segunda-feira, abril 13, 2026

Política & Agro

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Bioativadores ajudam no manejo da cigarrinha



O estudo foi conduzido durante as safras de 2023 e 2024



O extrato de alga marinha aumentou a produção de fitoalexinas
O extrato de alga marinha aumentou a produção de fitoalexinas – Foto: Agrolink

O Brasil, um dos maiores produtores de milho do mundo, enfrenta desafios significativos devido às pragas, especialmente a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), que transmite doenças como o complexo de enfezamento e o raiado fino, prejudicando a produtividade da safra. Em resposta a esse problema, a Acadian Plant Health (APH), em parceria com a UNESP de Botucatu, realizou um estudo sobre a eficácia de bioativadores à base de Ascophyllum nodosum, alga marinha exclusiva das águas frias do Atlântico Norte.

O estudo foi conduzido durante as safras de 2023 e 2024, avaliando o uso do extrato de Ascophyllum nodosum em combinação com inseticidas biológicos em condições de campo. Os resultados mostraram que o bioativador aumentou significativamente o vigor das plantas de milho, comparado ao controle negativo (sem tratamento), além de melhorar o desenvolvimento das plantas mesmo na presença da Doença do Enfezamento do Milho (DEM).

O extrato de alga marinha aumentou a produção de fitoalexinas, compostos naturais que auxiliam na defesa das plantas contra fungos e bactérias, e também elevou a produção de clorofila, melhorando a capacidade fotossintética das plantas. O uso do bioativador reduziu o estresse oxidativo, com menores concentrações de peróxido de hidrogênio (H2O2) e peroxidação lipídica (MDA). A combinação com inseticidas biológicos proporcionou maior rendimento, com aumento no número de grãos por espiga.

Segundo Samir Filho, coordenador de Desenvolvimento de Mercado da APH, o extrato de Ascophyllum nodosum não atua diretamente contra a cigarrinha, mas fortalece as plantas, tornando-as mais resistentes a infecções e estresses, contribuindo para maior produtividade. A Ascophyllum nodosum é uma alga que desenvolveu compostos bioativos devido às condições extremas do ambiente onde cresce, como temperaturas extremas e variações de maré, o que a torna uma valiosa aliada na agricultura.

 





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Bolsonaro diz que “começa a luta” na PGR após ser indiciado por golpe de Estado


Logotipo Reuters

 

(Reuters) – O ex-presidente Jair Bolsonaro disse em publicação na rede social X nesta quinta-feira que aguardará seu advogado para tratar do indiciamento feito contra ele pela Polícia Federal por tentativa de golpe de Estado, ao mesmo tempo que criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando o magistrado de fazer “tudo o que não diz a lei”.

“O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei”, escreveu Bolsonaro na rede social.

“Tem que ver o que tem nesse indiciamento da PF. Vou esperar o advogado. Isso, obviamente, vai para a Procuradoria-Geral da República. É na PGR que começa a luta. Não posso esperar nada de uma equipe que usa a criatividade para me denunciar.”

Mais cedo, a PF confirmou o indiciamento de Bolsonaro e outras 37 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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Área de milho cresce em Mato Grosso, mas produção deve cair



Imea estima uma produção total de 45,84 milhões de toneladas




Foto: Divulgação

Segundo o boletim informativo divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área destinada ao cultivo de milho em Mato Grosso na safra 2024/25 deve crescer 0,56%, totalizando 6,84 milhões de hectares. O aumento é impulsionado pela valorização dos preços do cereal nos últimos meses, o que tem favorecido o equilíbrio entre custo e receita para os produtores.

No entanto, o cenário de produção apresenta um alerta. O Imea estima uma produção total de 45,84 milhões de toneladas, representando uma redução de 2,81% em relação à safra anterior. A produtividade esperada, considerando a média das últimas três safras, é de 111,72 sacas por hectare, mas fatores como condições climáticas e incidência de pragas e doenças podem impactar os resultados finais.

Quanto à comercialização, até novembro de 2024, 23,84% da safra já foi negociada, superando o mesmo período do ciclo anterior, mas ainda abaixo da média das últimas cinco temporadas. O Imea reforça a importância de os produtores aproveitarem os momentos de alta nos preços para travar custos e garantir margens mais competitivas.





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Dólar fecha estável após oscilar e bater R$ 6,20 na terça-feira (17)



Além das tensões internas, fatores externos também impulsionam a pressão




Foto: Pixabay

Após um dia marcado por volatilidade, o dólar comercial encerrou esta terça-feira (17) cotado a R$ 6,0956, em uma leve alta de 0,02% em relação ao fechamento do dia anterior. Durante o início da tarde, a moeda norte-americana atingiu R$ 6,20, seu maior valor nominal já registrado.

As flutuações do câmbio ocorreram em meio às expectativas do mercado sobre as votações da reforma tributária e do pacote fiscal (PLP 210) na Câmara dos Deputados. Declarações do presidente da Casa, Arthur Lira, indicando a intenção de avançar com essas pautas, contribuíram para a desaceleração da moeda após a máxima histórica.

Desde a última sexta-feira (13), o Banco Central intensificou suas intervenções no mercado à vista, oferecendo liquidez para conter a alta do dólar. Na segunda-feira (16), foram injetados US$ 1,63 bilhão, na maior operação do tipo desde o início da pandemia de Covid-19.

Além das tensões internas, fatores externos também impulsionam a pressão sobre o câmbio, como a desaceleração da economia global e os impactos das políticas monetárias de países desenvolvidos.

 





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Câmara aprova Reforma Tributária



A medida tem grande impacto para o agro



"Conseguimos trazer de volta pontos importantes conquistados na primeira etapa na Câmara"
“Conseguimos trazer de volta pontos importantes conquistados na primeira etapa na Câmara” – Foto: Agencia Brasil

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (17), o Projeto de Lei Complementar 68/2024, que regulamenta a Reforma Tributária. O texto estabelece as regras para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS), e segue agora para sanção presidencial. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) comemorou as conquistas para o setor, especialmente as medidas que garantem desoneração fiscal e apoio ao produtor rural.  

A proposta também desonera IBS e CBS na compra e importação de tratores, máquinas e implementos agrícolas por produtores rurais não contribuintes, além de incluir créditos presumidos diferenciados para produtores conforme receita anual e tipo de produção. Serviços técnicos agrícolas, análises laboratoriais e outros insumos essenciais também foram incluídos, ampliando os benefícios para o setor.  

Outro ponto de destaque é a tributação reduzida para biocombustíveis e hidrogênio de baixa emissão de carbono, com alíquotas entre 40% e 90% das aplicadas a combustíveis fósseis equivalentes.Segundo a FPA, essas medidas reforçam o apoio ao agronegócio, promovendo competitividade, sustentabilidade e incentivo ao uso de energia renovável.  

Segundo o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), a bancada trabalhou para assegurar alimentos mais acessíveis à população e preservar os direitos do produtor rural. “O que dialogamos em todo o processo foi para que o brasileiro possa se alimentar com dignidade e tenha seus direitos resguardados. Da mesma forma, que a sociedade e o produtor rural não seja onerado. Conseguimos trazer de volta pontos importantes conquistados na primeira etapa na Câmara e fechamos um texto positivo para o setor agropecuário brasileiro”, disse Lupion.





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Cotonicultura Brasileira avança na descarbonização



Parceria técnica desenvolveu tecnologia



Parceria técnica desenvolveu tecnologia
Parceria técnica desenvolveu tecnologia – Foto: Bing

Meses após se consolidar como a maior exportadora de algodão do mundo, o Brasil deu um passo pioneiro rumo à descarbonização da sua cadeia produtiva. Graças à Footprint PRO Carbono, desenvolvida pela Bayer em parceria com a Embrapa e a Abrapa, a pegada de carbono do cultivo de algodão foi mensurada pela primeira vez no país, utilizando dados primários de produtores de Mato Grosso. A calculadora, que já avaliava cultivos de soja e milho, revelou uma emissão média de 329 kg CO2 eq/t de algodão, com potencial de redução de até 32%.  

Essa iniciativa também busca estabelecer uma referência nacional para emissões na cadeia do algodão, incluindo derivados como óleo e biodiesel. O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, destacou que o objetivo é fortalecer a posição do algodão brasileiro no mercado global e no programa Renovabio. A parceria técnica envolve ainda a Abiove, que integra dados de agricultores da Bahia e Goiás na fase inicial do projeto, reforçando os atributos sustentáveis da produção nacional. 

Além do algodão, a Footprint PRO Carbono já está sendo aplicada na sojicultura. Em Santa Catarina, a Cooperalfa terá a pegada de carbono de seus grãos de soja monitorada a partir de 2025, abrangendo 5.000 hectares na primeira fase. A expectativa é alcançar emissões de 383 kg CO2 eq/t com intervenções agrícolas, demonstrando a eficiência do sistema brasileiro frente à média internacional.  

O programa PRO Carbono também avança na inovação tecnológica com o Modelo Preditivo PRO Carbono, desenvolvido pela Bayer e Embrapa. Essa ferramenta promete simular a dinâmica de carbono no solo, reduzindo custos de análises e promovendo a agricultura conservacionista em larga escala. A validação internacional do programa, como no Scope 3 Standard Program da Verra, consolida o protagonismo do agronegócio brasileiro na mitigação climática e no mercado de carbono global.

 





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Tecnologia aumenta eficiência em culturas de milho e soja



Os principais motivos para a adoção incluem aumento de produtividade (55%)



Sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades
Sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades – Foto: USDA

A adoção da Agricultura de Precisão tem crescido entre os grandes operadores agrícolas nos Estados Unidos, principalmente em culturas como milho e soja, segundo o relatório “2023 Technology Use”. O USDA revelou que 27% das explorações agrícolas utilizavam ao menos uma dessas tecnologias no último ano, como monitores de rendimento, Drones e ordenha robotizada, com taxas superiores a 50% nos estados líderes em produção de grãos. A adoção é significativamente maior entre grandes propriedades, que conseguem maximizar os benefícios dessas ferramentas, enquanto pequenas explorações enfrentam barreiras como custos elevados e falta de infraestrutura, como internet de qualidade.

Entre as tecnologias mais comuns, sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades, seguidos por equipamentos de taxa variável (45%) e drones (12%). No caso das explorações leiteiras, 19% adotaram ordenha robotizada. Já nas explorações médias, mais de 50% utilizam mapas de rendimento e mapas de solos, enquanto pequenas explorações, com menos de 350 mil dólares de receita bruta anual, registram uma adoção limitada, com apenas 13% utilizando monitores de rendimento.

Os principais motivos para a adoção incluem aumento de produtividade (55%), redução de custos (41%) e melhorias no solo e no impacto ambiental (40%). A economia de tempo e a redução da fadiga do operador também são fatores importantes. Entretanto, barreiras como o alto custo inicial e a complexidade de ferramentas baseadas em dados dificultam a disseminação, especialmente entre pequenos agricultores. Apesar dos desafios, tecnologias mais acessíveis e de fácil uso têm encontrado maior adesão, reforçando o potencial da Agricultura de Precisão em transformar a produção agrícola, com ênfase na eficiência e sustentabilidade, principalmente nas grandes propriedades.

 





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Biocombustíveis devem movimentar R$ 1 trilhão



A projeção é de que a produção de etanol atinja 48,5 bilhões de litros em 2034



A produção de etanol será o grande destaque
A produção de etanol será o grande destaque – Foto: Divulgação

Segundo Carlos Cogo, Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, com base em dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), o setor de biocombustíveis no Brasil deverá movimentar impressionantes R$ 1 trilhão até 2034. Esse montante engloba R$ 99,8 bilhões em investimentos diretos e R$ 924,4 bilhões em custos operacionais, com impactos positivos especialmente para as cadeias de cana-de-açúcar, milho e soja.  

A produção de etanol será o grande destaque, concentrando 60% dos investimentos previstos. As ações incluirão a construção de novas usinas, a modernização de plantas existentes e a formação de novos canaviais. Apenas para o etanol de primeira geração produzido a partir da cana-de-açúcar, espera-se um investimento de R$ 5,4 bilhões, dos quais R$ 3,9 bilhões serão destinados à expansão da capacidade existente, enquanto o restante será aplicado na construção de duas novas unidades. Já o etanol de milho e o de segunda geração, oriundo da cana, devem receber aportes significativos de R$ 17 bilhões e R$ 14,4 bilhões, respectivamente.  

A projeção é de que a produção de etanol atinja 48,5 bilhões de litros em 2034, com destaque também para o segmento de biodiesel. Esse mercado deverá receber R$ 14,5 bilhões em investimentos e R$ 77,5 bilhões em custos operacionais, acompanhando a elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de 15% em 2025 para 20% em 2030. A demanda total de biodiesel é estimada em 16,7 bilhões de litros até 2034, sendo o óleo de soja a principal matéria-prima.  

Outra área promissora é a dos Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF), com investimentos projetados de R$ 17,5 bilhões. Esses combustíveis têm uma demanda estimada de 3 bilhões de litros em 2034, posicionando o Brasil como um potencial líder na transição energética global.

 





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Aliada no plantio direto de soja



O manejo adequado da palhada no plantio direto é uma estratégia indispensável



No contexto abordado, a palhada protege o solo contra erosão
No contexto abordado, a palhada protege o solo contra erosão – Foto: USDA

A utilização de palhada, resíduo vegetal deixado no solo após colheitas anteriores, oferece inúmeras vantagens para o cultivo de soja em sistemas de plantio direto, como destaca Bruno Lorran Rechia, Representante Comercial na Boa Safra Sementes, em seu perfil no linkedIn. Esses benefícios abrangem desde a conservação do solo até a sustentabilidade agrícola, sendo fundamentais para a produtividade e a preservação dos recursos naturais.

No contexto abordado, a palhada protege o solo contra erosão, melhorando sua estrutura e promovendo maior infiltração de água. Além disso, reduz a evaporação, mantendo a umidade em períodos de estiagem e regulando a temperatura do solo, o que favorece o desenvolvimento das raízes e de microrganismos benéficos. Também contribui para o controle de plantas daninhas, atuando como barreira física e química, e libera gradualmente nutrientes essenciais como nitrogênio, fósforo e potássio durante sua decomposição.

Sendo assim, o manejo adequado da palhada no plantio direto é uma estratégia indispensável para melhorar a produtividade e a qualidade do cultivo de soja, alinhando resultados econômicos e ambientais de forma sustentável. “Culturas como milho, milheto, sorgo, braquiária e até mesmo trigo são frequentemente usadas como precursoras para formar palhada no sistema de plantio direto da soja. A escolha da cultura de cobertura depende do clima, tipo de solo e manejo desejado. O uso de palhada é essencial para o manejo sustentável e eficiente do cultivo da soja, garantindo produtividade e preservação dos recursos naturais”, comenta.





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Arroz irrigado lidera expansão da produção



A safra atual reflete o otimismo do setor



No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada
No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada – Foto: José Luis da Silva Nunes

De acordo com a Equipe FieldCrops, o arroz irrigado será o principal responsável pelo crescimento de 13,9% na produção brasileira de arroz na safra 2024/25, que deve alcançar 12,06 milhões de toneladas. Com uma área estimada em 1,39 milhão de hectares (+8,5%), o cultivo irrigado se destaca especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde mais de 90% da semeadura já foi concluída. A produtividade média para essa modalidade é projetada em 6.828 kg/ha, refletindo um aumento de 3,5% em relação à safra anterior.  

No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada, apesar de alguns desafios causados por chuvas irregulares. Em Santa Catarina, o plantio praticamente foi finalizado, com as lavouras apresentando bom desenvolvimento até o momento. Outros estados produtores, como Tocantins e Mato Grosso, também avançaram na semeadura graças às condições climáticas favoráveis e à regularidade das chuvas.  

O arroz de sequeiro, que representa uma parcela menor da produção, também registrou expansão significativa. A área cultivada nesta modalidade cresceu 15,3%, alcançando 374,4 mil hectares, com destaque para os estados de Mato Grosso e Maranhão. O bom desempenho do arroz de sequeiro é atribuído à valorização dos preços no mercado e ao aumento da rentabilidade, fatores que motivaram os produtores a investir na cultura.  

A safra atual reflete o otimismo do setor, impulsionado não apenas pelos bons preços e pela rentabilidade, mas também pelas condições climáticas favoráveis em grande parte das regiões produtoras. 

 





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