quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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Escassez e alta demanda disparam preços do café no Brasil



Alta é impulsionada por oferta limitada e demanda aquecida




Foto: Pixabay

Os preços dos cafés arábica e robusta seguem em alta no mercado brasileiro, impulsionados por fatores como oferta limitada e demanda aquecida. Segundo o Boletim Informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, renovou recordes reais da série histórica iniciada em novembro de 2001. No acumulado de 2024, a valorização ultrapassa 100%, reflexo direto da restrição de oferta no Brasil e no Vietnã, somada aos elevados preços do arábica.

Já o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, atingiu valores acima de R$ 1.800 por saca de 60 kg, o maior patamar real desde 1998. No ano, a alta acumulada é de quase 80%, atribuindo-se este cenário à baixa oferta, ao alto percentual de café já comercializado pelos produtores e à safra 2024/25 menos volumosa.

Pesquisadores do Cepea destacam ainda que as condições debilitadas das plantas podem comprometer a produção da safra 2025/26, elevando a atenção de agentes do setor para o desenvolvimento da próxima temporada.





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Câmara aprova Mercado de Carbono



“Estamos diante de um projeto que foi amplamente debatido com diversos setores”



“Estamos diante de um projeto que foi amplamente debatido com diversos setores"
“Estamos diante de um projeto que foi amplamente debatido com diversos setores” – Foto: Pixabay

Na terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 182/2024, com 336 votos a favor e 38 contra. A proposta visa contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, consolidando o mercado de carbono no país. 

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) teve papel fundamental na garantia de proteções para os produtores rurais, que possuem ativos ambientais em suas propriedades e podem gerar créditos de carbono. A FPA também assegurou a proibição da venda antecipada de créditos em programas jurisdicionais relacionados a áreas privadas.

A bancada da FPA trabalhou para garantir que os produtores possam constituir e vender créditos de carbono em programas privados, promovendo uma economia verde que beneficie o setor agropecuário. Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, destacou que o mercado de carbono deve ser uma oportunidade para o produtor rural, criando uma nova fonte de renda e ao mesmo tempo contribuindo para a preservação ambiental.

O deputado Aliel Machado (PV-PR), relator do projeto, ressaltou a importância do diálogo com a FPA para garantir um texto que respeite a propriedade privada, ao mesmo tempo em que promove avanços tecnológicos e ambientais. A proposta agora segue para sanção presidencial, podendo representar uma importante conquista para a sustentabilidade e a agricultura no Brasil.

“Da mesma maneira, contemplar os produtores como responsáveis por essas vendas é trazer justiça e garantia do direito de propriedade. A estruturação do mercado de carbono é uma oportunidade para gerar mais renda ao produtor e ajudar a preservar o planeta”, disse Lupion.  “Estamos diante de um projeto que foi amplamente debatido com diversos setores, incluindo o apoio e trabalho conjunto da FPA. Vamos ter avanço tecnológico, proteção ao meio ambiente, respeito ao produtor rural. Todos ganham com essa aprovação, que é um novo mercado, uma nova oportunidade”, afirmou Machado. 

 





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Calcário em doses altas pode elevar produtividade da soja em até 30%



Estudo é conduzido no Matopiba desde 2019




Foto: Foto: Doze Batista

Pesquisas da Embrapa Meio-Norte indicam que a aplicação de altas doses de calcário pode aumentar em até 30% a produtividade da soja de primeira safra, em comparação às doses tradicionalmente recomendadas. Os estudos, conduzidos desde 2019 no Maranhão, Piauí e Pará, revelam que a prática é promissora, especialmente para áreas de fronteira agrícola no Matopiba, mas exige cuidados com o equilíbrio nutricional do solo. O estudo tem apoio da Rede FertBrasil e recursos da Finep. 

Os experimentos utilizaram doses que variaram de 0 a 20 toneladas de calcário por hectare, combinadas com gesso. Resultados mostraram que a aplicação de 10 toneladas por hectare gerou aumentos de 18% e 12% na produtividade durante as safras de 2019/2020 e 2020/2021, respectivamente. Segundo o pesquisador Henrique Antunes, da Embrapa, doses mais altas corrigem a acidez do solo, permitindo que as raízes das plantas explorem camadas mais profundas e encontrem recursos como água e nutrientes, essenciais durante períodos de estiagem.

Apesar dos benefícios, o uso de altas doses de calcário pode reduzir concentrações de Fósforo, Potássio e micronutrientes no solo, exigindo adubação complementar para evitar prejuízos à qualidade das plantas. Além disso, custos elevados e barreiras para acesso ao crédito dificultam a adoção em larga escala, especialmente em regiões de fronteira agrícola, que demandam altos investimentos em infraestrutura e preparo do solo.

De acordo com Diógenes Brandalize, consultor agrícola no Piauí, a prática resultou em um aumento de 20% na produtividade de uma propriedade de 3 mil hectares. “A migração para doses mais altas está acontecendo de forma gradual. Muitos produtores optam por dividir o volume aplicado para reduzir custos iniciais”, explicou.

As pesquisas da Embrapa também destacam a necessidade de atualizar os protocolos oficiais de manejo do solo. Grande parte dos documentos disponíveis foi elaborada com base em estudos das décadas de 1980 e 1990, antes do avanço de cultivares mais produtivas e de práticas como o uso intensivo de insumos biológicos. “Os critérios precisam refletir as condições e demandas atuais, especialmente em regiões como o Matopiba, que ainda estão consolidando sua fertilidade”, afirmou Antunes.

 





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Futuros de trigo e milho sobem nos EUA



No mercado de grãos, os futuros do trigo para entrega em dezembro subiram 3 centavos



No mercado de grãos, os futuros do trigo para entrega em dezembro subiram 3 centavos
No mercado de grãos, os futuros do trigo para entrega em dezembro subiram 3 centavos – Foto: Canva

Os contratos futuros de trigo e milho dos Estados Unidos registraram alta nas negociações da madrugada, impulsionados pela intensificação da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A Ucrânia teria disparado mísseis fabricados no Reino Unido contra a Rússia, um dia após realizar ataques semelhantes com mísseis dos Estados Unidos. A escalada do conflito gerou incertezas sobre o impacto no comércio global de grãos, o que impulsionou os preços no pregão noturno.

O presidente russo Vladimir Putin afirmou que o uso de armamentos ocidentais pela Ucrânia seria equivalente à entrada da OTAN na guerra, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa. No entanto, autoridades ocidentais rejeitaram essas alegações como ameaças vazias. A escalada do conflito, no entanto, pode dificultar o transporte de grãos de ambos os países, grandes produtores e exportadores, o que afeta diretamente o abastecimento global e gera pressões nos preços.

No mercado de grãos, os futuros do trigo para entrega em dezembro subiram 3 centavos, alcançando US$ 5,75 1/4 por bushel na Chicago Board of Trade, enquanto os contratos de Kansas City avançaram 3 3/4 centavos, para US$ 5,76 1/2. Já os futuros de milho para dezembro subiram 2 centavos, atingindo US$ 4,42 por bushel. O aumento nos preços reflete a preocupação com a oferta, exacerbada pela guerra.

Além disso, os futuros de soja também apresentaram alta, com o contrato de janeiro subindo 3 1/4 centavos, indo para US$ 9,93 3/4 por bushel. O farelo de soja caiu 40 centavos, para US$ 290,90 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,36 centavos, atingindo 43,72 centavos por libra. As compras técnicas e a expectativa de boas safras na América do Sul também ajudaram a impulsionar os preços. O cenário global reflete a volatilidade dos mercados agrícolas, que reagem a fatores geopolíticos e climáticos.

 





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cotação retorna aos níveis de maio, aponta Cepea



Resistência inicial dos vendedores foi superada pela pressão compradora




Foto: Arquivo Agrolink

Os preços do arroz em casca registraram a maior queda semanal desde junho, retornando aos níveis nominais observados em maio deste ano. Segundo dados do boletim mais recente do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a retração no mercado spot é devido a saída de compradores e a oferta de valores mais baixos por parte dos poucos que permaneceram ativos.

Segundo pesquisadores do Cepea, a resistência inicial dos vendedores foi superada pela pressão compradora, em um cenário de disputas acirradas no mercado. Outro fator que contribuiu para a desvalorização foi o avanço no cultivo da nova safra, combinado com o anúncio de leilões de opções de venda do governo federal, com preços inferiores aos atuais.

 





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Mercado spot do algodão aquece, mas preços recuam



Demanda tem sido impulsionada por compradores




Foto: USDA

O mercado de algodão em pluma iniciou a segunda quinzena de novembro com movimentação no mercado spot. Conforme dados divulgados pelo boletim informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a demanda tem sido impulsionada por compradores que buscam atender necessidades imediatas ou reforçar os estoques para o final do ano. No entanto, as cotações seguem em queda, influenciadas principalmente pela desvalorização no mercado externo.

Já em relação so cenário de produção, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta um novo recorde para a safra 2024/25, com 3,704 milhões de toneladas de algodão em pluma, um aumento de 0,1% em relação à temporada anterior.

Apesar do leve crescimento no consumo interno, pesquisadores do Cepea destacam que o excedente deverá ser destinado ao mercado externo, mantendo as exportações em níveis recordes.





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excesso de oferta reduz preços da batata e cebola



Cenoura e alho mantêm estabilidade




Foto: Pixabay

O mais recente levantamento de preços realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entre 4 e 15 de novembro, trouxe um cenário misto para os valores das hortaliças no entreposto de Contagem da CeasaMinas. Entre as principais mudanças, destacam-se elevações nos preços de alguns produtos e quedas em outros, refletindo as dinâmicas de oferta e demanda no mercado.

Entre as hortaliças analisadas, apenas o alho e a cenoura mantiveram preços estáveis durante o período. Já a abóbora moranga, abobrinha italiana e o tomate registraram aumento nas cotações:

Tomate: A alta foi motivada pelo fim da temporada de inverno nas regiões produtoras, o que impactou negativamente a oferta. Quedas influenciadas por maior oferta

Por outro lado, hortaliças como batata, cebola, chuchu, pimentão e quiabo apresentaram queda nos preços. Os fatores principais foram o excesso de oferta e condições climáticas favoráveis:

Batata: As fortes chuvas recentes nas regiões produtoras aumentaram a quantidade disponível no mercado, somadas ao início da colheita no Sul do país.

Cebola: A queda é atribuída à maior oferta de produtos de alta qualidade, favorecida pelo clima seco durante o período de desenvolvimento da hortaliça.

Os dados analisados abrangem apenas o período até 14 de novembro, já que o feriado do dia 15 interrompeu a coleta de preços na CeasaMinas.





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Cenário positivo para o milho


Segundo a Análise do Especialista divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (18), na última semana, a região Sul do Brasil teve condições climáticas favoráveis para o milho da primeira safra, com boa umidade no solo, permitindo o avanço do plantio. Apesar da pressão dos preços em Chicago, os valores domésticos do milho no Brasil apresentaram certa resistência. Isso ocorreu devido à desvalorização do real frente ao dólar, que oferece suporte aos preços internos, e ao ritmo lento da comercialização pelos produtores.

O desenvolvimento acelerado da safra brasileira de soja e a recente alta nos preços do milho estão levando o mercado a rever suas projeções para o plantio da segunda safra do cereal em 2024/25. Inicialmente, esperava-se uma redução na área plantada devido às cotações desvalorizadas, mas a recuperação nos preços pode reverter essa tendência, especialmente nas regiões sulistas.

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De acordo com a análise, as cotações do milho registraram disparadas no mercado disponível e uma boa recuperação no futuro, mudando o panorama que se desenhava há dois meses. Com a janela ideal de plantio prevista para grande parte do país e sem sinais de aumento expressivo nos custos de produção, as expectativas são de um bom desempenho em volume para a segunda safra do cereal.

De acordo com estimativas iniciais, a área plantada para a safra 2024/25 seria de 3,756 milhões de hectares, o que representaria uma redução de 5,2% em relação à safra anterior. Essa retração era atribuída às baixas cotações do milho, que levaram muitos agricultores a optarem por outras culturas mais rentáveis. Contudo, o recente aumento nos preços pode levar a uma ampliação da área plantada, sobretudo no Sul do país.

A demanda doméstica continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no mercado físico. A valorização do boi gordo e os aumentos nos preços da carne suína e de aves são os grandes propulsores dessa tendência.

Apesar de uma breve queda nos preços na última semana, o cenário geral permanece positivo para o milho no Brasil, com expectativas de uma nova semana favorável ao cereal, conforme a análise da Grão Direto.





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Soja fecha em baixa em Chicago


As cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia em baixa nesta terça-feira, pressionadas pelo avanço do plantio no Brasil e pelas condições climáticas favoráveis em diversas regiões da América Latina. De acordo com o último relatório da Conab, o plantio da safra brasileira alcançou 73,8% da área planejada, superando os 65,4% registrados no mesmo período do ano passado.

Esse progresso representa uma mudança significativa, de atraso para adiantamento na semeadura, o que aumenta as expectativas de uma safra abundante. Além disso, a Abiove estimou um aumento de 9,4% no volume colhido para a temporada 2024/25, reforçando a pressão sobre os preços.  

O contrato de soja para novembro de 2024, referência para a safra brasileira, registrou queda de 1,11%, ou $ -11,25 cents por bushel, encerrando o dia a $ 998,50. Já o contrato para janeiro de 2025 recuou 1,03%, ou $ -10,50 cents por bushel, finalizando a $ 1008,50. No segmento de derivados, o farelo de soja para dezembro caiu 0,59%, ou $ -1,7 por tonelada curta, fechando a $ 288,6. O óleo de soja para o mesmo mês apresentou retração de 1,49%, ou $ -0,68 por libra-peso, encerrando a $ 44,84.  

A retração nos preços reflete o impacto direto das boas condições de plantio e do clima favorável nas regiões produtoras. O ritmo acelerado de semeadura no Brasil reduz incertezas no mercado, enquanto as perspectivas de aumento na produção consolidam uma oferta robusta para a próxima temporada. Além disso, a regularidade das chuvas em áreas estratégicas tem garantido condições ideais para o desenvolvimento das lavouras, contribuindo para a pressão negativa sobre as cotações.  

O mercado permanece atento à evolução da safra brasileira e à situação climática na América Latina, fatores cruciais para as tendências de preços da soja. Caso as condições climáticas continuem favoráveis e o ritmo de plantio se mantenha acelerado, é provável que as cotações sigam pressionadas nas próximas semanas.

 





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Mercado de soja no Brasil: Atualização por estados



No Mato Grosso do Sul, a umidade melhorou



Em Santa Catarina, o plantio avançou significativamente
Em Santa Catarina, o plantio avançou significativamente – Foto: Nadia Borges

De acordo com informações da TF Agroeconômica, o plantio e os preços da soja no Brasil apresentaram variações significativas nos estados produtores nesta semana. No Rio Grande do Sul, o ritmo de plantio voltou a desacelerar, com preços no porto fixados em R$ 143,00 para entrega e pagamento em 29 de novembro. No interior, os valores oscilaram entre R$ 134,00 em Santa Rosa e São Luiz e R$ 135,50 em Cruz Alta e Passo Fundo. Em Panambi, os preços pagos ao produtor recuaram para R$ 125,00 a saca.

Em Santa Catarina, o plantio avançou significativamente, com 55% da área prevista já semeada, segundo a Epagri. As lavouras estão em fase vegetativa, com 99% em boas condições, favorecidas pelas chuvas regulares. No porto, a soja foi negociada a R$ 143,00, enquanto em Chapecó o valor ficou em R$ 135,50. No Paraná, as chuvas irregulares mantiveram o mercado cauteloso. No Porto de Paranaguá, a soja CIF foi indicada a R$ 142,00, com entrega e pagamento em dezembro. No interior, Cascavel registrou R$ 138,00 para retirada imediata e Ponta Grossa apresentou preços balcão de R$ 134,00.

No Mato Grosso do Sul, a umidade melhorou e o estado é o quarto mais avançado no plantio de soja nesta temporada. Em Dourados, o preço FOB foi indicado a R$ 137,00, mas sem acordos concretizados. Já o Mato Grosso segue como destaque nacional, com o segundo plantio mais adiantado. Em Primavera do Leste, a saca FOB com embarque imediato recuou R$ 2, para R$ 142,00, com baixa disposição de venda. Outras praças apresentaram valores como R$ 143,50 em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum e R$ 141,50 em Rondonópolis e Campo Verde.





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