domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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Silagem com capins tropicais é alternativa para estiagens



Silagem de capins tropicais é opção para pecuária na Amazônia




Foto: Alexandre Teixeira

Estudos conduzidos pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em parceria com a Embrapa Gado de Corte, apontam a produção de silagem com capins tropicais como uma estratégia promissora para garantir reservas de alimento durante os períodos de estiagem na Amazônia, que podem se tornar mais severos devido às mudanças climáticas.

As pesquisas analisaram cultivares e diferentes manejos, destacando o impacto dessas variáveis na qualidade fermentativa e nutricional da silagem. De acordo com os pesquisadores, o cultivo de capins tropicais oferece fácil manejo e menor risco, quando comparado a outras culturas destinadas à produção de silagem, tornando-se uma alternativa viável para preservação do volumoso excedente. “O capim tem flexibilidade de uso já que com o mesmo pasto pode se fazer a silagem e o pastejo. Mas não posso trazer um manejo pronto do Centro-Oeste para cá. Em cada lugar é preciso uma validação das melhores práticas, inclusive considerando diferenças importantes dentro das regiões da Amazônia”, explica o professor adjunto de Forragicultura e Pastagens da Universidade Federal Rural da Amazônia, campus Belém, Dr. Thiago Carvalho da Silva.

O pesquisador Silva, especializado em silagem de capins tropicais, o projeto buscou caracterizar cultivares sob diferentes manejos, com foco na fermentação e qualidade nutricional. Os testes foram realizados na Fazenda Escola de Igarapé-Açú, localizada a 120 quilômetros de Belém, e analisaram sete cultivares dos gêneros Megathyrsus (Syn. Panicum) e Urochloa (Syn. Brachiaria).

Os capins foram cultivados em 84 parcelas de 12 m² e cortados a cada 30, 60 e 90 dias durante o período chuvoso de dois anos. Posteriormente, o pH das silagens e as populações microbianas foram monitorados em três momentos de abertura do silo: 5, 30 e 60 dias. Entre os resultados, a cultivar Brachiaria híbrida Mavuno mostrou-se superior em produtividade de massa seca e apresentou uma queda mais rápida do pH durante o processo de fermentação – fator essencial para a conservação da forragem. Segundo o pesquisador, a rápida queda do pH indica maior eficiência na fermentação, possivelmente relacionada à maior concentração de carboidratos solúveis no capim. Esse aspecto será analisado em maior profundidade em estudos futuros.





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Os biológicos podem controlar a broca da cana?



Essa abordagem integrada permite alcançar o máximo potencial



O controle biológico contra a broca utiliza diferentes agentes em estágios específicos do ciclo de vida da praga
O controle biológico contra a broca utiliza diferentes agentes em estágios específicos do ciclo de vida da praga – Foto: Pixabay

De acordo com informações da BSS Agro, o controle biológico de pragas na cana-de-açúcar, como a broca (Diatraea saccharalis), destaca-se como uma prática essencial para aumentar a sustentabilidade e a eficiência na produção agrícola brasileira. A cultura da cana no Brasil é pioneira nessa abordagem, sendo reconhecida mundialmente por inovações, como o uso de Drones para distribuir agentes biológicos, o que melhora a eficácia e uniformidade do controle. 

De acordo com a empresa, essa prática não apenas reduz a dependência de químicos, mas também agrega valor à produção de açúcar e etanol, atendendo às crescentes demandas por práticas agrícolas sustentáveis.

O controle biológico contra a broca utiliza diferentes agentes em estágios específicos do ciclo de vida da praga. Para o controle dos ovos, destaca-se o parasitoide Trichogramma galloi, que atua prevenindo o nascimento das lagartas. Já as lagartas podem ser combatidas por meio dos parasitoides Cotesia flavipes e Paratheresia claripalpis. Por fim, as pupas da praga podem ser controladas utilizando o parasitoide Tetrastichus howardi. Cada um desses organismos desempenha um papel crucial no manejo integrado da broca, reduzindo as perdas econômicas causadas pela infestação.

Nesse contexto, a chave para o sucesso no controle biológico, segundo a BSS Agro, está na liberação no momento certo e na integração com o controle químico em casos de altas infestações. Essa abordagem integrada permite alcançar o máximo potencial de controle, além de proteger a lavoura de maneira eficiente e sustentável.

 





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Você usaria algas marinhas para fertilizar o milho?



O extrato da alga atua em diversos níveis fisiológicos da planta



O extrato da alga atua em diversos níveis fisiológicos da planta
O extrato da alga atua em diversos níveis fisiológicos da planta – Foto: Divulgação

De acordo com a Algas Brasil, o uso do extrato da alga Kappaphycus alvarezii tem demonstrado benefícios significativos para a cultura do milho, especialmente na safrinha. Em um caso documentado na região de Planura, MG, um produtor evidenciou as melhorias no sistema radicular e no enchimento das espigas, destacando o potencial do produto. Ao ser aplicado no solo, o extrato favorece o desenvolvimento mais vigoroso do sistema radicular, aumentando a capacidade da planta de absorver água e nutrientes, mesmo em condições de estresse hídrico típicas da safrinha.  

De acordo com a empresa desenvolvedora do produto, os principais benefícios incluem maior tolerância ao estresse, como seca e altas temperaturas, aumento da produtividade, com mais espigas por planta e grãos de maior peso e qualidade, além de melhorias na qualidade do solo, com maior retenção de água e nutrientes. O extrato da alga atua em diversos níveis fisiológicos da planta, estimulando seu crescimento, floração e frutificação.  

Além disso, as informações indicam que ele fortalece o sistema imunológico da planta, tornando-a mais resistente a doenças. Esses resultados, segundo a Algas Brasil,  são reforçados por diversas pesquisas científicas que comprovam o potencial da Kappaphycus alvarezii como uma solução eficiente para os desafios da agricultura moderna. A cada dia, novos estudos e casos documentados mostram o impacto positivo dessa alga, destacando seu papel no desenvolvimento de fertilizantes mais sustentáveis e competitivos no mercado agrícola. As informações foram publicadas originalmente no perfil da rede social LinkedIn da Algas Brasil.

 





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Marrocos suspende impostos sobre importação de arroz



Essa decisão tem como objetivo estabilizar os preços do arroz no mercado local



Essa decisão tem como objetivo estabilizar os preços do arroz no mercado local
Essa decisão tem como objetivo estabilizar os preços do arroz no mercado local – Foto: Pixabay

O Ministério da Indústria e Comércio de Marrocos anunciou, por meio de um comunicado oficial, a suspensão temporária dos direitos de aduana e do IVA sobre as importações de arroz classificadas sob o código aduaneiro n° 1006.20.90.00. A medida, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2025 e vai até 31 de dezembro de 2025, afeta um limite de 55.000 toneladas de arroz, destinado principalmente às empresas industriais do setor.

Essa decisão tem como objetivo estabilizar os preços do arroz no mercado local, garantindo uma oferta suficiente para atender à demanda das famílias marroquinas. A medida surge em um momento de flutuações nos preços dos alimentos, buscando proteger o poder aquisitivo da população. Embora seja uma solução temporária, a iniciativa destaca a necessidade de fortalecer a produção local de arroz e reduzir a dependência das importações.

O Ministério ressalta que, apesar da ação emergencial, é fundamental que Marrocos invista em sua produção interna e diversifique suas fontes de fornecimento para garantir maior autonomia alimentar no futuro. Além disso, a suspensão dos impostos favorece as relações comerciais com os principais países produtores de arroz, especialmente na Ásia, e assegura a qualidade do produto importado.

Para garantir transparência e eficácia no processo, o Ministério estabelecerá critérios rigorosos para a alocação do cupo de importação. A medida temporária reforça a importância de fortalecer a resiliência do país frente a possíveis crises alimentares globais e impulsionar a sustentabilidade da produção local a longo prazo.

 





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Tecnologia é fundamental na produção de frutas



O crescimento da fruticultura no Brasil não se dá apenas pelo aumento das áreas



O crescimento da fruticultura no Brasil não se dá apenas pelo aumento das áreas cultivadas
O crescimento da fruticultura no Brasil não se dá apenas pelo aumento das áreas cultivadas – Foto: Canva

O Brasil tem se destacado como um dos maiores produtores de frutas do mundo, e a produção de abacate e laranja tem evoluído significativamente, especialmente com o uso de tecnologias avançadas. Daniel Rocha, Gerente Agrícola da Fazenda Matrice, enfatiza que o avanço tecnológico é fundamental para garantir a qualidade e a sustentabilidade na produção dessas frutas. Em Minas Gerais, por exemplo, a adoção de técnicas inovadoras de cultivo e pós-colheita tem sido decisiva para atender a uma demanda crescente por frutas de alto padrão, como o abacate.

A laranja, que sempre foi uma das principais frutas brasileiras, também têm se beneficiado de inovações tecnológicas. O uso de irrigação de precisão, controle biológico de pragas e tecnologias de monitoramento têm permitido aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos frutos, atendendo tanto o mercado interno quanto o externo. Rocha destaca que essas tecnologias estão sendo implementadas em larga escala, especialmente em estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia, onde grandes áreas estão sendo cultivadas com foco na sustentabilidade.

O crescimento da fruticultura no Brasil não se dá apenas pelo aumento das áreas cultivadas, mas também pela incorporação de práticas tecnológicas que visam a eficiência e a preservação ambiental. O uso consciente de recursos naturais, aliado à inovação tecnológica, tem garantido uma produção contínua de frutas de alta qualidade, sem a necessidade de expandir áreas agrícolas de maneira predatória.

“A expansão da produção de frutas no Brasil, especialmente de abacate e laranja, é um reflexo do potencial agrícola do país e da capacidade de inovar e sustentar a produção. Com um olhar atento às demandas do mercado e às práticas sustentáveis, o Brasil continua a consolidar sua posição como um dos principais produtores de frutas do mundo.

Ative para ver a imagem maior”, conclui.

 





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Cotação do boi China sobe R$ 5,00/@ no Pará



O escoamento de carne seguiu dentro das expectativas típicas para o período de festas




Foto: Divulgação

A análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que após registrar altas pontuais no início da semana, o mercado pecuário apresentou estabilidade nas cotações nesta sexta-feira, encerrando o período sem grandes oscilações. Com o ano se aproximando do fim, muitas indústrias mantêm uma postura mais cautelosa, adquirindo apenas o necessário para completar as escalas de abate.

O escoamento de carne seguiu dentro das expectativas típicas para o período de festas, sem sinais de elevação na demanda. Para a primeira semana de janeiro de 2025, analistas do setor acreditam que o volume de negócios deve manter um comportamento semelhante ao atual, com movimentações pontuais nos preços.

Nas principais praças do estado do Pará, o mercado apresentou ajustes variados nas cotações:

  • Marabá – O preço do boi comum teve um avanço de R$ 5,00/@, enquanto os valores para vacas e novilhas permaneceram estáveis.
  • Redenção – A região também registrou alta de R$ 5,00/@ para o boi comum e a novilha, mantendo os preços das vacas inalterados.
  • Paragominas – Diferente das demais, essa praça manteve-se estável ao longo do dia, sem variações nas cotações.
  • Já no segmento do “boi China”, direcionado ao mercado externo, todas as regiões acompanhadas no Pará registraram um incremento de R$ 5,00/@, refletindo a demanda aquecida para exportação.






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Manejo da ferrugem vem evoluindo a cada ano



Na safra 2023/24, a empresa testou mais de 70 cultivares de 16 obtentoras



“Investir em estudos como este é fundamental para continuarmos oferecendo soluções práticas e confiáveis"
“Investir em estudos como este é fundamental para continuarmos oferecendo soluções práticas e confiáveis” – Foto: Divulgação

A DigiFarmz iniciou um novo ciclo de pesquisas focado na ferrugem asiática, buscando reforçar sua base de dados e aprimorar os algoritmos de sua plataforma de recomendações agronômicas. Os estudos, realizados em Passo Fundo (RS), envolvem 73 cultivares de soja, testadas em condições de alta pressão da doença e diferentes épocas de semeadura, visando avaliar a eficácia de protocolos de Fungicidas e a resistência das cultivares.

“O foco nesta fase é avaliar o comportamento das cultivares sob alta incidência de ferrugem asiática. Semear em uma época mais tardia, quando a doença atinge seu pico, nos permite diferenciar a resistência das cultivares, validar programas de aplicação de fungicidas e identificar os manejos mais eficazes,” explicou a equipe de P&D da DigiFarmz.

A segunda época de plantio foi concluída recentemente, explorando variações climáticas para robustecer as análises. Segundo a equipe de P&D, o objetivo é identificar os manejos mais eficazes e validar programas de aplicação de fungicidas. Esse modelo estratégico permite atualizações precisas na plataforma, adaptando-a às necessidades dos produtores.

Na safra 2023/24, a empresa testou mais de 70 cultivares de 16 obtentoras, o que resultou na atualização de mais de 55 variáveis da plataforma. Ricardo Balardin, CRO da DigiFarmz, destacou a importância do investimento em pesquisas para oferecer soluções práticas e confiáveis, contribuindo para a produtividade e sustentabilidade no campo.

“Investir em estudos como este é fundamental para continuarmos oferecendo soluções práticas e confiáveis. Nosso compromisso é trazer dados precisos que empoderem os produtores, ajudando-os a superar desafios e melhorar tanto a produtividade quanto a sustentabilidade de suas operações”, conclui Ricardo Balardin, Chief Research Officer (CRO) da DigiFarmz. 





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À espera de tarifas de Trump, líder chinês faz ofensiva diplomática em…


Logotipo Reuters

Por Eduardo Baptista e Lisandra Paraguassu

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) – Em suas primeiras reuniões globais desde que Donald Trump foi reeleito para a Presidência dos Estados Unidos, o presidente chinês, Xi Jinping, partiu para uma ofensiva diplomática, protegendo-se contra a possibilidade de novas tarifas e se preparando para explorar possíveis divergências entre Washington e aliados.

Reunião após reunião, da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) no Peru ao G20 no Brasil ao longo da última semana, Xi procurou estabelecer um contraste com a mensagem “America First” (EUA em primeiro lugar) de Trump. Ele se apresentou como um defensor previsível da ordem comercial multilateral.

Organizadores das cúpulas, diplomatas e negociadores também descrevem uma mudança perceptível em relação às reuniões anteriores, com uma postura mais construtiva por parte dos diplomatas chineses. Eles estavam menos focados em seus interesses restritos e mais envolvidos na construção de um consenso mais amplo.

Estender a mão é urgente para Pequim. Embora esteja mais bem preparada para outra Casa Branca de Trump — com muitas empresas de tecnologia muito menos dependentes das importações dos EUA –, a China também está mais vulnerável após sua economia ser atingida por uma enorme crise imobiliária.

Grande parte da atenção da China se concentrou no Sul Global, com a agência de notícias estatal Xinhua elogiando o G20 por incluir a União Africana como um dos membros. A voz do Sul Global precisava ser “não apenas ouvida, mas também traduzida em influência tangível”, disse a Xinhua.

Durante seu discurso no G20, na última segunda-feira, Xi reiterou a posição da China de “abrir unilateralmente nossas portas para os países menos desenvolvidos”, destacando a iniciativa da China de conceder a todos esses países “tratamento tarifário zero para linhas tarifárias de 100%”.

Ao fazer tais aberturas, a China quer expandir sua posição de liderança em partes do mundo em desenvolvimento onde os EUA há muito tempo estão atrasados devido à incapacidade de igualar os investimentos de bilhões de dólares que a economia estatal da China tem organizado.

“Para posicionar a China como defensora da globalização e crítica do protecionismo, essa mensagem calculada chega em um momento em que muitos países do Sul Global temem o possível retorno de políticas comerciais e tarifárias indiscriminadas por parte dos EUA, especialmente sob a influência de Trump”, disse Sunny Cheung, membro associado de Estudos sobre a China da Jamestown Foundation, um think tank com sede em Washington DC.

“Os comentários de Xi visam apresentar a China como um parceiro mais estável e sensato e, o mais importante, recíproco, em contraste com o que percebem como imprevisibilidade dos EUA.”

TOM CONCILIATÓRIO

Trump prometeu impor tarifas sobre importações chinesas superiores a 60%, e uma pesquisa da Reuters com economistas revelou que eles esperam que os EUA imponham tarifas de quase 40%, o que poderia reduzir o crescimento da segunda maior economia do mundo em até 1 ponto percentual.

Ex-diplomatas chineses reconhecem em conversas privadas que os países em desenvolvimento não compensarão essa perda, mas Xi tem apostado muito na expansão do Brics e na aproximação com os vizinhos asiáticos, da Índia ao Japão e à Austrália.

Os países europeus, também ameaçados por Trump com tarifas, procuraram adotar um tom conciliatório com Xi na última rodada de reuniões.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que Berlim trabalharia por uma solução mediada para uma disputa entre a UE e a China sobre veículos elétricos chineses o mais rapidamente possível, durante sua reunião com Xi.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, adotou um tom otimista na primeira reunião entre líderes dos países desde 2018, dizendo que gostaria de se envolver com Pequim em áreas como comércio, economia e clima, além de ter um envolvimento mais amplo em ciência, tecnologia, saúde e educação.

(Reportagem adicional da redação de Pequim, Larissa Liao e Antoni Slodkowski)





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Conheça essas novas variedades de algodão



“É um grande avanço e um novo marco de produtividade”



“É um grande avanço e um novo marco de produtividade"
“É um grande avanço e um novo marco de produtividade” – Foto: Pixabay

A BASF lançou comercialmente no Brasil as primeiras variedades de algodão FiberMax dentro do inovador Sistema Seletio: FM 990STP e FM 945STP. Essas variedades se destacam por combinar alto potencial produtivo, qualidade de fibra e resistência a herbicidas como Liberty, Glifosato e Durance S. Além disso, possuem resistência à ramulária e, no caso da FM 945STP, também aos nematoides M. incognita e R. reniformis, ampliando a eficiência no manejo.

O Sistema Seletio foi desenvolvido para atender os desafios do produtor brasileiro no controle de plantas daninhas, que podem causar perdas de até 90% na produtividade, segundo a Embrapa. Ele combina biotecnologia de tolerância a herbicidas e proteção contra lagartas, integradas à genética FiberMax, oferecendo mais flexibilidade e sustentabilidade no manejo.

A FM 990STP apresenta ciclo tardio, resistência à ramulária e excelente adaptação para solos de textura média, sendo ideal para plantios iniciais. Já a FM 945STP, com ciclo médio precoce, é resistente aos principais nematoides que afetam o algodão, garantindo maior produtividade em áreas contaminadas, especialmente quando associada a nematicidas da BASF.

Além disso, a plataforma FIELD MANAGER da BASF oferece a solução Semeadura em Taxa Variável, que otimiza o plantio com base no potencial produtivo de cada zona do talhão, promovendo ganhos de produtividade de até 6,4% quando utilizada com FiberMax. A BASF reforça, assim, seu compromisso com a sustentabilidade e eficiência no cultivo do algodão no Brasil.

“É um grande avanço e um novo marco de produtividade em áreas contaminadas por nematoides. Mais uma vez a BASF traz uma solução que vai ao encontro das necessidades dos produtores. Seguimos comprometidos com o legado dos cotonicultores para ajudá-los a fazer um algodão cada vez mais produtivo e sustentável”, completa Graciela Mognol, Diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura para a América Latina.





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CRA Verde impulsiona a sociobioeconomia



Nos dois primeiros anos, a iniciativa mobilizou R$ 7,5 milhões



O CRA Verde proporciona crédito adaptado às necessidades das cooperativas
O CRA Verde proporciona crédito adaptado às necessidades das cooperativas – Foto: Canva

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) Verde tem se destacado como uma solução inovadora para o financiamento da sociobioeconomia no Brasil. Liderado pelo Instituto Conexsus, em parceria com o Grupo Gaia e o Santander, o modelo combina capital privado e suporte técnico para promover o desenvolvimento sustentável em cadeias produtivas estratégicas. 

Nos dois primeiros anos, a iniciativa mobilizou R$ 7,5 milhões, firmando 22 contratos de crédito que beneficiaram cooperativas e associações ligadas à sociobiodiversidade e agricultura familiar, especialmente em cadeias de cacau, castanha, açaí, borracha e grãos como arroz e feijão.  

Adotando a estratégia de blended finance, que mescla capital filantrópico e comercial, o CRA Verde proporciona crédito adaptado às necessidades das cooperativas. Com ticket médio de R$ 350 mil, o programa ampliou a produção, aumentou a renda dos produtores e fortaleceu a preservação dos biomas brasileiros, como Amazônia e Cerrado. Além dos números, os contratos impulsionaram boas práticas de gestão e maior capacidade produtiva nas organizações beneficiadas.  

A Conexsus desempenha um papel essencial no sucesso do CRA Verde. Por meio de assessoria técnica contínua, auxilia as cooperativas na gestão financeira e na implementação de práticas sustentáveis. Segundo Adriano Santos, coordenador do Programa de Assessoria da Conexsus, esse acompanhamento garante altos índices de adimplência e cria um legado de eficiência organizacional que transcende o financiamento inicial.  

A experiência do CRA Verde evidencia o potencial de parcerias estratégicas entre mercado privado e organizações socioambientais para construir uma economia inclusiva e sustentável, valorizando a biodiversidade brasileira. Essa iniciativa reforça o papel do mercado de capitais como aliado no fortalecimento da sociobioeconomia nacional.





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