quarta-feira, abril 15, 2026

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Milho emenda sexta queda consecutiva e B3 atinge menores patamares em um mês…


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Nesta quinta-feira (21), s preços futuros do milho emendaram sua sexta sessão consecutiva de baixa na Bolsa Brasileira (B3) e atingiram o seu menor patamar em um mês, conforme aponta a Agrinvest.   

“O programa brasileiro de exportação continua lento, já que o Brasil está menos competitivo do que origens como os Estados Unidos, Argentina e Ucrânia. A safra de milho verão está se desenvolvendo bem e diante do recente fortalecimento dos preços, houve uma melhora nas margens do produtor, o que pode estimular a manutenção de área de cultivo da safra 2025”, dizem os analistas da consultoria.  

 O Consultor de Mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca ainda que, as indústrias de ração animal no Brasil, que estavam demandando fortemente o grão e ajudando nas recentes altas de preços, começaram a desacelerar as compras nessa reta final de ano.  

 “A B3 deu aquela esfriada que a gente já estava esperando. O setor de ração parou de comprar, as grandes empresas do setor estão parando de comprar nessa semana e vão fazer férias coletivas e manutenção de equipamentos em dezembro”, diz Brandalizze.   

Na B3, o vencimento janeiro/25 foi cotado à R$ 72,37 com desvalorização de 0,84%, o março/25 valeu US$ 73,39 com perda de 0,76%, o maio/25 foi negociado por R$ 71,95 com queda de 0,44% e o julho/25 teve valor de R$ 67,80 com baixa de 0,59%. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

Já no mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou elevações neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Alto Garças/MT. Já as valorizações apareceram em Rondonópolis/MT, Primavera do Leste/MT, Itiquira/MT, Sorriso/MT, Machado/MG e Porto de Santos/SP. 

Mercado Externo 

Os preços internacionais do milho futuro também encerraram o pregão desta quinta-feira registrando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

De acordo com a análise da Agrinvest, um dólar mais forte, associado a quedas nos futuros da soja e do óleo, acabou trazendo pressão também ao milho e ao trigo nesta quinta-feira em Chicago. 

“Pela manhã, o trigo (e o milho) chegou a subir devido aos temores de conflitos no Mar Negro. A Ucrânia havia acusado a Rússia de ter lançado um míssil intercontinental contra Kiev, mas os russos negaram tal ataque”, destaca a consultoria.  

O vencimento dezembro/24 foi cotado à US$ 4,26 com perda de 3,50 pontos, o março/25 valeu US$ 4,36 com baixa de 3,75 pontos, o maio/25 foi negociado por US$ 4,43 com desvalorização de 3,75 pontos e o julho/25 teve valor de US$ 4,46 com queda de 3,50 pontos. 

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (20), de 0,81% para o dezembro/24, de 0,85% para o março/25, de 0,84% para o maio/25 e de 0,78% para o julho/25. 





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Milho sobe na B3


Após  relatório USDA, os futuros de milho sobem na Bolsa de Chicago, e a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) acompanha, segundo informações da TF Agroeconômica. “O boletim do USDA divulgado no dia de hoje trouxe, entre outras coisas, menores estoques finais norte-americanos”, comenta.

“De outro lado, exportações e uso para o etanol de milho, carrochefe do uso no país, foram revisados para cima. Houve também uma redução nos estoques finais e produção mundial do cereal. No Brasil, um ponto que merece atenção é o incremento do consumo, em 2,1 milhões de toneladas, em face da produção de etanol de milho”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em alta no dia. “O vencimento de janeiro/25foi de R$ 75,92 apresentando alta de R$ 1.03 no dia, alta de R$ 3,59 na semana; março/25 fechou a R$ 74,17, alta de R$ 0,96 no dia, alta de R$ 2,28 na semana; o vencimento maio/25 fechou a R$ 73,13, alta de R$ 0,92 no dia e alta de R$ 1,69 na semana”, indica.

Em Chicago, então, o milho fechou em alta. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou em alta de 1,64 % ou $ 7,25 cents/bushel a $ 449,00. A cotação para maio, fechou em alta de 1,68 % ou $ 7,50 cents/bushel a $ 455,25”, informa.

“Com um relatório positivo para o cereal, as cotações voltaram ao mesmo patamar de 2 meses atrás. O corte no estoque final do milho americano foi o mais surpreendente para o mercado. Foram reduzidos 10,32% do saldo final, com maior consumo interno para a produção de etanol e exportações, que se concretizadas serão a segunda maior da história.

O ponto de atenção se deve ao fato de o USDA reduzir a demanda chinesa de milho, de 16 para 14 milhões de toneladas, volume 40,20% inferior ao importado em 2023. A manutenção dos robustos dados da safra no Brasil e Argentina também devem ser observados”, conclui.

 





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Milho em ritmo lento novamente


O mercado de milho fechou uma terça-feira em ritmo lento no estado do Rio Grande do Sul, com produtores aumentando pedidas, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 73,00; Não-Me-Toque a R$ 70,00; Marau e Gaurama R$ 70;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 71,00 e Montenegro a R$ 74,00. Pedidas iniciando no R$ 75,00 FOB nas localidades, produtor sem pressa. Não ouvimos negócios no dia de hoje”, comenta.

Em Santa Catarina, as pedidas aumentam. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 72,00 no interior e R$ 73,00/75,00 CIF fábricas.Negócios a R$ 75,00/76,00 no CIF meio oeste, em pelo menos 2 mil tons. Nas indicações, Chapecó a R$ 74,00; Campos Novos R$ 75,00; Rio do Sul a R$ 76,00; Videira R$ 73,00. Porto indicando R$ 67 outubro/R$ 69 novembro. Negócios na região oeste a R$ 75,00 mais ICMS, em 700 tons”, indica.

No Paraná, o mercado permaneceu sem negócios. “No porto, indicações a R$ 75,00 dez/75,50 jan. No norte, indicações a R$ 68,00 (+1,00); Cascavel a R$ 69,00; Campos Gerais R$ 72,00; Guarapuava a R$ 71,00; Londrina R$ 71,00 (+1,00). Preços balcão no sudoeste e oeste a R$ 58,00, e norte a R$ 57,00. Produtores com pedidas a partir de

R$ 77,00 no norte e oeste; e R$ 79,00 Campos Gerais. Não ouvimos sobre negócios no dia de hoje”, completa.

No Mato Grosso do Sul houve valorização. “Em Maracaju, indicações de R$53,00 (+1,00);Dourados aR$ 54,00 (+R$1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios em ritmo lento, com produtores iniciando pedidas a R$ 58,00 no FOB, e indicações nos portos a partir de R$ 60,00”, conclui.

 





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Trigo no Sul do Brasil: Mercados lentos


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de trigo nos estados do Sul do Brasil enfrenta uma comercialização quase paralisada, com vendedores e compradores adotando posições cautelosas. No Rio Grande do Sul, a oferta de trigo argentino no porto de Rio Grande reforça a lentidão nas negociações, enquanto Santa Catarina e Paraná lidam com desafios semelhantes, marcados por baixa demanda e dificuldades de precificação de farinhas.  

No Rio Grande do Sul, a comercialização para retirada em dezembro e janeiro segue extremamente travada. Vendedores próximos ao porto ou com acesso a logística ferroviária buscam liquidez no canal de trigo padrão moagem, com vendas estimadas em 520 mil toneladas. Indicações de compradores permanecem não firmes, em torno de R$ 1.300,00 por tonelada na Serra para embarques na segunda metade de janeiro e fevereiro, com pagamento em março. Moinhos no centro do estado indicam valores em R$ 1.250,00. Apesar disso, ainda restam 1,845 milhão de toneladas disponíveis, insuficientes para atender à demanda local e de outros estados.  

Em Santa Catarina, o mercado segue lento devido à fraca demanda por farinhas. Moinhos indicam valores de R$ 1.350,00 CIF para trigo diferido, mas os vendedores, que esperam preços mais altos, negociam lentamente. A dificuldade em alinhar os preços da farinha com os custos da matéria-prima contribui para a paralisia do mercado, embora ambos os lados reconheçam a tendência de alta no médio prazo.  

No Paraná, os preços recuaram levemente, cerca de R$ 3,00 por saca, mas ainda oferecem margem de lucro de 3,66% devido à redução dos custos de produção. Moinhos indicam valores entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00, dependendo da localização, mas enfrentam resistência dos vendedores, que têm focado em negociações para janeiro e fevereiro. Além disso, o trigo gaúcho, ofertado a R$ 1.250,00 FOB, é considerado caro pelos moinhos paranaenses quando adicionados os custos de frete e ICMS, mantendo o mercado estagnado.  

 





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Agência militar egípcia assume importação de commodities



O Egito estima adquirir 11,2 milhões de toneladas



A experiência marca uma nova etapa na estratégia de importações do país
A experiência marca uma nova etapa na estratégia de importações do país – Foto: Divulgação

Uma agência militar do Egito, a Mostakbal Misr para o Desenvolvimento Sustentável, agora é a responsável exclusiva pelas importações de commodities alimentícias do país, substituindo a Autoridade Geral de Fornecimento de Commodities (GASC). A mudança foi confirmada em uma carta do Ministério do Abastecimento egípcio para a Ministra da Agricultura da Rússia, segundo informações da Reuters.  

A Mostakbal Misr, fundada em 2022 por decreto presidencial, é vinculada às Forças Armadas Egípcias e tem assumido projetos antes geridos por órgãos militares e civis. A agência planeja utilizar tanto licitações internacionais quanto acordos de compra direta, rompendo com a abordagem exclusivamente baseada em licitações que era praticada pela GASC há décadas.  

O Egito, um dos maiores importadores de trigo do mundo, estima adquirir 11,2 milhões de toneladas na safra 2024/25, 2% a mais que no ciclo anterior, segundo o Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA. O programa de subsídios ao pão, que atende cerca de 70 milhões de pessoas, é uma das razões centrais para a alta demanda.  

Apesar de sua capacidade financeira assegurada para honrar compromissos, a agência enfrentou desafios iniciais, como a tentativa fracassada de adquirir trigo e óleo vegetal por compra direta em 2022, devido a ambiguidades processuais que geraram confusão entre comerciantes. A experiência marca uma nova etapa na estratégia de importações do país, crucial para garantir a segurança alimentar nacional. As informações foram divulgadas pelo portal especializado www.world-grain.com.

 





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Pó que captura CO2 revoluciona combate climático



O gás é liberado ao aquecer o material a apenas 50°C



O gás é liberado ao aquecer o material a apenas 50°C
O gás é liberado ao aquecer o material a apenas 50°C – Foto: Divulgação

Um novo material chamado COF-999 pode transformar a captura de dióxido de carbono (CO2), um dos principais responsáveis pela crise climática. Criado em laboratório, este pó amarelo inócuo é capaz de capturar tanto CO2 quanto uma árvore utilizando apenas meio quilo, segundo os cientistas. O carbono absorvido pode ser armazenado de forma segura no subsolo ou reaproveitado em processos industriais, como a carbonização de bebidas.

Diferentemente de tecnologias atuais, o COF-999 não demanda grandes quantidades de energia e mantém sua eficiência mesmo após 100 ciclos de uso. Feito de materiais baratos e comercialmente acessíveis, o pó funciona como um ímã, aprisionando o CO2 presente no ar em concentrações mínimas. O gás é liberado ao aquecer o material a apenas 50°C, um avanço significativo em relação a métodos que exigem temperaturas mais altas, tornando-o ideal para uso em locais que já geram calor, como fábricas.

Segundo o químico Omar Yaghi, da Universidade da Califórnia em Berkeley, o COF-999 é um salto quântico em relação a outros compostos. O estudo, publicado na revista Nature, reflete décadas de pesquisa em materiais orgânicos covalentes. A empresa de Yaghi, Atoco, planeja produzir toneladas do material dentro de um ano, prometendo integrar a tecnologia em sistemas existentes e futuros.

“Isto resolve realmente um grande problema no campo da tecnologia e oferece agora uma oportunidade para o aumentar e começar a utilizá-lo. É um salto quântico à frente de outros compostos em termos de durabilidade do material”, conclui o especialista.

 





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Leilões e câmbio influenciam mercado de arroz



Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul mantêm-se estáveis nos últimos dias




Foto: Divulgação

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul mantêm-se estáveis nos últimos dias, conforme análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse cenário é reflexo da valorização cambial e da influência dos leilões de opção de venda promovidos pelo Governo Federal. No entanto, o mais recente leilão mostrou uma demanda fraca, indicando que os preços propostos nos contratos estão abaixo das expectativas do mercado.

Nas transações internacionais, os números de novembro mostram uma desaceleração significativa. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), avaliados pelo Cepea, revelam que as importações brasileiras de arroz em casca somaram apenas 74,76 mil toneladas, marcando uma redução expressiva de 38,1% em relação a outubro e atingindo o menor patamar desde fevereiro de 2022.

Por outro lado, as exportações brasileiras também registraram queda. Em novembro, foram embarcadas 111,79 mil toneladas em equivalente arroz em casca, volume 8,98% menor do que o registrado no mês anterior. No comparativo anual, a retração foi de 20,1%, evidenciando o menor nível de exportação desde junho deste ano.

O Cepea destaca que as condições cambiais e o enfraquecimento da demanda internacional estão entre os principais fatores que limitam as movimentações externas. 





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Senado aprova transição energética



“O reconhecimento da importância do produtor rural é primordial”



“O reconhecimento da importância do produtor rural é primordial"
“O reconhecimento da importância do produtor rural é primordial” – Foto: Pixabay

O Plenário do Senado Federal aprovou, na terça-feira (10), o Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN), por meio do Projeto de Lei 327/2021. O programa tem como objetivo fomentar o financiamento de projetos sustentáveis, priorizando iniciativas voltadas ao desenvolvimento de energias renováveis, como solar, eólica e biomassa, além da substituição de matrizes energéticas poluentes por fontes renováveis. A proposta também visa incentivar a inovação tecnológica e a melhoria da infraestrutura verde no país. 

De acordo com o relator do projeto, senador Laércio Oliveira (PP-SE), um ponto essencial do PATEN é a criação de mecanismos que viabilizem o acesso a recursos financeiros com custos reduzidos para os projetos de transição energética. A ideia é promover a substituição das fontes energéticas tradicionais por alternativas mais limpas e renováveis, contribuindo para o crescimento econômico sustentável.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) também se manifestou sobre a proposta, destacando a importância estratégica do PATEN para posicionar o Brasil na vanguarda de insumos sustentáveis. Segundo ele, a valorização do produtor rural é um aspecto fundamental, já que o projeto reconhece o papel essencial do agro na produção de matérias-primas para biocombustíveis, como cana-de-açúcar e soja. O texto retornará à Câmara dos Deputados para novas alterações.

“O reconhecimento da importância do produtor rural é primordial do ponto de vista de produtores de cana, soja e outros. É necessário que o produtor seja identificado como fornecedor independente da matéria-prima de biocombustíveis. Essa definição reforça o papel essencial do papel do agro na implementação das políticas públicas do PATEN”, explicou.

 





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Alta no dólar aquece vendas de soja no Mato Grosso



Comercialização de soja supera 99% no estado




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização da safra de soja 2023/24 em Mato Grosso atingiu 99,23% da produção até novembro de 2024. O avanço foi de 0,69 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e ficou 1,19 p.p. acima da média histórica.

A demanda interna manteve-se aquecida ao longo do mês, mas parte dos produtores preferiu esperar por melhores preços para negociar o restante da produção. O preço médio da oleaginosa fechou em R$ 139,32 por saca, uma valorização de 0,29% em relação a outubro, reflexo da oferta restrita no estado.

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Para a safra 2024/25, a comercialização chegou a 41,09% da produção estimada, um avanço de 2,74 p.p. em comparação ao mês anterior. As condições favoráveis das lavouras incentivaram os produtores a retomar a venda de grandes volumes.

A valorização do dólar também contribuiu para o aumento das cotações da soja. O preço médio negociado no estado foi de R$ 111,68 por saca em novembro, uma alta de 0,62% em relação ao mês anterior, conforme os dados do Imea.





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os avanços do funding agro


Na manhã desta quarta-feira, 11 de dezembro, o talk show “A Voz do Mercado” reuniu especialistas e líderes do setor agropecuário para discutir os avanços e desafios no financiamento do agronegócio brasileiro. Realizado na sede da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, e transmitido ao vivo pelo canal do Portal Agrolink no YouTube, o evento trouxe à tona debates essenciais sobre a evolução de instrumentos financeiros como a Cédula de Produto Rural (CPR) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Sob a mediação de Ivan Wedekin e Suelen Farias, o evento destacou o tema central “CPR 30 | Títulos 20 anos – A Revolução do Funding Agro”. Os convidados compartilharam suas experiências e perspectivas sobre como esses instrumentos têm moldado o acesso ao crédito e impulsionado o crescimento do setor.

A CPR: um divisor de águas no agro

Roberto (Bob) Machado, ex-diretor do Banco do Brasil e idealizador da CPR, trouxe uma análise detalhada sobre a importância desse instrumento financeiro. Segundo ele, a CPR não apenas revolucionou o financiamento rural, mas também criou uma ponte vital entre o campo e o mercado de capitais.

“A CPR foi criada em um momento de escassez de recursos. Nosso objetivo era simplificar e centralizar as garantias em um único documento, permitindo ao produtor rural acessar mercados e reduzir riscos”, explicou Machado. Ele ainda destacou que, ao longo dos anos, o instrumento passou a atender demandas mais complexas. “Hoje, a CPR é um ativo que se conecta diretamente ao mercado de capitais, algo impensável há 30 anos.”

O papel transformador da CPR financeira

Victoria de Sá, sócia-fundadora da Vert Securitizadora, destacou a evolução da CPR para atender às necessidades de um mercado mais dinâmico. “Quando a CPR nasceu, seu foco principal era a produção. Hoje, com a introdução da CPR Financeira, conseguimos conectar o setor produtivo diretamente ao mercado de capitais, proporcionando liquidez e diversificação de investimentos”, afirmou.

Ela também apontou os desafios do momento: “Precisamos avançar na regulamentação e ajustar as taxas de retorno para encontrar um equilíbrio saudável entre investidores e produtores. O FIAGRO tem grande potencial, mas ainda requer amadurecimento em termos de estrutura e transparência.”

Barter e a democratização do crédito

Fernando Pimentel, sócio-diretor da Agrometrika e da Agrosecurity, ressaltou o impacto do sistema de Barter e da CPR na democratização do acesso ao crédito. “Antes da CPR, as operações de Barter enfrentavam inseguranças jurídicas e resistências de grandes tradings. Hoje, o cenário é outro: a CPR se consolidou como uma ferramenta essencial para conectar o mercado de capitais às necessidades do campo”, explicou Pimentel.

Pimentel também destacou como o Barter permite maior previsibilidade para o produtor: “Com o Barter, o agricultor pode travar custos e acessar insumos de forma mais planejada, o que é essencial em tempos de incerteza climática e de mercado.”

Desafios e oportunidades no funding agro

Durante o debate, os participantes discutiram questões críticas para o futuro do financiamento agropecuário. Ivan Wedekin enfatizou a necessidade de maior capacitação dos agentes financeiros: “O agronegócio tem características cíclicas que precisam ser compreendidas por quem está do outro lado da mesa de negociação. Sem essa visão, criam-se ruídos que prejudicam o fluxo de capital.”

Suelen Farias complementou, destacando a importância de parcerias estratégicas: “Estamos vivenciando uma revolução no financiamento agropecuário. Instrumentos como a CPR e o FIAGRO têm sido fundamentais para fortalecer a relação entre produtores, investidores e o mercado de capitais. Precisamos continuar promovendo essa integração.”

Impacto para o futuro

“A Voz do Mercado” se consolidou como um importante palco para reflexão e discussão sobre o futuro do financiamento agropecuário no Brasil. Para produtores, investidores e profissionais do setor, o evento reafirmou a importância de inovações financeiras para sustentar o crescimento e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Como enfatizou Roberto Machado: “O futuro do funding agro está em criar soluções que sejam tão inovadoras quanto as práticas agrícolas no campo. Este é o verdadeiro espírito do agronegócio brasileiro.”

Assista a edição na íntegra: clique aqui.





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