sexta-feira, abril 10, 2026

Política & Agro

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Trigo segue lento: Confira


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue com movimentação lenta, principalmente devido à pressão das farinhas. Os moinhos locais já fecharam praticamente todas as suas posições de fevereiro e começam a se concentrar nas compras para março. Moinhos de fora do estado continuam ausentes, adquirindo apenas volumes pontuais. O trigo importado da Argentina teve aumento de US$ 7 por tonelada, atingindo US$ 235 FOB Up River, enquanto o trigo uruguaio está sendo negociado no estado a valores entre US$ 265 e US$ 270 CPT moinho, dependendo da localização. 

No segmento de exportação, o mercado está mais focado no fechamento de posições conforme as nomeações de navios. Os compradores estão fazendo ofertas de R$ 1.280,00 para embarques entre 15 de fevereiro e 15 de março, com pagamento na segunda metade de março. Para trigos mais fortes, o preço sobe para R$ 1.330,00 no interior. No melhor momento do câmbio, o preço do trigo Milling no porto chegou a R$ 1.310,00, mas sem negócios reportados. Também há negócios pontuais de trigo para ração a R$ 1.300,00 no porto. O preço da pedra em Panambi se manteve em R$ 65,00 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue estável, com preços variando entre R$ 1.400,00 CIF em Mafra e R$ 1.500,00 em Pinhalzinho. A principal movimentação está em torno do trigo importado, que chega a ultrapassar os R$ 1.700 no porto e R$ 1.800 no interior. Quanto aos preços pagos aos triticultores, houve alta em Joaçaba, com o valor subindo para R$ 74,33, enquanto outras localidades, como Canoinhas, mantiveram R$ 72,00 por saca.

No Paraná, os fretes em alta têm pressionado os preços FOB, que variam entre R$ 1.400,00 e R$ 1.500,00 CIF para os moinhos da região centro-sul, com entregas previstas para fevereiro e março. O trigo importado da Argentina, comprado no ano anterior, está sendo negociado entre US$ 280 e US$ 290 no porto, e o trigo paraguaio foi registrado a R$ 1.410,00 CIF no Oeste do estado. A média do preço da pedra no Paraná, apurada pelo Deral, aumentou ligeiramente para R$ 72,92, refletindo um lucro médio de 6,11% para os triticultores, com o custo de produção recuando para R$ 68,68.

 





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Mercado aeroagrícola global deve movimentar US$ 6 bilhões



Tecnologia avança com aeronaves não tripuladas para pulverização agrícola




Foto: Divulgação

O mercado aeroagrícola global está avaliado em US$ 6 bilhões, sendo US$ 3 bilhões apenas nos Estados Unidos, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (4) pela revista britânica Aerospace Testing International.

De acordo com as informações divulgadas pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o artigo, assinado pelo jornalista norte-americano Jack Roper, destaca o avanço dos drones de grande porte no combate a pragas e doenças, um fator essencial para garantir a segurança alimentar diante da projeção de 12 bilhões de habitantes no planeta até 2100.

Entre os destaques da publicação está o crescimento do mercado de aeronaves não tripuladas, como o Pelican, da empresa norte-americana Pyka, que acaba de ter suas primeiras vendas confirmadas para o Brasil. O anúncio ocorreu nesta semana, em evento realizado em São Paulo, com a presença do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

Outro modelo mencionado é o Sprayhawk, baseado no helicóptero Robinson 44 e considerado o maior drone de pulverização agrícola do mercado. A aeronave foi lançada em novembro, durante a Ag Aviation Expo em Fort Worth, no Texas, e recebeu a atenção de representantes do setor aeroagrícola brasileiro, que acompanharam a feira de perto.

Com a crescente adoção de drones de grande porte na agricultura, especialistas apontam que o setor deve passar por uma transformação significativa nos próximos anos, ampliando a eficiência das operações no campo e reduzindo impactos ambientais.





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Soja cai, milho e trigo sobem: Análise do mercado


Os preços da soja estão em leve queda nesta manhã, com a cotação na CBOT para março registrando US$ 1.073,75, uma queda de 1,25 pontos, segundo a TF Agroeconômica. Esse movimento é impulsionado pela baixa nos preços do óleo, devido à possibilidade de maior importação de óleo de canola canadense para os Estados Unidos, além da continuação das tarifas sobre as importações chinesas e uma leve recuperação das chuvas nas áreas produtoras da Argentina. 

“O atraso na colheita no Brasil e a valorização do real frente ao dólar, que melhorou a competitividade das exportações norte-americanas em detrimento das brasileiras, também dão suporte”, comenta.

No mercado de milho, os preços apresentam uma leve alta, com o contrato de março da CBOT alcançando US$ 496,50, uma variação positiva de 2,0 pontos. Fatores como o adiamento das tarifas impostas pela Casa Branca aos principais parceiros comerciais, México e Canadá, além do atraso na semeadura da safrinha no Brasil, são responsáveis por esse movimento positivo.

“Quanto à Argentina, embora chuvas muito necessárias estejam sendo registradas hoje em várias áreas agrícolas do país, uma onda de calor está prevista para o fim de semana, o que pode prejudicar novamente o desenvolvimento das lavouras, que estão na fase-chave que determinará seu rendimento futuro”, completa.

Já o trigo registrou preços mais altos em Chicago e Kansas, com a CBOT para março chegando a US$ 581,25, alta de 4,25 pontos. Esse aumento é impulsionado pelo adiamento das tarifas contra o México, que é um mercado-chave para as exportações de trigo dos EUA, e pela desaceleração das exportações da região do Mar Negro. A desvalorização do dólar frente ao euro também contribui para essa tendência, melhorando a competitividade das exportações americanas.

 





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Importações predatórias atingem indústria química


A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) alertou sobre a crise enfrentada pelo setor químico nacional devido às importações predatórias, especialmente dos Estados Unidos e da Ásia. Em 2024, o Brasil importou US$ 63,9 bilhões em produtos químicos, o segundo maior valor da série histórica, atrás apenas dos US$ 80,3 bilhões de 2022. 

O volume importado cresceu 11,5% em relação a 2023, totalizando 65,3 milhões de toneladas, com destaque para os 41,1 milhões de toneladas de intermediários de fertilizantes. Esses insumos poderiam ser produzidos no Brasil se houvesse maior oferta de gás a preços competitivos. Esse cenário resultou no aumento da capacidade ociosa da indústria nacional, afetando a competitividade do setor. 

O crescimento das importações impactou a produção local, especialmente em resinas e elastômeros (32,4%), orgânicos (14,3%), inorgânicos (9,1%) e outros químicos industriais (9,3%). Os produtos chegaram ao Brasil com preços 6,3% menores que no ano anterior, prejudicando a indústria e levando ao fechamento de fábricas estratégicas. A Ásia foi a principal origem das importações, representando 31% do total, com um déficit comercial de US$ 18 bilhões. 

Apesar das dificuldades, as exportações brasileiras de produtos químicos cresceram 4,3%, totalizando US$ 15,2 bilhões. O déficit comercial do setor foi de US$ 48,7 bilhões, uma redução em relação ao recorde de US$ 63 bilhões de 2022, graças aos preços baixos dos produtos importados. O Brasil teve saldo positivo apenas com Mercosul e Aladi, enquanto enfrentou déficits com a União Europeia, Nafta e Ásia.

   





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Tensões comerciais e seus efeitos


A recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre medidas de reciprocidade, caso Donald Trump aumente as tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, reacendeu o debate sobre os impactos de uma possível guerra comercial entre os dois países. Se confirmada, a disputa pode afetar setores estratégicos da economia brasileira, elevando custos para consumidores e exportadores.

Marcelo Costa Censoni Filho, especialista em Direito Tributário, alerta para as consequências dessa escalada de tensões. Segundo ele, se os EUA aumentarem as tarifas e o Brasil reagir da mesma forma, a relação entre os países pode se deteriorar a ponto de uma guerra comercial. 

“Caso os Estados Unidos realmente aumentem tarifas para produtos do Brasil, e o governo brasileiro reaja da mesma forma, a relação entre os dois países pode se deteriorar a ponto de caracterizar uma guerra comercial. O grande questionamento aqui é: quem sai perdendo?”, analisa o tributarista.

As ações de Trump geraram questionamentos sobre a violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que busca garantir um comércio internacional justo. Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, pode ser contestado na OMC, mas medidas protecionistas, mesmo contestadas, afetam o comércio global.

“Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, ele pode ser questionado no Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. Isso já aconteceu antes, e os EUA foram derrotados em disputas anteriores. No entanto, medidas protecionistas, mesmo que contestadas, acabam impactando o comércio global”, explica Censoni Filho.

Se a guerra comercial avançar, os efeitos serão sentidos pelo consumidor. Aumento de tarifas sobre produtos como trigo pode elevar o preço do pão, por exemplo, além de reduzir a oferta de certos itens no mercado. Censoni Filho ressalta que os desdobramentos dessa disputa podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor final. “Os desdobramentos podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor que faz compras no supermercado”, conclui.

 





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Preço do algodão recua em janeiro após dois meses de alta



Preço do algodão em pluma perdeu força




Foto: Canva

Após dois meses de valorização, o preço do algodão em pluma perdeu força em janeiro, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). No acumulado do mês, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, registrou queda de 1,92%, encerrando janeiro a R$ 4,1143/lp.

A média mensal foi de R$ 4,1567/lp, valor 0,26% superior ao de dezembro de 2024, mas ainda 2,45% inferior ao de janeiro de 2024, considerando a correção pelo IGP-DI de dezembro de 2024.

Segundo pesquisadores do Cepea, embora alguns vendedores tenham se mantido ativos no mercado spot ao longo do mês, a demanda enfraquecida influenciou a retração nos preços. As novas aquisições ocorreram de forma pontual, concentradas especialmente nas últimas semanas de janeiro.

Além disso, agentes do setor focaram na formalização de novos contratos, tanto para a entrega da safra 2023/24 nos próximos meses quanto para as próximas temporadas, incluindo a 2024/25 e a 2025/26.





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Soja sobe com pausa nas tarifas dos EUA


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a segunda-feira em alta, impulsionada pela suspensão temporária das tarifas dos Estados Unidos sobre importações do México e Canadá. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para março subiu 1,56%, ou 16,25 cents/bushel, para US$ 1058,25. O contrato de maio avançou 1,44%, ou 15,25 cents/bushel, fechando em US$ 1072,75. No complexo da soja, o farelo para março teve alta de 0,86%, a US$ 303,7/ton curta, enquanto o óleo subiu 0,87%, para US$ 46,51/libra-peso.

A alta foi impulsionada pelo acordo firmado pelo governo americano com o México e, após o fechamento do pregão, também com o Canadá, suspendendo por um mês a implementação de tarifas sobre importações desses parceiros. Esse movimento trouxe otimismo ao mercado, refletindo positivamente sobre os preços dos grãos, apesar da alta volatilidade ainda presente no cenário comercial.

Outro fator relevante foi a piora das condições climáticas na Argentina, que superou as projeções de aumento de produtividade da safra brasileira feitas por algumas consultorias. A preocupação com o impacto do clima sobre a produção argentina sustentou os preços da soja, compensando parte do efeito de uma colheita mais robusta no Brasil.

No lado comercial, os Estados Unidos embarcaram 37,30% mais soja do que na semana anterior, reforçando o otimismo com a demanda externa. Com a pausa nas tarifas e a continuidade das negociações, o mercado segue atento aos próximos desdobramentos, que podem influenciar a dinâmica de preços nas próximas sessões. As informações foram divulgadas nesta manhã.





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Incertezas seguem no mercado da soja


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, o que pauta são as incertezas climáticas, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços no porto: R$ 142,00 para entrega em janeiro e pagamento em 24/01. No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 17/02 – para fábrica), R$ 133,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 17/02 – para fábrica), e R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 126,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra 2024/2025 de soja em Santa Catarina deve crescer 12,2%, com 768,6 mil hectares plantados e produtividade média de 3.771 kg/ha, resultando em 2,91 milhões de toneladas. Apesar do aumento, as exportações catarinenses recuaram 5,7% em volume e 23% em faturamento devido à queda nos preços internacionais, que atingiram o menor nível em quatro anos. O mercado global segue pressionado pelo excesso de oferta e volatilidade. Os preços no porto de São Francisco variam de R$ 132,29/t para fevereiro a R$ 141,00/t para junho. 

No Paraná, a colheita está avançando de forma relativamente lenta, com pancadas de chuvas constantes. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 131,00 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 127,00 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 123,66 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 128,00”, completa. 

Mato Grosso do Sul deve colher 13,98 milhões de toneladas de soja na safra 2024/2025, um crescimento de 13% em relação ao ciclo anterior, tornando-se a segunda maior colheita da história do estado. No entanto, 38,9% da área cultivada foi afetada por estresse hídrico, embora chuvas recentes tenham ajudado a estabilizar as lavouras. Os preços do dia variam entre R$ 115,89/t em Sidrolândia e R$ 116,86/t em Chapadão do Sul. 

No Mato Grosso, o excesso de chuvas quebram parte da safra, mas as preocupações logísticas seguem fortes. “Além disso, o mercado segue fraco, com negociações limitadas e preços em queda, dificultando ainda mais a situação para os produtores da região. Campo Verde: R$ 117,70, Lucas do Rio Verde: R$ 110,35. Nova Mutum: R$ 110,35. Primavera do Leste: R$ 117,70. Rondonópolis: R$ 117,70. Sorriso: R$ 110,35”, conclui.

  





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Milho fecha em alta nas bolsas: Confira


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em alta com atrasos no Brasil e volta da demanda, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Com exceção do contrato de maio, que fechou com uma leve queda, as demais cotações fecharam em alta na B3. O mercado reagiu à melhora de Chicago, mas principalmente a fatores locais. A piora nas condições climáticas na Argentina e o atraso nas duas safras de milho impulsionaram as cotações”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia: o vencimento de março/25 foi de R$ 75,64 apresentando alta de R$ 0,08 no dia, alta de R$ 0,73 na semana; maio/25 fechou a R$ 75,37, baixa de R$ -0,03 no dia, alta e R$ 0,67 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 71,49, alta de R$ 0,37 no dia e alta de R$ 0,74 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta com pausa nas tarifas com os dois principais parceiros dos EUA. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou em alta de 1,40 % ou $ 6,75 cents/bushel a $ 488,75. A cotação para maio, fechou em alta de 1,37 % ou $ 6,75 cents/bushel a $ 499,75”, indica.

“O vai e vem das tarifas americanas trará fortes emoções para o mercado de grãos até ter algo de concreto. Nesta segunda, o governo americano entrou em acordo, durante o horário do pregão com o México e após o fechamento com o Canadá, para uma pausa de 1 mês na implementação de possíveis tarifas sobre as importações dos seus principais parceiros comerciais. Com a pausa e o avanço das conversas o mercado reagiu positivamente em todo o complexo de grãos, mas ainda com grande volatilidade”, conclui.

 





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