sexta-feira, abril 10, 2026

Política & Agro

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Clima quente acelera maturação da uva



Colheita da uva Bordô se aproxima do fim no RS




Foto: Divulgação

Segundo dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (6), a colheita da uva segue avançando no Rio Grande do Sul. Em Quaraí, na região administrativa de Bagé, a colheita já atingiu 40% dos 75 hectares cultivados.

Na Serra Gaúcha, o clima dos últimos dias – com chuvas, ventos e redução da radiação solar – dificultou a maturação dos frutos e a sanidade das plantas. No entanto, a colheita já ultrapassou metade do volume previsto. A variedade Bordô está próxima da finalização, enquanto a Isabella começou a ser colhida devido ao amadurecimento acelerado. Se o ritmo for mantido, a colheita deve terminar até o fim de fevereiro.

O processo tem sido fortemente mecanizado, reduzindo a dependência de mão de obra. No entanto, alguns produtores entregaram a safra para a indústria sem definição de preço ou prazo de pagamento. A cotação da Niágara Rosada apresentou sinais de recuperação, com preço médio de R$ 3,80/kg, enquanto as uvas finas variam entre R$ 8,00 e R$ 12,00/kg.

Na região de Erechim, os frutos apresentam ótima qualidade, e muitos vitivinicultores têm buscado uvas da Serra Gaúcha para vinificação, sucos e consumo in natura. A região é responsável por aproximadamente 40% da produção consumida.

Já em Santa Maria, o clima seco e quente adiantou o ciclo da cultura, fazendo com que os cachos amadurecessem até 20 dias antes do esperado. Além disso, as uvas estão com alto teor de açúcar, o que pode impactar a qualidade dos vinhos e sucos produzidos.





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Chuvas melhoram solo para soja, mas atrasam colheita



USDA: chuvas irregulares impactam lavouras no Brasil




Foto: Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que quase todas as regiões agrícolas do Brasil registraram precipitações na última semana, mas em volumes bastante irregulares.

No Centro-Oeste, as chuvas variaram entre 10 mm e 50 mm, melhorando a umidade do solo e favorecendo as lavouras de soja nos estágios finais de desenvolvimento. No entanto, os volumes também causaram atrasos na colheita, especialmente em áreas onde os trabalhos já haviam sido iniciados. O plantio do algodão de segunda safra também foi impactado, sofrendo atrasos no Mato Grosso, embora a umidade tenha beneficiado culturas já germinadas.

Por outro lado, no sul do país, a falta de chuvas e as temperaturas elevadas agravaram a seca no Rio Grande do Sul, onde os volumes registrados foram inferiores a 10 mm. A escassez de água limitou ainda mais a umidade do solo, acelerando o desenvolvimento das lavouras de soja, mas com impacto negativo na produtividade.

A persistência das condições climáticas adversas no Sul pode comprometer os rendimentos da safra, enquanto no Centro-Oeste, as precipitações podem continuar interferindo nos trabalhos de campo, conforme os dados do boletim do USDA.





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Seguros são fundamentais na crise climática



Os seguros agrícolas são ferramentas fundamentais nessa estratégia



Para enfrentar os desafios climáticos, produtores devem começar avaliando riscos
Para enfrentar os desafios climáticos, produtores devem começar avaliando riscos – Foto: Pixabay

A adaptação às mudanças climáticas é uma necessidade estratégica para o agronegócio, e os seguros desempenham um papel essencial nesse cenário. Segundo Claudio Durante, executivo da Aon, a gestão de riscos climáticos permite maior previsibilidade e continuidade das operações, garantindo a sustentabilidade do setor diante de eventos extremos.  

Para enfrentar os desafios climáticos, produtores devem começar avaliando riscos como secas e inundações, desenvolvendo planos de mitigação. O uso de tecnologias avançadas, como sistemas de irrigação eficientes e monitoramento climático, também fortalece a resiliência das lavouras. Além disso, práticas agrícolas sustentáveis, como rotação de culturas e conservação do solo, ajudam a minimizar impactos ambientais e econômicos.  

Os seguros agrícolas são ferramentas fundamentais nessa estratégia. Eles oferecem proteção financeira contra perdas inesperadas, permitindo que os produtores mantenham suas atividades mesmo após desastres naturais. A diversificação de culturas também se apresenta como alternativa para reduzir riscos e explorar novas oportunidades de mercado.  

A resiliência climática deve ser encarada como uma vantagem competitiva, e não apenas como uma medida de precaução. O planejamento contínuo e o uso inteligente de seguros garantem maior segurança para o agronegócio, permitindo que o setor cresça de forma sustentável e inovadora. “Preparar-se para desastres climáticos é uma chance de inovar e se destacar no mercado. Os seguros agrícolas são fundamentais para garantir a sustentabilidade do setor”, conclui.

 





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Boa oferta brasileira pressiona soja, milho se beneficia



No mercado de milho, os futuros em Chicago também recuaram




Foto: Emerson Peres

As cotações da soja em Chicago encerraram a semana passada em queda, com o contrato para março fechando a sexta-feira (31) em 1.042 cents por bushel, recuo de 1,3%, segundo a StoneX. O mercado segue atento à safra da América do Sul e às tensões geopolíticas dos EUA com Colômbia, México, Canadá e China. Além disso, as vendas fracas de exportação continuam pressionando os preços. Com a colheita avançando no Brasil e a soja nacional mais competitiva que a norte-americana, o mercado monitora o impacto sobre os estoques dos EUA. A política tarifária dos EUA, apesar de ter tido ajustes, ainda gera incertezas.  

No mercado de milho, os futuros em Chicago também recuaram, com o contrato para março/25 fechando a semana a 482 cents por bushel, queda de 0,9%. No início do período, fundos de investimento impulsionaram as compras, apostando nos riscos climáticos da safra sul-americana. No entanto, os rumores de novas tarifas dos EUA sobre produtos do Canadá e México trouxeram cautela ao mercado, reduzindo o apetite dos investidores e pressionando os preços.  

Na B3, o milho seguiu trajetória oposta e registrou alta. O contrato para março encerrou a semana a R$ 75,50/saca, avanço de 0,5%. “Se por um lado a posição mais isolacionista da política tarifária dos EUA tende a penalizar os preços em Chicago, o milho brasileiro só tem a ganhar com esse movimento, uma vez que a medida retira competitividade de um importante mercado exportador de grãos, favorecendo a posição brasileira no comércio global e entregando, consequentemente, suporte aos preços domésticos”, indica.

 





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Óleo de soja sobe com tarifas dos EUA sobre importação



O mercado asiático operou com volumes reduzidos



A imposição das tarifas pelos EUA adiciona um novo elemento ao cenário global do óleo de soja
A imposição das tarifas pelos EUA adiciona um novo elemento ao cenário global do óleo de soja – Foto: Abiove

Segundo a StoneX, o óleo de soja registrou valorização na última semana, impulsionado pela decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de importação ao Canadá, México e China. Após quatro pregões praticamente estáveis, os contratos saltaram 2,5% na sexta-feira (31), atingindo o maior nível em duas semanas. O vencimento para março de 2025 fechou a US¢ 46,1/lb, uma alta de 2,0%, refletindo a percepção de que a medida pode favorecer o consumo do óleo de soja americano e fortalecer sua competitividade no mercado interno.  

O mercado asiático operou com volumes reduzidos devido ao feriado de Ano Novo Lunar, o que limitou grandes oscilações. A Bursa da Malásia permaneceu fechada na quarta e quinta-feira, e as bolsas chinesas também interromperam as negociações. Com isso, o contrato para abril de 2025 foi cotado a USD 963,8/t, mantendo estabilidade frente à semana anterior. A ausência de novas movimentações nesse período contribuiu para a falta de direcionamento mais claro nos preços da região.  

A imposição das tarifas pelos EUA adiciona um novo elemento ao cenário global do óleo de soja. A expectativa é que a demanda interna nos Estados Unidos aumente, o que pode sustentar os preços no curto prazo. No entanto, a retomada das operações na Ásia pode trazer novas influências ao mercado, especialmente considerando o impacto do consumo chinês sobre os preços internacionais dos óleos vegetais.

“O mercado asiático teve volumes significativamente menores e poucas novidades devido ao feriado de Ano Novo Lunar, com a Bursa fechada para operações na quarta e quinta-feira, com as bolsas chinesas também paralisadas por conta do feriado”, conclui.

 





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Futuros da soja sobem em Chicago


A TF Agroeconômica informou que os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta nesta quinta-feira (15), impulsionados por compras de oportunidade. O contrato para março, referência para a safra brasileira, subiu 0,33%, encerrando a US$ 1.060,50/bushel, enquanto o contrato de maio também avançou 0,33%, fechando a US$ 1.075,75/bushel. No mercado de derivados, o farelo de soja caiu 0,62%, para US$ 306,4/ton curta, enquanto o óleo de soja registrou valorização de 0,69%, sendo negociado a US$ 45,40/libra-peso.  

Apesar da leve recuperação, o cenário fundamentalista não favorece a oleaginosa. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as vendas líquidas caíram 12% na semana, ficando 40% abaixo da média das quatro semanas anteriores. Além disso, a Argentina recebeu boas chuvas, o que pode reduzir perdas na safra. O Brasil, por sua vez, avança na colheita, aumentando a pressão sobre os preços diante da oferta crescente.  

No mercado internacional, os dados de exportação dos EUA seguiram fracos, reforçando o viés baixista. O USDA reportou que, entre 24 e 30 de janeiro, foram vendidas 387,7 mil toneladas de soja da safra 2024/25, abaixo das 438 mil toneladas da semana anterior. A China liderou as compras, adquirindo 208,7 mil toneladas, mas o volume total ficou próximo do mínimo esperado pelo setor privado.  

O mercado segue atento ao impacto das condições climáticas na América do Sul e ao ritmo da colheita no Brasil. O avanço do novo grão no circuito comercial tende a influenciar as cotações, enquanto os traders avaliam oportunidades de compra diante das oscilações diárias.

 





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Como a soja encerrou o dia?


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, segundo a TF Agroeconômica, não há indicações no porto. “No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 134,00 em Cruz Alta (pagamento em 17/02 – para fábrica), R$ 134,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 134,00 em Ijuí (pagamento em 17/02 – para fábrica), e R$ 134,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 126,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra de soja 2024/2025 em Santa Catarina deve crescer 12,2%, com 768,6 mil hectares plantados e produtividade média de 3.771 kg/ha, totalizando 2,91 milhões de toneladas. No entanto, as exportações do estado caíram 5,7% em volume e 23% em receita devido à queda nos preços internacionais, que atingiram o menor nível em quatro anos. O mercado global segue pressionado pela alta oferta e volatilidade. No porto de São Francisco, os preços variam de R$ 132,29/t em fevereiro a R$ 141,00/t em junho.

O Paraná deve enfrentar desafios de logística em virtude do crescimento da safra. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 134,00 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 130,00 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 123,47 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, completa.

A colheita de soja em Mato Grosso do Sul atingiu 12% da área prevista, ficando 1,5 pontos percentuais abaixo do ano passado. A maior produtividade está na região Sul (13,9%), seguida pelo Centro (13,3%) e Norte (0,5%). No entanto, 42% da área total, cerca de 1,8 milhão de hectares, sofre com estresse hídrico, afetando lavouras plantadas entre setembro e outubro. A Aprosoja/MS espera que as chuvas melhorem as condições. Os preços da soja variam entre R$ 114,47/t em Chapadão do Sul e R$ 117,57/t em Dourados, Campo Grande e Maracaju.

O custo de produção está marcando alta expressiva e preocupando o produtor no Mato Grosso. “O Ponto de Equilíbrio (PE) foi calculado em R$ 96,29 por saca, ou 52,08 sacas por hectare. Embora o preço da soja tenha ficado 11,31% acima do PE até dezembro, a recente desvalorização no mercado acende um alerta para os produtores no planejamento da próxima safra. Campo Verde: R$ 117,71, Lucas do Rio Verde: R$ 108,8. Nova Mutum: R$ 108,8. Primavera do Leste: R$ 112,33. Rondonópolis: R$ 112,33. Sorriso: R$ 108,8”, conclui.





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Alerta de chuvas intensas no Norte e Nordeste



Alerta indica a possibilidade de precipitações e ventos fortes




Foto: Arquivo

Nesta sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas de chuvas intensas para diversas áreas das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Esses avisos, classificados nas cores laranja e amarelo, indicam a possibilidade de precipitações e ventos fortes, exigindo atenção da população.

Região Norte:

Manaus (AM): Alerta laranja em vigor até as 9h de hoje, com previsão de chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, acompanhadas de ventos de 60 a 100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Belém (PA): Alerta amarelo válido até as 10h, indicando chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos de 40 a 60 km/h. O risco é menor, mas ainda inclui possíveis alagamentos e descargas elétricas.

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Região Nordeste:

Salvador (BA): Alerta amarelo até as 10h, com previsão de chuvas rápidas e isoladas, podendo acumular até 50 mm/dia e ventos de até 60 km/h.

Recife (PE): Alerta laranja em vigor até as 10h, com possibilidade de chuvas intensas e ventos fortes, similares aos previstos para Manaus.





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Milho na B3 acompanha Chicago



O cenário global também contribui para o fortalecimento das cotações



Diante desse contexto, os contratos futuros registraram ganhos no dia
Diante desse contexto, os contratos futuros registraram ganhos no dia – Foto: Canva

A B3 acompanhou a alta em Chicago e encerrou a quinta-feira (06) com valorização nos principais contratos futuros de milho, segundo análise da TF Agroeconômica. O mercado segue pressionado pela preocupação com a redução do potencial da segunda safra brasileira, devido a atrasos na colheita da safra de verão e no plantio da safrinha, que pode perder a janela ideal em diversas regiões. Além disso, a disputa entre a indústria e os portos mantém os preços aquecidos.

O cenário global também contribui para o fortalecimento das cotações. A demanda externa segue firme, enquanto os estoques e a produtividade enfrentam incertezas. No Brasil, a colheita tardia da soja atrasou a semeadura do milho safrinha, o que pode impactar negativamente os rendimentos, elevando as preocupações do mercado e sustentando os preços em patamares mais altos.

Diante desse contexto, os contratos futuros registraram ganhos no dia. O vencimento para março de 2025 fechou a R$ 77,95, alta de R$ 1,33 no dia e R$ 2,21 na semana. O contrato de maio/25 subiu R$ 0,75 no dia e R$ 1,72 na semana, encerrando a R$ 77,28. Já o julho/25 fechou a R$ 72,34, com elevação de R$ 0,50 no dia e R$ 1,22 na semana. 

O milho na CBOT fechou em alta após o México revogar restrições à compra de milho transgênico. A decisão beneficia exportadores dos EUA e ajudou a reverter as perdas do dia. O contrato de março subiu 0,41%, a US$ 495,25, e o de maio avançou 0,54%, a US$ 507,50. Além disso, as exportações cresceram 9%, com o México liderando as compras. A medida pode manter os preços sustentados, enquanto o mercado monitora fatores como demanda global e condições climáticas nos EUA.

 





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Sancionada lei que remunera produtor de cana por créditos do Renovabio


Foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei 15.082, de 2024, que garante ao produtor de cana-de-açúcar destinada ao biocombustível participação nas receitas obtidas com a negociação de créditos de descarbonização. A lei altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), para incluir produtores independentes de matéria-prima para biocombustíveis na divisão dos chamados Créditos de Descarbonização (CBios). O texto que modifica o marco regulatório do setor permite que produtores de cana participem dessa remuneração, antes exclusiva das usinas produtoras de etanol.

Publicada no Diário Oficial da União da terça-feira (31), a norma altera a Lei 9.478, de 1997, sobre a comprovação de estoque para retirada de biodiesel, e reforça a regulação do setor com medidas como o aumento de multas para os agentes que não cumprirem as metas estabelecidas. O não cumprimento das metas de descarbonização passa a ser tipificado como crime ambiental e a comercialização de combustíveis será proibida para distribuidores inadimplentes com sua meta individual.

A legislação também revoga a autorização dada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em casos de reincidência de descumprimento das metas. 

O RenovaBio é um programa de descarbonização da matriz de transportes, com impactos relevantes para o meio ambiente, contribuindo para o atendimento aos compromissos do Brasil no âmbito do Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Receitas

De acordo com a lei, os produtores de cana-de-açúcar deverão receber parcelas de, no mínimo, 60% das receitas oriundas da comercialização dos CBios gerados a partir do processamento da cana entregue por eles às usinas. Quando o agricultor fornecer à indústria os dados primários necessários ao cálculo da nota de eficiência energético-ambiental, além desses 60%, ele deverá receber 85% da receita adicional sobre a diferença de créditos, já descontados os custos de emissão.

Já os produtores das demais matérias-primas de biocombustíveis, como soja e milho, usados para a produção de biodiesel e etanol, respectivamente, poderão negociar a parcela de remuneração no âmbito privado.

Crime ambiental

A nova lei também endurece as regras para o cumprimento das metas individuais de descarbonização pelas distribuidoras de combustíveis. Elas deverão ser cumpridas até 31 de dezembro de cada ano. O descumprimento configura crime ambiental, com multa que poderá variar de R$ 100 mil a R$ 500 milhões. Para cumprir as metas, as distribuidoras compram os CBios emitidos pelas usinas de biocombustíveis.

Cada crédito representa uma tonelada de carbono equivalente que deixou de ser emitida.

Vetos

Lula vetou dois trechos da lei. Um deles permitia a tomada de créditos de contribuições tributárias pelas distribuidoras na aquisição dos CBios. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento observaram que o texto vetado “equipara os créditos de descarbonização a insumos para os distribuidores a fim de gerar créditos para compensação no processo de não cumulatividade de tributos federais”.

Segundo o Executivo, “o preceito contraria o interesse público” e é inconstitucional por criar “renúncia de receita sem estimativa de impacto orçamentário e financeiro”.

O outro veto também foi pedido pelo Ministério da Fazenda ao trecho que equipara os CBios aos demais valores mobiliários.

Projeto

A Lei 15.082, de 2024, teve origem no PL 3.149/2020, aprovado pelo Senado em 4 de dezembro. O texto é de autoria do então deputado e atual senador Efraim Filho (União-PB). Ele próprio foi o relator da matéria no Senado. 





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