sexta-feira, abril 17, 2026

Política & Agro

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UE propõe adiamento na Lei Antidesmatamento



Lei influencia nas exportações brasileiras



A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros
A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros – Foto: Divulgação

A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira (2) a intenção de adiar em um ano a entrada em vigor da sua Lei Antidesmatamento, inicialmente prevista para 30 de dezembro de 2024. A decisão vem em resposta a preocupações de países e setores industriais sobre os possíveis impactos da norma, que exige que empresas provem que suas cadeias produtivas não contribuem para o desmatamento, mesmo em áreas onde a prática é legalizada.  

A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros, e exige rastreamento digital detalhado das matérias-primas, desde o local de cultivo até o consumidor final. Embora considerada um marco no combate às mudanças climáticas, a norma enfrenta críticas por sua complexidade operacional e por potenciais prejuízos a pequenos produtores de países exportadores, incluindo o Brasil.  

No início de setembro, o ministro Carlos Fávaro enviou uma carta à cúpula da União Europeia pedindo cautela na aplicação da lei. O documento destaca que o Brasil, um dos principais fornecedores dos produtos abrangidos, pode sofrer impactos significativos nas exportações, além de prejudicar milhões de pequenos agricultores. A preocupação brasileira soma-se a alertas de diversos setores globais sobre o aumento de custos e interrupções em cadeias de suprimentos, tanto para exportadores quanto para os próprios agricultores europeus.  

A proposta de adiamento inclui a publicação de documentos orientativos pela Comissão Europeia, visando garantir uma implementação bem-sucedida da lei. Segundo a Comissão, o objetivo é abordar de forma eficaz o problema global do desmatamento sem comprometer o equilíbrio das cadeias produtivas. A medida ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos estados-membros do bloco.

 





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Brasil apresenta meta ambiciosa de redução de emissões



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país”



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país"
“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país” – Foto: Divulgação

A Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil apresentada na COP29, em Baku, Azerbaijão, estabelece uma meta de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de até 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005. Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a meta é um passo importante, mas o Brasil tem potencial para ser ainda mais ambicioso na diminuição de suas emissões, dada sua experiência e capacidade de ação.

André Guimarães, diretor executivo do IPAM, destaca que a participação de toda a sociedade é fundamental para o cumprimento da NDC. Ele enfatiza que, para ser plenamente implementada, a meta precisa da colaboração do setor privado, ciência, academia e dos governos subnacionais. Somente com essa união será possível garantir o sucesso da meta, podendo até torná-la mais ambiciosa.

O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de GEE (SEEG) aponta que o Brasil emitiu, entre 2005 e 2012, cerca de 16,6 bilhões de toneladas brutas de GEE. A redução das emissões líquidas proposta para 2035 representa um grande desafio, mas o país possui as condições necessárias para alcançá-lo.

“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país. É importante ainda dizer que a NDC apresentada hoje na COP 29 é de toda a sociedade brasileira. E, por isto, para ser integralmente cumprida, necessita da união de todos. Setor privado, ciência, academia e os governos subnacionais. Só assim será possível garantir o cumprimento da nossa NDC e, se possível, torná-la ainda mais ambiciosa”, afirma André Guimarães, diretor executivo do IPAM.

 





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Sustentabilidade e inovação na pecuária brasileira



Frigorífico tem inovado na abordagem



Frigorífico tem inovado na abordagem
Frigorífico tem inovado na abordagem – Foto: Divulgação

A pecuária brasileira tem se destacado não apenas pela sua produção eficiente em sistemas tropicais, mas também pela contribuição à sustentabilidade, como destacou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, durante a COP29. Em painel realizado em Baku, Correia abordou a reciclagem de resíduos da agricultura, como o etanol de milho, e a importância do papel biológico do boi dentro dos sistemas alimentares. O animal tem a capacidade de absorver coprodutos da produção de etanol, como o DDG, o que fortalece a integração entre a agricultura e a pecuária.

O evento contou com a participação de diversas autoridades, como Bruno Brasil, diretor do Ministério da Agricultura, e Silvia Massruhá, presidente da Embrapa. Durante o painel, também foram debatidas ações perenes para o desenvolvimento do campo e para a melhoria da qualidade dos produtos, com foco na sustentabilidade. Liège Correia destacou que o setor privado tem avançado significativamente na recuperação de pastagens no Brasil, o que abre portas para maior produção de alimentos, incluindo grãos, sem a necessidade de expandir áreas agrícolas.

A diretora da JBS ressaltou que, para aumentar a eficiência no campo, é essencial envolver o produtor rural nas discussões e decisões. Ela defendeu que é possível combinar qualidade e práticas sustentáveis, assegurando a satisfação do consumidor e o cumprimento das metas climáticas. Além disso, enfatizou a importância da produção tropical, lembrando que o Brasil possui a capacidade de realizar até três safras por ano, o que pode contribuir para a sustentabilidade e a segurança alimentar global.





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doença pode reduzir produção de soja em 90%



A ferrugem asiática compromete a produtividade ao causar desfolha precoce




Foto: Divulgação

A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, segue como uma das principais ameaças às lavouras de soja no Brasil. No Rio Grande do Sul, os primeiros focos da doença já foram detectados no Noroeste, conforme dados recentes do programa Monitora Ferrugem RS, que utiliza 74 coletores distribuídos pelo estado. A doença, que pode reduzir a produtividade em até 90% sob condições climáticas favoráveis, já causa preocupação.

A ferrugem asiática compromete a produtividade ao causar desfolha precoce, impedindo a formação completa dos grãos. O fungo se espalha rapidamente pelo vento, afetando praticamente todas as regiões produtoras do país. Os sintomas incluem pontuações escuras na face superior das folhas e urédias castanho-escuras na parte inferior, que produzem os esporos responsáveis pela disseminação da doença.

Desde sua detecção no Brasil, em 2001, a ferrugem tem desafiado os sistemas de manejo, sendo responsável por perdas de produtividade, dependendo do estágio da cultura e das condições ambientais.

Estratégias de controle

Embora o desenvolvimento de cultivares resistentes seja difícil devido à alta variabilidade genética do fungo, o controle químico permanece como a medida mais eficiente. Práticas adicionais incluem:

•    Plantio em épocas menos favoráveis à doença

•    Uso de cultivares precoces

•    Monitoramento constante e diagnóstico precoce

•    Controle de plantas daninhas, que também podem hospedar o fungo

A assistência técnica e o monitoramento contínuo são essenciais para definir estratégias de manejo específicas para cada área, ajustando ao estádio das plantas e às condições climáticas. 

 





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Tilápia/Cepea: Oferta elevada e fraca demanda mantêm preços em queda


Os preços da tilápia continuaram em queda em setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio da oferta elevada, visto que ainda há muitos peixes com alta biomassa nos tanques, e da demanda enfraquecida. Também como reflexo da disponibilidade interna elevada, as exportações brasileiras de tilápia (filés e produtos secundários) voltaram a crescer em setembro. Foram 1,6 mil toneladas embarcadas no último mês, avanço de 17,4% frente a agosto/24 e de expressivos 60,2% em relação a setembro/23. 

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Tendência de alta aquece mercado de insumos



O valor de troca entre a saca de café e a tonelada de KCl atingiu o melhor nível



O consumo de fertilizantes para a cultura do café no Brasil gira em torno de 2,5 milhões de toneladas
O consumo de fertilizantes para a cultura do café no Brasil gira em torno de 2,5 milhões de toneladas – Foto: Divulgação

Segundo Jeferson Souza, Market Intelligence Analyst, o mercado de café tem mostrado um desempenho notável este ano, com uma alta superior a 50% nos preços do café arábica, aproximando-se das máximas históricas, conforme o indicador Cepea. Esse movimento tem gerado impactos importantes no mercado de insumos, especialmente fertilizantes e defensivos agrícolas.

Souza observa que, ao atualizar o índice semanal de troca que acompanha desde 2015, percebeu uma curva histórica inédita. O valor de troca entre a saca de café e a tonelada de KCl atingiu o melhor nível da história, refletindo uma tendência de alta também para outros fertilizantes. Ele destaca que a situação exige atenção, principalmente para entender como os produtores de café se posicionarão no próximo ciclo, com foco nas antecipações para o ano seguinte.

O consumo de fertilizantes para a cultura do café no Brasil gira em torno de 2,5 milhões de toneladas, o que evidencia a importância da análise cuidadosa dessa dinâmica para o planejamento do setor. Souza reforça a necessidade de compreender as particularidades regionais do Brasil, que influenciam diretamente os mercados agrícolas.

“Conversando com colegas que estão diretamente no mercado do café, as premissas que podemos tirar são de que esse movimento é um sinal importante que precisa ser acompanhado, sobretudo para entendermos o posicionamento dos produtores para o próximo ano, sobretudo visando as antecipações. O consumo de fertilizantes para o café fica na casa de 2,5 milhões de toneladas. Enfim, é sempre válido olharmos para todas as culturas. As regionalidades do Brasil precisam ser entendidas”, conclui.





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Preço da aveia branca varia entre R$ 60,00 e R$ 78,00 no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), a colheita da aveia branca já alcançou 85% da área total plantada no Rio Grande do Sul. Os 15% restantes permanecem a campo, em estágio de maturação fisiológica. A produtividade continua altamente variável, refletindo as condições climáticas e o nível de manejo aplicado pelos produtores, especialmente no controle de doenças. A área plantada com aveia branca nesta safra foi de 354.987 hectares, com produtividade média estimada em 2.474 kg/ha. No entanto, os rendimentos têm variado entre as regiões administrativas do Estado.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita foi encerrada com produtividade média de 2.400 kg/ha, valor próximo das expectativas locais, considerando o nível tecnológico aplicado. Em Ijuí, 95% da colheita foi concluída, com as últimas lavouras, semeadas tardiamente, ainda a campo. A qualidade do grão segue abaixo dos padrões para industrialização, levando muitos produtores a armazenar a produção para comercialização futura, conforme os dados do informativo.

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Na região de Passo Fundo, a colheita avançou sobre 80% das áreas, mas a produtividade média caiu para 2.000 kg/ha, abaixo do esperado. Em contraste, na região de Santa Maria, a colheita atingiu 80%, com destaque para Tupanciretã, onde os rendimentos superaram as expectativas, alcançando 3.600 kg/ha, contra a previsão inicial de 2.455 kg/ha.

Segundo a Emater/RS, na região de Soledade, a colheita está em fase de finalização, com 93% das áreas colhidas. A produtividade média gira em torno de 3.000 kg/ha, com registros de até 3.900 kg/ha em lavouras com manejo tecnológico adequado. Já nas áreas com práticas inadequadas de adubação e controle fitossanitário, os índices de produtividade foram consideravelmente mais baixos.

Os preços médios da aveia branca destinada à indústria variaram conforme a região. Em Ijuí, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 60,00; em Passo Fundo, a R$ 78,00; e em Frederico Westphalen, a R$ 72,00.





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Cotações da soja recuam em Chicago


Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) publicada na última quinta-feira (14), as cotações da soja registraram queda na Bolsa de Chicago após o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 8 de novembro. Apesar de uma tentativa inicial de recuperação, o movimento perdeu força, e o bushel da oleaginosa para o primeiro mês cotado encerrou esta quinta-feira (14) em US$ 9,85, abaixo dos US$ 10,15 da semana anterior.

O relatório trouxe uma redução inesperada na safra de soja dos Estados Unidos, que caiu de 124,7 milhões para 121,4 milhões de toneladas, embora o volume ainda seja superior aos 113,3 milhões registrados no ciclo anterior. Essa redução de mais de 3 milhões de toneladas exerceu pressão sobre as cotações em Chicago. Os estoques finais estadunidenses também sofreram corte, passando de 15 milhões para 12,8 milhões de toneladas, enquanto no ano anterior eram de 9,3 milhões.

No âmbito mundial, a produção de soja foi ajustada de 428,9 milhões para 425,4 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais recuaram de 134,6 milhões para 131,7 milhões de toneladas. Por outro lado, as projeções para as safras do Brasil e da Argentina permaneceram estáveis, em 169 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente, conforme a análise do Ceema.

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O preço médio da soja pago aos produtores norte-americanos foi mantido em US$ 10,80/bushel para o atual ano comercial, abaixo dos US$ 12,40 e US$ 14,20 registrados nos dois ciclos anteriores. Até 10 de novembro, a colheita da oleaginosa nos Estados Unidos alcançou 96% da área plantada, superando a média histórica de 91% para o período.

Segundo o Ceema, na China, maior importadora global de soja, as importações devem recuar 9,5% no atual ano comercial, que se encerra em setembro de 2025. Essa redução, caso confirmada, diminuirá o volume importado para 101,4 milhões de toneladas, abaixo do registrado no ciclo 2022/23. Autoridades chinesas contestam as projeções do USDA, que indicam um volume de 109 milhões de toneladas, e afirmam que as importações do último ciclo somaram 109,4 milhões de toneladas, e não 112 milhões.

Em outubro, as importações chinesas de soja atingiram 8,1 milhões de toneladas, o maior volume para o mês nos últimos quatro anos, com alta de 56% em relação ao mesmo período de 2023. O aumento reflete a recuperação na demanda por farelo de soja, impulsionada pelo melhor desempenho das empresas de suínos no país.

Desde as disputas comerciais iniciadas no governo Trump, a China tem adotado medidas para reduzir a dependência de produtos agrícolas norte-americanos, como parte de uma estratégia para fortalecer sua segurança alimentar. Atualmente, a participação dos Estados Unidos nas importações chinesas de soja caiu para 18%, ante 40% em 2016, enquanto o Brasil expandiu sua fatia de 46% para 76%, segundo dados da alfândega chinesa, de acordo o Ceema.





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Preços do milho permanecem em viés de alta no Brasil


Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) publicada na última quinta-feira (14), as preços do milho seguem em viés de alta no Brasil, refletindo uma demanda interna aquecida e uma produção menor no último ciclo. A média gaúcha encerrou a semana em R$ 67,43 por saca, enquanto outras regiões do país registraram cotações variando entre R$ 54,00 e R$ 74,00 por saca. Nas principais praças, o cereal foi negociado a R$ 66,00 por saca.

De acordo com o Ceema, os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de milho nos primeiros seis dias úteis de novembro. A média diária dessas exportações foi 23,2% inferior à registrada em novembro de 2023, quando o total exportado alcançou 7,4 milhões de toneladas. Para 2024, o mercado projeta vendas anuais entre 36 e 38 milhões de toneladas, uma queda significativa frente aos 55 milhões de toneladas exportadas no ano anterior. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o volume exportado em novembro deste ano será de 5,4 milhões de toneladas.

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No Mato Grosso, principal estado produtor, as vendas da safra 2024 atingiram 86% da produção total, abaixo da média histórica de 89%. Já para a safra futura, que será colhida em 2025, o índice de comercialização alcançou 20,9% do total esperado. O avanço foi impulsionado por uma valorização de 15,5% no preço médio estadual em outubro, que fechou em R$ 50,67 por saca. Para a safra futura, o preço médio no mesmo mês foi de R$ 42,62 por saca, um aumento de 4% em relação a setembro.

O plantio da safra de verão também avança no Brasil. No Paraná, 98% da área prevista já havia sido plantada até 11 de novembro. No Rio Grande do Sul, o índice chegou a 78% até 7 de novembro, superando a média histórica de 76% para o período, conforme a análise do Ceema.





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Governo entrega 65 títulos de imóveis em Minas Gerais



Entrega de títulos de propriedade beneficia famílias no estado




Foto: Divulgação

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realizou na última quinta-feira (14) a entrega de 65 títulos de propriedade do Programa de Regularização Fundiária no município de Chapada Gaúcha, localizado no Norte de Minas. A iniciativa tem como objetivo promover segurança jurídica e oportunidade de crescimento para agricultores familiares que há décadas aguardam pela regularização de suas terras.

Dentre os títulos entregues, 11 foram viabilizados após a regulamentação da Lei Nº 24.633/23, sancionada pelo governo estadual. A nova legislação eliminou barreiras legais, facilitando a emissão de documentos e concedendo anistia a dívidas em casos onde o Estado não possui comprovação do pagamento dos terrenos devido à falta de registros originais, um dos principais entraves para a regularização de lotes da extinta Fundação Ruralminas, dissolvida em 2016, conforme dados da Seapa.

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De acordo com a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, além da Chapada Gaúcha, a medida beneficia aproximadamente 20 assentamentos deixados pela Ruralminas em municípios como Jaíba, Jenipapo de Minas e Chapada do Norte, contemplando posseiros de lotes urbanos e rurais. Com a entrega da minuta de escritura, os beneficiários têm até 12 meses para registrar os imóveis em cartório, consolidando o direito à propriedade.

Desde 2019, o governo estadual já entregou 8.332 títulos de propriedade rural em 98 municípios. Apenas em 2024, até outubro, foram emitidos 1.297 títulos, e a previsão é encerrar o ano com cerca de 1.900 documentos entregues.





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