quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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Umidade insuficiente do solo impacta plantio de soja



Preço médio da soja tem leve recuo no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21), o ritmo de semeadura da soja foi diretamente impactado pela umidade do solo no Rio Grande do Sul, que apresentou variações em decorrência da distribuição irregular das chuvas no Estado. Até o momento, a área semeada corresponde a 50% do total projetado, estimado em 6.811.344 hectares.

Em regiões onde o solo apresentou níveis insuficientes de umidade, o plantio foi suspenso temporariamente. Nas localidades que receberam chuvas leves, os trabalhos continuaram com poucas interrupções. As áreas semeadas até o início de novembro mostram germinação uniforme e desenvolvimento inicial satisfatório, enquanto as semeadas mais recentemente apresentam emergência irregular, dependendo de precipitações para estabilizar o crescimento das plantas.

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Nas áreas mais secas, sementes depositadas fora da profundidade ideal não completaram o processo de embebição, mas não apresentam sinais de deterioração. A reposição hídrica é crucial para garantir a germinação e o bom desenvolvimento das lavouras.

A aplicação de herbicidas para o manejo pré-plantio e pré-emergente foi limitada em algumas áreas devido a ventos constantes e à baixa umidade relativa do ar durante períodos do dia. Mesmo assim, os produtores mantêm a expectativa de atingir uma produtividade média estimada em 3.179 kg/ha.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos de soja apresentou leve queda de 0,42% na última semana, passando de R$ 129,41 para R$ 128,87, conforme o levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar.





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Competição com soja e falta de estrutura freiam plantio de pinus


O cultivo de Pinus no Rio Grande do Sul está em um momento crítico, com estagnação na implantação de novas áreas e tendência de redução, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar. Na região de Passo Fundo, o setor opera com a madeira remanescente de estoques limitados, enquanto alguns bosques continuam sendo comercializados para empresas de Santa Catarina.

Na região de Santa Maria, a área plantada em 2022 foi estimada pelo IBGE em 9.400 hectares, principalmente concentrada nos municípios de Cachoeira do Sul, São Francisco de Assis e São Vicente do Sul. O uso da madeira, destinado principalmente à produção de tábuas, ripas e itens de construção civil, é mais restrito que o do eucalipto, e a ausência de um polo madeireiro estruturado dificulta o processamento adequado do Pinus.

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Enquanto a colheita das áreas plantadas avança, o ritmo de novos plantios não acompanha a demanda. Mesmo com o surgimento de medidas legais menos restritivas para o licenciamento de projetos de silvicultura, a concorrência por terras destinadas à cultura da soja é um dos principais entraves para a retomada do plantio em maior escala.

Os preços da madeira de Pinus variam de acordo com o local e o diâmetro das toras. Em Cachoeira do Sul, o Pinus em pé na floresta com diâmetro entre 7 e 40 cm é vendido a R$ 50,00/m³, enquanto toras maiores, acima de 40 cm, podem atingir R$ 350,00/m³. Em Jaguari, as toras de diâmetro acima de 30 cm alcançam R$ 250,00/m³ na floresta e R$ 400,00/m³ quando entregues no pátio do consumidor.

Em Santiago, a madeira com diâmetros a partir de 15 cm tem preços de R$ 200,00/m³, mas toras maiores, acima de 30 cm, podem ultrapassar R$ 300,00/m³.





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Mercado do boi gordo encerra semana com alta



Semana foi marcada por altas nas cotações




Foto: Canva

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a semana finaliza com altas nas cotações do mercado bovino, impulsionadas pela oferta enxuta e pela demanda aquecida, especialmente para o boi China e as categorias de fêmeas. De acordo com análises, o boi comum registrou um acréscimo de R$2,00/@, enquanto a novilha teve uma alta de R$3,00/@. Já a vaca gorda manteve os preços estáveis. As escalas de abate, em grande parte das indústrias, ganharam alívio devido ao feriado, garantindo programação média para uma semana.

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No Norte do Mato Grosso, os preços do boi permaneceram estáveis, mas as fêmeas apresentaram um movimento de alta significativo: R$5,00/@ para vacas e novilhas. Já na região Sudoeste, o boi gordo teve incremento de R$2,00/@, enquanto as cotações de fêmeas permaneceram inalteradas. Nas regiões de Cuiabá e Sudeste de Mato Grosso, os preços seguiram estáveis para todas as categorias.

No Rio Grande do Sul, na região de Pelotas, houve altas pontuais: o boi gordo subiu R$0,10/kg, enquanto a novilha registrou aumento de R$0,20/kg. Já a vaca gorda manteve estabilidade nos preços. Na região Oeste do estado, todas as categorias apresentaram aumento. Tanto o boi gordo quanto a novilha gorda subiram R$0,10/kg, enquanto a vaca gorda registrou alta de R$0,20/kg, conforme apontou o informativo.





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Colheita do milho supera expectativa nos EUA



Colheita está quase concluída na China




Foto: Pixabay

A edição de novembro do relatório de monitoramento via satélite do Global Crop Monitor (GEOGLAM) revelou um cenário misto para a safra global de milho, com resultados variando entre rendimentos excepcionais a perdas causadas por condições climáticas adversas.

Nos Estados Unidos, a colheita avança em ritmo acelerado, com resultados excelentes na maior parte do país, exceto em áreas menores na Costa Leste. No Canadá, a colheita está concluída, com rendimentos acima da média nas províncias de Manitoba e Ontário.

Já na União Europeia, o clima quente e seco comprometeu a safra nos países do sudeste, enquanto na Ucrânia e na Federação Russa, os rendimentos também ficaram abaixo da média devido às mesmas condições climáticas.

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Na China, a colheita está quase concluída com boas condições gerais, e na Índia, a safra Kharif avança sob cenário favorável. No México, as chuvas de outubro apoiam o desenvolvimento da safra primavera-verão, mas a seca precoce ainda preocupa os produtores.

No Brasil, a semeadura da safra primavera (estação menor) segue sob condições favoráveis, embora com uma redução na área total semeada em comparação ao ano anterior. Na Argentina, as chuvas de outubro beneficiaram o plantio da safra precoce, que avança em ritmo positivo.

Na África do Sul, a semeadura do milho está atrasada devido ao início tardio das chuvas, o que pode impactar o desenvolvimento inicial da safra, conforme dados do relatório.





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Contratos de milho em queda na B3


De acordo com a TF Agroeconômica, os principais contratos de milho na B3 encerraram a quinta-feira (21) em queda, refletindo o baixo ritmo de exportações. Este cenário vem trazendo alívio ao mercado interno, que já está finalizando as compras para o final de ano, com foco no milho da primeira safra. Enquanto isso, o dólar registrou alta, alcançando uma máxima de R$ 5,834 durante o dia e fechando a R$ 5,811, um aumento de 0,75%.  

Os pregões de milho na B3 vêm mostrando desvalorização consecutiva. No fechamento de quinta-feira, o contrato para novembro/24 caiu R$ 0,54 no dia, encerrando a R$ 72,38, acumulando queda semanal de R$ 1,80. O contrato de janeiro/25 fechou a R$ 73,35, com redução de R$ 0,48 no dia e R$ 1,26 na semana. Já o vencimento de março/25 registrou queda de R$ 0,27 no dia, fechando a R$ 71,95, acumulando perda de R$ 2,97 na semana.  

A alta do dólar, que poderia impulsionar as exportações, não foi suficiente para reverter o cenário de baixa nos contratos futuros. O ritmo lento das exportações reflete a falta de competitividade do milho brasileiro frente aos concorrentes no mercado internacional, enquanto o mercado doméstico segue confortável com os estoques disponíveis.  

Os contratos futuros de milho em Chicago encerraram esta quinta-feira (21) em baixa, seguindo a tendência observada na soja e no trigo. O vencimento para dezembro/24, referência para a safra de inverno, caiu 0,81%, ou 3,50 cents/bushel, fechando a US$ 426,75. Já o contrato de março/25 recuou 0,85%, ou 3,75 cents/bushel, terminando o dia a US$ 436,25.

O ritmo de colheita nos Estados Unidos, já concluído, aliado ao avanço do plantio na América Latina, tem pressionado os preços. Apesar de um aumento de 13,65% nas vendas semanais para exportação, segundo o USDA, o volume de 1.494.600 toneladas, embora robusto, ficou próximo ao piso das expectativas do mercado.

 





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Mercado de milho segue lento


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul segue lento, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 73,00; Não-Me-Toque a R$ 74,00; Marau e Gaurama R$ 74;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 75,00 e Montenegro a R$ 77,00. Vendedores a partir de R$ 80,00 no FOB interior e R$ 82,00 CIF fábricas. Negócios pontuais em Palmeira das Missões e Erechim, onde 300 toneladas foram negociadas a R$ 75,00, e 500 toneladas rodaram a R$ 75,50, respectivamente, na entrega imediata”, comenta.

Em Santa Catarina, o produtor não vem à mesa de negócios e o milho diferido está praticamente finalizado. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 72,00 no interior e R$ 73,00/75,00 CIF fábricas. Negócios aR$ 75,00/76,00 no CIF meio oeste, em pelo menos 2 mil tons. Nas indicações, Chapecó a R$ 74,00; Campos Novos R$ 75,00; Rio do Sul a R$ 76,00; Videira R$ 73,00. Porto indicando R$ 67 outubro/R$ 69 novembro. Sem negócios neste retorno de feriado”, completa.

No Paraná as tradings miram em vencimentos mais longos e praticamente não trabalham mais o dez/24. “No porto, indicações a R$ 68,00 nov/69,00 dez.No norte, indicações a R$ 67,00 (+1,00); Cascavel a R$ 68,00; Campos Gerais R$ 69,00; Guarapuava a R$ 70,00; Londrina R$ 71,00 (+1,00). Preços balcão no sudoeste e oeste a R$ 58,00, e norte a R$ 57,00. Produtores com pedidas a partir de R$ 77,00 no norte e oeste; e R$ 79,00 Campos Gerais. Negócios ao oeste, onde se pagou R$ 73,00 FOB por 2 mil toneladas, retirada imediata e pagamento em 30 dias”, indica.

Enquanto isso, os negócios se arrastam no estado do Mato Grosso do Sul. “Em Maracaju, indicações de R$53,00 (+1,00);Dourados aR$ 54,00 (+R$1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios em ritmo lento, com produtores iniciando pedidas a R$ 58,00 no FOB, e indicações nos portos a partir de R$ 60,00”, conclui.

 





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Oscilações nos preços de milho no Brasil e no mercado global



Na Argentina, os preços do milho também sofreram oscilações



Na Argentina, os preços do milho também sofreram oscilações
Na Argentina, os preços do milho também sofreram oscilações – Foto: USDA

De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho no Brasil tem registrado ajustes nos preços e nas cotações, com os vendedores novamente reduzindo suas ofertas. Em Paranaguá, os prêmios de milho para o mês de novembro sofreram uma queda de 4 pontos, passando de 135 para 131, enquanto os prêmios de dezembro também foram ajustados, apresentando uma redução de 3 pontos, com o valor chegando a 124. Esse movimento reflete uma tendência de readequação do mercado, com os compradores voltando a cotar o produto para o mês de dezembro.

No cenário internacional, a China registrou uma leve valorização nas cotações do milho, com alta de 7 CNY/t para janeiro e 2 CNY/t para março. No entanto, o amido de milho teve uma queda nas cotações, com uma redução de 4 CNY/t para janeiro e 6 CNY/t para março. Por outro lado, os preços de ovos e suínos mostraram comportamentos opostos: os ovos subiram, com alta de 14 CNY/500kg para novembro e 38 CNY/500kg para dezembro, enquanto o preço do suíno caiu, com redução de 200 CNY/t para novembro e 5 CNY/t para janeiro.

Na Argentina, os preços do milho também sofreram oscilações. A oferta para entrega disponível foi ajustada para A$ 183 mil/t, apresentando um aumento de A$ 1 mil/t em relação à rodada anterior. No entanto, as negociações futuras mostraram uma leve estabilidade. Para entregas entre dezembro e janeiro de 2025, os preços subiram para A$ 183 mil/t, enquanto no mercado MATBA, o preço do milho para abril variou para US$ 187,20/t, levemente inferior aos US$ 187,50 da rodada anterior.

 





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Vendas lentas e preços baixos



O mercado local também viu uma variação nos preços da pedra



Os preços para o trigo milling padrão não atendem às expectativas dos vendedores
Os preços para o trigo milling padrão não atendem às expectativas dos vendedores – Foto: Divulgação

O mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue enfrentando dificuldades, com negociações lentas e um foco maior em honrar contratos futuros. Segundo a TF Agroeconômica, os moinhos locais relatam vendas fracas e preços baixos das farinhas, o que dificulta novas compras. Os preços pedidos pelos vendedores de trigo se mantiveram estáveis, variando de R$ 1.200,00 na região das Missões até R$ 1.250,00 no planalto e áreas do Norte do estado. Além disso, moinhos de outros estados criticam a qualidade do trigo gaúcho, com características como baixo W e FN, além de uma estabilidade inferior à esperada.

No setor de exportação, o cenário não é muito diferente. Os preços para o trigo milling padrão não atendem às expectativas dos vendedores. O melhor preço ofertado foi de R$ 1.285,00 CIF Porto para embarque em janeiro de 2025, enquanto a exportação de trigo para ração teve negociações registradas por R$ 1.245,00 para embarque em dezembro e pagamento em janeiro. Mesmo assim, as vendas internacionais permanecem tímidas.

Em Santa Catarina, os primeiros lotes de trigo colhido foram oferecidos aos moinhos com preços variando entre R$ 85 e R$ 90 a saca, com valores chegando a R$ 1.500,00 CIF por tonelada. O mercado local também viu uma variação nos preços da pedra, com uma alta de R$ 74,00 em Canoinhas e oscilação de valores em outras regiões. Para o Paraná, o trigo argentino continua mais caro, com preços 6,33% acima do trigo local, mas ainda 2,72% abaixo do trigo gaúcho CIF. O mercado paranaense está em um impasse, com vendedores buscando R$ 1.500,00 FOB, enquanto os compradores estão dispostos a pagar apenas R$ 1.450,00.

A análise de preços e tendências do trigo nas principais regiões produtoras do Brasil destaca a frustração do setor, tanto nas vendas internas quanto na exportação, devido à combinação de preços baixos e qualidade questionada. A expectativa é de que os preços só se ajustem após a conclusão da colheita, quando uma maior oferta no mercado pode criar novas condições para as negociações.





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Herbicida agora atua também no sorgo



“Eleva o potencial produtivo de ambas as culturas”



“Eleva o potencial produtivo de ambas as culturas"
“Eleva o potencial produtivo de ambas as culturas” – Foto: Divulgação

O herbicida Click, da Sipcam Nichino Brasil, agora registrado para o sorgo, utiliza a molécula de última geração terbutilazina, eficaz no controle de daninhas difíceis. Já empregado com sucesso no milho, o Click substitui a atrazina, oferecendo maior residual e eficiência, mesmo em doses menores. O produto tem se mostrado superior no controle de plantas como picão preto e capim-colchão.

José de Freitas, da Sipcam, destaca que o Click eleva a produtividade do milho e do sorgo, culturas que enfrentam desafios com o manejo de invasoras. O sorgo, com aumento de 30% na área cultivada entre 2021 e 2023, se beneficia especialmente do novo herbicida, ajudando a expandir o cultivo no Brasil.

“Eleva o potencial produtivo de ambas as culturas, principalmente pelo efeito da molécula de última geração terbutilazina, desenvolvida pela companhia, que substitui com elevado padrão de eficácia à atrazina, até há pouco uma das poucas opções do produtor frente a infestações de invasoras de difícil controle. Mantém a lavoura com menor nível de reinfestação e por isso tende a se tornar uma nova referência tecnológica para o produtor de cereais”, comenta.

José de Freitas destaca que a formulação moderna do Click oferece flexibilidade, podendo ser combinada com outros herbicidas. Isso aumenta o rendimento operacional do milho e do sorgo, marcando uma nova era para os herbicidas dessas culturas no Brasil. “Apresenta boa adaptação ao clima quente, boa rusticidade e boa tolerância à seca, sendo empregado na alimentação humana, na formulação de ração animal e biocombustíveis sustentáveis, nas variedades granífero, sacarino, forrageiro, biomassa e vassoura”, conclui.

 





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Sustentabilidade ou protecionismo? Carrefour França provoca reação no Brasil


A decisão do Carrefour França de suspender a comercialização de carne proveniente de países do Mercosul, incluindo o Brasil, gerou indignação e reações contundentes do setor agropecuário. O anúncio, feito pelo CEO da empresa, Alexandre Bompard, destacou preocupações com sustentabilidade e desmatamento, mas foi amplamente criticado como uma ação protecionista e sem base técnica.

A Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) classificou a medida como prejudicial ao comércio entre Brasil e França, com impactos diretos para consumidores do Carrefour e a imagem da carne brasileira, amplamente reconhecida pela qualidade e pela sustentabilidade. Segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, a posição do Carrefour revela desconhecimento sobre o setor pecuário brasileiro, que segue rigorosas normas ambientais e sanitárias.

“A carne brasileira é um dos produtos mais sustentáveis e competitivos do planeta. Essa decisão demonstra uma atitude protecionista e desinformada. Esperamos que o Carrefour reveja sua postura e se retrate publicamente”, afirmou Meirelles.

O Instituto Desenvolve Pecuária também criticou a declaração do CEO do Carrefour, destacando os avanços da pecuária brasileira em conciliar produção eficiente e preservação ambiental. A entidade ressaltou que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e que a produção nacional tem investido constantemente em tecnologias para reduzir impactos ambientais.

A Conexão Delta G, outra entidade representativa do setor, reforçou o impacto negativo da decisão no comércio internacional, destacando que o Brasil desempenha um papel essencial na segurança alimentar global, atendendo aos mercados mais exigentes do mundo, como Estados Unidos, Europa e Ásia.

“A decisão desconsidera o papel do Brasil na cadeia global de alimentos e vai contra os princípios de livre comércio e cooperação internacional”, afirmou a Conexão Delta G, pedindo que o Carrefour revise sua posição e priorize o diálogo.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também se posicionou, reafirmando que o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de aves, com rigoroso controle ambiental e sanitário. Em nota, o Mapa destacou que não aceitará tentativas de desmerecer a qualidade dos produtos brasileiros e reforçou que o país segue comprometido com práticas sustentáveis.

A polêmica evidencia as tensões comerciais entre Mercosul e União Europeia, colocando sustentabilidade e padrões de produção no centro do debate. Enquanto o Carrefour justifica sua decisão com base em preocupações ambientais, o setor agropecuário brasileiro defende que suas práticas são referência global.

O episódio reacende discussões sobre a relação comercial entre os blocos e destaca a importância de um diálogo mais transparente e colaborativo para superar desafios comuns.





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