domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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Tratamento biológico de sementes impulsiona sustentabilidade



A crescente adoção dessas práticas posiciona o Brasil como referência global



O impacto positivo dessa abordagem pode ser percebido em todas as etapas do ciclo produtivo
O impacto positivo dessa abordagem pode ser percebido em todas as etapas do ciclo produtivo – Foto: Divulgação

O início de um novo ano é um momento estratégico para os agricultores brasileiros, que analisam cenários climáticos, econômicos e cambiais para definir as melhores práticas para a próxima safra. Nesse contexto, o uso de tecnologias biológicas, segundo a Indigo Agricultura, especialmente no tratamento de sementes, tem se destacado como uma solução fundamental para promover o desenvolvimento inicial uniforme das plantas e aumentar a eficiência produtiva.  

O tratamento biológico de sementes protege as plantas desde a germinação, melhora a qualidade genética das culturas e fortalece a saúde do solo. Essa prática reduz a dependência de insumos químicos, contribui para a biodiversidade e aumenta a resiliência das lavouras diante de desafios como pragas, doenças e estresses climáticos. O impacto positivo dessa abordagem pode ser percebido em todas as etapas do ciclo produtivo, consolidando-a como um pilar para a agricultura sustentável.  

Além disso, o manejo com biofertilizantes, inoculantes de nitrogênio, solubilizadores de fósforo e estimulantes de crescimento complementa o uso de tecnologias biológicas. Essas soluções ampliam o potencial produtivo das lavouras e contribuem para a recuperação dos solos, promovendo sistemas agrícolas mais equilibrados e rentáveis.  

A crescente adoção dessas práticas posiciona o Brasil como referência global em agricultura sustentável, especialmente em um momento em que o país se prepara para sediar a COP 30. Investir em tecnologias biológicas não apenas fortalece o compromisso com a sustentabilidade, mas também amplia a capacidade de alimentar o mundo com eficiência e respeito ao meio ambiente.

 





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chave para ganho de peso em bovinos



Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada



Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada
Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada – Foto: Canva

A adubação de pastagem desempenha um papel crucial na produtividade de bovinos de corte durante a recria, como apontado por Victor Graciliano em sua análise técnica. Esse processo é essencial para garantir um bom ganho de peso diário (GPD), especialmente em sistemas baseados em pasto, onde o clima e o manejo influenciam diretamente a qualidade e a oferta de forragem ao longo do ano. Sem uma nutrição vegetal adequada, mesmo os melhores programas nutricionais para bovinos podem ter resultados limitados.

Na recria, o objetivo é transformar o bezerro (180-210 kg) em boi magro (380-420 kg) em períodos que variam conforme a produtividade de cada fazenda. Sistemas extensivos podem levar até 24 meses, enquanto fazendas tecnificadas atingem essa meta em 12 meses. O GPD alcançado é influenciado pela qualidade do pasto, manejo, sanidade e suplementação. Estudos da APTA em Colina-SP demonstram que bovinos suplementados durante o período das águas apresentam GPD superior (0,513 g com suplemento mineral e 0,753 g com suplemento proteico energético), enquanto na seca esses valores caem para 0,340 g a 0,540 g, dependendo do nível de suplementação.

Outro fator determinante é o custo operacional, que precisa ser equilibrado com o desempenho dos animais. Conforme dados da Inttegra, o custo diário de R$ 3,26 por animal, somado ao ágio de R$ 0,74, exige um GPD de pelo menos 358,19 g para atingir o ponto de equilíbrio econômico. Assim, o GPD ideal não é um valor fixo, mas um parâmetro ajustado às condições e metas de cada propriedade.

Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada, que inclui adubação de pastagem, suplementação e planejamento zootécnico alinhado às condições climáticas e econômicas. O apoio de especialistas em nutrição de ruminantes pode ser decisivo para implementar estratégias mais rentáveis e sustentáveis na recria de bovinos.

 





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Edição genética melhora condições do tomate



A estratégia foi testada com arroz e tomate



O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN
O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN – Foto: Pixabay

Cientistas do Instituto de Genética e Biologia do Desenvolvimento (IGDB) da Academia Chinesa de Ciências, sob a liderança do professor Xu Cao, publicaram um estudo inovador na revista Cell em 13 de dezembro, que propõe uma nova estratégia para o desenvolvimento de culturas mais resistentes ao estresse térmico. A pesquisa foca em uma técnica de edição genética chamada CROCS (Climate-Resilient Optimized Carbon Allocation Strategy), que tem como objetivo melhorar o rendimento e a qualidade das culturas sob condições climáticas extremas, como altas temperaturas.  

O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN, que regula a relação fonte-dreno nas plantas, ou seja, o equilíbrio entre a produção e o armazenamento de energia. Este gene é essencial para o transporte de carboidratos, como a sacarose, das folhas para os órgãos que necessitam dessa energia, como frutas e sementes. Sob condições de estresse térmico, o gene CWIN é suprimido, comprometendo esse equilíbrio e resultando em menor produção e qualidade dos frutos. Para contornar isso, os cientistas introduziram elementos reguladores sensíveis ao calor nos promotores do gene CWIN, aumentando sua atividade em temperaturas elevadas.  

A estratégia foi testada com arroz e tomate. Nos experimentos realizados em condições normais, o rendimento de tomate aumentou entre 14% e 47%, enquanto o arroz apresentou um aumento de 7% a 13%. Em situações de estresse térmico, o CROCS foi ainda mais eficaz: no tomate, a produção de frutos aumentou de 26% a 33%, enquanto o arroz teve uma recuperação de até 41% nas perdas causadas pelo calor. Além disso, a qualidade dos frutos melhorou significativamente, com aumento na uniformidade e no teor de açúcar.  

Essa abordagem, que também está sendo testada em outras culturas como soja, milho e trigo, é vista como uma ferramenta promissora para a criação rápida de cultivos climaticamente inteligentes. A pesquisa não apenas oferece uma solução potencial para aumentar a produtividade agrícola em face das mudanças climáticas, mas também abre caminho para um melhor entendimento das respostas das plantas ao estresse térmico, com grande impacto na segurança alimentar global.

 





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Agronegócio impulsiona transição para transporte limpo



A cana-de-açúcar tem um papel fundamental



A parceria visa desenvolver uma cadeia logística que envolva redes de postos de combustíveis, transportadoras, distribuidoras de gás e embarcadores de cargas
A parceria visa desenvolver uma cadeia logística que envolva redes de postos de combustíveis, transportadoras, distribuidoras de gás e embarcadores de cargas – Foto: Divulgação

A Necta Gás Natural, distribuidora localizada no interior paulista, firmou uma parceria com a Scania Brasil, uma das principais fabricantes de caminhões do mundo, com o objetivo de descarbonizar a frota de veículos pesados. A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SDE), por meio da InvestSP, e busca promover fontes limpas e renováveis de energia, como o biometano e o hidrogênio, alinhando-se com a meta do Governo de São Paulo de zerar as emissões de carbono até 2050.

A parceria visa desenvolver uma cadeia logística que envolva redes de postos de combustíveis, transportadoras, distribuidoras de gás e embarcadores de cargas. O agronegócio, além de ser um dos maiores demandantes de transporte de carga, também tem grande potencial para se tornar um fornecedor de biometano, que pode ser produzido a partir da cana-de-açúcar, recurso abundante no Estado.

Com a colaboração de diversos setores, a iniciativa busca fortalecer a produção de biometano e garantir que os veículos pesados possam operar com fontes de energia mais sustentáveis, ajudando a reduzir as emissões no setor de transportes. Esse esforço é parte do compromisso de São Paulo em adotar práticas mais verdes, impulsionando a transição para uma economia de baixo carbono e avançando na meta de descarbonização do Estado até 2050.

 “São Paulo tem ‘o maior canavial do mundo’. Por isso, temos trabalhado duro para desenvolver a cadeia do biometano, com foco, principalmente, no setor de veículos pesados. A descarbonização dessa frota será fundamental para que o Estado, com apoio do setor privado, atinja sua meta de zerar as emissões de carbono até 2050”, afirma Marília Garcez, diretora de Estratégia e Inteligência da InvestSP.





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Mercado da soja em Chicago: Alta nos contratos


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de soja na Chicago Board of Trade (CBOT), ou simplesmente Bolsa de Chicago, encerrou a meia sessão desta segunda-feira (25) em alta, refletindo ajustes antes do feriado de Natal nos Estados Unidos. O contrato de soja para janeiro, que é referência para a safra brasileira, teve valorização de 0,44%, ou 4,25 cents por bushel, fechando a $973,75. Já o contrato de março, também subiu 0,44%, registrando alta de 4,25 cents por bushel e encerrando a $979,75.  

No segmento de derivados, o farelo de soja para janeiro destacou-se com alta de 1,00%, ou $2,90 por tonelada curta, alcançando $292,40. Em contrapartida, o contrato de óleo de soja para janeiro teve queda de 0,92%, ou $0,37 por libra-peso, encerrando a sessão cotado a $39,86.  

As movimentações refletem um cenário de ajustes técnicos e posicionamento dos traders antes do fechamento dos mercados para o feriado. Este comportamento é comum em períodos de menor volume de negócios e maior sensibilidade a fatores externos.  Os números reforçam o monitoramento constante das tendências para a soja, um dos principais produtos agrícolas do Brasil, e servem como parâmetro importante para o planejamento de vendas e estratégias dos produtores e traders do mercado nacional.

Os preços do farelo de soja caíram em todas as regiões no acumulado de um ano, com destaque para as maiores quedas no Centro-Oeste, onde Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram retrações de 24,65%. No Norte, o recuo foi de 14,09%, enquanto no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul as quedas variaram entre 11% e 19%. Algumas regiões tiveram ajustes pontuais no curto prazo, mas o cenário geral aponta para uma tendência de baixa.

 





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Compradores de milho voltam ao mercado



No mercado chinês, as cotações do milho apresentaram queda



No mercado chinês, as cotações do milho apresentaram queda
No mercado chinês, as cotações do milho apresentaram queda – Foto: Divulgação

Segundo a TF Agroeconômica, os compradores de milho no Brasil voltaram ao mercado com cotações para janeiro e Safrinha, especialmente no período de julho. No entanto, os vendedores adotaram uma postura mais conservadora, retirando-se das posições imediatas e elevando os prêmios para negociações futuras. Em Paranaguá, os prêmios de milho para janeiro estão em Sv 120 para vendedores e 101 sC para compradores, com base H5. Para julho/agosto, os valores subiram, alcançando 75+5 para vendedores e 59+2 para compradores, com base U5.

No mercado chinês, as cotações do milho apresentaram queda de -2 CNY/t para janeiro e alta de 1 CNY/t para março. O amido de milho seguiu tendências semelhantes, enquanto os preços dos ovos caíram -92 CNY/500kg para dezembro e subiram 16 CNY/500kg para janeiro. Por outro lado, os preços dos suínos registraram um aumento expressivo, com alta de 440 CNY/t para janeiro e 190 CNY/t para março, indicando recuperação no setor.

Globalmente, os preços FOB do milho revelam um mercado competitivo. O milho argentino fechou em US$ 212 para janeiro e US$ 206 para março e abril. Nos Estados Unidos, os preços subiram para US$ 211 FOB, enquanto o milho brasileiro alcançou US$ 219 FOB em Santos, posicionando-se como um dos mais valorizados. Na Europa, o milho francês atingiu US$ 217, e na Romênia, US$ 210. Na região do Mar Negro, os preços ficaram em US$ 220 na Rússia e US$ 215 na Ucrânia.

Esses valores mostram a força do milho brasileiro no mercado internacional, com prêmios competitivos, mas enfrentando desafios como a cautela dos vendedores e o impacto das flutuações no cenário global.

 





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Trigo em baixa em Chicago: Confira


Segundo dados da TF Agroeconômica, o mercado de trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a última sessão com quedas nos principais contratos, em um movimento de ajustes pré-feriado nos Estados Unidos. O contrato de março do trigo brando SRW, relevante para exportadores brasileiros, recuou -1,02%, ou -5,50 cents/bushel, fechando a US$ 535,00. Para maio, a queda foi de -0,95%, a US$ 545,75. 

Já o trigo duro HRW, de Kansas, caiu -1,09%, para US$ 545,00, enquanto o trigo HRS, de Minneapolis, recuou -1,01%, cotado a US$ 589,50. Em Paris, o trigo para moagem perdeu -0,32%, fechando a € 231,25 por tonelada.

No mercado global, os preços seguem estáveis ou com leve alta em algumas origens. O trigo hard americano subiu para US$ 252/t, enquanto o trigo soft alcançou US$ 235/t. Já o trigo argentino de 11,5% está cotado em US$ 231/t no mercado oficial, com preços livres variando em torno de US$ 226/t. O trigo francês subiu para US$ 244/t, enquanto o trigo russo permanece estável em US$ 235/t FOB no Mar Negro, mas atinge US$ 275/t em Kaliningrado. O trigo ucraniano, com 11,5% de proteína, está em US$ 225/t, e o trigo romeno 12,5% em US$ 235/t.

No mercado físico da safra 2024/25, os preços também apresentam estabilidade. No Up River, o trigo para dezembro é negociado a US$ 226/t, com janeiro a US$ 227/t e fevereiro a US$ 229/t. Para março, os preços chegam a US$ 231/t, refletindo as expectativas para a nova safra. O cenário segue competitivo, com os preços globais pressionados pela oferta robusta e pelas movimentações cambiais. As próximas semanas devem trazer maior clareza sobre a direção do mercado, especialmente após a retomada completa das operações nas principais bolsas internacionais.

 





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Custo de produção do leite aumenta 1,6% em outubro


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, o custo de produção do leite no Brasil registrou um aumento de 1,6% em outubro em relação ao mês anterior, conforme dados da Embrapa. Esse incremento, três vezes superior à média mensal dos últimos 12 meses, foi impulsionado pelos maiores custos com concentrado, volumoso, energia e combustível, impactando diretamente o setor.

Nas exportações de lácteos brasileiras, Cuba se destacou, liderando o crescimento no acumulado de 2024, especialmente na compra de leite fluido e leite em pó, com uma alta de 582,9% comparado ao mesmo período de 2023. Os Estados Unidos também apresentaram uma tendência de aumento nas importações de derivados lácteos, como leite condensado, creme de leite e queijo, desde 2019. Em Goiás, o volume de produtos exportados para os EUA cresceu 63,7% entre 2022 e 2024.

Por outro lado, as exportações de lácteos brasileiros para países como Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela sofreram quedas expressivas entre janeiro e outubro de 2024, com perdas de 26% para o Chile, 6,5% para o Paraguai, 31,1% para o Uruguai e 14,9% para a Venezuela.

Em relação às importações de lácteos, o Brasil registrou um aumento de 7,5% no volume de produtos importados em outubro de 2024, comparado ao mesmo mês de 2023. No entanto, em Goiás, houve uma queda no volume e valor das importações, com o estado interrompendo as compras de leite fluido e leite em pó desde março de 2024. Atualmente, o estado importa apenas soro de leite, com uma queda de 86,7% nas transações de outubro.





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Ucrânia diz que Rússia disparou “novo” míssil; acusações de que era um ICBM…


Logotipo Reuters

 

Por Anastasiia Malenko e Tom Balmforth e Max Hunder

Kiev (Reuters) – A Ucrânia disse que a Rússia disparou um novo tipo de míssil contra a cidade de Dnipro nesta quinta-feira e, embora tenha havido debates sobre o tipo, parecia ser uma arma com capacidade nuclear que carregava várias ogivas, em uma nova escalada da guerra de 33 meses.

Kiev afirmou que a Rússia usou um míssil balístico intercontinental, uma arma projetada para ataques nucleares de longa distância e nunca antes usada em guerra. Três autoridades dos EUA disseram que se tratava de um míssil balístico de alcance intermediário, com alcance menor.

Em Moscou, o presidente Vladimir Putin disse em um discurso televisionado, que a Rússia lançou um ataque com mísseis balísticos de médio alcance contra uma instalação militar ucraniana em resposta aos recentes ataques ucranianos de longo alcance com armas ocidentais.

Independentemente da classificação, esse mais recente ataque destacou o rápido aumento das tensões nos últimos dias.

A Ucrânia disparou mísseis norte-americanos e britânicos contra alvos dentro da Rússia nesta semana, apesar dos avisos de Moscou de que consideraria tal ação como uma grande escalada. O embaixador da Rússia em Londres disse nesta quinta-feira que o Reino Unido agora está “diretamente envolvido” na guerra na Ucrânia.

Segundo especialistas em segurança, se o ataque a Dnipro envolvesse um míssil balístico intercontinental, seria o primeiro uso desse tipo de míssil em uma guerra. Os ICBMs (na sigla em inglês) são armas estratégicas projetadas para lançar ogivas nucleares e são uma parte importante da dissuasão nuclear da Rússia.

Os mísseis balísticos de alcance intermediário têm um alcance de 3.000 a 5.500 kms.

“Hoje foi lançado um novo míssil russo. Todas as características — velocidade, altitude — são (de um) míssil balístico intercontinental. Uma (investigação) especializada está em andamento”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em uma declaração por vídeo.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia instou a comunidade internacional a reagir rapidamente ao que disse ser “o uso pela Rússia de um novo tipo de armamento”.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, o ICBM tinha como alvo Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, e foi disparado da região russa de Astrakhan, a mais de 700 kms de distância. Não especificou que tipo de ogiva o míssil tinha ou que tipo de míssil era. Não houve nenhuma sugestão de que fosse um míssil com armas nucleares.

“Seja um ICBM ou um IRBM, o alcance não é o fator importante”, afirmou Fabian Hoffmann, pesquisador da Universidade de Oslo, especializado em tecnologia de mísseis e estratégia nuclear.

“O fato de levar uma carga MIRV (veículos de reentrada múltiplos direcionados independentemente) é muito mais significativo para fins de sinalização e é o motivo pelo qual a Rússia optou por ele. Essa carga está associada exclusivamente a mísseis com capacidade nuclear.”

A Rússia também disparou um míssil hipersônico Kinzhal e sete mísseis de cruzeiro Kh-101, seis dos quais foram abatidos, segundo a Força Aérea ucraniana.

Antes dos comentários de Putin, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres que entrassem em contato com o Exército russo para comentários.

A aliança militar da Otan não respondeu aos pedidos por comentários em um primeiro momento. O Comando Europeu dos EUA disse que não tinha nada sobre o suposto uso de um ICBM e encaminhou as perguntas ao Departamento de Defesa.





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Produção de soja deve alcançar 166 milhões de toneladas


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, o plantio da safra de soja 2024/25 no Brasil e em Goiás atingiu 90% da área cultivada até o final de novembro, registrando avanço de 7 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior. O ritmo acelerado das operações indica perspectivas promissoras para a produção nacional, estimada em 166,1 milhões de toneladas, representando um crescimento de 12,5% em relação à safra 2023/24. A expectativa de produtividade também é positiva, com projeção de alta de 9,6%, enquanto a área plantada deve crescer 2,6% frente à última temporada.

Em novembro, a valorização da saca de soja alcançou o maior preço médio de 2024, fixado em R$ 144,28/sc. O desempenho foi impulsionado pela alta do dólar, que favoreceu as exportações brasileiras ao aumentar a competitividade no mercado internacional. No entanto, a valorização da moeda americana elevou os custos de insumos importados para o plantio.

Paralelamente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa de produção da safra norte-americana em 2,7% e previu uma queda de 14,5% nos estoques de soja. Esse cenário contribuiu para a alta nos preços do grão e do farelo na Bolsa de Chicago (CBOT).

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Apesar do cenário favorável à valorização da soja, as exportações brasileiras em grão sofreram queda de 15,9% em outubro. Em Goiás, a redução foi ainda mais acentuada, chegando a 57,8%. A principal razão para a retração foi a diminuição das compras chinesas, com recuo de 28,1% para o Brasil e 58,3% para Goiás em relação ao mesmo período de 2023.

Em contrapartida, houve crescimento de 24,4% nos embarques nacionais de farelo e óleo de soja, compensando parcialmente a queda nas exportações do grão. Destaca-se o aumento nas aquisições indianas de óleo de soja, impulsionado pela demanda sazonal associada a festividades culturais. O volume total importado pela Índia foi de 72,6 milhões de toneladas, sendo 17,7 milhões de toneladas provenientes de Goiás, que se consolidou como o segundo maior exportador do produto para o país asiático.





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