domingo, abril 12, 2026

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Após estiagem, safra de feijão mostra sinais de recuperação


No Rio Grande do Sul, a primeira safra de feijão avança em diferentes estágios de desenvolvimento, impulsionada pela recuperação da umidade do solo após a estiagem registrada em novembro. Dados do último Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, apontam que as lavouras cultivadas no início do calendário agrícola já estão, em grande parte, em fase reprodutiva e início da colheita.

Na região dos Campos de Cima da Serra, onde o plantio é mais tardio, a semeadura segue em andamento, com algumas áreas ainda em fase inicial de desenvolvimento. Já em outras regiões do estado, os danos causados pela falta de chuvas foram parcialmente revertidos com a regularização das precipitações em dezembro, favorecendo o enchimento das vagens e o aumento do peso dos grãos.

A safra 2024/2025 deve ocupar 28.896 hectares no estado, com produtividade média estimada em 1.864 kg/ha. No entanto, a Emater destaca a variação nos rendimentos devido ao impacto do estresse hídrico e ao nível tecnológico adotado, como o uso de irrigação.

Nas diferentes regiões administrativas, o avanço das lavouras reflete o impacto do clima e as estratégias de manejo:

Caxias do Sul: A semeadura segue até janeiro, com lavouras em fase inicial de emergência e boas condições de temperatura e umidade.

Ijuí: Cerca de 55% das lavouras estão em maturação e 10% já foram colhidas, com boa formação de grãos e rendimento elevado.

Pelotas: As lavouras apresentam 48% em desenvolvimento vegetativo, 33% em floração e 19% em enchimento de grãos.

Santa Maria: O avanço é distribuído entre 30% em floração, 30% em enchimento de grãos, 20% em maturação e 20% colhidos, beneficiados por condições climáticas favoráveis.

Soledade: A safra está dividida com 10% em floração, 40% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 10% colhidos. A produtividade varia de 900 a 1.980 kg/ha, dependendo do manejo e do impacto hídrico.

Apesar do avanço na produção, o preço médio da saca de 60 kg registrou queda de 6,90% na última semana, recuando de R$ 290,00 para R$ 270,00, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar.

A redução reflete o avanço da colheita e a maior oferta no mercado, mas produtores seguem atentos ao monitoramento de doenças, como antracnose, e ao controle de pragas, como tripes e ácaros, especialmente em lavouras mais tardias.

Com a expectativa de continuidade nas condições climáticas favoráveis, a Emater/RS-Ascar projeta que a recuperação parcial das perdas iniciais garantirá uma safra com bom volume e qualidade. No entanto, a desuniformidade nos rendimentos entre as regiões reforça a importância do investimento em tecnologias e manejo adequado para enfrentar os desafios climáticos e otimizar a produção.





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Minas Gerais registra alta nas exportações do agronegócio


As exportações do agronegócio de Minas Gerais ultrapassando pela primeira vez o setor de mineração em receita. De janeiro a novembro, as vendas externas do agro mineiro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% os US$ 14,5 bilhões arrecadados pela mineração, segundo dados divulgados pelas autoridades estaduais, conforme os dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais,

Segundo o informado, com esse desempenho, o agronegócio respondeu por 40,7% do total exportado pelo estado, registrando um crescimento de 19% na receita e 9% no volume em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 16 milhões de toneladas embarcadas, superando o recorde anual anterior, de US$ 15,3 bilhões em 2022, mesmo sem incluir o mês de dezembro. A alta da taxa de câmbio nos últimos meses impulsionou os resultados, consolidando o agro como o principal motor econômico das exportações mineiras.

Café, carne bovina e produtos sucroalcooleiros continuam liderando as vendas internacionais, mas itens como sementes (milho, girassol e rícino), queijos, iogurte, leite condensado, batatas preparadas e produtos exóticos — como água de coco, inhame, azeitonas e cogumelos — mostram a diversificação crescente da pauta exportadora.

A China foi o maior destino das exportações agropecuárias mineiras, com US$ 3,9 bilhões. Em seguida, aparecem Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países importaram produtos do agro mineiro em 2024.

O café manteve-se como carro-chefe das exportações, registrando US$ 7,1 bilhões, um crescimento de 44,6% em relação ao ano passado. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, 25% a mais do que em 2023. Principais compradores como Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão ampliaram suas aquisições, garantindo a valorização de 15% no preço da saca em comparação ao ano anterior.

As carnes somaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas, representando 9% do total exportado pelo agro mineiro. A carne bovina liderou com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas, crescendo 20,4% em valor e 26,5% em volume.

A carne suína destacou-se ao registrar o melhor desempenho dos últimos oito anos, atingindo US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas. A carne de frango, no entanto, apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, fechando com US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

A Filipinas foi um dos mercados que mais cresceu nas compras de carnes mineiras, consolidando-se como parceiro estratégico para os próximos anos.

No complexo soja, composto por grãos, farelo e óleo, a receita caiu 8,4%, impactada pela redução nas compras da China e Tailândia. Mesmo assim, houve alta de 9,5% no volume embarcado, destacando-se o farelo de soja, com aumento de 9% na receita (US$ 230 milhões). As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões, sendo US$ 2,9 bilhões apenas em grãos.

Já o complexo sucroalcooleiro, impulsionado pelo açúcar, obteve o melhor resultado da história, com receita de US$ 2,3 bilhões e 4,7 milhões de toneladas exportadas — alta de 23,7% no valor e 23,2% no volume. A Indonésia ultrapassou a China como principal mercado, respondendo por 11% das vendas, conforme as informações da Secretaria de Agricultura.





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Pastagens avança, mas precisa controlar pragas


As recentes chuvas favoreceram o crescimento das pastagens no Rio Grande do Sul, mas também limitaram as atividades de implantação de áreas de forrageiras anuais de verão, segundo o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (19).

O relatório destaca que a alta umidade do solo atrasou a semeadura em algumas regiões, enquanto em outras áreas as condições climáticas beneficiaram a recuperação das pastagens nativas e cultivadas. A combinação de temperaturas mais elevadas e solo úmido tem promovido bom desenvolvimento, com destaque para a presença de leguminosas em diversas propriedades.

Na região de Bagé, as chuvas recentes estimularam o crescimento das forrageiras anuais e perenes. Produtores seguem implantando novas áreas de pastagens, especialmente com o uso de milheto, capim-sudão e sorgo forrageiro.

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Em Caxias do Sul, as condições climáticas amenas e úmidas favoreceram tanto as pastagens anuais, como o milheto, quanto as perenes, como o tifton.

Na região de Erechim, os volumes de chuva – com média de 90 mm – garantiram a recuperação das pastagens de verão, que apresentaram rebrotes vigorosos e oferta satisfatória de forragem para os rebanhos.

Já em Frederico Westphalen, as pastagens perenes registraram crescimento satisfatório, impulsionadas pela combinação de sol e umidade. No entanto, alguns produtores relataram invasão de plantas daninhas e ataques localizados de lagartas e cigarrinhas, exigindo maior monitoramento e controle fitossanitário.

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Apesar das dificuldades enfrentadas no plantio devido ao excesso de umidade, as perspectivas são otimistas para os próximos meses. A recuperação das pastagens nativas e a boa oferta de forragem devem contribuir para a alimentação dos rebanhos e melhorar o manejo das áreas já implantadas.

A Emater/RS-Ascar orienta os produtores a monitorarem o surgimento de pragas e a realizarem tratos culturais adequados para manter a qualidade das forrageiras e garantir maior produtividade.





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Preços da soja e milho oscilam na última semana



As previsões indicam que as chuvas continuarão em volumes adequados



O milho teve uma semana de ganhos modestos em Chicago
O milho teve uma semana de ganhos modestos em Chicago – Foto: Pixabay

De acordo com a StoneX, as cotações da soja continuam a enfrentar resistência em Chicago, com oscilações limitadas na última semana. O vencimento para janeiro de 2024 fechou na sexta-feira, 13 de dezembro, a 988,25 cents por bushel, marcando uma queda de 0,6%. O bom andamento da safra na América do Sul, especialmente no Brasil, continua a influenciar os preços. Com o plantio praticamente finalizado, o foco agora está no desenvolvimento das lavouras e nas previsões climáticas.

As previsões indicam que as chuvas continuarão em volumes adequados em grande parte da região produtora do Brasil. Esse cenário favorece o desenvolvimento das lavouras, especialmente aquelas que estão em fase reprodutiva. As condições climáticas serão determinantes para a produtividade da safra, que tem grande peso nas expectativas globais de oferta de soja. A continuidade das boas chuvas deve ajudar a garantir uma colheita saudável e com bons rendimentos.

Por outro lado, o milho teve uma semana de ganhos modestos em Chicago. O vencimento de março/25 foi negociado a US¢ 442,00/bu na última sexta-feira. O relatório WASDE, publicado na terça-feira, 10 de dezembro, trouxe fortes suportes para os futuros, levando os preços a superar os US¢450/bu na quarta-feira. No entanto, dados de exportação mais fracos nos EUA fizeram os preços recuarem, limitando os ganhos da semana.

No Brasil, o mercado de milho também registrou uma semana de ganhos, com o vencimento de janeiro/25 fechando a semana a R$74,49/saca, um aumento de 0,7%. No entanto, o mercado segue volátil, especialmente com a turbulência cambial gerada pela surpresa na decisão do Copom e pela instabilidade política no país. A flutuação cambial tem gerado desafios adicionais para os participantes do mercado, que enfrentam um cenário de grande incerteza.

 





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safra de arroz deve crescer 14% no Brasil


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, o arroz, terceiro cereal mais cultivado no mundo, reafirma sua importância econômica, social e cultural no Brasil. O grão se consolida como alimento essencial para a segurança alimentar e símbolo da identidade gastronômica nacional. Adaptado a climas tropicais e subtropicais, com temperaturas entre 20°C e 35°C, o arroz exige solo rico em nutrientes e pH levemente ácido, além de abundância de água para sistemas irrigados. Em escala global, o Brasil figura como o 11° maior produtor na safra 2023/24, atrás de China e Índia, responsáveis por mais da metade da produção mundial.

A safra brasileira de arroz na temporada 2024/25 deve atingir 12 milhões de toneladas, o melhor resultado em seis anos, com alta de 14% na produção e de 10,1% na área plantada. A produtividade média também deve crescer 3,5%.

Goiás, sexto maior produtor nacional, registra perspectivas ainda mais promissoras. O estado deve expandir a área plantada em 24% e aumentar a produção em 19,6%, destacando-se no cultivo do arroz de terras altas (sequeiro), cujo crescimento foi impulsionado pelo aumento de 44,2% na área plantada.

De acordo com o Agro em Dados, no Brasil, o arroz é cultivado em dois sistemas principais. O irrigado, predominante no Sul, garante maior produtividade devido ao controle de água, mas exige maior investimento. Já o sequeiro, típico das regiões Norte e Centro-Oeste, depende do regime de chuvas e apresenta menor custo, porém está mais suscetível a pragas e doenças.

A Embrapa Arroz e Feijão, sediada em Goiás, lidera pesquisas para o desenvolvimento de cultivares mais resistentes e produtivas. Os avanços incluem soluções contra doenças como a brusone e tecnologias que fortalecem a rentabilidade dos produtores, além de garantir maior segurança alimentar.

Apesar do aumento na produção, os preços apresentaram queda em novembro, com o valor médio de R$ 111,66 por saca de 60 kg — uma redução de 1,9% em comparação ao ano anterior. A retração reflete a oferta elevada, a estabilidade na demanda interna e a expectativa de safra recorde.

No mercado internacional, o Brasil perdeu competitividade devido à retomada das exportações indianas, ampliando a concorrência global. No entanto, os estoques nacionais devem dobrar em 2024/25, atingindo 855,6 mil toneladas, o que contribui para estabilidade nos preços.

Programas governamentais também têm impulsionado a produção. O projeto federal “Arroz da Gente” oferece crédito, assistência técnica e apoio à comercialização para a agricultura familiar. Em Goiás, o programa “Mix do Bem”, promovido pelo Goiás Social, distribui alimentos desidratados com arroz, soja e vegetais a famílias vulneráveis. A iniciativa recebeu reconhecimento internacional pelo Fab City Awards 2024 no combate à fome e ao desperdício, conforme o boletim.





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Pedidos de recuperação judicial de empresas do setor agro crescem no País


No primeiro semestre deste ano, 207 produtores rurais entraram em recuperação judicial no Brasil, superando o número de todo o ano passado, quando houve 162 pedidos

O nível de endividamento das empresas brasileiras do setor agro vem crescendo no País. Segundo dados da Serasa Experian, 207 produtores rurais entraram com pedidos de recuperação judicial no primeiro semestre deste ano, superando o número de todo o ano passado, quando houve 162 pedidos.

De acordo com o sócio-diretor da Nordex Consultoria Empresarial, Eduardo Bazani, “as condições climáticas adversas, juros altos no crédito agrícola e o aumento nos custos de produção contribuíram para as dificuldades do setor”, afirma.

Bazani destaca que os números são preocupantes de maneira geral. Pesquisa da Serasa Experian também mostra que, de janeiro a setembro deste ano, 1,7 mil empresas pediram recuperação judicial no País, alta de 73% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse número supera o da recessão de 2016, que nos nove primeiros meses daquele ano 1,5 mil empresas entraram em recuperação judicial. “Os juros altos são um dos principais fatores para o aumento de casos, somado com a inadimplência dos consumidores, a depreciação cambial e a dificuldade de acompanhar as transformações tecnológicas”, aponta.

Embora a maioria dos casos de recuperação judicial esteja no setor de serviços, com 41% do total neste ano, é no setor primário, onde se insere o agronegócio, que mais cresce o número de empresas que recorrem à proteção judicial. De janeiro a setembro deste ano, foram 287 pedidos, mais que o triplo dos nove meses de 2023, que teve 77 casos.

A AgroGalaxy, de Goiana (GO), uma das principais redes de varejo de insumos agrícolas do Brasil, é um exemplo. A empresa fez o pedido de recuperação judicial em outubro, com dívidas de R$ 3,7 bilhões. Esse valor inclui obrigações com instituições financeiras, produtores rurais e fornecedores.

Outras empresas que entraram em recuperação judicial neste ano e somam dívidas altíssimas: o Grupo Patense, de Patos de Minas (MG), com R$ 2,15 bilhões; Sperafico Agroindustrial, de Toledo (PR), com 1,07 bilhão; Usina Maringá e Indústria Comércio, de Santa Rita do Passa Quatro (SP), com R$ 1,02 bilhão; Elisa Agro Sustentável, de Aruanã (GO), com R$ 679,6 milhões; e Grupo AFG, de Cuiabá (MT), com R$ 648,5 milhões.

O sócio-diretor da Nordex Consultoria Empresarial ressalta que, ao mesmo tempo que os preços commodities caíram, os custos de produção seguem elevados. “A queda nos preços de fertilizantes, por exemplo, foi inferior às das commodities de grãos. Sem contar, que as condições climáticas também não ajudaram. Tudo isso acabou prejudicando o setor”.

Os dados deste ano mostram, ainda, que sete a cada dez pedidos de recuperação judicial no País são feitos por micro e pequenas empresas. “Para reverter essa situação, a reestruturação empresarial é um processo fundamental tanto para as empresas que estão enfrentando dificuldades financeiras quanto para aquelas que precisam sair de uma situação de recuperação judicial. Esse processo oferece diversas formas de suporte e transformação que ajudam a restaurar a saúde financeira e operacional da empresa”, conclui Bazani.





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Chuvas impulsionam produção de pastagens


A produção de pastagens no Rio Grande do Sul apresentou resultados positivos em diversas regiões, impulsionada por chuvas regulares e temperaturas favoráveis, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (19).

Na região administrativa de Ijuí, a umidade constante no solo favoreceu a aplicação de fertilizantes em cobertura, promovendo crescimento vigoroso das plantas e aumento na produção de massa verde e forragem de qualidade.

Em Passo Fundo, o campo nativo apresenta excelente crescimento, impulsionado pela combinação de fotoperíodo favorável e chuvas recentes. No entanto, a presença de caraguatá se intensificou, levando os produtores a iniciarem roçadas para controle de invasoras e preservação da qualidade do pasto.

Na região de Pelotas, as pastagens de verão, tanto anuais quanto perenes, apresentam bom desenvolvimento, garantindo oferta de forragem para bovinos de leite, corte e ovinos. Já em Porto Alegre, as chuvas recentes proporcionaram recuperação da umidade do solo, favorecendo a brotação e o crescimento de pastagens nativas e cultivadas.

Na região de Santa Maria, os produtores mantêm o foco no aperfeiçoamento do campo nativo com práticas como roçadas e adubação, visando ampliar a oferta de forragem e fortalecer a capacidade de recuperação das pastagens.

Já em Santa Rosa, a irregularidade e o baixo volume de chuvas no período levaram os produtores a retomar a gradagem e a semeadura de espécies como capim-sudão e milheto, garantindo a produção de forragem para os meses de janeiro e fevereiro.

Na região de Soledade, as condições climáticas favoráveis favoreceram o rebrote de pastagens perenes e campos nativos, consolidando a recuperação das áreas cultivadas e oferecendo suporte para a manutenção dos rebanhos.

A combinação entre clima estável, chuvas regulares e investimentos em manejo reforça a expectativa de manutenção do crescimento das pastagens ao longo do verão, garantindo suporte alimentar para os rebanhos e contribuindo para a produtividade na pecuária.





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Distribuição de mudas e bulbos Impulsiona produção de flores



Produtores receberam instruções sobre o plantio pós-inverno




Foto: Divulgação

O município de Sete de Setembro, na região administrativa de Santa Rosa, recebeu impulso no embelezamento de moradias e no fortalecimento econômico local por meio do Projeto Flores para Todos, desenvolvido pela Emater/RS-Ascar. A iniciativa, detalhada no Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (19), distribuiu mudas e sementes, além de oferecer capacitação sobre cultivo e manejo.

Ao todo, foram reservadas 1.200 mudas de estatice e 896 bulbos de gladíolos, que já foram entregues aos participantes do projeto. Técnicos da Emater prestaram orientações sobre plantio, adubação e cuidados específicos para garantir o crescimento saudável das plantas e aumentar sua durabilidade.

Com foco na comercialização, os produtores receberam instruções sobre o plantio pós-inverno, de forma a programar a floração para novembro, período de alta demanda devido ao Dia de Finados. A estratégia visa fortalecer a economia local, incentivando a venda de flores ornamentais.

Além das estatices e gladíolos, foram distribuídas 500 sementes de girassol de corte. O plantio será realizado pelas mulheres integrantes dos grupos comunitários, promovendo a valorização estética de jardins e áreas residenciais, além de incentivar o engajamento feminino na produção rural.





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Produção de melancias e melões segue com boas expectativas


A produção de melancias e melões no Rio Grande do Sul segue com boas expectativas, conforme apontado pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (19). Apesar de desafios climáticos, as lavouras apresentam boa produtividade, com destaque para os municípios de Soledade, Rio Pardo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa.

Na região de Soledade, a colheita das melancias continua em ritmo satisfatório, impulsionada pelo clima favorável. Em Rio Pardo, os frutos demonstram qualidade e produtividade adequadas, embora as grandes variações de temperatura tenham causado abortamento de flores e frutos em algumas lavouras. O retorno das chuvas, em 13 de dezembro, foi essencial para recuperar o crescimento das plantas e melhorar a absorção de nutrientes.

Na região de Pelotas, as plantações estão na fase inicial de frutificação, mas as fortes chuvas e as temperaturas baixas têm dificultado o avanço das culturas. Apesar disso, a safra ainda não foi comprometida. Em Santa Maria, a comercialização das melancias já ocorre em São Vicente do Sul, com variedades destacadas como PX 2007, Crimson Sweet e Colt. Os produtores enfrentam baixa incidência de doenças fúngicas, mas relatam ataques de percevejo-do-melão-de-são-caetano (Leptoglossus gonagra).

Em Santa Rosa, o cultivo para autoconsumo está praticamente concluído, com lavouras já em fase de frutificação. Os produtores comerciais praticam preços entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por quilo, aproveitando a demanda regional.

A produção de melões na região administrativa de Santa Rosa também apresenta ótimos resultados. Produtores que utilizam o sistema mulching com irrigação por gotejamento já estão em plena colheita, garantindo alta qualidade e produtividade. O preço médio praticado é de R$ 5,00/kg, com comercialização regional consolidada.





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citricultores têm até janeiro para entregar relatório fitossanitário



CDA alerta citricultores sobre prazo para relatório de cancro e Greening




Foto: Canva

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo alerta os produtores de citros para o prazo final de envio do relatório cancro/HLB (Greening). O documento deve ser entregue até o dia 15 de janeiro de 2025 por meio do sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal).

Segundo a SAA, o relatório precisa conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2024 em todas as plantas cítricas da propriedade. A exigência está prevista na Portaria MAPA nº 317, de 21 de maio de 2021, que regulamenta o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB).

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Conforme a legislação vigente, os produtores são obrigados a eliminar plantas sintomáticas em pomares com idade inferior a oito anos. Além disso, o monitoramento e controle do psilídeo – inseto transmissor da bactéria causadora do Greening – é obrigatório em todos os pomares, independentemente da idade das plantas. No Estado de São Paulo, a entrega do relatório é exigida de todos os citricultores, independentemente da idade dos pomares.

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O Greening, ou HLB (Huanglongbing), é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e disseminado pelo inseto psilídeo (Diaphorina citri). A doença afeta todas as plantas cítricas e não possui cura. Uma vez infectada, a planta se torna fonte de contaminação para as demais. O Greening é considerado hoje a maior ameaça à citricultura mundial.

Outro problema grave enfrentado pelos citricultores é o cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri. A doença provoca lesões em folhas, frutos e ramos, podendo levar à queda prematura dos frutos em casos de alta incidência, conforme o apontado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).





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