quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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Preço da mandioca cresce na feira e nos mercados



Produtores de mandioca enfrentam problemas com bacterioses




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS, a produção de mandioca na região administrativa de Santa Rosa, no norte do estado, segue com bom desempenho. As lavouras apresentam excelente brotação e vigoroso desenvolvimento vegetativo, o que tem garantido uma produção satisfatória. Para o controle de plantas invasoras, os produtores têm adotado a capina manual, sendo que muitas lavouras são destinadas ao consumo próprio das famílias.

Os preços da mandioca têm variado conforme a forma de comercialização. O valor pago ao produtor pela caixa de 25 kg de mandioca é de R$ 120,00, enquanto o preço do quilo da mandioca lavada e não descascada chega a R$ 5,43 quando vendida diretamente ao consumidor. A mandioca descascada, por sua vez, está sendo comercializada para os mercados varejistas a R$ 6,00/kg, enquanto na feira ou na venda direta ao consumidor, o preço varia entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg.

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Em Soledade, as lavouras de mandioca também estão recebendo cuidados como capina manual ou química. No entanto, em municípios como Venâncio Aires e Mato Leitão, os produtores enfrentam problemas recorrentes com bacterioses, que têm sido associadas à qualidade das manivas utilizadas. Em Mato Leitão, o preço da mandioca está sendo cotado a R$ 25,00 por caixa de 22 kg.





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Sorgo-biomassa é alternativa para geração de energia


O sorgo-biomassa vem se destacando em nível global como alternativa sustentável para a geração de energia. No Brasil, apesar do grande potencial para cultivo dessa planta, a alta umidade e a baixa densidade da biomassa dificultam o transporte e a queima, prejudicando a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria. A Embrapa vem trabalhando, desde 2014, para oferecer ao setor soluções que amenizem esse problema e contribuam para a transição energética no País. Entre elas, apresentadas na publicação “Sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia”, destacam-se a compactação dessa biomassa em briquetes ou pellets e o uso de cultivares de alto desempenho agronômico, entre outras. 

Segundo a pesquisadora da Embrapa Florestas (PR) Marina Morales, uma das autoras da publicação, “ao caracterizar a biomassa do sorgo, identificamos a necessidade de secagem e densificação para otimização do seu uso. Começamos, então, a fazer briquetes e pellets, tecnologias já consolidadas no Brasil, que consistem em reduzir o volume, aumentando a quantidade de biomassa por metro cúbico. Com isso, é possível otimizar a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria. Quanto à secagem, a biomassa que não é seca fora do forno, será seca dentro dele”.

Outra recomendação dos cientistas é o uso de genótipos com alto desempenho agronômico, como o híbrido BRS 716, desenvolvido pela Embrapa e já em comercialização no Brasil. Estudos realizados em parceria entre unidades da Empresa — Florestas, Agrossilvipastoril (MT) e Milho e Sorgo (MG) —, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), comprovaram várias vantagens da espécie, como a capacidade de se adaptar a diferentes condições edafoclimáticas, poder calorífico desejável, grande produção de biomassa por hectare e a possibilidade de cultivo mecanizado, desde o plantio até a colheita.

De acordo com o pesquisador Flavio Tardin, os estudos da Embrapa com o sorgo-biomassa foram idealizados em 2014, frente a um iminente apagão energético em Mato Grosso. “Verificamos que a pesquisa precisava ser feita pensando em biomassas alternativas à madeira, uma vez que seria difícil convencer produtores da região a trocar suas lavouras anuais de alto retorno econômico, como algodão, soja e milho, por florestas plantadas para fins energéticos que levam até seis anos para colheita”, explica.

O Brasil, um dos maiores consumidores de biomassa para geração de energia, enfrenta pressões para reduzir o uso de combustíveis fósseis, que são responsáveis por altas emissões de carbono. A energia gerada a partir de carvão mineral, gás natural e petróleo, além de finita, apresenta volatilidade de preços e impactos ambientais significativos. “Nesse contexto de busca por fontes renováveis e sustentáveis, a alta produtividade do sorgo-biomassa e seu uso estratégico na forma densificada se mostram como alternativas viáveis à madeira, especialmente em regiões onde o cultivo de espécies florestais enfrenta desafios”, observa Tardin, também autor da publicação.

Produção de briquetes mostra bom resultado em escala industrial

Dados da pesquisa indicaram que a substituição de até 66% da biomassa florestal por sorgo-biomassa densificado em processos de queima pode manter o conteúdo energético equivalente ao da queima de madeira, com teores de cinzas abaixo de 3%. “Nada impede a queima de briquetes e pellets de sorgo-biomassa puro; entretanto, para início de testes na indústria, indicamos alimentar o forno com a mescla de 66% de briquete de sorgo e 34% de cavaco. Experimentalmente, nessas proporções obtivemos um poder calorífico equivalente ao da madeira. Isso abre um leque de possibilidades para as indústrias que buscam diversificar suas fontes de energia e segurança energética”, aponta Morales.

Os primeiros testes em escala industrial para produção de briquetes com o sorgo-biomassa foram realizados em outubro deste ano e mostraram bons resultados. A empresa Calmais, parceira da Embrapa, conseguiu densificar o sorgo-biomassa puro em uma briquetadeira industrial. “O briquete está se formando bem, sem fragmentação, o que indica resultados promissores com essa nova matéria-prima”, diz Tardin.

A empresa começou a pesquisar, há alguns anos, possíveis variedades de plantas para geração de energia e hoje, com o uso de irrigação por pivôs, tem sua própria produção de sorgo-biomassa para fins energéticos. “Plantamos eucalipto na região, que não deu muito resultado porque o solo é raso e a cultura tem uma exigência elevada. O sorgo-biomassa mostra um potencial muito positivo devido à baixa necessidade de água e tolerância ao estresse hídrico, quando comparado a outras culturas. Somos mineradores e a assessoria técnica da Embrapa nos ajuda a encurtar caminhos e minimizar riscos”, destaca o proprietário da Calmais, Antônio Holanda Neto.

A gramínea tem sido usada nas duas fábricas montadas pela empresa, sendo uma para densificação de biomassa (produção de briquetes com sorgo), que abastece a outra para alimentação dos fornos voltados à produção de cal. “O objetivo é oferecer uma cal diferenciada ao mercado, já que a tradicional é produzida com uso de combustíveis derivados do petróleo. Esse produto atende às práticas ESG (sigla em inglês para governança social, ambiental e corporativa), que demandam cada vez mais as empresas no País”, pontua Holanda Neto.

Ele explica ainda que novos testes serão feitos com o sorgo associado a biomassas residuais, como a quenga de coco (casca mais dura), casca da castanha de caju, e de coco babaçu, abundantes na região do Ceará. “Nós, da Embrapa, iremos caracterizar energeticamente essas biomassas, visando otimizar essas queimas puras ou em mesclas”, contam Morales e Tardin.

O estudo da Embrapa sobre o sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia é um passo importante em direção a um futuro mais sustentável. Com suas características únicas e adaptabilidade, essa gramínea pode não apenas atender à crescente demanda por energia renovável, mas também contribuir para a segurança energética do Brasil. “Se houver um déficit de madeira, mas tivermos uma matéria-prima que cresce em 180 dias ou menos, como é o caso do sorgo-biomassa, estaremos promovendo segurança energética com essa biomassa alternativa”, afirma Morales.

Apesar das inúmeras vantagens, o sorgo-biomassa ainda enfrenta desafios. A pesquisa e o desenvolvimento dessa cultura no Brasil têm apenas 14 anos, e é necessário um investimento contínuo em tecnologia e conhecimento para maximizar seu potencial. Além disso, a aceitação do mercado e a adaptação das indústrias para utilizar essa nova fonte de energia são fatores que precisam ser considerados.

À medida que o mundo avança em direção a uma matriz energética mais limpa e sustentável, o sorgo-biomassa se posiciona como uma solução viável e promissora, capaz de transformar o cenário energético do País e garantir um futuro mais verde para as próximas gerações. A pesquisa e o desenvolvimento contínuos nessa área serão fundamentais para consolidar o sorgo-biomassa como uma alternativa real e eficaz à madeira na geração de energia.





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Brasil e China estão perto de acordo em miúdos suínos e pescados, dizem fontes


Logotipo Reuters

 

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O Brasil está perto de finalizar protocolos para exportação de miúdos suínos e peixes à China, em processos que abririam mercados com alto potencial, disseram à Reuters duas pessoas a par do assunto.

Os acordos só não foram assinados na visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Brasília, nesta semana, porque algumas análises técnicas não foram concluídas a tempo, disse uma das pessoas, na condição de anonimato.

“Os dois estão bastante avançados, estamos esperando a conclusão das análises técnicas. Não temos como prever ainda quando será a assinatura, mas não deve demorar”, afirmou.

No caso dos miúdos, a eventual abertura seria “disruptiva” para a cadeia de produção de suínos brasileira, disse a fonte.

“São produtos que a China valoriza muito e o Brasil não tem hábito de consumir”, acrescentou a pessoa.

Ela explicou que o foco inicial são os “miúdos vermelhos”, que incluem coração, fígado, rins, pulmões, miolo, língua e esôfago.

Devido ao baixo consumo desses miúdos no Brasil, os preços são pouco remuneradores para a indústria local, mas com valores competitivos na China.  

O Brasil, quarto exportador global de carne suína, exportou em 2023 cerca de 1,2 milhão de toneladas, mas o volume de miúdos somou pouco mais de 100 mil toneladas, para todos os destinos, segundo dados oficiais.

As questões técnicas para a formalização do protocolo incluem o reconhecimento pela China de que outros Estados brasileiros, além de Santa Catarina, são livres de febre aftosa sem vacinação.

A entrada de Paraná e Rio Grande do Sul no rol dos Estados reconhecidos poderia aumentar a oferta para exportação de miúdos à China –os dois Estados nacionais estão entre os poucos com reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), mas não pela China.

Atualmente, apenas Santa Catarina pode exportar miúdos e carne com osso para a China, segundo a fonte.

“Estamos trabalhando para os outros Estados que foram reconhecidos livres pela OMSA, para também poder exportar carne com osso e miúdos.”

“Hoje esses outros Estados exportam, no caso de suínos, por exemplo, apenas carne sem osso.”

O processo de abertura do mercado de miúdos suínos acontece em momento em que a China abriu uma investigação antidumping sobre a carne suína e miúdos suínos da União Europeia, maior exportador do produto ao país asiático, em resposta às restrições europeias às exportações de veículos elétricos chineses.

Se a China decidir levar adiante e colocar uma tarifa (antidumping) na carne da UE, os preços europeus vão ficar “inviáveis”, disse a fonte, lembrando que 80% do que a China compra vem da Europa, um mercado que poderia vir, ao menos em parte, para o Brasil.

Em receitas, as importações chinesas totais de carne suína, incluindo vísceras, somaram 6 bilhões de dólares em 2023, sendo que a Espanha respondeu por cerca de 1,5 bilhão de dólares e o Brasil por pouco mais de 1 bilhão de dólares. Holanda e Dinamarca exportaram o equivalente a mais de 500 milhões de dólares cada, segundo dados da alfândega chinesa.

PESCADO

O protocolo para exportações de peixes brasileiros para a China deverá envolver a pesca extrativa, um mercado que pode somar 1 bilhão de dólares, segundo a fonte.

Assim como o acordo em miúdos suínos, o referente a pescado estaria entre os protocolos mais próximos de serem assinados.

Na quarta-feira, o Brasil anunciou que entre os pactos comerciais já firmados para exportação estão aqueles que incluem farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal.

No mesmo dia, Brasil e China firmaram acordos para abrir mercados na China a uvas frescas, gergelim e sorgo.

No sorgo, o movimento da China acontece antes da posse de Donald Trump, que pode implementar tarifas contra produtos chineses que seriam passíveis de retaliações em mercadorias agrícolas dos EUA, como o sorgo.

O mercado de sorgo pode chegar a 500 milhões de dólares, se a questão tarifária surgir, disse a fonte.

(Por Lisandra Paraguassu)





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Nova cultivar de rúcula combina alta produtividade e resistência



Cultivar apresenta atributos que agradam tanto a produtores quanto a consumidores




Foto: Pixabay

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) anunciou que um novo cultivar de rúcula, ideal para o cultivo orgânico, chegará ao mercado brasileiro em 2025. Batizada de SCS382 Simone, a variedade é fruto de 20 anos de pesquisas e seleções realizadas na Estação Experimental de Itajaí (EEI). A nova rúcula apresenta atributos que agradam tanto a produtores quanto a consumidores, como resistência a pragas e doenças, alta produtividade, folhas largas e um sabor acentuado.

A pesquisa começou em 2003, utilizando genótipos do Banco Ativo de Germoplasma do Projeto Hortaliças da EEI. Durante duas décadas, os pesquisadores selecionaram plantas com base em características agronômicas e comerciais. O nome do cultivar é uma homenagem a Simone, funcionária da estação de pesquisa, destacando a contribuição humana no desenvolvimento da tecnologia, informou a Epagri.

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Testes comparativos realizados em abrigos com quatro outras variedades comerciais confirmaram o desempenho superior da Simone em sistemas orgânicos. A rúcula também foi avaliada por produtores orgânicos do Litoral Norte e do Vale do Itajaí, que aprovaram amplamente o novo cultivar, tanto pela produtividade quanto pela qualidade sensorial das folhas.

Para que a rúcula Simone chegue ao mercado, será necessário realizar uma licitação para definir a empresa que multiplicará e comercializará as sementes. A expectativa é que as sementes estejam disponíveis a partir de 2025. A Epagri recomenda o cultivo da SCS382 Simone em todas as regiões do Brasil, apostando em uma grande adesão por parte de produtores e consumidores.

O lançamento reforça o compromisso da Epagri com a agricultura sustentável, atendendo à crescente demanda por hortaliças orgânicas e oferecendo uma alternativa que alia produtividade, qualidade e respeito ao meio ambiente.





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queimadas podem gerar perdas de mais de 50% dos canaviais afetados


As temperaturas extremas e as mudanças climáticas têm gerado preocupação entre agrônomos e agricultores, especialmente no setor sucroenergético, base econômica do estado de São Paulo. Após um período de estiagem severa e queimadas intensas, a retomada das chuvas trouxe novos desafios aos produtores de cana-de-açúcar: a recuperação do solo e a avaliação da germinação das soqueiras no início da safra.

Pesquisadores da Massari Fértil, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), investigam as causas dos incêndios e buscam soluções para restaurar a eficiência do solo e repor nutrientes perdidos. “A seca foi tão intensa que canaviais novos, de 2º, 3º e 4º cortes, simplesmente não brotaram. Estimamos que teremos uma área representativa de canaviais com mais de 50% de falhas de brotação, não sendo viáveis economicamente o replantio e tratos culturais. Em resumo, perda do canavial”, avalia Cláudio Monteiro, químico da Massari.

Um dos principais desafios é a restauração do solo, já que a palha que protegia as plantas foi transformada em cinzas, eliminando nutrientes essenciais. Como alternativa, os especialistas sugerem priorizar o plantio de cana sobre cana utilizando o sistema MEIOSI fase 1 (Método Interrotacional Ocorrendo Simultaneamente), com início previsto para novembro de 2024 e projeção até abril de 2025.

No entanto, Monteiro alerta que o preparo do solo em meio a chuvas intensas pode causar erosão. Práticas sustentáveis, como o preparo reduzido e a aplicação de corretivos micronizados, são apontadas como medidas essenciais. “Esses produtos são aplicados diretamente na superfície e utilizam as chuvas para alcançar e corrigir o perfil completo do solo”, explica.

Dados do IAC mostram que, desde 1980, as temperaturas máximas e mínimas aumentaram mais de 1ºC no estado de São Paulo, um cenário que, segundo Monteiro, compromete o desenvolvimento das culturas e a produtividade. “Esse cenário é preocupante, pois limita o desenvolvimento das culturas e, consequentemente, a produtividade”, alerta Monteiro.

Diante do cenário climático adverso, o setor sucroenergético busca soluções que unam tecnologia, práticas sustentáveis e manejo adequado para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e garantir a produtividade no longo prazo.





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Chuvas acima da média beneficiam o arroz no Sudeste Asiático



Impacto no óleo de palma preocupa




Foto: Pixabay

Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (3) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Uma perturbação tropical de grande magnitude atingiu o Sudeste Asiático, causando chuvas torrenciais em diversas regiões e provocando inundações localizadas. Áreas do leste das Filipinas e partes da Malásia e Indonésia registraram acumulados superiores a 200 mm de precipitação.

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Na península da Malásia, algumas localidades chegaram a reportar chuvas acima de 800 mm. Embora as inundações mais severas tenham ocorrido fora das principais áreas agrícolas, atrasos na colheita e possíveis quedas no rendimento de óleo de palma na Malásia foram observados como efeitos negativos.

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Por outro lado, na Indonésia, as chuvas em Java foram majoritariamente sazonais e benéficas para o arroz da estação principal, que apresenta um desempenho positivo nesta temporada. Os dados indicam que os acumulados de chuva em Java estão 120% acima da média histórica, um contraste significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados apenas 54% do normal.





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Inseticida-acaricida apresenta eficácia contra pragas da citricultura



Inseticida-acaricida é integrado ao “Avalia Psilídeo”




Foto: Seane Lennon

A empreasa Sipcam Nichino Brasil anunciou que sua solução inseticida-acaricida “Fujimite®”, com o ingrediente ativo fenpiroximato, foi recentemente incorporada ao informe “Avalia Psilídeo”, ferramenta do Fundecitrus desenvolvida para ajudar citricultores a avaliar a eficácia dos inseticidas no controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), vetor da doença ‘greening’. A mais recente atualização da ferramenta, que reúne dados sobre 78 populações do inseto coletadas em várias regiões do cinturão citrícola, foi publicada recentemente.

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De acordo com a empresa, a solução é eficaz no controle de pragas de alta relevância econômica, como o psilídeo e os ácaros tetranichydius e ovos do ácaro-da-leprose. Com modo de ação por contato e ingestão, o o inseticida-acaricida é destacado pela empresa como um novo grupo de ação, sendo ideal para a rotação de ativos na cultura e no manejo de resistência do psilídeo, devido à sua singularidade no grupo IRAC.

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O inseticida-acaricida tem mostrado ótimos resultados de controle do psilídeo-dos-citros, com estudos técnicos realizados na Estação Experimental Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), e por consultorias como SmartMip, Farmatac e Fundecitrus, que indicam um controle variando de 80% a 100% da praga.

 





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São Paulo premia as melhores cachaças paulistas


Na última terça-feira (03/12), foi realizada a cerimônia de premiação do 1º Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista, na sede da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA). A competição, que teve como objetivo valorizar a excelência da bebida produzida no estado, reconheceu as melhores cachaças em três categorias: envelhecida, armazenada e branca. Ao todo, 78 rótulos foram premiados, todos com qualidade certificada.

São Paulo é o maior produtor de cachaça do Brasil, com mais de 400 unidades produtoras, o que representa 45% da produção nacional. Os vencedores de cada categoria foram: Cachaça Almeida Valente, de Arthur Nogueira, na categoria branca; Cachaça Santa Capela Carvalho, de Santa Bárbara d’Oeste, na categoria armazenada; e Cachaça Taboado, de Votuporanga, na categoria envelhecida, conforme o infomado pela SAA.

A cerimônia destacou a rica diversidade de aromas e sabores da cachaça paulista, que pode incluir notas de frutas tropicais, baunilha, mel, especiarias e até mesmo nuances de couro e tabaco, dependendo do tipo de madeira utilizada e do tempo de envelhecimento. A bebida deve equilibrar doçura, acidez e amargor, com um final suave e agradável.

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O trabalho de pesquisa e desenvolvimento, realizado pelo Grupo de Estudos da Cadeia da Cachaça de Alambique (Gecca), também foi destacado. O grupo, composto por pesquisadores da Apta Regional de Bauru e Piracicaba, em parceria com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), a Câmara Setorial da Cachaça Paulista da SAA e diversas universidades, tem como objetivo promover o aprimoramento da produção da cachaça no estado.

Os 78 rótulos participantes passaram por um rigoroso processo de avaliação, que considerou qualidade, procedência e informações dos rótulos. Entre os avaliadores estavam representantes da Secretaria de Agricultura, especialistas e apreciadores da bebida. A Apta Regional de Piracicaba foi responsável pela parte técnica do concurso, com a elaboração das fichas sensoriais e a análise dos resultados dos provadores. Ao todo, 51 cachaças foram premiadas com a classificação ouro, 23 com prata e 4 com bronze. As 5 melhores de cada categoria foram premiadas na cerimônia.





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preço registra alta nas cotações do algodão


Segundo o boletim do Agricultural Marketing Service’s Cotton and Tobacco Program, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicado na última sexta-feira (29), as cotações do algodão em pluma registraram alta na semana encerrada em 28 de novembro nos Estados Unidos. O preço médio spot da qualidade base foi de $ 66,44 cents por libra, superando os $ 64,54 cents da semana anterior, mas abaixo dos $ 75,04 cents observados no mesmo período de 2023.

As cotações diárias oscilaram entre 65,73 centavos, na sexta-feira (22), e $ 66,71 cents, na quarta-feira (27). No período, foram negociados 46.556 fardos, quase o dobro do volume da semana anterior (19.685), mas ainda abaixo dos 35.889 registrados no mesmo período do ano passado. No acumulado da temporada, o total de transações spot chegou a 185.262 fardos, inferior aos 200.447 do ano passado, conforme o USDA.

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De acordo com o boletim, o mercado spot apresentou demanda moderada, enquanto a oferta dos produtores permaneceu limitada. O preço de liquidação de março na ICE encerrou a semana em alta, alcançando $ 71,75 cents, ante $ 70,43 cents da semana anterior.

O clima também influenciou as atividades agrícolas. Na região sudeste dos Estados Unidos, chuvas leves melhoraram as condições em algumas áreas, mas bolsões de seca persistiram em outras. As temperaturas diurnas variaram entre 50 e 70 graus Fahrenheit, enquanto mínimas noturnas oscilaram entre 30 e 50 graus.

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A colheita e o trabalho de campo avançaram, com os módulos sendo processados sem interrupções nas instalações de descaroçamento. Em algumas áreas das Carolinas e Virgínia, as chuvas tornaram o solo instável, causando atrasos pontuais.

O mercado interno mostrou demanda moderada por algodão de alta qualidade, especialmente para entregas no primeiro trimestre de 2025, embora nenhum novo contrato tenha sido formalizado. As exportações também registraram movimentação limitada, com pedidos pontuais de usinas na Costa Rica e Taiwan, mas sem negociações adicionais.





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feira da agricultura familiar promove inovações e sustentabilidade


O fortalecimento da agricultura familiar, a promoção de inovações tecnológicas, o incentivo às iniciativas dos produtores rurais e a valorização do potencial dos territórios são alguns dos principais objetivos da 2ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar (Femaf), que ocorrerá em São Luís/MA, com a participação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O evento busca promover a sustentabilidade da produção rural e a melhoria socioeconômica dos agricultores familiares, oferecendo uma programação diversificada com minicursos, palestras, oficinas, painéis e atrações culturais, como o Festival Gastronômico do Babaçu do Maranhão e o concurso para a Melhor Farinha D’Água do Maranhão.

A Conab, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Embrapa, integra o Consórcio Federal do Maranhão e contribuirá com uma série de atividades voltadas ao apoio ao setor.  O evento acontece de hoje (4) a sábado (7), na Lagoa da Jansen.

No dia 5 de dezembro, das 10h10 às 12h10, será realizada uma oficina sobre o Programa de Venda em Balcão (ProVB), com o palestrante Francisco José Cysne Aderaldo. O programa facilita o acesso de pequenos criadores de animais aos estoques públicos de produtos agrícolas, permitindo a aquisição de mercadorias a preços compatíveis com o mercado local.

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Ainda no dia 5, a Conab lançará o PAA Cozinha Solidária, das 15h10 às 17h20, no Auditório Manuel da Conceição. O programa visa fortalecer a rede de cozinhas solidárias, utilizando produtos da agricultura familiar para atender comunidades em situação de vulnerabilidade social.

No dia 6 de dezembro, das 8h às 10h, será realizada uma oficina sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que facilita a comercialização de produtos da agricultura familiar, adquirindo-os diretamente dos produtores para doação a entidades como escolas e bancos de alimentos.

O último dia da feira, 7 de dezembro, contará com uma oficina sobre o Programa de Garantia de Preço Mínimo para a Sociobiodiversidade (PGPMBio), das 14h às 16h, com foco na subvenção ao babaçu e outros produtos da sociobiodiversidade. O programa garante preços mínimos para os extrativistas, assegurando a estabilidade e a sustentabilidade da produção.

Com essas ações, a Conab reforça seu compromisso com o desenvolvimento da agricultura familiar no Maranhão e no Brasil, promovendo iniciativas que contribuem para a inclusão social e a melhoria das condições de vida no campo.





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