quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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os avanços do funding agro


Na manhã desta quarta-feira, 11 de dezembro, o talk show “A Voz do Mercado” reuniu especialistas e líderes do setor agropecuário para discutir os avanços e desafios no financiamento do agronegócio brasileiro. Realizado na sede da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, e transmitido ao vivo pelo canal do Portal Agrolink no YouTube, o evento trouxe à tona debates essenciais sobre a evolução de instrumentos financeiros como a Cédula de Produto Rural (CPR) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Sob a mediação de Ivan Wedekin e Suelen Farias, o evento destacou o tema central “CPR 30 | Títulos 20 anos – A Revolução do Funding Agro”. Os convidados compartilharam suas experiências e perspectivas sobre como esses instrumentos têm moldado o acesso ao crédito e impulsionado o crescimento do setor.

A CPR: um divisor de águas no agro

Roberto (Bob) Machado, ex-diretor do Banco do Brasil e idealizador da CPR, trouxe uma análise detalhada sobre a importância desse instrumento financeiro. Segundo ele, a CPR não apenas revolucionou o financiamento rural, mas também criou uma ponte vital entre o campo e o mercado de capitais.

“A CPR foi criada em um momento de escassez de recursos. Nosso objetivo era simplificar e centralizar as garantias em um único documento, permitindo ao produtor rural acessar mercados e reduzir riscos”, explicou Machado. Ele ainda destacou que, ao longo dos anos, o instrumento passou a atender demandas mais complexas. “Hoje, a CPR é um ativo que se conecta diretamente ao mercado de capitais, algo impensável há 30 anos.”

O papel transformador da CPR financeira

Victoria de Sá, sócia-fundadora da Vert Securitizadora, destacou a evolução da CPR para atender às necessidades de um mercado mais dinâmico. “Quando a CPR nasceu, seu foco principal era a produção. Hoje, com a introdução da CPR Financeira, conseguimos conectar o setor produtivo diretamente ao mercado de capitais, proporcionando liquidez e diversificação de investimentos”, afirmou.

Ela também apontou os desafios do momento: “Precisamos avançar na regulamentação e ajustar as taxas de retorno para encontrar um equilíbrio saudável entre investidores e produtores. O FIAGRO tem grande potencial, mas ainda requer amadurecimento em termos de estrutura e transparência.”

Barter e a democratização do crédito

Fernando Pimentel, sócio-diretor da Agrometrika e da Agrosecurity, ressaltou o impacto do sistema de Barter e da CPR na democratização do acesso ao crédito. “Antes da CPR, as operações de Barter enfrentavam inseguranças jurídicas e resistências de grandes tradings. Hoje, o cenário é outro: a CPR se consolidou como uma ferramenta essencial para conectar o mercado de capitais às necessidades do campo”, explicou Pimentel.

Pimentel também destacou como o Barter permite maior previsibilidade para o produtor: “Com o Barter, o agricultor pode travar custos e acessar insumos de forma mais planejada, o que é essencial em tempos de incerteza climática e de mercado.”

Desafios e oportunidades no funding agro

Durante o debate, os participantes discutiram questões críticas para o futuro do financiamento agropecuário. Ivan Wedekin enfatizou a necessidade de maior capacitação dos agentes financeiros: “O agronegócio tem características cíclicas que precisam ser compreendidas por quem está do outro lado da mesa de negociação. Sem essa visão, criam-se ruídos que prejudicam o fluxo de capital.”

Suelen Farias complementou, destacando a importância de parcerias estratégicas: “Estamos vivenciando uma revolução no financiamento agropecuário. Instrumentos como a CPR e o FIAGRO têm sido fundamentais para fortalecer a relação entre produtores, investidores e o mercado de capitais. Precisamos continuar promovendo essa integração.”

Impacto para o futuro

“A Voz do Mercado” se consolidou como um importante palco para reflexão e discussão sobre o futuro do financiamento agropecuário no Brasil. Para produtores, investidores e profissionais do setor, o evento reafirmou a importância de inovações financeiras para sustentar o crescimento e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Como enfatizou Roberto Machado: “O futuro do funding agro está em criar soluções que sejam tão inovadoras quanto as práticas agrícolas no campo. Este é o verdadeiro espírito do agronegócio brasileiro.”

Assista a edição na íntegra: clique aqui.





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Cafeicultores registram recorde no poder de compra em 2024



Melhora no poder de compra dos cafeicultores é reflexo da valorização do café




Foto: Pixabay

O poder de compra dos cafeicultores brasileiros em relação aos insumos agrícolas, especialmente fertilizantes, atingiu o patamar mais alto da série histórica iniciada em 2008, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Na parcial de dezembro, produtores do Sul de Minas Gerais necessitam de apenas 1,59 saca de café arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada de ureia, marcando um cenário extremamente favorável.

De acordo com o levantamento, a melhora no poder de compra dos cafeicultores é reflexo da expressiva valorização do café ao longo de 2024. Os preços elevados estão relacionados aos desafios produtivos enfrentados por grandes players como Brasil e Vietnã, que reduziram a oferta e pressionaram os estoques globais.

Mesmo com os preços em alta no mercado internacional, a demanda pelo café segue robusta, impulsionada por consumidores em mercados tradicionais e emergentes. Esse cenário garante um equilíbrio favorável aos produtores, que têm aproveitado o aumento na rentabilidade para investir em insumos estratégicos.

A análise do Cepea destaca que o atual momento é uma oportunidade única para os cafeicultores fortalecerem suas operações, sobretudo com a aquisição de insumos a custos relativamente acessíveis, garantindo maior eficiência produtiva para os próximos ciclos.





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Brasil Importou 6,52 milhões de toneladas de trigo em 12 meses



Movimento foi impulsionado pela oferta competitiva de trigo argentino




Foto: Canva

As importações brasileiras de trigo têm registrado crescimento expressivo em 2024, atingindo, no acumulado de 12 meses, o maior volume em quatro anos. Segundo dados analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em novembro, mesmo com o avanço da colheita nacional e o aumento da paridade de importação, as compras externas mantiveram-se em alta.

Esse movimento foi impulsionado pela oferta competitiva de trigo argentino. Foram importadas 427,53 mil toneladas de trigo em novembro de 2024, volume 33% maior que o registrado no mesmo mês de 2023, de acordo com informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A Argentina se destacou como principal fornecedora do cereal, sendo responsável por 79,5% das aquisições brasileiras em novembro. Este foi o maior volume importado do país vizinho nos últimos seis meses.

No acumulado de 12 meses encerrados em novembro de 2024, o Brasil comprou 6,52 milhões de toneladas de trigo do mercado externo, superando a marca de novembro de 2020, quando foram adquiridas 6,53 milhões de toneladas.

Contexto para o mercado interno

Esse cenário reflete a importância das importações para equilibrar a oferta nacional de trigo, especialmente em períodos de colheita e diante de oscilações na produção doméstica. Pesquisadores do Cepea destacam que a competitividade dos preços argentinos tem sido um fator determinante para esse aumento, reforçando o papel do país como parceiro estratégico na cadeia de abastecimento brasileira.

O aumento das importações em meio à safra nacional pode impactar os preços internos do trigo, que, historicamente, estão atrelados à dinâmica de mercado e à paridade de importação.

 





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Acordo Mercosul-UE desafia auditores fiscais agropecuários



Apesar do avanço, desafios emergem



Apesar do avanço, desafios emergem
Apesar do avanço, desafios emergem – Foto: Foto: Portos RS

Após 25 anos de negociações, Mercosul e União Europeia anunciaram a conclusão do histórico Acordo de Parceria, que promete impulsionar o comércio internacional. Reconhecendo a qualidade do agronegócio brasileiro, o tratado beneficia produtos como carne, soja e café, além de eliminar tarifas para suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Também garante preferência para exportações de carnes, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel.  

Os auditores fiscais federais agropecuários desempenham papel essencial nesse cenário. São responsáveis por garantir as certificações sanitárias e fitossanitárias internacionais, além de atuar na fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras, e na defesa agropecuária. No exterior, adidos agrícolas colaboram na abertura de novos mercados para o agronegócio nacional.  

Apesar do avanço, desafios emergem. O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, alerta para a necessidade de valorização da carreira e ampliação do quadro de auditores, diante do aumento das demandas e do impacto na saúde dos profissionais. Ele destaca a urgência de investimentos para evitar interferências políticas na fiscalização e preservar a credibilidade mundial do Brasil no setor.  

“O acordo Mercosul-União Europeia é um marco histórico para o comércio internacional, especialmente para a agropecuária brasileira. Com ele, certamente haverá uma maior demanda pelos grãos e proteínas nacionais e o trabalho técnico dos auditores fiscais federais agropecuários é essencial para a credibilidade do Brasil no mercado internacional e para a garantia da segurança da segurança alimentar em todo o mundo. Por outro lado, é urgente e necessária a valorização da carreira e a ampliação do quadro de profissionais em todo o país. Há uma deficiência de estrutura e de recursos humanos por falta de concursos públicos. Este cenário nos preocupa, pois se não houver investimentos urgentes por parte do Governo Federal na melhoria de condições de trabalho, toda essa segurança reconhecida mundialmente poderá ser colocada em risco, abrindo margem para questionamentos internacionais”, afirmou. 

 





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Portal Agrolink lança campanha para ajudar vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul


O Portal Agrolink, uma das principais plataformas voltadas ao agronegócio no Brasil, anunciou o lançamento da campanha “Agrolink RS Solidário”, com o objetivo de arrecadar recursos para apoiar as comunidades gaúchas afetadas pelas enchentes de 2024. O fenômeno climático, que atingiu o estado nos meses de abril e maio, é considerado a pior enchente desde 1941. A tragédia resultou em 478 municípios atingidos, 182 mortes confirmadas e mais de 2,3 milhões de pessoas impactadas diretamente, muitas delas sem acesso à moradia ou condições básicas de vida.

Além do impacto humano, as enchentes devastaram a economia do Rio Grande do Sul, com danos que especialistas preveem levar até uma década para serem superados. No setor agropecuário, o prejuízo foi severo: lavouras foram destruídas, máquinas danificadas e solos degradados, com nutrientes acumulados ao longo de décadas sendo levados pelas águas. Esse cenário reforça a importância de iniciativas como a campanha solidária promovida pelo Portal Agrolink, que busca somar forças para a recuperação das comunidades e das cadeias produtivas da região.

O Portal Agrolink destacou que a iniciativa não apenas visa atender às necessidades imediatas, mas também contribuir para acelerar o processo de reconstrução do estado. “O Rio Grande do Sul é um pólo essencial para o agronegócio nacional. A recuperação do estado não é apenas uma questão regional, mas de interesse de todo o Brasil”, ressaltou a diretoria da empresa no projeto da campanha.

Como funciona

A ação solidária, que terá duração de 12 meses, destinará a margem operacional, equivalente a 15% dos resultados da comercialização de produtos e serviços do Portal Agrolink à entidade que trabalha diretamente com as comunidades afetadas. A entidade selecionada para receber os recursos foi o Movimento SOS Agro RS. A transparência será garantida por meio de auditoria externa, que apresentará relatórios detalhados sobre os valores arrecadados e a entidade contemplada.

Como participar

Empresas do setor agro e público em geral podem contribuir contratando pacotes de serviços durante o período da campanha ou realizando doações diretas à entidade parceira por meio do código PIX que será disponibilizado. A participação de empresas parceiras será amplamente divulgada nos canais do Portal Agrolink, ampliando a visibilidade da solidariedade no setor.

A campanha “Agrolink RS Solidário” reforça o papel do agronegócio como uma força capaz de mobilizar recursos e trazer esperança a um estado que enfrenta um momento crítico. A união entre empresas, instituições e comunidades é apontada como essencial para superar as consequências dessa tragédia e iniciar um novo ciclo de reconstrução para o Rio Grande do Sul.

A Aprosoja é uma das apoiadoras da campanha.





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Denúncia sobre irregularidade na Funai movimenta FPA



A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas



A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas
A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas – Foto: Agência Brasil

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), apresentou o projeto de lei (PL 4740/2024) para estabelecer critérios legais para o reconhecimento da nacionalidade brasileira a indígenas. A proposta surgiu após denúncias de que indígenas paraguaios estariam recebendo certidões de nascimento brasileiras na região de Guaíra, no Paraná, historicamente afetada por conflitos fundiários e invasões a propriedades privadas.  

A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, para explicar as ações do ministério e da Funai na emissão de tais documentos. Além disso, um ofício foi enviado ao embaixador do Paraguai no Brasil, Juan Angel Delgadillo, pedindo informações sobre a imigração de indígenas paraguaios e as assistências prestadas. 

“O próprio município de Guaíra/PR, em petição no Supremo Tribunal Federal, destacou que o tráfego de indígenas não brasileiros na região não é novidade. Contudo, diante da situação vivenciada atualmente no Estado do Paraná e no Estado do Mato Grosso do Sul, há elementos que demonstram a problemática de não se ter procedimentos e requisitos para a concessão de nacionalidade. A demarcação de terras indígenas dá-se no território brasileiro e deve ser direcionada para cidadãos brasileiros indígenas”, explicou.

Lupion defendeu que a regularização é essencial para evitar conflitos e garantir segurança jurídica no campo. A FPA também requisitou à Comissão de Assuntos Internacionais um relatório sobre a migração irregular de paraguaios e seu registro como indígenas brasileiros, alertando para os impactos sobre políticas migratórias, serviços públicos e relações bilaterais com o Paraguai.  





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o que esperar do mercado da soja


As recentes movimentações no mercado de soja refletem um cenário desafiador e de oportunidades. Segundo análise da Grão Direto, diversos fatores têm influenciado o comportamento do mercado, incluindo uma queda expressiva nas exportações, oscilações cambiais e previsões climáticas que podem alterar a dinâmica global da commodity.

Exportações despencam 67% em novembro

De acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a exportação de soja brasileira foi revisada para baixo, com expectativa de alcançar apenas 1,24 milhão de toneladas em novembro. Esse volume representa uma queda de 67% em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução nas exportações reflete, em parte, a menor competitividade no cenário internacional, somada a estoques ajustados em alguns mercados compradores.

Safra avança no Rio Grande do Sul, apesar de desafios

No Brasil, o plantio avança, com destaque para o Rio Grande do Sul, que já semeou 80% da área projetada. As chuvas recentes têm beneficiado a cultura, mas a irregularidade da umidade em novembro trouxe desafios aos produtores gaúchos.

Valorização do dólar gera oportunidades e impacta custos

A valorização do dólar, que atingiu R$6,07 na última semana, gerou impacto direto no mercado de soja. Por um lado, a alta cambial favoreceu a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e impulsionou os preços internos. Por outro, os custos de produção também subiram, pressionando margens de lucro.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros para janeiro de 2025 encerraram a semana com alta de 0,40%, cotados a US$9,95 por bushel, enquanto o vencimento de março/2025 fechou em US$10,00 (+0,30%).

Previsões climáticas e impactos na Argentina

As chuvas de novembro foram benéficas para as lavouras argentinas. Contudo, a possível chegada do fenômeno La Niña, que historicamente reduz os índices pluviométricos, pode comprometer a safra local. Caso se confirme entre dezembro e fevereiro, o fenômeno poderá trazer volatilidade aos preços globais, especialmente na Bolsa de Chicago.

Produção brasileira rumo a um novo recorde

As projeções da Conab e do USDA indicam que o Brasil está a caminho de mais uma safra recorde em 2024/25. A Conab prevê uma produção de 166,14 milhões de toneladas (+12,5% em relação à safra anterior), enquanto o USDA estima um volume de 169 milhões de toneladas. Ambas as instituições destacam a expansão da área plantada e as condições climáticas favoráveis como fatores determinantes.

Perspectivas 

Com os dados atualizados, o mercado interno deve continuar sendo influenciado pela força do dólar e pela oferta global. No curto prazo, espera-se desvalorização dos prêmios no mercado disponível e pressão baixista para a safra futura.





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Preços da maçã sobem 3%, aponta Cepea



Quebra de safra impulsiona mercado de maçãs no Brasil




Foto: Pixabay

Segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea, o mercado de maçã apresentou um cenário aquecido na última semana, impulsionado pelo aumento da procura na maioria dos calibres e variedades com a chegada do início do mês. Este movimento ocorre em um contexto de estoques nacionais reduzidos, reflexo direto da quebra de safra registrada no início do ano, o que tem sustentado uma boa movimentação e contribuído para a valorização dos preços.

A variedade fuji 110 Cat 1, por exemplo, registrou uma média de R$ 156,44 por caixa de 18 kg nas principais regiões classificadoras, um avanço de 3% em relação à semana anterior.

De acordo com especialistas do Cepea, a tendência é que os preços permaneçam firmes até o final do ano, devido à oferta limitada. No entanto, o mercado segue atento à concorrência com as maçãs importadas e às frutas de caroço, como pêssegos, ameixas e nectarinas, que ganham maior representatividade nesta época do ano.

 





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Atraso no plantio da safra prejudica exportações de soja de Mato Grosso



Exportações registram queda de 82% em novembro




Foto: Leonardo Gottems

As exportações brasileiras de soja registraram forte retração em novembro de 2024, totalizando 2,55 milhões de toneladas (mi de t), uma queda de expressivos 50,87% em comparação ao mesmo mês de 2023, conforme dados divulgados pela Secex. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso foi um dos estados mais impactados pela redução, com exportações somando apenas 95,25 mil toneladas (t), retração de 82% frente a novembro do ano passado.

A menor oferta de soja no estado resultou em um cenário inédito: a participação de Mato Grosso nas exportações nacionais foi de apenas 3,73% em novembro, o menor índice já registrado na série histórica para o mês. No acumulado do ano (janeiro a novembro de 2024), o estado exportou 24,64 mi de t, uma redução de 11,79% em relação ao mesmo período de 2023.

Além da oferta limitada, o atraso no plantio da safra 2024/25 agrava as expectativas para os próximos meses. O Imea projeta que o volume exportado em dezembro de 2024 será ainda menor, com reflexos negativos previstos para os embarques de janeiro de 2025, que devem ficar abaixo dos níveis registrados no início deste ano.

O desempenho das exportações de Mato Grosso tem gerado apreensão no mercado, considerando que o estado é tradicionalmente responsável por uma parcela importante dos embarques nacionais. A redução na oferta local impacta diretamente a competitividade e os fluxos comerciais do Brasil, principal exportador mundial de soja.

 





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Semeadura do feijão está concluída na maior parte do Rio Grande do Sul


A semeadura da primeira safra de feijão foi concluída na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. No entanto, de acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21/11), permanecem áreas a serem implantadas no Sul e Nordeste, especialmente nos Campos de Cima da Serra, onde se adota cultivo único com plantio tardio, concentrado no mês de dezembro. Para a Safra 2024/2025 no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 28.896 hectares e a produtividade média estimada é de 1.864 kg/ha.

O tempo seco, de altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ventos ocasionais da última semana, configurou-se como um fator climático desfavorável à cultura, que já apresenta sinais de estresse hídrico. A maior parte das lavouras encontra-se na fase reprodutiva (florescimento, formação de vagens e enchimento de grãos) e restrições hídricas nesse estágio podem afetar a produtividade. Contudo, até o momento, o quadro não é considerado crítico. As precipitações ocorridas recentemente poderão amenizar a situação e limitar perdas.

Na região de Santa Maria, 93% das áreas estão semeadas. A maior parte está em estágio reprodutivo, como a lavoura registrada em Toropi, no começo do mês (07/11), e 4% estão colhidos.

SOJA
O ritmo de semeadura das lavouras foi influenciado diretamente pelos níveis de umidade do solo, que variaram conforme a distribuição irregular de precipitações no Estado. A área semeada alcançou 50% da projetada.

Nas áreas onde a umidade do solo se mostrou insuficiente, a semeadura foi suspensa. Já nas localidades que receberam chuvas leves, os trabalhos prosseguiram quase sem interrupções. A área de cultivo projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média em 3.179 kg/ha.

MILHO
A semeadura do milho atingiu 84% da área projetada para a safra. A maioria das lavouras segue em fase de desenvolvimento vegetativo (58%); o restante está em florescimento (26%) e em enchimento de grãos (16%). Para a Safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares e a produtividade média de 7.116 kg/ha.

Os baixos regimes de chuva acarretaram sintomas de déficit hídrico nas lavouras de sequeiro. A situação é preocupante especialmente em relação às áreas em floração, fase mais sensível da cultura. Nas localidades onde choveu no início de novembro, os sintomas foram mitigados nos solos sem compactação. Porém, onde as chuvas foram insuficientes ou chegaram tardiamente, a perda de produtividade está consolidada.

Em áreas irrigadas ou com boas condições hídricas, o potencial produtivo está elevado, sendo favorecido pela alta disponibilidade de radiação solar durante o dia e pelas temperaturas amenas à noite.

BRÓCOLIS
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em São José do Hortêncio, a produção de brássicas do mês de novembro segue dentro da normalidade, e as plantas se desenvolvem bem. Os produtores monitoram a ocorrência de pragas, não havendo registro de perdas no último mês.
Em relação às vendas, houve bastante demanda por brócolis. Já o repolho apresenta demanda mais reduzida. O preço médio praticado, na Ceasa de Porto Alegre, para brócolis, segue entre R$ 20,00 e R$ 30,00 a dúzia, dependendo da qualidade e do tamanho do produto. A cotação do repolho baixou, ficando entre R$ 1,00 e R$ 2,00 a unidade, conforme o tamanho.

MORANGO
Na região de Caxias do Sul, o clima foi favorável para o desenvolvimento da cultura, assim como para a floração e frutificação das plantas. Apenas no final do período, a temperatura elevada causou algumas perdas, porém o maior volume já havia sido colhido. Os cultivos seguem sem evidências de doenças e pragas que possam causar prejuízos, mas os produtores monitoram constantemente suas lavouras. O feriado da Proclamação da República seguido do final da semana trouxe grande número de visitantes à região serrana, o que elevou o consumo de morango em estabelecimentos, como restaurantes e hotéis. O preço de venda direta a consumidores variou entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





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