média estimada em 2.474 kg/ha. No entanto, os rendimentos têm variado entre as regiões administrativas do Estado.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita foi encerrada com produtividade média de 2.400 kg/ha, valor próximo das expectativas locais, considerando o nível tecnológico aplicado. Em Ijuí, 95% da colheita foi concluída, com as últimas lavouras, semeadas tardiamente, ainda a campo. A qualidade do grão segue abaixo dos padrões para industrialização, levando muitos produtores a armazenar a produção para comercialização futura, conforme os dados do informativo.

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Na região de Passo Fundo, a colheita avançou sobre 80% das áreas, mas a produtividade média caiu para 2.000 kg/ha, abaixo do esperado. Em contraste, na região de Santa Maria, a colheita atingiu 80%, com destaque para Tupanciretã, onde os rendimentos superaram as expectativas, alcançando 3.600 kg/ha, contra a previsão inicial de 2.455 kg/ha.

Segundo a Emater/RS, na região de Soledade, a colheita está em fase de finalização, com 93% das áreas colhidas. A produtividade média gira em torno de 3.000 kg/ha, com registros de até 3.900 kg/ha em lavouras com manejo tecnológico adequado. Já nas áreas com práticas inadequadas de adubação e controle fitossanitário, os índices de produtividade foram consideravelmente mais baixos.

Os preços médios da aveia branca destinada à indústria variaram conforme a região. Em Ijuí, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 60,00; em Passo Fundo, a R$ 78,00; e em Frederico Westphalen, a R$ 72,00.





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